Título Completo
Satisfação e valores pessoais do usuário de telefonia celular (perfil, direitos e avaliação)

Modalidade
Sessão Coordenada de relato pleno de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
Luiz Pasquali / UnB

Autor
Everson Cristiano de Abreu Meireles / UnB

Autor
Juliana Leão Braga / UnB

Autor
Luiz Pasquali / UnB

Autor
Amélia Regina Alves / IESB

Resumo Geral
A sessão visa enfocar a questão dos valores pessoais e da satisfação do usuário de telefonia no Brasil, em particular do Sistema Móvel Pessoal. O professor Walter Moura aborda a problemática dos direitos e deveres legais do cidadão numa sociedade de consumo. Alerta para a importância da aderência de entrega de bens e serviços ao consumidor de acordo com as necessidades do mesmo, sob a égide do direito do cidadão. Por outro lado, para que essa aderência da entrega aconteça, é necessária a aculturação por parte da sociedade consumidora. A doutora Amélia Regina Alves enfoca a validação do questionário de valores de Schwartz – o Portraits Questionnaire (PQ) – para o Brasil. Esse trabalho mostrou que o sistema de valores de Schwartz aparece basicamente presente também na cultura brasileira, podendo ser utilizado para diferentes contextos, inclusive em ambientes de elevada complexidade, tal como a coleta de informação via call center. O mestrando Everson Cristiano de Abreu Meireles expõe relato sobre a construção e validação de um novo instrumento para aferição dos valores de consumo no contexto da psicologia de mercado, dado que o PQ é um instrumento para avaliação de valores de caráter mais universal e não diretamente inserido no contexto concreto do consumidor de bens e serviços. A mestranda Juliana Leão Braga discorre sobre o perfil social das pessoas que se encontram excluídas do sistema de telefonia no Brasil. O trabalho mostra a estrutura social e pessoal dos sujeitos que não têm acesso ao sistema brasileiro de telefonia, no sentido de levantar subsídios para atender à aderência de entrega de serviços, em conformidade com os direitos do cidadão. O professor Luiz Pasquali faz uma análise do impacto que os valores pessoais, avaliados pelo instrumento QP, têm sobre a satisfação do usuário de telefonia do Sistema Móvel Pessoal. Mesmo não avaliando valores mais pragmáticos, o estudo mostrou que os valores universais do PQ apresentam um moderado impacto sobre a satisfação do usuário de telefonia celular.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
Construção e Validação do Inventário Fatorial dos Valores de Consumo.

O objetivo do presente trabalho foi o de construir e validar um instrumento de medida para aferir os valores de consumo no contexto da população brasileira. Os procedimentos utilizados para a construção do instrumento, denominado Inventário Fatorial dos Valores de Consumo – IFVC, são apresentados. O estudo de validação foi realizado junto a 1002 estudantes do Distrito Federal e Entorno, sendo 27,9% do Ensino Médio e 68,3% do Ensino Superior. A análise fatorial (PAF) indicou a presença de 12 fatores e os índices de precisão alfa de Crombach variaram de 0,45 a 0,91. Os fatores são interpretados à luz das pesquisas que relacionam o comportamento do consumidor aos valores humanos. Os resultados apresentam evidência empírica dos parâmetros psicométricos de validade e precisão. Estudos com amostras diversificadas são indicados para que os resultados possam ser generalizados para a população brasileira.

Resumo Segundo Participante
Perfil da população no DF com pouco ou nenhum acesso aos serviços de telecomunicações

O modelo de concorrência adotado pelo Estado brasileiro no setor de telecomunicações coloca o consumidor como protagonista. Surge a necessidade em se conhecer características, expectativas e interesses dessa população consumidora. Foram entrevistadas 105 pessoas que não possuem celular nem telefone fixo. A maioria dos entrevistados declara renda familiar de até R$ 960,00, sendo que até quatro pessoas sobrevivem dessa quantia. Utilizou-se um roteiro pré-definido para proceder às entrevistas. Foram feitas análises de conteúdo e análises descritivas. Os resultados indicam que grande parte dos indivíduos deseja ter acesso ao celular, primordialmente, para se comunicar em emergências e receber ligações. No entanto, relatam que o maior impedimento reside na falta de recursos financeiros, uma vez que os preços das tarifas são altos para uma população com elevados índices de exclusão social. Os serviços de telecomunicações concorrem no orçamento familiar dessas famílias com produtos de necessidade básica como comida, remédios, moradia e infraestrutura.

Resumo terceiro Participante
Satisfação do Usuário de Telefonia Celular e Valores Pessoais

A satisfação do usuário de telefonia do sistema móvel celular é definida em termos da teoria da desconfirmação, onde ela resulta da diferença entre as expectativas do sujeito e a performance da empresa. A medida da satisfação foi avaliada por meio de um questionário de resposta tipo Likert. Os valores foram mensurados por meio do Portraits Questionnaire – PQ de Schwartz, validado para o país. Três amostras de sujeitos foram utilizadas: 23.932 usuários do telefone celular pré-pago, 24.039 do telefone celular pós-pago e 4.000 usuários para o estudo de preditividade dos valores com respeito à satisfação. A relação entre valores e satisfação foi analisada por meio da correlação canônica. Os resultados indicam relação entre os dois blocos de construtos, fraca, mas significativa, explicando entre 25% a 30% da variância. Sugere-se que os valores sejam avaliados a partir de instrumentos que captem situações mais concretas da vida de consumidores de bens/serviços.


Título Completo
Fenômenos do mundo do trabalho na perspectiva das redes sociais

Modalidade
Sessão Coordenada de relato pleno de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
Maria Júlia Pantoja / UnB

Autor
Elaine Rabelo Neiva; Maria Júlia Pantoja; Bernardo Rabelo Neves e Lílian Bertoldi / UnB

Autor
Helder Pontes Régis (Faculdade Boa Viagem), Antônio Virgílio Bittencourt Bastos (UFBA) e Sônia Maria R. C. Dias (FBV)

Autor
Denise Souza e Sônia Maria Rodrigues / Faculdade ESAUD

Autor
Maria Júlia Pantoja e Luciane Benetti / UnB

Resumo Geral
A teoria de Redes Sociais analisa que as relações entre as pessoas são fenômenos elementares, processos que geram formas sociais sujeitas à regeneração contínua e à adaptação a circunstâncias mutantes. Uma rede social não é algo estruturalmente fixo, não problematiza os padrões das relações observadas e não atribui propósito a elas. As relações sociais em que cada indivíduo está inserido podem ser vistas como uma rede. Assim, dentro de um contexto específico organizacional, o estudo das redes se torna extremamente importante na investigação de processos que envolvem relações informais. Estes muitas vezes consolidam a dinâmica organizacional e processos de tomada de decisão extremamente relevantes nos contextos organizacionais contemporâneos. A análise das redes sociais ocorre em três níveis: características estruturais da rede; características relacionais da rede e identificação dos atores críticos. As características estruturais envolvem os conceitos de diâmetro, distância geodésica, densidade, etc. As características relacionais envolvem a identificação de subgrupos nas redes como cliques e clãs. A identificação dos atores críticos explicita os principais atores e seus papéis nas redes analisadas. Esta sessão coordenada abordará questões conceituais e metodológicas relacionadas a temática Redes Sociais, bem como sua importância para a pesquisa e produção de conhecimentos no âmbito dos estudos organizacionais. A apresentação dos conteúdos abordados na Sessão encontra-se estruturada em 4 (quatro) partes. Inicialmente, será apresentada uma introdução ao estudo do tema REDES SOCIAIS que privilegiará questões teóricas e conceituais com vistas a delinear uma visão geral do campo em termos das diferenciações existentes entre redes inter e intra-organizacionais. A seguir serão enfocadas as reações e atitudes frente a uma mudança organizacional, apresentadas pelos produtores rurais, em uma associação de produtores rurais do Distrito Federal. A comunicação descreverá as características estruturais, relacionais e identificação de atores críticos na composição das redes sociais compostas pelos produtores que participavam da associação, adotando estratégias metodológicas da teoria das Redes Sociais. Na terceira comunicação, o foco de análise será como o fenômeno mentoria e redes de relacionamentos, em conjunto, influenciam o desenvolvimento de executivos. Na quarta comunicação será abordado como se estruturam as redes informais dos empresários participantes das incubadoras de empresas de base tecnológica do Recife. Finalmente, será feita uma breve síntese dos trabalhos apresentados buscando integrar seus diversos resultados empíricos e ressaltar suas importantes contribuições para a compreensão dos fenômenos e processos micro-organizacionais e do trabalho.

Resumo Segundo Participante
Questões Conceituais e Metodológicas na Perspectiva das Redes Sociais

Este estudo descreve como se estruturam as redes informais dos empresários participantes das incubadoras de empresas de base tecnológica do Recife. Trata-se de um estudo de caso, com uma amostra que reúne mais de 60% dos empresários das sete incubadoras de base tecnológica do Recife. Faz-se um corte epistemológico ao limitar o estudo aos padrões de rede caracterizados por conteúdos específicos nela transacionados, a saber: as redes de amizade, de informação e de confiança. Identificou-se que a rede de confiança é maior do que a rede de informação e que laços fortes de interação predominam no ambiente das incubadoras. Estas características não favorecem aos processos de inovação, uma vez que as redes de laços fortes freqüentemente se fecham à entrada de informações novas. Os achados também mostraram que a construção da rede dos empresários incubados é baseada na diversidade de papéis.

Resumo terceiro Participante
Constelações de desenvolvedores: a influência dos fenômenos mentoria e rede de relacionamentos nos executivos do Rapidão Cometa.

Esse trabalho buscou analisar como o fenômeno mentoria e redes de relacionamentos, em conjunto, influenciam o desenvolvimento de executivos. A pesquisa é de base qualitativa e usou como metodologia a história de vida oral. Foram utilizadas a análise de conteúdo e o software UCINET 6, para dar suporte à construção das redes de relacionamentos. A pesquisa foi realizada através da rede de mentores do Sr. Américo Pereira, sócio-presidente do Rapidão Cometa, empresa do segmento de transportes, com atuação nacional e internacional. Os resultados indicam que a rede de mentores ajuda no desenvolvimento dos profissionais mentorados dando suporte tanto em aspectos relacionados à carreira, quanto psicossociais, o que causa um diferencial na vida desses executivos. De modo geral, o estudo contribuiu para um melhor entendimento do fenômeno mentoria e rede de relacionamentos na realidade brasileira.

Palavras-chave: Mentoria, rede de desenvolvedores, rede de relacionament


Título Completo
Qualidade de Vida no Trabalho em Organizações Públicas e Privadas: Limites, possibilidades e desafios

Modalidade
Sessão Coordenada de relato pleno de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
Mário César Ferreira, Luciana Alves e Natalia Tostes / Universidade de Brasília

Autor
Ana Magnólia Mendes / Universidade de Brasília (UnB)

Autor
Jáder dos Reis Sampaio e Guilherme dos Reis Sampaio / Universidade Federal de Minas Gerais

Autor
Kátia Barbosa Macêdo / Universidade Católica de Goiás

Autor
Mário César Ferreira, Luciana Alves e Natalia Tostes

Resumo Geral
O objetivo desta sessão coordenada é apresentar e debater pesquisas na temática Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Os programas de QVT em instituições públicas e privadas têm crescido significativamente nos últimos anos. Para além dos modismos que costumam invadir as organizações como panacéia milagrosa para todos os males, o tema Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) tem sido objeto de notório interesse de dirigentes, gestores, trabalhadores, profissionais das ciências do trabalho e pesquisadores. Do ponto de vista acadêmico, Qualidade de Vida no Trabalho (e suas variantes estrangeiras Quality of Work Life, Qualité de Vie au Travail, Calidad de Vida Laboral) só nos últimos trinta anos constata-se um crescimento de estudos e, em conseqüência, formulações teóricas e metodológicas mais consistentes na área. Historicamente, QVT tem sido abordada com base em diferentes perspectivas analíticas expressos por distinções com base em pressupostos norteadores, visão de ser humano, concepção de trabalho, diversidade de indicadores, enfoques de gestão. Os quatro relatos a serem apresentados na sessão articulam distintos aspectos que fornecem elementos para se identificar, limites, possibilidades e desafios de Qualidade de Vida no Trabalho - QVT nas organizações. O primeiro relato tem como foco a percepção do trabalhador sobre os Programas de QVT em diversas organizações em Goiás, explicitando o impacto desses programas nos mesmos. O segundo aborda um estudo de caso com contabilistas da região central de Belo Horizonte com base no modelo proposto de QVT de Walton. O terceiro discute a temática QVT com base na relação entre as novas formas de organização do trabalho, seus impactos no sofrimento e surgimento de patologias sociais. O quarto relato busca caracterizar as práticas de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) em dez órgãos públicos federais. Os resultados obtidos pelas respectivas pesquisas revisitam QVT sob diferentes ângulos, fornecendo subsídios para o debate de diferenças e semelhanças no que tange aspectos conceituais, metodológicos e empíricos.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT): O Relato dos Trabalhadore

A pesquisa objetivou levantar dados sobre percepção dos trabalhadores referente ações promovidas pelos PQVT, nas organizações onde atuam. Buscou-se compreender a percepção do trabalhador frente ao programa da organização, verificando o impacto desses programas nos mesmos. Trata-se de estudo exploratório, realizado em parceria com o SESI, promotor do Prêmio SESI de Qualidade no Trabalho, e que pesquisou 13 organizações goianas. Como instrumentos de coleta de dados, entrevista semi-estruturada baseada nas categorias de Walton, PQVT e Responsabilidade Social. Realizou-se 58 entrevistas nos trabalhadores, utilizou-se técnica de análise gráfica de Discurso de Lane para análise. Como resultados: uma organização pode promover ações de QVT sem ser socialmente responsável ou possuir política de pessoal que não privilegie a QVT dos trabalhadores; podem promover QVT instrumentalmente, priorizando aumento da produtividade. A maioria dos trabalhadores declarou que houve melhorias após implantação do PQVT, apesar do acesso restrito e pouca abrangência das ações e mais benefícios.

Palavras-chave: Qualidade de Vida no Trabalho, QVT, percepção dos trabalhadores

Resumo Segundo Participante
Qualidade de Vida no Trabalho de Contabilistas da Região Central de Belo Horizonte: Um Estudo Exploratório

Realizou-se estudo exploratório com base em informações de 31 contabilistas da região central de Belo Horizonte, que contava com 149 escritórios. Adaptou-se o modelo de pesquisa de QVT de Walton para a realidade desta categoria sócio-profissional. Os resultados encontrados sugerem uma remuneração diferenciada entre contador de nível superior e técnico em contabilidade, independente da propriedade do escritório. Constatou-se que o nível superior é o único preditor do faturamento do escritório com alta significância (p< 0,0001 Kruskal Wallis). Dezessete por cento da amostra queixa-se de estresse, que foi associado apenas à jornada de trabalho (p=0,082 Kruskal-Wallis) com a possibilidade de inclusão, em amostra maior, do espaço total da vida (p=0,158 Mann Whitney). Este estudo possibilita discutir-se a associação entre estudos de qualidade de vida no trabalho com categorias de saúde mental no trabalho e sua aplicabilidade em recortes a partir de categorias sócio-profissionais. Ele propõe a aproximação entre diferentes modelos teóricos.

Palavras-chave: Qualidade de Vida no Trabalho, QVT, contabilistas

Resumo terceiro Participante
Novas formas de Organização do trabalho, Sofrimento e Patologias Sociais: Qual espaço para Qualidade de Vida no Trabalho (QVT)?

Discute-se as novas formas de organização do trabalho e seus impactos no sofrimento e no surgimento de patologias sociais, tendo como eixo central de análise a qualidade de vida no trabalho. Apresenta os resultados de uma pesquisa realizada com atendentes de uma empresa fast food a partir do referencial teórico da abordagem Psicodinâmica do Trabalho. A pesquisa é realizada com 09 atendentes, entre 20 e 25 anos, por meio de entrevistas individuais semi-estruturadas. Os resultados apontam para uma organização do trabalho centrada na polivalência, ritmo acelerado, controle, tarefas prescritas de modo rígido, práticas de gestão, voltadas para treinamentos constantes, avaliação individual de erros com punições, planos de ascensão funcional baseado na avaliação de postura frente ao trabalho. O sofrimento é vivenciado e mediado por estratégias de defesa, gerando algumas patologias sociais. Os aspectos positivos são a possibilidade de adquirir experiência e conseguir outro emprego.O espaço para QVT é quase nulo.

Palavras-chave: Qualidade de Vida no Trabalho, saúde, patologias sociais, prazer, sofrimento

Resumo Quarto Participante
Gestão de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) no Serviço Público Federal: O Descompasso entre Problemas e Práticas Gerenciais

Os programas de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) sobretudo em instituições públicas e privadas têm crescido significativamente nos últimos anos. Todavia, o perfil das práticas de QVT em órgãos públicos brasileiros permanece um campo pouco explorado por investigações científicas. O objetivo da pesquisa consistiu em caracterizar as práticas de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) em dez órgãos públicos federais. Realizou-se análise documental e entrevista semi-estruturada (N=13 gestores). Os dados foram tratados por meio da técnica de análise de conteúdo, modalidade categorial temática. Os resultados mostram que as práticas de QVT se caracterizam por um nítido descompasso entre problemas existentes e atividades realizadas, colocando em primeiro plano uma abordagem de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) de viés assistencialista que tem no trabalhador a variável de ajuste para alcançar objetivos organizacionais. A análise dos dados fornece importantes elementos para uma agenda de trabalho, tanto acadêmica quanto organizacional, na perspectiva de uma abordagem de QVT de natureza preventiva.

Palavras-chave: Qualidade de Vida no Trabalho, QVT, Ergonomia da Atividade, serviço público federal, gestão pública


Título Completo
Condições de trabalho, emoções e saúde psíquica

Modalidade
Sessão Coordenada de relato pleno de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
Lívia de Oliveira Borges / UFBA

Autor
Silvânia da Cruz Barbosa / UEPB, Livia de Oliveira Borges, Isabelle Silva do Nascimento, Angélica Andrade Ferreira de Melo e Alda Karoline Lima da Silva (UFRN)

Autor
Sônia Gondim (UFBA), Marcus Eugênio Lima (Univ. Federal de Sergipe) e José Luis Álvaro (Universidad Complutense de Madrid)

Autor
Cynthia Suennia Damasceno Lucena de Paiva / Universidade de Rio Verde, FESURV, Livia de Oliveira Borges (UFRN)

Autor
Ignez Charbel Stephanini, Liliana A. M. Guimarães (UCDB/MS e UNICAMP)/Universidade Católica Dom Bosco-UCDB/MS

Autor
Vânia M. Mayer, Liliana A. M. Guimarães / Universidade Católica Dom Bosco-UCDB/MS

Resumo Geral
As recentes transformações ocorridas no mundo do trabalho têm incentivado a ampliação e o aprofundamento das reflexões sobre as implicações da relação do homem com o seu trabalho no bem-estar psíquico. Esta sessão articula, então, cinco relatos de pesquisa sobre tópicos de tal campo de reflexão. O primeiro, sob o título – O trabalho dos operadores de petróleo norte-riograndense – descreve as condições de trabalho dos operadores de petróleo tendo em vista substanciar as hipóteses sobre o bem-estar destes trabalhadores. A pesquisa desenvolve análise documental e recorre a visitas ao local de trabalho. O segundo – Gênero e status na atribuição e emoções e afetos no trabalho: um estudo intercultural Brasil e Espanha – é um estudo comparativo que contrapõe as atribuições de emoções no contexto do trabalho de acordo com o status (líder ou subordinado) de quem é alvo das atribuições e em conformidade com o gênero e da nacionalidade (brasileira e espanhola) dos respondentes e das dicas de contexto nas atribuições de emoções e afetos usando fotos de pessoas interagindo em situações de trabalho. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa recorre ao uso de fotografia de interações de pessoas em ambiente de trabalho para obter as atribuições de emoções. O terceiro – Bem-estar no trabalho vivenciado por bancários: um estudo em época de reestruturação produtiva – fundamenta-se no modelo ecológico de saúde mental e explora a articulação entre aspectos do ambiente de trabalho e as vivências de bem-estar de bancários. Recorre a aplicações de questionários estruturados e ao uso de técnicas estatísticas descritivas e inferenciais para análise dos dados. O quarto – Qualidade de vida em profissionais de saúde que trabalham com HIV no estado do Mato Grosso do Sul – focaliza especificidade do trabalhão de profissionais de saúde de um serviço de atendimento especializado. Aplica questionários estruturados e recorre a técnicas estatísticas descritivas e inferenciais para análise das respostas. O quinto – Síndrome de bornout e qualidade de vida de profissionais em policiais militares de Campo Grande (MS) – caracteriza a ocorrência da referida síndrome e descreve a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) de policiais militares. Metodologicamente guarda semelhanças as duas pesquisas anteriores. A diversidade de design de pesquisa e de instrumentos utilizados reflete parcialmente a riqueza metodológica da área de estudo.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
O trabalho dos operadores de produção de petróleo norte-riograndenses

Esta pesquisa foi realizada com a finalidade de levantar informações ocupacionais sobre o tipo de trabalho e as condições ambientais em que os operadores de produção de petróleo norte-riograndenses realizam suas atividades diárias na PETROBRAS. Os dados foram coletados por meio de revisão de literatura e análises documentais, oriundas de documentos de uso público, fornecidos pela PETROBRAS e pelo SINDIPETRO (RN) . Os principais resultados encontrados revelam que a categoria pesquisada desenvolve um tipo de trabalho complexo, contínuo e perigoso, sob condições de riscos, ruídos e temperaturas elevadas e de confinamento em ambientes super-isolados. Os dados levam a concluir que tais condições ambientais e de trabalho são potencialmente prejudiciais, podendo acarretar danos físicos e psicossociais aos petroleiros.

Palavras-chave: condições de trabalho, análise documental, operador de petróleo

Resumo Segundo Participante
Gênero e status na atribuição de emoções e afetos no trabalho: um estudo intercultural Brasil e Espanha

Investigou-se a influência do gênero e do país dos respondentes e das dicas de contexto nas atribuições de emoções e afetos usando fotos de pessoas interagindo em situação de trabalho. Participaram do estudo 465 universitários de Salvador e Madrid, sendo 279 do sexo masculino e 182 do sexo feminino, com idade entre 19 e 56 anos. O desenho foi um fatorial do tipo 4 (Status profissional: supervisor ou líder versus empregado ou colaborador) X 2 (sexo dos envolvidos na interação: Homem versus Mulher). Consideramos como variáveis antecedentes o sexo e o país do respondente. Os dados foram analisados a partir das fotos escolhidas para expressar afetos dos atores e das atribuições feitas aos seus estados afetivo-emocionais. Um das conclusões foi que, independente do país, o status influencia mais do que o gênero na atribuição de afetos. Para o supervisor/líder os brasileiros escolheram mais a foto de alegria do que os espanhóis.

Palavras-chave: atribuição, fotografias, pesquisa intercultural

Resumo terceiro Participante
Bem-estar no trabalho vivenciado por bancários: um estudo em época de reestruturação produtiva

Desde finais do século XX se vivencia a reestruturação produtiva, sendo o trabalho bancário um dos mais atingidos. Compreender, nesse contexto, como se encontram o bem-estar dos bancários é inquietante. Desenvolveu-se, então, uma pesquisa, norteando-se pelo modelo ecológico de saúde mental,o qual identifica indicadores individuais de saúde mental e classifica os fatores ambientais que afetam a saúde mental. Participaram da pesquisa 200 bancários, sendo a maioria deles do sexo masculina e casada. Aplicaram-se vários questionários, objetivando abranger as variáveis/indicadores do modelo teórico adotado. Para descrever os resultados, recorreu-se a técnicas estatísticas descritivas e inferenciais. Encontrou-se que quase a totalidade dos fatores ambientais mostra repercutir promovendo a saúde mental dos participantes, com exceção das relações interpessoais que, no contexto da reestruturação produtiva, se encontram prejudicadas. Conclui-se sublinhando a necessidade de atenção especial às relações interpessoais no trabalho.

Resumo Quarto Participante
Qualidade de vida dos profissionais de saúde que trabalham com portadores de HIV no estado de MS

É bem conhecido o desgaste físico e mental aos quais estão submetidos os profissionais de saúde, com importantes repercussões em sua Qualidade de Vida (QV). Neste estudo, privilegiou-se avaliar a QV dos profissionais que trabalham na assistência ao portador de HIV, funcionários do Serviço Atendimento Especializado – (SAE) Secretarias Saúde, Hospitais Dia, Universitário, Santa Casa, no estado do Mato Grosso do Sul. Para tanto, de uma população de N= 109 foram estudados n= 58 (53.21%). Através de enquête postal, foi aplicado em uma única etapa, o questionário de QV WHOQoL-100 da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os resultados obtidos mostram que o domínio “Espiritualidade” apresentou a melhor média e o “Nível de Independência” a menor; nenhuma diferença significativa foi obtida controlando-se a QV com: sexo, faixa etária, estado civil, escolaridade, ocupação. A amostra apresenta um bom nível de QV em todos os domínios avaliados.

Resumo Quinto Participante
Síndrome de burnout e qualidade de vida profissional em policiais militares de Campo Grande (MS)

Objetivou-se caracterizar a ocorrência e os níveis de Síndrome Burnout (SB) e a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) de policiais militares de Campo Grande/ MS. A amostra foi composta por 240 policiais (148 M; 92 F) de uma população de 2321. Utilizou-se o MBI -Inventário de Burnout de Maslach e o QVP-35 - Questionário de Qualidade de Vida Profissional. Policiais militares de ambos os sexos apresentaram: nível moderado de SB em suas três dimensões; uma alta QVT cuja dimensão mais pontuada foi a Motivação Intrínseca e a menos, o Apoio Organizacional; mulheres policiais percebem sua QVT como pior, apontando sua Carga de Trabalho como maior e Desconforto na execução do trabalho, referindo, no entanto, mais Apoio Organizacional do que os homens. Estes achados apontam para a necessidade de modernização da cultura institucional, políticas e estratégias de gestão de RH, buscando diminuir os níveis de desgaste emocional e melhoria da QVT.

Palavras-Chave: Síndrome de Burnout. Qualidade de Vida. Policiais Militares.


Título Completo
Psicanálise, trabalho e saúde

Modalidade
Sessão Coordenada de relato pleno de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
JOSÉ NEWTON GARCIA DE ARAÚJO / Pontifícia Universidade Católica de MInas Gerais PUC Minas

Autor
Ana Magnólia Bezerra Mendes / Universidade de Brasília

Autor
Maria Inês Assumpção Fernandes / Universidade de São Paulo

Autor
Soraya Rodrigues Martins / Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo Geral
Esta proposta pretende agrupar relatos de pesquisadores que, valendo-se preferencialmente da abordagem psicanalítica, secundada por referenciais teóricos afins, buscaram investigar situações específicas de trabalho, nas quais se evidencia o embate dialético entre as vivências de prazer e de sofrimento que permeiam o binômio saúde-adoecimento, no mundo do trabalho. Os pesquisadores em questão estão instititucionalmente vinculados a cursos de graduação e pós-graduação de psicologia de quatro universidades diferentes. Soraya Rodrigues Martins, da Universidade Federal de Santa Catarina, discute aspectos específicos de uma pesquisa que enfoca, através da escuta psicanalítica do sofrimento psíquico no trabalho, os laços sociais perversos presentes no processo de subjetivação, no contexto contemporâneo do trabalho. Através de um caso clínico, investigado à luz da teoria freudiana e da psicodinâmica do trabalho, ela aborda a questão do prazer e do sofrimento no trabalho, os mecanismos de identificação, as estratégias defensivas individuais e coletivas, destacando os processos psicodinâmicos envolvidos na tríade sujeito-trabalho-saúde. Maria Inês Assumpção Fernandes, da Universidade de São Paulo, relata pesquisas nas quais investiga a construção de vínculos, em grupos de trabalhadores da área de saúde, em instituições públicas. Focalizando também os impactos do trabalho noturno na saúde do trabalhador, ela discute as modalidades possíveis de relação entre os trabalhadores pesquisados, tais como alianças inconscientes ou outros pactos que, mesmo necessários, não deixam de ser permeados pelo sofrimento. Ana Magnólia Bezerra Mendes, da Universidade de Brasília, também aborda as relações entre organização do trabalho e as experiências de prazer-sofrimento ou de saúde-adoecimento. Sua abordagem clinica, fundada nos referenciais teóricos da psicodinâmica do trabalho, propõe a construção de um espaço de palavra, visando, através da escuta e da ressignificação do sofrimento, transformar a organização do trabalho. Ela discute o emprego da entrevista e da análise categorial, em suas pesquisas. José Newton Garcia de Araújo, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, discute a inserção das pessoas portadoras de deficiência (PPD), no mercado formal de trabalho, especialmente após a vigência da obrigação legal das empresas em contratar pessoas com deficiências. Focaliza a ambivalência prazer-sofrimento, bem como a distância entre inclusão legal e real, nas situações vivenciadas pelas PPD, o que reflete também a ambivalência das empresas no acolhimento dos sujeitos portadores de deficiências.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
IMPASSES NA INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MUNDO DO TRABALHO

Este trabalho se propõe a analisar alguns problemas relativos à inserção das pessoas portadoras de deficiência (PPD), no mercado trabalho, especialmente após a vigência da Lei 32898, de 1999, que obriga as empresas a contratar pessoas com deficiências. Tomando a hipótese de que a abertura de empregos para essas pessoas é um fenômeno pós-moderno, buscamos verificar até que ponto as relações de trabalho, envolvendo as empresas e as PPD, se pautavam por um sistema de trocas jurídica e eticamente desejáveis, ou se tendiam a relações de exploração que chamamos “antropofágicas”. Os resultados da pesquisa evidenciaram a ambivalência das situações vivenciadas pelas PPD: de um lado, elas confirmaram a importância do trabalho, como fonte de inclusão social e de realização pessoal; de outro, verificou-se nítida distância entre a inclusão legal e a inclusão real, pois também as empresas se mostraram ambivalentes nas formas de acolhimento dos sujeitos investigados.

Palavras-chave: Pessoas com deficiência, mercado de trabalho, inclusão, exclusão.

Resumo Segundo Participante
ESCUTA E RESIGNIFICAÇÃO DO SOFRIMENTO: O USO DE ENTREVISTA E ANÁLISE CATEGORIAL NAS PESQUISAS EM CLINICA DO TRABALHO

Discute-se o uso da entrevista e da análise categorial como fonte de dados e de análise, nas pesquisas em clinica do trabalho. Utilizam-se os referenciais teóricos da psicodinâmica do trabalho, visando estudar as inter-relações entre organização do trabalho, vivências de prazer-sofrimento e processo saúde-adoecimento. Nesta abordagem, a clinica do trabalho implica a escuta e a ressignificação do sofrimento, com a finalidade de transformar a organização do trabalho, por meio da construção de um espaço da fala, caracterizado pela negociação coletiva e pela apropriação da capacidade de pensar e agir sobre o trabalho. Busca-se nele a expressão da subjetividade, ligada às vivências de prazer e de saúde do trabalhador. A análise categorial é a estratégia de se agrupar os conteúdos verbalizados em categorias constituidoras dos núcleos de sentido da fala. Apresentam-se exemplos de pesquisas empíricas fundadas nessas escolhas metodológicas e suas contribuições nesse campo de estudos.

Palavras-chave: clínica do trabalho, escuta, entrevista, análise categoria

Resumo terceiro Participante
UM MUNDO E DOIS UNIVERSOS. ESTUDO SOBRE TRABALHADORES NA ÁREA DE SAÚDE EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS

Discute-se neste trabalho a questão do trabalho noturno e suas implicações no que se refere à saúde; discute-se, também, a questão do trabalho em Unidades Básicas de Saúde e as conseqüências para a saúde mental dos trabalhadores. As pesquisas, aqui relatadas, têm como objeto a construção do vínculo nas relações de trabalho. Investigam-se as modalidades de relação possíveis no ambiente de trabalho em instituições de saúde (duas) trabalhando com a hipótese de que acordos inconscientes devam ser estabelecidos para que se trabalhe em equipe e para que a tarefa seja realizada, tendo como finalidade a preservação da saúde. O método foi o mesmo para as duas pesquisas e o procedimento definiu-se por entrevistas em grupo, com a duração de uma hora e meia cada, durante cinco encontros. Os resultados apontam para o estabelecimento de alianças inconscientes que evidenciam a necessidade do pacto embora revelem sua face causadora de sofrimento.

Palavras-chave: Saúde mental dos trabalhadores, vínculos nas relações de trabalho, trabalho noturno, instituições de saúde

Resumo Quarto Participante
PERVERSÃO SOCIAL E ADOECIMENTO: UMA ESCUTA PSICANALÍTICA DO SOFRIMENTO PSÍQUICO NO TRABALHO

Neste trabalho pretendo pontuar alguns aspectos específicos de nossa pesquisa sobre os laços sociais perversos presentes no processo de subjetivação relacionado ao contexto contemporâneo do trabalho. Com base na literatura psicanalítica, na psicodinâmica do trabalho e na escuta psicanalítica de pacientes portadores de patologias relacionadas ao trabalho (no período de 1992 a 2005), construímos um eixo de análise temática configurada por cenas de um caso clínico, delimitado de acordo com os seguintes temas: relação prazer-sofrimento, identificações, estratégias defensivas individuais e coletivas. Destacamos que a análise dos processos psicodinâmicos na relação sujeito - trabalho- saúde, levou a análise do lugar do trabalho na construção dos laços sociais, na configuração do EU, e na conquista da saúde. Bem como a caracterização da cena perversa no contexto de trabalho.

Palavras-chave: sofrimento psíquico no trabalho; saúde e trabalho; psicanálise; perversão social.


Título Completo
Violência moral, subjetivação e saúde no trabalho

Modalidade
Sessão Coordenada de relato pleno de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FERREIRA / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Soraya Rodrigues Martins / PUCSP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Autor
Leandro Queiroz Soares e Mário César Ferreira / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Eliana Maria Cunha de Castro / UNICAP/PE

Autor
Cleide Maria de Sousa, João Batista de Oliveira Ferreira e Ana Magnólia Mendes / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Adriana Leônidas de Oliveira / UNITAU

Resumo Geral
A presente sessão coordenada tem como objetivo reunir pesquisas sobre o tema “violência moral, subjetivação e saúde no trabalho”. O primeiro estudo discute aspectos da violência moral no processo de subjetivação, apoiada na psicanálise e psicodinâmica do trabalho. Utiliza como referência fragmentos das falas de pacientes portadores de patologias relacionadas ao trabalho: DORT, depressão e síndrome de pânico. As falas trazem uma história de vivência simbólica determinada pelo contexto de trabalho. Os processos psicodinâmicos na relação sujeito-trabalho-processo de adoecimento levou à análise do lugar do trabalho na construção dos laços sociais, nos processos de subjetivação e na configuração do próprio “Eu”. A segunda pesquisa investiga o assédio moral no trabalho com o objetivo de discutir as escolhas metodológicas no tocante aos instrumentos utilizados na coletas de dados. O estudo apresenta uma proposta conceitual, bem como uma escala psicométrica para investigar o tema. Conclui que se deve recorrer ao uso combinado de instrumentos de natureza quali-quantitativa. O terceiro estudo problematiza a construção da subjetividade dos trabalhadores nas organizações, tomando como eixo o que se diz e o que se faz. Afirma existir um abismo e profundas dissonâncias entre o "dito" e as práticas organizacionais. Como os discursos não estão isentos das ideologias e valores que os permeiam, tornou-se relevante analisar os modos de subjetivação agenciados por estes discursos, com o objetivo de compreender como atuam sobre os trabalhadores e suas possíveis ressonâncias. Trabalhadores de empresas do Recife foram ouvidos acerca do sentido que conferem ao trabalho. Identificou-se o modo como lidam com os discursos organizacionais, estratégias utilizadas para "se adequarem", os sofrimentos e perspectivas frente ao trabalho. A quarta pesquisa investiga a dinâmica da relação saúde-trabalho na ocupação de Catadores de Material Reciclável em Brasília-DF. A coleta dos dados foi realizada mediante observação livre do ambiente de trabalho e quatro entrevistas individuais, tratadas mediante análise de conteúdo. O referencial teórico é a Psicodinâmica do Trabalho. Os resultados apontam que, para os catadores, saúde é ter condição para trabalhar, o trabalho com o lixo adquire sentido de sobrevivência e a identidade profissional se apresenta como possibilidade de inclusão social. A relação entre as precárias condições de trabalho e riscos e danos à saúde é negada pelos trabalhadores. O conjunto das pesquisas oferece um panorama parcial das complexas questões colocadas pela violência moral, subjetivação e saúde no trabalho e os conseqüentes desafios para os pesquisadores da área organizacional e do trabalho.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
Viver do lixo ou no lixo? A saúde no trabalho de Catadores de Material Reciclável em Brasília-DF.

A pesquisa tem como objetivo investigar a dinâmica da relação saúde-trabalho na ocupação de Catadores de Material Reciclável, no Lixão da Estrutural, localizado em Brasília-DF. A coleta dos dados foi realizada mediante observação livre do ambiente de trabalho dos catadores e quatro entrevistas individuais semi-estruturadas, posteriormente tratadas mediante análise de conteúdo. O referencial teórico é o da Psicodinâmica do Trabalho. Os resultados apontam que, para os catadores, saúde é ter condição para trabalhar, o trabalho com o lixo parece adquirir sentido de sobrevivência e a identidade profissional se apresenta como possibilidade de inclusão social. A relação entre as precárias condições de trabalho e riscos e danos à saúde é negada pelos trabalhadores. Outros estudos devem ser realizados com esse enfoque para aprofundar os resultados aqui apresentados.

Palavras-chave: saúde, trabalho, lixo, catadores de material reciclável, psicodinâmica do trabalho.

Resumo Segundo Participante
A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA MORAL NO CONTEXTO DE TRABALHO E SUAS RELAÇÕES COM ADOECIMENTO

Neste trabalho pretendo pontuar alguns aspectos específicos sobre violência moral presentes no processo de subjetivação relacionado ao contexto contemporâneo do trabalho, apoiada na psicanálise, na psicodinâmica do trabalho, na escuta psicanalítica. Utilizo como referência para reflexão teórica fragmentos da fala de pacientes, portadores de patologias relacionadas ao trabalho – tais como Distúrbios osteomusculares relaciona-dos ao trabalho (DORT), depressão e síndrome de pânico - atendidos individualmente e em grupo por esta pesquisadora, junto ao Programa Multiprofissional de Atenção a Saúde do trabalhador (PMAST –HU/UFSC), no período de 2002 á 2004. As falas dessas pacien-tes trazem consigo uma história de vivencia simbólica, individual e coletivamente deter-minada pelo contexto de trabalho. Os processos psicodinâmicos na relação sujeito – tra-balho- processo de adoecimento levou à análise do lugar do trabalho na construção dos laços sociais, nos processos de subjetivação e na configuração do próprio Eu na contem-poraneidade.

Palavras-chave: sofrimento psíquico; violência moral no trabalho; saúde e trabalho.



Resumo terceiro Participante
Investigando o Assédio Moral no Trabalho: Avaliação da Qualidade das Relações Sociais de Trabalho

O presente estudo tem como objetivo principal a apresentação de parte do processo de construção de uma escala psicométrica criada com o propósito de subsidiar investigações acerca do assédio moral no trabalho. Secundariamente, o mesmo objetiva, ainda, suscitar reflexões acerca das escolhas metodológicas, no tocante aos instrumentos, feitas em geral por pesquisadores especializados na temática. A principal conclusão situa-se na sustentação da necessidade de se recorrer ao pluralismo metodológico como alternativa eficaz para a investigação do assédio moral em contextos de trabalho. O uso combinado de instrumentos de natureza quantitativa (ex. escalas psicométricas) e qualitativa (ex. entrevistas semi-estruturadas individuais) podem produzir um quadro explicativo mais completo do assédio moral no trabalho como fenômeno social.

Palavras-chave: assédio moral no trabalho, método, instrumentos de pesquisa

Resumo Quarto Participante
Os Hércules modernos: discursos e subjetividades nas organizações do trabalho

Nesta pesquisa, pretendeu-se problematizar a construção da subjetividade dos trabalhadores nas organizações, tomando como eixo o que se diz e o que se faz.
Embora haja uma mudança paradigmática nos discursos organizacionais, percebe-se ainda um abismo entre o discurso da ordem e a ordem do discurso e profundas dissonâncias entre o "dito" e as práticas organizacionais.
Como os discursos não estão isentos das ideologias e valores que os permeiam, produzindo “efeitos de verdade”, tornou-se relevante analisar os modos de subjetivação agenciados por estes discursos, objetivando compreender como atuam sobre os trabalhadores e suas possíveis ressonâncias.
Para tanto se procurou ouvir alguns trabalhadores de empresas do Recife, indagando-lhes acerca do sentido que conferem ao trabalho.
Estas narrativas, ricas em conteúdo, permitiram cartografar o modo como lidam com os discursos organizacionais, as estratégias que utilizam para a eles “se adequarem”, os sofrimentos que experenciam e suas perspectivas frente ao seu trabalho.


Título Completo
Curso Introdutório de Escalonamento Muldimensional - SSA

Modalidade
Curso

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
JULIANA BARREIROS PORTO / Universidade Mackenzie e ICTr

Resumo Geral
No contexto organizacional, a complexidade dos fenômenos em estudo exigem que os profissionais baseiem suas decisões mais em informações sistemáticas do que em intuições. Desta forma, as análises multivariadas tornam-se em conhecimento fundamental para auxiliar nessa sistematização. Uma das técnicas multivariadas disponível aos profissionais e estudiosos é a análise de escalonamento mulidimensional com enfoque especial na análise das distância mínimas. Essa é uma técnica que permite representar as proximidades entre um conjunto de objetos ou estímulos como distâncias em uma espaço de baixa dimensionalidade (geralmente 2 ou 3 dimensões). Ela oferece uma representação gráfica em que os pontos indicam as relações entre variáveis. Quanto mais próximos os pontos, maior a semelhança entre eles. As raízes da técnica datam do final do séc. XIX e foram desenvolvidas a partir de modelo desenvolvidos na Psicologia para estudar a relação entre intensidade física dos estímulos e sensações subjetivas. Torgerson, em 1958, promoveu a transposição da técnica para todas as áreas do conhecimento. Atualmente é uma técnica da família de procedimentos de análise multivariada e trata grande quantidade de dados, está disponível em todos os programas estatísticos, porém é subutilizada no Brasil e em países hispanos. A técnica busca o número mínimo de dimensões para representar as correlações, da mesma forma que a análise fatorial. A grande vantagem no seu uso é que essa é uma técnica não-paramétrica e, portanto, mais adequada a distribuições não-normais e dados não-contínuos, caso recorrente em Psicologia. Essa técnica serve tanto para responder a questões sobre as dimensões empíricas de um conceito quanto sobre relações entre variáveis. Os objetivos deste curso são que os participantes, ao final, sejam capazes de: 1) Descrever a técnica de escalonamento multidimensional (MDS); 2) Descrever os tipos de perguntas que podem ser respondidos pela técnica; 3) Diferenciar o MDS da análise fatorial; e, 4) Realizar análises simples e interpretar os resultados. A metodologia de ensino utilizada no curso será a exposição dialogada com os participantes, com o uso do datashow e a realização de exercícios com dados fornetidos pelo professor.


Título Completo
Elaboração de Instrumentos de Medida

Modalidade
Curso

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
EVERSON CRISTIANO DE ABREU MEIRELES / Universidade de Brasília

Autor
LIZIANE CASTILHOS DE OLIVEIRA FREITAS / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A carência de instrumentos válidos na área de psicologia, no Brasil, faz com que seja necessária a capacitação de profissionais competentes para atuar na elaboração desses instrumentos de medida. Observa-se que a maioria das pesquisas brasileiras em psicologia social tem utilizado questionários para coleta de dados. Contraditoriamente, a formação em Avaliação e Medida nos cursos de psicologia tem recebido pouco destaque. A literatura sobre a construção de instrumentos referentes a construto lista, pelo menos, três grandes pólos de procedimentos, quais sejam: teóricos, empíricos e analíticos. O pólo teórico é responsável pela fundamentação teórica e operacionalização do construto em itens. O pólo empírico representa os passos para a aplicação do instrumento piloto, o planejamento e a padronização para a coleta de dados. O pólo analítico estabelece as análises para aferir as qualidades psicométricas do instrumento – validade, precisão e normatização. Durante o curso, uma maior ênfase será dada ao pólo teórico, uma vez que essa etapa fundamental de uma pesquisa tem recebido pouca atenção e sua disseminação pode implicar em maior qualidade nos estudos de psicologia. Desta forma, o objetivo geral do curso é capacitar os participantes a elaborar instrumentos de medida referentes a construtos de interesse da psicologia, levando em conta aspectos teóricos, psicométricos, práticos, estratégias de montagem e apresentação do instrumento. Os objetivos de ensino são voltados à construção de instrumentos de medida que sejam válidos. Como estratégia de ensino serão ministradas aulas expositivas e realizados exercícios práticos de elaboração de instrumentos de medida. Espera-se que, ao final do curso, os participantes tenham desenvolvido as seguintes competências: saber diferenciar o processo de construção de instrumentos do processo de validação, conhecer a importância do levantamento detalhado da literatura da área de interesse para a operacionalização do construto, compreender a importância da sistematização nos procedimentos de construção de instrumentos, aprender a construir itens bem elaborados, conhecer os possíveis erros em pesquisas que utilizam instrumentos com itens mal construídos e preparar instrumentos de fácil compreensão pelos respondentes.


Título Completo
Modelagem por Equações Estruturais (MEE) na pesquisa em psicologia organizacional e do trabalho.

Modalidade
Curso

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
RONALDO PILATI RODRIGUES / ICTr

Resumo Geral
Há várias décadas técnicas multivariadas de análise e tratamento de dados tem sido empregadas na pesquisa em psicologia organizacional e do trabalho e áreas correlatas. Procedimentos de análise multivariada de dados são imprecidíveis neste campo, graças a complexidade de variáveis relevantes presentes no contexto de trabalho. Além desta questão prática para a produção de conhecimento no campo, também é relevante o fato de que análises multivariadas podem ser utilizadas com diferentes delineamentos de pesquisa, como os correlacionais e os experimentais. A popularização dos pacotes estatísticos de análise de dados tornou acessível aos pesquisadores o uso de técnicas multivariadas. Nos últimos anos tem-se tornado cada vez mais freqüente na pesquisa em psicologia o uso de uma família de técnicas de análise confirmatória de dados denominada modelagem por equações estruturais (MEE). A MEE possui origem em diferentes disciplinas, como biometria, psicologia e econometria e assume pressupostos característicos, diferentes de outras técnicas multivariadas, como a definição de linguagem específica para identificação de variáveis, estreito relacionamento com desenvolvimento teórico prévio e caráter confirmatório. Dentro desta perspectiva o presente curso tem como objetivo desenvolver nos alunos a capacidade de descrever as características básicas da MEE bem como desenvolver relatos científicos seguindo princípios de relato de análises de MEE. Para alcançarem estes objetivos os alunos deverão ser capazes de: (a) descrever a origem histórica da MEE; (b) descrever os princípios elementares do modelo da MEE; (c) diferenciar a MEE de outras técnicas de equações múltiplas; (d) discutir sobre as peculiaridades da MEE e suas semelhanças e diferenças em relação a outras técnicas multivariadas; (e) discutir sobre as informações essenciais que um relato de MEE deve possuir; (f) analisar os principais pressupostos da MEE; (g) analisar vantagens e desvantagens do uso da MEE em diferentes delineamentos de pesquisa; (h) discutir sobre aplicações e limitações da MEE. Para que os alunos sejam capazes de alcançar estes objetivos serão realizadas atividades de aulas expositivas, exercícios de aplicação e demonstrações via computador.


Título Completo
Introdução ao Comportamento do Consumidor

Modalidade
Curso

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
Amalia Raquel Pérez-Nebra / Centro Universitário de Brasília – UniCEUB

Autor
Diogo Seco-Ferreira / Instituto de Educação Superior de Brasília - IESB

Resumo Geral
O objetivo deste curso é apresentar aos alunos, profissionais e professores de diferentes formações a área de investigação sobre o comportamento do consumidor em diversos contextos e cenários e sob perspectivas teóricas complementares. As teorizações desta área são predominantemente de orientação Social-cognitiva e apresentam estudos desde 1960 com contribuições à área gerencial e acadêmica. Dentre esses modelos pode-se citar os modelo de estágios hierárquicos de tomada de decisão e o de processamento de escolha duas rotas. O Modelo na Perspectiva Comportamental (BPM) foi sistematizado na década de 1990 e apresenta uma contribuição behaviorista radical para o comportamento do consumidor, adequando resultado de pesquisas básicas e aplicadas à área em questão. Apesar de possuírem algumas divergências teóricas e epistemológicas é possível identificar pontos de convergência entre as posições comportamentais e de base Social-cognitiva. Tais modelos de comportamento do consumidor apontam para três fases no processo de compra: pré-compra, compra e pós-compra. Na pré-compra temas como imagem de marca, fatores de meio-ambiente, significado simbólico e utilitário do produto ou serviço, cultura, demografia, tráfego, duração do tempo de procura serão abordados. Na fase de compra o processamento, tomada de decisão e padrões de compra, serão apresentados. Finalmente (in) satisfação do consumidor e lealdade serão abordados como temas referentes à fase de pós-compra. A metodologia de ensino a ser utilizada será diversificada. Primeiramente os conceitos teóricos fundamentais serão exibidos de forma expositiva com um diálogo entre as diferentes abordagens teóricas. Posteriormente serão apresentados e discutidos resultados de pesquisas recentes tanto na área Social-cognitiva quanto na análise do comportamento. Para encerramento será apresentado um documentário sobre pesquisas realizadas em outros países para suscitar um debate sobre temas e perguntas de pesquisa. Espera-se que o aluno ao final do curso seja capaz de reconhecer a importância da área, identificar as diferentes linhas teóricas e de aplicação, elaborar perguntas de pesquisa na área bem como despertar interesse para esta recente linha de atuação na psicologia nacional.


Título Completo
Usabilidade extrínseca e avaliação de interfaces de sistemas informatizados: inclusão digital e o mundo do trabalho

Modalidade
Curso

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
ALEXANDRE MAGNO DIAS SILVINO / Instituto de Ciências do Trabalho

Autor
Maurício Miranda Sarmet / Instituto de Ciências do Trabalho

Resumo Geral
A Internet assume hoje um novo status dado seu poder de compartilhamento de dados na era da sociedade da informação. Nesse sentido, se transforma em um poderoso instrumento para a oferta de serviços/produtos com benefícios que se traduzem em ganho de tempo, financeiro e efetividade na relação com o usuário/cidadão. Por meio da internet o estado disponibiliza serviços e educação aos cidadãos e organizações oferecem vantagens na comercialização dos seus produtos. Não obstante, tais benesses podem se transformar em mais um fator de desigualdade social, na medida em que somente uma pequena parcela da população tem acesso à cidadania virtual. Estudos demonstram que a (re)concepção das interfaces de sítios governamentais/corporativos, adaptando-as ao seu público-alvo, se configura como uma estratégia de inclusão digital. A Ergonomia Cognitiva - EC contribui com seu referencial teórico-metodológico para conceber interfaces a partir das competências para ação dos usuários/cidadãos, transformando signos pictóricos, linguagem e lógica de navegação de maneira a elevar a probabilidade de uma navegação eficaz e eficiente. O objetivo geral deste curso é discutir as contribuições da Ergonomia Cognitiva para a concepção de interfaces visando favorecer a inclusão digital no mundo corporativo. Seus objetivos específicos são: discutir as contribuições da EC para a concepção de interfaces informatizadas; analisar o fenômeno da inclusão digital e suas conseqüências para o século XXI; analisar as principais técnicas de avaliação ergonômica de interfaces; analisar a relevância do conceito de competência para ação na promoção da inclusão digital; avaliar a importância da ação ergonômica na relação empresa usuário e humano-artefato tecnológico. As estratégias pedagógicas serão aulas expositivas (data-show), com estudo de casos e discussão de pesquisas e trabalhos realizados. Ao final do curso o aluno deverá ser capaz de: relacionar as implicações da exclusão digital na relação empresa-usuário e/ou estado-cidadão; analisar as contribuições da EC para a promoção da inclusão; analisar as estratégias para combater a exclusão; sintetizar a lógica de navegação para a proposição de indicadores de transformação de interfaces.


Título Completo
Fundamentos teóricos para o planejamento instrucional em TD&E

Modalidade
Curso

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
ROMMEL SOARES FERREIRA NOGUEIRA / Universidade de Brasília

Resumo Geral
As organizações buscam manterem-se competitivas acentuando seus diferenciais em relação às demais. No que diz respeito ao grupo de pessoas que as compõem, usualmente verifica-se que muitos esforços são canalizados ao treinamento formal para o desenvolvimento das competências necessárias. Como o investimento é alto, as organizações necessitam de bases seguras para promover o aprendizado desejado. Para alcançar esse resultado, os profissionais de psicologia, responsáveis por organizar eventos de treinamento, devem decidir as melhores formas para auxiliar as pessoas a aprenderem e a desenvolverem novos conhecimentos, habilidades e/ou atitudes. Teorias de aprendizagem descrevem os processos pelos quais indivíduos aprendem. A psicologia instrucional, de caráter prescritivo, visa facilitar o processo de aquisição de aprendizagem nas situações de ensino, inclusive indicando condições gerais para isso. Além delas, as Teorias de Desenho - ou Planejamento - Instrucional (TDI), prescritivas e mais específicas, são resultado de diversas pesquisas para desenvolver métodos, procedimentos, meios e estratégias de ensino, detalhando como e quando utilizá-las. Assim, o conhecimento e a identificação das correlações entre as teorias de aprendizagem, a psicologia instrucional e as teorias de desenho favorecem o desenho de bons cursos. A oficina, com 4h de duração, apresentará os princípios da psicologia instrucional e das teorias de aprendizagem que fundamentam o planejamento instrucional, bem como fomentará discussões a respeito da aplicação dos métodos derivados (TDI) às situações de treinamento em ambientes organizacionais. A oficina tem por objetivo que o aluno seja capaz de descrever o conceito de aprendizagem e distinguir entre aprendizagem natural e induzida em organizações e trabalho; distinguir teorias de aprendizagem, teoria instrucional e teorias de desenho instrucional; analisar contribuições e limitações das abordagens teóricas cognitivistas e behavioristas que fundamentam um planejamento instrucional. Os conteúdos desta oficina são: fundamentos de teorias de aprendizagem; princípios e processos individuais de aprendizagem, necessários à elaboração e à escolha de condições propícias à aprendizagem; princípios e prescrições das teorias instrucionais e das teorias de desenho instrucional objetivistas e construtivistas. Para tanto, a metodologia utilizada consistirá em aulas expositivas dialogadas, com realização de exercício de fixação dos conteúdos. Entre os recursos instrucionais, poderão ser utilizados: retroprojetor e tela, flip-chart, data show ou canhão, cópias do programa, apresentação e exercício (um por aluno), papel para rascunho e pincéis atômicos coloridos. Sugere-se como público-alvo profissionais e estudantes de psicologia, administração e demais interessados em desenvolver programas instrucionais.


Título Completo
Psicologia Econômica

Modalidade
Curso

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
VERA RITA DE MELLO FERREIRA / PUC-SP - Programa de Psicologia Social

Resumo Geral
O curso apresenta a Psicologia Econômica, área ainda pouco conhecida no Brasil. Esta disciplina, que pode ser considerada uma ramificação da Psicologia Social ou da Psicologia Organizacional ou Industrial, como é chamada em alguns países, tem como objeto de estudo o comportamento econômico dos indivíduos e grupos, almejando investigar a influência da Economia sobre as pessoas e destas sobre a Economia, do ponto de vista psicológico. Estabelecida, há cerca de 30 anos, em diversos países do hemisfério norte, além da Austrália e Nova Zelândia, encontra-se em processo de constituição em nosso país. É objetivo deste curso contribuir para a introdução deste campo no Brasil por meio do conhecimento de suas origens, intersecções com outras áreas, linhas de pesquisa e método, estado do conhecimento no mundo e no Brasil. Dentre suas linhas de pesquisa, serão comentadas: psicologia do dinheiro, tomada de decisão, comportamento econômico de crianças e socialização econômica, psicologia da dívida, da poupança e do investimento, comportamento do consumidor, economia experimental, motivação e satisfação no trabalho, políticas econômicas, comportamento frente a impostos e taxação, psicologia do turismo, finanças comportamentais. Os principais pontos que deverão ser abordados dizem respeito à teoria da racionalidade postulada pela Economia tradicional, que é questionada pela Psicologia Econômica, análise do contexto no qual a disciplina se desenvolve, reconhecimento da sua importância – o Prêmio Nobel de Economia de 2002 foi dado a um psicólogo econômico -, possibilidades de aplicação, perspectivas de trabalho no Brasil. Serão contempladas as características particulares da Psicologia Social e Organizacional em nosso país, bem como os fenômenos econômicos que constituem nossa realidade, de modo a iniciar o debate a respeito de uma agenda para um estudo dessa natureza no país. Dentre estes pontos, podemos enumerar: fatores emocionais associados à experiência de inflação alta e estabilização da moeda; relações entre informações econômicas e instabilidades à luz de conceitos da Psicologia Social e Econômica; importância da educação financeira no âmbito coletivo; poupança e endividamento. A contribuição de teorias psicanalíticas sobre o funcionamento mental será considerada com o sentido de apoio à investigação sobre o comportamento psíquico. A estratégia de ensino adotada será a exposição dialogada, com especial atenção à participação dos alunos, uma vez que deseja-se explorar as possibilidades de futuras trocas e pesquisas. O participante deverá deixar o curso com noções sobre as investigações realizadas na interface Psicologia-Economia, bem como sobre instrumentos que lhe permitam avançar o conhecimento dentro desta área.


Título Completo
Avaliação de Treinamentos Presenciais e a Distância

Modalidade
Curso

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
THAÍS ZERBINI / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Atualmente, as mudanças contextuais advindas do progresso científico e tecnológico vêm alterando o cenário mundial e afetando substancialmente as organizações de trabalho. Buscando acompanhar a evolução do conhecimento científico, desenvolvimento tecnológico e modernização do setor produtivo, as organizações, na busca por profissionais continuamente competentes, conferem posicionamento estratégico à área de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas (T&D). Grandes quantias passam, assim, a ser investidas em ações educacionais. Em conseqüência dos altos investimentos despendidos pelas organizações em ações educacionais, elevam-se também as pressões para que a área de T&D demonstre seus resultados, principalmente em termos de promoção do desempenho e da efetividade organizacional. O problema é que, de um lado, nem sempre os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento, implementação e acompanhamento de ações educacionais possuem os conhecimentos e as habilidades necessários para a condução de avaliações de programas de TD&E presenciais e/ou a distância. Por outro, em alguns casos, faltam prescrições teóricas ou metodológicas, no caso da avaliação de resultados, que orientem os profissionais na condução do processo em foco. É neste sentido que a proposta de curso em análise tem como objetivo geral permitir com que os participantes adquiram conhecimentos básicos acerca da sistemática de avaliação de treinamento. Mais especificamente, espera-se, ao final do curso, que os participantes sejam capazes de: definir avaliação de treinamento; relacionar os principais objetivos da avaliação de treinamento; identificar os componentes de avaliação de treinamento com base no Modelo de Avaliação Integrado e Somativo; discutir procedimentos de coleta e análise de dados de avaliação nos níveis de reação, aprendizagem e impacto e; discutir as principais limitações e tendências da avaliação de resultados organizacionais de ações de treinamento. A metodologia será constituída por aulas expositivas dialogadas e exercícios em grupo. Para o adequado cumprimento das atividades de ensino-aprendizagem, deverão ser disponibilizados ao proponente desta proposta de curso os seguintes recursos instrucionais: data show e computador, cópias do programa, textos e exercícios, papel para rascunho, quadro-branco, pincéis coloridos para escrita em quadro-branco e apagador.


Título Completo
Diagnóstico e Prognóstico de Necessidades de Treinamento, Educação e Desenvolvimento

Modalidade
Curso

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
PEDRO PAULO MURCE MENESES / Universidade de Brasília

Autor
Gardênia Abbad / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Em um estudo conduzido há aproximadamente 10 anos, evidenciou-se que de um total de U$50 A U$200 bilhões de dólares gastos com atividades de treinamento nos Estados Unidos, apenas 10% retornavam para as empresas em termos de melhorias de desempenho individual, de grupos e equipes de trabalho e organizacional. Entre as explicações para esse desperdício, sobressaem-se lacunas no processo de diagnóstico e prognóstico de necessidades educacionais. Geralmente estes processos primam unicamente pela realização de análises de tarefas e individuais, cujos objetivos visam determinar que indivíduos necessitam de quais programas educacionais. Este esforço, entretanto, geralmente não é suficiente para que as ações de treinamento e desenvolvimento (T&D) contribuam para a promoção da efetividade de grupos e equipes de trabalho e da organização. É necessário, assim, que outro tipo de análise, frequentemente negligenciada, seja levada em consideração. Trata-se da análise organizacional, responsável pelo alinhamento da ação educacional com a estratégia e o negócio da organização, bem como com o contexto de trabalho dos indivíduos. Caso não realizada, são poucas as chances de que um programa educacional contribua para a geração de resultados no nível de grupos ou organizacional. Nesse sentido, este curso tem como objetivo geral permitir que o participante domine conhecimentos sobre o processo de diagnóstico e prognóstico de necessidades educacionais. Entretanto, tendo em vista o desconhecimento do perfil de entrada dos possíveis participantes, outros objetivos relacionados a sistemas de T&D, também se tornam imprescindíveis. Desta forma, ao final do curso, espera-se que os participantes sejam capazes de: a. conceituar instrução, treinamento, educação e desenvolvimento; b. conceituar tecnologia instrucional e enumerar suas fases; c. conceituar desempenho, identificando os componentes do conceito; d. identificar causas e soluções para problemas de desempenho; e. definir necessidades de treinamento nos três níveis (organizacional, tarefas, desempenho do indivíduo); f. identificar a importância de se aplicar a perspectiva de níveis ao processo de levantamento de necessidades de treinamento; g. definir papéis ocupacionais e; h. descrever as fases de avaliação de necessidades de treinamento com base em papéis ocupacionais. A metodologia será constituída por aulas expositivas dialogadas e exercícios em grupo. Para o adequado cumprimento das atividades de ensino-aprendizagem, deverão ser disponibilizados aos proponentes desta proposta de curso os seguintes recursos instrucionais: data show e computador, cópias do programa, textos e exercícios, papel para rascunho, quadro-branco, pincéis coloridos para escrita em quadro-branco e apagador.


Título Completo
O processo de seleção de pessoal - recrutamento e seleção

Modalidade
Curso

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
LIZIANE CASTILHOS DE OLIVEIRA FREITAS / Universidade de Brasília

Autor
Cristiane Faiad de Moura / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A seleção de pessoal é um processo muito importante para as organizações, pois há um fluxo natural de pessoas que entram e saem das organizações, modificando o ambiente de trabalho. Esse contexto faz com que a escolha das pessoas mais adequadas para desempenhar certas atividades necessite de uma maior ênfase no estudo das organizações. No Brasil, durante alguns anos, a seleção de pessoal foi considerada uma atividade secundária e antiquada por muitos pesquisadores ligados à área de psicologia organizacional e do trabalho, contribuindo para a escassez hoje de estudos na área. Os problemas da taxa de desemprego, as demandas da sociedade por seleções válidas e as questões técnicas e jurídicas levantadas sobre seleções em massa formam o panorama da necessidade atual de pesquisas sobre seleção de pessoal no Brasil. O objetivo do curso é capacitar profissionais a compreender os passos necessários a um processo de seleção de pessoal válido. Como estratégias de ensino desse curso serão realizadas aulas expositivas, discussões e exercícios em grupo sobre os principais aspectos do processo seletivo. Os objetivos de ensino que se pretende atingir envolverão os seguintes tópicos: gestão de pessoas e desenvolvimento humano nas organizações, identificação de preditores e critérios de desempenho, análise organizacional e análise de cargo (atribuições, requisitos e responsabilidades), recrutamento (mercado de trabalho, recrutamento interno e externo, avaliação dos resultados de recrutamento), o processo de seleção de pessoas, algumas técnicas e métodos de seleção válidos para identificação das características do candidato requeridas para o cargo, avaliação dos resultados da seleção de pessoal. As competências que o aluno deverá atingir ao final do curso são: saber identificar a importância da seleção de pessoal no contexto da gestão de pessoas, conhecer os passos principais de um processo seletivo, relacionar preditores e critérios de desempenho, diferenciar recrutamento e seleção, apontar técnicas seletivas válidas e conseguir propor etapas para a validação de um processo seletivo.


Título Completo
Profissiografia: uma proposta metodológica

Modalidade
Curso

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
LUIZ PASQUALI / Universidade de Brasília

Autor
CRISTIANE FAIAD DE MOURA / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Alguns estudos profissiográficos na área de segurança pública, com profissionais de diversas áreas, mostram que algumas características individuais são necessárias, senão primordiais, para uma adaptação adequada no contexto da estrutura de uma organização e para o bom desempenho de atividades no trabalho. Algumas dessas características são avaliadas no processo de seleção, porta de entrada do indivíduo por meio de Concursos Públicos no caso da área de segurança pública, ou por meio de outros processos de seleção, já que se busca avaliar um indivíduo e tomar algum tipo de decisão para sua vida no trabalho. E nesse contexto surgem certos questionamentos, entre os quais sobressaem: quais instrumentos de medida seriam apropriados para a avaliação dessas características e de que forma elas realmente influenciam no trabalho? Qual a importância da profissiografia na escolha das técnicas de avaliação? A partir desses questionamentos, observa-se que muitos processos seletivos ainda deixam a desejar, pois são definidos e executados partindo das possibilidades dos instrumentos psicológicos, e não, a partir das necessidades do cargo. Para uma melhor condução desse processo e obtenção de informações, tem-se a construção do perfil profissiográfico, por meio da profissiografia. A profissiografia é uma análise detalhada de um cargo, tendo como foco as tarefas executadas pelo ocupante do cargo, incluindo as ações envolvidas nesse processo, os requisitos necessários, facilitadores e dificultadores do trabalho. O objetivo do presente curso consiste em capacitar os alunos, a partir de uma metodologia específica, a realizarem uma análise profissiográfica, a partir de aulas expositivas e práticas. O curso abordará os seguintes temas: a metodologia utilizada na construção do perfil do cargo, grupo focal, construção e aplicação do instrumento de análise do perfil e possíveis análises. Cabe ressaltar que a análise profissiográfica aponta, dentre os fatores importantes, dificuldades e necessidades específicas do cargo analisado. Tais dados são imprescindíveis não apenas na seleção, mas também contribuem efetivamente na área de gestão de pessoas, ressaltando-se também, a área de treinamento e desenvolvimento da Organização.


Título Completo
Burnout: a sindrome da desistência simbólica

Modalidade
Curso

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
IÔNE VASQUES-MENEZES / Laboratório de Psicologia do Trabalho LPT/UnB

Resumo Geral
A relação que as pessoas têm com o trabalho e as dificuldades que podem surgir quando essa relação se compromete em termos de sofrimento psíquico foi reconhecida como um fenômeno da Idade Moderna. A síndrome de burnout, estudada a partir da década de 80 vem a retratar um tipo de sofrimento, sendo considerado um problema que atinge em grande escala trabalhadores da área de educação e saúde. A literatura internacional indica que não existe uma definição única para Burnout, embora haja um consenso ao se afirmar que se trataria de uma resposta ao estresse laboral crônico, sem que seja confundido com estresse. Vários autores apontam concepções diferentes para o entendimento de Burnout. Este curso pretende discutir a síndrome de Burnout, passando pelas diferentes definições e conceitos, pelos fatores que a compõem, instrumentos de avaliação e relação com variáveis organizacionais e de trabalho, para por fim, discutir a dinâmica deste sofrimento numa articulação entre os saberes da psicologia clínica e da psicologia do trabalho. Duas questões se sobressaem nesta discussão: A primeira implica no aprimorar da metodologia de identificação e intervenção em Burnout, onde se torna imprescindível um maior entendimento da dinâmica do adoecimento, tanto do ponto de vista da organização do trabalho (mais adiantada quanto ao seu delineamento) quanto do ponto de vista da psicodinâmica do trabalhador. A segunda questão, decorrência em parte da primeira, aborda a necessidade de se chegar a um modelo mais claro para a ocorrência de Burnout inclusive no que se refere a articulação dos três fatores de Burnout definidos por Maslach e Jackson. A metodologia a ser utilizada inclui exposição e discussão destes aspectos apoiados em dados empíricos e estudo de caso de pesquisas desenvolvidas pelo Laboratório de Psicologia do Trabalho-LPT/UnB e da literatura internacional. Pretende-se que ao final do curso a clientela esteja familiarizada com o tema principalmente no que se refere a abrangência, aos fatores que contribuem para ocorrência do fenômeno, instrumento de avaliação em Burnout adaptado e validade pelo LPT/UnB e formas de expressão do sofrimento diferenciado Burnout das demais síndromes decorrentes da situação de trabalho.


Título Completo
Violência psicológica no trabalho, assédio moral e saúde mental: atuação do psicólogo

Modalidade
Curso

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, violência e exclusão

Proponente
LIS ANDRÉA PEREIRA SOBOLL / USP

Resumo Geral
Desde 1999 a OIT – Organização Internacional do Trabalho - reconhece a importância dos comportamentos hostis e o alcance dos atos menores de agressão psicológica nas situações de trabalho, contemplando-os nos estudos e relatórios sobre a violência no trabalho.
O assédio moral é uma forma extrema da violência psicológica no ambiente de trabalho. Refere-se às agressões psicológicas que se repetem e persistem no tempo, que visam à exclusão do trabalhador. Configura-se por comportamentos hostis repetitivos de isolamento, de humilhação, de perseguição ou que causam constrangimentos. Nem toda situação de violência psicológica no trabalho contempla os critérios de repetitividade e intencionalidade característicos no assédio moral. As implicações na saúde dos trabalhadores e na dinâmica organizacional também se fazem presentes diante de atos menores de violência psicológica.
No Brasil, profissionais da área jurídica e psiquiátrica têm se destacado nas pesquisas e nos serviços prestados à sociedade nestas situações. Entretanto, as repercussões na saúde mental caracterizam a violência psicológica como objeto de estudo e de intervenção próprios da área da psicologia.
Dada a relevância do tema e sua relação com a subjetividade humana, faz-se necessário o envolvimento imediato dos profissionais de psicologia na abordagem do fenômeno, fato que exige dos profissionais conhecimentos e competências que os tornem aptos a atuar nestas situações. Este curso oferece uma introdução ao tema, indicando caminhos para estudos, pesquisas e intervenções futuras.
Por meio de exposição de conceitos, estudo de casos e técnicas vivenciais, a contribuição deste curso está em:
· Conceituar e caracterizar a violência psicológica e o assédio moral no trabalho, capacitando os participantes para identificar a ocorrência destas situações no cotidiano das organizações;
· Descrever os aspectos organizacionais e os aspectos individuais relacionados à violência psicológica, ampliando a compreensão sobre a contribuição destes fatores nos casos de assédio moral;
· Destacar as repercussões na saúde mental do trabalhador, nas relações interpessoais e na produtividade da empresa, conforme identificadas em pesquisas nacionais e internacionais, oferecendo atualização acadêmica e referencias teóricas que destacam a relevância do tema, tendo em vista a saúde humana e a vida em sociedade;
· Abordar as possibilidades de atuação do psicólogo relativas à violência psicológica e ao assédio moral no trabalho, conscientizando os profissionais para as demandas de intervenção e os novos espaços de atuação.


Título Completo
Avaliação de Programas: Uma agenda para a psicologia brasileira

Modalidade
Simpósio

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
FRANCISCO JOSÉ BATISTA DE ALBUQUERQUE e Jadcely Rodrigues Vieira / Universidade Federal da Paraíba e da Universidade Estadual da Paraíba

Autor
Bartholomeu Torres Trocolli / Universidade de Brasilia

Autor
Paulo Calmon / Universidade de Brasilia

Autor
Selma Maria Hayakawa Cunha Serpa / Tribunal de Contas da União

Resumo Geral
As tentativas de estabelecimento de processos avaliativos nos governos dos países latino-americanos têm enfrentado vários obstáculos importantes dos quais se destacam: a ausência de recursos humanos adequados, a fragmentação dos subsistemas avaliativos hoje existentes, a assimetria na propagação e absorção das inovações gerencias e organizacionais no setor público e a ausência de uma cultura avaliativa junto aos tomadores de decisão e à sociedade. Embora a avaliação de programas seja uma área de atuação profissional e de pesquisas nos países mais desenvolvidos, no Brasil ela ainda é desconhecida especialmente entre os psicólogos. Entretanto, alguns setores acadêmicos começam a despertar para esta problemática que tem mostrado ser peça fundamental no estado de governança dos países mais adiantados. Aqui no Brasil o Tribunal de Contas da União – TCU instalou uma secretaria especialmente dedicada a este tipo de atividade o que demonstra que ele já chegou a um nível de institucionalização diferenciado. Por outro lado, muitas pesquisas realizadas poderiam ser entendidas como pertencendo a esta área, entretanto, o seu desconhecimento e a pouca divulgação que recebe tanto dentro como fora dos poucos ambientes acadêmicos nos quais se desenvolve, tem deixado em segundo plano esta área que pode servir fortemente como elo entre o fazer acadêmico e o mundo real. Neste simpósio se pretende discutir estas questões buscando as suas raízes e trazendo exemplos de casos nos quais a metodologia apropriada e o conhecimento teórico podem marchar juntos com o processo de avaliação e aferição de projetos com largo espectro de abrangência. Serão tratados aspectos sobre a relação entre a formação dos psicólogos, sobre a metodologia envolvida nos processos de avaliação de programas, sobre os aspectos de efetividade dos programas, e sobretudo, sobre a necessidade que a psicologia brasileira tem de se engajar mais profundamente neste processo de análise das políticas públicas oferecendo subsídios para a melhoria da capacidade dos executores para atingirem os propósitos de administrar o bem comum de forma acertada.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
Avaliação da Qualidade de Vida de Famílias Agricultoras no Estado da Paraíba
Este trabalho tem como objetivo avaliar o impacto do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) na qualidade de vida de famílias de agricultores paraibanos. Para a avaliação do programa se utilizou uma comparação entre famílias de agricultores que recebem benefícios do PRONAF com famílias de agricultores familiares que não recebem nenhum benefício de programa governamental. A qualidade de vida diz respeito a duas dimensões: a dimensão objetiva e a dimensão subjetiva. Foi utilizado um delineamento correlacional com emparelhamento com grupo de controle natural, considerando: (1) Agricultor familiar usuário do PRONAF e (2) Agricultor familiar não-usuário do PRONAF tendo como variáveis antecedentes: sexo, idade, escolaridade, número de filhos e tamanho da terra e como variáveis-critério: qualidade de vida objetiva e subjetiva. Foram entrevistadas 59 agricultores, sendo que 29 recebem o crédito do PRONAF e 30 não são beneficiados pelo programa de crédito. Alguns resultados preliminares indicam que as famílias apresentam características semelhantes quanto ao nível de renda e acesso a terra. Das 59 pessoas entrevistadas, a terra deixa de possuir um valor de renda, para transformar-se em uma questão de subsistência. E quanto à qualidade de vida objetiva para aquelas famílias beneficiadas pelo PRONAF, 68% responderam que a vida melhorou pouco. Para 27,25% a grande vantagem do PRONAF é a independência do trabalho assalariado. Quanto ao trabalho, 65% exercem outra atividade remunerada além da agricultura e 58,6% disseram que a renda obtida não é suficiente para garantir um sustento de qualidade para a família. Adicionalmente se verifica que existe uma sobreposição de programas governamentais, posto que, grande parte daqueles que recebe o PRONAF também participa de outros programas sociais como bolsa família, enquanto que os que não participam do PRONAF também não recebem outras ajudas governamentais. Portanto, se pode concluir que o programa tende a ser percebido como mais um programa assistencial e não de desenvolvimento, além de ter seu acesso limitado, não incorporando todos aqueles a quem potencialmente se destina, privilegiando os agricultores familiares que de alguma maneira conseguem maneiras de filiar-se a programas de ajuda governamental.

Resumo Segundo Participante
A Defasagem da Psicologia Brasileira na Avaliação de Programas
Embora a avaliação de programas seja uma área de atuação profissional e de pesquisas nos países mais desenvolvidos, no Brasil ela ainda é desconhecida especialmente entre os psicólogos. Por que esta defasagem na comunidade de psicólogos brasileiros no desenvolvimento da área de avaliação de programas? A atividade principal da avaliação de programas é o estabelecimento de critérios adequados para determinar o valor do que está sendo avaliado com relação a estes mesmos critérios. Mas, definir clara e operacionalmente os critérios ou padrões que deverão ser atingidos pelos programas ou projetos é tarefa difícil, pois envolve questões políticas, administrativas e científico-metodológicas. Um bom exemplo pode ser encontrado na importância dada nos últimos anos aos programas de inclusão social através da inclusão digital. A capacitação para o uso intensivo de tecnologias da informação e comunicação, como mais um dos instrumentos de políticas públicas no combate a pobreza e exclusão social nas comunidades carentes, aparenta ser algo facilmente operacionalizado e avaliado. As experiências nesse sentido, no entanto, mostram que não é bem assim. Os relatos dos estudos de avaliação e os debates que têm provocado ainda estão longe de apresentar uma resolução satisfatória. A visão político e administrativa da questão, aliada necessariamente a conhecimentos sólidos de metodologia científica e análise avançada de dados é fundamental para um eventual encaminhamento satisfatório dos dilemas da avaliação. Talvez as dificuldades dos psicólogos possam ser apresentadas em termos de alguns eixos principais: (1) Desconhecimento da área; (2) pouca tradição na pesquisa empírica; (3) ênfase demasiada na descrição (quantitativa ou qualitativa) dos fenômenos que estuda; e (4) falta de experiência no lidar com as demandas, ritmos e procedimentos do mundo real, não acadêmico. O desconhecimento pode ser constatado na ausência de cursos específicos nos currículos oficiais da graduação e pós-graduação. Este mesmo motivo também está na base da pouca tradição empírica que pode ser igualmente verificada nas apresentações em congressos e encontros científicos que favorecem os métodos descritivos e qualitativos. A atitude representativa das abordagens empíricas enfatiza o controle metodológico e estatístico em busca das melhores associações e relações de causalidade. Para a avaliação de ajuste dos critérios do programa o avaliador deve possuir modelos de avaliação alicerçados na tradição “campbeliana”, por exemplo. Estes seriam sinais de uma comunidade já um pouco amadurecida na ciência empírica — sinais ainda relativamente escassos entre nós. Fomentar o entrelaçamento entre a academia e o mundo real pode ser a melhor escolha para superar a distância nesta área.

Resumo terceiro Participante
Promovendo a utilização da avaliação: uma abordagem baseada na incidência de custos transacionais
As tentativas de estabelecimento de processos avaliativos nos governos dos países latino-americanos têm enfrentado vários obstáculos importantes dos quais se destacam: a ausência de recursos humanos adequados, a fragmentação dos subsistemas avaliativos hoje existentes, a assimetria na propagação e absorção das inovações gerencias e organizacionais no setor público e a ausência de uma cultura avaliativa junto aos tomadores de decisão e à sociedade. Em conseqüência disso, analistas passaram a se dedicar ao desenvolvimento de estratégias avaliativas que sejam ao mesmo tempo robustas na geração de informação confiável, mas também factíveis de serem utilizadas no processo de tomada de decisão e no incentivo ao processo de aprendizagem organizacional. O propósito desse trabalho é demonstrar a importância da incorporação dos custos transacionais não apenas na avaliação dos programas governamentais, mas também no design e implementação de sistemas avaliativos. O reconhecimento da importância desses custos se tornou ainda mais relevante em função das transformações que vem ocorrendo na forma de organização das arenas decisórias relativas às políticas públicas. Essas transformações são descritas, de forma bastante breve, na primeira parte deste artigo e enfatizam a atual preponderância de redes de políticas públicas que são geridas por estruturas de governança específicas. Este trabalho também sugere que para que a administração pública se adapte a esse novo contexto são necessários alguns requisitos básicos, dentre eles destaca-se a criação de capacidade. Mas afinal de contas, o que significa criar capacidade? Esse é o objeto da segunda parte deste artigo, que procura delinear a trajetória deste conceito e apresentar, de forma específica, como podem ser propostas medidas para criação de capacidade. Finalmente, na terceira e última parte desta apresentação, o foco é centrado nos custos transacionais. Com esse objetivo, o conceito é descrito e relacionado ao contexto de transformações no setor público caracterizado na primeira parte do artigo. Além disso, propõe-se uma taxonomia de custos transacionais, com intuito de facilitar a operacionalização da sua incorporação na análise de programas e sistemas avaliativos. Exemplos específicos são apresentados de como análises que levam em consideração esses custos podem gerar uma melhor compreensão da dinâmica subjacente às políticas públicas e gerar análises e avaliações que auxiliem, de forma efetiva, a tomada de decisão no setor público.

Resumo Quarto Participante
A Experiência do Tribunal de Contas da União na Avaliação de Programas de Governo
O objetivo deste trabalho consiste em apresentar a metodologia adotada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para avaliação de programas de governo. As mudanças introduzidas no âmbito da administração pública brasileira a partir da reforma do Estado Brasileiro de 1995, exigiram uma reestruturação dos processos internos de atuação dos órgãos de controle, cobrando dessas instituições uma postura diferente, mais orientada para exame de resultados da ação pública e de sua efetividade no atendimento às necessidades da sociedade. Um dos principais instrumentos utilizados TCU é a fiscalização denominada “auditoria de natureza operacional”, também conhecida por “auditoria de desempenho” ou “auditoria de gestão”, da qual a avaliação de programas é uma modalidade. Este é o instrumento por intermédio do qual o Controle Externo forma juízo sobre o alcance dos resultados das ações governamentais, contribuindo para a promoção da eficiência operacional e alocativa do gasto público e para a responsabilização dos gestores pelo desempenho da ação de governo. Essa modalidade de auditoria baseia-se no princípio de que ao gestor público cabe o dever de prestar contas de suas atividades à sociedade, não somente agindo com integridade, mas atendendo a critérios de economicidade, eficiência, eficácia e efetividade dos atos praticados. Essas dimensões são examinadas mediante questões que abordam, por exemplo, se a forma de utilização dos insumos representa o uso mais econômico dos recursos públicos, se estão sendo disponibilizados os melhores serviços em relação aos recursos disponíveis; ou se os objetivos da política estão sendo atingidos. Para tanto se utilizam técnicas de pesquisa, baseadas em diagnóstico de problemas que comprometem o alcance dos resultados, buscando-se identificar suas causas e efeitos. A metodologia será apresentada exemplificando-a com trabalhos já realizados pelo TCU nas áreas de habitação, assistência social, saúde e educação.


Título Completo
Novos avanços do estudo do comportamento do consumidor no Brasil: Resultados empíricos e discussões conceituais.

Modalidade
Simpósio

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
CLÁUDIO VAZ TORRES; MICHAEL W. ALLEN; AMALIA R. PÉREZ-NEBRA / Universidade de Brasília, Dept. Psicologia Social e do Trabalho - Brasilia, Brasil & University of Sydney, Department of Psychology - Sydney, Australia, UniCEUB, Brasília, Brasil

Autor
CRISTIANO COELHO; REGINALDO PEDROSO / Universidade de Brasília, Dept. Psicologia e Processos Básicos

Autor
JORGE MENDES OLIVEIRA-CASTRO; ROBERTA H. B. F. POHL; MOEMA B. DIAS / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Diversas evidências têm demonstrado a relevância de se estudar o comportamento do consumidor, aliado às suas variáveis preditoras e explicativas. O objetivo geral desse simpósio é o de apresentar estudos e projetos de pesquisas sobre o comportamento de consumo sob as perspectivas da psicologia, economia e administração, e assim, demonstrar a oportunidade para interdisciplinaridade que a área oferece. Hoje em dia, pesquisadores do comportamento de consumo já representam quase a metade dos professores das escolas de marketing do mundo, e estudos sobre o consumo já podem ser considerados como a área de maior crescimento em disciplinas como antropologia e sociologia. Todavia, o estudo do comportamento do consumidor na psicologia ainda é incipiente, em especial no Brasil, o que indica a necessidade de formação de pesquisadores na área. Desta forma, este simpósio busca atender especificamente a essa demanda, discutindo os temas, metodologias e resultados já obtidos em pesquisas no país, propiciando assim uma avaliação da área no Brasil. Em especial, duas abordagens do estudo do comportamento do consumidor serão discutidas e ilustradas com diferentes resultados de pesquisa. As pesquisas que têm como base a psicologia social-cognitiva têm buscado desenvolver um modelo conceitual de como os valores humanos básicos endossados pelos indivíduos influenciam suas preferências por produtos e serviços. Já as pesquisas com ênfase experimental têm se concentrado principalmente, nos últimos anos, na investigação dos efeitos da complexidade de tarefas sobre a diminuição de comportamentos precorrentes auxiliares (i.e., que deixam de ocorrer com aumento do treino) e suas implicações para a interpretação de eventos privados. Na área de comportamento do consumidor, tais pesquisas têm investigado o comportamento de procura por produtos e os padrões de escolha de marcas. Espera-se com o simpósio gerar discussões a respeito dos conceitos e construtos utilizados, e fornecer subsídios que dêem continuidade ao estabelecimento da área no país.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
The Influence of cultural values on holiday destination in Australia and Brazil

Allen and Ng (1999) proposed a conceptual framework of how consumers’ choice of products may be influenced by the human values that they endorse. The framework combines a traditional model of human value influence based on the expectancy-value theory, with a new approach based on cultural meanings of products, judgment-type, and motivation. Using this framework, the present study had the objective of observing which implications cultural differences had on holiday destination. Specifically, to examine the cultural values of individualism and collectivism in Australia and Brazil, and determine whether cultural characteristics have a correlation with holiday destination. 793 participants (52% Brazilians; 51% Men; Ages between 17 and 61, median = 25y; Education 52% High School) responded to a questionnaire, including: A vertical-horizontal individualism-collectivism Values Scale, the Meaning and Judgment Scale, a Holiday Destination Measure, a Consumption Behavior Measure, and a demographics page. The main effect of the country on cultural patterns between Brazil and Australia was observed, such that Australians scored higher on individualism than collectivism, whereas with Brazilians, the scoring pattern was the opposite. The individualist Australians (independent self, emphasis on tasks, and more rational-oriented) preferred a piecemeal judgment and placed more importance on tangible attributes. Brazilians, who scored higher on collectivism (interdependent self, oriented towards relationships, and maintenance of group harmony), used the affective judgment more. Finally, as predicted, the direct route was stronger for the collectivist Brazilians than for the individualist Australians, whereas Australians prefered piecemeal judgment, using the indirect route. Data also suggest that in Australia, holiday destination attributes act as a mediator in the relationship between cultural values and holiday destination choice, indicating that the indirect route is the preferred one for this group. In Brazil, although values have an influence on Brazilians’ choice for holiday destination, by influencing holiday attributes, which in turn influence holiday choice (i.e., indirect route), the analyses of the R-squares showed that the direct route between values and holiday choice is stronger for Brazilians than for Australians. Results are discussed in terms of the etic validity of the model for individuals who endorse cultural values other than individualism.

Resumo Segundo Participante
Comportamento do consumidor e sua abordagem interdisciplinar: Conceitos, construtos e resultados empíricos.

Apesar da diferenciação de uma marca, com relação às suas concorrentes, ser comumente citada na literatura de marketing como um dos ingredientes necessários para o sucesso da marca, não há consenso na área sobre a definição do conceito nem sistematização teórica sobre o assunto. O modelo comportamental desenvolvido para analisar o comportamento do consumidor, Behavior Perspective Model,fornece uma interpretação teoricamente consistente de diferenciação de marca. De acordo com esse modelo, o comportamento do consumidor é influenciado pelas conseqüências que produzem, dentre as quais benefícios utilitários e informativos. Benefícios utilitários são conseqüências funcionais intrínsecas ao uso do produto ou serviço, e são mediadas pelo produto. Por exemplo, um automóvel possibilita transporte porta a porta. Benefícios informativos, por outro lado, são conseqüências sociais (status, prestígio) associadas à compra ou posse de um produto ou serviço, e são mediadas por outras pessoas, na forma de feedback sobre o desempenho do consumidor. Por exemplo, além de transporte porta a porta, dirigir um Audi A3 produz diversas conseqüências sociais, tais como prestígio e status, as quais não são produzidas por dirigir um Fiat Uno. Utilizando um questionário para medir o nível de benefício informativo de diferentes marcas de produtos, com base no quanto elas são conhecidas e percebidas como de qualidade, dois estudos (Estudo 1, 1509 observações incluindo seis produtos; Estudo 2, 1447 observações incluindo três produtos) investigaram as relações entre o nível informativo das marcas e a fatia de mercado e o faturamento das mesmas. Análises de regressão lineares indicaram que para sete dos nove produtos aumentos no nível informativo estiveram diretamente relacionados a aumentos na fatia de mercado e faturamento gerado pelas marcas. Os resultados demonstram a possibilidade de quantificar o valor financeiro, em termos de faturamento, associado às mudanças no nível informativo de marcas para cada categoria de produto. Esse tipo de análise possibilita decisões gerenciais a respeito do retorno financeiro de investimentos em diferenciação de marca dependendo da categoria de produto.
*Apoio CNPq

Resumo terceiro Participante
Valor de diferenciação de marca em diferentes categorias de produto

Desde que surgiram as relações de troca, o interesse pelo consumo adquiriu importância entre as pessoas. Os Analistas do Comportamento defendem que o comportamento do consumidor deve ser baseado na historia individual de exposição às contingências de reforço, e que seria uma questão de como localizar tal comportamento. Com advento da globalização, a quantidades de marcas e produtos substituíveis cada vez mais vêm se inserindo no mercado e chamando a atenção de pesquisadores sobre esta variável no controle da escolha dos consumidores. A análise do comportamento propôs princípios em relação a interações do comportamento com seu ambiente que outras áreas foram sendo beneficiadas a partir de suas pesquisas, tais como a Ecologia Comportamental e a Economia Comportamental. A Lei de Igualação, proposta por Herrnstein (1970), considera que a distribuição de respostas entre duas alternativas tende a igualar à distribuição de reforços obtidos nessas duas alternativas. Com o advento dos carros flex, uma situação de consumo de combustível pode ser vista como uma situação de escolha e, desta forma, características da compra como quantidade e tipo de combustível abastecido podem ser relacionadas a variações de seus preços e consumo de combustível do carro. Análises como estas têm sido realizadas na Economia Comportamental, que estuda a distribuição do comportamento através de conceitos próprios da economia, mas são também objetos de estudo do Comportamento do Consumidor. A partir da perspectiva comportamental, o objetivo deste trabalho foi verificar o comportamento de escolha, onde se tem duas alternativas – álcool ou gasolina – em consumidores portadores de carro Flex de montadoras nacionais, e verificar quais as variáveis que determinam a escolha entre estes dois combustíveis. Observou-se que uma variante da Equação da Igualação que relaciona preço e consumo ao valor de cada alternativa foi satisfatória na previsão do tipo de combustível consumido, com baixa sensibilidade à variação do preço. Esses dados apontam para violações no processo de maximização e são discutidas através de uma proposta descritiva de comportamento econômico, as quais contribuem à compreensão do consumo em ambiente natural.


Título Completo
Aprendizagem, Inovação e Mudança Organizacional: Exemplos de Pesquisas que abordam tais fenômenos e suas interfaces no ambiente organizacional

Modalidade
Simpósio

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ELAINE RABELO NEIVA / Universidade de Brasília

Autor
Maria Júlia Pantoja / Universidade de Brasília

Autor
Maria de Fátima Bruno de Faria / Universidade de Brasília

Autor
Suzana Maria do Valle Lima / Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecúária

Resumo Geral
As pressões ambientais para que as organizações realizem mudanças e respondam de maneira efetiva às necessidades dos clientes, à regulamentação do governo e aos competidores tem sido uma máxima nos discursos sobre o funcionamento organizacional. Dentro desse contexto, os temas aprendizagem nas organizações, aprendizagem organizacional, inovação e mudança organizacional têm sido uma constante. Os temas citados possuem interfaces, pois são apontados como aspectos que necessitam ser estudados e muitas vezes, são objeto de prescrições sobre como o funcionamento da organização deve ocorrer. O objetivo desse simpósio é discutir os conceitos dos fenômenos aprendizagem nas organizações, inovação e mudança organizacional, ressaltando interfaces desses distintos fenômenos, à luz de pesquisas ilustrativas. O tema aprendizagem será abordado considerando suas várias concepções no ambiente organizacional: aprendizagem formal, aprendizagem natural e aprendizagem organizacional. A exposição irá enfatizar as várias formas de transmissão de conhecimento e aprendizagem. Além da aquisição e transferência de conhecimentos, os indivíduos necessitam apresentar outros comportamentos que, em última instância, alterem, transformem e inovem o ambiente organizacional. Muitos autores empregam o termo inovação como sinônimo de criatividade. A apresentação sobre inovação abordará uma ampla revisão da literatura nacional e internacional sobre o tema e destacará que a criatividade se refere ao processo de geração de idéias novas e de valor que possuem elementos essenciais à sua implementação e a inovação é vista como a operacionalização de idéias criativas, assim como de processos e produtos, gerados ou não pelas pessoas naquele contexto. A inovação é considerada como um conceito mais amplo e mais complexo que a criatividade, pois é visto como um processo que compreende a criatividade (geração) e adoção e a implementação de idéias ou práticas novas nas organizações. A mudança organizacional não possui necessariamente uma repercussão positiva para a organização. Como fenômeno que pode ser conseqüência desses, citados anteriormente, aprendizagem e inovação, muito pouco é sabido, do ponto de vista científico, sobre o processo. O problema inicial diz respeito ao conceito. Muitos são os aspectos a considerar na definição do conceito: escopo, intensidade, tempo de reação, pessoas envolvidas, etc. Em virtude dessa gama de fatores que podem ser considerados na conceituação da mudança organizacional, as definições adotadas atualmente são amplas e discriminam pouco o fenômeno como estratégia para poder melhor compreendê-lo posteriormente. Assim os três fenômenos possuem interfaces e necessitam de melhor especificação dentro da literatura das organizações.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
Mudança Organizacional: Estudos longitudinais como forma de avaliação do processo

As atitudes em relação à mudança têm sido apontadas como um dos fatores que interferem no insucesso dos programas de mudança organizacional. O processo cognitivo dos indivíduos funciona, no nível individual, como reflexo das características culturais organizacionais que impossibilitam a adoção, por parte dos indivíduos de novos comportamentos requeridos pelo processo de mudança. O objetivo dessa pesquisa é analisar e discutir as variáveis explicativas das atitudes individuais em relação à mudança organizacional e seu relacionamento com as mudanças percebidas pelos indivíduos. Para tanto, são apresentados dados obtidos em dois estudos empíricos, longitudinais, conduzidos em organizações públicas brasileiras. Tais pesquisas avaliam as atitudes individuais em relação à mudança organizacional e testam os valores organizacionais, a capacidade organizacional para mudança e as configurações de poder como preditores das atitudes em relação à mudança. Além dos preditores das atitudes, a relação entre atitudes frente à mudança organizacional e as mudanças percebidas pelos indivíduos foi igualmente testada. Os estudos englobaram amostras de 456 sujeitos da organização A e 285 sujeitos da organização B que estiveram envolvidos nas intervenções para a mudança. Nas duas pesquisas, as atitudes preponderantes dos indivíduos foram de aceitação e temor em relação às mudanças. Os valores organizacionais dos pólos autonomia e igualitarismo, bem como a estratégia organizacional conhecida e percebida pelos indivíduos e a existência de burocracia e lentidão no ambiente organizacional constituíram os maiores preditores das atitudes em relação à mudança. Atitudes de aceitação e temor tiveram importância na explicação das mudanças percebidas. São analisadas ainda implicações práticas decorrentes de tais estudos como, por exemplo, conduzir intervenções em contextos organizacionais que favoreçam o desenvolvimento de atitudes e a emissão de padrões comportamentais mais alinhados com as pretensões da intervenção. Finalmente, são discutidas, à luz dos resultados obtidos, as possíveis relações entre os processos de aprendizagem humana, atitudes em relação à mudança, mudança organizacional percebida e inovação e criatividade no trabalho.

Resumo Segundo Participante
Estratégias de Aprendizagem no Trabalho na Perspectiva da Análise Multinível

O processo de aprendizagem pode ser influenciado por múltiplas variáveis. Entre elas, as características individuais do aprendiz ou do grupo de trabalho e condições ambientais. No que se refere às características individuais, mais especificamente, às Estratégias de Aprendizagem no Trabalho, objeto principal deste trabalho, são várias as razões pelas quais esse tópico se avulta como um relevante foco de pesquisa nas organizações atuais. Primeiramente, o exame da literatura nas áreas da Psicologia Organizacional e Cognitiva mostra a ocorrência de um aumento significativo de pesquisas, buscando um melhor entendimento dos processos mentais envolvidos na execução do trabalho, tendo em vista a drástica redução das atividades manuais e o aumento gradual das atividades de natureza cognitiva mais complexa. Como parte dessa tendência, processos cognitivos, que ocorrem durante a aprendizagem, estão recebendo maior atenção e se tornando mais acessíveis aos pesquisadores. Dentro desse enfoque, a presente pesquisa teve como objetivo investigar o relacionamento entre percepções de suporte à aprendizagem, características da organização do trabalho e estratégias de aprendizagem. Para tanto, a amostra foi constituída de 900 profissionais, em 16 ocupações distintas, que atuavam em segmentos econômicos variados, em empresas públicas e privadas nacionais e multinacionais. À luz dos resultados encontrados, é analisada a contribuição da aplicação prática de um modelo multinível para a compreensão do fenômeno Estratégias de Aprendizagem no Trabalho. É ainda, discutida a importância da adoção de um procedimento de aplicação empírica deste tipo de modelo para o estudo de fenômenos que ocorrem no âmbito organizacional e cuja compreensão apenas será adequadamente alcançada se reconhecido o efeito que variáveis provenientes de diferentes segmentos da organização exercem sobre eles. Em termos teóricos, são comentadas as possibilidades de articulações teóricas contemplando temas de estratégias de aprendizagem no trabalho e suporte à aprendizagem contínua, com ênfase na integração das literaturas nas áreas da Psicologia Organizacional e do Trabalho, Aprendizagem Organizacional e Gestão do Conhecimento. Quanto aos resultados empíricos, são comentados os mais relevantes, ou seja, os que demonstraram o importante papel desempenhado pela variável do nível do grupo: Suporte à Aprendizagem Contínua destacando, entretanto, as interações entre as variáveis individuais e percepções de suporte à aprendizagem contínua na explicação das estratégias de aprendizagem no trabalho. Essas evidências reforçam a importância dos processos de emersão por meio dos quais fenômenos no nível individual se desdobram configurando novos eventos no nível do grupo, bem como de seus efeitos sobre os processos de aprendizagem no trabalho.

Resumo terceiro Participante
Inovação e criatividade: Inter-relações e diferenciações conceituais

A inovação tem sido objeto de atenção no ambiente organizacional, nas últimas décadas, assim como tema muito debatido no meio acadêmico. Inovações são vistas como necessárias às organizações para se manterem competitivas. Muitos autores consideram a criatividade como uma pré-condição para a ocorrência de inovações. Outros empregam o termo inovação como sinônimo de criatividade. São poucos os pesquisadores que se dedicam a discutir a diferenciação entre esses conceitos. O objetivo deste artigo é analisar os conceitos de inovação e criatividade, problematizar a importância da diferenciação conceitual entre inovação e criatividade, assim como apresentar evidências empíricas da inter-relação entre esses fenômenos. Bruno-Faria (2003), em ampla revisão da literatura sobre o tema, destacou que a criatividade se refere ao processo de geração de idéias novas e de valor que possuem elementos essenciais à sua implementação e a inovação à implementação de idéias criativas, assim como de processos e produtos, gerados ou não pelas pessoas naquele contexto. A inovação pode ser advinda de outras fontes e não somente de idéias criativas das pessoas dentro de uma organização, como ocorre nos casos de transferência de tecnologia. Este artigo retrata os resultados de três estudos de casos de projetos inovadores em que se pode evidenciar a importância da distinção conceitual entre criatividade e inovação. Assim como Axtell et al. (2000) categorizaram dois tipos de inovação: um que se caracteriza pelo desenvolvimento de idéias radicais que revolucionam práticas ou produtos através de toda a organização e outro de muito menor escala; puderam ser evidenciados dois tipos de criatividade: aquele primordial que traz à tona uma nova idéia e o que aprimora algo já criado (Bruno-Faria, 2004). Constatou-se também que a inovação é um processo com duração mais longa do que o processo criativo, em que pode haver ou não introdução de novas idéias. Outra evidência do estudo é que o processo de inovação, decorrente de idéias criativas de indivíduos e grupos, gerou mudanças diferenciadas no contexto organizacional, de diferentes naturezas (maior reconhecimento da área na Empresa; início da exportação de produtos; facilidade no recrutamento de novos empregados; melhoria do clima organizacional, entre outros). Essas são algumas evidências empíricas que reforçam a necessidade da análise conceitual desses fenômenos e da discussão de sua inter-relação.

Resumo Quarto Participante
Visões de Futuro Compartilhadas

Teorias relativas ao processo de mudança organizacional geralmente seguem a formulação de Kurt Lewin para mudança social. Na sua concepção, a estabilidade em um sistema é definida por um campo de forças antagônicas em relação à mudança; esta é concebida como uma instabilidade transitória interrompendo o equilíbrio de um sistema. Para Lewin, a mudança envolve etapas de descongelamento; mudança ou movimento; e recongelamento. O descongelamento envolve a produção de um desequilíbrio inicial na estabilidade organizacional, diminuindo resistências à mudança. Alternativamente, a teoria da construção social focaliza os processos em que atores sociais interagem, baseando-se em crenças, normas e comportamento associado. Esta abordagem afirma que a realidade é construída socialmente; o conhecimento é crença socialmente reforçada sobre a realidade, e está inserido nela e nos resultados dos processos sociais. Um sistema depende deste conhecimento para funcionar de forma estável. O descongelamento de Lewin pode ser concebido como envolvendo insatisfação com o estado atual de um sistema, mas só pode levar à etapa seguinte (mudança ou movimento) se uma nova visão– compartilhada – do sistema e de seu ambiente for formada. Esta nova visão pode ser desenvolvida espontaneamente ou de forma induzida. Em estudos de futuro, um indicador de visão compartilhada é o consenso (mensurável) obtido, em um grupo de atores sociais, com relação à relevância e ao comportamento de determinadas variáveis, em um horizonte temporal dado. Este trabalho propõe que estudos de futuro podem servir como importante indutor da formação desta visão compartilhada, apresentando formas alternativas para tais processos e resultados de alguns destes estudos. Um segundo objetivo relaciona-se à formulação de hipóteses ou questões de pesquisa sobre os possíveis determinantes do grau de compartilhamento de uma visão de futuro, para os atores sociais que operam em um sistema. São discutidas, como possíveis influências: processos planejados de formação de visões compartilhadas; o grau de organização destes atores; sua competência como grupo social; seu nível de educação formal; sua história de atuação grupal; a consistência entre suas normas e crenças e as de atores sociais que detém poder (no próprio sistema e no supra-sistema em que este se insere). A compreensão da formação desta visão compartilhada, enfim, é relevante, tanto do ponto de vista de avanço do conhecimento como do de desenvolvimento de metodologias sistematizadas para mudança e/ou inovação em sistemas.


Título Completo
Contribuições de teorias psicossociais para a construção do conhecimento e práxis em psicologia organizacional

Modalidade
Simpósio

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
JULIANA BARREIROS PORTO / Universidade Mackenzie e ICTr

Autor
Maria Cristina Ferreira / Universidade Salgado de Oliveira, Universidade Gama Filho/RJ

Autor
Cláudio V. Torres & Hugo Rodrigues / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A relação entre a Psicologia Organizacional e a Psicologia Social vem de longa data. Desde os anos 50 a Psicologia Social tem servido de base para o desenvolvimento de conceitos e a compreensão de fenômenos organizacionais. Essa compreensão ocorre graças ao entendimento que a psicologia social traz a respeito do comportamento humano no contexto social. Como o trabalho implica em relacionamentos sociais, os modelos compreensivos da psicologia social são de fundamental importâcia para o estudo do comportamento humano no trabalho. Essa aplicação se dá, por exemplo, pelos modelos compreensivos de julgamento social que a cognição social desenvolveu, pelos estudos de normas sociais e valores individuais que auxiliam na compreensão da cultura das organizações entre várias outras contribuições teórico-conceituais. No Brasil as duas áreas mantiveram um estreito relacionamento e muitos dos desenvolvimentos em Psicologia Organizacional provêem de aplicações de temas clássicos em Psicologia Social como, por exemplo, os estudos sobre atitudes, grupos, liderança e atribuição de causalidade. Além das contribuições teóricas, a psicologia social também trouxe alternativas metodológicas para o estudo do comportamento humano no trabalho, possibilitando o desenvolvimento de modelos teóricos e de tecnologias de gestão de pessoas. Essas aplicações metodológicas estão relacionadas a estratégias de mensuração de variáveis, delineamentos de pesquisa para estudo do comportamento organizacional, estratégias para estudo de processos grupais e de tomada de decisões, entre outras contribuições metodológicas. Nessa perspectiva, o objetivo deste simpósio é discutir a contribuição de conceitos clássicos e atuais em Psicologia Social para a explicação do comportamento organizacional, bem como aspectos metodológicos. Assim, serão apresentadas pesquisas e discutidas as implicações e contribuições dos conceitos de justiça, normas sociais, esterereótipos e valores para a compreensão do mundo do trabalho. O conjunto de pesquisas relatadas dentro de cada apresentação ilustra a importância dos conceitos, suas limitações e avanços necessários para uma melhor integração entre áreas.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
Valores e comportamento no trabalho

Os valores constituem-se em tema clássico da Psicologia Social e, recentemente, tem sido estudado no contexto das organizações de trabalho. Valores são os princípios que guiam a vida do indivíduo e, portanto, são motivadores das suas ações. A preocupação em compreender os comportamentos no trabalho, em especial aqueles que envolvem algum tipo de conflito, levou investigadores a relacionar os valores aos comportamentos de cidadania e retaliação, entre outros. Os valores têm sido avaliados tanto no nível individual quanto organizacional e as principais teorias utilizadas no Brasil tem sido a de Schwartz no primeiro nível e a de Tamayo no último. No nível individual o poder preditivo tem se mostrado baixo. Os valores organizacionais, por outro lado, referem-se ao contexto de trabalho e apresentam impacto mais forte sobre o comportamento dos indivíduos. Assim, o objetivo deste trabalho é discutir o poder preditivo dos valores e suas reais contribuições para a compreensão do comportamento no trabalho a partir de duas pesquisas realizadas: a primeira que relacionou os valores individuais aos comportamentos de cidadania e a segunda que relacionou os valores organizacionais aos mesmos comportamentos. A primeira contou com uma amostra de 867 funcionários de uma estatal brasileira. Os resultados das análises de regressão múltipla desta pesquisa demonstram que os valores individuais explicam entre 4 e 17% da variância. A segunda pesquisa teve uma amostra de 458 funcionários de quatro empresas diferentes: duas públicas, uma privada e uma cooperativa. As regressões múltiplas apontam que os valores organizacionais explicam entre 5 e 23% da variância dos comportamentos de cidadania organizacional. Esses dados apontam para a necessidade de construção de modelos teóricos mais complexos que expliquem de que forma os valores individuais e organizacionais afetam o comportamento das pessoas. É necessária a identificação de variáveis mediadoras, já que valores são conceitos abstratos e distais do comportamento. Outra hipótese é com relação ao tipo de comportamento que tem sido explorado nas pesquisas, já que na psicologia social os valores mostram-se como preditores de comportamentos que envolvem conflito de valores e nem sempre os comportamentos estudados envolvem essa situação.

Resumo Segundo Participante
Os Estereótipos e Preconceitos de Gênero no contexto das organizações

Diferentes indicadores atestam que as mulheres ainda são raridade nos altos escalões das empresas e costumam receber remuneração inferior aos homens, em que pese o fato de elas terem progressivamente adquirido maior acesso ao mundo do trabalho. Dois constructos psicossociais têm sido freqüentemente apontados como responsáveis por essas desigualdades: os estereótipos e os preconceitos de gênero que configuram o sexismo. Os estereótipos constituem a base cognitiva do preconceito, consistindo em crenças compartilhadas acerca dos atributos que caracterizam os membros de certos grupos sociais, as quais se revelam em sentimentos e atitudes preconceituosas que justificam as práticas e comportamentos discriminatórios manifestos contra os membros desses grupos. Nesse sentido, o sexismo dirigido às mulheres no espaço de trabalho envolve as avaliações negativas e atos discriminatórios praticados contra as mulheres devido à sua condição de gênero. Na explicação de tal fenômeno, as teorias feministas atribuem à sociedade patriarcal o surgimento de valores associados à superioridade masculina e à inferioridade feminina, que são reforçados durante o processo de socialização e conduzem ao desenvolvimento de representações de masculinidade associadas à dominação e representações de feminilidade relacionadas à submissão, as quais justificam as atitudes de discriminação e dominação femininas. Em síntese, o sexismo seria um resquício da cultura patriarcal utilizado principalmente pelos homens como instrumento para garantir as diferenças de gênero. Apoiando-se em tal referencial, o presente trabalho pretende inicialmente discutir as concepções subjacentes aos estereótipos e preconceitos, à luz da psicologia social contemporânea e, em seguida, analisar os modos pelos quais tal conhecimento pode ser aplicado ao contexto das organizações, mediante o estudo do sexismo manifesto no espaço de trabalho. Para tanto, serão apresentados os resultados de pesquisa realizada com o objetivo de se compararem os estereótipos e preconceitos dirigidos a mulheres que ocupam cargos de liderança. A amostra foi composta por 442 homens e mulheres, pertencentes a diferentes organizações situadas no Rio de Janeiro, que responderam a um questionário sobre crenças e atitudes sobre mulheres líderes. A análise dos resultados evidenciou que os homens apresentavam crenças e atitudes mais negativas que as mulheres em relação às lideranças femininas. Tais resultados dão sustentação à teoria feminista e atestam a pertinência de os psicólogos organizacionais se valerem de conhecimentos psicossociais capazes de contribuir para a formulação e implementação de novos paradigmas de gestão com base no gênero.

Resumo terceiro Participante
Avaliando normas sociais na psicologia: Comparação e diferenciação de culturas

Acadêmicos têm investigado a adequação de diferentes teorias internacionais e sua aplicação a diferentes culturas. Os estudos sobre comparação intercultural envolvem a consideração de culturas nacionais, das quais as normas sociais são um componente primordial. Normas, assim como os valores, funcionam como elementos integradores, já que são compartilhadas por todos ou por boa parte dos membros da organização. Elas se referem a um seguimento de comportamentos considerados como aceitáveis por um grupo em uma determinada situação, aprendidos por membros desse sistema social, seja por observação ou de modo direto. Como qualquer atividade grupal organizada, normas envolvem um padrão de idéias que pressupõe a percepção de um consenso mínimo ou da aprovação do sistema social onde estão inseridas. São mais do que a medida de um único comportamento; refletem uma amplitude de comportamentos considerados aceitáveis por um grupo naquela situação. O Modelo de Retorno Potencial (MRP) é uma das abordagens que tem sido utilizada na avaliação de diferenças entre as normas em diferentes culturas, como por exemplo, normas referentes ao estilo de liderança preferido nas organizações transculturalmente (e.g., Brasil e Estados Unidos) ou intraculturalmente (i.e., 5 regiões geo-políticas). O MRP representa uma proposta quantitativa para avaliação da norma, explicando, medindo e descrevendo a norma graficamente. Outra perspectiva no estudo das normas são as Normas Subjetivas (NS), que retratam o quanto à execução de um comportamento, num determinado contexto, é normativa. Seja através de seu componente injuntivo (o que se deve fazer) ou descritivo (o que todos fazem). O objetivo geral desta apresentação é de descrever como o MRP e as NS podem ser usados na investigação de preferências nas organizações, em diversos contextos culturais. Para tal, dados de diferentes pesquisas que utilizaram o MRP e NS serão apresentados e discutidos. Sumariamente, pode-se observar que o MRP tem um índice médio de poder estatístico para o efeito do padrão cultural de 0,90, e para o efeito de país de 0,92. O poder médio para a interação entre país e padrão cultural é 0,90. Esta análise estimou uma magnitude de efeito de "pequena" a "média" (?² = 0,04) com um ?=0,05. Os coeficientes de confiabilidade encontrados para o instrumento do modelo variam de 0,74 a 0,89, provando ser apropriados para uma medida do fenômeno cultural. Estudos com NS demonstram que em situações de grande pressão social o poder preditivo de atitudes cai significativamente. O poder preditivo das NS é correlacionado com coletivismo.


Título Completo
Novas direções da pesquisa em justiça no contexto organizacional

Modalidade
Simpósio

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
Maria Cristina Ferreira e Ronald Fischer / Universidade Salgado de Oliveira; Victoria University at Wellington

Autor
Ronald Fischer / Victoria University at Wellington

Autor
Helenides Mendonça / Universidade Católica de Goiás

Resumo Geral
Embora originariamente derivado da psicologia social, o construto justiça organizacional rapidamente se firmou como um campo independente de estudos destinado à análise das percepções de justiça existentes nas relações entre trabalhadores e suas organizações. Nesse sentido, as últimas décadas testemunharam um crescente interesse pelo tema, o que pode ser creditado a três razões principais: (1) a justiça é um fenômeno psicossocial e penetra na vida social e organizacional; (2) o ativo mais importante de qualquer organização é sua força de trabalho e o modo com que ela é tratada afeta suas atitudes e comportamentos subseqüentes; (3) o movimento em direção a uma força de trabalho mais qualificada faz supor que os trabalhadores mais habilitados passem a reivindicar tratamento digno e respeitoso dentro de suas organizações. Alinhado com tais preocupações, o presente simpósio pretende discutir algumas das direções atuais da pesquisa em justiça organizacional e suas aplicações para a melhoria das relações de trabalho. Para atender a essa finalidade, o trabalho "Tendências atuais na pesquisa em justiça organizacional", de Eveline Assmar, introduzirá o simpósio, apresentando os fundamentos conceituais e empíricos que se encontram subjacentes a quatro tendências contemporâneas da pesquisa em justiça: multidimensionalidade X integração; abordagem multifocal; análise multinível e orientação individual de justiça. Em seguida, Maria Cristina Ferreira, no trabalho “A pesquisa em justiça sob o enfoque transcultural”, irá caracterizar a abordagem transcultural e sua aplicabilidade ao estudo da justiça organizacional, mediante a apresentação de pesquisa realizada com o intuito de verificar a relação entre justiça e comportamentos extra-papel em diferentes contextos culturais. No trabalho “A pesquisa em justiça sob o enfoque multinível”, Ronald Fischer apresentará os pressupostos do enfoque multinível aplicado ao estudo da justiça organizacional e os resultados de pesquisa desenvolvida sob tal perspectiva. A última apresentação - Implicações práticas do estudo da justiça organizacional-, de Helenides Mendonça, utilizará resultados de investigações sobre conseqüentes da justiça organizacional para subsidiar a discussão sobre possíveis aplicações desses achados na implementação de programas voltados para a melhoria das relações de trabalho. Esperamos com tais apresentações colocar em destaque o papel vital da justiça para o funcionamento eficaz das organizações e a satisfação pessoal de seus membros.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
A pesquisa em justiça sob o enfoque transcultural

Sob a perspectiva da psicologia social norte-americana, o estudo das condutas sociais teve como foco, por longos anos, a busca de modelos e leis gerais que pudessem contribuir para a compreensão dos processos e estruturas subjacentes aos comportamentos manifestos nas interações sociais. Orientadas pelo pressuposto da universalidade das relações funcionais entre processos cognitivos e comportamentos sociais, estas investigações adotaram o indivíduo como objeto de análise, desconsiderando, de modo sistemático, a relevância dos sistemas socioculturais na produção das condutas humanas. Mais recentemente, entretanto, psicólogos de várias nacionalidades, descontentes com o caráter excessivamente individualista e a-histórico desta psicologia social, vêm se interessando pelo papel que a diversidade sociocultural desempenha na configuração do comportamento social. Entre os movimentos dedicados a essas novas formas de abordagem merece destaque a psicologia transcultural, que se detém no estudo da variabilidade existente no comportamento das várias sociedades, como forma de se identificarem as dimensões de conduta específicas a cada cultura e as generalizáveis a outras culturas. Na explicação de tal variabilidade, os sistemas ou dimensões de valores subjacentes a determinados grupos nacionais têm constituído o referencial mais freqüentemente adotado, com destaque especial para o individualismo e o coletivismo. O presente trabalho pretende discutir mais detalhadamente tal enfoque e sua aplicabilidade ao estudo da justiça organizacional. Para tanto, serão apresentados os resultados de pesquisa realizada em 6 diferentes países (Argentina, Brasil, Líbano, Malásia, Nova Zelândia, Turquia e Estados Unidos) com o intuito de verificar os efeitos de quatro dimensões de justiça organizacional (distributiva, processual, interpessoal e informacional) nos comportamentos extra-papel de ajuda e voz, bem como o papel moderador do individualismo-coletivismo em tais relações. A amostra total foi composta de 1464 trabalhadores que responderam a questionários destinados a avaliar os constructos sob investigação. A análise dos resultados evidenciou a presença de efeitos mais pronunciados da justiça distributiva sobre os comportamentos de ajuda e da justiça interpessoal sobre os comportamentos de ajuda e de voz nos países mais coletivistas. À guisa de conclusão, discute-se a pertinência de a perspectiva transcultural ser incorporada à agenda futura de pesquisas sobre justiça organizacional, como forma de contribuir para a melhor compreensão de seus efeitos em diferentes contextos socioculturais.

Resumo Segundo Participante
A pesquisa em justiça sob o enfoque multinivel

Durante muito tempo, os pesquisadores organizacionais conceberam a justiça como um construto individual, por considerarem que as pessoas interpretam os eventos organizacionais, o que faz com que as percepções de justiça constituam fenômenos únicos a cada indivíduo. O advento da teoria multinível tem, entretanto, desafiado tal concepção tradicional e levado os pesquisadores a tratarem cada vez mais a justiça organizacional como um construto coletivo. Postula-se, assim, que os indivíduos que trabalham juntos costumam desenvolver percepções compartilhadas acerca da justiça ou injustiça praticada em seu local de trabalho. O objetivo do presente trabalho é discutir as possibilidades de aplicação da teoria multinível no estudo da justiça organizacional. Para tanto, serão inicialmente apresentados os principais pressupostos subjacentes a tal abordagem, com destaque para o nível de concordância observado entre as pessoas pertencentes a um determinado grupo, considerado essencial à emergência de um construto de natureza verdadeiramente coletiva. Em seguida, serão explorados os achados provenientes das pesquisas em justiça organizacional sob a perspectiva multinível, os quais vêm demonstrando que as percepções acerca do grau de justiça do tratamento que as organizações dispensam a seus membros são mais prováveis de serem compartilhadas pelos empregados, isto é, de constituírem um fenômeno coletivo, ao passo que as percepções sobre a justiça da remuneração recebida e do tratamento dispensado pelo supervisor costumam variar entre os indivíduos, constituindo-se assim em percepções mais individuais. Posteriormente serão apresentados os resultados de pesquisa realizada com a finalidade de verificar quais as dimensões de justiça (distributiva, processual, interpessoal e informacional) que poderiam ser consideradas verdadeiramente coletivas. A amostra foi composta de 798 trabalhadores pertencentes a 19 organizações públicas e privadas situadas no Rio de Janeiro, os quais responderam à Escala de Justiça de Collquitt. O cálculo das correlações intra-classe (ICC) evidenciaram que apenas nas percepções de justiça processual ocorreu um grau de concordância substancial, enquanto outros índices de concordância (rwg e awg) forneceram resultados mistos. À guisa de conclusão, discute-se a importância das percepções compartilhadas para a construção de uma teoria multinível de justiça organizacional, bem como suas implicações para a gestão de pessoas.

Resumo terceiro Participante
Implicações práticas do estudo da justiça organizacional

As transformações no mundo do trabalho, a globalização dos mercados, os indicadores econômicos, a diminuição de postos de serviço e as pressões por produtividade, dentre outras, têm provocado impacto direto nas relações de trabalho, exigindo a criação de novos modelos de gestão e contínuos ajustes nas ações de recursos humanos a fim de que as organizações possam se adequar às novas demandas e assim garantir a sua sobrevivência no mercado. As relações de trabalho, entendidas aqui como relações de troca, têm sido marcadas por discrepâncias entre as exigências do ambiente físico e organizacional e as necessidades e recursos de enfrentamento desses eventos. Essas discrepâncias apontam para um desequilíbrio na dinâmica que impulsiona as relações de trabalho e, geralmente, é carregada de avaliações insatisfatórias que levam a percepções de (in)justiça acerca dos eventos organizacionais. A literatura especializada tem demonstrado que as percepções continuadas de injustiça por parte dos trabalhadores trazem sérias conseqüências, influenciando as estatísticas alarmantes que denunciam os sérios problemas de saúde ocupacional vivenciado em diferentes nações. Diante da relevância creditada à justiça na vida das organizações e dado o grande poder heurístico dessa variável para a compreensão dos processos organizacionais e seus impactos nas atitudes e comportamentos dos trabalhadores, os analistas organizacionais têm se dedicado a buscar explicações científicas para compreender as implicações práticas das percepções de justiça. No Brasil, pesquisadores têm demonstrado que perceber ou fazer justiça pode gerar impacto no processo de saúde-doença, nos comportamentos organizacionais pró-ativos e negativos, na satisfação, no prazer e no sofrimento psíquico, no clima organizacional, no comprometimento, na qualidade de vida e na eficácia organizacional. O objetivo do presente trabalho é analisar e discutir os principais estudos empíricos desenvolvidos no Brasil acerca do impacto das percepções de justiça sobre o indivíduo e as organizações de trabalho. Para tanto, faremos inicialmente uma incursão na literatura em justiça, focalizando os principais aspectos conceituais e empíricos subjacentes à pesquisa sobre as relações entre justiça e variáveis conseqüentes. Posteriormente, faremos uma apreciação crítica desse campo de estudos, apontando suas implicações para a formulação de programas de intervenção que visem a melhoria das relações de trabalho.


Título Completo
EFETIVIDADE DE TREINAMENTO NO TRABALHO: PERSPECTIVAS TEÓRICAS, METODOLÓGICAS E ORGANIZACIONAIS

Modalidade
Simpósio

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
RONALDO PILATI / Instituto de Ciências do Trabalho - ICTr

Autor
Kamal Birdi / University of Sheffield

Autor
Gardenia Abbad / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A avaliação de ações educacionais em ambientes organizacionais tem se tornado foco de grande atenção por parte de profissionais e pesquisadores que se interessam pelo resultado de tais ações. Este interesse crescente é impulsionado, também, pelo grande investimento que as organizações tem feito em ações educacionais, por meio da reestruturação das ações de capacitação e da necessidade de educação continuada para a força de trabalho. No tocante a pesquisa acadêmica o desenvolvimento de múltiplos métodos de coleta e análise de dados de avaliação, bem como a diversificação de estratégias metodológicas, permitiu a construção de modelos complexos de produção de conhecimento em avaliação de treinamento. A abordagem multinível de estudos organizacionais também deu a possibilidade do desenvolvimento de modelos de compreensão dos efeitos de ações de capacitação no nível organizacional. Um dos motes das ações educacionais é de possibilitar a inovação no contexto organizacional, tendo em vista que esta é uma estratégia eficaz para permitir que as organizações sejam capazes de produzir conhecimento e novas soluções para suas questões complexas. É dentro deste contexto de produção de conhecimento que o presente simpósio se encontra, pois seu objetivo é o de discutir aspectos relativos a efetividade de treinamento, como a relação desta com a inovação, as variáveis e fatores que compõem os modelos de avaliação e os aspectos metodológicos e epistemológicos relacionados a área. Para que este objetivo seja atingido são discutidos três trabalhos. O primeiro discute a relação entre treinamentos de criatividade e inovação organizacional, proporcionando resultados importantes para a compreensão da relação entre treinamento e inovação. O segundo trabalho apresenta uma revisão de estudos nacionais e estrangeiros sobre efetividade de treinamento, destacando que aspectos são preditores significativos da efetividade de treinamento. O terceiro trabalho busca revisar os diversos delineamentos metodológicos utilizados sobre pesquisas na área, ressaltando aspectos epistemológicos de construção do conhecimento a partir destes métodos de pesquisa. Relações entre elementos teóricos, metodológicos e organizacionais são discutidos pelos autores.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
Aspectos metodológicos na avaliação de efetividade de ações de capacitação em ambientes organizacionais

Todo processo de avaliação é, em essência, produção sistemática de conhecimento. Para tanto a discussão metodológica é crucial, seja para a produção de conhecimentos científicos ou para a aferição de resultados de programas organizacionais. Nesta perspectiva, o presente trabalho tem como objetivo discutir as principais perspectivas metodológicas para o campo de avaliação de treinamento, bem como suas repercussões epistemológicas. A pesquisa em avaliação de treinamento tem sido profícua nos últimos anos em todo o mundo e as revisões mais recentes mostram diversidade metodológica, mas com o predomínio de métodos correlacionais e experimentais. Em geral, a pesquisa em avaliação de treinamento é feita sob a orientação de modelos teóricos observados na literatura da área. Estes modelos categorizam variáveis e pressupõem relações entre elas e os indicadores de avaliação de treinamento. Diante desta perspectiva são menos freqüentes os estudos de avaliação que utilizem técnicas de coleta de dados indutivas, como, por exemplo, entrevistas e outras técnicas qualitativas. Como os modelos de avaliação pressupõem relações entre variáveis, as estratégias de pesquisa que buscam a mensuração de variáveis e o estudo de seu relacionamento são mais freqüentes, apesar de muitos estudos utilizarem estratégias de múltiplos métodos (i.e. entrevistas, aplicação de questionários etc). As implicações do uso desses métodos de pesquisa para a produção de conhecimento no campo são cruciais. Pesquisas com delineamentos experimentais e quase-experimentais permitem que o pesquisador tenha maiores chances de atribuir relações causais entre variáveis dos modelos de avaliação. Estudos correlacionais associados ao uso de técnicas multivariadas de controle e análise do relacionamento entre variáveis permitem o estudo da magnitude dos relacionamentos entre variáveis. No Brasil, os estudos de avaliação são predominantemente de delineamento correlacional, enquanto que na produção de língua inglesa o delineamento experimental é mais freqüente. A discussão metodológica em avaliação de treinamento deve passar pelo incremento de estudos experimentais e quase-experimentais na produção brasileira com o uso de estratégias diversificadas para mensuração e análise de dados. A respeito das técnicas de análise de dados é fundamental o uso de modelos multivariados complexos, independentemente do tipo de delineamento, como modelagem por equações estruturais multinível. O aprimoramento das estratégias metodológicas permitem o desenvolvimento de modelos teóricos complexos, auxiliando no desenvolvimento do conhecimento. Outras questões sobre a aplicação de diferentes métodos de pesquisa em contextos organizacional são discutidas.

Resumo Segundo Participante
From ideas to innovations? Examining the effectiveness of creativity training

Recent years have seen an increasing emphasis placed on innovation as a key contributor to organisational success. Attempts have been made to develop the creativity of employees through various routes, including formal training courses. Although the use of creativity training in organisations is widespread, there has been little evaluation of their impact on workplace innovation. This paper will therefore present three studies which address this issue. In Study 1, a longitudinal evaluation of a TRIZ creativity training course was undertaken in a manufacturing organisation. Analyses of pre- and post-course data from 70 training participants showed improvements not only in terms of creative thinking skills but also in their motivation to innovate, indicating the importance of enhancing affective outcomes from training. In Study 2, the longer-term contribution of three different creativity training programmes to employees’ workplace idea generation and implementation was evaluated in a government organization, where 191 employees (a mixture of participants and non-participants in creativity training) were surveyed. Analyses showed that creativity training participants in only one type of course were more likely to generate ideas back at work and that this relationship was mediated by their creative ability and motivation to innovate. However, in terms of later implementation of those ideas, the environmental factors of management support and divisional climate were much more strongly related than the creativity training. On a wider scale, Study 3 surveyed senior managers in 500 UK organisations and asked about their use of creativity training. The results indicated that those organisations using creativity training were indeed more likely to report greater improvements in levels of innovation in both new products/services and work processes compared to those not using creativity training. Drawing across these studies, several implications arise. First, usage of creativity training does appear to be related to greater organisational innovativeness. However, some courses are more effective than others and this depends on their ability to not only develop creative thinking skills but also to develop the motivation and confidence of their trainees to innovate. Furthermore, creativity development activities may have a strong impact on increasing the generation of ideas but environmental factors such as social support have a greater influence on whether these ideas are put into practice. This implies that creativity training will have little long-term effect if employees return to an environment which is not receptive to new ideas.

Resumo terceiro Participante
Preditores de efetividade de treinamento nos estudos brasileiros

Será apresentada uma síntese da produção científica sobre preditores de efetividade de treinamento tomando como referência um modelo de efetividade que supõe que os efeitos de treinamento em curto prazo (satisfação com treinamento e aprendizagem) e de longo-prazo (impacto no trabalho, mudança organizacional e valor final) estariam associados com variáveis relativas a características dos indivíduos, aos procedimentos e processos instrucionais, bem como ao contexto organizacional ligado à identificação de necessidades de treinamento, disseminação de informações sobre treinamento e apoio ao treinamento. É apresentada uma análise da produção científica brasileira por meio de artigos publicados em revistas científicas por pesquisadores das Universidades de Brasília e Federais da Bahia e Uberlândia, instituições em que está concentrada grande parte da produção brasileira nesta subárea. Além desses, foram examinados revisões nacionais e internacionais da literatura especializada, resumos de comunicações em congressos, dissertações de mestrado e teses de doutorado que tratavam de avaliação de Treinamento, Desenvolvimento e Educação – TD&E. A partir dessas análises são discutidas algumas diferenças teóricas e conceituais entre a produção brasileira e estrangeira. Os resultados dessas análises mostraram que a variável critério mais estudada no Brasil foi impacto do treinamento no trabalho (transferência de treinamento ou comportamento no cargo). As pesquisas nacionais e estrangeiras caracterizam-se pela adoção de delineamentos correlacionais de campo, realizadas em organizações e amostras diversificadas. Há diferenças nas definições de alguns conceitos que fundamentam a construção de medidas de avaliação nos dois contextos. Em que pesem as diferenças, no Brasil, foram encontrados resultados similares aos publicados no exterior. Variáveis de suporte gerencial e social à transferência de treinamento (escala brasileira) e clima para transferência (medida estrangeira), por exemplo, emergiram como principais fatores explicativos de impacto do treinamento no trabalho. As últimas revisões nacionais e internacionais sobre TD&E apresentam uma visão otimista do campo, já que os modelos de avaliação testados nas últimas décadas atestam a construção de uma teoria consistente sobre os efeitos do treinamento no desempenho humano no trabalho. Embora a área tenha apresentado progressos constata-se para que maiores avanços possam ocorrer será necessário: utilizar modelos integrados de avaliação dentro de uma perspectiva multinível de análise, que possibilitem a análise de processos organizacionais de transferência vertical e horizontal de aprendizagem. Além disto, é necessário um esforço dos pesquisadores para eliminar confusões teórico-conceituais relacionadas aos construtos componentes dos modelos de avaliação de TD&E, bem como para examinar a validade interna e generalidade dos achados empíricos.


Título Completo
TAXONOMIAS NA PESQUISA DE TREINAMENTO DE PESSOAL: DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÕES PARA A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E TECNOLOGIAS

Modalidade
Simpósio

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
GARDÊNIA DA SILVA ABBAD / Universidade de Brasília. Brasília-DF

Autor
Kamal Birdi / University of Sheffield, Sheffield, United Kingdom

Autor
Ronaldo Pilati / Instituto de Ciências do Trabalho, Brasília-DF

Resumo Geral
O uso de sistemas de classificação nas ciências não é uma atividade recente, mas de fundamental importância para a produção sistemática de conhecimento, pois permitem descrição e predição de fenômenos. A pesquisa em treinamento e desenvolvimento (T&D) de pessoal não é exceção. Algumas taxonomias foram desenvolvidas para a pesquisa na área ou, então, a pesquisa em T&D utiliza sistemas de classificação da psicologia instrucional para a produção de conhecimentos e tecnologias. Esse simpósio tem como objetivo apresentar o desenvolvimento e o uso de taxonomias na pesquisa em T&D, principalmente no concernente ao uso de taxonomias de objetivos educacionais em T&D e a classificação de fenômenos relativos a T&D, como resultados do treinamento e eventos de treinamento em ambiente organizacional. O principal objetivo de T&D nas organizações é o de promover sistematicamente aprendizagem no trabalho, para a melhoria de desempenho ou preparação para novas funções. Nesse contexto a tecnologia de T&D lança mão dos sistemas de classificação desenvolvidos pela psicologia instrucional, tendo em vista que esses estabelecem uma hierarquia entre competências humanas, fornecendo parâmetros para o planejamento de ações eficazes e formais de capacitação, permitindo, ainda, a avaliação de tais ações. Sobre as estratégias de avaliação de ações de T&D observa-se que a taxonomia de efeitos de treinamento mais difundida no campo não distingue adequadamente os possíveis efeitos que as ações de treinamento provocam nas pessoas e nas organizações. Dessa feita, tornou-se necessário o desenvolvimento de uma taxonomia para a categorização dos possíveis efeitos que ações de T&D exercem sobre o ambiente organizacional, em seus diferentes níveis de análise: indivíduo, grupo e organização. Essa taxonomia de efeitos de treinamento é apresentada e discutida nesse simpósio. A pesquisa em T&D também apontou a necessidade do desenvolvimento de uma outra taxonomia, para classificar os eventos de treinamento em organizações de trabalho. Essa lacuna deveria ser preenchida para que a produção tecnológica fosse incrementada principalmente no que concerne à descrição da relação entre o tipo de treinamento realizado e os efeitos provocados por esse treinamento no indivíduo e em seu trabalho. Dessa feita, foi desenvolvida e validada uma taxonomia para classificação dos eventos de treinamento, trabalho que é relatado no presente simpósio. Demais contribuições e desdobramentos teóricos e práticos sobre as taxonomias em pesquisa de T&D são discutidas.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
TÍTULO: O USO DE TAXONOMIA DE RESULTADOS DE APRENDIZAGEM NA AVALIAÇÃO MULTINÍVEL DE NECESSIDADES DE TREINAMENTO. A avaliação de necessidades é essencial para o sucesso de ações de treinamento, porém o modelo que vem embasando as pesquisas da área não tem resultado em tecnologias de coleta de dados que facilitem o planejamento da instrução, pois, muitas vezes, geram diagnósticos não alinhados a taxonomias de aprendizagem e a estratégias organizacionais. Levantamentos de necessidades pouco eficazes podem levar a organização a oferecer cursos teóricos para pessoas que necessitam de habilidades práticas ou oferecer treinamentos para indivíduos, quando deveriam fazê-lo para grupos ou para profissionais que atuam em diferentes processos complementares de trabalho e que atravessam a organização. Além disto, resultados de pesquisas mostraram que, para garantir a motivação de indivíduos para a transferência de aprendizagem, é necessário que o levantamento de necessidades produza informações que possibilitem o planejamento de cursos com valor instrumental para o participante e que estejam de acordo com as suas expectativas pessoais e profissionais. O objetivo deste trabalho é discutir as razões pelas quais a avaliação de necessidades de treinamento, como linha de pesquisa e área de atuação, não vem conseguindo identificar necessidades nos múltiplos níveis de análise, tampouco classificá-las de acordo com taxonomias de resultados de aprendizagem, tal como proposto por pesquisadores da área desde o século passado. São abordados problemas relativos à conceituação, definição e mensuração de necessidades de treinamento nos níveis do indivíduo, grupos, equipes e organizações, e a questões relativas a variáveis de contexto que as influenciam ou as determinam. Analisa-se, ainda, a possibilidade de incluir em modelos de avaliação de necessidades de treinamento as taxonomias de resultados de aprendizagem, associadas à abordagem multinível. O uso desse tipo de estratégia objetiva facilitar o delineamento de ações de treinamento e desenvolvimento, de forma que necessidades de treinamento, classificadas quanto à natureza (domínio cognitivo, afetivo e psicomotor) e níveis de análise, sejam transformadas em objetivos de aprendizagem e em planos instrucionais que visem atingir resultados nos diferentes níveis de análise: indivíduo, grupos, equipes e organização e em diferentes níveis de avaliação de treinamento (reações, aprendizagem, impacto no desempenho, organização e valor final). Para finalizar, são apresentadas sugestões para a construção de modelos teóricos de avaliação de necessidades que facilitem a pesquisa nessa área, bem como o planejamento e a entrega de treinamentos nos diferentes níveis de análise.

Resumo Segundo Participante
TÍTULO: TOTADO: A NEW MULTI-LEVEL EVALUATION TAXONOMY OF OUTCOMES ARISING FROM TRAINING AND DEVELOPMENT ACTIVITIES. Effective learning processes are a vital catalyst in allowing both organisations and the individuals who work in them to fulfil their potential. With respect to this, the paper addresses how measuring the effectiveness of employee training and development activities could be improved, a question of both theoretical and practical significance. A review of the training literature indicates that the predominant traditional Kirkpatrick evaluation approach offers a practical framework for assessing outcomes in terms of trainee reactions, learning of knowledge and skills, on-the-job behaviour and organisational performance. Although still popular in organisations and focusing on formal training activities, these models tend to be theoretically and operationally vague in their specification of different types of learning outcomes, work behaviours and organisational performance criteria. Furthermore, employee development studies which have empirically assessed experienced outcomes from different categories of workplace learning activities show that they can lead to changes in areas not considered by traditional training evaluation approaches, such as employees’ attitudes to work, status or even health. A broader perspective on outcomes is therefore needed if training effectiveness is to be accurately assessed. This paper therefore presents a new theoretical taxonomy (TOTADO), whereby training and development activities may be assessed in terms of their impact at the individual, group, organisational or societal level. Within each level, outcomes can be grouped into conceptually-meaningful categories. For instance, individual-level outcomes are separated into affective (e.g. attitudes), cognitive (e.g. knowledge organisation), behavioural (e.g. quality of task performance), physiological (e.g. fitness) and instrumental (e.g. events such as gaining promotion) dimensions. The majority of the individual-level outcomes can also be applied by aggregation to the work-group context, although there is more focus on measuring interpersonal behaviours and group cognition and affect (e.g. shared mental models). The organisational-level outcomes build on the work of organisational performance researchers and can be described under four headings: outputs (e.g. quantity and quality of goods produced), financial (e.g. profitability), resources (e.g. skills of employees), and internal processes (e.g. efficiency of systems). Finally, the societal-level considers the wider impacts of training on the community in terms of economic, health, educational, law and order and environmental criteria. Examples of the taxonomy’s practical application will be discussed using a number of studies conducted by the author.

Resumo terceiro Participante
TÍTULO: TAXONOMIA DE EVENTOS DE CAPACITAÇÃO EM CONTEXTOS DE TRABALHO. Uma questão central no processo de produção de conhecimentos e tecnologias e na gestão de sistemas de capacitação em organizações está relacionada à necessidade de compreensão das características dessas ações. Para tanto, é necessária a produção de sistemas de classificação, o que possibilitará a produção de conhecimentos relevantes sobre o tema e uma melhor gestão dos processos educacionais por meio do aumento de sua efetividade. Assim torna-se necessária a criação de uma taxonomia para classificação sistemática de eventos instrucionais em contextos de trabalho. O presente trabalho tem como objetivo apresentar o desenvolvimento e a validação de uma taxonomia de treinamentos para contextos organizacionais. Essa taxonomia se embasa nos princípios e preceitos de construção de taxonomias nas ciências, principalmente a partir do arcabouço dos estudos de meta-taxonomia. Com uma característica politética (i.e. na qual os treinamentos são classificados em grupos por meio do compartilhamento de várias características em comum) a presente taxonomia possui quatro eixos ou categorias de classificação: (a) domínio principal do objetivo geral do treinamento, (b) nível de complexidade do objetivo principal, (c) função organizacional do treinamento e (d) função do treinamento para o treinando. Foi construído um protocolo de classificação de atributos, com base nas quatro categorias. A taxonomia foi validada por meio da classificação de 54 treinamentos desenvolvidos por uma instituição bancária brasileira. A aplicação do protocolo foi feita por meio de análise de juízes independentes, que avaliaram, cada um, todos os 54 treinamentos. Os dados foram analisados por meio de análise de conglomerados. Os resultados apontaram que os treinamentos se agregaram em cinco grandes grupos taxonômicos: (1) regras para o desempenho atual, (2) regras para distintas atividades ocupacionais, (3) estratégias para reciclagem profissional, (4) estratégias para o gerenciamento de pessoas e sistemas organizacionais e (5) estratégias cognitivas para gestão e análise de mercados. Conclui-se que como primeiro processo de validação bons resultados da taxonomia foram alcançados, como capacidade discriminativa da estrutura taxonômica para classificação de treinamentos e a relação de tipos de treinamento com variáveis de modelos de avaliação de treinamento. De qualquer forma, é necessário que novos estudos sejam empreendidos, principalmente visando aumentar a amostra de treinamentos classificados, permitindo resultados mais abrangentes em termos dos grupos obtidos, bem como a generalização para outras organizações e ações de treinamento.


Título Completo
O trabalho no século XXI

Modalidade
Simpósio

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Políticas públicas de trabalho e emprego

Proponente
WANDERLEY CODO / Universidade de Brasília

Autor
SADI DAL ROSSO / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Se perguntarmos o que é uma sociedade, um país, uma cidade, ou a mais comezinha das individualidades, de estivermos no plano macro-social ou no plano individual e nos perguntarmos sobre as causas primeiras, não haverá resposta possível que ignore o trabalho. Não há como discursar sobre o humano e olvidar o que torna os homens humanos. Antes e apesar de eventuais escolhas teóricas, é no trabalho que a ciência humana se lastreia para compreender as agruras e delicias de nossa espécie. Eis porque este sentimento de pasmo, de incredulidade, perante as mudanças radicais que o trabalho vem sofrendo nesta virada de século. O trabalho mudou radicalmente, e ainda não entendemos a fundo estas mudanças, e por isto estamos sem compreender a historia, a economia, a psicologia, a sociologia. Caminhamos ás cegas, presos a um parâmetro de trabalho que já não é. Urge compreender melhor como os homens constroem seu espaço, sua vida, suas coisas, se quisermos compreende-lo. O mundo do emprego, do sindicato, do partido único, que marcava de forma indelével o século passado parece ter esvanecido, desapareceu para alguns, se esconde sobre outras formas para outros, de qualquer maneira há que saber por onde anda, qual o seu estatuto ontológico nos dias de hoje. Este simpósio enceta uma discussão sobre o fim do emprego, o fim da sociedade industrial, o aparecimento de uma sociedade de serviços, o crescimento acachapante do mercado informal, enfim, sobre o novo trabalho que se engendrou neste novo século. Este debate quer iluminar com algumas reflexões os novos caminhos que se abrem ao estudioso da sociedade humana, e em particular aos que pensam o trabalho dos homens. Queremos lançar luz sobre os caminhos que a humanidade haverá de trilhar, com a certeza de que são outros, porque outra é a maneira dos homens construírem a si mesmos. Um novo trabalho, uma nova vida. Urge estimar que vida será esta.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
De uma sociedade do emprego para uma sociedade do trabalho
Tudo o que se sabia sobre trabalho no século passado, de tão sólido, desmanchou-se no ar. O taylorismo, padrão e parâmetro do trabalho de outrora, dissolveu-se. Outra economia chamada de informal organizou-se por dentro da sociedade, à parte e apesar da economia oficial. A indústria deixou de ser o carro-chefe da força de trabalho e/ou da economia, sendo substituída por um gasoso setor de serviços. As empresas diminuíram, fisicamente, seus trabalhadores também minguaram, enquanto cresce vertiginosamente as empresas de um homem só, quiçá dois ou três. A psicologia do trabalho e a sociologia vem se debruçando sobre este tema, porque é na interface destas duas ciências que se construiu a psicologia organizacional e do trabalho. Lidando necessariamente com a multidisciplinariedade que a compreensão do trabalho exige, todos tem dedicado esforços para compreender o que está se passando no tumultuado mundo do trabalho neste inicio de século. É que vêm do trabalho as definições e as urgências da psicologia do trabalho; comprometimento com as organizações, por exemplo, é ainda algo possível e desejável em uma empresa onde trabalham 2 pessoas que também são sócios? Vestir a camisa de quem? Conflito trabalho e família? Faz sentido quando o local de trabalho voltou a ser a garagem da residência, como ocorreu durante anos e anos com a Apple? Refletir sobre o trabalho que se foi e compreender o trabalho que ainda está vindo é o nosso objetivo. O emprego acabou mesmo, e foi o trabalho que tomou o seu lugar, se inaugura uma sociedade do trabalho no século XXI, vis a vis a uma sociedade do emprego no século passado? Ao desenhar o trabalho, a sociedade desenha a si mesma, ao mudar o trabalho, é a sociedade mesma que se modifica; a sociedade e cada um dos sujeitos que nela habita. A psicologia, portanto, precisa compreender que mudanças houve nos paradigmas de trabalho, para compreender de que sujeito fala.

Resumo Segundo Participante
MATERIALIDADE E IMATERIALIDADE
Na época em que Marx propôs a metáfora da porosidade para iluminar o conceito de intensidade do trabalho, as Revoluções Industriais Inglesa e Estadounidense estavam em pleno andamento, o que fazia convergir toda a análise para a produção e o trabalho materiais. Da Revolução Industrial e das sociedades pré-industriais para hoje os tempos mudaram. Assim como a Revolução Industrial repercutiu sobre a classe trabalhadora dando origem à classe operária industrial, a Revolução Informacional gera a classe do trabalhador flexível dos trabalhos imateriais.A passagem das atividades industriais para as de serviço corresponde a uma transição do trabalho material para o imaterial. Esta comunicação procura analisar implicações teóricas dessa transformação (Marx, 1976; Lazzarato, 2004; Gorz, 2003; Negri 1992; Mészáros, 2002). Por um lado, cabe discutir o conceito de mais valia o desenvolvimento da divisão social do trabalho em direção ao campo da imaterialidade estabelece a necessidade de desenvolver a noção de mais valia relativa para responder às questões do trabalho intelectual e do envolvimento afetivo na geração do valor. Em segundo lugar, torna-se imprescindível, dado o crescente espaço ocupado pelos serviços no emprego da mão de obra mundial, rediscutir a questão da produtividade ou improdutividade do trabalho no setor dos serviços. Se alguns serviços, tais como comércio de mercadorias, eram considerados improdutivos à era de Marx, de forma análoga outros serviços eram considerados produtivos e não podem ser lançados à vala comum do trabalho improdutivo, pelo simples argumento de que o trabalho no setor de serviços é genericamente improdutivo. Pesquisa, comunicações, telefonia, cultura, serviços educacionais, de saúde, lazer e esporte, apenas para mencionar alguns e que na classificação tripartite do emprego recaem no setor de serviços, jamais podem ser consideradas atividades improdutivas. Empregando como foco de análise a questão da materialidade e da imaterialidade, bem como apoiada na transformação setorial da força de trabalho e o crescente peso das atividades de serviço nas sociedades contemporâneas a comunicação pretende discutir algumas questões cruciais para o entendimento do trabalho no século XXI.


Título Completo
Bem-estar no Trabalho: Proposição e Consolidação do Conceito.

Modalidade
Simpósio

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
SINÉSIO GOMIDE JÚNIOR, Beatriz de Oliveira e Áurea de Fátima Oliveira / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Sinésio Gomide Júnior, Beatriz de Oliveira e Áurea de Fátima Oliveira / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Maria do Carmo Fernandes / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Mirlene Maria Matias Siqueira, Valquiria Aparecida Rossi Padovam, Rafael Marcus Chiuz, Jorge Miguel Luiz de Macedo Covacs / Universidade Metodista de São Paulo

Resumo Geral
Devido a novas condições de trabalho, mudanças internas foram realizadas nas empresas, resultando em terceirizações, contratação de mão de obra temporária e redução de níveis hierárquicos. Isso implica que a estrutura da organização e seu funcionamento podem ter um impacto na saúde e no bem-estar dos seus empregados e na própria efetividade da organização. Essa perspectiva tem levado os pesquisadores do Comportamento Organizacional a buscar entender como propiciar o bem-estar dos indivíduos. Grande parte da trajetória do conceito de bem-estar dentro da psicologia foi nos domínios da psiquiatria e da gerontologia. Os estudos realizados tinham um enfoque na patologia, conceituando o bem-estar como a ausência da patologia ou sinônimo de qualidade de vida. Por outro lado, autores têm apresentado uma perspectiva positiva do bem-estar, na qual uma força de trabalho saudável reflete a presença de sentimentos positivos no trabalhador, que resultam em felicidade e produtividade. Estes autores propõem um modelo de bem-estar no qual o engajamentogera maior freqüência de afetos positivos (satisfação com o trabalho, comprometimento, alegria, interesse e cuidado). Por conseqüência, os afetos positivos se relacionam com efetividade no trabalho, retenção, criatividade, entre outros. Em 2004, Siqueira e Padovan, a partir dos conceitos de bem-estar psicológico e bem-estar subjetivo, propõem o conceito de bem-estar no trabalho, como sendo concebido por três componentes: satisfação no trabalho, envolvimento com o trabalho - vínculos positivos com o trabalho - e comprometimento organizacional afetivo - vinculo positivo com a organização. Para que se possa observar entre trabalhadores um nível elevado de bem-estar no trabalho, seria necessário que eles relatassem estar satisfeitos com o trabalho, reconhecessem envolvimento com as tarefas que realizam e, finalmente, revelassem que mantêm compromisso afetivo com a organização empregadora. Quando as autoras propõem seu modelo de bem-estar no trabalho, trazem para o campo de pesquisa um conceito totalmente novo e a ser explorado, proporcionando aos estudiosos do Comportamento Organizacional uma nova visão de estudo do indivíduo no ambiente organizacional, diferente dos estudos sobre stress e burnout. Diante da importância do tema e sua emergência no campo de investigações do comportamento organizacional, este simpósio tem por objetivo a divulgação do conceito proposto de bem-estar no trabalho e de estudos já realizados envolvendo variáveis do comportamento organizacional por ele impactadas ou sobre ele impactantes realizados pelo GIBEST – Grupo Interinstitucional de Pesquisa em Bem Estar, Suporte Social e Trabalho que congrega duas instituições de ensino superior brasileiras.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)

OS IMPACTOS DO BEM-ESTAR SUBJETIVO E DA PERCEPÇÃO DE SUPORTE SOCIAL NO TRABALHO SOBRE O BEM-ESTAR NO TRABALHO
Bem-estar subjetivo pode ser definido como avaliações cognitivas e afetivas feitas pelas pessoas sobre suas vidas, sobre o quanto estão satisfeitas com sua própria vida e as suas experiências de afetos negativos e positivos. A percepção de suporte social no trabalho refere-se às percepções desenvolvidas pelos indivíduos sobre o quanto a organização lhes fornece apoio informacional, material ou instrumental e emocional para o trabalho. Este estudo teve por objetivo verificar o impacto do bem-estar subjetivo e da percepção de suporte social no trabalho sobre o bem-estar no trabalho (comprometimento organizacional afetivo, envolvimento com o trabalho e satisfação no trabalho). A amostra foi composta por 165 trabalhadores de organizações do Triângulo Mineiro, sendo 44,8% do sexo masculino e nível superior completo (35,2%). O teste do modelo foi realizado através de análises de regressão múltipla - stepwise. Os resultados indicaram que para comprometimento organizacional afetivo, duas variáveis foram retidas: Percepção de Suporte Social Instrumental no Trabalho (R² = 0,21; F(1,163) = 43,854; p< 0,001) e Afeto Negativo (R² = 0,06; F(1,162) = 13,890; p< 0,001;  neg.). Para Envolvimento com o Trabalho, a única variável retida foi Percepção de Suporte Social Instrumental no Trabalho (R² = 0,09; F(1,163) = 16,837; p< 0,001). Duas variáveis foram retidas para Satisfação com Colegas de Trabalho: Percepção de Suporte Social Emocional no Trabalho (R² = 0,32; F(1,163) = 77,461; p< 0,001) e Afeto Negativo (R² = 0,08; F(1,162) = 22,755; p< 0,001;  neg.). Para Satisfação com Salário foi retida apenas Percepção de Suporte Social Instrumental no Trabalho com R² = 0,27 (F(1,163) = 60,073; p< 0,001). Para Satisfação com Chefia três variáveis foram retidas: Percepção de Suporte Social Emocional no Trabalho (R² = 0,17; F(1,163) = 32,370; p< 0,001), Afeto Positivo (R² = 0,04; F(1,162) = 9,220; p< 0,001) e Percepção de Suporte Social Informacional no Trabalho (R² = 0,03; F(1,161) = 7,538; p< 0,001). Quanto à Satisfação com Natureza do Trabalho duas variáveis foram retidas: Afeto Negativo (R² = 0,08; F(1,163) = 15,552; p< 0,001;  neg.) e Percepção de Suporte Social Instrumental no Trabalho (R² = 0,02; F(1,162) = 3,994; p< 0,001). Já para Satisfação com Promoções foram retidas duas variáveis: Percepção de Suporte Social Instrumental no Trabalho (R² = 0,15; F(1,163) = 30,343; p< 0,001) e Percepção de Suporte Social Informacional no Trabalho (R² = 0,04; F(1,162) = 7,841; p< 0,001). Futuros estudos devem verificar a consistência destes achados.

Resumo Segundo Participante
COMPORTAMENTO DE CIVISMO NAS ORGANIZAÇÕES: IMPACTOS DO BEM-ESTAR NO TRABALHO E DA PERCEPÇÃO DE SUPORTE ORGANIZACIONAL
A investigação do civismo nas organizações justifica-se pela importância atribuída à sobrevivência e o alcance da efetividade organizacional. Civismo é definido como atos espontâneos dos trabalhadores benéficos ao sistema organizacional, que permitem formas particulares de manifestação e que não prevêem retribuição formal pelo sistema organizacional. Um dos desafios atuais é investigar os antecedentes deste construto. O objetivo deste estudo foi investigar um modelo preditivo tendo como variáveis independentes de Civismo: o bem-estar no trabalho (comprometimento organizacional afetivo, envolvimento com o trabalho e satisfação no trabalho) e a percepção de suporte organizacional. O teste do modelo foi feito através de análises de regressão múltipla hierárquica, método Stepwise, no pacote estatístico SPSS 12.0. A amostra foi composta por 165 trabalhadores de organizações públicas e privadas da região do Triângulo Mineiro sendo 44,8% do sexo masculino, a maioria apresentou nível educacional superior completo (35,2%) e responderam a um instrumento composto das escalas de medida dos construtos, além de dados pessoais e organizacionais. Os resultados indicaram que, para Sugestões Criativas ao Sistema, três variáveis foram retidas no modelo: Comprometimento Organizacional Afetivo (R² = 0,10; F(1,163) = 18,074; p< 0,001), Satisfação com Chefia (R² = 0,03; F(1,162) = 6,388; p< 0,001) cujo Beta indica uma relação negativa, e Satisfação com Promoções (R² = 0,03; F(1,161) = 5,310; p< 0,001). Para a variável dependente Proteção ao Sistema a única variável retida foi Satisfação com Natureza do Trabalho (R² = 0,09; F(1,163) = 17,809; p< 0,001). Com relação à Criação de Clima Favorável à Organização no Ambiente Externo foram retidas três variáveis: Comprometimento Organizacional Afetivo (R² = 0,32; F(1,163) = 78,809; p< 0,001), Envolvimento com o Trabalho (R² = 0,05; F(1,162) = 12,390; p< 0,001) e Percepção de Suporte Organizacional (R² = 0,02; F(1,161) = 6,037; p< 0,001) que apresentou o valor do Beta negativo. Para o Autotreinamento duas variáveis foram retidas: Satisfação com Promoções (R² = 0,14; F(1,163) = 26,803; p< 0,001) e Comprometimento Organizacional Afetivo (R² = 0,04; F(1,162) = 7,917; p< 0,001). Já para Cooperação com os Colegas foram retidas duas variáveis: Comprometimento Organizacional Afetivo (R² = 0,09; F(1,163) = 16,412; p< 0,001) e Envolvimento com o Trabalho (R² = 0,02; F(1,162) = 4,887; p< 0,001). Estes achados corroboram outros resultados já encontrados pela literatura da área.

Resumo terceiro Participante
STRESS OCUPACIONAL, PODER E TIPO DE LIDERANÇA: IMPACTOS NO BEM-ESTAR DO TRABALHADOR
Satisfação no trabalho, uma das variáveis mais estudadas na área, voltou a ser alvo de investigações ao final do século XX, quando os achados da literatura destacaram a importância dos afetos do trabalhador para ele próprio e para seu trabalho. Do foco na importância dos estados afetivos do trabalhador, surgiu também o interesse em investigar as conseqüências do trabalho para o trabalhador. Modelo teórico surgido no Brasil propõe o conceito de bem-estar no trabalho, composto por três indicadores: envolvimento, satisfação no trabalho e comprometimento organizacional afetivo. Todavia, o estudo de variáveis do indivíduo não consegue explicar toda a variância dos resultados do trabalho, sejam eles relativos ao indivíduo ou à organização. Poder e liderança, variáveis do nível grupal, parecem potencialmente úteis na explicação da satisfação, um dos indicadores de bem-estar no trabalho. Buscando esclarecer possíveis relações entre estas variáveis, o objetivo deste estudo foi investigar a capacidade preditiva do stress ocupacional, do tipo de liderança exercida pela chefia e das configurações do poder organizacional na satisfação no trabalho. Utilizaram-se escalas validadas e fidedignas para a medida das variáveis. Participaram do estudo 89 trabalhadores, 47% do sexo masculino, com média de idade de 29 anos, predominantemente solteiros; 98% possuía escolaridade superior ao segundo grau. A eles foram explicados objetivos do estudo e assegurada a confidenciabilidade dos resultados. Suas respostas foram codificadas numa planilha do SPSS; os dados, submetidos a análises descritivas e regressões lineares padrão. A configuração de poder predominante foi a Autocracia. O tipo de liderança exercido com maior freqüência foi a Situacional. A comunicação foi considerada de qualidade média; os participantes estavam pouco estressados e mostraram satisfação levemente acima da média da escala. O conjunto das VIs explicou 70% da variância da satisfação no trabalho (R2=0,70; F= 17,86, p=0,000). Stress ocupacional (Beta= -0,34, t=-4,29, p=0,000), liderança tipo Relacionamento (Beta= 0,32, t= 3,65, p=0,000) e configuração de poder Missionária (Beta= 0,28, t=3,08, p≤0,01) foram as VIS significativas no modelo. Isto significou que satisfação foi explicada por ausência de stress, presença de configuração Missionária e por líder preocupado com o Relacionamento. Portanto, o modo como o poder se distribui, o exercício da liderança e o stress experimentado pelo trabalhador são aspectos importantes para explicar um dos componentes do bem-estar no trabalho: a satisfação. Todavia, mais estudos são necessários para reunir e comparar resultados. Resultados mais seguros trariam benefícios para a área de estudo, para as organizações e para o trabalhador.

Resumo Quarto Participante
Análise Fatorial Confirmatória dos Modelos Teóricos de Bem-estar Subjetivo e de Bem-estar no Trabalho
A busca por estruturas conceituais que sistematizem as diversas concepções de bem-estar presentes na literatura já produziu resultados através da proposição de modelos teóricos, revelando que a complexa noção de saúde poderia ser investigada por meio da análise de conceitos delimitados tais como bem-estar subjetivo, psicológico, social ou no trabalho. Bem-estar subjetivo (BES), integrado por satisfação geral com a vida, afetos positivos e afetos negativos, possui modelo teórico amplamente conhecido mas ainda não testado no Brasil, enquanto o modelo teórico de bem-estar no trabalho (BET), recentemente formulado por pesquisadores brasileiros e composto por satisfação no trabalho, envolvimento com o trabalho e comprometimento organizacional afetivo, ainda não foi submetido ao teste empírico. Pesquisas têm apontado que análises fatoriais confirmatórias constituem uma metodologia adequada para o teste empírico de modelos, visto serem elas um método que identifica a existência de uma variável responsável pela variância de outras variáveis, denominada fator de alta ordem. Este estudo teve por objetivo conferir a consistência dos modelos teóricos de BES e de BET, utilizando medidas brasileiras para avaliar as dimensões deles integrantes e submetendo os dados a análises fatoriais confirmatórias. Os sujeitos foram 349 trabalhadores de empresas da Grande São Paulo que responderam a um questionário contendo medidas particulares das três dimensões de BES e das três dimensões de BET. Análises fatoriais confirmatórias deram consistência à noção de ser BES um fator de alta ordem, com capacidade de explicar a variância de suas três dimensões. Análises fatoriais confirmatórias também revelaram que BET se constitui em um fator de alta ordem porém, com capacidade de explicar duas, mas não três dimensões, visto que comprometimento organizacional afetivo e satisfação no trabalho formaram um fator e envolvimento com o trabalho outro fator. Conforme tais resultados, BES é um construto psicológico cujo modelo teórico agrega três dimensões, enquanto o modelo de BET integra duas dimensões. Futuros estudos poderiam investigar os motivos que levaram as dimensões teóricas de BET, satisfação no trabalho e comprometimento organizacional afetivo, a formaram um mas não dois fatores, visto que estas duas dimensões detêm não só definições distintas na literatura como também são sistematicamente apontadas por diversos pesquisadores como dois construtos consistentes do comportamento organizacional.


Título Completo
O trabalho enlouquece?

Modalidade
Simpósio

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
Iône Vasques-Menezes / Laboratório de Psicologia do Trabalho LPT/UnB

Autor
Maria Elizabeth Antunes Lima / UFMG

Autor
Gláucia Diniz / IP/Unb

Autor
Marcelo Tavares / IP/UnB

Resumo Geral
A psicologia clínica e a psicologia do trabalho apresentam uma característica intrigante: necessitam uma da outra mas nunca conversam. De fato, o sofrimento estudado pelo psicólogo clínico também existe no trabalho, mas uma parceria útil para compreender e ajudar o ser humano trabalhador ainda não ocorreu entre essas áreas. É na clínica que o sofrimento tem guarita, onde é tratado por excelência. É o trabalho, o portador do sofrimento, apresenta evidencias de ser, também, portador de psicopatologias ou de síndromes. Por isso ele deveria estar no centro, como um dos eixos, da reflexão e prospecção dos clínicos, mas não é assim. Pelo contrário, são inúmeros os casos em que as informações sobre o trabalho sequer são consideradas e em que os clínicos, ouvindo o paciente falar sobre o patrão, só conseguem considerar uma metáfora da figura do pai. O distanciamento entre o trabalho e a prática clínica se traduz no acanhamento da clínica pela falta de um olhar que reconheça as interfaces entre sofrimento e trabalho. Apesar de o trabalho ser um dos berços da afetividade, e o sofrimento e o prazer retornarem ao psiquismo do trabalhador, a clínica nem por isso tem se preocupado com a produtividade ou felicidade nessa esfera da vida humana. Neste simpósio busca-se traçar uma ponte sobre o abismo e provoca o diálogo entre o mundo da clínica e o mundo do trabalho, mostrando que o isolamento desses territórios é artificial e o quanto a quebra das fronteiras beneficia o próprio conhecimento de ambas as áreas de atuação. Assim,
Procura discutir o ser humano e o trabalho no que ele tem de mais mágico, mais misterioso e mais intrigante: a subjetividade do trabalhador. Caminha na direção de uma psicologia sem hífens, íntegra e integral, que elimina a velha fronteira psicológica para a qual quem trabalha não sofre ou ainda, mais grave que isso, quem sofre não trabalha. Contribui, para uma clínica e um trabalho mais próximos da vida, ou seja, do ser humano real, do seu prazer, da sua dor e dos seus afetos. Enfim, busca traçar uma ponte sobre o abismo e provoca o diálogo entre o mundo da clínica e o mundo do trabalho, mostrando que o isolamento desses territórios é artificial e o quanto a quebra das fronteiras beneficia o próprio conhecimento de ambas as áreas de atuação.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
Relação clínica e trabalho: Apresentação de um estudo de caso

Não existe dúvida que o trabalho, enquanto construtor da subjetividade, influencia não só o modo de vida das pessoas, mas também, sua saúde física e mental. A relação saúde-trabalho deve ser vista como multideterminado onde, fatores da estrutura do sujeito, os fatores relativos à organização do trabalho e os fatores relativos relação do sujeito com o seu trabalho são importantes e estão entre aqueles possíveis deflagradores do processo de adoecimento. O Ministério da Saúde e O Ministério da Previdência e Assistência Social apontam os transtornos mentais como segundo maior motivo de afastamento do trabalho e concessão de benefícios previdenciários. Na prática um paradoxo se estabelece tendo de um lado uma psicologia do trabalho, engajada na análise da dinâmica do trabalho e/ou do trabalhador para o entendimento do seu adoecimento, desenvolvendo propostas preventivas ou de intervenção sobre a organização do trabalho; de outro lado, uma psicologia clinica, cunhada, na maioria dos casos, em moldes tradicionais desconsiderando os avanços da área de trabalho no que se refere a saúde do trabalhador.
Buscando uma articulação entre os saberes da psicologia clínica e os saberes da psicologia do trabalho, esta apresentação se desenvolve a partir de uma discussão de estudo de caso sobre burnout em trabalhadores em educação do ensino fundamental. Traz para o centro da discussão aspectos sobre saúde e sofrimento no trabalho numa prática clinica, que se utiliza dos referenciais das áreas do trabalho sem abdicar dos referenciais clínicos, tendo por base a teoria das relações objetais. Em função da característica relacional presente em diversas formas de adoecimento pelo trabalho, a abordagem clínica escolhida em função da possibilidade de interar aspectos da experiência subjetiva, interior, do sujeito com acontecimentos do seu cotidiano, tem relação direta para a conjunção clínica-trabalho onde experiências da realidade contemporânea provocadora de ansiedade podem ser analisadas e transformadas quando em situação psicoterápica.

Resumo Segundo Participante
A relação entre transtorno mental e trabalho: A controvérsia à luz dos resultados das pesquisas

Parte-se da hipótese clínica de que as vicissitudes da experiência atual podem fazer emergir conflitos que a história pregressa do sujeito fez cristalizar em sua estrutura e precipitar estados de crise, com variantes sintomáticas. Parte-se também da hipótese que a experiência atual pode permitir a re-significação ou redefinição de padrões antigos e recentes e abrir novas possibilidades para além do sofrimento ou da vivência sintomática. Este dois pressupostos abrem a possibilidade de se examinar o papel da psicologia clínica frente às situações de trabalho, ou, dito de outro modo, sugerem como a psicologia clínica pode assimilar e integrar a experiência das pessoas no contexto do trabalho em seu processo psicoterapêutico. Examinaremos essa temática pela análise clínica de um caso de um paciente com somatização grave e sintomas agudos que o impediam de trabalhar períodos ou dias seguidos. A avaliação clínica seguiu seu curso normal, investigando a história de vida, os relacionamentos na infância, o desenvolvimento psicossexual, os relacionamentos significativos na adolescência e vida adulta, a consolidação de identidade, a situação e dificuldades atuais, a queixa e a história da queixa. O paciente havia sempre tido sucesso em seus empreendimentos e não entendia o porquê desses sintomas. Estava preocupado, dado sua recente promoção e estado probatório. Apesar de suas reticência iniciais, a interpretação transferencial “família-trabalho” e “pai-patrão” produziu um sonho, na terceira sessão, com a morte do pai. A elaboração na fantasia e na vinculação transferencial levaram a uma melhora dramática, com remissão total dos sintomas nas duas semanas seguintes. Evidências clínicas dessas associações serão apresentadas. A contenção fundamental aqui é que o sofrimento particular em um momento da vida se dá pela confluência de elementos da história pessoal com situações atuais. O conceito de transferência total permite estender o entendimento da psicodinâmica do sujeito às situações de trabalho. Justifica-se introduzir questões de trabalho na clínica por sua relevância para a constituição da identidade e da auto-imagem e para estabelecimento de relações mais saudáveis e satisfatórias. Justifica-se também pelo forte apelo motivacional que as situações de trabalho que podem ter para incentivar o sujeito na modificação de padrões antigos. Concluímos que esta visão tem antecedente na psicanálise, não necessitando de uma nova teorização sobre a clínica, mas apenas de uma clínica disposta a lançar o olhar para as situações de trabalho.

Resumo terceiro Participante
Mulher, trabalho e saúde mental

Os papéis, os lugares e as funções sociais das mulheres passaram por profundos questionamentos e mudanças durante o último século. De Amélia – aquela que esquecia de si mesma para agradar ao marido e a família, à super mulher – que luta para conciliar trabalho com casamento, filhos, e administração da vida doméstica, a situação das mulheres na sociedade contemporânea é complexa e merece atenção. O primeiro desafio a ser enfrentado é o de refletir sobre as seguintes questões: O que significa ser mulher? Qual a condição da mulher através da história e no mundo contemporâneo? Como se dá a inserção das mulheres no mundo do trabalho? Que características demarcam sua participação? De qual mulher vamos falar? O que é saúde mental? Como a ampliação dos papéis femininos e a inserção maciça das mulheres no mercado de trabalho afetam a saúde mental? Como abordar a interação entre fatores tão complexos sem cair numa exploração simplista e ingênua? Como apontar direções para um trabalho clínico que inclua sensibilidade e atenção a essas questões? O segundo desafio é sair do singular para o plural, do simples para o complexo. Existem múltiplas formas de ser mulher e fatores como raça, classe e educação, demarcam lugares sociais muito distintos. O mundo do trabalho também é extremamente diverso e o tipo de função exercida delimita o acesso aos benefícios materiais e psicológicos que o trabalho pode oferecer. Tudo isso nos obriga a trabalhar com uma visão de saúde mental que leva em conta as condições do ser, do estar e do fazer das mulheres no mundo como elementos fundamentais para a compreensão de sua situação global. Hoje a maioria das mulheres das classes baixa e média, e muitas mulheres da classe alta exercem atividade remunerada. Levantaremos questões gerais que afetam todas as mulheres, mas, estaremos tratando primordialmente da situação da mulher de classe média. Aqui será dado destaque à realidade das mulheres casadas, foco de atenção em nossas pesquisas anteriores (Diniz, 1993, 1996, 1999) e como a multiplicidade de papéis, a sobrecarga advinda desses papéis, além de pressões e sansões sociais interferem no dia-a-dia destas mulheres. Concluiremos com uma breve discussão de alguns parâmetros para a avaliação e atendimento clínico de homens e mulheres que vivem o desafio de lidarem com a multiplicidade de papéis e outras demandas da vida adulta na sociedade contemporânea.

Resumo Quarto Participante
Pode a clínica lançar o seu olhar sobre as situações de trabalho

A questão do nexo causal entre trabalho e transtornos mentais é ainda objeto de considerável polêmica. Enquanto para algumas correntes teóricas, o contexto laboral pode, no máximo, atuar como desencadeador de uma doença já em curso, para outras, a atividade exercida pelo indivíduo, dependendo de sua organização, pode levar ao desenvolvimento de transtornos mentais específicos. Neste último grupo, se encontram alguns teóricos pertencentes ao movimento da Psiquiatria Social, na França, tais como Louis Le Guillant e Paul Sivadon. O maior representante do primeiro grupo, no contexto francês, é C. Dejours. Enquanto Dejours nega a existência de neuroses ou psicoses do trabalho, os teóricos que o antecederam e lançaram as bases do campo da Saúde Mental e Trabalho (SM&T), têm trazido evidências importantes a respeito do caráter patogênico de certas organizações do trabalho. Segundo eles, essas organizações do trabalho podem levar à constituição de verdadeiras síndromes psicopatológicas, atingindo, de forma bastante homogênea e com uma freqüência significativa os indivíduos que a elas se submetem. Nossa exposição pretende tomar como ponto de partida essa controvérsia, realizando, em um primeiro momento, uma análise crítica dessas duas correntes teóricas. Em seguida, serão discutidos os resultados de um estudo epidemiológico realizado por nossa equipe em clínicas e hospitais psiquiátricos de Barbacena e de Belo Horizonte. À luz desses resultados, retomaremos a controvérsia, confrontando-os, sobretudo, com os achados dos grupo que defende a tese do adoecimento mental decorrente de certas formas de organização do trabalho.. Em seguida, serão novamente discutidos os pontos de vista daqueles que negam qualquer relação de causalidade direta entre trabalho e saúde mental, mas, desta vez, à luz dos nossos próprios achados. Finalmente, será realizada uma discussão sobre o que resultou desse confronto, concluindo-se que os autores da Psiquiatria Social podem estar corretos ao afirmar que certas categorias profissionais desenvolvem quadros clínicos bastante específicos e reveladores das condições de trabalho às quais são submetidas.


Título Completo
Trabalho & Bem Estar, uma relação possível? Uma proposta Brasileira de se fazer Psicologia do e no Trabalho.

Modalidade
Simpósio

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
CRISTIANE VERCESI CRUCIOL / Universidade Estadual de Londrina

Autor
Wanderley Codo e Iône Vasques-Menezes / Laboratório de Psicologia do Trabalho- LPT/Unb

Autor
Maria da Graça Corrêa Jacques / Programa de pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional – UFRGS

Autor
Maria Elizabeth Antunes Lima / Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo Geral
Trabalhar é coisa muito séria! De um lado está o sujeito, de outro a atividade e de outro ainda, aqueles que escrevem sobre o tema. Esta proposta pretende discutir questões do fazer do trabalho tanto do ponto de vista do trabalhador como do ponto de vista de uma psicologia do trabalho mais efetiva. E hoje falar de trabalho não é apenas buscar formas melhores de produção, de relacionamento ou mesmo de adaptação do homem a ele; hoje falar de trabalho é estar implicado na questão que da sentido ao humano. Pois, concebemos esta categoria como central para análise do sujeito produto deste século. Para tanto, não caberia aqui e nesta oportunidade, falar apenas da importância e significado do trabalho sem que possibilitássemos a objetivação de estudos concretos desenvolvidos por pesquisadores de diferentes centros de produção de conhecimento na área que nos permitam dar visibilidade à relação saúde mental e trabalho, na busca pelo bem estar não entendendo apenas a saúde como termo que está em oposição à doença. A apresentação destes estudos já finalizados e em execução, nesta linha de pesquisa nos trará à dimensão exata dos impactos do trabalho em trabalhadores de locais específicos e com respostas específicas, tais como, a discussão sobre o alcoolismo, o sofrimento psíquico em educadores, a relação saúde-doença em operadores de teleatendimento e formas de degradação no trabalho de servidores públicos. Assim, entendemos que para além do próprio trabalhador e do trabalho por ele realizado está a combinação destes dois fatores; a qual se configura e se re-configura em situações de alerta, que muitas vezes passa desapercebida por profissionais da psicologia do interno das organizações de trabalho. Finalmente, apresentar uma proposta com os representantes da construção desta psicologia do trabalho com enfoque na saúde dos trabalhadores é, não menos que uma forma arrojada e futurista de levantar questionamentos, reflexões e condutas acerca do novo jeito de ser dos que pretendem ser psicólogos do trabalho no Brasil.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
Escravos de Jó ou servidores públicos? A Estória ou história de sofrenilda.
A relação entre trabalho e violência é fato corriqueiro, nas telas de TV, cinema, jornais, etc. Sabe-se de chefes que maltratam seus subordinados, colegas que a qualquer custo usam de mecanismos que ferem sem dúvida alguma a ética das profissões. Em locais os mais diversos e até em casas de família, as histórias variam. Na sociedade contemporânea, práticas de assédio moral e/ou sexual vêm apresentando um crescimento considerável, ainda mais quando se leva em consideração a entrada da mulher no mercado de trabalho. Ao pronunciarmos a palavra assédio, a tendência é pensarmos em assédio sexual, o que é um engano, pois o assédio sexual é uma das formas de assédio moral. Poucos estudos têm sido feitos, de maneira a criar um corpo de mecanismos, que nos aponte uma saída; a qual pode ser cultural, profissional, não importa, mas ela é necessária. Um dos locais pouco estudados em relação a este fenômeno é o serviço público. O presente trabalho pretende demonstrar um estudo de caso onde ocorreu assédio moral e sua repercussão na vida cotidiana de um a servidora do serviço público. Não se tratando de simples descrição dos fenômenos observados a partir de um sujeito que percebe. Vai além, posto que os interpreta, tentando colocar a descoberto os sentidos menos aparentes. Este estudo de caso teve um caráter exploratório e descritivo, buscando deflagrar possibilidades de novas abordagens e estudos sobre a temática. Nos resultados pode-se observar a urgente necessidade de trazermos para o âmbito das organizações públicas e de trabalho em geral uma discussão que possibilite a identificação e a prevenção deste fenômeno que leva a vítima ao adoecimento que inicialmente se caracteriza inicialmente pelo físico e posteriormente pelo psicológico. Aponta ainda para a caracterização de uma das estratégias organizacionais utilizadas por servidores para “fugir” ao assédio moral no trabalho,ou buscar novas formas de não serem afetados por ele.


Resumo Segundo Participante
Sofrimento Psíquico dos Educadores

Os trabalhadores em educação aparecem entre uma das profissões de maior risco em termos de sofrimento psíquico no trabalho. Pesquisas desenvolvidas pelo Laboratório de Psicologia do Trabalho- LPT/UnB comprovam estes dados e apontam o risco de burnout, obsessão e histeria entre professores. Os dados coletados nos estudos Perfil dos trabalhadores em educação (1996 a 1998) e Retrato da Escola (2000 a 2001), ambos envolvendo os 27 estados brasileiros e, mais recentemente, o estudo desenvolvido junto as escolas da rede estadual de Goiás (2005) envolvendo 45.000 trabalhadores em educação nos permite dizer que a situação é alarmante. Um entre quatro professores apresentam comprometimento em pelo menos um dos fatores de burnout. Uma porcentagem superior a esperada pelos dados da epidemiologia apresentam sintomas de histeria e obsessão. Tudo isso, nos leva a buscar entender a relação trabalho-trabalhador. As condições de trabalho, a formação e a abrangência das atividades e da prática do professor, o locus da sala de aula, a duração de um dia letivo ou do ciclo escolar, as verificações que consideram o aluno apto ou não para a nova etapa tornam essa atividade que se estrutura no afeto numa atividade mensurável. O professor, como regente desse processo, tem que viver a contradição entre o objetivo, presente em todo processo formal do ensino e o subjetivo, que surge da relação de afeto necessária e imprescindível para esse trabalho. O distanciamento entre o ideal desejado pelo professor sobre sua atividade, o sistema educacional, os alunos e seus pais, a realidade do desenvolvimento do trabalho imposto pelo sistema educacional e a percepção da sociedade dessa realidade muitas vezes impõe ao profissional momentos de questionamento e angústia. Isso implica em um nível alto de tensão e, em muitos casos, problemas no desempenho da atividade e adoecimento. Os baixos salários, a multiplicidade de tarefas e competências, a convivência diária com uma realidade social que, na maioria das vezes, não os valoriza, cobra e julga a sua atuação, e ainda a carga horária exigida pelo trabalho impõem uma polarização de tensão. As novas exigências em função dos avanços tecnológicos agravam esse sentimento. Tudo isso aponta para um grande absenteísmo e um elevado número de licenças decorrentes de doenças ocupacionais típicas. Neste espaço, o sofrimento se instala.

Resumo terceiro Participante
POLÍTICAS/PRÁTICAS DE GESTÃO E PROCESSO SAÚDE/DOENÇA ENTRE TRABALHADORES: O EXEMPLO DOS TELEATENDIMENTOS.
As LER/DORT e os chamados distúrbios mentais e do comportamento têm se apresentado como principais causas para a concessão de licenças-saúde pelos órgãos previdenciários brasileiros (Ministério da Saúde, 2001). Há fortes evidências, desde o trabalho pioneiro de Le Guillant, de que a forma como se organiza o trabalho, incluindo as políticas e práticas de gestão, é determinante como fator de risco à saúde mental e à ocorrência de LER/DORT. Chanlat (1996) é um dos estudiosos da relação entre modos de gestão e processo saúde/doença e propõe a intervenção nos modelos de gestão como uma das etapas de qualquer programa de prevenção em saúde. Da constatação da alta incidência de licenças-saúde entre teleoperadores (LER/DORT e problemas no âmbito da saúde mental) e das características de gestão presentes em empresas de teleatendimento, prioriza-se este recorte de análise. Justifica-se essa opção pois essas empresas foram criadas como ferramentas competitivas na busca por maior eficiência no contato telefônico direto nas relações de consumo. Constata-se, nessas empresas, uma bricolagem entre modelos ‘novos’ e ‘velhos’ de gestão (gestão da excelência e gestão taylorista/fordista) e a incidência de problemas de saúde associados a cada um desses modelos. As políticas de recursos humanos se focam no estímulo e na manutenção da capacidade produtiva e não há, efetivamente, uma política de saúde que atente para a organização do trabalho. No âmbito da saúde mental, há um reconhecimento sobre a elevada incidência de estresse entre os trabalhadores, atribuído à natureza do trabalho. Os programas de prevenção não problematizam as práticas de gestão. Considerando que é comum em empresas brasileiras a adoção de modelos híbridos de gestão, considera-se que o exame das empresas de teleatendimento é ilustrativo para a compreensão da relação entre políticas/práticas de gestão e processo saúde/doença dos trabalhadores.

Resumo Quarto Participante
Trabalho e alcoolismo - o que dizem as pesquisas?

As verdadeiras causas do alcoolismo ainda são mal compreendidas, sendo que as teorias mais aceitáveis, atualmente, falam que esta é uma afecção multicausal, decorrente de um conjunto de fatores biológicos, psíquicos e sociais. A presente exposição refere-se a uma investigação realizada pela nossa equipe, desde 2002, com a finalidade de compreender as possíveis relações entre alcoolismo e trabalho. Inicialmente, foi realizado um levantamento epidemiológico, a partir da análise de cerca de 600 prontuários de pacientes do Núcleo de Assistência Psicossocial (NAPS) pertencente ao Hospital de FHEMIG de Barbacena. Seus resultados apontaram para a presença significativa de alcoolismo entre profissionais pertencentes a cinco categorias. Assim, a análise probabilística deu os seguintes resultados: as chances de os profissionais pertencentes à categoria “Transporte/Outros”(que são aqueles que trabalham na área de transporte, mas sem atuarem como motoristas, tais como trocadores e ajudantes de caminhão) apresentarem transtornos mentais pelo uso do álcool é de 3,06 vezes as chances de outros profissionais apresentarem os mesmos problemas; as chances de os profissionais pertencentes à categoria “Transporte/Motorista” apresentarem esses mesmos transtornos é de 2,44 vezes; os profissionais pertencentes à categoria “Polícia Militar” apresentaram 2,37 vezes as chances de desenvolverem os mesmos problemas; as chances de os profissionais pertencentes à categoria “Construção Civil” apresentarem também esses transtornos é de 2,30 vezes; finalmente, as chances de os profissionais pertencentes à categoria “Mecânico” apresentarem esses transtornos é de 1,97 vezes. A segunda etapa da pesquisa consiste em uma série de estudos qualitativos visando analisar o contexto de trabalho dessas categorias profissionais, de modo a explicitar os fatores que contribuem para a emergência desses transtornos. Nossa exposição será em torno dos resultados alcançados através do estudo de quatro entre as 5 categorias profissionais citadas acima: trabalhadores de construção civil, motoristas, trocadores de ônibus e policiais militares. Esses resultados sugerem que alguns fatores presentes nos contextos laborais participam diretamente na produção, manutenção ou agravamento de casos de alcoolismo entre esses profissionais. Dessa forma, considerando o caráter multicausal do abuso do álcool, o trabalho parece ser um dos fatores que concorrem para o problema.



Título Completo
Trabalho que inclui e trabalho que adoece

Modalidade
Simpósio

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, violência e exclusão

Proponente
Kátia Barbosa Macêdo e Luiza Ferreira de R. Medeiros / Universidade Católica de Goiás

Autor
Mário César Ferreira / Universidade de Brasília

Autor
Ana Magnólia Mendes / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O simpósio objetiva apresentar três pesquisas com pontos em comum o fato de abordarem a atuação do psicólogo organizacional, com possibilidades de promover ações de qualidade de vida no trabalho e saúde do trabalhador, ao mesmo tempo em que deverá discutir a exclusão. As três pesquisas foram desenvolvidas em organizações diferenciadas, enfocando públicos diferentes. É composta por três trabalhos, sendo que o primeiro, intitulado A exclusão perversa dos catadores de materiais recicláveis em suas relações de trabalho, das Professoras Dra. Kátia Barbosa Macêdo e Msc. Luiza Ferreira de Rezende Medeiros, enfocou as relações de trabalho entre os catadores de materiais recicláveis e as organizações de reciclagem. Apresenta os resultados de uma investigação que buscou levantar como os catadores percebem suas relações de trabalho, condições em que desempenham suas funções e práticas do trabalho em cooperativas de reciclagem. O segundo trabalho, intitulado Sentido do trabalho e qualidade de vida nas organizações, do Prof. Dr. Mário César Ferreira, que enfocou os indicadores críticos que concerne a inter-relação trabalho-saúde, que podem ser agrupados em duas categorias principais: no âmbito da produção, eles se manifestam, principalmente, sob a forma de erros, retrabalho, perdas materiais, panes; e no âmbito dos trabalhadores, eles aparecem, sobretudo, por meio do absenteísmo, rotatividade, agravos à saúde. O desenvolvimento de Programas de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT) eficazes requer resgatar o sentido do trabalho como instrumento de bem-estar individual e coletivo. A atividade trabalho deve ser um instrumento de felicidade de todos que produzem a riqueza material e simbólica nas organizações. O terceiro trabalho, intitulado Modos perversos de produção, sofrimento e reconhecimento no trabalho, da Profa. Dra. Ana Magnólia Mendes, trata da articulação dos conceitos de modos perversos de produção, sofrimento e reconhecimento no trabalho, fundamentados na abordagem da psicodinâmica do trabalho e discute a inclusão e o adoecimento do trabalhador. Os modos perversos de produção estão relacionados aos conflitos que ocorrem nas relações entre os trabalhadores e as organizações onde atuam. O adoecimento é provocado por um sofrimento mal mediado, que se caracteriza por experiências dolorosas como angústia, medo e insegurança. As mediações são de dois tipos: estratégias defensivas e reconhecimento. Quando as estratégias defensivas fracassam dão lugar ao adoecimento. O trabalho depende do contexto no qual é exercido, se mais ou menos perverso, pode possibilitar ou não o reconhecimento, e assim, a inclusão ou o adoecimento dos trabalhadores.

Resumo Primeiro Participante (Proponentes)
A exclusão perversa dos catadores de materiais recicláveis em suas relações de trabalho

O presente estudo apresenta os resultados de uma pesquisa que investigou a configuração das relações de trabalho entre os catadores de materiais recicláveis e as organizações que comercializam ou reciclam aqueles materiais por eles coletados. As questões relacionadas ao meio ambiente, até a década de 1990, eram delegadas a um plano secundário. Na atualidade, a evidência empírica dos desastres ecológicos irremediáveis, juntamente com o crescente número de movimentos ambientais indicam a importância da preservação ambiental que ultrapassam as ações isoladas vigentes para se constituírem numa preocupação comum mundial. Essas ações refletiram em atuação das organizações que adotaram em suas gestões políticas a preservação ambiental. Dessa postura, surgiram novas oportunidades de negócios. A reciclagem de lixo urbano se constitui numa oportunidade de negócio para uns e como campo de trabalho para outros, deixando de se configurar como um dos problemas ambientais complexos da sociedade, para tornar-se possibilidade de atividade remunerada. Os catadores de lixo estão presentes em grande número no município de Goiânia atuando ao lado dos serviços de coleta municipais. Esse trabalho teve como um de seus objetivos investigar como os catadores de materiais recicláveis percebem suas relações de trabalho, quais as condições em que desempenham suas funções e como ocorrem as práticas do trabalho nas cooperativas de reciclagem de resíduos sólidos. A coleta de dados utilizou como instrumento entrevistas semi-estruturadas que foram analisadas pela análise de conteúdo. Os dados indicaram que as relações de trabalho entre os catadores e as organizações de reciclagem (tanto as cooperativas quanto as que não são cooperativas) são precárias, predominando as relações de trabalho do tipo informal, não possibilitando ao trabalhador nenhum acesso segurança previdenciária; exposição a vários fatores que representam riscos à saúde; trabalhadores expostos a situações de exclusão social, que os colocam como vítimas de preconceitos e estigmas, ou mesmo em outras situações em que são excluídos da convivência social. Um tipo de relação de trabalho diferenciada pôde ser verificada entre os catadores que se organizaram em cooperativas de trabalho, o que não significa que conseguiram superar o processo de inclusão perversa, onde se incluem nas cooperativas, mas continuam excluídos socialmente da situação de desemprego e continuam se submetendo a situações de precarização do trabalho.

Resumo Segundo Participante
Sentido do trabalho e qualidade de vida nas organizações

Diversas pesquisas mostram um conjunto de indicadores críticos que concerne a inter-relação trabalho-saúde. Tais indicadores colocam a nu uma série de problemas vivenciados por trabalhadores e gestores no interior das organizações. Eles podem ser agrupados em duas categorias principais: (a) no âmbito da produção, eles se manifestam, principalmente, sob a forma de erros, retrabalho, perdas materiais, panes; e (b) no âmbito dos trabalhadores, eles aparecem, sobretudo, por meio do absenteísmo, rotatividade, agravos à saúde. Em geral, constituem problemas interdependentes que, agindo de forma combinada, dão origem a uma terceira categoria: queixas e insatisfação de usuários, clientes e consumidores. No caso do serviço público, isto coloca em risco a cidadania. No setor privado é a tão desejada fidelização que está em risco. É neste contexto que os Programas de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT) aparecem como panacéia capaz de “curar todos os males” das organizações. O objetivo da apresentação é mostrar que o desenvolvimento de Programas de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT) eficazes requer resgatar o sentido do trabalho como instrumento de bem-estar individual e coletivo. A atividade trabalho deve ser um instrumento de felicidade de todos que produzem a riqueza material e simbólica nas organizações. O percurso argumentativo, de natureza teórico-empírica, se apoiará em resultados de estudos, pesquisas e intervenções no campo disciplinar da Ergonomia da Atividade. Buscar-se-á demonstrar como modelos de gestão produtivistas transformam a atividade de trabalho em fonte de mal-estar e, em conseqüência, potencializam o risco de adoecimento. Em contrapartida, proporcionar um trabalho que inclui requer um novo olhar, uma nova perspectiva de gestão do trabalho. Requer, sobretudo, uma concepção de gestão de caráter antropocêntrico em que a atividade de trabalho seja fator de inclusão individual e coletiva. Isto significa resgatar o sentido do trabalho com premissa para uma práxis organizacional.
Palavras-chaves: Ergonomia da Atividade, sentido do trabalho, Programa de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT), gestão do trabalho

Resumo terceiro Participante
Modos perversos de produção, sofrimento e reconhecimento no trabalho

Articulam-se os conceitos de modos perversos de produção, sofrimento e reconhecimento no trabalho, fundamentados na abordagem da psicodinâmica do trabalho e em resultados de pesquisas empíricas, com o objetivo de subsidiar o debate sobre a função do trabalho de, ao mesmo tempo, inclui e adoecer o trabalhador. Os modos perversos de produção estão relacionados ás contradições advindas da acumulação flexível do capital. É gerador da “ideologia da excelência”, que implica máxima produtividade, marcada por princípios da racionalidade econômica. Nessa perspectiva, a produtividade torna-se um modo de perversão social, que captura os trabalhadores numa armadilha, na qual o prazer é usado para explorar o trabalhador. O trabalhador em busca de uma promessa de realização profissional, crescimento na empresa ou na carreira e empregabilidade, é capaz de fazer qualquer esforço para tornar-se excelente, pretendendo assim, a inclusão no trabalho, mas na maior parte das vezes, encontrando o adoecimento. Esse adoecer é provocado por um sofrimento mal mediado, que se caracteriza por experiências dolorosas como angústia, medo e insegurança provenientes dos conflitos entre as necessidades de gratificação do corpo-mente e as restrições impostas no contexto de produção do trabalho. As mediações são de dois tipos: estratégias defensivas e reconhecimento. As estratégias defensivas incluem a negação e a racionalização, tem o papel de proteção, mas também de alienação, não provocando transformações no contexto de trabalho. Quando fracassam dão lugar ao adoecimento. O reconhecimento é um processo no qual o trabalhador vivencia gratidão pelo julgamento positivo do seu fazer, do seu esforço e do seu sofrimento. Esse reconhecimento assegura identidade e pode ser mobilizado pelos pares, chefias ou pelo grupo social, bem como permite que o trabalhador se aproprie e resignifique o seu sofrimento, e assim, faça mudanças nos modos de produção por meio do qual os modos perversos de produção são questionados e subvertidos, dada à possibilidade de resignificação do sofrimento. Nesse sentido, o trabalho a depender do contexto no qual é exercido, se mais ou menos perverso, pode possibilitar ou não o reconhecimento, e assim, a inclusão ou o adoecimento dos trabalhadores.


Título Completo
Adaptação e validação fatorial da Escala de Conflitos Intragrupais

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
MARIA DO CARMO FERNANDES MARTINS / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Vanessa da Fonseca Guimarães / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Marina Cardoso de Oliveira / Universidade Federal de Uberlândia

Resumo Geral
Os conflitos enfrentados nos grupos ou equipes de trabalho têm merecido estudos nos últimos 30 anos. Autores preocupados com o efeito dos conflitos no indivíduo e na organização construíram e validaram uma escala para avaliá-los com segurança psicométrica. No Brasil, todavia, não foram identificados publicações que o tenham estudado. Por isto, o objetivo deste estudo foi traduzir e adaptar fatorialmente e estudar os índices de fidedignidade da Escala de Conflitos Intragrupais, originalmente composta por 9 itens distribuídos em 2 fatores com índices de fidedignidade ≥ 0,70. Os itens foram traduzidos, discutidos entre três conhecedores das línguas inglesa e portuguesa. Depois disso foram discutidos com 8 trabalhadores de escolaridade correspondente ao 2º. Grau. Modificações na redação dos itens foram feitas por sugestão desse grupo. O conjunto dos 9 itens foi aplicado a 79 trabalhadores estudantes de cursos técnicos noturnos, adultos jovens, a maioria na faixa de 18 a 25 anos. A amostra mostrou-se fatorável (KMO=0,81, teste de esfericidade de Bartlett, 2= 258,9, p< 0,001). Os dados foram submetidos à análise dos componentes principais; foram identificados 2 componentes com valores próprios ≥1,0 que explicavam 60% da variância e reuniam os nove itens com cargas ≥ 0,50. A análise do scree plot também demonstrava a existência de 2 componentes. Dadas as altas correlações entre ambos, utilizou-se método de extração PAF com rotação Oblimin. A análise da fidedignidade apontou a retenção de 2 fatores. O fator 1 reuniu 5 itens, 4 relativos aos conflitos interpessoais e o item 9, originalmente pertencente ao fator denominado conflito de tarefas, foi responsável pela explicação de 47% do total da variância explicada e seu índice de fidedignidade (Alpha de Cronbach) foi de 0,81. O fator 2 ficou composto por 4 itens referentes ao conflito de tarefas, explicou 13% da variância total e teve Alpha de 0,77. Desta forma, produziu-se novo instrumento atualizado, válido e fidedigno para a avaliação dos conflitos intragrupais que poderá ser utilizado para futuros estudos e para diagnóstico dos conflitos em grupos ou equipes de trabalho.


Título Completo
ANÁLISE COMPARATIVA DAS HABILIDADES SOCIAIS EM TRABALHADORES COM E SEM DEFICIÊNCIA FÍSICA

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
CAMILA DE SOUSA PEREIRA / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
ALMIR DEL PRETTE / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Resumo Geral
Considerando que diversos estudos enfatizam a importância das habilidades sociais para o bem-estar pessoal e o bom desempenho profissional; e que os problemas de relacionamento interpessoal estão associados às diversas variáveis - restrições de contatos sociais e oportunidades de experiências, déficits de habilidades sociais, pais que cultivam a dependência, ansiedade social - que podem estar ou já estiveram presentes na vida das pessoas com deficiência física, esta pesquisa teve como objetivos identificar e comparar as habilidades sociais de trabalhadores com e sem deficiência física. A amostra do estudo foi composta por dois grupos: (a) 27 trabalhadores com deficiência física – denominado TDF; e (b) 27 trabalhadores sem deficiência física – denominado TND. Estes grupos foram emparelhados nas variáveis sexo, idade, estado civil, nível sócio-econômico e função. A pesquisa foi realizada em cinco empresas localizadas no interior do estado de São Paulo. Quanto ao número de funcionários, três empresas tinham mais que 100; e as outras duas tinham menos que 10. Os instrumentos utilizados foram: Critério Brasil e Inventário de Habilidades Sociais (IHS-Del-Prette). Em geral, a coleta de dados tanto com o grupo TDF quanto com o grupo TND aconteceu em uma sessão individual de aproximadamente uma hora. Os resultados sócio-econômicos foram analisados quantitativamente em medidas descritivas; no Inventário de Habilidades Sociais foram considerados os percentis dos escores; e na análise comparativa das respostas entre os participantes considerou-se a significância (p<0.05), utilizando-se o Teste-t de Student. Os resultados mostraram que tanto os TDF quanto os TND relataram repertório bom de habilidades sociais no escore total e nos escores fatoriais. Notou-se que com exceção dos fatores Conversação e Desenvoltura Social e Autocontrole da agressividade, em todos os demais os participantes do grupo TND relataram repertório social um pouco mais elevado do que o grupo TDF. Contudo, a análise comparativa dos percentis não apontou diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Conclui-se que o fenômeno da deficiência física não deve ser circunscrito aos limites corporais, pois o desenvolvimento social dessas pessoas parece sofrer as influências do ambiente e das relações sociais assim como o desenvolvimento social das pessoas sem deficiência física.


Título Completo
Atitudes Frente ao Compartilhamento de Conhecimento no Trabalho: Um estudo focalizando a busca de medidas

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
HELENA CORREA TONET / Universidade Católica de Brasília

Autor
Maria das Graças Torres Paz / Universidade Católica de Brasília

Resumo Geral
O texto descreve a construção de instrumento de mensuração das Atitudes frente ao compartilhamento de conhecimento no trabalho. Embora as atitudes já tenham sido muito estudadas sob diferentes enfoques, a associação com o tema proposto é pouco explorada, sendo importante devido o Conhecimento constituir-se um elemento estratégico vital para as organizações. Neste estudo, entende-se que as atitudes frente ao compartilhamento de conhecimento no trabalho refletem predisposições dos indivíduos para compartilharem conhecimentos com as pessoas com as quais trabalham. A literatura mostra que as atitudes interferem nos processos psicológicos, influenciando a maneira do indivíduo perceber o contexto, a si mesmo e suas relações com o meio em que está inserido. Entre as contribuições empíricas existentes ressaltam-se conclusões de que atitudes relacionadas ao compartilhamento de conhecimento são positivamente influenciadas pela expectativa de poder contribuir com a competência pessoal para o desempenho da organização, e para desenvolver relacionamentos com outros empregados. Na construção do instrumento foram elaboradas frases descrevendo atitudes nas perspectivas cognitivas, afetivas e comportamentais, utilizada uma escala de discordância e concordância, de 5 pontos, e cumpridos procedimentos para a validação semântica e análise de consistência dos itens. Os dados, coletados junto a 593 sujeitos em diferentes situações, foram analisados com o auxílio do SPSS, versão 11,5. Processadas as análises exploratórias e confirmada a adequação aos pressupostos teóricos relativos a análises estatísticas, foram localizados e retirados 10 questionários que estavam gerando assimetria alta. O exame de outliers multivariados, feito por meio da distância Mahalanobis, também levou à retirar 2 casos, restando 581 sujeitos. A análise da fatorabilidade da matriz de correlação evidenciou KMO .832. Foram considerados os resultados dos componentes principais (PC), engenvalues superiores a 1.0, e teste scree-plot. Utilizou-se o método PAF, com rotação oblimin, carga fatorial de 0,32. Os procedimentos para a construção da escala de Atitudes Frente ao Compartilhamento de Conhecimento no Trabalho – AFCCT deram origem a um instrumento composto por 3 fatores: Fator1 , atitude de Abertura frente ao compartilhamento de conhecimento no trabalho - denominação abreviada Abertura - com 9 itens e índice de confiabilidade (alpha de Cronbach) .750; Fator2, atitude de exigir Reciprocidade no compartilhamento de conhecimento – Reciprocidade - com 11 itens e ID .725 (a.C); e Fator3, atitude Universalista diante do compartilhamento de conhecimento – Universalista - com 5 itens e ID .702 (a.C.).


Título Completo
Avaliação de reação de cursos corporativos a distância, em web

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
MAGALI DOS SANTOS MACHADO / Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Autor
Daniela Cecília Morandini Ribeiro / Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Autor
Emílio Peres Facas / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Um dos desafios das organizações geradoras de conhecimento é buscar soluções para a promoção, em menor tempo e a um custo reduzido, de ações contínuas de capacitação para os empregados. Na Embrapa, a Educação Corporativa sempre foi uma prioridade e, recentemente, por meio da Educação a Distância tem-se buscado o diferencial necessário para alcançar um novo patamar de inovação. Em 2005, foram disponibilizados aos empregados sete cursos à distância, via Web, voltados para capacitação em temas estratégicos. No total, foram realizadas 1285 inscrições, distribuídas em 47 turmas. Dos inscritos, 1065 iniciaram os cursos (83%) e 650 os concluíram (51%). Ao final de cada oferta, foi aplicado um formulário de avaliação de reação, em web, desenvolvido com base no Modelo de Avaliação Integrado e Somativo (Borges-Andrade,1982). Seu objetivo era verificar a satisfação dos participantes a respeito do conteúdo proposto, das estratégias de ensino e aprendizagem, do suporte para a realização do curso, do apoio da equipe gestora e dos tutores e do grau de aprendizagem. A avaliação de reação era um dos requisitos necessários a certificação do participante juntamente com a conclusão do conteúdo dos módulos, a participação nos fóruns e, quando previsto, o encaminhamento do trabalho final. Para as questões fechadas foram calculados freqüência, média e desvio-padrão e para os itens abertos foi realizada análise de conteúdo. A média geral para as questões de escala likert de 10 pontos foi 7,94, com desvio-padrão médio de 1,30. A variável melhor avaliada foi aprendizagem e aplicabilidade dos objetivos do curso enquanto a mais baixa foi a avaliação da participação. Foram apontados como benefícios dos cursos a oportunidade de ampliação e atualização do conhecimento, a possibilidade de aplicação dos conhecimentos no contexto de trabalho, o contato com a educação a distância, a oportunidade de interação e troca de experiências com os demais colegas e as facilidades da educação a distância via web. Como dificuldades, foram relatados problemas com a gestão do tempo, limitações do gerenciador, dificuldades tecnológicas, pouca interatividade com o tutor, interrupções advindas de problemas externos e o acesso restrito a materiais complementares. A avaliação dos cursos apresentou diferenças entre os modelos de tutoria adotados. Os cursos cujos tutores exerciam papel motivacional e dominavam o conteúdo apresentaram índices mais elevados de conclusão e maior participação nos fóruns. Acredita-se que esses tutores possibilitaram um maior enriquecimento das discussões, estimulando a troca de conhecimento entre os participantes.


Título Completo
Clima social das equipes de trabalho:escala de mensuração.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
Bruno Pereira Carneiro / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Katia Puente-Palacios / Universidade de Brasília - UnB

Resumo Geral
O estudo do clima organizacional é de grande importância para a compreensão da organização e dos indivíduos que a compõem. A este respeito, evidencias empíricas revelam que afeta o comportamento e o desempenho dos membros, podendo impactar na efetividade da organização. Assim como o clima influencia a organização, o clima da equipe afeta o comportamento e desempenho dos seus membros; porém, ainda não existem instrumentos validados no contexto de equipes e adaptados ao cenário brasileiro. A partir dessas constatações foi definido como objetivo do presente trabalho validar uma escala de avaliação do clima social de equipes de trabalho, a partir da adaptação de uma escala de clima social da organização. Os dados foram coletados de uma amostra (521 pessoas) composta majoritariamente (97%) por funcionários de uma instituição financeira. O instrumento aplicado consta de 35 itens respondidos em escala Likert que vai de 1 (nunca) a 5 (sempre). A análise dos dados que procurava a identificação da solução fatorial iniciou-se pela inspeção da matriz de correlações, o resultado do KMO (,97) e a significância do teste de Bartlett. Essas análises evidenciaram fatorabilidade da matriz. A seguir, os fatores foram extraídos utilizando-se, para esse fim, o método Principal Axis Factoring (PAF) com rotação Promax. A solução fatorial mais satisfatória compõe-se de dois fatores (33 itens) que explicam 54,23% da variância. Dois itens foram excluídos. A consistência interna dos fatores resultantes foi elevada (fator 1: Alpha = ,95, correlação item total = ,68; fator 2, Alpha = ,94, correlação item total = ,70). O fator 1 denominado Gestão do Trabalho, engloba 18 questões relativas à autonomia, inovação e desempenho enquanto o fator 2 (Gestão das Relações) contêm 15 questões voltadas para as relações interpessoais entre o líder e os membros, e o reconhecimento das contribuições dos membros da equipe. Em decorrência dos aspectos contidos nos fatores, investigou-se a presença de facetas. O resultado evidenciou que ambos os fatores continham duas facetas. No fator 1, a primeira faceta foi denominada Inovação e Desempenho (Alpha = 0,94) enquanto a segunda foi denominada Autonomia (Alpha = ,83). No segundo fator, a primeira faceta foi denominada Relações responsável/membros e a segunda Reconhecimento (Alpha = ,91 para cada faceta). Esses resultados permitem concluir que a escala constitui uma ferramenta confiável para a avaliação do clima social das equipes de trabalho, ainda que seja desejável a realização de novas pesquisas que investiguem a estabilidade da solução fatorial identificada.


Título Completo
COMPROMETIMENTO COM A EQUIPE: ADAPTAÇÃO DE UMA ESCALA DE AVALIAÇÃO

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
RAFAELLA DE ANDRADE VIEIRA / Universidade de Brasília

Autor
Katia Puente-Palacios / Universidade de Brasília

Autor
Priscilla Caixeta / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O comprometimento organizacional é um construto que tem sido objeto de estudo de várias pesquisas do campo da Psicologia Organizacional e refere-se ao vínculo estabelecido entre o indivíduo e a organização em que está inserido, podendo também ser estudado em relação a diferentes focos como: organização, sindicato, carreira ou profissão. Na presente pesquisa toma-se como alvo o estudo do vínculo do indivíduo com a equipe de trabalho à qual pertence. A literatura da área traz também especificações quanto às bases em que tal vínculo se sustenta; o definido para a presente pesquisa é aquele que enfatiza a identificação do indivíduo com os objetivos e valores da equipe, denominado comprometimento afetivo. Este tipo de comprometimento estabelece-se a partir do envolvimento do membro com a equipe de trabalho, e caracteriza-se por: a) crença e aceitação dos objetivos e valores da equipe, b) esforço para o sucesso da equipe, e, c) vontade de permanecer nela. A partir dessas premissas teóricas definiu-se como objetivo do presente trabalho validar uma escala de comprometimento afetivo para o contexto das equipes de trabalho, a partir de uma escala de avaliação já validada para o contexto das organizações brasileiras. O instrumento utilizado, da mesma forma que o original, é composto por 9 itens respondidos em escala Likert de 7 pontos. Os dados foram coletados de uma amostra composta por 244 funcionários de uma instituição financeira. A fatorabilidade da matriz de dados foi investigada a partir do cálculo do KMO (0,93), do teste de Bartlett (sig. =,000) e da inspeção da matriz de correlações que mostrou relações significativas e fortes (acima de 0,30) entre todos os itens da escala. Após essas análises procedeu-se a extrair os fatores adotando-se o método Pricipal Axis Factoring. Uma vez que a escala sob análise constitui uma adaptação ao contexto das equipes de outra já existente, buscou-se uma solução semelhante à da escala original (unifatorial). Os resultados evidenciaram a pertinência de reter um fator único, o qual condensa os 9 itens e explica 61,8% da variância do fenômeno. Finalmente, os resultados do cálculo do Alpha de Cronbach (0,92) e da correlação item-total (0,72) mostraram a confiabilidade do fator extraído. Os resultados evidenciam que a escala em questão constitui um instrumento válido e confiável para o diagnóstico do vínculo afetivo estabelecido entre os membros e as equipes as quais eles pertencem, embora mais pesquisas sejam necessárias para verificar a estabilidade da solução identificada.


Título Completo
CONSTRUÇÃO DE UM TESTE BRASILEIRO DE RESISTÊNCIA À FRUSTRAÇÃO EM DUAS VERSÕES: PSICOMÉTRICA E PROJETIVA

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
CRISTIANE FAIAD DE MOURA / Universidade de Brasília

Autor
LUIZ PASQUALI / Universidade dem Brasília

Autor
CÁSSIO KOSHEVNIKOFF ZAMBELLI / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Pesquisas mais recentes têm ressaltado a frustração como uma característica individual que está relacionada a questões pertinentes à área da saúde e do trabalho. Nesse sentido, apesar da importância de se avaliar esta característica, os profissionais se deparam com a deficiência da medida desse construto, a partir da carência de testes válidos e precisos para mensurar a resistência do indivíduo à frustração. Dos testes existentes no Brasil, o único instrumento que avalia, direta e exclusivamente, a resistência à frustração é o teste P-F Rosenzweig - PFT, criado na década de 1930. Apesar de ter sido considerado inadequado para fins de avaliação psicológica no Brasil, pelo Conselho Federal de Psicologia, o teste PFT ainda é o mais utilizado em diversos países na avaliação da frustração, incluindo a área de pesquisa. Trata-se, portanto, de um bom ponto de partida para atender a demanda da construção de novos instrumentos de medida de resistência à frustração. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo a construção de um teste de resistência à frustração com duas formas, uma forma projetiva e outra psicométrica. Tal teste utilizou como base o PFT, mas foi totalmente reformulado e desenhado para atender a realidade da população brasileira. Ambas as formas do teste constituem-se por 31 figuras, representando situações de frustração do cotidiano. A partir desses estímulos, o respondente tem, na versão objetiva, 11 possibilidades de respostas à frustração, e, na versão projetiva, depara-se com um espaço em branco para que possa escreve a primeira resposta à situação que lhe vier à cabeça. Para análise das respostas obtidas nas duas formas, foi criado um sistema de correção e codificação das respostas, ou seja, com categorias que definem o tipo de reação que um indivíduo pode ter, quando frustrado. As duas versões encontram-se em processo de validação, mas estudos iniciais já indicam os dois instrumentos como promissores para o uso tanto na área organizacional, quanto clínica. Apesar do grande desafio de se construir novos testes que venham a atender as necessidades do mercado, este estudo mostra que, se o mercado está carente de novas possibilidades, a construção de novos testes é possível.


Título Completo
Construção e validação de escalas para avaliação de programas de desenvolvimento gerencial

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
WANDERLEY SILVA / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A atuação gerencial, embora estudada há décadas, ainda carece de resultados de pesquisas científicas, tal como demonstram estudos como os de Yulk (1994) e Collins (2002). As pesquisas desenvolvidas nessa área abordam diferentes modelos de avaliação de programas de treinamento e desenvolvimento, com o objetivo de aumentar sua efetividade (Burke & Day, 1986). O presente estudo tem como objetivo a construção e validação de escalas para a auto e hetero-avaliação de programas de desenvolvimento gerencial, a partir do estudo de caso de um programa desta natureza implementado em uma instituição governamental brasileira. Tendo por base a revisão de literatura da área, buscou-se compreender os fundamentos da ação gerencial à luz do conceito de processo administrativo. O estudo adotou abordagens qualitativas para a fase de construção das escalas e quantitativas para a validação das mesmas. Foram realizadas entrevistas em profundidade por meio da aplicação da Técnica Delphi, com 10 especialistas em desenvolvimento gerencial, seguida de análise de conteúdo (Bardin, 1977). Após a redação e validação semântica dos itens, foi realizado um survey no qual foram obtidos 451 questionários de auto-avaliação (51,4% do quantitativo de gerentes da instituição) e 1.590 questionários de hetero-avaliação (36,9% do quadro de servidores). Os questionários válidos foram submetidos às análises fatorial exploratória e de consistência interna do fator. Foram obtidos os seguintes resultados para as escalas de auto-avaliação (KMO=0,96, Alfa de Cronbach=0,95, Variância Explicada=44,1%) e de hetero-avaliação (KMO=0,98, Alfa de Cronbach=0,98, Variância Explicada=71,9%). Por meio da aplicação da análise paralela (Horn, 1965), conclui-se que as escalas possuem estruturas unifatoriais e que englobam as seguintes facetas: visão sistêmica, planejamento, organização administrativa, gestão do desempenho, capacitação profissional, comunicação, liderança e relações interpessoais. As conclusões deste estudo apresentam contribuições tanto para o programa em estudo como para programas futuros de outras organizações, pois sinaliza demandas a serem consideradas nas etapas de planejamento e execução de ações de desenvolvimento gerencial.


Título Completo
CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE UM TESTE DE RACIOCÍNIO ANALÓGICO-DEDUTIVO PARA PESSOAS COM NÍVEL MÉDIO DE ESCOLARIDADE

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
GABRIELA LISSANDRA ALVES DA SILVA / Universidade de Brasília

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília

Autor
Patrícia Fagundes Caetano / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A presente pesquisa teve como objetivo construir e validar o Teste de Raciocínio Analógico-Dedutivo Para Nível Médio (TRAD-B). Este teste foi elaborado com base nas Matrizes Progressivas de Raven, que objetivam avaliar a capacidade intelectual geral do indivíduo e cujos princípios se originaram de três vertentes teóricas: a teoria dos dois fatores de Spearman (fator “g”), a teoria da Gestalt e a teoria do Desenvolvimento Cognitivo. O principal objetivo do TRAD-B é avaliar e mensurar o fator geral da inteligência, proposto por Spearman (1904). O TRAD-B é composto por 30 questões constituídas por uma série lógica de figuras, sendo a última figura encoberta. A tarefa do indivíduo é descobrir a lógica que está em jogo e deduzir qual das alternativas apresentadas pela questão corresponde à figura que se encontra escondida. Para a validação, aplicou-se o TRAD-B em 500 sujeitos com nível médio incompleto (79.8%) e médio completo (9.2%) de escolaridade. As idades dos participantes variaram de 13 a 37 anos, sendo 54,6% do sexo masculino e 43.6% do sexo feminino. A partir dos dados coletados, foram realizada as análise fatorial e de consistência interna. A análise fatorial apontou um fator de primeira ordem, o fator g, composto por 27 itens que explicam 37% da variância. Foram encontrados também outros dois fatores de segunda ordem, a saber: o fator raciocínio analógico, que compreende 18 itens que envolvem operações com figuras geométricas ou com partes de determinada gravura; e o fator raciocínio dedutivo, composto por 10 itens relacionados a figuras de elementos não geométricos e que representam objetos, pessoas ou animais. Esses dois fatores apresentam 37% da variância explicada. Na análise de consistência interna, o fator de primeira ordem apresentou alfa de Crombach igual a 0.92. Os fatores de segunda ordem, por sua vez, apresentaram alfa igual a 0.88 (fator raciocínio dedutivo) e 0.86 (fator raciocínio analógico). Tendo em vista esses dados, o TRAD-B mostrou-se um teste válido e preciso, podendo ser utilizado para avaliação psicológica nas mais diversas situações, inclusive no contexto organizacional para processo de seleção, por exemplo.


Título Completo
CORRELAÇÃO ENTRE AUTO-EFICÁCIA E LOCUS DE CONTROLE EM UMA AMOSTRA DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
PAULO ROBERTO GRANGEIRO RODRIGUES / Universidade paulista UNIP

Resumo Geral
A Auto-eficácia é a crença da pessoa sobre suas capacidades de organizar e executar cursos de ação necessários para atingirem desempenhos antecipados mentalmente. Corresponde ao controle comportamental percebido. Há uma relação direta entre Auto-eficácia e autoconfiança, e as teorias contemporâneas de motivação reconhecem a auto-eficácia como variável interveniente entre as necessidades da pessoa e as possíveis satisfações percebidas no ambiente: tem efeito sobre a decisão do indivíduo iniciar um comportamento, bem como empreender esforços em sua execução e persistir diante de possíveis adversidades. Com isso justifica-se a importância do seu estudo para a psicologia do trabalho. Já o Locus de controle refere-se a uma atribuição da fonte do controle percebido do que acontece de agradável ou aversivo, indo num continuo do externo ao interno. Sabe-se da importância dessa variável cognitiva para a motivação e a percepção do controle sobre as próprias condições de vida, assim como para o grau de ansiedade vivido pelas pessoas diante dos desafios da vida. Pode-se teorizar que a percepção de auto-eficácia depende também da percepção de controle interno: sujeitos com locus de controle interno obterão maiores benefícios de experiências de sucesso para sua auto-eficácia. Aplicamos em 214 universitários dos cursos de Psicologia e Marketing, matriculados entre o segundo e o quarto ano, nos períodos diurno e noturno, um Inventário de Auto-imagem que em grande parte se constitui na tradução do inglês da escala de auto-eficácia de Sherer et al, onde os sujeitos escolheram seu grau de concordância - numa escala de Likert de 5 pontos - com trinta afirmativas: além dos vinte e três itens traduzidos da escala original, o instrumento incluiu sete itens destinados a avaliar a variável locus de controle. Os participantes foram esclarecidos sobre os objetivos da pesquisa, bem como sobre o sigilo sobre suas identidades e convidados a responderem o inventário. Tivemos para a Auto-Eficácia média de 88,70 e desvio-padrão de 13,12; e para o Locus de controle a média de 24,74 e desvio-padrão de 4,35. A correlação entre as medidas de auto-eficácia e de locus de controle deu como resultado r = 0,29 (p = 0,00002). Concluímos que há nos resultados da amostra a confirmação de uma interdependência entre estas variáveis, conforme previsto teoricamente; ambas compreendidas como tendo sua variação advinda aprendizagem social. São variáveis cognitivas que devem ser levadas em conta conjuntamente em uma teoria abrangente da motivação envolvida na aprendizagem humana.


Título Completo
Crenças sobre a mudança - Validação de Escala para diagnóstico de condições facilitadoras de Mudança Organizacional

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
HÉDEN CARDOSO RODRIGUES FISCHER / CAIXA

Autor
SUZANA MARIA VALLE LIMA / UNB

Resumo Geral
O presente trabalho relata a validação da escala “Crenças sobre as mudanças” do instru-mento “Indicadores de Diagnóstico das Condições Facilitadoras da Mudança Organizacional – IDCFMO”. Mudança organizacional é “qualquer intervenção realizada na organização com o objetivo de alterar seus elementos chave - estratégia, natureza do trabalho, pessoas, estrutura informal e formal, sistemas, processos, métodos e procedimentos. Deve ter influência nos diversos subsistemas da organização e impacto em todos os membros e seus comportamentos no trabalho; e, derivar em mudanças nos resultados da organização”. Mudanças radicais implicam em uma nova cultura organizacional. A cultura, traduzida em valores e crenças, pauta o comportamento das pessoas na organização, sinalizando a necessidade de mudança de crenças (um dos elementos constituintes da cultura organizacional). A validação da escala seguiu as seguintes etapas: 1. Levantamento de fatores relevantes para a mudança: entrevistas com um profissional de empresa privada e onze de públicas, de Brasília; 2. Construção do instrumento de medida; 3. Análise por nove juízes; 4. Validação semântica, com dez empregados de diferentes níveis de escolaridade de um banco estatal; 5. Revisão e elaboração final do IDCFMO (instrumento do qual a escala faz parte); 6. Análise Fatorial do IDCFMO, com 13.000 empregados de um banco estatal (taxa de retorno=5,7%). Esta análise indicou que este instrumento possui fatoriabilidade dos dados ao nível de p<0,000001; KMO de 0,93. Encontrou-se solução de oito fatores pelo método PC e PAF, com rotação oblíqua, totalizando 83 itens, usando os seguintes critérios de retenção: eingenvalue > 1,5, carga fatorial > 0,30, itens com conteúdo semelhante. A escala de “Crenças sobre as mudanças” contém 07 itens. Apresenta alfa de Cronbach: 0,83; Cargas fatoriais: -0,36 a 0,73; Comunalidades: 0,30 a 0,61; Eingenvale: 2,38; Variância total: 2,16; Var. Comum: 5,64. Avalia crenças positivas (benefícios, oportunidades geradas e necessidade da mudança) e crenças negativas sobre a mudança (prejuízos, não necessidade da mudança, caos gerado pela incerteza, não gostar de mudanças e fracasso das tentativas de mudança). Todos os itens da escala foram obtidos por meio de entrevistas; o estudo desta escala é inovador, pois a literatura tem investigado este tema de modo incipiente. Sugere-se prosseguir pesquisas em relação ao fator visto a relevância do estudo para a elaboração de estratégias adequadas, superação de obstáculos e minimização dos resultados negativos das mudanças.


Título Completo
Estilos de liderança em equipes de trabalho: construção e validação de uma escala de medida.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
DAISY BARBOSA SILVA / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Katia Puente-Palacios / Universidade de Brasília - UnB

Resumo Geral
A liderança configura-se com um dos fenômenos mais estudados no campo do comportamento organizacional e neste contexto, o líder é analisado segundo a função desempenhada e as relações estabelecidas dentro das organizações. Além de aspectos como influência e confiança, a concepção de liderança abrange a determinação dos objetivos do grupo e da organização, a motivação de seguidores e a facilitação das relações de cooperação entre equipes de trabalho. De maneira adicional, relaciona-se ao desempenho e comportamento dos membros, conforme evidenciado empiricamente, podendo impactar na efetividade das equipes e ainda, da organização. O presente estudo teve como objetivo desenvolver e validar uma escala que mensurasse os estilo de liderança preferido e percebido por membros de equipes de trabalho. O instrumento construído ficou constituído por 20 itens respondidos em escala Likert de concordância de 5 pontos. Os dados utilizados na validação foram coletados de uma amostra composta por 287 estudantes de graduação e pós-graduação. Na fase de revalidação, responderam ao questionário 297 funcionários de quatro empresas de diferentes segmentos. A fatorabilidade da matriz foi evidenciada por meio da verificação da matriz de correlações, do resultado do KMO (,83 e ,93, para líder preferido e líder percebido, respectivamente) e da significância do teste de esfericidade de Bartlett. Utilizou-se o método Principal Axis Factoring (PAF) para extração dos fatores, adotando-se rotação promax. A solução fatorial mais satisfatória compõe-se de dois fatores, a saber: líder orientado para as relações (8 itens) e líder orientado para as tarefas (8 itens). Quatro itens foram excluídos por não contribuirem para a mensuração do construto subjacente. A consistência interna dos fatores resultantes foi satisfatória: fator 1- Alfa = ,80 e ,92 (para líder preferido e percebido, respectivamente) e fator 2- Alfa = ,74 e ,82 (líder preferido e percebido). Esses resultados possibilitam concluir que a escala consiste em um instrumento válido e preciso para a avaliação do estilo de liderança em equipes de trabalho. No entanto, sugere-se a realização de novas pesquisas que investiguem a estabilidade da solução fatorial identificada.


Título Completo
Estudo Correlacional entre Raciocínio e Auto-Avaliação de Desempenho em Militares

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
LIZIANE CASTILHOS DE OLIVEIRA FREITAS / Universidade de Brasília

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A literatura tem apresentado uma certa homogeneidade nos resultados de estudos sobre a validade preditiva da habilidade mental geral medida em seleções de pessoal para a predição do bom desempenho no trabalho. Uma medida de raciocínio pode ser compreendida como uma fração da habilidade mental geral. O objetivo deste trabalho é apresentar o valor preditivo do raciocínio analógico-dedutivo na auto-avaliação de desempenho de profissionais militares. A amostra estudada é composta por 97 profissionais da área de segurança pública, sendo 82,5% do sexo masculino, 48,5% casados e todos com nível superior completo de escolaridade. A idade média é de 28,9 anos (D.P.= 3,14) e o tempo médio de serviço de 8,5 anos (D.P.= 2,58). O procedimento utilizado foi aplicação coletiva de uma bateria de 7 instrumentos auto-aplicáveis. O preditor utilizado foi o raciocínio, medido por meio do Teste de Raciocínio Analógico-Dedutivo – TRAD e o critério foi uma auto-avaliação de desempenho. As medidas foram coletadas simultaneamente, durante coleta de dados para a profissiografia do cargo dos participantes do estudo. Os respondentes tinham cerca de 3 horas para responder toda a bateria, incluindo o TRAD e a auto-avaliação, mas a duração foi em média de 2 horas. A auto-avaliação baseou-se em 17 tarefas relacionadas diretamente ao cargo dos profissionais. Essas tarefas se dividiram, por meio de uma análise fatorial, em tarefas administrativas e tarefas operacionais. A auto-avaliação não se correlacionou com nenhum dado biodemográfico como sexo, idade, escolaridade e tempo de serviço, mas o escore no TRAD apresentou correlação negativa com a idade (r=-0,31) e com o tempo de serviço (r=-0,23). Os resultados apontam que há uma correlação de 0,31 entre o escore geral no TRAD e o escore na auto-avaliação de desempenho no trabalho para tarefas administrativas e de 0,29 em relação às atividades operacionais. Essas correlações caminham em direção à literatura científica internacional sobre o valor da habilidade mental geral na previsibilidade do desempenho no trabalho.


Título Completo
ESTUDO DE VALIDADE: CORRELAÇÃO ENTRE OS FATORES DO TESTE BRASILEIRO DE RESISTÊNCIA À FRUSTRAÇÃO OBJETIVO (TRF-O)

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
CÁSSIO KOSHEVNIKOFF ZAMBELLI / Universidade de Brasília

Autor
Cristiane Faiad de Moura / Universidade de Brasília

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O presente estudo teve por objetivo verificar a validade do Teste Brasileiro de Resistência à Frustração por meio da análise de correlação. O TRFO foi construído para sanar a deficiência de testes brasileiros que pudessem medir o construto frustração, tendo como base o teste PFT de Rosenzweig. O teste consiste em 31 desenhos representando situações frustrantes e 11 opções de respostas para cada situação, indicando possíveis reações de um individuo frente a situações frustrantes. As 11 categorias são definidas a partir de 3 grandes fatores: agressão externa (E), agressão interna (I) e não-agressão (M). O instrumento teve como objetivo inicial ser aplicado em situações de seleção de cargos na área organizacional. Participaram desse estudo 212 indivíduos das cidades de Brasília e Roraima, sendo 144 homens (69,2%) e 64 mulheres (30,8%); solteiros (48,6%) e casados (39,4%); com idade média de 27,86 anos (DP = 6,43); sendo a maior parte de nível médio incompleto (39,2%), médio completo (28,2%) e superior incompleto (24,9%). O tempo médio de serviço foi de 6,7 anos (DP = 5,43). Os cargos avaliados foram: estudantes, bombeiros, guardas municipais e agentes de policia civil e militar. O teste foi aplicado, de forma coletiva, por psicólogos e alunos de pesquisa. Os dados foram submetidos a uma análise de correlação de Pearson e mostraram que o fator E tem alta correlação negativa com o fator I (r = -0,44; p>0,001) e com o fator M (r = -0,67; p>0,001), significando que uma pessoa que expressa e exterioriza sua agressividade não tende a internalizá-la e, menos ainda, ser uma pessoa que a evita. O fator I, por sua vez, possui uma fraca correlação com o fator M (r = -0,17; p>0,001), indicando que as pessoas que internalizam sua agressividade e tendem a se culpar quando frustradas não tendem a ser pessoas que evitam a agressividade. Todas as categorias de respostas relacionadas ao fator E apresentaram uma alta correlação negativa com as categorias do fator M, confirmando a análise dos fatores. O instrumento apresenta correlação entre os fatores tanto na avaliação das 11 categorias, quanto na análise dos 3 fatores, confirmando todas as hipóteses iniciais. Sugere-se, a partir desses dados, que pesquisas posteriores, com um banco de dados maior, possam mostrar uma alta correlação das categorias de respostas do TRF-O, pois o mesmo se mostra promissor para avaliação do construto frustração, principalmente em situações de seleção de pessoas na área organizacional.


Título Completo
Levantamento de Necessidades de Capacitação entre estudantes universitários: um estudo na Faculdade Integrada do Recife

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
SHIRLEY MACÊDO VIEIRA DE MELO / Faculdade Integrada do Recife - FIR

Resumo Geral
O presente estudo foi realizado numa Instituição de Ensino Superior (IES) e contempla os trabalhos de diagnóstico e intervenção no âmbito da psicologia organizacional, concebida a mesma como área da psicologia que estuda os comportamentos humanos no trabalho. Uma IES precisa atentar para conhecer as necessidades de seus aprendizes, a fim de atender demandas que garantam ao universitário uma inserção no mercado de trabalho que seja efetivamente viabilizada por uma formação pautada no compromisso com a cidadania. É inserida neste paradigma de educação superior que a Faculdade Integrada do Recife, cuja missão envolve a geração de empreendedores, vem atuando de forma preventiva e interventiva para desenvolver habilidades e competências que favoreçam aos seus alunos uma preparação condizente com a demanda do mercado de trabalho globalizado. A partir desta concepção, realizou-se um levantamento de necessidades com 162 alunos distribuídos aleatoriamente em turmas dos penúltimos períodos dos cursos de Administração Geral, Administração em marketing, Direito, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Relações Internacionais, Sistemas de Informação e Turismo. O levantamento de necessidades é uma ferramenta costumeiramente utilizada que visa melhorar a performance profissional. Ele é necessário como etapa diagnóstica, tendo em vista que conhecer a necessidade do público-alvo é uma das alternativas mais eficazes para que os programas de capacitação surtam o efeito esperado e os objetivos organizacionais sejam alcançados. Através de um questionário fechado, os alunos foram interrogados sobre questões inerentes a habilidades e competências, assim como a curiosidades e necessidades para ingresso no mercado de trabalho. Os resultados apontaram que: 1. em todos os cursos a maioria dos alunos revelou sentir-se apta para ingressar no mercado de trabalho e poucos alegaram apresentar dificuldades no que diz respeito a habilidades desenvolvidas e conhecimentos adquiridos; 2. Houve necessidades específicas por curso, além de necessidades possíveis de serem observadas em todos os cursos, principalmente àquelas inerentes à insegurança quanto ao ingresso no mercado de trabalho e dúvidas diversas sobre como se manter neste mercado e qual a área a escolher que seja a mais promissora da profissão. O estudo desenvolvido favorece à instituição uma leitura sistemática das questões cognitivas e afetivas que envolvem os alunos em final de curso, possibilitando encaminhamentos mais focados em suas necessidades.


Título Completo
Mensuração do compartilhamento de conhecimento no trabalho

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
HELENA CORREA TONET / Universidade Católica de Brasília

Autor
Maria das Graças Torres Paz / Universidade Católica de Brasília

Resumo Geral
O texto descreve os procedimentos adotados na construção de instrumento de mensuração do Compartilhamento de Conhecimento no trabalho (CCT), tema referenciado como de grande importância para as organizações. O CCT é uma forma das organizações assegurarem que seus colaboradores ou empregados repassem entre si os conhecimentos que possuem, e dos quais elas dependem para o cumprimento de seus objetivos e missão, e também, uma forma de evitarem dependências em relação a pessoas, o que poderia provocar dificuldades e prejuízos como os já observados, por exemplo, em processos de desligamentos incentivados. No estudo aqui descrito, compartilhar conhecimento no trabalho é entendido como o comportamento do indivíduo de repassar o que sabe a pessoas com quem trabalha, e de receber conhecimento que elas repassam. O construto foi definido com base na literatura e em entrevistas coletivas realizadas em diversas organizações. Da literatura ressaltam-se contribuições que definem compartilhamento de conhecimento como sendo o compartilhamento de informações, idéias, sugestões e experiências organizacionalmente relevantes, do indivíduo com outros, e também que ressaltam ser o CCT não apenas um ato em que uma pessoa passa algo a outra, e sim um processo, constituído de diferentes estágios, cada um com dificuldades próprias. Para a construção do instrumento foram elaboradas frases descritivas dos comportamentos de compartilhamento de conhecimento encontrados na literatura e nas entrevistas realizadas, e utilizada uma escala de discordância e concordância; também foram feitos testes de compreensão semântica e procedida analise de consistência dos itens, por um grupo de 10 juízes. Os dados, coletados junto a 235 sujeitos, foram analisados com auxílio do SPSS versão 11,5. As estatísticas exploratórias revelaram comportamento adequado à analise fatorial; na analise de outliers multivariados foi utilizada a distancia de Mahalanobis, sendo excluído um caso; a análise da fatorabilidade da matriz de correlação evidenciou KMO .932. Foram considerados os resultados dos componentes principais (PC), engenvalues superiores a 1.0, seguido do método PAF, rotação oblimin e carga fatorial de .40. Os procedimentos adotados levaram à concepção de um instrumento voltado para a medição do Compartilhamento de Conhecimento no trabalho, composto por 3 fatores: Compartilhamento Irrestrito de conhecimento, com 13 ítens e índice de confiabilidade igual a 0,940; Compartilhamento Restrito, com 5 itens e índice de confiabilidade 0,770; e Entesouramento de Conhecimento, também com 5 itens e índice de confiabilidade igual a 0,850.


Título Completo
O impacto de um novo modelo de trablaho nas estratégias de aprendizagem

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
ALESSANDRA BEVILÁQUA CHAVES / Departamento de Trânsito do Distrito Federal

Resumo Geral
A presente pesquisa teve como objetivo principal investigar se a implementação de um novo modelo de trabalho tem impacto nas estratégias de aprendizagem utilizadas pelos servidores. Os objetivos específicos foram: validar, em contexto brasileiro, o instrumento Índice de Estilos Cognitivos; investigar possíveis relações entre as estratégias de aprendizagem e os estilos cognitivos; analisar se a percepção de suporte a aprendizagem contínua é mediadora das estratégias de aprendizagem utilizadas pelos indivíduos e identificar se as variáveis demográficas são mediadoras dos estilos cognitivos e das estratégias de aprendizagem utilizadas pelos indivíduos. Ressalta-se que este estudo é longitudinal e que estas análises espelham somente os dados coletados na primeira fase. Na literatura, o estudo das estratégias de aprendizagem têm sido relacionados a resultados de aprendizagem, características demográficas, estilos de aprendizagem, identificação de necessidades de treinamentos, tipos de treinamentos aplicados, motivação para aprender, estilos cognitivos, atividades de trabalho desenvolvidas. A pesquisa foi realizada em uma organização pública do Governo do Distrito Federal. Foram aplicados 3 instrumentos: Índice de Estilos Cognitivos, Estratégias de Aprendizagem e Suporte a Aprendizagem Contínua à 219 servidores em seu local de trabalho, além de um campo com levantamento de características demográficas. O perfil da amostra foi: 55% mulheres e 45% homens; 28% possuem apenas o segundo grau, 25% o terceiro grau incompleto e 46% possuem terceiro grau completo. 51% já exerceram cargo de chefia e 74% não realizaram treinamento no órgão. A idade média é de 37 anos e o tempo de serviço médio é de 13 anos. Após as análises exploratórias os três instrumentos foram submetidos ao processo de validação estatística por meio da análise dos componentes principais (PCA), análise fatorial (rotação oblíqua) e análise de confiabilidade (Alpha de Cronbach). A análise dos instrumentos demonstrou que o Índice de Estilos Cognitivos tem KMO de 0,69, Alpha de Cronbach de 0,58 e Variância Explicada em dois fatores de 19,95%. O instrumento Estratégias de Aprendizagem possui KMO de 0,83, Alpha de Cronbach de 0,83 e Variância Explicada em 5 fatores de 57,66%. O instrumento Suporte à Aprendizagem Contínua possui KMO de 0,93, Alpha de Cronbach de 0,96 e Variância Explicada - escala unifatorial – de 53,51%. Deste modo percebe-se que os instrumentos estratégias de aprendizagem e suporte a aprendizagem contínua ratificam os resultados anteriormente encontrados e garantem a sua utilização com certa margem de segurança. O instrumento de índice de estilos cognitivos necessita de nova aplicação e nova validação estatística.


Título Completo
Práticas Gerenciais Favoráveis à Mudança - Validação de escala para diagnóstico de condições facilitadoras de Mudança Organizacional

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
HÉDEN CARDOSO RODRIGUES FISCHER / CAIXA

Autor
SUZANA MARIA VALLE LIMA / UNB

Resumo Geral
O presente trabalho relata a validação da escala “Práticas Gerenciais” do instrumento “Indicadores de Diagnóstico das Condições Facilitadoras da Mudança Organizacional – IDCFMO”. Mudança organizacional é “qualquer intervenção realizada na organização com o objetivo de alterar seus elementos chave - estratégia, natureza do trabalho, pessoas, estrutura informal e formal, sistemas, processos, métodos e procedimentos. Deve ter influência nos diversos subsistemas da organização e impacto em todos os membros e seus comportamentos no trabalho; e, derivar em mudanças nos resultados da organização”. A literatura aponta a relevância do papel do gerente como ator crítico ao exercer papel ativo na condução e implementação das mudanças. A validação da escala seguiu as seguintes etapas: 1. Levantamento de fatores relevantes para a mudança: entrevistas com um profissional de empresa privada e onze de públicas, de Brasília; 2. Construção do instrumento de medida; 3. Análise por nove juízes; 4. Validação semântica, com dez empregados de diferentes níveis de escolaridade de um banco estatal; 5. Revisão e elaboração final do IDCFMO (instrumento do qual a escala faz parte); 6. Análise Fatorial do IDCFMO, com 13.000 empregados de um banco estatal (taxa de retorno=5,7%). Esta análise indicou que este instrumento possui fatoriabilidade dos dados ao nível de p<0,000001; KMO de 0,93. Encontrou-se solução de oito fatores pelo método PC e PAF, com rotação oblíqua, totalizando 83 itens, usando os seguintes critérios de retenção: eingenvalue > 1,5, carga fatorial > 0,30, itens com conteúdo semelhante. A escala de “práticas gerenciais favoráveis à mudança” foi o primeiro fator. Contém 22 itens. Apresenta alfa de Cronbach= 0,95; Cargas fatoriais: 0,43 a 0,81; Comunalidades: 0,47 a 0,72; Eingenvale: 21,82; Variância total: 19,84;Var. Comum: 51,80. Esta escala descreve comportamentos do gerente sejam para atuar no direcionamento da mudança, no estímulo e motivação das pessoas e no fornecimento de suporte aos membros da organização. Os 20 itens inicialmente previstos se mantiveram na escala sendo incluídos dois itens sobre a liberdade dos funcionários na tomada de decisões no trabalho, justificando-se em função da tendência em valorizar a autonomia dos empregados e em adotar o trabalho em equipe. Sugere-se prosseguir pesquisas em relação às características e comportamentos dos gerentes que favorecem a mudança visto a relevância do estudo para a elaboração de estratégias adequadas, superação de obstáculos e minimização dos resultados negativos das mudanças.


Título Completo
Relações do TRAD com o Desempenho em Curso de Formação de Policial Rodoviário Federal - Evidência da Validade de Critério

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
LIZIANE CASTILHOS DE OLIVEIRA FREITAS / Universidade de Brasília

Autor
Esdras Almeida de Paula Ribeiro / Departamento de Polícia Rodoviária Federal

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A habilidade cognitiva tem mostrado relacionamento direto com desempenho no trabalho e no treinamento. No Brasil, a habilidade cognitiva tem sido medida por meio de testes de raciocínio. O objetivo deste trabalho foi conhecer a relação de um teste de raciocínio com o desempenho em curso de formação policial. Para que tal pesquisa pudesse ser realizada, compararam-se as notas teóricas, práticas e finais – que são uma combinação de desempenho nas provas teóricas e práticas – de uma turma de alunos de um dos Centros de Treinamento da Polícia Rodoviária Federal com os escores desses alunos no Teste de Raciocínio Analógico-Dedutivo – TRAD. O escore no TRAD foi usado como variável preditora e as notas como variável critério. A nota final envolveu notas em disciplinas teóricas, como Aspectos da Administração Pública e Fiscalização de Trânsito, bem como notas em disciplinas práticas, como Salvamento, Pistola e Técnicas de Abordagem. A amostra, depois de excluídos 6 casos omissos na variável critério e um caso extremo univariado na variável preditora, foi composta por 86 alunos policiais que estavam na etapa final de seu Curso de Formação Profissional para ingressar na Polícia Rodoviária Federal. Todos os participantes eram homens, sendo 41,9% solteiros e 39,5% casados. A idade média foi de 28,28 anos (D.P.= 5,45) e o tempo médio de serviço de 6,24 anos (D.P.= 4,98). Quanto à escolaridade, 44,2% apresentaram nível superior incompleto de escolaridade e 33,7% nível superior completo. Foram realizadas correlações bivariadas de Pearson entre o escore no TRAD e as notas no Curso de Formação Profissional. As correlações encontradas entre as medidas foram de 0,22 (p≤0,05) entre a nota teórica e o TRAD, de 0,35 (p≤0,001) entre a nota prática e o TRAD e de 0,32 (p≤0,003) entre a nota final e o TRAD. Observa-se que as correlações são mais fortes com relação às notas práticas. Os resultados apontam para a validade de critério do teste TRAD e indicam uma possível relação de predição a ser verificada entre o teste e o desempenho no Curso de Formação Profissional. Sugere-se, também, um estudo posterior mais detalhado sobre tipos de raciocínios específicos e sua relação com desempenho.


Título Completo
Revalidação da Medida de Motivação para Aprender no Trabalho com Base na Teoria da Expectância.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
ACILEIDE CRISTIANE FERNANDES COELHO / Universidade de Brasília

Autor
Ana Rachel Carvalho Silva / Universidade de Brasília

Autor
Cecília do Prado Pagotto / Universidade de Brasília

Autor
Clara Brasiliana Ribeiro Cantal / Universidade de Brasília

Autor
Karine Coeli Barbosa Cunha / Universidade de Brasília

Resumo Geral

As transformações no mundo do trabalho têm exigido a aquisição constante de conhecimentos, habilidades e atitudes (CHAs), para que os profissionais melhorem seu desempenho e desenvolvam suas carreiras. Muitos são os fatores envolvidos nesse processo de aquisição, sendo um deles o grau de motivação dos trabalhadores para aprenderem. A teoria de motivação através da expectância está fundamentada na noção de que o indivíduo desenvolve expectativas cognitivas a respeito de efeitos decorrentes de seus próprios comportamentos e atribui valor a cada um desses efeitos. Desse modo, a aprendizagem de CHAs pode ter valor especial para o indivíduo se tiver um caráter instrumental para que ele atinja uma conseqüência almejada no trabalho. Essa teoria sugere que a motivação é um constructo composto (ou que pode ser obtido pela multiplicação) de três variáveis: (1) valência, ou a medida do desejo do indivíduo por um resultado particular ou do quanto julga este resultado importante; (2) expectância, que se refere à estimativa do indivíduo sobre a chance de que seu desempenho produza o resultado esperado; e (3) instrumentalidade, que diz respeito ao julgamento de que este desempenho seja um meio adequado ou útil para alcançar aquele resultado. O presente trabalho objetivou revalidar um instrumento para medir motivação para aprender incluindo 25 perguntas sobre expectância (9), utilidade (8) e importância (8), respondidas numa escala de 10 pontos. Os dados foram coletados entre 251 estudantes de MBAs de 15 instituições em 4 Unidades da Federação. Foram realizadas análises exploratórias e de componentes principais e fatorial (rotação promax), que indicaram as possibilidades de soluções unifatorial e bifatorial para cada uma das medidas das três variáveis que compõem o mencionado constructo. Com base na análise do conteúdo das perguntas, optou-se pela solução bifatorial, sendo os dois fatores denominados “coletivista” e “individualista”, em todas as três medidas. Na medida de “utilidade” (KMO=0,73 e Alfa de Cronbach variando de 0,84 a 0,91), esses dois fatores explicaram 64,83% da variância. Na de “expectância” (KMO=0,87, Alfa de Cronbach variando de 0,81 a 0,83), explicaram 55,78% da variância e, na de “importância”, (KMO=0,70 e Alfa de Cronbach variando de 0,75 a 0,85), explicaram 53,87%. A solução adotada é interessante, pois traz à baila outras possibilidades de interpretação social do fenômeno da motivação para aprender no trabalho, e torna disponível uma medida de motivação que é menos susceptível à desejabilidade social.


Título Completo
VALIDAÇÃO DA ESCALA DE CONSCIENCIOSIDADE - CSC

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
BERNARDO RABELO NEVES / Universidade de Brasília

Autor
Liziane Castilhos de Oliveira Freitas / Universidade de Brasília

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O modelo dos Cinco Fatores de personalidade tem sido uma significativa base teórica para estudos de personalidade. Apoiado na análise da linguagem utilizada para descrever as pessoas, o modelo tem sido estudado nas áreas clínica, organizacional e educacional. Tal modelo pressupõe existirem cinco fatores constituintes da personalidade: neuroticismo, conscienciosidade, extroversão, agradabilidade e abertura. Cada fator possui facetas que o caracterizam, detalhando em maior grau as características que os compõem. A conscienciosidade caracteriza o indivíduo que é persistente, organizado e motivado a realizar uma tarefa de forma bem sucedida. Caracteriza pessoas que se empenham em terminar suas atividades. O fator em questão é o que mais apresenta relação com rendimento no trabalho. O objetivo do presente estudo é investigar a validade da Escala de Conscienciosidade - CSC utilizando-se análise fatorial. A CSC é composta por 107 itens referentes a seis facetas do fator e 12 itens de desejabilidade social. As respostas dos participantes foram dadas em uma escala tipo Likert de cinco pontos, medindo o quanto o item descreve o participante. Foram aplicados 266 instrumentos em Brasília, Roraima e Porto Alegre. Posteriormente foram somados a 480 instrumentos antes aplicados na etapa de construção da escala. A amostra foi composta por 464 homens (62,2 %) e 276 mulheres (37%), na maioria solteiros (60,1%). A idade média foi de 27,3 anos (DP= 8,86) e a maioria (43,6%) tinha nível superior incompleto de escolaridade. Para análise inferencial dos dados, foi realizada uma análise dos componentes principais que indicou um KMO de 0,96, considerado excelente. Os resultados indicaram um máximo de 20 fatores pelo critério dos auto-valores, sendo que o scree plot sugeriu de 4 a 6 fatores. Rodou-se a análise fatorial – PAF com 6 fatores com rotação oblimin. Essa solução encontrada foi a melhor por apresentar maior homogeneidade de número de itens em cada fator, poucos itens complexos e cargas consideráveis em cada fator. Os fatores encontrados foram todos consistentes internamente: Orientação para a tarefa (ser determinado a realizar seu trabalho até terminar), Imprudência (não julgar as situações e agir por impulso), Ordem (gostar de regularidade e espaço bem arranjado), Competência (primar por realizar trabalhos bem-feitos), Planejamento (planejar ações) e Disciplina (comportar-se seguindo normas). Esses fatores, em geral, são compatíveis com as facetas já estudadas de conscienciosidade. Tendo em vista os resultados descritos, a Escala CSC mostrou-se um instrumento válido para avaliar aspectos de conscienciosidade em brasileiros.


Título Completo
VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO DE CONGRESSO EM PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
FABIANA QUEIROGA / Universidade de Brasília

Autor
Jairo Eduardo Borges-Andrade / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Este trabalho teve como objetivo a construção e validação de um instrumento para avaliação do I Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho (I CBPOT), visando fornecer subsídios para tomada de decisões em eventos futuros. Com base em consultas com os organizadores, foi elaborado um instrumento contendo 27 itens que buscavam avaliar aspectos relacionados à adequação, pertinência, suporte e apoio logístico do evento, que foi aplicado em Salvador, em 2004. Estes itens foram respondidos numa escala de sete pontos do tipo likert cujos extremos variavam de 1 = totalmente insatisfeito a 7 = totalmente satisfeito e a opção Não se Aplica. Foram consideradas as respostas de 219 participantes, 84% do sexo feminino, média de idade de 29 anos (d.p. = 9,6) e 58% estudantes. Foi realizada uma análise inicial dos Componentes Principais (PC) em que se observou que a matriz de correlações entre as variáveis (grande parte das correlações acima de 0,30), o KMO = 0,85 e o Determinante (próximo a zero) mostraram adequação para a realização da análise fatorial. A análise do screeplot sugeriu uma solução de 4 fatores. Assim, foi realizada uma análise dos Eixos Principais (PAF), com rotação promax, em que se encontraram os fatores: (I) Qualidade das atividades (alfa = 0,91; 11 itens) que avalia a satisfação do congressista com a adequação da linguagem das apresentações, a qualidade dos trabalhos e acesso aos locais de realização das atividades; (II) Apoio logístico (alfa = 0,86; 6 itens), que inclui a satisfação com o suporte fornecido ao congressista antes da realização do evento (agilidade na confirmação da inscrição e da resposta sobre a avaliação de trabalhos submetidos) e durante o mesmo (atendimento da secretaria e agilidade na emissão de certificados); (III) Informações disponibilizadas (alfa = 0,85; 3 itens) que avalia a qualidade das informações de materiais impressos e eletrônicos oferecidos antes e durante o evento e, por fim, o fator (IV) denominado Serviço de turismo (alfa = 0,96; 2 itens) incluindo os serviços de reserva de passagens e hotéis. A estrutura final do instrumento com 22 itens abrange os principais aspectos a serem considerados no planejamento de um evento científico em que se busca a troca de informações e experiências de pesquisa sobre temas relevantes. Os resultados encontrados com esse instrumento foram utilizados no planejamento do II CBPOT, mostrando ter grande utilidade na verificação da qualidade de eventos dessa natureza.


Título Completo
Validação de uma escala de identidade profissional

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
THAÍS SANTIAGO BARROS / Universidade de Brasília - UnB

Autor
CLÁUDIO V. TORRES / Universidade de Brasília - UnB

Resumo Geral
Essa pesquisa foi realizada com o objetivo de construir e validar uma escala sobre identidade profissional. A construção da escala teve como suporte o conceito de identidade social definida como “a consciência que o indivíduo tem de pertencer a determinado grupo social juntamente com a significância avaliativa e emocional dessa pertença social” (Tajfel, 1981, p. 255). A revisão da literatura indica que as medidas de identidade social são compostas de três fatores: afetividade, sentimento de pertença e avaliação da pertença. Com base nessas escalas, sugere-se que uma medida de identidade profissional também deveria apresentar uma estrutura tri-fatorial, semelhante à estrutura das medidas de identidade social. Uma vez criados por meio de entrevistas com diferentes profissionais, a primeira versão da escala, composta de 40 itens em formato Likert, foi aplicada a 476 estudantes universitários de uma Universidade Pública do Distrito Federal. A validação da escala foi realizada através da análise fatorial exploratória, método dos componentes principais pelo programa estatístico SPSS 13.0. De acordo com os resultados, a medida de adequabilidade da amostra (KMO) foi de 0,95. Os 40 itens saturaram em três componentes principais. O primeiro componente foi denominado “afetivo”, e seu conteúdo trata da ligação afetiva da pessoa com a profissão. Esse componente agrupou 21 itens e explicou 36,4% da variância com coeficiente de fidedignidade de 0,93. O segundo componente foi denominado “pertencimento”, pois se refere à consciência que o indivíduo tem de que ele pertence ao grupo, aprovando os valores, regras do grupo e o comportamento de seus membros, além de se sentir semelhante a esses membros (tipicalidade). Esse componente agrupou 12 itens e explicou 7,0% da variância, com coeficiente de fidedignidade de 0,91. O último componente foi chamado “avaliativo”, uma vez que traz afirmações sobre a percepção do indivíduo acerca de como o grupo de pertença é avaliado. Esse componente agrupou 6 itens e explicou 6,1% da variância, com coeficiente de fidedignidade de 0,76. Esses resultados indicam que a escala desenvolvida é válida para medir a identidade profissional, porém sugere-se que sejam acrescentados mais itens no componente avaliativo e pertencimento, visando maior equilíbrio na distribuição dos itens que compõem cada componente. Como agenda de pesquisa, a escala será aplicada em amostras de profissionais atuantes no mercado de trabalho para atestar a sua capacidade preditiva.


Título Completo
Validação e Testagem de uma Escala de Autoconceito Profissional

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
MAÍRA GABRIELA SANTOS DE SOUZA / Universidade de Brasília

Autor
Katia Puente-Palacios / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O autoconceito é um construto multidimensional definido como o conjunto de atitudes e crenças que um indivíduo tem a respeito de si próprio. Pesquisas defendem a existência de uma imagem do eu voltada para o âmbito de trabalho a qual é denominada de autoconceito profissional, e refere-se à percepção que o indivíduo tem de si em relação ao trabalho que executa. O objetivo deste trabalho foi validar e testar uma escala de autoconceito profissional, tomando como base uma escala já existente. Realizaram-se dois estudos. Participaram do primeiro 505 estudantes de cursos de graduação e pós-graduação do Distrito Federal e Goiás. A média de idade foi de 29,57 (dp= 8,5). No segundo, a amostra foi de 405 membros de equipes de trabalho de duas organizações privadas de Brasília. A média de idade dos participantes foi de 30,2 anos (dp=7,4). Os instrumentos foram aplicados tanto pessoalmente como via internet. O instrumento construído no estudo 1 foi composto de 49 itens respondidos em escala de 5 pontos. A inspeção da matriz de correlações, o resultado do KMO (,86) e a significância do teste de Bartlett evidenciaram fatorabilidade da matriz. Para extração dos fatores, utilizou-se o método Principal Axis Factoring (PAF), adotando-se rotação Promax. Nesse estudo, a solução fatorial mais satisfatória foi composta de 5 fatores (37 itens) que explicaram 38,05% da variância do fenômeno. O Alfa de Cronbach dos fatores esteve entre 0,88 e 0,55. Adotando os mesmos critérios do estudo 1, a testagem do instrumento em trabalhadores mostrou, entretanto, que a estrutura mais satisfatória, tanto de uma perspectiva teórica como psicométrica, ficou composta por 28 itens distribuídos em 4 fatores (realização, competência, autoconfiança e saúde) que explicam 49,7% da variância do fenômeno. Os Alphas de Cronbach variaram de 0,76 a 0,90. Este instrumento apresentou estrutura mais simples com cargas fatoriais acima de 0,37 e permitiu a verificação de um fator de segunda ordem que agrega os fatores competência, realização e autoconfiança. A estrutura final da escala permite concluir que os procedimentos utilizados na sua construção foram válidos e eficazes. Diversos cuidados sugeridos pela literatura foram adotados, de tal forma que, a escala de autoconceito desenvolvida nessa pesquisa apresentou parâmetros psicométricos adequados e válidos para representar o construto que se propunha medir. O instrumento foi aplicado em duas amostras significativas e apresentou bons níveis de precisão dos fatores. Ainda assim, pesquisas futuras precisam ser realizadas para mostrar que essa estrutura se mantém e pode ser generalizada para outras populações.


Título Completo
: Atitudes e Normas como Preditores de Intenção de Compra de Serviço: um estudo piloto com o Turismo de Aventura

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
HUGO RODRIGUES / Universidade de Brasília

Autor
Claudio Vaz Torres / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A intenção de compra de produtos/serviços tem sido objeto de grande interesse de investigação da área de psicologia do consumidor. Contudo, esses estudos têm sido desenvolvidos prioritariamente em países individualistas, onde as atitudes têm predominância sobre as normas sociais. O objetivo desse trabalho foi o de investigar a importância das normas subjetivas e das atitudes na predição da intenção de se praticar Turismo de Aventura (TA) no contexto da Teoria do Comportamento Planejado (TCP). Considerando que o Brasil é um país coletivista, a principal hipótese é que as normas subjetivas (NS) terão um peso maior do que atitudes na predição da intenção de compra do TA. Intenções podem ser preditas com uma razoável precisão quando as atitudes, as NS e as crenças de controle (CC) associadas à realização desse comportamento são consideradas. O TA foi escolhido como objeto de estudo porque, primeiramente, turismo é um objeto de lazer e, assim, estaria menos influenciado pelas normas intrinsecamente presentes em certas instituições, levando a uma resposta mais dependente do indivíduo. Além disso, o TA é uma das modalidades de turismo que mais cresce no mundo. Em sua primeira etapa (n=55), foi realizado um estudo preliminar de eliciação, no qual foram coletadas as crenças mais salientes sobre resultados do comportamento, referentes normativos e crenças de controle. Esta fase foi conduzida para que houvesse maior solidez quanto aos conceitos utilizados na próxima etapa. Como ponto de corte, considerou-se uma crença como saliente quando houvesse uma freqüência de aparecimento em pelo menos 5% da amostra. A segunda etapa testou o modelo com uma amostra de 145 universitários com idades entre 18 e 22 (m=21,02, dp=3,075) com 43,4% de homens. Foi solicitado que eles completassem um questionário composto de 4 escalas, com os seguintes itens elaborados na primeira etapa: atitudes (24 itens); NS (15 itens) e CC (24 itens). Regressões múltiplas (R2=.525) indicaram que NS (β = .377, s<.001) teria um maior peso, seguido por atitudes (β=.275, s=.001) e CC (β=-.124, s=.097). A hipótese principal foi confirmada indicando que o aspecto normativo influencia mais a intenção para tomada de decisão do que a resposta avaliativa. Embora caracterize-se como estudo piloto, esses dados indicam que estratégias de persuasão deveriam se focar mais no aspecto normativo e não na avaliação afetiva dos atributos para aumentar a intenção de se praticar turismo de aventura em uma cultura coletivista.


Título Completo
Análise de Cluster da Educação Superior Brasileira: uma Proposta de Segmentação de Mercado

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
SOLANGE ALFINITO / Universidade de Brasília, Dept. Psicologia Social e do Trabalho - Brasilia, Brasil & University of Sydney, Department of Psychology - Sydney, Australia

Autor
Claudio V. Torres / Universidade de Brasília, Dept. Psicologia e Processos Básicos

Resumo Geral
Uma questão que tem levantado interesse dos pesquisadores focados na psicologia do consumidor se relaciona aos fatores ambientais e individuais que estão envolvidos no processo de consumo. Torna-se claro que nem todo o mercado tem as mesmas necessidades e expectativas, e nesse contexto, a segmentação do mercado é a estratégia utilizada para a melhor compreensão do mercado e adequação do serviço às suas necessidades específicas. A segmentação busca o posicionamento do produto ou serviço, que é peça fundamental para a preferência e escolha do consumidor. Todavia, não se encontra na literatura critérios específicos para a segmentação de instituições de ensino superior (IES), em especial no Brasil. De acordo com a legislação da educação superior vigente no Brasil, as IES são classificadas como públicas ou privadas e organizadas academicamente em três grandes grupos: universidades; centros universitários; e, faculdades. Embora útil do ponto de vista de organização, essa classificação é incompleta para a segmentação deste mercado. Ela não permite que sejam comparadas IES de mesmo porte, organização acadêmica, características como pública ou privada, dentre outras. É importante que seja composta uma segmentação adequada das IES à realidade do país, que possibilite captar as nuances intra-segmentares do setor. O presente trabalho apresenta uma proposta de segmentação das IES, com base em características que unem variáveis geográficas, demográficas e de uso da educação superior. Foram analisadas 1858 IES constantes no Censo da Educação Superior 2003, administrado pelo INEP, vinculado ao MEC. Destas, 44 (2,4%) foram excluídas por não disporem de informações completas. Foi realizada uma análise multivariada de Cluster Two-Step incluindo variáveis categóricas e contínuas: número de alunos matriculados (diurno e noturno), número total de docentes mestres e doutores, número de candidatos por vaga ofertada, número de alunos por docente, tipo de rede da IES (pública ou privada) e região geográfica. Foram encontrados três clusters: (1) IES de pequeno e médio porte, privadas, concentradas no sudeste (45,1%); (2) IES de grande porte, públicas e privadas, distribuídas em todas as regiões geográficas (13,8%); e (3) IES de pequeno e médio porte, privadas, concentradas no sul e nordeste (41,1%). Com o grande crescimento do número de IES no Brasil na última década, torna-se fundamental que sejam desenvolvidos estudos que considerem os clusters encontrados, possibilitando análises coerentes com a realidade do setor e comparações entre os três tipos de IES. Ademais, replicar este estudo para os próximos Censos divulgados permitirá avaliar a evolução do mercado educacional superior.


Título Completo
Comportamento de procura por produtos: efeitos da quantidade de marcas

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
MOEMA BRASIL DIAS / Universidade de Brasilia

Autor
Jorge M. Oliveira-Castro / Universidade de Brasilia

Resumo Geral
De acordo com o modelo operante para a análise do comportamento do consumidor (Foxall, 1990) ênfase é dada às variáveis ambientais/situacionais do comportamento de consumo. Neste modelo, o comportamento do consumidor é visto como ocorrendo na intersecção entre a história de aprendizagem e o cenário comportamental do consumidor. O cenário consiste em estímulos discriminativos do ambiente físico (e.g., quantidade de marcas), social e regulatório, que sinalizam a possibilidade de três tipos de conseqüências (aversivas, reforçadoras utilitárias e reforçadoras informativas). Dessa forma, o cenário exerce influência sobre o comportamento do consumidor. O presente estudo, de caráter exploratório, teve como objetivo investigar o efeito da quantidade de marcas sobre a duração do comportamento de procura por produtos em dois hipermercados de Brasília, utilizando uma metodologia de observação direta. O comportamento de procura que antecede o ato de adquirir um produto foi interpretado como um tipo de comportamento precorrente. Foram feitas 1509 observações de compradores de seis categorias de produtos, com a quantidade de marcas variando entre 3 e 12. A duração da procura foi medida a partir do momento em que o consumidor começava a olhar para o produto até o momento em que o colocava no carrinho. Como a observação foi realizada em ambiente natural, onde não é possível o controle das diversas variáveis, todas as variáveis medidas foram incluídas no conjunto de preditores. Foram realizadas análises regressivas nos dados de quatro formas com o objetivo de verificar a replicabilidade dos dados. Foi encontrado que a quantidade de alternativas de marcas esteve diretamente relacionada ao tempo de procura, ou seja, quanto maior o número de marcas, maior a duração da procura. Outra variável que se mostrou significativa foi o nível de reforço informativo das marcas. Os resultados sugerem uma duração de procura menor para marcas com alto nível informativo. As outras variáveis que também se mostraram significativas foram: volume do carrinho (sugerindo maior duração de procura para carrinhos mais vazios), promoção (menor duração de procura para produtos em promoção), preço médio do produto (maior duração de procura para produtos com preço médio mais altos), dentre outras. O presente estudo apresenta algumas contribuições para o estudo do comportamento do consumidor, fortalecendo a inserção da Análise do Comportamento neste campo. Os resultados aqui encontrados, juntamente com os dados da literatura, podem também auxiliar diversas decisões gerenciais, tais como a definição do número de marcas a ser exposta.


Título Completo
Escolha de supermercados: importância da atitude, atributos, crenças e percepção de preço.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
Elise Sueli Pereira Gonçalves / Universidade de Brasília

Autor
Sanae Atlassi / Universidade de Brasília

Autor
RAFAEL BARREIROS PORTO / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A compreensão do comportamento do consumidor tem sido uma grande preocupação dos pesquisadores da área de marketing e da psicologia social para explicar o processo de decisão de compra. Nesse contexto, explicar o que faz um consumidor se deslocar para um ponto de venda, tal como um supermercado, auxiliaria a explicar porque alguns consumidores se concentram mais em determinados pontos de venda do que em outros. A proposta desse estudo é investigar o processo de escolha de marca de supermercado/hipermercado em Brasília, verificando o quão significativos são: a importância dada aos atributos do local, crenças sobre supermercados e a atitude e a percepção de preço em relação a cada supermercado. As marcas analisadas foram aquelas de maior renome na região (Big Box,Carrefour, Champion, Extra, Pão de Açúcar e Super Maia). Para tal, foi utilizado um questionário estruturado. 214 pessoas com o hábito de fazer compras em supermercados no DF compuseram a amostra. Foram realizadas análises de regressão múltipla simples. A variável dependente foi freqüência de ida em cada supermercado. Para cada análise foram utilizadas como variáveis independentes: importância dos atributos de supermercado, crenças sobre supermercados, atitude sobre cada supermercado e percepção de preço. A faixa etária média foi de 32 anos, com desvio-padrão de 11,5, 43% da amostra tinha nível superior completo, 64% tinham renda familiar mensal acima de R$ 2.000,00. Os resultados indicaram que para cada supermercado, mudava-se a importância das variáveis independentes. Para o supermercado Extra, as variáveis significativas foram percepção de preço do Extra (Beta= -.25; p < 0,03). Para o Super Maia, as variáveis significativas foram crenças (supermercado pequeno tem melhor atendimento: Beta = .27; p < 0,01, grandes supermercados vendem mais caro: Beta= -.24; p < 0,02). Para Big Box, foram as atitudes sobre o Big Box (Beta = .22; p < 0,05) e percepção de preço do Big Box (Beta = -.34; p < 0,01). Para o Pão de Açúcar foram atributos do supermercado (segurança no estacionamento: Beta=.26; p <0,01), crenças (grandes supermercados vendem mais caro: Beta = -.20; p < 0,05), atitude sobre o Pão de Açúcar (Beta = .30; p < 0,01) e percepção de preço do Big Box (Beta = -.26; p <.03). Para os outros supermercados analisados, essas variáveis não foram significativas. Os resultados são discutidos dando contribuição para a literatura de atitude do consumidor.


Título Completo
FATORES ASSOCIADOS AO COMPORTAMENTO DE CONSUMIDORES EM FILAS DE ESPERA

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
FABIO IGLESIAS / Universidade de Brasília

Autor
Hartmut Günther / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A fila de espera é uma etapa inevitável de consumo e ainda assim recebe pouca atenção nos estudos sobre qualidade de atendimento. O foco geralmente recai sobre fatores objetivos, como o número de atendentes, o tempo de espera e as oscilações na demanda, negligenciando fatores associados ao comportamento dos consumidores em fila. Como parte de um programa de estudos sobre a psicologia das filas, serão apresentados os resultados de algumas pesquisas empíricas que até o momento avaliaram o modo como os usuários fazem estimativas sobre o tempo de espera previsto, sobre o tamanho da fila e como reagem a pessoas que “furam” a fila (intrusões). No primeiro estudo (n=220), verificou-se que pessoas no início da fila tendem a superestimar o número de usuários à sua frente, enquanto no final da fila tende-se a subestimar esse número (chi2=8,83; p<.01). No segundo estudo (n=192), verificou-se que os usuários tendem a superestimar o tempo de espera em vários minutos, independente da posição ocupada. No terceiro estudo, com um delineamento experimental (n=109), verificou-se que apenas 13% dos usuários reagiram diretamente às intrusões (física ou verbalmente), enquanto 62% não ofereceram qualquer reação. O conjunto dos resultados sugere que a dinâmica envolvida na avaliação que os usuários fazem na fila depende de fatores psicológicos que podem ser gerenciados, tratando a fila como uma etapa de consumo e não somente como pré-consumo. Esses fatores incluem a atribuição de causas à demora no atendimento, sentimentos de injustiça em relação à manutenção da prioridade por ordem de chegada, informações sobre o tempo previsto de atendimento e posição na fila, justificativas para a demora e recursos do ambiente que tornem a espera mais agradável. Serão revisadas as principais implicações gerenciais sugeridas na literatura sobre o tema, com ênfase em medidas simples e de baixo-custo. Por fim, será apresentada uma agenda de pesquisa em fase de desenvolvimento, usando um enfoque multi-metodológico que inclui observação, experimentos em campo, escalas e questionários, em diferentes situações de atendimento.


Título Completo
Gênero na preferência por automóveis

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
RAFAEL BARREIROS PORTO / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Pesquisadores do comportamento do consumidor têm atribuído muita importância para a diferença de gênero na escolha consumidor. Pesquisas têm demonstrado que dependendo da categoria de produto, o gênero se torna importante para decidir sobre estratégias de segmentação e posicionamento de produtos no mercado. O significado simbólico do produto carro tem sido associado com status e símbolo de produtos masculinos. Esta pesquisa buscou analisar se homens e mulheres se diferem na sua preferência por tipos e atributos de automóveis. A preferência foi analisada no nível atitudinal como sendo uma predisposição para comportamento de compra do carro futuro. Foram utilizados questionários (survey) com perguntas sobre gênero de usuários de carro, preferência por tipos de automóveis (utilitário esportivo, picapes, sedans, compacto luxuoso, compacto popular e minivans) e atributos de carros. Foi aplicada em postos de gasolina na cidade de Brasília e a amostra foi composta por 209 sujeitos, representando um poder do experimento para teste F (Anova) de 0,95 com efeito médio de 0,25. Foram realizados dois testes de análise de variância (One-Way Anova). Ambas tendo como variável independente sexo e como variável dependente, na primeira análise, preferência pelo tipo de automóvel e, na segunda, os atributos do carro. Os resultados indicaram que a preferência pelos tipos utilitários esportivos (F=11,07; p = 0,01,) e picapes (F=4,9; p = 0,03) tem relação com o gênero dos usuários de carro feminino e masculino respectivamente. O gênero não foi significativo para a preferência pelos tipos compacto luxuoso, compacto popular, sedans e minivans. Os homens e mulheres também se diferem quanto a importância dada aos atributos do carro quando decidem o carro a comprar. Os atributos mais valorizados pelos homens foram: espaço interior (F=5,4; p = 0,02) e qualidade das peças (F=4,2; p =0,04) e pelas mulheres foram: segurança (F=4,8; p = 0,03), dimensão externa do veículo (F=6,7; p = 0,01) e estar de acordo com as normas ambientais (F=4,0; p = 0,05). Esses resultados contribuem com as teorias sobre gênero em consumo, em específico sobre carros, sugerindo que ao escolher automóveis homens e mulheres se diferem sobre o tipo de carro mais preferido e também se diferem sobre os atributos valorizados na decisão de compra. São discutidas implicações desses resultados para o processo de escolha de produtos pelo consumidor e literatura de gênero.


Título Completo
GÊNERO, SATISFAÇÃO E LEALDADE: UM ESTUDO PRELIMINAR COM CLIENTES DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
RAUL DAMASIO PERILLO / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Quem é mais satisfeito, a mulher ou o homem? No caso da lealdade, a situação é semelhante? Trabalhos publicados na literatura não levam a uma resposta consensual para essas questões. Satisfação é um tema que permeia vários campos de pesquisa, e estudos abordando a influência do gênero na satisfação foram encontrados, por exemplo, nas relações maritais, na satisfação com o trabalho e na satisfação dos consumidores. Todavia, não foram encontrados estudos na área específica de satisfação de consumidores com serviços bancários. Este trabalho é uma investigação empírica, no contexto da satisfação e lealdade com bancos, cujo objetivo principal é verificar se a variável gênero pode ser considerada discriminante nessas avaliações. Os procedimentos de análise consistiram na: a) apuração e comparação dos resultados de satisfação, geral e por fatores, e lealdade para os conjuntos formados por homens e mulheres e b) na realização de testes para verificar a invariância na estrutura fatorial do construto. A apuração dos resultados de satisfação e lealdade foi feita com o cálculo das médias e seus respectivos desvios-padrão. A verificação de diferenças significativas foi feita com o teste t e o teste de Levene. Os testes de invariância foram realizados pela técnica da Modelagem por Equações Estruturais. A amostra de 6.973 sujeitos apresentou uma distribuição de freqüência aproximadamente igual em gênero, com 50,3% de homens e 49,7% de mulheres. Os resultados apontaram para diferenças estatisticamente não significativas para a satisfação geral e para a lealdade. Contudo, em quatro dos 14 fatores formadores da satisfação, as diferenças entre mulheres e homens foram significativas, com estes ligeiramente mais satisfeitos. Além disso, o teste de invariância da estrutura fatorial confirmou a existência de parâmetros não equivalentes entre os dois grupos. Estudos anteriores já publicados apontam tanto para o impacto do gênero na satisfação como para sua não ocorrência. Mesmo nos trabalhos onde o fator gênero exerceu influência sobre os resultados, houve divergências sobre quem apresentava maior satisfação, o homem ou a mulher. Isto posto, concluiu-se que os achados de cada estudo não poderiam e não deveriam ser generalizados para todas as situações envolvendo gênero e satisfação.


Título Completo
MEDINDO OS PREDITORES PSICOLÓGICOS DA SATISFAÇÃO DO HÓSPEDE

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
CARLA PEIXOTO BORGES / UNICEUB

Autor
CLAUDIO VAZ TORRES / UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

Resumo Geral
Trata-se de um relato resumido de pesquisa envolvendo o objeto psicológico satisfação do consumidor, entendido como a resposta afetiva sumária de intensidade variada, determinada durante todo o processo de consumo do serviço de hotelaria, resultante da avaliação de diversos atributos do serviço acessados durante uma situação de hospedagem. O estudo, de natureza exploratória e caráter quantitativo, partiu da perspectiva teórica da psicologia social-cognitiva e da literatura de marketing. Objetivou-se validar um instrumento para a mensuração dos preditores da satisfação do hóspede no nível de análise horizontal, a fim de identificar a estrutura psicológica envolvida na resposta de satisfação com base na teoria da desconfirmação de expectativas com desempenho, que articula expectativas, desempenho percebido e desconfirmação subjetiva como preditores da satisfação/insatisfação do consumidor. O instrumento foi elaborado, pré-testado e validado a partir de procedimentos psicométricos realizados em estudo piloto anterior com pequena amostra (141 sujeitos). No presente estudo foram adotados procedimentos psicométricos empíricos e analíticos para a validação do instrumento junto a uma amostra de 532 sujeitos (49,6% homens, média de idade de 33 anos, 77% com curso superior completo, 70% residentes no Centro-Oeste, com tempo médio de hospedagem de 4,83 dias) que preencheram o questionário via internet, entre os meses de julho e dezembro de 2004. Os dados foram submetidos à análise fatorial exploratória com extração PAF e rotação oblimin (Det = 0,004 e KMO= 0,83) para a validação da estrutura interna do instrumento. A variância total explicada foi de 50% e foram encontrados três fatores. O primeiro (alpha=0,86) reuniu oito itens (cargas de 0,44 a 0,82) referentes às variáveis de desconfirmação e de desempenho. O segundo (alpha=0,63) contou com cinco itens (cargas de 0,36 a 0,72), sendo três referentes a normas e padrões do setor adotados como referenciais de comparação e dois indicativos da relevância do serviço para o consumidor. Já o terceiro fator (alpha=0,69) reuniu apenas três itens válidos, referentes à intensidade das expectativas do hóspede com relação ao hotel. Embora corrobore em parte a teoria adotada, a solução fatorial encontrada sugere que no contexto de serviços de hotelaria, ao invés de dois construtos diferentes, as variáveis de desempenho e desconfirmação seriam parte de um mesmo construto, denominado “Avaliação de Desempenho”, enquanto as expectativas dividiriam-se em dois construtos, denominados “Referenciais de Comparação e Relevância” e “Intensidade das Expectativas”.


Título Completo
Mulheres e homens tem imagens diferentes do Brasil?

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
AMALIA PÉREZ / Centro Universitário de Brasília – UniCEUB

Autor
Cláudio Vaz Torres / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O turismo é uma área em expansão. Dados econômicos demonstram que a área atualmente é a terceira na contribuição para o PIB brasileiro. Neste sentido é importante saber qual a imagem que o estrangeiro vem construindo do Brasil sob diferentes aspectos. A imagem do destino turístico é um fenômeno que vem sendo estudado desde 1970 por diversos autores na área do turismo. Todavia, poucos estudos com o arcabouço teórico da psicologia e da psicometria haviam sido realizados para dar conta deste. A literatura de consumidor aponta que homens e mulheres percebem e compram de maneira diferente, mas há poucos estudos nacionais sobre o tema. O objetivo deste trabalho foi fazer uma comparação entre as imagens do destino turístico Brasil para estes dois grupos. Para tal, 670 estrangeiros não-residentes no Brasil de 66 países responderam a um questionário, traduzido para os idiomas inglês, francês e espanhol. O instrumento foi construído e validado para esta pesquisa contendo cinco diferentes fatores (cenário, cultura local, infra-estrutura e segurança, recreação e lazer e luxo e conforto). A aplicação do questionário foi realizada pela Internet solicitando a resposta a estes estrangeiros para diferentes grupos de pessoas por e-mails explicativos enviados contendo um link para a pesquisa. Para comparação dos grupos foi realizado o teste One-way ANOVA. Os resultados apresentam que há diferença entre homens e mulheres em dois dos cinco fatores, estes foram luxo e conforto (F=7,591 sig=0,001), e cultura local (F=3,626 sig=0,027). Os demais fatores não apresentaram diferenças significativas. Estes resultados indicam que as mulheres para ambos fatores avaliam mais favoravelmente a imagem do Brasil como destino turístico. Este dado indica que as mulheres percebem diferente e mais positivamente variáveis que demandam maior interação interpessoal segundo os itens que compõe tais fatores. Estes dados são relevantes quando se trata de políticas públicas e organizacionais focadas para as mulheres no turismo nacional. Tratá-las igualmente seria um erro comercial. Sugere-se que mais estudos sejam realizados para levantar outras variáveis nesta esfera, pois sabe-se que elas tem uma imagem mais favorável, mas questiona-se se acaso estão vindo ao Brasil e saindo daqui mais satisfeitas.


Título Completo
Survey aplicado ao consumidor de serviços bancários: uma análise com três modalidades

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
SOLANGE ALFINITO / Universidade de Brasília

Autor
Fabio Iglesias / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A qualidade do atendimento é fator crucial para o consumidor de serviços em bancos comerciais e exige técnicas de avaliação confiáveis. Esta pesquisa comparou metodologicamente três modalidades de coleta de dados via survey (face-a-face, telefone e internet), avaliando-se as diferentes taxas de resposta e o efeito de características do entrevistador. Foram analisadas as opiniões sobre bancos na Cidade de Brasília-DF e cidades satélites. Considerou-se não só as percepções quanto a aspectos de satisfação com o atendimento, como também em relação aos funcionários, prestadores terceirizados de serviços e ainda fatores do ambiente. Foram contactadas 491 pessoas, gerando uma taxa de resposta de 27% (133 respondentes). Destes, 88% eram correntistas, com média de 33 anos de idade, distribuídos nas seguintes modalidades: 45% face-a-face (abordagem em 3 locais de grande movimento); 23% telefone (usando números sorteados na lista telefônica); 32% internet (via e-mail). Considerando cada modalidade de survey, foi possível identificar diferenças significativas nos escores de avaliação do atendimento referente aos funcionários (F=7,7; p<.001) e ao ambiente (F=7,23; p<.001), tendo o survey por telefone mostrado as maiores médias, seguidas do survey face a face e Internet. Os respondentes ofereceram avaliações mais positivas do atendimento pelos funcionários quando o entrevistador era homem (t=2,2; p<.05), o mesmo valendo para a avaliação do ambiente dos bancos (t=2,42; p<.05). Clientes da capital relataram ter sido mais bem tratados do que os das cidades satélites (t=2,3; p<.05), o que pode traduzir diferenças sócio-econômicas. Os resultados indicaram que a qualidade dos dados nas três modalidades é comparável, embora não tenha sido possível obter amostras de mesmo tamanho. Destaca-se o fato de que os dados por telefone puderam ser respondidos tão facilmente quanto nas outras duas modalidades, mesmo em itens mais complexos. Contrariando a imagem veiculada na mídia de que as avaliações de serviços bancários tendem a ser negativas, os resultados mostraram poucas reclamações quanto a demora no atendimento, falta de cordialidade e problemas operacionais. Sobretudo, mostraram que, de modo geral, a qualidade do atendimento e do ambiente bancário no DF foi bem avaliada. Quanto à adequação do tipo de pesquisa survey aos objetivos de uma pesquisa sobre este tema, as vantagens relacionadas à economia de tempo, recursos e capacidade de formar amostras grandes devem ser consideradas. Em pesquisas futuras sugere-se que se investigue não só o efeito do sexo, mas também da idade do entrevistador, que se mostram relevantes na literatura da área.


Título Completo
VALIDAÇÃO DA ESCALA DE ATRIBUTOS DE SATISFAÇÃO DO HÓSPEDE

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
CARLA PEIXOTO BORGES / Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas, Centro Universitário de Brasília

Autor
CLAUDIO VAZ TORRES / Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília

Resumo Geral
O objeto psicológico abordado nesse estudo foi a satisfação do consumidor em serviço de hotelaria, entendida como a resposta afetiva sumária de intensidade variada, determinada durante o processo de consumo, resultante da avaliação de diversos atributos do serviço de hotelaria acessados durante uma experiência de hospedagem. Trata-se de um estudo exploratório de caráter quantitativo, baseado na psicologia social-cognitiva e na literatura de marketing. O objetivo foi validar um instrumento para mensurar a satisfação específica do encontro de serviço (nível de análise vertical) a partir de dimensões do serviço de hotelaria relacionadas à satisfação do consumidor. O instrumento foi elaborado e pré-validado em estudo anterior realizado com amostra de 141 sujeitos. No presente estudo, adotou-se procedimentos psicométricos empíricos e analíticos para a validação do instrumento, aplicado via internet a uma amostra de 532 sujeitos válidos (49,6% homens, média de idade de 33 anos, 77% com curso superior completo, 70% residentes no Centro-Oeste, com hospedagem média de 4,83 dias) entre julho e dezembro de 2004. Os dados foram submetidos à análise fatorial exploratória (Det=0,00 e KMO=0,94), com extração PAF e rotação oblimin, para a validação da estrutura interna do instrumento. Obteve-se oito fatores na estrutura fatorial principal (variância total explicada de 63,40%) referentes à satisfação do hóspede com dimensões do serviço de hotelaria (e.g.: Apartamento, alpha=0,95; Pessoal de Apoio, alpha=0,93; Serviço de Alimentação, alpha=0,88), três fatores de ordem superior com variância total de 50,20% (Infraestrutura, alpha=0,96; Atendimento, alpha=0,93 e Serviços Complementares, alpha=0,92) e um Fator Geral de Satisfação com o Hotel (alpha=0,97%) com 37% da variância total explicada, referente à satisfação do hóspede com o serviço como um todo. Entre os oito fatores da estrutura principal, o Fator Satisfação com o Apartamento, interpretado como o serviço central consumido, apresentou o maior percentual de variância explicada (26,70%). Considerando a estrutura de ordem superior, o Fator Satisfação com a Infraestrutura, que reúne a Satisfação com o Apartamento e a Satisfação com as Áreas Coletivas, foi responsável por 31% da variância total explicada, a maior entre os três fatores obtidos. O resultado final foi a Escala de Atributos de Satisfação do Hóspede, organizada em torno de oito dimensões do serviço de hotelaria, com três fatores de ordem superior e um fator geral. Trata-se de um instrumento flexível que permite a combinação de dimensões ou até mesmo o desmembramento de sub-escalas, conforme o perfil dos hotéis a serem pesquisados ou o interesse do pesquisador.


Título Completo
A influência dos valores do indivíduo e estilos de liderança na efetividade das equipes de trabalho

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
DAISY BARBOSA SILVA / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Katia Puente-Palacios / Universidade de Brasília - UnB

Resumo Geral
As últimas tendências em práticas organizacionais, como o aumento do uso de círculos de qualidade, grupos de trabalho autônomos, comitês e gerenciamento de força-tarefa, sugerem que a implementação de equipes de trabalho no âmbito organizacional é cada vez mais freqüente, sustentada pela crença de que otimizam tanto os recursos materiais quanto as habilidades e conhecimentos dos indivíduos que as compõem. Definidas como um conjunto de indivíduos interdependentes que compartilham objetivos e responsabilidades por resultados específicos em suas organizações, observa-se que ainda existe pouco conhecimento sistematizado sobre o funcionamento e desempenho de equipes, sendo que nos escassos resultados empíricos consistentes, a ênfase é direcionada aos preditores de sua efetividade. Pesquisas mais recentes evidenciam que a efetividade é afetada tanto por fatores estruturais como por fatores dinâmicos, como o comportamento dos indivíduos que as compõem. Constituiu-se como objetivo deste trabalho investigar a força preditiva da discrepância oriunda entre o estilo de liderança preferido e o estilo percebido pelos membros das equipes, em conjunto com os valores do indivíduo, na efetividade das equipes de trabalho, mensurada por meio da satisfação e do comprometimento dos membros. Para tanto, foi inicialmente construída e validada uma escala que aferisse os estilos de liderança preferido e percebido entre os membros das equipes de trabalho, uma vez que se desejava trabalhar com a discrepância oriunda destes dois construtos. A escala resultante apresentou índices de confiabilidade satisfatórios, sendo indicada a sua utilização. Posteriormente, administrou-se a Escala de Liderança em Equipes, a Escala de Valores do Indivíduo e as Escala de Satisfação e Comprometimento com a Equipe, a uma amostra composta por 327 funcionários de quatro empresas de diferentes segmentos. Após a eliminação dos casos extremos, a amostra passou a ser composta por 275 respondentes. Os dados obtidos foram submetidos a análises descritivas e inferenciais. Os resultados evidenciaram que a liderança é um preditor confiável da efetividade das equipes de trabalho. Os valores não surgiram, na presente pesquisa, como preditores da efetividade, quer seja quando investigados independentemente ou em conjunto com a liderança, apontando para a necessidade de novas investigações.


Título Completo
A natureza do comprometimento no trabalho: explorando os limites entre obediência e comprometimento entre trabalhadores rurais

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ANTONIO VIRGILIO BITTENCOURT BASTOS / UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Autor
FABÍOLA MARINHO COSTA / UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Autor
FRAILAN MOTA DA SILVA / UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA

Resumo Geral
A literatura aponta, entre os diferentes processos psicossociais que estão na base do vínculo de comprometimento do trabalhador, a ´compliance´(obediência ou submissão). O excessivo peso desta base coloca o desafio de se diferenciar, conceitual e empiricamente, comprometimento da simples submissão e obediência. O presente estudo buscou explorar a relação entre comprometimento e obediência, em uma amostra de trabalhadores rurais de organizações agroindustriais do Pólo Juazeiro/Petrolina. Em uma primeira etapa, foram entrevistados 950 trabalhadores, em sua maioria, homens (66,8%), casados (57,3%), jovens (74,5% tinham até 35 anos), com pouca escolaridade (63,4% não completaram o ensino fundamental) e que desenvolviam atividades de campo (65,3%). Na segunda etapa, foram realizadas entrevistas em profundidade com 39 desses trabalhadores. Nessa etapa, eram comparadas características de um bom trabalhador, evocadas por eles na primeira etapa, que remetiam à obediência (fazer o que o patrão ou chefe mandam; respeitar os chefes; seguir as normas e leis da empresa; lealdade com a empresa; humildade) com outras não relacionadas à obediência (bom humor; iniciativa; força de vontade; calma; competência), solicitando-se que os trabalhadores identificassem qual entre duas características era mais importante. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e de variância. Verificou-se que os trabalhadores que acham que devem sempre cumprir as ordens dos superiores, mesmo quando não concordam com elas, são mais comprometidos com o trabalho (5,74) e com a organização (5,92), do que os trabalhadores que acham que só devem cumprir as ordens quando estão convencidos de que são corretas (5,55 e 5,73, respectivamente). Essa mesma tendência foi observada com relação ao comprometimento instrumental com a organização, cujas médias dos trabalhadores que acreditam dever sempre cumprir as ordens são maiores (5,38) do que as daqueles para os quais o cumprimento da ordem requer estar convencido da sua correção (5,13). Todas as características de bom trabalhador, relacionadas à obediência, apresentaram um percentual de escolha mais elevado do que as demais características: fazer o que o patrão ou chefe mandam (79,0%); respeitar os chefes (76,9%); seguir as normas e leis da empresa (68,7%); lealdade com a empresa (64,6%); humildade (63,6%). Tais resultados, associados ao fato de se ter identificado níveis tão elevados de comprometimento, mesmo entre trabalhadores com vínculos bastante precários, levam a uma reflexão, ausente na literatura científica, sobre os limites e interfaces entre comprometimento e obediência. Assim, tais escores podem estar refletindo uma cultura de submissão que remonta ao secular padrão de exploração agrária dominante no nordeste.


Título Completo
A predição da Cultura na Atitude Empreendedora: um estudo em organizações brasileiras.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
CRISTINA CASTRO LUCAS DE SOUZA DEPIERI / UnB

Autor
Cláudio Vaz Torres / UnB

Autor
Eda Castro Lucas de Souza / UnB

Resumo Geral
Este texto tem por objetivo apresentar os resultados de pesquisa elaborada com a finalidade de identificar a predição da variável cultura na variável atitude empreendedora, a partir das dimensões culturais individualismo/coletivismo, verticalismo/horizontalismo. Assim, especificamente, o objetivo deste texto é apresentar os resultados da referida pesquisa no que se refere à predição da atitude empreendedora pela manifestação cultural Coletivismo Horizontal. Foi considerada uma população composta por pequenas, médias e grandes empresas varejistas, indústria e/ou de serviços do Distrito Federal, divididos em 29 ramos de atividades, totalizando 33 empresas. A amostra foi de 450 respondentes entre proprietários-gerentes e funcionários, levando em consideração: o conhecimento da empresa, nível de escolaridade igual ou superior ao 1º grau, e tempo disponível para participar da pesquisa. Foram coletadas informações relativas à idade, sexo e escolaridade dos participantes, bem como, ao tempo de trabalho na empresa, tempo de experiência como autônomo, cargo de ocupação na empresa e ramo de atividade. O marco teórico foi construído a partir dos modelos teóricos de Shalom Schwartz, Geert Hofstede, e Triandis, bem como, DaMatta, Freyre e Holanda. Empreendedorismo foi apresentado na visão de autores como Max Weber (1982), McClelland (1972), Filion (1999), Souza (2005), entre outros. Os dados foram coletados por meio do Instrumento de Medida de Atitude Empreendedora, IMAE (LOPEZ JR & SOUZA, 2005), e o instrumento de medida de valores culturais (TORRES E NEBRA, 2005). Os resultados apresentados foram obtidos a partir da realização de regressões padrão e hierárquicas, afim de verificar testes de mediação e moderação com as variáveis, em função de ramo de atividade, proprietário-gerente e porte da empresa. A manifestação cultural Coletivismo Horizontal apresentou importante força ao predizer a variável Atitude Empreendedora, o que permite inferir que nas empresas brasileiras estudadas, os indivíduos fazem parte de grupos fortes e coesos, que se protegem em troca de lealdade, e as relações são mantidas por meio da dependência. Assim, para analisar atitude, é importante observar o grupo e suas relações. Partindo desta explicação, percebe-se a necessidade de adaptar algumas literaturas brasileiras que adotam no estudo do fenômeno empreendedorismo modelo individualista, aos moldes da cultura norte-americana, aplicando-o a uma sociedade culturalmente diferente. Os resultados da pesquisa aqui apresentada podem possibilitar o diagnóstico de ações empreendedoras, fornecendo subsídios diversos para treinamentos e capacitações internas, permitindo um planejamento estratégico empresarial a partir da aquisição e manutenção de vantagens competitivas fundamentais à sobrevivência e sustentabilidade no mercado.


Título Completo
As relações entre confiança do empregado na organização, satisfação no trabalho e comprometimento organizacional afetivo

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ÁUREA DE FÁTIMA OLIVEIRA / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Karla Zardini Carrijo / Universidade Federal de Uberlândia

Resumo Geral
A literatura tem mostrado a expansão dos estudos relativos à confiança no âmbito das organizações. Recentemente, a confiança do empregado na organização passou a ser objeto de investigação. Confiança, nesse nível de análise, é definida como um esquema mental que integra padrões éticos, credibilidade da comunicação, poder econômico da organização e capacidade desta de reconhecer o desempenho do empregado, tanto financeiro quanto profissionalmente. As relações entre esse construto e percepções de valores e justiça organizacionais já foram objeto de estudo. Porém, há necessidade de ampliar as investigações, contemplando outras variáveis do campo de estudo do comportamento organizacional. Assim, objetivo deste trabalho foi verificar as relações entre confiança do empregado na organização que compreende padrões éticos, solidez organizacional, promoção do crescimento do empregado, reconhecimento financeiro e normas relativas à demissão e comprometimento afetivo e satisfação no trabalho. Método: a amostra foi composta por 46 servidores de uma instituição pública sendo 41,3% do sexo masculino, a maioria possuidora de curso superior completo (63%) que respondeu a um instrumento contento escalas válidas e confiáveis. As relações entre as variáveis foram verificadas através da correlação de Pearson (Programa SPSS, versão 12). Os resultados mostraram correlações positivas e significativas entre promoção do crescimento do empregado e satisfação com colegas (r=0,37), natureza do trabalho (r=0,42) e promoções (r=0,43). Solidez organizacional, por sua vez, correlacionou-se apenas com satisfação com a natureza do trabalho. Reconhecimento financeiro da organização apresentou índices de correlação moderados com satisfação com a natureza do trabalho (r=0,37) e promoção (r=0,43). Confiança nos padrões éticos correlacionou-se com satisfação com colegas (r=0,36), natureza do trabalho (r=0,37) e promoção (r=0,35). Normas relativas à demissão de empregados não apresentou correlações significativas com nenhuma variável. Por último, comprometimento afetivo apresentou correlações positivas e significativas com os seguintes aspectos da confiança: promoção do crescimento do empregado (r=0,45), reconhecimento financeiro (r=0,43) e adoção de padrões éticos (r=0,51). Comprometimento também se correlacionou com satisfação com chefia (r=0,44), natureza do trabalho (r=0,51) e promoção (r=0,44). Tais resultados evidenciam a complexidade das relações entre os construtos. As dimensões do conceito de confiança se relacionam de forma diferenciada com satisfação no trabalho e comprometimento. O fato de normas relativas à demissão de empregados não apresentar correlações significativas com as demais variáveis deve ser investigado. Há necessidade de novos estudos, inclusive com a proposição de modelos de investigação a fim de averiguar se satisfação e comprometimento se constituiriam em conseqüentes da confiança do empregado na organização.


Título Completo
Comprometimento entre trabalhadores permanentes e temporários de organizações agrícolas

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
FABÍOLA MARINHO COSTA / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Antonio Virgílio Bittencourt Bastos / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Resumo Geral
As organizações vêm convivendo com uma força de trabalho diversificada quanto à natureza dos seus contratos de trabalho. Na indústria e no setor de serviços, cresceu a presença de trabalhadores terceirizados, autônomos e consultores, com os quais são estabelecidos vínculos contratuais diferentes daqueles estabelecidos com trabalhadores permanentes, que possuem contratos de trabalho por tempo indeterminado. Nas organizações agrícolas, convivem trabalhadores permanentes e temporários, em função da sazonalidade da produção, levando a uma indagação acerca de como esses grupos de trabalhadores, com diferentes vínculos de emprego, articulam os múltiplos vínculos de trabalho. Nesse sentido, investigou-se o comprometimento, com o trabalho e com a organização, e sua relação com a natureza dos contratos de trabalho entre trabalhadores de organizações agrícolas. O estudo envolveu entrevistas estruturadas com 919 trabalhadores, em 32 organizações agrícolas do Pólo Juazeiro/Petrolina. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e de variância. Observou-se que, embora a duração do contrato seja, em sua maioria, indeterminada (71,3% de trabalhadores permanentes), 28,7% dos trabalhadores são temporários, contratados, principalmente, nos períodos de safra. Entre os temporários, 61,0% estão trabalhando na empresa pela primeira vez, e entre os permanentes, 82,0% possuem até cinco anos de serviço na empresa. Não foram verificadas diferenças estatisticamente significantes entre o comprometimento de trabalhadores temporários e permanentes. No entanto, os temporários que estão trabalhando pela primeira vez na organização são menos comprometidos com a organização (5,59) e afetivamente (5,01) do que os que já trabalharam na organização como temporários mais de uma vez (6,06 e 5,55, respectivamente), sendo também menos comprometidos do que os permanentes (5,85 e 5,32, respectivamente). Entende-se que trabalhadores que retornam à organização, mesmo como temporários, vivenciam um maior tempo de relação com essa, o que possibilita o desenvolvimento de um maior vínculo afetivo, em comparação àqueles que estão trabalhando pela primeira vez. Com relação ao comprometimento instrumental, observou-se que os trabalhadores que já trabalharam mais de uma vez na organização como temporários são mais comprometidos (5,50) do que os trabalhadores permanentes (5,17). Embora os permanentes e os temporários que retornam à organização não apresentem diferenças estatisticamente significantes quanto ao vínculo afetivo, observou-se que esses últimos desenvolvem um maior vínculo baseado em uma relação de troca, na qual são fortemente consideradas a necessidade de estar trabalhando e a dificuldade em encontrar outros empregos. O presente estudo, portanto, enfatiza a importância de investigar o comprometimento, considerando a diversidade de vínculos contratuais estabelecidos entre trabalhadores e organizações.


Título Completo
Comprometimento Organizacional e com a Carreira: revisão da produção nacional de 1996-2004

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
HEILA VEIGA / UniCEUB

Resumo Geral
O escrutínio da literatura de comportamento organizacional revela que o comprometimento tem sido um dos temas mais investigados. O objetivo do presente trabalho é analisar a produção nacional sobre comprometimento com a organização e com a carreira no período de 1996 a 2004. Para este exame, foram considerados os periódicos de Psicologia e Administração melhor avaliados pela CAPES, totalizando nove da primeira área e cinco da segunda. Foi estabelecido como critério de inclusão, artigos que consideraram amostras exclusivamente brasileiras; contabilizando 17 trabalhos. O comprometimento é um vínculo psicológico que caracteriza a relação do trabalhador com um determinado objeto (organização, a carreira, o sindicato, etc) e possui múltiplas bases (afetiva, calculativa e normativa). Após a análise dos artigos, verificou-se que 16 são pesquisas com desenho e um relato de experiência. No que diz respeito à natureza da pesquisa, um total de 13 trabalhos utilizou abordagem quantitativa, ao passo que foram encontrados dois estudos adotando a análise qualitativa e outros dois com a qualitativa/quantitativa. Para a análise dos dados em onze pesquisas foram implementadas análises inferenciais, em três a análise descritiva, em outras duas a análise de conteúdo e por fim, um estudo adotou a análise descritiva juntamente com a análise de conteúdo. Um ponto que merece destaque é qualidade psicométrica das escalas utilizadas; de maneira geral, os instrumentos apresentam Alpha de Cronbach superiores a 0,80. Os achados indicam uma tendência em se conduzir pesquisas empíricas com metodologia quantitativa; todavia destaca-se que as diferentes abordagens se complementam. O foco de comprometimento mais investigado tem sido o comprometimento com a organização; além disto, há uma exigüidade de estudos de comprometimento com a carreira. Um avanço importante na área é investigar mais de um foco, especialmente a organização e a carreira, pois a literatura aponta que é possível coexistirem elevados níveis de comprometimento com ambos os focos. Estes estudos se mostram relevantes na medida em que as novas configurações do mundo do trabalho sinalizam que os trabalhadores tendem a se envolver cada vez mais com sua carreira. Além disto, novos modelos de investigação devem incluir mais de uma base, pois há uma prevalência em se estudar unicamente o componente afetivo. Destaca-se ainda, a necessidade de se estudar simultaneamente o comprometimento com a organização e com a carreira e relaciona-los com alguma medida de produtividade no trabalho.


Título Completo
Cultura Organizacional:-Uma análise da produção científica brasileira sobre valores organizacionais, ritos, mitos e crenças.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ROSÂNIA RODRIGUES DE SOUSA / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Cultura Organizacional: -Uma análise da produção científica brasileira sobre valores organizacionais, ritos, mitos e crenças.

Área do II CBPOT: Organizações
Sub-área: Comportamento Organizacional
Autora:Rosânia Rodrigues de Sousa
Doutoranda em Psicologia, Universidade de Brasília.
Brasília-D.F.


Este artigo tem como objetivo realizar a revisão de periódicos nacionais que contenham estudos empíricos sobre valores organizacionais, ritos, mitos e crenças, considerados como uma sub-categoria da cultura organizacional, no período de 1996 a 2004. Foram considerados os periódicos científicos da área de Administração e Psicologia. Foram pesquisados vinte e cinco (25) artigos relativos à sub-categoria citada acima.Verificou-se uma preponderância de artigos em periódicos da área de Administração. Talvez isto se dê pelo fato deste ser um tema fronteiriço, isto é, um tema de interesse da Psicologia Social e do Trabalho, bem como da Administração. Em relação às tendências metodológicas utilizadas, constatou-se um equilíbrio entre a utilização de abordagem quantitativa e qualitativa, enquanto a abordagem quali-quantitativa foi utilizada em três dos vinte e cinco artigos revisados. Pode-se dizer que têm crescido o uso de abordagens quantitativas no estudo da cultura organizacional, o que até bem pouco tempo não acontecia, já que a ênfase dada a esses trabalhos era predominantemente qualitativa. O crescimento do uso de abordagens quantitativas pode estar relacionado à criação de instrumentos de medida no estudo da cultura, principalmente, por parte de pesquisadores pertencentes ou oriundos da Universidade de Brasília, que enfatizam em seus estudos o uso de abordagens quantitativas. Isto ficou demonstrado nesta revisão, já que dos sete instrumentos construídos no período pesquisado, em apenas um, os autores não pertenciam ou não eram oriundos desta Universidade. Verificou-se nessa revisão, que a construção de escalas relativas ao constructo “cultura organizacional” é recente no Brasil, sendo que a primeira escala, referente à avaliação de valores organizacionais, se deu em 1996 (Escala de valores organizacionais de Tamayo e Gondim). Nesta revisão, foram encontrados artigos onde a variável cultura foi estudada em conjunto com outras variáveis, tais como:- atitudes frente à mudança; afeto no trabalho; cognição no trabalho; contratos psicológicos. Deve-se ressaltar a importância da realização desse trabalho, que possibilitou ter uma visão geral e atual das pesquisas sobre comportamento organizacional no Brasil, e neste caso, em especial sobre cultura organizacional. Percebeu-se que mesmo sendo um tema já consolidado, em termos de arcabouço teórico, encontramos pluralidade de conceitos. Talvez isto se dê pelo fato deste termo (cultura organizacional) ser abordado em diferentes disciplinas sob várias óticas.

Palavras-Chave:
. Comportamento Organizacional
. Cultura Organizacional
. Valores Organizacionais


Título Completo
DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DA ESCALA DE MECANISMOS DE APRENDIZAGEM EM ORGANIZAÇÕES (EMAO)

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ANTONIO ISIDRO DA SILVA FILHO / UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

Resumo Geral
O presente estudo teve por objetivo a construção e validação de uma escala de medida para aferição dos mecanismos de aprendizagem em organizações. Após a revisão da literatura, identificou-se o estudo de López, Peón e Ordás (2005) que propunham uma escala de avaliação dos mecanismos de aprendizagem constituída dos seguintes fatores: aquisição do conhecimento, distribuição, interpretação e memória organizacional. Com base nessa escala, foi realizada a tradução dos itens da língua inglesa para o português e adequação de linguagem para a cultura brasileira. Feito isso, realizou-se a análise de conteúdo (construto) e semântica dos itens, sendo que dos 25 itens originais 22 permaneceram para validação da escala. Em seguida, a escala foi formatada em sua versão final e aplicada a 522 funcionários de uma instituição financeira com sede em Brasília/DF. As respostas se deram numa escala tipo Likert de 5 pontos, sendo 1 – Nunca Ocorre e 5 – Sempre Ocorre. De posse dos dados, procedeu-se com os testes para validação da escala. Inicialmente, fez-se a limpeza do arquivo de dados, onde não foram encontrados casos omissos acima de 5%; detectou-se 15 outliers univariados (escore Z) retirados do arquivo de dados e nenhum multivariado (Mahalanobis). Feito isso, realizou-se a análise dos Componentes Principais (PC) com tratamento pairwise para os casos omissos, onde se observou a fatorabilidade da escala em até 4 componentes de acordo com o gráfico screeplot. Após as análise fatoriais dos eixos principais (PAF) com 1, 2, 3 e 4 fatores, identificou-se a melhor solução (rotação Varimax) com 3 fatores com base no critério de interpretabilidade do fator, que revelou o índice Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) de 0,92. Em seguida, procedeu-se com a análise de consistência interna (Alfa de Cronbach) para cada fator. O fator 1 – Aquisição Interna e Externa de Conhecimentos (7 itens) revelou o α = 0,81, o fator 2 – Compartilhamento de Conhecimentos (11 itens) obteve o α = 0,87, e o fator 3 – Codificação e Controle de Conhecimentos (4 itens) indicou o α = 0,71. Concluindo o estudo, descreve-se recomendações para futuras pesquisas visando o melhoramento da escala validada, bem como a realização de estudos que verifiquem as relações entre os mecanismos de aprendizagem em organizações com outras variáveis da literatura de comportamento organizacional. Em adição, recomenda-se à instituição pesquisada ações gerenciais e de desenvolvimento para o fortalecimento de seus mecanismos de gestão de conhecimentos que favoreçam um melhor desempenho dos funcionários e da organização com um todo.


Título Completo
Estilos de Aprendizagem no Trabalho: revisão de literatura

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
TATIANA JUNQUEIRA SALLES / Universidade de Brasília

Autor
Jairo Eduardo Borges-Andrade / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Na atualidade, é necessário que qualquer profissional atuando em Gestão de Pessoas esteja a par da relevância da aprendizagem para o desenvolvimento dos trabalhadores e para a sobrevivência das organizações. Verifica-se que apesar de ser recente a pesquisa sobre aprendizagem não induzida no trabalho, os estudos sistematizados sobre este tema aumentaram significativamente devido às mudanças tecnológicas e nos requisitos dos processos de trabalho, assim como, nas diferentes formas de contratos e conceitos de trabalho. Este ambiente, em contínuo processo de transformação, leva os profissionais interessados a indagações sobre como o indivíduo aprende no dia a dia do trabalho. Com isso, observa-se um seleto número de pesquisas sobre as características individuais dos trabalhadores e seus efeitos na aprendizagem. Dentre elas, destacam-se os Estilos de Aprendizagem, conceito relacionado às singularidades individuais nos processos de aprendizagem. As conceituações existentes sobre este construto nem sempre são convergentes, uma vez que o conceito se confunde na literatura com estilos de pensamento, estilos cognitivos, estilos de tomada de decisão e tipos de personalidade. O objetivo deste estudo é apresentar uma síntese de revisão da literatura sobre Estilos de Aprendizagem, abarcando as suas diferentes conceituações e medidas. Para tanto, foram levantadas e analisadas publicações nacionais e estrangeiras sobre o tema presentes nas bases de dados do Web of Science, Proquest, PsycoInfo, Scielo Brazil, Google Acadêmico e nos bancos de periódicos internacionais da CAPES. Os resultados do levantamento evidenciaram que nas pesquisas publicadas em âmbito nacional somente as publicações das áreas da Educação e da Psicologia Educacional investigam Estilos de Aprendizagem. A produção estrangeira, por sua vez, também é majoritariamente proveniente destas áreas. No entanto, encontram-se pesquisas realizadas em ambientes organizacionais e de trabalho. Em relação às medidas, há uma grande quantidade de instrumentos publicados para mensurar Estilos de Aprendizagem. Observa-se o reflexo da falta de consenso sobre o conceito nos instrumentos desenvolvidos para medir Estilos de Aprendizagem. Além disso, não há instrumento desenvolvido especificamente para o contexto de trabalho. As pesquisas que envolvem ambientes organizacionais e de trabalho fazem uso de instrumentos desenvolvidos em contextos educacionais. A mudança dos processos de trabalho, somada ao aumento das pesquisas sobre aprendizagem, apresentam um momento propício ao desenvolvimento de uma medida específica de Estilos de Aprendizagem para contextos de trabalho, tendo em vista que este ambiente é diferente do contexto educacional.


Título Completo
Estratégias de aprendizagem e motivação para aprender no trabalho, entre estudantes de MBAs.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
CLARA BRASILIANA RIBEIRO CANTAL / Universidade de Brasília

Autor
Ana Rachel Carvalho Silva / Universidade de Brasília

Autor
Acileide Cristiane Fernandes Coelho / Universidade de Brasília

Autor
Cecília do Prado Pagotto / Universidade de Brasília

Autor
Karine Coeli Barbosa Cunha / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Mudanças nos formatos das organizações, nos modelos gerenciais e nos postos de trabalho têm produzido novas exigências ocupacionais. O profissional necessita identificar, processar e reter informações, ou adquirir capacidades que possibilitem melhorar seu desempenho e desenvolver sua carreira. Variações na participação e sucesso em atividades de aprendizagem, seja ela induzida (como em MBAs) ou não, supostamente dependem da motivação dos trabalhadores para aprenderem e das estratégias que eles usam. Estratégias de aprendizagem são atividades de processamento de informações, usadas pelos aprendizes no momento da codificação, com a finalidade de facilitar a aquisição, armazenagem e subseqüente recuperação da informação aprendida. O uso dessas estratégias (busca de ajuda interpessoal e em material escrito, reprodução e reflexões intrínseca e extrínseca, por exemplo) pode otimizar o processo de aprendizagem, sua transferência para o trabalho e, conseqüentemente, o desempenho. Motivação para aprender pode ser definida como a direção, o esforço, a intensidade e a persistência do engajamento dos indivíduos em atividades voltadas para a aprendizagem induzida por cursos ou que ocorre naturalmente no local de trabalho. Constituiu-se objetivo deste trabalho estudar as relações entre motivação para aprender e o uso de estratégias de aprendizagem no trabalho. Os dados foram coletados junto a 251 estudantes em 15 instituições que oferecem MBAs em 4 Unidades da Federação. Foram utilizadas medidas já validadas de cinco tipos de estratégias (30 itens) e de motivação para aprender (11 itens), respondidas em escala de 10 pontos. A análise fatorial da medida de estratégias confirmou uma estrutura de 5 fatores explicando 51,51% da variância (KMO=0,86 e Alfa de Cronbach variando de 0,82 a 0,88). Já a medida de motivação foi confirmada como tendo uma solução unifatorial e explicando 48,79% de variância (KMO=0,91 e Alfa de Cronbach de 0,91). Foram obtidas correlações (0,210 a 0,573) significativas (p<0,01), entre essas medidas de motivação para aprender e estratégias de aprendizagem no trabalho. A análise de regressão padrão entre os cinco tipos de estratégias, como variáveis critério, e idade, tempo de formação e motivação para aprender, como variáveis antecedentes, indicou esta variável sempre como melhor preditora daquelas estratégias. Esta predição é particularmente importante no caso de estratégias de reflexão intrínseca e extrínseca. Além disso, o estudo confirmou um achado anterior: motivação para aprender está associada positivamente com estratégias de reflexão intrínseca e extrínseca e busca de ajuda interpessoal e em material escrito e negativamente com estratégias de reprodução no trabalho.


Título Completo
Estratégias de aprendizagem e percepção de suporte à aprendizagem contínua no trabalho, entre estudantes de MBAs.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ACILEIDE CRISTIANE FERNANDES COELHO / Universidade de Brasília

Autor
Ana Rachel Carvalho Silva / Universidade de Brasília

Autor
Cecília do Prado Pagotto / Universidade de Brasília

Autor
Clara Brasiliana Ribeiro Cantal / Universidade de Brasília

Autor
Karine Coelli Barbosa Cunha / Universidade de Brasília

Resumo Geral

As exigências de aperfeiçoamento e atualização profissionais têm tornado comum a procura por MBAs. Todavia, tais formas induzidas de aprendizagem não são as únicas ferramentas que um profissional pode utilizar para adquirir competências no trabalho. Estratégias de aprendizagem podem ser usadas para enfrentar desafios profissionais. Elas são atividades de processamento de informações, usadas pelos aprendizes no momento da codificação, com a finalidade de facilitar a aquisição, armazenagem e subseqüente recuperação da informação. O uso dessas estratégias (busca de ajuda interpessoal e em material escrito, reprodução e reflexões intrínseca e extrínseca, por exemplo) pode otimizar o processo de aprendizagem, sua transferência para o trabalho e, conseqüentemente, o desempenho. Essa melhoria poderia ser supostamente mais nítida, se o individuo percebesse condições favoráveis para a aprendizagem continua no seu ambiente de trabalho (suporte organizacional). Foi objetivo do presente trabalho estudar a relação entre essas estratégias e a percepção de suporte organizacional para a aprendizagem contínua. Os dados foram coletados em 15 instituições que oferecem MBAs em 4 Unidades da Federação, totalizando 251 estudantes. Foram utilizadas medidas já validadas de cinco tipos de estratégias de aprendizagem no trabalho (30 itens) e de suporte organizacional à aprendizagem contínua (30 itens), respondidas em escala de 10 pontos. A análise da medida de suporte confirmou uma estrutura unifatorial (KMO=0,95, Alfa de Cronbach 0,97, 51,01% da variância explicada). Já a análise da outra medida confirmou a estrutura de 5 fatores, explicando 51,51% da variância (KMO=0,86, Alfas de Cronbach variando de 0,82 a 0,88). Foram encontradas correlações baixas (0,25) e significativas (p<0,01) entre suporte à aprendizagem e estratégias de aprendizagem. A análise de regressão padrão entre os cinco tipos de estratégias, como variáveis critério, e percepção de suporte, idade e tempo de formação, como variáveis antecedentes, indicou a percepção de suporte como melhor preditora de reflexões intrínseca e extrínseca e uso de material escrito. O estudo sugere, portanto, que as organizações podem dispor de meios para promover o uso desses três tipos de estratégias de aprendizagem no trabalho.


Título Completo
Hierarquia dos atributos do significado do trabalho entre trabalhadores da construção civil

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
JANINE MARANHÃO DE CAMPIELLO VARELLA / Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Autor
Alessandra Silva de Oliveira / Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Autor
Livia de Oliveira Borges / Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Resumo Geral
Entende-se o significado do trabalho como uma cognição subjetiva, sócio-histórica e dinâmica, caracterizado por múltiplas facetas que se articulam de diversificadas maneiras. Este construto é composto por quatro facetas: centralidade do trabalho (importância do trabalho em relação a outras esferas da vida), atributos valorativos (percepção do indivíduo de como deve ser o trabalho), atributos descritivos (percepção do indivíduo de como é o trabalho na realidade) e hierarquia dos atributos. A hierarquia dos atributos é a organização hierárquica das características atribuídas ao trabalho pelos indivíduos. O estudo buscou verificar de que forma os atributos descritivos e valorativos estão hierarquizados numa amostra de trabalhadores da construção civil. Para tanto, utilizou-se o Inventário do Significado do Trabalho, composto de duas escalas: atributos valorativos (Exigências Sociais, Justiça no Trabalho, Esforço Corporal e Desumanização, Realização Pessoal e Sobrevivência Pessoal e Familiar) e atributos descritivos (Êxito e Realização Pessoal, Justiça no Trabalho, Sobrevivência Pessoal e Familiar e Carga Mental), cada uma com 68 itens. Este instrumento foi aplicado com 141 trabalhadores da construção civil. As médias obtidas nos fatores dos atributos descritivos diferem significativamente entre si (p< 0,001 na comparação entre os quatro fatores), conforme a aplicação do teste t e estão dispostas hierarquicamente da seguinte forma: primeiro, Êxito e Realização (M= 3,76); segundo, Sobrevivência Pessoal e Familiar e Independência Econômica (M= 3,54); terceiro, Carga Mental (M= 3,31); e por último, Justiça no Trabalho (M= 2,55). As médias dos fatores valorativos apresentam uma hierarquização diferenciada, com apenas três níveis conforme os resultados das aplicações do teste t. Em primeiro lugar os trabalhadores da construção civil valorizam, simultaneamente à Sobrevivência Pessoal e Familiar (M= 3,56) e à Realização Pessoal (M=3,51); em segundo, Exigências Sociais (M= 3,29) e Justiça no Trabalho (M= 3,26); e por fim, no terceiro nível da hierarquia Esforço Corporal (M=2,10). Confrontando as duas hierarquias (valorativa e descritiva), observa-se que os trabalhadores da construção civil valorizam de forma igual a sobrevivência e a realização pessoal, porém percebem menos sobrevivência do que realização no seu trabalho concreto. Este resultado é condizente com o nível salarial insuficiente em vista do tamanho da família, geralmente extensa neste segmento da população. Soma-se a isso, a baixa colocação do fator Justiça no Trabalho na hierarquização dos atributos descritivos revelando uma baixa percepção de justiça no contexto de trabalho.


Título Completo
O impacto do stress ocupacional na satisfação do trabalhador

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
MARIA DO CARMO FERNANDES MARTINS / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Gisele Emídio Santos / Universidade Federal de Uberlândia

Resumo Geral
Satisfação no trabalho tem sido uma das mais investigadas variáveis da área de comportamento organizacional (CO). Na última década, foi proposto no Brasil um modelo de bem-estar no trabalho (BET) que inclui satisfação no trabalho como um de seus indicadores, além de comprometimento afetivo e envolvimento com o trabalho. Stress ocupacional tem recebido atenção mais recente dos pesquisadores da área de CO que têm atentado para o papel das variáveis afetivas no trabalho e para os impactos destas na saúde do trabalhador e na produtividade do empregado. Este estudo constituiu uma tentativa de investigar o poder de explicação do stress ocupacional na satisfação do trabalhador, um dos indicadores de BET. Foram utilizadas as Escalas de Satisfação no Trabalho (multifatorial) e de Stress Ocupacional (unifatorial), ambas válidas e fidedignas. Participaram 150 empregados de várias empresas com média de idade de 30 anos (DP= 10), 65 meses em média de experiência no trabalho (DP= 86), na maioria homens (54%). Suas respostas foram codificadas numa planilha do SPSS e os dados submetidos a análises descritivas e de regressão stepwise. Os participantes mostraram-se muito satisfeitos com seu trabalho (média= 4,34, DP= 0,45) e pouco estressados (média= 2,63 e DP= 0,76). Ambas as escalas de respostas eram de cinco pontos, tipo Likert. Os resultados das regressões revelaram que stress ocupacional foi preditor inverso e significante de satisfação com reconhecimento (R2= 0,124, F= 10,38, p  0,001), de satisfação com suporte organizacional (R2= 0,057, F= 4,31, p  0,05), de satisfação com relacionamento afetivo no trabalho (R2= 7,8%, F= 6,00, p  0,005) e de insatisfação com sobrecarga de trabalho significativamente (R2= 13,8%, F=11,36, p 0,001). De modo geral, pode-se afirmar que os resultados deste estudo mostraram que stress ocupacional foi preditor significante de satisfação e de insatisfação no trabalho. A literatura da área aponta que satisfação no trabalho é variável conseqüente importante e preditora indireta de desempenho e de produtividade. Apesar dos resultados ainda inconclusivos da área, há indícios fortes da importância do stress e da satisfação, tanto para organizações, quanto para o indivíduo. Os achados desta investigação sugeriram que stress produz impacto significante no bem-estar do indivíduo no trabalho. Sugere-se que outros estudos focalizem as relações entre stress ocupacional e os outros indicadores de BET, de modo a reunir e consolidar estes primeiro achados. Resultados mais conclusivos trariam benefícios para a área de estudo, para as organizações e para o trabalhador.


Título Completo
O papel da Psicologia no desenvolvimento de líderes organizacionais, segundo psicólgos e líderes

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
FÁTIMA ROSELY SCHETTE / Puc-Campinas

Resumo Geral
Este estudo tem por objetivo analisar a contribuição da Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) para o desenvolvimento de líderes organizacionais.Os dados foram obtidos através de depoimentos escritos, com perguntas abertas dirigidas a seis psicólogos organizacionais e do trabalho e a doze líderes organizacionais. Os psicólogos que participaram são representativos da área no Brasil, professores universitários e pós graduados na área da POT. Os doze líderes organizacionais foram indicados pelos psicólogos e contam com uma experiência profissional de mais de cinco anos em cargos de liderança. A pesquisa é qualitativa,tendo sido adotado o método de Análise de Conteúdo proposto por Minayo (1998),constando de passos que levam à interpretação objetiva e sistemática do conteúdo manifesto das comunicações. Os depoimentos escritos foram estimulados por duas perguntas disparadoras, comuns aos dois grupos de participantes, referindo-se às expectativas quanto à contribuição da POT ao desenvolvimento de líderes e sugestões quanto à contribuição da Psicologia para os programas de Treinamento e Desenvolvimento (T&D). Os resultados encontrados levaram a concluir que a POT: contribui para o desenvolvimento de líderes, para além das competências técnicas, permitindo que se desenvolvam competências de natureza psicológica – comportamentais e relacionais – e também empresariais; fornece suporte psicológico para a adaptação do líder ao ambiente organizacional e contribui com programas de T&D, que englobam temas como motivação, liderança, desenvolvimento de equipe, gestão de pessoas, utilizando-se de métodos e técnicas atuais, visando uma aprendizagem contínua nas organizações; deve fortalecer-se como ciência e como classe profissional, desenvolver instrumentos e métodos de investigação e treinamento confiáveis e seguros,promover mais pesquisas na área e melhorias na formação acadêmica e profissional de psicólogos; ampliar o espaço da Psicologia nas diversas faculdade, no mercado, nas organizações, na mídia, na literatura e nos espaços científicos. As sugestões apontadas quanto à atuação da Psicologia foram: devem contribuir através do aconselhamento e suporte psicológico ao líder; deve promover a prática da liderança em contextos de aprendizagem; deve promover programas de desenvolvimento de competências, comportamentos e atitudes alinhados às necessidades das organizações; deve compreender o negócio da organização e sua relação com o panorama mundial; desenvolver seu papel estratégico nas organizações; implementar disciplinas de Psicologia em cursos como Administração, Engenharias, etc; aumentar sua representatividade como profissão e buscar maior união entre psicólogos para o fortalecimento da actegoria; desenvolver pesquisas e cursos de Pós Graduação na área da POT; deve atuar além do setor de Recursos Humanos, junto à empresa como um todo.



Título Completo
O Papel do Autoconceito Profissional na Efetividade das Equipes de Trabalho

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
MAÍRA GABRIELA SANTOS DE SOUZA / Universidade de Brasília

Autor
Katia Puente-Palacios / Universidade de Brasília

Resumo Geral
As transformações no mundo do trabalho nas últimas décadas levaram as organizações a enfrentar altos níveis de competitividade, buscando, assim, encontrar novas formas de trabalho, inovação e produção. As equipes de trabalho se configuram nesse contexto e, apesar da sua relevância, a pesquisa empírica nesse campo ainda pode ser considerada recente. Variáveis como traços de personalidade, liderança e interdependência de tarefas têm sido estudadas como antecedentes da efetividade das equipes. Esta pesquisa teve como principal objetivo investigar o efeito de mais uma variável, o autoconceito profissional, na efetividade das equipes de trabalho. Tal construto é entendido como a percepção que o indivíduo tem de si em relação ao trabalho e às tarefas que executa. Nenhuma pesquisa que relacionasse essa variável à efetividade das equipes foi encontrada. Participaram da pesquisa 451 membros de equipes de trabalho de duas organizações privadas de Brasília. A média de idade dos participantes foi de 30,2 anos (dp=7,4) e a média do tempo de permanência na equipe foi de 1,6 anos (dp=1,7). O autoconceito profissional foi mensurado por meio de uma escala composta por quatro fatores que avaliam a percepção do profissional sobre sua realização (a= 0,90), competência (a=0,77), autoconfiança (a= 0,77) e Saúde (a=0,76). A efetividade foi mensurada a partir de critérios afetivos como a satisfação e comprometimento com a equipe. O coeficiente alpha da escala de satisfação para esta pesquisa foi de 0,89 e o da escala de comprometimento foi de 0,93. Parte dos instrumentos foi aplicada no próprio local de trabalho dos participantes e recolhidos posteriormente. Outra parte foi aplicada via internet. A regressão múltipla hierárquica revelou que o autoconceito contribui para explicação tanto da variabilidade da satisfação com a equipe (R² = 0,14), como do comprometimento (R² = 0,19). Maior a percepção de realização no trabalho, maior a satisfação (β = 0,20) e maior o comprometimento com a equipe (β = 0,32). Concluiu-se, pois, que a autopercepção de realização profissional constitui um preditor importante da satisfação e do comprometimento com a equipe. Os resultados evidenciam que os construtos auto-referentes, nesse caso o autoconceito profissional, são relevantes para compreensão da efetividade das equipes e apontam que a satisfação e o comprometimento são critérios que podem e devem ser utilizados para mensurar a efetividade das equipes. Estudos futuros devem aprimorar a definição do autoconceito e mais pesquisas precisam ser realizadas levando em consideração outros níveis de análise e tipos diferentes de equipes de trabalho.


Título Completo
O PROCESSO CRIATIVO EM PROJETOS INOVADORES

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
MARIA DE FÁTIMA BRUNO-FARIA / Universidade de Brasília, Brasília, DF

Resumo Geral
A proposta principal deste estudo foi analisar o processo criativo em projetos inovadores. O processo criativo foi compreendido como a fase que se inicia com o surgimento da idéia criativa até o seu completo desenvolvimento para ser implementada. Foram identificados aspectos individuais; do grupo; da organização e extra-organizacionais que influenciaram o processo criativo em três projetos inovadores, originários de diferentes organizações. Pretendeu-se, ainda, evidenciar a maneira complexa e dinâmica como esses fatores se inter-relacionam no processo criativo, a partir de uma visão sistêmica que incluía categorias da teoria da subjetividade proposta por González Rey (1996, 1997, 1998, 1999, 2003), elementos da teoria da complexidade apresentada por Morin (1990, 1999, 2001) e a noção de criatividade como configuração defendida por Mitjáns Martinez (1997, 2000a, 2000b, no prelo). Diferentes técnicas qualitativas e quantitativas foram utilizadas na concepção epistemológica qualitativa, proposta por González Rey. Dentre os principais resultados, identificou-se que, em dois casos, o processo criativo centrou-se no indivíduo e no outro foi fruto da criatividade grupal. A origem da idéia que culminou nos projetos inovadores foi distinta em cada caso, entretanto com influência de alguns fatores similares. Destacaram-se diferentes tipos de criatividade: um típico da origem da idéia e outro característico dos aprimoramentos da idéia. Pode-se evidenciar a inovação como um processo e as contribuições do processo criativo para a mudança organizacional. Principalmente, pode-se perceber a importância de se estudar os fatores pessoais, grupais, organizacionais e extra-organizacionais na compreensão do processo criativo nas organizações como forma de possibilitar o desenho de estratégias organizacionais que favoreçam a expressão da criatividade dos indivíduos e grupos. Constatou-se que a ação desses diferentes fatores não se dá de forma isolada, mas a partir de uma inter-relação complexa, singular a cada caso. Propôs-se um conjunto de estudos que possam avançar na compreensão do processo criativo de indivíduos e grupos nas organizações como forma de possibilitar a inovação nesse contexto.


Título Completo
O significado do trabalho para trabalhadores rurais da região de Juazeiro e Petrolina

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ANTONIO VIRGILIO BITTENCOURT BASTOS / UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Autor
Ana Carolina de Araújo Lima / UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Autor
Andréa Matos Oliveira / UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Resumo Geral
O trabalho é um elemento historicamente construído e definidor das relações entre os homens e com a natureza. O significado do trabalho para o trabalhador é um construto multifacetado, que inclui a centralidade – crença geral sobre o valor do trabalho na vida de uma pessoa -, as normas societais - direitos e deveres do trabalhador -, e os resultados e produtos valorizados – motivação e satisfação do trabalhador em relação à atividade que desempenha, à organização e aos colegas de trabalho. O presente trabalho teve como objetivos: identificar quais os elementos mais valorizados do trabalho pelos trabalhadores rurais da região de Juazeiro e Petrolina; verificar se existe correspondência entre esses elementos e a realidade que vivenciam em seu trabalho; e examinar o grau de centralidade absoluta e relativa que o trabalho assume na vida desses trabalhadores. A região escolhida é pioneira na implantação de grandes projetos de irrigação que contribuíram para a consolidação e expansão da atividade agrícola integrada à indústria. Para que os dados abarcassem o significado em suas múltiplas dimensões, a coleta foi guiada por um roteiro estruturado e foi realizada no próprio ambiente de trabalho. Para análise estatística, foi utilizado o SPSS e para a construção de mapas cognitivos, o Mind Managment. A amostra, composta por 950 entrevistados, de 32 organizações de médio e grande porte, caracteriza-se pelo predomínio de trabalhadores de campo (65,3%), em sua maioria homens (66,8%), jovens, com até 30 anos, (59,9%) e de baixa escolaridade (63,4% tinham no máximo até o ensino fundamental incompleto). O trabalho foi considerado como muito importante pelos participantes, com uma média de 6,42 - escala Likert de sete pontos. Quando o trabalho foi comparado com outras esferas da vida, como lazer, comunidade, religião e família, através de uma escala de 100 pontos, também obteve elevada importância (24,25), ficando apenas depois da família (34,15). Ao evocarem idéias sobre um bom trabalho, os trabalhadores ressaltaram a importância do salário, do relacionamento interpessoal, da saúde e segurança no trabalho e de uma liderança competente. Levando em conta todos os aspectos do trabalho que realizam, os participantes, em geral, consideram-se satisfeitos (5,82 – escala de sete pontos). Nota-se o alto valor atribuído ao trabalho e o locus central que este ocupa na vida dos trabalhadores rurais estudados, sendo possível identificar-se semelhanças e diferenças em relação a trabalhadores urbanos e dos segmentos secundário e terciário.


Título Completo
Organização Pública: A Percepção dos Trabalhadores Frente a Cultura Organizacional e um Programa de Qualidade de Vida no Trabalho

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
JOSÉ CALIXTO DE SOUZA PIRES / Faculdade de Goiás - FAGO e Faculdade Alfredo Nasser - UNIFAN

Autor
KÁTIA BARBOSA MACÊDO / Universidade Católica de Goiás - UCG

Resumo Geral
Resumo
A cultura é um dos pontos-chave na compreensão das ações humanas, funcionando como um padrão coletivo que identifica os grupos, suas maneiras de perceber, pensar, sentir e agir. Assim, mais do que um conjunto de regras, de hábitos e de artefatos, cultura significa construção de significados partilhados pelo conjunto de pessoas pertencentes a um mesmo grupo social. Búrigo (1997) afirma que a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) busca humanizar as relações laborais na organização, mantendo um vínculo estreito com a produtividade e, principalmente, a satisfação do trabalhador no seu ambiente de trabalho. Constitui-se ainda em condição de trabalho, associada ao bem-estar, à saúde e à segurança do trabalhador. Entre tantos fatores que determinam a qualidade de vida de um indivíduo, o trabalho, talvez seja um dos mais marcantes, por dois motivos, primeiro, é por meio dele que os indivíduos conseguem impulsionar outros fatores como a educação, a cultura, o lazer, etc.; e segundo, de um modo geral, o indivíduo passa a maior parte de seu tempo trabalhando. Nesse sentido, o ambiente organizacional é um grande influenciador na qualidade de vida dos trabalhadores, o que justifica a grande preocupação atual das organizações em avaliá-la. Fazer investimentos necessários à valorização do potencial humano e à sua capacitação para enfrentar os desafios que ora se apresentam ao mundo do trabalho tornaram-se interesses fundamentais para o crescimento e competitividade organizacional. O presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa de caráter descritivo e exploratório, que buscou levantar dados sobre a relação entre a cultura organizacional de uma organização pública e o programa de qualidade de vida no trabalho implantado na mesma, partindo do discurso dos trabalhadores. Inicia com uma breve apresentação teórica sobre cultura organizacional e de abordagens em qualidade de vida no trabalho, seguido da pesquisa realizada. Compuseram a amostra intencional 15 trabalhadores, divididos em dois grupos, sendo os do G1 da área operacional e os do G2 os gestores do programa, tendo sido utilizada entrevista semi-estruturada para coleta de dados. Os dados foram analisados por análise de conteúdo e indicaram que alguns aspectos da cultura organizacional como autoritarismo, burocratismo, descontinuidade, hierarquia podem comprometer a implantação do programa de qualidade de vida, principalmente ao se considerar os motivos para implantação, equipe gestora, abrangência do programa e resultados.


Título Completo
Percepção de poder, características de personalidade e bem-estar dos trabalhadores em diferentes grupos organizacionais

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
MARINA CAMPOS DESSEN / Universidade de Brasília

Autor
Maria das Graças Torres da Paz / - Universidade Católica de Brasília e Universidade de Brasília

Resumo Geral
A literatura histórica e empírica vem demonstrando um crescente interesse pelo tema que envolve o bem-estar dos indivíduos no ambiente de trabalho. Bem-estar é entendido, neste estudo, como a satisfação de necessidades e realização de desejos dos indivíduos ao desempenhar seu papel na organização, sendo influenciado por variáveis organizacionais e individuais. Para melhor compreender estas variáveis e suas relações, também é importante considerar a influência de variáveis demográficas pessoais e funcionais sobre as mesmas. Assim, este trabalho tem como objetivo investigar as relações entre as configurações de poder (autocracia, meritocracia, missionária, sistema autônomo, arena política, instrumento), as características de personalidade dos membros organizacionais (conscienciosidade, agradabilidade, neuroticismo, abertura, extroversão) e o bem-estar dos trabalhadores nas duas empresas. Essas relações são investigadas considerando ainda as áreas de trabalho e o tempo de serviço na empresa, além de gênero, idade e escolaridade dos respondentes. A amostra foi constituída por 169 trabalhadores de uma empresa privada e 150 de uma pública, com idade média de 30,12 anos, sendo 55,2% deles homens. Quanto à escolaridade, 50,3% apresentam nível entre superior incompleto e pós-graduação e 47,8% têm até segundo grau completo. Os participantes preencheram uma ficha com seus dados pessoais e responderam aos itens de três escalas: Escala de Configurações de Poder, Escala de Bem-estar Pessoal nas Organizações e versão simplificada do Inventário Reduzido dos Cinco Fatores de Personalidade (ICFP-R). Os dados coletados foram analisados por meio da análise de variância (ANOVA) para cada empresa separadamente. Os resultados apontam o impacto das variáveis: a) tipo de empresa nas configurações de poder, no bem-estar, e nas características de personalidade agradabilidade e abertura; b) gênero em autocracia, meritocracia, neuroticismo e conscienciosidade; c) idade em todas as configurações (com exceção de arena política), agradabilidade e abertura; d) área de trabalho em meritocracia, sistema autônomo, missionária, autocracia e conscienciosidade; e) tempo de serviço em autocracia, arena política, meritocracia, bem-estar e conscienciosidade. Os resultados refletem a importância de pesquisar amostras estratificadas que caracterizem diferentes grupos organizacionais, para favorecer uma compreensão mais ampliada da dinâmica organizacional.


Título Completo
Percepção dos profissionais das áreas de gestão estratégica da pesquisa e de apoio administrativo de uma empresa de P&D quanto aos estímulos à criatividade no ambiente de trabalho

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
MARISTELA JESUS DA SILVA / UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA - UCB

Resumo Geral
É crescente o interesse das organizações por criatividade. Isto tem a ver com a necessidade de inovação em que a idéia criativa, aliada a outros fatores, conduz à vantagem competitiva. Apesar de o estudo da criatividade envolver diversas áreas do conhecimento, pouco se sabe sobre os fatores que contribuem para sua promoção no ambiente de trabalho das organizações. Porém, uma coisa é certa: tanto as características de personalidade quanto as do ambiente físico influenciam o comportamento humano com relação à criatividade, contribuindo para que os indivíduos utilizem de sua capacidade criativa em favor das organizações. Fazendo-se uso dos fatores estimulantes da criatividade no ambiente de trabalho das organizações, identificados e conceituados por Bruno-Faria e Alencar (ambiente físico; comunicação; desafios; estrutura organizacional; liberdade e autonomia; participação; recursos tecnológicos e materiais; salário e benefícios; suporte da chefia; suporte do grupo de trabalho; suporte organizacional; e treinamento), buscou-se verificar, a partir da percepção de uma amostra de profissionais que atuam nas áreas de gestão estratégica da pesquisa e de apoio administrativo de uma empresa de pesquisa e desenvolvimento (P&D), se o ambiente de trabalho da organização estimula a criatividade desses profissionais. Para o alcance desse objetivo, foi realizada pesquisa de campo, por meio da aplicação de questionário, constituída por uma amostra de 74 sujeitos. Os resultados da análise do conjunto de respondentes demonstraram que, com exceção dos fatores desafios e suporte da chefia, percebidos como fatores que estimulam a criatividade, os demais carecem de maior atenção por parte da organização, especialmente o fator salário e benefícios, considerado o único que não estimula a criatividade. Também deve ser dispensada atenção ao fator suporte organizacional que, entre os 12 fatores, é o que menos estimula a criatividade. Na análise por categoria de sexo, ficou demonstrado que os homens realizam tarefas mais desafiadoras, têm mais liberdade e autonomia na execução de suas atividades e recebem mais apoio dos chefes do que as mulheres. Quanto à análise por categoria de grau de escolaridade e de cargo, o ambiente de trabalho se apresenta mais estimulante à criatividade dos empregados com grau de mestre e doutor e dos ocupantes dos cargos de pesquisador e técnico de nível superior. Por fim, conclui-se que o ambiente de trabalho da organização pesquisada estimula com restrição a criatividade dos profissionais das áreas de gestão estratégica da pesquisa e de apoio administrativo. Dos 12 fatores, 9 são percebidos como estimulando com restrição a criatividade.


Título Completo
Percepção e Crenças sobre Mudança – O Estado da Arte no Brasil

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
LÍSIAN CAMILA VASCONELOS / UNiversidade de Brasília

Autor
Jairo Eduardo Borges-Andrade / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Foi publicada recentemente uma revisão de literatura internacional sobre micro Comportamento Organizacional (micro-CO). Ela focalizou os aspectos cognitivos associados às mudanças organizacionais contemporâneas e descreveu um cenário de intensas transformações, tanto para as organizações como para os indivíduos. Na literatura nacional, o tema Efeitos de Mudanças foi o segundo tema mais pesquisado em micro-CO nos últimos oito anos. O objetivo desse trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica nacional sobre percepção e crenças sobre mudanças. Começou com a identificação e classificação de relatos de pesquisas empíricas publicados em revistas científicas brasileiras de Psicologia e de Administração, bem classificadas pelo Qualis-CAPES, de 1996 a 2004. Foram encontrados doze artigos, cabendo ressaltar que a publicação sobre esse tema vem aumentando. Esses artigos foram publicados em cinco revistas, redigidos por vinte e dois autores. A maioria foi realizada por pesquisadores da área de administração. Grande parte dos estudos é qualitativa e busca apenas descrever os fenômenos. Nota-se nos artigos avaliados uma ausência de referencial teórico comum. Eles trazem objetivos diversos, buscando analisar diferentes aspectos do tema. Grande parte deles realizou a coleta de dados depois que a mudança foi implementada. Seria mais proveitoso iniciar a coleta de dados antes dessa implementação. Verifica-se que algumas organizações não envolvem o sujeito no processo de mudança, nem proporcionam oportunidade para os funcionários se expressarem. Nota-se que quando se trata de uma mudança radical ocorre necessariamente uma mudança na gestão de pessoas. Os artigos sugerem que a cultura pode ser uma barreira à implantação de mudanças e que a ansiedade é um sentimento que se apresenta diante das incertezas surgidas e pode atrapalhar o desempenho do individuo e a eficácia da mudança. Alguns estudos identificaram as dificuldades em relação ao processo de mudança, quando não há a adequada disseminação das informações pelos membros da organização. Concluindo, uma agenda de pesquisa sobre o tema deveria incluir, entre outras coisas, o desenvolvimento de instrumentos de medida, analisar a relação entre as percepções e crenças dos indivíduos e o sucesso da mudança organizacional, investigar a relação da comunicação na organização com variáveis como nível de ansiedade dos membros, engajamento dos membros da organização no processo de mudança e eficácia dos sistemas de gestão de pessoas.


Título Completo
Pesquisa sobre micro comportamento organizacional no Brasil: o “estado da arte”

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
JAIRO EDUARDO BORGES-ANDRADE / Universidade de Brasília

Autor
Francisco Antonio Coelho Junior / Universidade de Brasília

Autor
Fabiana Queiroga / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A partir dos anos 1970, revisões de literatura registram que pesquisas sobre micro comportamento organizacional (micro-CO) vêm se desenvolvendo internacionalmente de maneira profícua, contribuindo fortemente para o avanço teórico e metodológico. Nesta perspectiva, como este desenvolvimento ocorreu no Brasil, nos últimos anos? Este trabalho objetivou responder esta questão, por meio de amplo levantamento realizado em 14 periódicos de administração e psicologia classificados como nacionais pelo Qualis/CAPES, de 1996 a 2004, seguido de categorização por pares de juízes (alunos de pós-graduação) previamente treinados. Encontraram-se 225 publicações de pesquisas empíricas sobre micro-CO, predominando investigações sobre atitudes frente a mudanças organizacionais, cognição no trabalho, aprendizagem e sua transferência para o desempenho, cultura organizacional, contratos psicológicos, afeto no trabalho e interações sociais em equipes e organizações. Os periódicos científicos que mais publicaram são de administração (especialmente RAC, RAUSP e O&S), seguidos dos de psicologia (especialmente rPOT). Os periódicos de psicologia privilegiam relatos sobre afetos e estresse no trabalho e os de administração privilegiam aprendizagem e cognição no trabalho, atitudes frente a mudanças, contratos psicológicos e cultura organizacional. São mais freqüentes os autores de artigos cuja última titulação é em psicologia, seguidos daqueles com titulação em administração. São variadas as suas vinculações de trabalho, sendo mais freqüentes com a UnB e depois UFBA. O número de artigos quadruplicou de 1996 a 2004, com notável crescimento entre 2000 e 2001. Duplicou, nestes dois anos, provavelmente em decorrência do surgimento da rPOT. Crescimentos mais expressivos ocorreram em cognição, aprendizagem e estresse. A grande maioria das pesquisas visou gerar conhecimentos, não instrumentos ou tecnologias, e coletou os dados, ao invés de usar fontes secundárias. Equivalem, em quantidades, estudos que utilizam procedimentos de análise de conteúdo e de análise inferencial de dados. A análise de conteúdo é mais usada para pesquisar afeto, atitudes frente a mudanças, cultura e interações sociais. A inferencial predomina em aprendizagem, contratos psicológicos e estresse. Foram em igual quantidade realizadas pesquisas nos setores público e privado. Neste, são mais estudadas as interações sociais e os significados e a identidade no trabalho. No público, são mais investigados o afeto e estresse, atitudes frente a mudanças e contratos psicológicos. Predominam estudos focados no segmento econômico terciário (serviços). Em síntese, há evidências de desenvolvimento significativo do conhecimento nacional sobre micro-CO, beneficiando distintos setores e com variado arcabouço teórico. Há profundas diferenças conceituais e de metodologias que não conferem um status de uniformidade à área.


Título Completo
Potência: a crença compartilhada pela equipe

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ANA CRISTINA PORTMANN BORBA / UnB

Autor
Katia Elizabeth Puente-Palacios / UnB

Resumo Geral
A utilização de equipes de trabalho como unidade de desempenho vem sendo muito valorizada, pois é vista como uma alternativa para lidar com os desafios decorrentes das atuais mudanças organizacionais. Como conseqüência, houve aumento da necessidade de conhecer e entender quais são os fatores que contribuem para a efetividade das equipes. Um construto que tem se destacado por demonstrar forte relação com efetividade da equipe é a potência, definida como: crença coletiva dos membros da equipe de que ela pode ser efetiva na realização de suas tarefas. Cabe ressaltar que a potência é um construto do nível da equipes, uma vez que a crença mencionada é compartilhada por todos seus membros. Diante do exposto, a investigação do papel da potência é relevante para o avanço do conhecimento sobre equipes no Brasil, tendo em vista que não se tem conhecimento de estudos relacionados a esse construto no país. Assim, este estudo teve como objetivo apresentar e discutir o construto potência em equipes de trabalho e diferenciá-lo de outros construtos paralelos, tais como auto-eficácia e eficácia coletiva. Para tanto, foi realizada revisão de literatura em bancos de periódicos internacionais da CAPES, publicados em língua inglesa, no período de 1987 a 2005. Realizaram-se também, pesquisas a partir das referências citadas nos principais artigos sobre o tema. Encontraram-se 56 artigos em que a potência foi mencionada. Por meio dessa revisão, foi possível compreender a diferença entre potência e os construtos paralelos. Assim, tem-se que a auto-eficácia diz respeito à crença do indivíduo em sua capacidade de executar uma tarefa específica. A eficácia coletiva é referente à crença do indivíduo na capacidade de sua equipe realizar uma determinada tarefa. Já a potência, é entendida como crença compartilhada entre os membros de que a equipe é capaz de executar todas as suas tarefas. Verificou-se que os construtos são bem distintos, em relação ao nível (indivíduo ou equipe), ao grau de compartilhamento da crença (individual ou compartilhada) e ao grau de abrangência da crença (execução de tarefa específica ou geral). Concluiu-se que há consenso, na literatura, em relação à definição de potência e que existe clareza na distinção teórica e empírica entre auto-eficácia, eficácia coletiva e potência.


Título Completo
Preditores de configurações de poder: bases de poder, jogos políticos e variáveis biográficas e funcionais.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
DULCE PIRES FLAUZINO / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Luciana Roberta de Melo / Psicóloga, Goiânia, GO

Resumo Geral
Estudos apontam as configurações de poder como preditoras dos jogos políticos e das bases de poder nas organizações. Este estudo, por seu turno, ao conceber o inter-relacionamento dinâmico desses preditores, o qual estrutura o poder nas organizações, buscou identificar as bases de poder, os jogos políticos e as variáveis biográficas e funcionais que poderiam predizer cada uma das configurações de poder. Selecionou-se, inicialmente, os três ramos de atividades mais representativos do Estado de Goiás – o farmoquímico, o confeccionista e o de alimentos e bebidas. A seguir, 300 trabalhadores, de empresas públicas e privadas, com ensino médio completo e que tinham, pelo menos, um ano de trabalho nas organizações analisadas participaram do estudo. 33,7% deles advinham da indústria farmoquímica, 33,3% do setor de confecções e 33% do setor de alimentos e bebidas. Os participantes tinham idade média de 31,51 anos (dp=9,2), tempo de serviço médio de 5,985 anos (dp=6,66) e, no tocante à escolaridade, 62% possuíam o ensino médio; 32%, o terceiro grau e 5,7%, pós-graduação. Os dados foram coletados por intermédio de um instrumento contendo escalas de Configurações de Poder, de Jogos Políticos e de Bases de Poder Organizacionais, bem como de dados biográficos e funcionais considerados importantes pela maioria dos estudos realizados em organizações. Constatou-se que no ramo farmoquímico, as configurações mais características das organizações eram instrumento-partidário e autocracia [F(4/336)=49,788; p< 0,001]; no confeccionista, autocracia e sistema fechado [F(4/344)=117,652; p< 0,001]; e no de alimentos e bebidas, sistema fechado [F(4/364)=82,603; p< 0,001]. O efeito multivariado dos ramos de atividades sobre as bases de poder organizacionais explica 38% da variância das configurações de poder [F(10/452)=12,869; p < 0,001; Pillais=0,38] e sobre os jogos políticos explica 59% da variância [F(14/522)=15,570; p< 0,001; Pillais=0,59]. Por meio da regressão múltipla stepwise, observou-se que o único modelo significativo cujas variáveis antecedentes explicavam mais de 50% da variância da variável critério era a configuração instrumento partidária [R2=0,55; R2ajustado=0,54; F(3/296)=119,35; p<0,001]. Assim, observou-se que quanto maiores o tempo de serviço (b = 0,30), a percepção da base controle de recursos (b = 0,11) e do político controle gerencial (b = 0,49), maior a percepção de que a configuração instrumento partidária é a mais característica das organizações. A principal implicação deste estudo consiste em, ao se compará-lo com estudos que usam as configurações como variáveis preditoras, é a de que há uma maior efetividade em utilizar as configurações como antecedentes e não como variável-critério.


Título Completo
REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE VÍNCULO DO TRABALHADOR COM A ORGANIZAÇÃO

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ELEUNÍ ANTONIO DE ANDRADE MELO / Universidade de Brasília

Autor
Maria das Graças Torres da Paz / Universidade de Brasília

Autor
Angela Maria de Oliveira Almeida / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A realização desta pesquisa partiu da necessidade de aprofundar conhecimento sobre o conceito de comprometimento, a partir da cognição dos trabalhadores. Essa necessidade surge em decorrência das inúmeras transformações que vêm ocorrendo no mundo do trabalho, desde que o construto ganhou espaço no campo do comportamento organizacional, no início dos anos 70. A pesquisa foi realizada com 212 sujeitos de duas organizações; um banco estatal e uma empresa pública. O objetivo foi identificar o conteúdo e a estrutura das representações sociais de vínculo do trabalhador com a organização, entre profissionais pertencentes a dois grupos distintos; os que mantêm contrato de trabalho “permanente” com a organização e os que são terceirizados. Os sujeitos responderam a um questionário estruturado com base na técnica de associação livre, objetivando levantar os elementos da representação social. Os dados coletados foram analisados com o apoio do software EVOC – Ensemble de Programmes Permettant l’Analyse des Évocations. A análise partiu do levantamento das palavras/expressões evocadas pelos sujeitos, levando-se em consideração dois critérios: a ordem e a freqüência de evocação. Foram realizadas análises comparativas das respostas dos sujeitos por organização, tipo de relação de trabalho (empregado ou terceirizado) e sexo. Os elementos “Comprometimento”, “Responsabilidade” e “Segurança” emergiram como os mais salientes nas análises realizadas, sugerindo que, possivelmente, são os estruturadores da representação social de vínculo do trabalhador com a organização, ou seja, são os elementos que possivelmente integram o núcleo central da representação. O conjunto dos dados obtidos na pesquisa favorece a interpretação de que, independentemente da composição dos grupos pesquisados, os participantes compartilham a visão de que o vínculo do trabalhador com a organização é mantido em decorrência de uma relação de reciprocidade. Tal relação vai além da disposição unilateral do trabalhador de adotar uma forte crença de aceitação dos objetivos e valores organizacionais; de exercer um esforço considerável em favor da organização e de manifestar o desejo de manter-se como um dos seus membros. Os resultados, discutidos à luz do conceito de Comprometimento Organizacional nas bases afetiva, calculativa e normativa, sugerem a necessidade de ampliação dos estudos sobre comprometimento em pesquisas futuras.


Título Completo
Satisfação aliada à produtividade do trabalhador em ambientes de call centers

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
SOLANGE DE OLIVEIRA SOUTO / Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Autor
Juliana Pereira / Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Resumo Geral
Este trabalho caracterizou-se pela proposta de avaliar a satisfação aliada à produtividade do trabalhador, na situação de estruturação de campanhas de venda em grupo, para centros de atendimento - call centers. Partiu-se da hipótese de que os trabalhadores individuais ficam mais satisfeitos ao concluírem a criação de uma campanha de vendas em centros de atendimento, aplicada em ambiente real de trabalho, quando o fazem em pequenos grupos. A pesquisa é relevante no campo da Psicologia Social e Organizacional por avaliar importantes questões relativas à interação do trabalhador com um ambiente social particular, que cresce significativamente no mercado de trabalho brasileiro. Essa pesquisa utilizou a técnica de trabalho em grupo conhecida como Brainstorming, elaborada por Alex Osborn em 1939, a partir das etapas propostas por Taylor, Berry e Block, e aplicada no atual ambiente de produção de campanhas de venda para centros de atendimento. Os grupos de três pessoas, formados aleatoriamente a partir do universo de call center da empresa observada, totalizaram sessenta participantes, e trabalharam na solução de dois problemas, sendo um na condição de “grupo real” (três pessoas) e outro na condição de “grupo nominal” (uma pessoa sozinha). Na média, os grupos foram homogêneos com relação ao sexo. Os problemas apresentados se referiam às tarefas de criatividade. Para verificar se as diferenças entre grupos reais e grupos nominais, eram significativas, utilizou-se o teste de t de Student, test-t, para duas amostras em par para médias. O resultado obtido pelo aplicativo apresentou probabilidade maior que 0,05. Tal resultado mostrou que a diferença não é significativa e pode ter sido conseguida ao acaso. Alguns aspectos observados, entretanto, mostraram-se relevantes, pois a motivação transmitida entre os membros do grupo “real” foi consideravelmente importante no andamento da atividade; a atividade em grupo foi favorável ao processo criativo nas campanhas de venda, apesar de não ser possível assumir este fato como soberano e fidedigno, após os resultados obtidos; independente do resultado em resposta a hipótese considerada para o experimento, é importante ressaltar que a técnica de Brainstorming foi extremamente bem recebida pelos grupos, permitindo que todos tivessem liberdade em expor suas idéias, sem preocupar-se com censuras, e alguns membros relataram que a sensação e certeza de ter alguém ao lado, em busca de uma resposta e resultado comum, traziam conforto e certeza do cumprimento da atividade com sucesso.


Título Completo
Teoria implícita norteadora das ações organizacionais no contexto da agroindústria

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
INGRID MAGALHÃES RAPOLD / Universidade federal da Bahia

Autor
Antonio Virgílio Bittencourt Bastos / Universidade federal da Bahia

Autor
Janice Aparecida Janissek de Souza / Universidade federal da Bahia

Autor
Cláudia Viana de Oliva / Universidade federal da Bahia

Resumo Geral
O presente trabalho tem como objetivo investigar a natureza das teorias implícitas que guiam as ações de atores organizacionais inseridos no contexto da agroindústria. Pode-se definir teoria implícita como uma estrutura cognitiva esquemática, de natureza individual, utilizada para processar informação do ambiente, envolvendo um sistema de crenças e percepções formuladas acerca de como o mundo opera. Nas organizações, este conceito funciona como importante norteador da ação dos atores organizacionais e ajuda a entender de que forma estes respondem às estruturas da organização. Neste estudo, a teoria implícita de organização foi concebida a partir de três grandes dimensões estruturantes: a relação da organização com o ambiente, através do continuum pró-atividade–reatividade; a estrutura organizacional, adotando um modelo mecanicista ou orgânico; e a relação entre o indivíduo e a organização, através de dois modelos de gestão de pessoas: o agency e o community. A coleta de dados foi realizada com gestores de 29 empresas da fruticultura irrigada, localizadas no pólo Juazeiro-Petrolina, através de um questionário estruturado de escala Likert de 7 pontos, onde eles avaliavam cada afirmação tendo em vista, num primeiro momento, sua concepção de uma organização ideal e, em seguida, a realidade de sua empresa. Foram feitas análises descritivas através do Pacote Estatístico SPSS. Quanto à relação organização-ambiente, os gestores defendem uma postura mais pró-ativa (6,87) do que reativa (5,95); em ambos os aspectos, no entanto, a realidade da empresa está aquém da situação ideal. Quanto à estrutura organizacional, os gestores aderem mais fortemente ao modelo orgânico (média de 6,08) em contraposição ao modelo mecânico (5,76). Já na dimensão gestão de pessoas, a maioria dos respondentes visualizou o modelo community (6,39) – ao invés do agency (5,86) – como o mais adequado para a eficácia de uma organização. Essa diferença, não ocorre quando avaliam a situação real das suas empresas, com um leve predomínio de características do modelo agency. É valido ressaltar que, nas três dimensões avaliadas, não houve uma discrepância muito grande entre os escores médios das teorias implícitas dos gestores, tanto na concepção de uma organização ideal, quanto na realidade de suas empresas. Esses dados revelam que há uma tendência dos atores organizacionais em adotarem um modelo híbrido em cada dimensão, o que pode ser explicado, por um lado, pela reprodução do discurso gerencial sobre as características adequadas para que uma empresa seja bem-sucedida e, por outro, pelas dificuldades reais de se colocar tal discurso em prática.


Título Completo
Um Estudo sobre o processo de mudança organizacional em empresas catalãs rumo a Gestão Ambiental

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
CAMILA BOLZAN DE CAMPOS / Universidade de Barcelona

Autor
Enric Pol / Universidade de Barcelona

Resumo Geral
A primeira vista, parece que a Psicologia Organizacional não tem muito a contribuir aos processos de gestão ambiental dentro das empresas. A motivação fundamental para realizar um estudo integrando ambas áreas vem da convicção que somente uma gestão atualizada e eficiente da área de Recursos Humanos as organizações estarão em condições de obter o êxito esperado nos processos de implantação e manutenção dos Sistemas de Gestão Meio Ambiental. A decisão por implantar os valores ambientais nas empresas podem ocorrer por diversos motivos: pressão externa, exigencia do mercado, marketing, etc. Em decorrência disto, se destaca a mudança cultural importante que este processo gera no âmago da empresa o que não significa um simples retoque em procedimentos de trabalho, em máquinas ou processos. As empresas são formadas também por pessoas por isso se propõe a devida gestão da dimensão humana para que o processo de implantação do Sistema de Gestão Meio Ambiental seja proveitoso. A pouca incidência de trabalhos científicos publicados denota a escassa vinculação entre ambas disciplinas as quais acreditamos na potencial mútua colaboração. O presente trabalho teve como objetivo principal identificar as tendências de comportamento organizacional de 20 empresas catalãs em processo de implantação e/o manutenção de Sistemas de Gestão Meio Ambiental. Outra meta desta pesquisa foi identificar como se gerenciou este processo de mudança e sua relação com as políticas de Recursos Humanos já existentes nas organizações. A amostra contou com 20 empresas situadas no território catalão, certificadas por algum selo ambiental (ISO 14001 e/ou norma européia EMAS) ou em fase de aquisição. Foram realizadas entrevistas semi abertas com os representantes de Recursos Humanos bem como os responsáveis pela Gestão Ambiental destas empresas. A pesquisa obteve apoio do Departamento de Meio Ambiente do Governo da Catalunha o qual realizou os contatos prévios com as empresas assim como financiou parte do projeto. Os resultados desta pesquisa demonstram que a participação das políticas de Recursos Humanos na Gestão Ambiental nas empresas catalãs estudas estão ainda longe de uma gestão estratégica. Por outro lado, se destacam algumas iniciativas que podem servir de modelo para futuras intervenções. Este trabalho foi a primeira parte de um seguimento que se realizará em três estados brasileiros, com empresas certificadas por Sistemas de Gestão Ambiental, com o objetivo de identificar e propor melhoras para estes processos neste país.


Título Completo
Diversidade cultural e inclusão de gênero nas organizações: validação de escala de Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
AMANDA ZAULI FELLOWS / Universidade de Brasília

Autor
CLÁUDIO VAZ TORRES / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Na sociedade atual, muitas organizações encontram-se dispersas geográfica e culturalmente no mundo. Conseqüentemente, a diversidade cultural passou a ser importante característica da força de trabalho. No entanto, apesar das mudanças no contingente de mão-de-obra resultantes da globalização, da comunicação imediata entre nações, da grande presença de imigrantes nos diversos países, da miscigenação dos povos e da crescente demanda de mão de obra, a diversidade cultural, na qual se insere a dimensão de gênero, ainda é tema recente no universo organizacional. Portanto, é importante que as organizações compreendam os efeitos da diversidade e implementem práticas de trabalho que respondam a tais efeitos de maneira positiva. Nesse contexto, a dimensão de gênero se destaca, porque, apesar da crescente participação feminina no mercado de trabalho, o aumento não se reflete na ocupação dos postos de mando nas organizações. Esta pesquisa objetivou analisar a percepção da existência de oportunidades iguais entre Homens e Mulheres de acesso a cargos de direção nas organizações. Para tal, foi construído um survey a fim de se observar a atitude dos respondentes quanto às possibilidades e aos limites de ascensão da Mulher nas estruturas de cargos organizacionais. Num estudo preliminar se coletaram crenças e atitudes relativas a oportunidades iguais de ascensão na carreira. Por meio de análise de conteúdo, foram extraídos itens que constituíram a versão final do questionário. O instrumento compôs-se de 49 itens atitudinais com escala de resposta Likert e de 6 itens sobre dados demográficos e foi aplicado a 650 funcionários de instituições públicas, privadas e de economia mista do Distrito Federal (DF). Desses, foram devolvidos 604 preenchidos — 12,32 participantes por item. Com o SSPS v.12.0, os dados foram submetidos à análise dos Componentes Principais (PC), rotação Promax, com resultados meritórios (KMO=80,3; Bartlett: 6560,507), para 5 fatores, intitulados: Relação Subordinação Homem/Mulher; Estereótipo Negativo da Mulher; Diversidade e Avaliação Organizacional; Homens em Cargos de Chefia; e Estereótipo Positivo de Mulheres e Diversidade. Com esse procedimento, validou-se uma escala de Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres, e, após essa etapa, podem ser observadas as diferenças entre Homens e Mulheres quanto aos escores obtidos.


Título Completo
Análise de usabilidade das Interfaces do Curso de Química Geral

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
PAULA PEREIRA SCHERRE / Universidade de Brasília

Autor
Júlia Issy Abrahão / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Da mesma forma que o mundo do trabalho e a vida cotidiana, a Educação a Distância teve sua prática bastante influenciada pela inserção da internet e do computador. Essa introdução de sistemas informatizados gerou modificações tanto em aspectos macros, sejam eles econômicos, sociais, culturais, quanto em aspectos micros, como novas exigências de atividades que envolvem os processos e operações cognitivas. A Ergonomia aplicada aos sistemas informatizados busca estudar como ocorre a interação entre os diferentes componentes do sistema a fim de elaborar parâmetros a serem inseridos na concepção de aplicativos que orientem os usuários e que contribuam para a execução da tarefa. Analisa diferentes variáveis que estruturam estes sistemas e uma delas é a sua usabilidade. O presente estudo utiliza o referencial teórico e metodológico da Ergonomia. Ele compara duas interfaces de um curso de extensão de química geral e visa identificar as facilidades e as dificuldades nas diferentes formas de interação/navegação dos alunos e propor parâmetros para compatibilizar a navegação nas interfaces com os critérios definidos na literatura. Como uma das etapas deste estudo, realizou-se análises de usabilidade de cada uma das interfaces para compreender como elas funcionam e para levantar as características que podem influenciar a navegação do usuário. As análises foram efetuadas por um grupo de cinco especialistas com conhecimento em Ergonomia e prática de, pelo menos, um ano com análise de interfaces. Foram feitas análises individuais e discussões em grupos focais. Como resultado, obteve-se que a interface 1 apresenta as seguintes questões quanto à usabilidade: não indica de forma clara a localização do usuário, não possui flexibilidade quanto a opções de caminhos para a navegação e não apresenta menu principal de navegação homogêneo quanto ao seu funcionamento no decorrer das páginas de conteúdo. Já a interface 2, apesar de não apresentar pistas sobre o caminho percorrido durante a navegação, possui maior flexibilidade de caminhos e maior homogeneidade no funcionamento de seus mecanismos de navegação. Os resultados apontam que, malgrado o fato da interface 2 atender melhor os critérios de usabilidade do que a interface 1, ambas apresentam problemas que podem dificultar a navegação por não considerarem, minimamente, os critérios definidos na literatura.


Título Completo
Análise Ergonômica da Urna Eletrônica 2002 e do Módulo Impressor Externo

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
SERGIO LUIS DOS SANTOS LIMA / Universidade Federal de Santa Catarina

Autor
Leila Amaral Gontijo / Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo Geral
Transformar o trabalho e as condições em que este é realizado, visando adaptá –lo às características e às necessidades de quem o executa, constituem os principais objetivos da ergonomia. Desta forma, a análise da URNA ELETRÔNICA segundo o referencial teórico e metodológico desta disciplina diagnostica sua usabilidade e eficácia, ao identificar as estratégias operatórias empregadas pelos eleitores e as dificuldades que estes enfrentam durante a interação. Esta dissertação tem por fim avaliar a usabilidade da URNA ELETRÔNICA 2002 E DO MÓDULO DE IMPRESSOR EXTERNO, bem como fornecer informações ao Tribunal Superior Eleitoral - TSE para subsidiar a realização de uma pesquisa abrangente em todo o território nacional, buscando a construção de uma versão de interface para a URNA ELETRÔNICA que seja a mais adaptada possível às características e particularidades de seus usuários: os eleitores. A trajetória metodológica utilizada foi a Análise Ergonômica do Trabalho – AET, proposta por Guérin (2001). Os procedimentos realizados foram a Avaliação Heurística; Inspeção Ergonômica; Observações Globais e Sistemáticas da interação; Inspeção Cognitiva; Entrevistas abertas e semi-estruturadas com profissionais da área de Informática do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina – TRE-SC, Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal – TRE-DF, entrevistas abertas e semi-estruturadas com: profissionais da área de informática do TSE, TRE/DF, TRE/SC, mestrandos e doutorandos de Informática e Engenharia de Produção e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, mestrandos e doutorandos de Psicologia e Desenho Industrial da Universidade de Brasília – UnB, mesários, escrutina dores, eleitores, e outros profissionais envolvidos no sistema de votação eletrônico; validação e aplicação de instrumento tipo survey e Análise da Atividade de votação. Os resultados indicam uma ótima qualidade na usabilidade da URNA ELETRÔNICA em contraste com a péssima usabilidade do MÓDULO IMPRESSOR EXTERNO – MIE. As recomendações apontam para extinção do MIE e para algumas sugestões de aperfeiçoamento da interação na interface da URNA ELETRÔNICA.


Título Completo
Análise ergonômica do trabalho de tutoria em Educação a Distância mediado por sistemas informatizados

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
Mauricio Miranda Sarmet / Universidade de Brasília

Autor
Júlia Issy Abrahão / Universidade de Brasília

Resumo Geral
As inovações tecnológicas têm assumido um papel de destaque como elemento de mudança social. Tal mudança é evidenciada nas diferentes formas de produção humana, na construção, aplicação e transmissão de conhecimentos. Os sistemas informatizados e a Internet vêm sendo usados como ferramentas de apoio à educação, tanto no ensino presencial quanto a distância. O processo pedagógico passa a ser mediado por tais ferramentas, por um lado contribuindo para o aprimoramento da relação ensino-aprendizagem e, por outro, estruturando e delimitando o papel dos diferentes atores nesta relação. O objetivo do presente trabalho é verificar o papel do tutor na EaD e qual a influência dos aparatos tecnológicos informatizados na sua atividade. O estudo foi realizado em uma Escola que oferece cursos técnicos a distância com suporte via Internet. A amostra foi composta por 4 tutores, de uma equipe de tutoria composta por 5 funcionários, com tempo de serviço variando de 1 semana a 3 anos, 3 deles com curso superior completo, e com experiência anterior na função. A metodologia utilizada foi a Análise Ergonômica do Trabalho – AET, com base no modelo de Análise Cognitiva da Tarefa – ACT, proposto por Marmaras e Pavard. Foram realizadas entrevistas com os tutores, análise do Portal da Escola por 5 especialistas, análises dos textos das sessões de chat (onde há o maior contato com os alunos), bem como observações globais e sistemáticas, o que permitiu a elaboração de uma crônica da atividade dos tutores neste estabelecimento. Os resultados apontam a incerteza e a variabilidade das demandas dos alunos e, conseqüentemente, das ferramentas utilizadas, como elementos que complexificam a atividade do tutor. Eles se manifestam pela multiplicidade de tarefas, pela natureza das demandas, pela quantidade e qualidade das ferramentas, pela pressão temporal, pela quantidade de tutores e pela instabilidade do sistema. Estes elementos exigem que os tutores tratem diferentes informações simultaneamente, executem um número elevado de ações, antecipem demandas, procedimentos e interrupções, buscando estratégias operatórias que minimizem o custo cognitivo de atenção constante e dividida, memória e resolução de problemas. Ao final, são elaboradas recomendações referentes à organização do trabalho e à usabilidade das ferramentas visando a melhoria do trabalho dos tutores. Da mesma forma, discute-se a necessidade de compreender melhor quem é o tutor na EaD, fornecendo parâmetros mais claros para a concepção e avaliação de ferramentas informatizadas que facilitem o seu trabalho.


Título Completo
As contribuições da Ergonomia como alternativa de qualidade de vida junto aos colaboradores do Panamericano Administradora de Cartões de Crédito

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
ELKA LIMA HOSTENSKY / Centro Universitário do Norte

Autor
Joyce Mara Dantas de Freitas / Centro Universitário do Norte

Resumo Geral
A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) é a resultante direta da combinação de atribuições básicas concernentes à atividade e de dimensões capazes de produzir motivação e satisfação em diferentes níveis dentro da organização. A Ergonomia, por se ocupar de questões que dizem respeito à saúde do trabalhador, vem contribuindo nesta discussão sobre a temática QVT. Nesse sentido, constituiu-se objetivo geral desse estudo demonstrar as contribuições dos procedimentos ergonômicos dentro do Panamericano Administradora de Cartões de Crédito, filial Manaus; e, os objetivos específicos foram: (a) levantar as dificuldades dos colaboradores na execução das atividades diárias, (b) identificar as posturas adotadas pelos funcionários nos postos de trabalho, (c) mostrar de que forma os procedimentos ergonômicos podem contribuir para o aumento do conforto, da segurança e da eficiência dos colaboradores. Método: A coleta de dados ocorreu entre os meses de agosto e outubro de 2005, tendo participado 49 colaboradores (da gerência à área de serviços externos). Os instrumentos utilizados consistiram de análise documental; questionário fechado (17 itens, 43 colaboradores); entrevista semi-estruturada (7 itens, 2 gestores e 4 coordenadores); e, observação livre. Os resultados apontam que, na opinião dos funcionários, o layout e as condições de trabalho estão de acordo com as normas, sobretudo, satisfazendo suas necessidades laborais, porém sinalizaram que, apesar dos pontos positivos, algumas enfermidades ocupacionais (Dort, dores de cabeça, dores musculares) se fazem presentes entre a maioria dos colaboradores. Tais resultados indicam a necessidade de se aprofundar, mediante a AET, os aspectos que podem estar na gênese destas doenças relacionadas ao trabalho, enfatizando-se a organização do trabalho e as pressões relativas ao atingimento de metas, bem como as relações socioprofissionais imbricadas neste contexto de produção. Por outro lado, acredita-se que este estudo fornece subsídios, no mínimo atraentes, para que os profissionais da empresa, como um todo, busquem alternativas para a Qualidade de Vida no Trabalho, a qual impactará, certamente, na qualidade dos negócios.


Título Completo
ATIVIDADE DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO, TREINAMENTO E CUSTO HUMANO DO TRABALHO DOS GERENTES DE CONTAS DE UMA INSTITUIÇÃO BANCÁRIA

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
VALESKA RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO / UNICESP

Autor
Mário César Ferreira / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O objetivo do estudo foi analisar a relação entre a atividade de atendimento ao público, o treinamento e o custo humano do trabalho dos Gerentes de Contas de uma instituição bancária no Brasil. Buscou-se investigar em que medida o treinamento disponibilizado pela instituição tem contribuído para minimizar o custo humano da atividade de atendimento, agregando eficiência e eficácia aos serviços e proporcionando o bem-estar dos bancários. O referencial teórico-metodológico utilizado é o da Ergonomia da Atividade (Ferreira e Mendes, 2003), neste caso, aplicada ao serviço de atendimento ao público. A Análise Ergonômica do Trabalho – AET (Guérin et al., 2001) compreendeu a realização de análise documental, aplicação das escalas (n= 59) de Avaliação das Condições, Organização e Relações Sociais de Trabalho e de Avaliação do Custo Humano do Trabalho (que integram o instrumento validado, “Inventário de Trabalho e Riscos de Adoecimento – ITRA”, Ferreira e Mendes, 2004). O trajeto metodológico incluiu, ainda, a realização de entrevistas semi-estruturadas (n=13) e de observações livre (20 horas) e sistemática (15 horas) da atividade. Os resultados da pesquisa indicaram a predominância dos custos cognitivo e afetivo na gestão da complexidade dos elementos que compõem a atividade de atendimento ao público, decorrente, sobretudo, de insuficiente organização do trabalho, caracterizada por sobrecarga de trabalho, cobranças por atendimento de metas de produtividade e pressão temporal. A discrepância entre trabalho prescrito e real revelou sua criticidade na concomitância dos atendimentos telefônico e presencial e na expressão do conflito entre duas funções atribuídas a um mesmo trabalhador: gerência de relacionamento e gerência de contas. As representações dos sujeitos revelaram a existência de treinamentos de qualidade na instituição, mas que, em razão da insuficiente organização do trabalho. Entretanto, a participação nesses eventos é percebida como pouco expressiva, se comparada às percepções das necessidades de treinamento. Tal resultado é indicador da falta de suporte organizacional, característica de um modelo de gestão que privilegia a produção em detrimento do desenvolvimento e do bem-estar do funcionário. Os resultados da pesquisa mostraram que o treinamento tem contribuído de forma pouco significativa para minimizar o custo humano do trabalho dos Gerentes de Contas. Assim, confirma-se a hipótese segundo a qual o modelo de treinamento, de natureza tecnocêntrica, é pouco compatível com as exigências e características das situações reais de trabalho, gerando um custo humano de predomínio negativo.


Título Completo
Contribuições das dimensões intrínseca e extrínseca da usabilidade: estudo comparativo

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
ALEXANDRE MAGNO DIAS SILVINO / Instituto de Ciências do Trabalho

Autor
Júlia Issy Abrahão / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A evolução da internet e informática propiciam novas formas de interação entre organizações e seus clientes e revoluciona o trabalho. A relação entre usuário e organização, nesse contexto, é mediada pelas interfaces que permitem a obtenção e inserção de dados. A interface gráfica deve promover uma navegação intuitiva, por meio de uma manipulação direta evidenciada pelo uso de metáforas inteligíveis a pessoas com diferentes perfis. Nessa perspectiva, a adoção de técnicas que permitam avaliar a interface e produzir diagnósticos para adequá-las ao público-alvo torna-se premente. Este estudo objetiva comparar duas dessas técnicas: avaliação de especialistas em usabilidade intrínseca e a avaliação da usabilidade extrínseca por meio da análise da atividade. A amostra para a análise de especialistas (n=10) teve a idade variando entre 19 e 41 anos, e a área de formação Psicologia e Desenho Industrial, vinculados ao Laboratório de Ergonomia da UnB, experientes em Internet e domínio dos Critérios de Usabilidade. Para a análise da atividade os sujeitos foram divididos entre debutantes (n=25), pessoas que nunca navegaram, e experientes (n=25), mais de 300hs de navegação. A idade variou de 18 a 50 anos, escolaridade variou entre nível superior (n=23), segundo grau (n=15) e primeiro grau (n=12). O percurso metodológico consistiu em reunir o grupo de especialistas, solicitando uma análise individual da interface. Em seguida, os especialistas foram reunidos e elaboraram consensualmente um diagnóstico contendo elementos críticos da interface. Paralelamente, foi realizada a análise da atividade, solicitando aos participantes a execução de 5 tarefas. A analise privilegiou as estratégias operatórias para resolução de problemas, os incidentes críticos e os erros. Os resultados apontaram que a avaliação de especialistas permite uma análise mais geral da interface enquanto a análise da atividade evidencia problemas específicos encontrados para aquela amostra e finalidade. Essa diferença não é somente de natureza quantitativa, mas qualitativa, destacando detalhes que dificultam ou facilitam a navegação. Assim, a análise da atividade permite o diagnóstico de elementos que não podem ser inferidos sem a navegação do usuário e a proposição de soluções mais efetivas para adequação dos recursos de navegação, como o texto e localização do menu, ajustar a influência das figuras na ação, reduzir o impacto de elementos extras à navegação, reduzir a carga informacional. A guisa de conclusão, percebe-se que as análises podem ser complementares, mas a análise da atividade fornece um diagnóstico mais centrado às necessidades do usuário.


Título Completo
Ergonomia cognitiva e Exclusão digital: a competência como elemento de (re)concepção de interfaces gráficas

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
ALEXANDRE MAGNO DIAS SILVINO / Instituto de Ciências do Trabalho

Autor
Júlia Issy Abrahão / Universidade de Brasília

Resumo Geral
No século XXI a Internet adquire um novo status dado seu poder de compartilhamento de dados na sociedade da informação. Dentre as possibilidades destaca-se a instalação de serviços, oferecendo benefícios que se traduzem em ganho de tempo, financeiro e efetividade no contato com o cidadão. Tais benesses se tornam mais um fator de desigualdade social quando somente parte da população tem acesso à cidadania virtual. Aqueles que não têm acesso são chamados de excluídos digitais. Duas estratégias para reduzir o contingente de desfavorecidos recebem especial atenção do Governo e ONGs: a disponibilização de computadores, principalmente Telecentros comunitários, e execução de programas de capacitação em informática. A fim de propor uma terceira estratégia, este estudo objetiva demonstrar a viabilidade de considerar a adaptação da interface gráfica ao seu público alvo como instrumento de inclusão digital, bem como fornecer parâmetros para (re)concepção que auxiliem à minimizar a exclusão. O delineamento propõe 4 condições de estudo e a construção de ícones adaptados aos debutantes. Participaram 855 sujeitos, sendo 200 distribuídos nas condições (25 debutantes e 25 experientes para cada) e 655 debutantes para o procedimento de produção dos ícones. A primeira condição avalia um sítio bancário considerando: a lógica interna (usabilidade intrínseca) e a navegação com usuários (navegabilidade), produzindo um diagnóstico e parâmetros de desempenho. A segunda condição avalia o papel da inserção dos ícones na estrutura original do sítio. A terceira analisa o desempenho dos sujeitos na interface (re)concebida a partir do diagnóstico da 1ª condição. A quarta investiga o efeito da interação entre a nova configuração do sítio com os ícones produzidos. Cada condição é composta por sujeitos diferentes para evitar aprendizado. Os resultados apontam para uma diferença significativa entre expertise. A magnitude dessa diferença é reduzida nas condições em que houve tentativa de favorecer os debutantes. Na condição 2 os debutantes se desempenharam significativamente melhor que na condição 1 nas tarefas em que o uso dos ícones era desejado. A 3ª condição favoreceu significativamente o desempenho dos debutantes nas tarefas de encontrar a informação. A 4ª condição os beneficiou em todas as tarefas. Três conclusões emergem diretamente desses dados: adaptar a interface às representações para ação dos debutantes possibilita que eles obtenham sucesso; adaptar o sítio para os debutantes não impossibilita que os experientes desempenhem com a mesma eficácia e adaptar a interface à competência das pessoas eleva a performance e reduz a necessidade de treino.


Título Completo
Habilidades Sociais na Dinâmica da Ação Ergonômica

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
CARMEN LÚCIA CAMPOS GUIZZE / Universidade Federal do Rio de Janeiro- COPPE

Autor
Mario Cesar Vidal / Universidade Federal do Rio de Janeiro - COPPE

Resumo Geral
Esta apresentação trata da ação ergonômica na empresa. O sucesso desta forma de intervenção decorre de uma construção social adequada onde as habilidades interpessoais (HI´s) são implicitamente consideradas como bem manejadas por agentes competentes. HI´s podem ser definidas como o fundamento das interações entre a equipe de ergonomia e os operadores observados. A ação ergonômica supõe uma construção social, para produzir, concomitantemente, envolvimento e eficácia (Argyris, 1985, Daniellou, 1986, Vidal, 2001). O funcionamento eficaz de uma ação ergonômica requer que a equipe de Ergonomia se articule com vários grupos, de natureza e composição distintas para referenciar-se ao longo da intervenção. A compreensão da realidade da atividade de trabalho, no cerne da ação, é estabelecida de forma participativa, mediante interações dialógicas, viabilizadas num espaço de cooperação entre os trabalhadores e os ergonomistas. A incompetência em termos de HI´s implica em intercorrências dialógicas na construção social. Isto redunda em prejuízos, como o prolongamento do trabalho para ajustes e até o cancelamento do contrato. Para a empresa, aumentam os problemas já existentes, decorrentes da ausência de ergonomia; para os trabalhadores, a não implantação das mudanças. O campo empírico foi formado por dois casos, onde se aplicou o método de construção social, mas as interações dialógicas aconteceram de formas distintas. Na empresa de confecção, a postura autoritária por parte dos ergonomistas resultou em dificuldades para a obtenção das informações, além de forte resistência à presença da equipe. As recomendações não foram implantadas e os custos da ausência de Ergonomia foram maximizados. Na empresa de aviação, as interações junto ao comissariado aconteceram de modo a priorizar uma escuta respeitosa e o diálogo participativo. As mudanças foram aceitas implicando num aumento de desempenho do grupo. Em ambos os casos a competência em HI´s aparece como o elemento central de explicação. Face ao exposto, podemos afirmar que o ergonomista precisa realizar papéis conversacionais (Gofmann, 1973), constituindo redes de relações que exigem habilidades interpessoais para lidar com diversos tipos de pessoas e isso nos mais variados contextos. As habilidades interpessoais, implicitamente consideradas como bem manejadas por agentes competentes, requerem um aprendizado. Esta pesquisa aponta para o desenvolvimento de habilidades interpessoais enquanto técnicas ensináveis.


Título Completo
Internet de bolso: a organização da interface para navegação em PDAs

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
TIAGO BARROS PONTES E SILVA / Universidade de Brasília

Autor
Júlia Issy Abrahão / Universidade de Brasília

Autor
Alexandre Magno Dias Silvino / Instituto de Ciências do Trabalho

Resumo Geral
No Brasil, é crescente a popularização dos artefatos portáteis, como telefones celulares e Personal Digital Assistants – PDAs, e sua utilização para a navegação em páginas de internet. No entanto, observa-se uma visão tecnocêntrica na concepção dessas interfaces, que contribui para dificultar a utilização desses sistemas tecnológicos. Tal fator, associado aos altos custos do equipamento, leva muitos usuários potenciais a desistirem do uso desses artefatos. Uma das alternativas para minimizar esses efeitos é adaptar as páginas de Internet de forma a contemplar as necessidades e a lógica de navegação dos usuários contribuindo para que os serviços, produtos e informações se tornem acessíveis. Neste contexto, se insere o presente estudo, que tem como objetivo investigar a melhor forma de apresentação da informação para navegação de usuários experientes via PDA. O referencial teórico se apóia nos conceitos de competências, estratégias, modos operatórios e representações para ação, oriundos da Ergonomia Cognitiva. No delineamento do estudo procedeu-se a uma adaptação dos procedimentos propostos pela tecnologia de avaliação de interfaces, adaptada da Análise Ergonômica do Trabalho e da Análise Cognitiva da Tarefa. Os dados foram coletados por meio de observações sistemáticas, entrevistas semi-estruturadas e questionário.Participaram da pesquisa 14 usuários experientes em Internet e em PDAs, sendo 10 do sexo masculino e 4 do feminino, com idade entre 20 e 35 anos. A metade dos participantes possui o grau superior completo e a metade restante está cursando o nível superior. Foram comparados dois modelos de apresentação das informações da interface, o modelo tradicional e o linearizado. Os dois modelos tiveram um desempenho diferenciado na navegação, onde o grupo que utilizou o modelo tradicional obteve o melhor desempenho na execução da tarefa inicial e o grupo que utilizou o modelo linearizado o melhor desempenho na execução da segunda tarefa. Os resultados obtidos apontam na direção de que o melhor modelo para a apresentação das informações é aquele que permite ao usuário utilizar suas competências para a execução das tarefas. Portanto, além das habilidades de manipulação do artefato, outros conhecimentos anteriores à ação podem favorecer o processamento dos usuários de forma a tornar a navegação mais efetiva. Sugere-se que a interface deve manter as pistas que permitem ao usuário estruturar melhor o problema da navegação, facilitando a categorização da informação apresentada e, assim, agir por meio de modos operatórios efetivos. Esses resultados iniciais merecem ser validado por uma amostra mais estratificada e que contemple um número maior de usuários.


Título Completo
O Contexto da Atividade dos Profissionais de Segurança do Trabalho: uma problemática desconhecida

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
FABIANA RIBEIRO MONTEIRO / UFPB

Autor
Anísio José da Silva Araújo / UFPB

Autor
Déborah Dornellas Ramos / UFPB

Autor
Daniele Viana Alves / UFPB

Resumo Geral
O presente estudo faz parte de um conjunto de pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo de Pesquisa Psicologia Social, Subjetividade e Trabalho da Universidade Federal da Paraíba, destacando a investigação sobre a Atividade dos Profissionais de Segurança do Trabalho de uma companhia nordestina geradora de energia elétrica. Técnicos de Segurança, Engenheiros e Auxiliares de Segurança, são intitulados pela responsabilidade da prevenção dos riscos e da segurança nas mais diversas organizações. O Brasil é um dos países que possue um dos maiores índices de acidentes no trabalho, e paradoxalmente, evidencia pouquíssimos estudos sobre os trabalhadores que lidam com esta temática no seu cotidiano laboral. Sabe-se que os acidentes de trabalho ultrapassam as circunstâncias técnicas e materiais que o condicionam de forma imediata, envolvendo dimensões econômicas, sociais, psicológicas, sociológicas e organizacionais. Frente a isso, o acidente revela-se um meio privilegiado de acesso a uma cadeia complexa de determinações. Os acidentes são concebidos como produto de relações sociais do trabalho que, por sua vez, representam a “maneira pela qual é gerenciado o relacionamento entre uma pessoa e seu trabalho”. Neste sentido, uma gestão efetiva da Saúde e Segurança do Trabalho não é possível sem que o trabalhador seja incorporado na definição de sua própria segurança. Estas são algumas reflexões teóricas que compõem e justificam junto com a Ergonomia da Atividade e a Psicodinâmica do Trabalho, o universo das implicações da atividade dos profissionais de segurança nas ações na qualidade de vida no trabalho. O presente estudo utilizou-se da metodologia qualitativa através de Entrevistas Semi-Estruturadas com doze participantes da referida estatal na cidade do Recife – PE. A Análise de Conteúdo Temática revelou intrigantes aspectos, entre eles destacam-se, o sentimento de desvalorização dos profissionais da segurança por parte da população da empresa, pressões para o cumprimento de prazos e normativos, sobrecarga da jornada de trabalho, dificuldade de apoio da cultura organizacional, desatualização dos instrumentos/equipamentos de trabalho, bem como a falta de investimentos financeiros para suas recomendações. Verifica-se, portanto, a necessidade de mais estudos entre esses profissionais, especialmente na elaboração dos métodos de intervenção mais adaptados as suas necessidades e, conseqüentemente, para a melhoria das condições de segurança, confiabilidade e eficiência produtiva dos sistemas de produção.


Título Completo
Inveja, Poder e Ambição em um Grupo de Funcionários Bancários

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
ANA LUCIA FERREIRA RIOS / Universidade de Fortaleza

Autor
Regina Heloísa Maciel / Universidade de Fortaleza

Resumo Geral
Este trabalho objetivou verificar a relação existente entre o papel da inveja na busca do poder nas organizações a partir de uma leitura psicanalítica. A inveja pode ser vista como uma instância que, quando presente pode causar sofrimento e esse sofrimento tanto pode mover o sujeito na busca do poder, quanto pode resultar em paralisação. A inveja, portanto, pode ter um caráter destrutivo, mas também, pode assumir um papel primordial e motivador na busca do poder pelo sujeito. Visto que, motivar significa mover, colocar em movimento e a inveja, mesmo não sendo considerado um sentimento nobre, motiva e impulsiona o sujeito a realizar o seu desejo.Existem várias maneiras de representação do poder pelo sujeito, desde aquela em que o sujeito delega o poder ao outro, assim como aquela em que o outro é causa de opressão, tendo o poder sobre ele. Porquanto o poder é uma instância que, por natureza, é investida de significados simbólicos, assim como é também, uma representação simbólica na psique do sujeito. O universo simbólico do sujeito não só é o meio no qual ele está inserido, mas também é aquilo que lhe é mais inerente, ou seja, a sua própria subjetividade. Para a realização do trabalho utilizamos uma abordagem qualitativa. Para sua efetivação obtivemos a colaboração do Sindicato dos Bancários do Ceará que nos forneceu uma lista de possíveis participantes. Foram entrevistados quatro bancários. Utilizamos como instrumento de levantamento de dados entrevistas não diretivas, uma vez que estas não seguiam um roteiro, mas iam se desenvolvendo de forma a verificar a relação existente entre as instâncias poder e inveja. A partir das entrevistas obtivemos como resultados principais que, do ponto de vista dos entrevistados, não há uma relação direta entre ambicionar ter poder e sentir inveja, no sentido de que “ambição” é visto como um sentimento positivo e “inveja” com uma conotação negativa. A ambição, simbolicamente, não se dirige a um outro, mas motiva o sujeito na direção do desejo de ter poder. A inveja, por outro lado, retira, simbolicamente, sua conotação negativa do fato de ser dirigida a um outro. Assim, nos relatos podemos perceber a facilidade com que os participantes relatam a ambição de poder, mas não a inveja do poder. A inveja permanece velada atrás da ambição, pois que esta última não possui um alvo específico e pode assim ser expressa livremente. Já o sentimento de inveja não pode ser expresso.


Título Completo
Adaptação e validação de um Instrumento de Suporte à Transferência de Treinamento a Distância

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
VANESSA PORTO BRIXI / Universidade de Brasília

Autor
Gardênia da Silva Abbad / Universidade de Brasília

Autor
André Wogel / Universidade de Brasília

Autor
Annelise T. Soares / Universidade de Brasília

Autor
Clara Brasiliano Ribeiro Cantal / Universidade de Brasília

Autor
Lídia Skorupa Parachin / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O objetivo deste trabalho foi avaliar o suporte à transferência de conhecimentos adquiridos no curso Certificação Digital para o trabalho. O treinamento foi oferecido a distância por uma universidade corporativa de uma grande instituição financeira nacional. Revisões de literatura indicaram que variáveis do contexto organizacional exercem influência direta e mantém correlações positivas com o impacto do treinamento no trabalho. Com a finalidade de avaliar características desse contexto, utilizou-se um instrumento composto por 18 itens associados a uma escala tipo Likert com cinco pontos (1=nunca a 5=sempre) para avaliar suporte psicossocial e material à transferência de treinamento. O questionário foi adaptado, digitalizado e enviado pela intranet a todos os participantes do curso (560 pessoas). A população treinada tinha idade variando de 20 a 58 anos com média de 39 anos. A maioria (61,3%) era do sexo masculino e a população estava distribuída principalmente nas regiões Nordeste (31,3%), Sudeste (31,1%) e Centro-Oeste (27,5%) e lotados na área-fim da empresa (76,4%). Responderam ao instrumento de suporte 132 pessoas (índice de retorno de 23,57%), as quais tinham, em média, 41 anos de idade. A maioria deles é do sexo masculino (67,4%) e residia na região Nordeste (39,4%), sendo que 79,5% estavam alocados na área-fim da empresa. O tempo de serviço dos respondentes era de 15 anos, em média, (Desvio Padrão = 7,96) sendo que 72,7% deles possuíam ensino superior completo. A maioria dos itens foi avaliada positivamente, ou seja, na organização, há suporte material e psicossocial freqüentemente ou sempre. O instrumento, submetido às análises dos Componentes e Eixos Principais, mostrou uma estrutura empírica bifatorial, psicometricamente válida e consistente. Os dois fatores explicam 70,55% do total da variância explicada e mantinham correlação significativa entre si (r=0,56). Três dos itens do questionário não apresentaram cargas fatoriais significativas em nenhum dos fatores, portanto foram excluídos das análises. O primeiro fator, suporte psicossocial à transferência, continha dez itens com cargas fatoriais variando de 0,61 a 0,89. O segundo fator, suporte material à transferência, possuía cinco itens com cargas fatoriais variando de 0,65 a 0,90. A análise de consistência interna das escalas mostrou Alpha de Cronbach de 0,94 para o fator 1 e de 0,92 para o fator 2. Os itens excluídos não possuíam conteúdo compatível com a organização estudada. Os resultados serão discutidos em termos de suas implicações para as pesquisas na área de avaliação de treinamentos a distância.


Título Completo
Atuação e desafios da Psicologia Organizacional e do Trabalho em um empreendimento cooperativo de trabalho

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
MARA MARÇAL SALES / PUC-MG/São Gabriel

Autor
João César de Freitas / PUC-MG/UFMG

Autor
Jéssica Damasceno / PUC-MG/São Gabriel

Autor
Ligiane Regina da Silva / PUC-MG/São Gabriel

Autor
Priscila Tatiane Oliveira Vale / PUC-MG/São Gabriel

Autor
Tatiana Seabra de Souza / PUC-MG/São Gabriel

Resumo Geral
Atualmente, aumentam as pressões pelo surgimento de alternativas que busquem enfrentar problemas como o desemprego e a exclusão social, decorrentes de um sistema capitalista, cuja finalidade precípua de acumulação de capital tem significado a preponderância da racionalidade econômica em detrimento de aspectos sociais. Entre essas alternativas destacam-se aquelas objetivadas pela Economia Solidária, que visam oferecer oportunidades reais de re-inserção na economia para as camadas mais excluídas e marginalizadas – tema que tem sido estudado por Singer e Souza (2003) e Pochmann (2004), dentre outros. Organizados na forma de cooperativas ou associações, operadores autônomos desenvolvem atividades produtivas solidárias que têm como características básicas: formas democráticas de tomada de decisões e a distribuição igualitária dos rendimentos, da propriedade e do controle coletivo dos meios de produção. O presente resumo apresenta os resultados de pesquisa realizada em uma cooperativa de serviços (na área de hotelaria e restaurante) da cidade de Belo Horizonte. Trata-se de um estudo de caso cujos objetivos abrangeram: investigar a forma de organização da cooperativa focalizada, analisando convergências e dissonâncias entre os princípios do cooperativismo e as práticas efetivas; investigar o sentido atribuído ao trabalho pelos cooperados e analisar as possibilidades de atuação da Psicologia no campo do trabalho em bases cooperadas. A coleta de dados fez uso dos seguintes instrumentos: entrevistas semi-estruturadas (com dez cooperados e com os diretores da cooperativa), observação participante nas rotinas de admissão de novos cooperados/convocação dos membros para prestação de serviços e análise dos instrumentos e formulários utilizados pela cooperativa. A análise dos dados apontou a dificuldade dos membros da cooperativa no tocante à compreensão dos princípios do cooperativismo e uma conseqüente desconsideração de parâmetros e ações que deveriam caracterizar a afiliação à iniciativa (especialmente, a gestão democrática, o investimento em educação e a intercooperação). Como consequência, os dados indicam a permanência de reivindicações, por parte dos trabalhadores cooperados, fundadas em perspectivas e garantias típicas do mercado formal de trabalho. Por outro lado, a análise das rotinas da organização mostrou a inexistência de práticas sistematizadas que pudessem apoiar o desempenho e desenvolvimento dos cooperados. Em especial, no tocante àqueles profissionais alvo de avaliações negativas por parte dos contratantes, observou-se que os mesmos não têm acesso a estes dados, passando simplesmente a serem alijados da atuaçao. Tal cenário apontou duas grandes frentes de atuação para a Psicologia Organizacional e do Trabalho: uma relaciona-se ao campo dos fenômenos grupais, na condução de processos que possam contribuir para uma real assunção dos princípios do cooperativismo e dos fundamentos da autogestão. Outra relaciona-se à adaptação de rotinas de gestão de pessoas que, não se propondo a simplesmente reproduzir as práticas típicas das organizações que pautam-se exclusivamente pela busca do lucro, possam contribuir para melhoria do desempenho tanto dos indivíduos quanto do coletivo de trabalho. Finalmente, essa experiência revalidou a convicção dos autores de que é possível e necessário propor modelos alternativos de gestão dos trabalhadores, que considerem a dimensão política e privilegiem o protagonismo como possibilidade efetiva de intervenção.


Título Completo
Avaliação de Necessidades de Treinamento do Posto de Licenciamento do Detran-DF

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
DUCILENE SILVA OLIVEIRA ANDRADE / Universidade Católica de Brasilia

Autor
Maria Júlia Pantoja / Universidade Católica de Brasilia

Resumo Geral
As vertiginosas mudanças no cenário mundial vêm afetando substancialmente as organizações de trabalho que impelidas a atuarem em consonância com essas mudanças vêm conferindo à área de gestão de pessoas um posicionamento estratégico, especialmente no que tange à função Treinamento e Desenvolvimento (T&D) que se apresenta como um instrumento essencial na formulação de respostas ágeis e flexíveis às novas exigências e demandas da sociedade. Tradicionalmente, a função de T&D é concebida como um sistema constituído por três subsistemas interdependentes entre si: avaliação de necessidades, planejamento e execução e avaliação de treinamento. O foco do presente trabalho recaiu sobre o subsistema avaliação de necessidades de treinamento e teve como objetivo diagnosticar as necessidades de capacitação em um Posto de Licenciamento vinculado ao Departamento de Trânsito do Distrito Federal. Para tanto, foram identificadas as competências necessárias para atuação na área de atendimento ao público, bem como traçada uma proposta de capacitação e desenvolvimento, com base no diagnóstico realizado. A amostra do presente estudo foi composta de 12 (doze) servidores do setor de atendimento ao público e os dados foram coletados por meio de entrevistas e questionários. Os resultados obtidos indicaram que, na percepção dos servidores pesquisados, entre as competências requeridas para atuação no setor de atendimento destacaram-se as competências técnicas e comportamentais relacionadas à comunicação e proatividade. Além disso, foi realizado diagnóstico de necessidades de treinamento com base no mapeamento de competências considerando o grau de importância do conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA´s) para a execução do trabalho, bem como o grau de domínio demonstrado pelos servidores estudados em cada uma das competências identificadas. Os resultados subsidiaram o delineamento de uma proposta de capacitação de pessoas. São discutidas ainda, implicações práticas de tais resultados, bem como enfatizada a importância um processo cuidadoso de avaliação de necessidades de treinamento para o alcance de maior eficácia das ações de capacitação no trabalho.


Título Completo
Diagnóstico de Aprendizagem Organizacional no Centro Regional de Contadoria do Banco do Brasil

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
Joana Paulla Negri de Almeida / Universidade Católica de Brasilia

Autor
Maria Júlia Pantoja / Universidade Católica de Brasília

Resumo Geral
As organizações do trabalho estão mergulhadas num ambiente de profundas e constantes mudanças, que exigem a formulação de estratégias que promovam a aquisição de novos conhecimentos e de melhores compreensões de suas ações dentro de um meio bastante competitivo e exigente, com o objetivo de atuarem de forma mais eficaz dentro das organizações. Nesse contexto, a aprendizagem no ambiente de trabalho vem conquistando considerável espaço nas organizações. Sabe-se que quanto mais diversificado é o conjunto de estratégias desenvolvidas pelo indivíduo, maior será sua capacidade de aprender e monitorar seu processo de aprendizagem. A visão de aprendizagem sob o nível do indivíduo é focalizada em diversas abordagens teóricas e o presente trabalho dará ênfase sobre ela. Priorizando as diferentes estratégias como capacidades essenciais à facilitação e otimização dos processos de aprendizagem no trabalho. Nesta perspectiva, observa-se que motivação e aprendizagem são processos interdependentes, ou seja, para que o aprendizado aconteça, o aprendiz precisa estar disposto a assimilá-lo e praticá-lo no contexto de trabalho. Esta pesquisa teve como objetivo identificar quais as estratégias de aprendizagem utilizadas por uma amostra de 40 profissionais que atuavam no Centro Regional de Contabilidade de Brasília e seu grau de motivação para aprenderem no ambiente de trabalho. Por meio de questionários foi possível identificar as principais estratégias utilizadas pelos funcionários, quais sejam elas: Reflexão, Busca de Ajuda em Material Escrito, Aplicação na Prática, Reprodução e Busca de Ajuda Interpessoal. Os resultados identificaram que a estratégia Busca de Ajuda Interpessoal foi a estratégia de uso mais significativo na opinião dos participantes do estudo. Além disso, os dados obtidos forneceram subsídios à discussão das implicações práticas e para necessidade de desenvolver mecanismos de aprendizagem e programas que aprimorem as estratégias de aprendizagem já existentes e que estimulem a aquisição de novas estratégias, tais como, treinamento, rodízios ou programas de disseminação do conhecimento.


Título Completo
Estratégias de gestão de pessoas, subjetividade e envolvimento dos trabalhadores

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
LIS ANDRÉA PEREIRA SOBOLL / Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-USP

Resumo Geral
Sistema Psíquico Organizacional é o processo que liga de um lado o sistema psíquico do indivíduo e, de outro ,as políticas e os procedimentos que a organização coloca para atingir seus objetivos, promovendo uma correspondência entre estruturas sociais organizacionais e as estruturas mentais dos trabalhadores (Aubert e Gaule,1991). A relação entre os objetivos organizacionais e os interesses dos trabalhadores encontra-se mediada por elementos econômicos, políticos, ideológicos e psicológicos (Pagés, 1983). Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa do tipo estudo de caso, de natureza quali-quanti e de corte transversal, desenvolvida como dissertação de mestrado. O estudo foi realizado num hospital privado e abordou as estratégias de gestão de pessoas enquanto instrumentos de envolvimento e controle dos trabalhadores. Entrevistas e questionários foram os meios utilizados para a coleta dos dados, tendo em vista 220 profissionais da área de enfermagem. No hospital estudado, os mecanismos de gestão autoritários e fundados em ameaças intimidavam os comportamentos desviantes, impedindo o surgimento de questionamentos e confrontos explícitos, tornando os trabalhadores apáticos e dóceis para servir aos objetivos organizacionais. Esta estrutura de gestão encontrava legitimidade por estar sustentada em estratégias de controle psicológico e ideológico, presentes desde o processo de captação e seleção dos trabalhadores, instauradoras da submissão, da aceitação das regras sem questionamento, da adesão às exigências organizacionais e ao ritmo intenso de trabalho e da representação das ações de exploração com algo natural, inerente ao trabalho ou como favorecimento ao trabalhador. Os mecanismos, de baixo custo operacional, utilizados para criar a conformidade dos trabalhadores à forma de funcionamento da organização se sustentavam por meio da: a) manutenção e promoção da alienação; b) mobilização da subjetividade e do afeto; c) exploração dos vínculos afetivos; e d) aproveitamento das condições de vida e de trabalho dos profissionais de enfermagem. “Contratar burro para pagar pouco” foi o discurso utilizado pelo representante da área de Recursos Humanos para sintetizar a orientação prática da gestão de pessoas nesta organização. Se os fins justificam os meios, esta organização hospitalar é uma empresa de sucesso, cuja eficácia está em cumprir seus objetivos econômicos, políticos e sociais via exploração da alienação, dos afetos e das condições concretas de vida dos trabalhadores.


Título Completo
Estudo comparativo de Reação aos Resultados entre dois cursos a distância

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
ANNELISE THIELE SOARES / Universidade de Brasília

Autor
Lídia Skorupa Parachin / Universidade de Brasília

Autor
Clara Brasiliana Ribeiro Cantal / Universidade de Brasília

Autor
Vanessa Brixi / Universidade de Brasília

Autor
Amanda de Moura Walter / Universidade de Brasília

Autor
Gardênia da Silva Abbad / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Reações, mensuradas como o nível de satisfação dos participantes com diversos aspectos de um curso, têm sem mostrado importante variável explicativa de aprendizagem e com transferência de treinamentos presenciais. Análises da literatura especializada mostram, entretanto, uma escassez de pesquisas em avaliação de treinamentos a distância e poucas tentativas de avaliar sistematicamente as reações dos participantes a cursos desse tipo. O objetivo da presente pesquisa foi comparar as reações dos participantes aos resultados de dois cursos a distância, oferecidos pela MSD Tecnologia Educacional. Responderam ao instrumento de reação aos resultados 710 participantes do curso Mediação e Arbitragem e 223 do curso Formação de Consultores, totalizando 933 casos. O primeiro curso previa carga horária de 60 horas a distância e 40 horas com presença, enquanto o segundo previa 60 horas totalmente a distância. O instrumento continha 3 itens associados a uma escala tipo Likert de 11 pontos (0=nenhuma a 10=muita) que avaliavam o grau de assimilação dos conteúdos, capacidade de transferir os conhecimentos a outras pessoas e capacidade de aplicar os conhecimentos em diferentes situações. Os respondentes provenientes do curso Mediação e Arbitragem tinham 35 anos de idade, em média, com desvio padrão de 9,02 e residiam, em sua maioria, no Distrito Federal (38,5%). Já os respondentes provenientes do curso Formação de Consultores tinham 34 anos de idade (dp=10,06), em média, e grande parte residia em São Paulo (18,8%) e no Rio Grande do Sul (17%). Para análise dos dados, utilizou-se o pacote estatístico SPSS, versão 11.5. Realizaram-se Testes T a fim de se detectar eventuais diferenças significativas entre as médias das respostas dos participantes dos dois cursos aos três itens do questionário. Foram encontradas diferenças significativas (p=0,001) na avaliação de reação aos resultados entre os dois cursos para os 3 itens, indicando que o curso Formação de Consultores foi melhor avaliado do que o curso Mediação e Arbitragem. Esses resultados serão discutidos com base em teorias instrucionais, na análise qualitativa do material didático dos dois cursos e nas avaliações de desempenho dos participantes durante o curso.


Título Completo
Expectativas do docente de educação tecnológica em uma universidade corporativa frente ao desenvolvimento transversal de competências atitudinais

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
PAULO ROBERTO TORRES BORGES / Petrobras

Resumo Geral
Este estudo investigou a expectativa dos docentes de ensino tecnológico da Universidade Petrobras quanto à pertinência e possibilidade de os cursos e disciplinas por eles ministrados ou coordenados, de natureza eminentemente tecnológica, contribuírem para o desenvolvimento transversal de cinco competências de natureza atitudinal, estabelecidas pela empresa para serem desenvolvidas por todos seus colaboradores. Os docentes foram também consultados para identificar que aspectos do ensino devem alterar e as barreiras a superar para alcançar tal objetivo. Através do método quantitativo, com delineamento exploratório, verificaram-se 35 sujeitos respondentes de questionário distribuído à atual população de 62 docentes de educação tecnológica dessa universidade corporativa. Os resultados demonstraram significativa expectativa da maioria dos respondentes na pertinência e possibilidade dos seus cursos e disciplinas incluírem o desenvolvimento dessas competências. Verificou-se ainda uma tendência de fortalecimento dessas convicções nos docentes quanto maiores forem suas faixas etária e de experiência didática. Além disso, os docentes identificaram uma quantidade também significativa de aspectos didáticos alteráveis e de barreiras a serem superadas para lograrem sucesso em tal tarefa. Dessa forma, os resultados aqui verificados constituem subsídios importantes para a reflexão e a priorização de ações envolvendo todo o pessoal da universidade corporativa dessa empresa – incluindo-se gerência, docentes, coordenadores didáticos e toda a equipe de apoio. Espera-se que tais análises sejam úteis à condução desse sistema educacional a ações ainda mais consistentes, refletidas, oportunas, como a formação e atualização continuada de docentes, coordenadores e gestores educacionais, adaptação de salas de aula e outros ambientes de aprendizagem (incluindo os virtuais) ao novo paradigma, melhoria contínua nos processos administrativos inerentes aos cursos, apoio técnico na produção de recursos instrucionais. Assim, a gerência da Universidade Petrobras conta com esses resultados e uma saudável cumplicidade demonstrada pelos respondentes para aumentar ainda mais a qualidade do seu processo de educação corporativa, desenvolvendo mais rapidamente seus colaboradores nas competências estabelecidas, bem como na adaptação de sua práxis educacional de modo coerente às características da organização de trabalho e do colaborador por ela requeridas.


Título Completo
Mapeamento das Percepções de Justiça Organizacional – Abrindo (ou Fechando) as Portas a um Plano de Cargos e Salários

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
MILTON MARINHO NOGUEIRA JÚNIOR / Universidade Paulista

Autor
DANIELA KUNZ SEBBA VASCONCELOS PITALUGA / Universidade Católica de Goiás

Resumo Geral
O estudo teve como objetivo o mapeamento das percepções de justiça em uma organização de trabalho, uma vez que tal problemática apresenta-se como um conceito contemporâneo que oferece grande interesse às ciências que auxiliam na compreensão dos fenômenos que norteiam a díade trabalhador-satisfação no trabalho, especialmente a Psicologia Social e Organizacional. Conforme aponta Mendonça (2003), o conceito em questão caracteriza-se por sua multidimensionalidade no contexto das organizações de trabalho, o que denota vinculação estreita com as dimensões sociais, políticas e econômicas do ser humano em sociedade. De acordo com Assmar (2000), a compreensão dos fenômenos que envolvem a justiça no ambiente de trabalho envolve a caracterização de três elementos distintos para a formação do construto, quais sejam: justiça distributiva, justiça processual e justiça interacional. Desta feita, buscou-se identificar quais os elementos que compunham a justiça, bem como a injustiça na Empresa Z (empresa prestadora de serviços na cidade de Goiânia cujo nome foi omitido em razão de sigilo ético), dando significativa importância à justiça distributiva, apresentando esta dimensão de estudo como eixo fundamental para a consecução de um Plano de Cargos e Salários. Desta feita, foi utilizada a Escala de Percepção de Justiça Organizacional, tipo Likert (indicação do grau de concordância variando de Discordo Totalmente a Concordo Totalmente), validada por Mendonça, H., Pereira, C., Tamayo, A. & Paz, M.G.T. (2003). Em um primeiro momento houve uma reunião com a Diretoria da Empresa Z para apresentação da linha de pesquisa, como também a solicitação de autorização do estudo; posteriormente, foi oferecida a folha de pagamento sintética da organização para escolha aleatória dos sujeitos, respeitada a composição sob forma de amostra estratificada de colaboradores (trabalhadores em regime celetista há – pelo menos – 06 [seis] meses na empresa), garantindo uma média representativa (37% da população) a partir dos diversos níveis hierárquicos que representavam a estrutura formal da entidade. Os resultados apontaram para um notório questionamento acerca do item justiça distributiva (principalmente no que concerne à distribuição de recursos, promoções, salários e demais recompensas), uma vez que seus resultados se mostraram inferiores à média, viabilizando uma intervenção no que tange à implantação e administração de uma Sistemática de Cargos e Salários, por se tratar de um instrumento de ação em Recursos Humanos, na tentativa de alterar a perpetuação de uma realidade de desinteresse e insatisfação ocasionados pelo trabalho.


Título Completo
O processo de socialização organizacional em uma Instituição Privada de Ensino Superior

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
RAQUEL FERREIRA MIRANDA / Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Autor
Íris Barbosa Goulart / FEAD

Resumo Geral
A partir da década de 1990, o cenário do ensino superior no Brasil tem se caracterizado pelo significativo incremento do número de instituições de ensino superior da rede privada. A busca de um diferencial por essas instituições tem determinado a adoção de novos modelos de gestão acadêmica e administrativa, que exercem efeitos sobre as relações entre as pessoas e influenciam a consolidação da cultura organizacional. Nesta pesquisa, buscou-se compreender como uma Instituição de Ensino Superior – IES - da rede privada efetiva o processo de socialização de docente novatos, buscando analisar coerência entre os valores organizacionais expressos pelo fundador/diretor e a percepção social que coordenadores de curso e pedagógico construíram destes valores, ao longo de seu exercício profissional na IES de, pelo menos, dois anos, bem como a coerência entre os valores expressos e as ações adotadas na organização visando a socialização dos docentes novatos. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, descritiva quanto aos fins, que constitui um estudo de caso desenvolvido numa Instituição de Ensino Superior da rede privada de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foram analisadas as táticas de socialização utilizadas pelos coordenadores e os documentos destinados à disseminação da cultura organizacional e dos valores institucionais. Os dados foram coletados por meio de entrevista livre com o fundador/diretor da IES e entrevistas semi-estruturadas realizadas com os coordenadores de curso e pedagógico. Foi feita também análise do documento denominado “Manual do Professor”, versão 2005. A interpretação dos dados foi feita mediante análise qualitativa de conteúdo, segundo a perspectiva de Bardin, e os resultados obtidos permitiram inferir que há relativa coerência entre os valores organizacionais expressos pelo fundador/diretor e a percepção social que os coordenadores possuem desses valores. O processo de socialização organizacional dos docentes novatos é pautado basicamente no uso de táticas institucionalizadas, havendo, contudo, certa incoerência entre os valores enunciados pela IES e as táticas de socialização utilizadas, já que o discurso de empreendedorismo e inovação não condiz com as práticas socializadoras, perpassadas pela ideologia institucional.


Título Completo
Os impactos dos programas de gestão ambiental nos trabalhadores e nos processos organizacionais

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
KÁTIA BARBOSA MACÊDO / Universidade Católica de Goiás

Autor
Keila Mara de Oliveira Faria / Universidade Católica de Goiás

Resumo Geral
O trabalho aborda a relação entre projetos de gestão ambiental em organizações e seu impacto nos trabalhadores. Trata-se de uma pesquisa de caráter descritivo e exploratório, realizada em duas indústrias goianas com Programas de Gestão Ambiental implantados. A pesquisa teve por objetivo levantar dados sobre motivos, funcionamento e gestão de Programas de Gestão Ambiental e verificar a percepção dos trabalhadores sobre eles. Utilizou-se a análise documental e entrevistas semi-estruturadas em amostra intencional de 12 trabalhadores. Os dados foram analisados utilizando-se a técnica de Análise Gráfica do Discurso, de Lane (1985). Os resultados indicam motivos distintos e formas diferenciadas de lidar com a questão ambiental nas organizações estudadas. Para a Organização A, o envolvimento com a questão ambiental, os investimentos em sensibilização/implantação do Programa, evidenciaram comprometimento da cúpula, enquanto que para a Organização B os motivos visaram mais o cumprimento da legislação, além de haver pouco investimento para sua sensibilização/implantação. Na Organização A, os trabalhadores declararam conhecer o Programa de Gestão Ambiental, além de terem recebido treinamentos para adequação das atividades que passaram por mudanças. Em sua percepção, o Programa de Gestão Ambiental funciona bem. Já na Organização B, os dados indicaram que o Programa de Gestão Ambiental não gerou mudanças no ambiente de trabalho; há desconhecimento sobre seu funcionamento; e, ainda, na percepção de alguns deles, a Organização desenvolveu o Programa para atender à legislação ambiental. Na percepção dos trabalhadores, a Organização A desenvolveu mudanças em todos os processos. Desenvolveu uma cultura para avaliar os impactos ambientais no processo de construção e para controlar todos os processos de entrada e saída que geravam impactos ambientais. Já na organização B, os processos geradores de efluentes da indústria foram controlados e foi criada a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE). A discussão enfoca as possibilidades de sensibilização e implantação para obter maior adesão.


Título Completo
Validação de Instrumento de Reação a Estratégias de Aprendizagem em um contexto de curso a distância.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
CLARA BRASILIANA RIBEIRO CANTAL / Universidade de Brasília

Autor
Lídia Skorupa Parachin / Universidade de Brasília

Autor
Annelise Thiele Soares / Universidade de Brasília

Autor
Vanessa Brixi / Universidade de Brasília

Autor
Gardênia Abbad / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Aprendizes adultos em situação de curso a distância são considerados clientelas de risco de evasão.Estudos sobre estratégias de aprendizagem são considerados importantes na investigação dos motivos que levam um aprendiz a evadir-se de um curso a distância. Há poucos estudos, entretanto, que pesquisam essas estratégias. O objetivo do presente trabalho foi validar um instrumento de avaliação de estratégias de aprendizagem em uma amostra de participantes de dois cursos a distância, oferecidos pela MSD Tecnologia Educacional. Estratégias de aprendizagem são procedimentos utilizados pelo indivíduo para aumentar a efetividade dos processos de aprendizagem. Essas estratégias podem ser modificadas por treinamento para adaptar-se ao tipo de conhecimento, habilidade ou atitude a ser aprendida. Este estudo enfocou dois tipos de estratégias: Estratégias Cognitivas e Comportamentais. O instrumento aplicado neste estudo continha 19 itens associados a uma escala tipo Likert de 11 pontos (0=nunca a 10=sempre) que avaliavam as referidas estratégias.Responderam ao instrumento 544 participantes do curso Mediação e Arbitragem e 148 do curso Formação de Consultores, totalizando 692 casos. O primeiro curso previa carga horária de 60 horas a distância e 40 horas presenciais, enquanto o segundo, ofertado totalmente a distância, previa uma carga horária 60 horas. Os respondentes do curso Mediação e Arbitragem tinham, em média, 35 anos de idade (Desvio Padrão=8,86), e residiam no Distrito Federal (46%). Já os respondentes do curso Formação de Consultores tinham, em média, 34 anos de idade, (DP=10,37) e residiam, em sua maioria, em São Paulo (17,6%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Santa Catarina (10,1%). A estratégia mais freqüentemente utilizada pelos participantes foi realizar os exercícios propostos pela disciplina (Média=9,55, DP=1,04) e a menos utilizada foi estudar em grupo ou em dupla (4,25, DP=3,51).O instrumento, submetido às análises dos Componentes e dos Eixos Principais, apresentou estrutura composta por três fatores. O primeiro fator, Busca de Ajuda Interpessoal, é composto por 6 itens com cargas fatoriais que variaram 0,50 a 0,93 (Alpha de Cronbach=0,88). O segundo fator, Aplicação Prática, é composto por 4 itens com cargas fatoriais que variaram de 0,31 a 0,80 (Alpha=0,76). O terceiro fator, Busca de Ajuda em Materiais, é composto por 7 itens com cargas fatoriais que variaram de 0,38 a 0,83 (Alpha=0,78). São recomendadas novas aplicações do instrumento para confirmação da estrutura empírica encontrada neste estudo. Serão discutidas as implicações práticas, teóricas e metodológicas desses resultados sobre avaliação de treinamentos a distância.


Título Completo
Validação de Instrumento de Reação a Procedimentos Instrucionais em participantes de cursos a distância

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
LIDIA SKORUPA PARACHIN / Universidade de Brasília

Autor
Clara Brasiliana Ribeiro Cantal / Universidade de Brasília

Autor
Vanessa Brixi / Universidade de Brasília

Autor
Annelise Thiele Soares / Universidade de Brasília

Autor
Amanda de Moura Walter / Universidade de Brasília

Autor
Gardênia da Silva Abbad / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Reações favoráveis dos participantes ao treinamento estão associadas a maiores níveis de impacto de treinamentos presenciais no trabalho. Há, entretanto, poucos estudos relacionando reações a impacto de cursos a distância no trabalho do egresso. A análise da literatura sobre educação e treinamento a distância revelou também a escassez de instrumentos válidos de avaliação de treinamentos a distância, baseados na Web. Este estudo relata uma pesquisa de validação empírica de um instrumento de reação dos participantes aos procedimentos instrucionais de dois cursos a distância, oferecidos pela MSD Tecnologia Educacional. O questionário, composto por 12 itens associados a uma escala tipo Likert de 11 pontos (0=péssimo a 10=excelente) avalia a satisfação dos participantes com a programação do curso, em termos da qualidade de objetivos instrucionais, conteúdo programático, seqüência, avaliações de aprendizagem, estratégias e meios de ensino. Responderam ao instrumento 710 participantes do curso Mediação e Arbitragem e 223 do curso Formação de Consultores, totalizando 933 casos. O primeiro curso previa carga horária de 60 horas a distância e 40 horas presenciais, enquanto o segundo previa 60 horas de carga horária totalmente a distância. Os respondentes provenientes do curso Mediação e Arbitragem tinham idade de 35 anos, em média (DP=9,02), e residiam, em sua maioria, no Distrito Federal (49%). Já os respondentes participantes do curso Formação de Consultores tinham idade de 34 anos, em média (DP=10,06), e residiam, em sua maioria, em São Paulo (18,8%), Rio Grande do Sul (17%) e Santa Catarina (7,2%). As opiniões dos participantes sobre os procedimentos tradicionais de ensino e os procedimentos apoiados em novas tecnologias de informação foram diferentes. As médias referentes ao primeiro conjunto de itens variaram de 8,67 (DP=1,61) a 9,30 (DP=1,10) e as do segundo variaram de 7,07 (DP=2,80) a 8,44 (DP=1,86). O instrumento, submetido às Análises dos Componentes Principais e dos Eixos Principais, apresentou uma estrutura bifatorial, psicometricamente válida e consistente. Para o primeiro fator, Reações aos Procedimentos Tradicionais, as cargas fatoriais variaram de 0,55 a 0,82 (Alpha de Cronbach=0,97), enquanto que, para o segundo fator, as cargas fatoriais variaram de 0,62 a 0,88 (Alpha de Cronbach=0,88). Avaliações desfavoráveis sobre os procedimentos apoiados em novas tecnologias podem indicar necessidade de aprimoramento do seu uso ou uma possível resistência dos participantes ao uso de chats, fóruns, listas de discussão mediadas pela Internet. Serão discutidas algumas implicações desses resultados para as áreas de treinamento e formação profissional.


Título Completo
A CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS RELATIVOS AO TRABALHO NA ADOLESCÊNCIA

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Políticas públicas de trabalho e emprego

Proponente
SHYRLLEEN CHRISTIENY ASSUNÇÃO ALVES / UFMG, UNILESTE-MG

Autor
Íris Barbosa Goulart / FEAD-Minas

Resumo Geral
O desenvolvimento tecnológico advindo da terceira revolução industrial determinou um aumento das exigências na qualificação profissional, gerando quadros de desemprego tecnológico. Ao analisarmos a relação entre adolescência e trabalho, percebemos que esta etapa da vida vem se estendendo cada vez mais, devido à exigência de escolaridade para a entrada no mercado de trabalho organizado. Verifica-se que este prolongamento tem se apresentado como uma forma de reduzir as dificuldades de acesso ao trabalho e atender às exigências decorrentes de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. A inserção do adolescente no mercado de trabalho acontece de forma bastante desfavorável. Na maioria das vezes, os postos de trabalho disponíveis oferecem condições precárias ou correspondem à exploração de mão de obra barata em subempregos decorrentes do processo de reestruturação da economia capitalista. O desemprego generalizado, a redução crescente das oportunidades de trabalho e o despreparo dos jovens para enfrentarem essas dificuldades tem sido responsável pelo sentimento de insegurança experimentado por eles e tem repercussão na subjetividade destes adolescentes. Face a este cenário, decidiu-se realizar esta pesquisa, que teve como objetivo verificar como adolescentes estudantes de uma cidade do interior do Estado de Minas Gerais estão construindo alguns conceitos relacionados ao trabalho na atualidade e avaliar o significado que expressões estão tendo para esses adolescentes. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, a partir de um estudo de caso, durante o qual foram realizados grupos focais desenvolvidos com quatro grupos de adolescentes A amostra foi constituída de 16 adolescentes, cujas idades variaram de 15 e 16 anos, que não haviam trabalhado ainda. Durante as sessões, os adolescentes tiveram a oportunidade de verbalizarem como interpretam as expressões relacionadas ao trabalho e de que forma construíram tais conceitos. A interpretação dos resultados, feita com base em análise de conteúdo das falas colhidas nos grupos, fundamentou-se na sociologia do conhecimento de Berger e Luckman e foi feita segundo o referencial de Bardin. Os resultados evidenciaram que os adolescentes estão desinformados em relação aos conceitos e à situação atual do mundo do trabalho e conhecem superficialmente as novas exigências do mercado. Mostrou a contribuição pouca esclarecedora da família, da escola e do grupo de pares para a construção dos conceitos. Constatou-se que para efetivarem escolhas profissionais, adolescentes precisam ter uma formação que lhes possibilite analisar de modo mais adequado as mudanças efetivadas no mundo do trabalho, o que aponta para a revisão das políticas públicas de educação e trabalho.


Título Completo
Programas de Qualidade de Vida no Trabalho no DF: metodologias e eficácias.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
FERNANDA SAMPAIO PINTO / Universidade Católica de Brasília

Autor
Celso Aleixo de Barros / Universidade Católica de Brasília

Resumo Geral
Com o mundo globalizado e a crescente concorrência entre diversas organizações, o número de doenças ocupacionais aumentou demasiadamente, trazendo a necessidade de implantação de um Programa, cujo foco fosse direcionado para a saúde e o bem-estar do funcionário. Daí surgiram os Programas de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT’s). Esta pesquisa pretende avaliar as metodologias implantadas e a eficácia desses Programas. Foram feitas entrevistas semi-estruturadas com cinco empresas de grande porte do DF, que têm um PQVT premiado pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). O roteiro de entrevista foi baseado no modelo de Walton (1973) e abordou questões como o histórico do PQVT; a estrutura disponível; a abordagem teórico-metodológica; as atividades desenvolvidas; o status do Programa; a avaliação e o diagnóstico de necessidades. A análise dos dados foi feita de acordo com a abordagem qualitativa, utilizando a proposta de Walton (Op. Cit.) como base para comparação dos resultados. Das cinco empresas pesquisadas, apenas uma teve o programa implantado a partir de uma metodologia fundamentada. Entretanto, em quatro delas, considerou-se a implantação do PQVT como bem sucedida, após análise dos resultados positivos obtidos pelas empresas. Observou-se que a existência de um PQVT necessariamente não indica que uma empresa promova QVT aos funcionários. Percebeu-se que os PQVT’s melhores estruturados promovem a motivação, o bem-estar, a responsabilidade, a auto-estima e a auto-realização dos trabalhadores. Acredita-se que o êxito dessa proposta depende, principalmente, do apoio da Alta Administração, bem como dos valores que permeiam a cultura organizacional. Amiúde, constatou-se a complexidade e abrangência do tema, que permeia aspectos físicos, psicológicos e sociais. Entende-se que o caminho para conseguir a satisfação do trabalhador e da organização é a QVT, pois esta ajudará a ambos alcançarem seus objetivos. Por um lado, funcionários saudáveis, satisfeitos, valorizados e motivados e, por outro, uma boa produtividade tão almejada pelas empresas.


Título Completo
PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO EM PSICOLOGIA AMBIENTAL: ANÁLISE DE DOIS AMBIENTES LABORAIS.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
MABEL MELO SOUSA / Universidade Federal do Ceará

Resumo Geral
A Psicologia Ambiental é uma ciência bastante recente; seu nascimento ocorreu por volta da década de 60 e seus primeiros livros foram publicados na década de 70 nos Estados Unidos. A presente pesquisa, fruto da disciplina opcional de Psicologia Ambiental do curso de Psicologia da Universidade Federal do Ceará, teve como objetivo tecer um paralelo entre os aspectos teóricos estudados durante a disciplina com a atividade laboral em organizações, através da análise de dois ambientes organizacionais. Partindo da concepção de que a Psicologia Ambiental se propõe a estudar as diversas formas de relações entre a conduta humana e o entorno sócio-físico na qual está inserida, o presente estudo se torna relevante devido à importância que o trabalho e as organizações vêm assumindo na sociedade contemporânea. Tornar-se, então, necessária uma reflexão acerca da relação estabelecida entre o homem e as múltiplas organizações nas quais ele circula e constrói a si mesmo, como a instituição hospitalar, escolar, religiosa e a organizacional ou do trabalho. A proposta de intervenção para as duas empresas estudadas foi construída a partir da inter-relação dos aspectos estudados da Psicologia Ambiental com os dados levantados nas entrevistas e nas observações. Foi utilizado um roteiro semi-dirigido enfocando aspectos relativos aos sentimentos, sensações e percepções das estagiárias de Psicologia das empresas com relação ao ambiente em que trabalhavam, bem como questões referentes às condições físicas dos locais, como iluminação, temperatura e acústica. As propostas de intervenção foram realizadas segundo o olhar da Psicologia Ambiental, privilegiando a qualidade de vida no trabalho para os funcionários das empresas abordadas. Constatou-se, principalmente, que as intervenções como as que foram propostas não devam ser pontuais, mas sim que o bem-estar dos funcionários deva constituir uma preocupação contínua dos dirigentes de qualquer empresa. Assim, pesquisas de clima e de satisfação devem se tornar uma prática periódica (anualmente, por exemplo), já que o quadro de funcionários não é fixo e as pessoas mesmo estão sempre se modificando quanto às suas necessidades, gostos e aspirações.


Título Completo
Qualidade de Vida no Trabalho - Um enfoque no Controle de Qualidade

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
KATYA REGINA DE SOUZA / Universidade Braz Cubas

Autor
Ms. Claudia Gomes (Orientadora) / Universidade Braz Cubas

Resumo Geral
Frente a crescente necessidade da Psicologia em explorar o contexto de trabalho e suas interfaces na qualidade de vida dos trabalhadores, este trabalho teve o objetivo de caracterizar a percepção de Qualidade de Vida dos colaboradores do Controle de Qualidade de uma indústria metalúrgica, quanto aos principais aspectos decorrentes no ambiente de trabalho, avaliando a estruturação física e organizacional da empresa, apontando os pontos favoráveis e desfavoráveis. Para tanto foram entregues 14 questionários, estruturados com questões semi-estruturadas para levantamento de dados de caracterização e um outro questionário de pesquisa, relacionado à percepção dos funcionários sobre o seu trabalho, a satisfação com alguns aspectos do trabalho, a dedicação e o relacionamento familiar e como a saúde é percebida por eles, dentro e fora do contexto organizacional. Após o recolhimento, os instrumentos foram analisados quantitativamente e qualitativamente. Os questionários foram respondidos por 11 colaboradores do sexo feminino e 03 do sexo masculino, em sua maioria solteiros (as), com faixa etária predominante entre 20 a 25 anos de idade e Ensino Médio Completo. Os resultados apontaram para uma satisfação com alguns aspectos relevantes para a qualidade de vida. Os colaboradores avaliaram que em seu trabalho, as atividades estão estruturadas com início, meio e fim, além de possuir revezamento no posto de trabalho, desta forma, não permitindo que a realização da tarefa torne-se repetitiva e alienante. As relações interpessoais, também foram consideradas satisfatórias, tanto dentro da organização, quanto na relação familiar. A remuneração e benefícios oferecidos e o local de trabalho foram considerados satisfatórios. Referente ao tempo dedicado a família, este foi considerado insatisfatório, uma vez que, estes trabalhadores permanecem mais tempo no trabalho do que com a família. Mas considerando, que a permanência maior no trabalho deve-se a preocupação em garantir melhores condições de vida, seria necessário que o tempo dedicado à família tivesse mais atividades de lazer, diminuindo a preocupação com a saúde que mostrou-se grande, além de considerarem fundamental a prática de atividades físicas dentro e fora do trabalho, aumentando a disposição e ânimo para o trabalho. Conclui-se que para evitar riscos ocupacionais e garantir uma vida saudável, as empresas deveriam investir em programas, que beneficiem a saúde dos trabalhadores, maximizando o êxito psicológico e o senso de satisfação.


Título Completo
QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO E VALORES ORGANIZACIONAIS: CORRELAÇOES ENTRE O IPVO - TAMAYO E OLIVEIRA (2005) , O QUESTIONÁRIO BPSO6 - LIMONGI ( 1996) E OS INDICADORES DE QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO – WALTON (1975)

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
IZABELA MARIA REZENDE TAVEIRA / UERJ

Autor
Wilson Moura / UERJ

Resumo Geral
Esta pesquisa traz para a agenda de debates a aproximação de dois temas que articulam-se diretamente, mas no entanto têm sido pouco explorado pelos psicólogos organizacionais brasileiros. Frente a um estranhamento, no que se concerne à ausência de publicações entre esses campos de saberes próximos, tal pesquisa buscou construir argumentos que sustentem tal articulação, questiona as razões da surdez de um constructo em relação ao outro e procura analisar criticamente as condições praticas e conceituais para um dialogo possível. Buscou-se correlacionar os constructos por meio de diferentes instrumentos . O primeiro questionário foi montado de acordo com os pressupostos teóricos dos indicadores de qualidade de vida no trabalho do Walton ( 1975), a saber: Compensação justa e adequada, condições de trabalho, uso e desenvolvimento das habilidades , oportunidade de crescimento e segurança, integração social na organização, constitucionalismo, trabalho e espaço total da vida e relevância social. O segundo instrumento foi o IPVO - Tamayo e Oliveira (2005) cujos fatores utilizados, foram aqueles que mais se aproximavam dos indicadores de QVT do Walton ( 1975): Realização, bem estar, autonomia e preocupação com a coletividade. Por fim utilizou-se o questionário BPSO6 - Limongi ( 1996), sustentado no seu modelo biopsicossocial, o qual avalia a satisfação dos funcionários de uma organização em relação as praticas empresariais por meio dos seguintes aspectos: organizacionais, biológicos, psicológicos , sociais, bem – estar e ocorrências de saúde-doença. O estudo foi realizado em uma empresa de mineração e construção pesada que atua em diferentes regiões do Brasil . A amostra foi de 406 funcionários . O método utilizado especificadamente para este trabalho foi o quantitativo . Os dados coletados foram analisados através do SPSS e submetidos a análise de regressão multivariada. Inicialmente foram aplicadas as provas de distribuição normal e o teste T. Utilizou-se a correlação de Pearson para analisar a magnitude , a sustentabilidade e a direção do relacionamento entre os atributos dos fatores de qualidade de vida no trabalho e dos fatores de valores organizacionais. Verificou-se na análise dos resultados correlações significativas entre diferentes fatores. Tal resultado revela a proximidade clara entre tais instrumentos e constructos o que sugere a necessidade de uma maior utilização pratica dos mesmos, os quais demonstram-se interdependentes.


Título Completo
Qualidade de Vida no Trabalho: Avanços teóricos e perspectivas empíricas

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
DANIELLA PEREIA DE DEUS / Universidade Católica de Goiás

Autor
Helenides Mendonça / Universidade Católica de Goiás

Resumo Geral
Nas últimas décadas a organização do trabalho tem passado por transformações advindas principalmente do processo de globalização, inovações tecnológicas e alterações culturais. Essas transformações motivaram o surgimento de estudos sobre a gestão organizacional, entre eles, os estudos sobre Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), pois de forma cada vez mais intensa, o trabalho exerce um papel central na vida do homem moderno. A origem do movimento de Qualidade de Vida no Trabalho está atrelada ao surgimento da abordagem sócio-técnica na década de 1950. Na década de 1960, observa-se um aumento nos estudos sobre QVT, na busca de melhorar as formas de organização do trabalho e minimizar os efeitos negativos sobre o bem-estar dos trabalhadores. O interesse pelo movimento estendeu-se até 1974, quando se observa uma diminuição neste interesse, devido aos fatores econômicos vivenciados pela sociedade, o que levou as empresas a se preocuparem mais com sua sobrevivência do que com os interesses dos trabalhadores. Em 1979, ressurge a preocupação com a QVT em função das perdas de competitividade das organizações americanas para as japonesas. A partir da década de 1980, tem-se uma grande tendência de buscar maior participação dos trabalhadores nos processos de tomada de decisão. Na década de 1990, a QVT torna-se objetivo de programas de valores ambientais e humanos. Tomados em conjunto, os estudos apresentam duas maneiras para avaliar a QVT: a abordagem objetiva, que parte da mensuração das condições materiais como disponibilidade de equipamentos, padrões salariais, ambiente físico etc.; ou a abordagem subjetiva, que busca avaliar o nível de satisfação das pessoas com estas condições. Na perspectiva objetiva, a QVT se apresenta com uma variável multideterminada e os modelos se ampliam de uma visão monística para uma visão octodimensional. Na abordagem subjetiva, as análises sobre a QVT também se apresentam em diferentes perspectivas, como a fenomenológica e a dialética. Tomados em conjunto, os estudos analisados demonstram não haver um consenso sobre a temática em tela. Diante deste construto, este trabalho discute os principais modelos de análise sobre a QVT. Para tanto, faz-se uma incursão na literatura nacional e internacional com foco nos modelos de QVT. À guisa de conclusão, aponta-se para a necessidade de que sejam desenvolvidas investigações para fornecer elementos que enriqueçam o conceito de QVT e, conseqüentemente, facilitem a utilização de estratégias que favoreçam a melhoria da QVT nas organizações de trabalho.


Título Completo
"O atendimento é sempre a mesma coisa, a gente vai enfadando": prazer, sofrimento e saúde no trabalho de teleatendimento

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
ADRIANA PINHO VIEIRA / Faculdades Alfa

Autor
Ana Magnólia Mendes / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Este estudo exploratório utilizando a abordagem qualitativa investiga o prazer, sofrimento e a saúde no trabalho de teleatendimento sendo amparado pela abordagem da psicodinâmica do trabalho. O prazer-sofrimento é resultante do confronto dos trabalhadores com determinado contexto de trabalho. Prazer é concebido como percepção de realização profissional e liberdade de expressão; sofrimento é entendido como a percepção de esgotamento emocional e falta de realização profissional. Os riscos de adoecimento surgem em decorrência do contato do trabalhador com situações críticas de trabalho, originando sintomas físicos e psicossociais. Sintomas físicos relacionam-se a dores no corpo e distúrbios biológicos, sintomas psicológicos referem-se a sentimentos negativos em relação a si mesmo e à vida em geral e sintomas sociais são identificados pelo isolamento e dificuldades nas relações familiares e sociais. Participaram nove teleatendentes de uma central de teleatendimento prestadora de serviço para operadora de telefonia fixa. Foram realizadas duas entrevistas coletivas do tipo semi-estruturada. A análise dos dados foi feita utilizando a análise de conteúdo categorial temática. As entrevistas coletivas indicaram cinco categorias síntese – “O atendimento é sempre a mesma coisa, a gente vai enfadando.”; “A empresa não tem a preocupação de fidelizar os funcionários.”; “O que é imprevisível é o temperamento do cliente.”; “O que motiva a gente, além da necessidade (...) é encontrar os colegas de trabalho.”; “Depois que eu entrei aqui, é direto dor de cabeça.” Os resultados sugerem que os teleatendentes vivenciam prazer e sofrimento, que a rigidez da organização do trabalho, aliada às precárias condições de trabalho e a ambivalência da relação com o cliente, favorece o sofrimento, expondo os trabalhadores a riscos de adoecimento. O sofrimento é enfrentado por meio do uso de estratégias defensivas e de compensação. Os dados apontam que este trabalho pode resultar em mais prejuízos físicos e psicológicos que sociais, denotando que tais fatores encontram-se em sinal de alerta. Não há indicadores claros de saúde, existindo indicadores de adoecimento, não obstante, a doença está contida em função do uso das estratégias defensivas e de compensação. Sugere-se que novas pesquisas sejam realizadas utilizando instrumentos de natureza quantitativa e maior número de participantes para aprofundamento do estudo.


Título Completo
A Atividade dos Profissionais de Saúde de uma Companhia de Energia Elétrica e suas implicações na Ações de Prevenção.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
FABIANA RIBEIRO MONTEIRO / UFPB

Autor
Anísio José da Silva Araújo / UFPB

Autor
Déborah Dornellas Ramos / UFPB

Autor
Daniele Viana Alves / UFPB

Resumo Geral
O Núcleo de Pesquisa Psicologia Social, Subjetividade e Trabalho da Universidade Federal da Paraíba destaca entre suas pesquisas, o estudo com os profissionais da saúde ligados ao SESMET de uma companhia nordestina geradora de energia elétrica. O presente trabalho tem como objetivo geral investigar acerca da atividade desses profissionais da saúde (médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem do trabalho, psicólogos e assistentes sociais) e suas implicações no processo sáude-doença e as ações de prevenção. A partir da evidência da escassez de estudos que contemplem as diversas vozes desse atores sociais em conjunto, tal empreendimento pressupôs a costura de um quadro teórico com diferentes origens. A Ergonomia da Atividade tem seu papel de destaque na medida em que focaliza a diferença entre o trabalho prescrito e o trabalho real que resulta das variabilidades no trabalho. A gestão dessa defasagem mobiliza o trabalhador por inteiro e, dependendo da margem de manobra que dispõe, pode mostrar-se favorável ou desfavorável à sua saúde e, desse modo, a efetividade de seu trabalho. Em estudos recentes verificou-se o destaque para multiplicidade de tarefas e de objetos tratados por esses profissionais, tais como: acompanhamento e respeito de leis e normas de higiene e segurança do trabalho, que estão em continua evolução, a gestão do orçamento, acompanhamento de projetos, a introdução de programas de prevenção de acidentes definidos pela empresa, a coordenação e a animação de treinamentos, a análise de acidentes e o reconhecimento de doenças profissionais, a participação em diferentes reuniões, contato com os representantes dos vários organismos de controle, entre outros. Esse conjunto de demandas não é desprezível e certamente tem repercussões importantes tanto na saúde desses profissionais quanto no trabalho de prevenção de que são oficialmente os responsáveis. A fim de apreender o manejo dessas categorias profissionais recorreu-se a Entrevistas Semi-Estruturadas com catorze participantes da referida estatal na cidade do Recife - PE. Baseado nos aportes teóricos da Ergonomia da Atividade e da Psicodinâmica do Trabalho, o roteiro metodológico indicou que, as dificuldades no trabalho interdisciplinar, a falta de investimento na atualização intelectual, normativa e financeira, o excesso da jornada de trabalho, a indisponibilidade para o auto-cuidado, bem como o desconhecimento da política de saúde e segurança da empresa, predispõem o sofrimento no trabalho e favorece ações pouco comprometidas com a qualidade de vida no cotidiano dos trabalhadores em geral.


Título Completo
A Clínica do Trabalho: atendimentos psicoterápicos realizados com trabalhadores de Betim/MG

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
MANOEL DEUSDEDIT JÚNIOR / PUC Minas - Betim

Autor
Maria Regina Greggio / PUC Minas

Resumo Geral
Alguns autores têm constatado a existência de uma distância entre a Clínica Psicológica e a produção teórica em Saúde Mental & Trabalho (conferir, por exemplo, Vasques-Menezes, 2002). Tais autores propõem algumas iniciativas para aproximar estes dois campos. Com base nesta constatação, uma pesquisa inicial foi feita na Região de Betim, Minas Gerais, com o intuito de verificar a existência de serviços psicológicos destinados a trabalhadores em situação de crise subjetiva. Tal pesquisa constituiu de entrevistas a responsáveis por entidades diversas de representação de trabalhadores, tais como sindicatos, serviços municipais e associações. As 15 entrevistas realizadas permitiram verificar a inexistência de serviços apropriados a receberem os trabalhadores com demanda de atendimento psicoterápico; este resultado motivou a implementação de um projeto de extensão denominado SAIT – Serviço de Atendimento Integrado ao Trabalhador – tendo a clínica do trabalho (atendimento psicoterápico aos trabalhadores) como um dos principais serviços prestados à comunidade. Os casos atendidos por essa clínica (15 pacientes atendidos desde março de 2005, com distúrbios diversificados, como a Síndrome de Burn-out, quadros delirantes, TOC, depressão, mutilação, fibromialgia, tendinites, hérnia discal e espondilose pulmonar, distúrbios que podem ter suas causas remontadas às condições e à organização do trabalho) nos fornecem alguns dados iniciais preciosos, além de apresentarem desafios à Psicologia do Trabalho e à própria clínica. O desafio maior encontrado tem sido a abordagem teórica e suas implicações técnicas. Assim, o grupo de atendentes tem oscilado entre a Psicanálise e uma abordagem que se aproxima da Psicologia Concreta, tal como concebida por Politzer (2000). Quanto à primeira, as principais dificuldades encontradas dizem respeito à concepção de homem subjacente às elaborações teóricas desde Freud; tal concepção nos tem limitado na incorporação dos fenômenos do trabalho na compreensão e tratamento dos distúrbios mentais apresentados pelos trabalhadores. Buscamos, então, auxílio em teóricos que se inspiraram em Politzer, como, por exemplo, Lucien Sève (1980; 1989), Bernard Doray (1989), bem como outros que têm buscado uma compreensão psicossocial do fenômeno, como Lima (1997; 2002; 2004), Codo (1989; 1993; 2004), Clot (1999), entre outros. Esta opção teórica tem-se mostrado mais promissora para o que nos propomos realizar; entretanto temos esbarrado nos aspectos técnicos, já que não há uma proposta clínica definida neste tipo de abordagem. Assim, embora vários dos casos atendidos tenham sido concluídos com êxito, estamos, ainda, a meio caminho na sistematização teórica que permita explicar o sucesso obtido nestes casos. A clínica do trabalho ainda está por se fazer.


Título Completo
A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: A CONTRADIÇÃO ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
MARCIA HESPANHOL BERNARDO / Universidade de Sao Paulo

Resumo Geral
Já é amplamente sabido que, desde a década de 1970, o modelo de produção conhecido como “taylorismo/fordismo” já não tem respondido plenamente às necessidades do sistema capitalista. Assim, nos últimos anos, ‘flexibilidade’ passou a ser a palavra de ordem no mundo empresarial. Essa transformação é particularmente evidente nas montadoras de automóveis que, de berço do ‘fordismo’ passaram a ser o paradigma do ‘toyotismo’. Tais mudanças na produção também induzem mudanças na organização do trabalho e no discurso de gestão empresarial que lhe dá sustentação. Este último destaca que, na ‘organização flexível’, o antagonismo entre Capital e Trabalho teria sido superado ou, pelo menos, amenizado sensivelmente com a introdução de propostas que envolvem ‘participação’, ‘trabalho em grupo’ e ‘autonomia’. Com o objetivo de verificar como tais aspectos do discurso são vivenciados pelos trabalhadores na sua prática cotidiana, elaboramos uma pesquisa qualitativa em psicologia social com trabalhadores de duas montadoras de automóveis de origem japonesa (‘paradigmas’ da produção flexível). Foram realizadas entrevistas abertas, individuais e coletivas, com trabalhadores. Aqui, vamos apresentar uma parte dos resultados dessa pesquisa que se refere especificamente ao conceito de ‘participação’. Os resultados da pesquisa indicaram que, nas empresas focalizadas, não existe participação em relação a questões fundamentais para a saúde dos trabalhadores, como a definição da cadência da produção. Esta é imposta e sentida por eles como sendo extremamente mais intensa do que os limites toleráveis. Por outro lado, os entrevistados destacaram a ‘obrigação’ de participar na elaboração de sugestões para melhorias na qualidade dos produtos e, até, na gestão da produção. Essa participação obrigatória em questões que não interessam diretamente aos trabalhadores não é vivenciada como fonte de satisfação, mas, sim, como fator adicional de pressão, que se soma ao ritmo intenso de trabalho. Desse modo, para os trabalhadores entrevistados, esse modelo de organização não proporciona satisfação, como advogam seus proponentes. Ao contrário, geram muito sofrimento, que tem conseqüências para seus corpos e suas mentes. Relatos sobre casos de depressão e de estresse foram comuns na pesquisa. Concluiu-se que a vivência dos trabalhadores é oposta àquilo que é divulgado no discurso de gestão empresarial a respeito da participação. Em vez de satisfação, o tipo de participação utilizado nas empresas pesquisadas é sentido como gerador de agressões físicas (devido à sobrecarga de trabalho) e mentais (devido a grande pressão a que os trabalhadores estão submetidos cotidianamente).


Título Completo
A representação do trabalho informal e dos acidentes de trabalho entre empregadas em serviços domésticos e trabalhadores da construção civil

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
ROBERVAL PASSOS DE OLIVEIRA / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Jorge Alberto Bernstein Iriart / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Shirlei da Silva Xavier / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Alane Mendara da Silva Costa / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Gustavo Ribeiro de Araújo / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Vilma Sousa Santana / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Resumo Geral
O mercado de trabalho vem sofrendo profundas transformações, especialmente com o aumento do número de desempregados e a queda da qualidade dos empregos, evidente no crescimento da participação de trabalhadores informais. Tais trabalhadores, por não terem um contrato formal de trabalho, ficam alijados de direitos, além de conviverem com condições precárias de trabalho, falta de segurança e exposição a riscos de acidentes de trabalho. Nessa perspectiva, o presente estudo objetivou compreender as representações sobre o trabalho e os acidentes de trabalho entre trabalhadores informais. Foram realizadas entrevistas em profundidade com nove empregadas em serviços domésticos e oito trabalhadores da construção civil - categorias que apresentam uma presença majoritária de trabalhadores informais, além de serem as de maior contingente na PEA do país e expressarem uma maioria feminina e masculina, respectivamente -, selecionados na base de um estudo de coorte prospectiva conduzido com 9.551 pessoas, de uma amostra de residentes da cidade de Salvador, Bahia. O programa QSR NUD-IST, foi utilizado para a organização dos dados por categorias, realizando-se posterior análise de conteúdo. Os resultados revelaram que os trabalhadores e as trabalhadoras consideram muito importante o contrato de trabalho assinado em carteira, remetendo-se tanto à importância pragmática do trabalho formal, atribuída à garantia de direitos trabalhistas e previdenciários, quanto à importância simbólica, representada pela valorização social do trabalho. Uma outra dimensão da representação do trabalho foi o estigma associado tanto ao trabalho na construção civil, quanto a realização de serviços domésticos. Trabalhadores de ambas as categorias foram unânimes em afirmar que não gostariam que seus filhos seguissem sua profissão, alegando ser "um trabalho muito humilhante" e enfatizando a necessidade de "estudar para conseguir coisa melhor". Alguns aspectos positivos do trabalho informal foram citados, como a possibilidade de maior remuneração e a não redução do salário devido ao desconto do INSS. Ambos os grupos de trabalhadores minimizaram os riscos de acidentes de trabalho, e não associaram o trabalho informal a uma maior exposição a riscos à saúde. Apesar de trabalhadores e trabalhadoras perceberem o acidente como um evento causado pelo descuido do trabalhador, também associaram-no às condições de trabalho, seja na sobrecarga de trabalho para as empregadas em serviços domésticos, ou na ausência de medidas e equipamentos de proteção, no caso dos trabalhadores da construção civil. Mostra-se necessário uma maior divulgação e discussão acerca dos direitos trabalhistas e a construção de políticas públicas que contemplem a segurança e saúde desses trabalhadores.


Título Completo
A Saúde Mental dos Vigilantes Bancários: Um caso de afastamento por Transtorno de Estresse Pós-Traumático

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
CARLOS EDUARDO CARRUSCA VIEIRA / Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo Geral
Trata-se de uma investigação do Mestrado em Psicologia, da Universidade Federal de Minas Gerais, que teve como objetivo estudar a atividade dos vigilantes bancários, buscando compreender as repercussões de seu trabalho na saúde mental e em seu cotidiano. O caso de Ricardo, afastado do trabalho por Transtorno de Estresse Pós-Traumático, fato ocorrido após um assalto ao banco onde trabalhava, refere-se a uma das situações analisadas pela pesquisa e contém uma diversidade de elementos que contribuem para a compreensão da relação entre saúde e trabalho. Neste caso, foram realizadas 08 entrevistas em profundidade com aproximadamente 2 horas cada uma, cujo objetivo foi entender como os aspectos da história de vida e ocupacional do entrevistado, aliados aos fatores relacionados ao último trabalho se articulam no processo de adoecimento. Uma das considerações a serem feitas neste caso é que o trabalhador atribui à deterioração do relacionamento com os funcionários do banco, no qual trabalhou por mais de 10 anos, o estatuto de fator determinante em seu adoecimento. O assalto, entretanto, é visto por ele como a “gota d’ água” no tocante ao adoecimento. E é esse ponto do estudo que se mostra particularmente importante e enigmático, por revelar a necessidade de se compreender como o cotidiano, o vínculo e a organização do trabalho contribuiram para o desgaste mental e adoecimento. Os conflitos relatados surgiram após Ricardo ter recebido a incumbência de garantir o cumprimento de novas normas de segurança, por parte de todos os funcionários do banco. A passagem da tarefa à atividade real não se deu sem obstáculos e atritos, traduzidos em uma série de situações nas quais o vigilante vivenciou ridicularização, isolamento e agressões verbais. Essa situação perdurou por 2 anos e somente após o segundo assalto o vigilante foi afastado, embora a empresa de segurança na qual é funcionário tenha se negado a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Por meio da análise do caso, podemos sinalizar como as contradições na própria organização do trabalho, tais como a constante “desautorização” para exercer a atribuição que lhe foi delegada, as condições instáveis nas quais, paradoxalmente, o vigilante deveria garantir segurança do patrimônio e de outrem, impactaram a vida de Ricardo. Estes acontecimentos afetaram significativamente suas relações afetivo-sociais, seu vínculo com o trabalho, trazendo repercussões para sua identidade: “De um cara bonzinho, eu passei a ser o vilão da história”. A culpabilização aparece como o desfecho produzido pelas contradições e conflitos gerados pelo trabalho.


Título Completo
Avaliação de estresse: subsídios para o planejamento de programas de prevenção para diferentes subgrupos.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
DAISY SCHOLTEN SAKAMOTO / FFCLRP - Universidade de São Paulo

Autor
LÍCIA BARCELOS DE SOUZA / FFCLRP - Universidade de São Paulo

Autor
FLÁVIA BRIGAGÃO BERTAGNOLI / Hemocentro de Ribeirão Preto

Autor
CECÍLIA SACONATO / FFCLRP-USP

Autor
FABIO SCORSOLINI-COMIN / FFCLRP-USP

Autor
MARITA IGLESIAS / FFCLRP-USP

Resumo Geral
As organizações vêm passando por transformações marcadas pela intensificação da produção, via utilização de novas tecnologias e flexibilização dos arranjos organizacionais. As vivências dos trabalhadores neste contexto passam a ser pautadas pela instabilidade das constantes mudanças, pela complexidade das exigências e pressões para produtividade, trazendo implicações para a saúde, sendo o estresse uma conseqüência do processo de desgaste físico e mental. O objetivo da pesquisa foi avaliar os níveis de stress e a prevalência de sintomas físicos e psicológicos em subgrupos de profissionais, definidos pelas áreas de serviços prestados por um banco de sangue. Para a realização da avaliação foi utilizado o Inventário de Sintomas de Stress de Lipp, que permite classificar os respondentes em três fases de stress: alerta, resistência e exaustão e também a prevalência de sintomas físicos e psicológicos em cada fase. Participaram da pesquisa 180 profissionais de um banco de sangue de Ribeirão Preto, subdivididos em três grupos de serviços: Laboratorial (79%), Assistencial (67%) e Suporte Administrativo (75%), que concordaram participar da pesquisa assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O instrumento de avaliação foi aplicado em sessões coletivas, e os escores calculados segundo as instruções do manual. Os grupos apresentaram distribuição semelhante em suas características sócio-demográficas, sendo formados predominantemente por mulheres, com ensino superior completo, na faixa etária entre 30 e 50 anos. Do total de respondentes, 28% apresentaram sintomas de stress, sendo 34% do grupo Laboratorial, 36% do Assistencial e 30% do Suporte Administrativo. Quando analisadas as distribuições nas fases de stress, a maior concentração de profissionais do total da amostra (78%) foi classificada na fase de Resistência, com maior freqüência de profissionais do subgrupo Assistencial (36%), com predominância de sintomas psicológicos (67%). Em seguida, no total da amostra prevaleceu a fase de Exaustão (20%), onde foram classificados 50% dos profissionais do subgrupo Laboratorial, sendo identificado que em 90% destes profissionais prevaleceram os sintomas psicológicos. Considerando que a fase de exaustão é a mais avançada na escala de stress proposta pelo instrumento, o subgrupo Laboratorial deverá ser acompanhado para a identificação de fatores estressores bem como das estratégias de enfrentamento, uma vez que, na organização, este subgrupo é responsável pelo processamento dos hemocomponentes e pelo diagnóstico de patologias. A avaliação de stress a partir de subgrupos na organização permitiu identificar diferenças quanto aos níveis de stress, sendo que os resultados poderão subsidiar programas de prevenção e atendimento adequados a cada subgrupo.


Título Completo
BURNOUT EM POLICIAIS: COMPARAÇÃO DOS FATORES POR VARIÁVEIS DEMOGRÁFICAS E FUNCIONAIS

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
MAURICIO ROBAYO TAMAYO / Departamento de Saúde Coletiva - Universidade de Brasília, Brasília - DF

Autor
Claúdia de Macedo da Silva / Departamento de Psicologia - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal - RN

Resumo Geral
O burnout (esgotamento profissional) é definido como uma síndrome psicológica decorrente da tensão emocional crônica, vivenciada pelos profissionais cujo trabalho envolve o relacionamento intenso e freqüente com usuários que precisam de cuidado e/ou assistência. Estudos que abordem a relação do burnout com variáveis demográficas e funcionais ainda são escassos no Brasil. Também são poucas as pesquisas que investigam essa síndrome em trabalhadores do setor policial. O objetivo da pesquisa foi comparar as médias dos fatores de burnout segundo as variáveis demográficas e funcionais. O estudo foi desenvolvido junto a uma amostra de 228 trabalhadores da Polícia Civil (delegados, agentes de polícia e escrivães), lotados em delegacias especializadas e distritais de uma capital do nordeste. A idade média dos participantes foi de 38,16 anos (dp = 7,56) e o tempo de serviço foi de 9,2 anos (dp = 7,61). Os instrumentos utilizados foram a Escala de Caracterização do Burnout (ECB) e uma ficha de dados sociodemográficos. Os dados foram analisados mediante análise de variância e teste t. Os resultados estatisticamente significativos foram: a) em relação à idade foi verificada média mais alta no fator decepção para o grupo com faixa etária mais baixa; b) na variável escolaridade foi evidenciada média mais alta nos fatores exaustão emocional e decepção para o grupo com ensino superior; c) a comparação de médias por estado civil não foi significativa para nenhum fator do burnout; d) a comparação de médias por existência ou não de filhos mostrou média mais baixa nos três fatores de burnout para o grupo com filhos; e) em relação à categoria ocupacional, o grupo de escrivães apresentou média mais alta em exaustão emocional, enquanto o grupo de agentes de polícia evidenciou média mais alta em desumanização; f) no que concerne ao tempo de serviço, o grupo de trabalhadores com menor tempo mostrou média mais alta nos fatores desumanização e decepção; g) acerca da jornada, foi evidenciada média mais alta no fator decepção para o grupo que trabalhava no plantão em comparação com o grupo que trabalhava no expediente; h) a comparação de médias por tipo de delegacia não foi significativa para nenhum fator do burnout. Os resultados corroboraram achados de outras pesquisas referentes as variáveis demográficas e apontaram novas informações sobre as diferenças nos fatores de burnout por categoria ocupacional e tipo de jornada.


Título Completo
COMBATER O FOGO E QUEIMAR-SE PELO TRABALHO:um estudo sobre a síndrome de burnout e as relações com a percepção de suporte organizacional e estratégias de coping entre militares do Corpo de Bombeiros do RN – CBMRN.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
MARIANA RODRIGUES DE MOURA NUNES / Universidade Potiguar - UnP

Autor
Elson da Cunha Viela

Resumo Geral
Reconhecendo-se a importância que o local de trabalho tem para a saúde mental do indivíduo, o objetivo desta pesquisa foi investigar a incidência de sintomas característicos da Síndrome de burnout no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte – CBMRN - e de sua relação com os fatores da percepção do suporte organizacional e as estratégias de coping. Na mesma diretriz do pensamento de Maslach e Jackson (1977), foram considerados os três fatores multidimensionais relacionados com a síndrome, sendo estes: exaustão emocional, despersonalização e a realização profissional. Na pesquisa também foram averiguadas variáveis sociodemográficas como: sexo, idade, estado civil, nível de instrução, função, religião, freqüência a atividades religiosas, tempo de vinculação ao Corpo de Bombeiros e tempo de exercício na atual função. A pesquisa foi realizada com 144 bombeiros praças dos setores operacional e administrativo. Para a coleta de dados foi utilizado um protocolo desenvolvido que continha o Inventário Síndrome de Burnout de Maslach (MBI), a Escala de Suporte Organizacional, a Escala de Coping Ocupacional e uma ficha sociodemográfica. O registro das respostas aos itens de todo o protocolo deu-se sob a forma de banco de dados do SPSS (Statistical Package for Social Science), o que permitiu o uso de técnicas estatísticas pertinentes como o teste t, ANOVA e correlação, análise de cluster e análise de regressão. Os resultados indicaram que houve correlações entre os construtos estudados. Os dados apontaram que 48% da variância de exaustão, 26% da variância de diminuição da realização e 17% de despersonalização são explicadas pelas variáveis de Suporte organizacional e de coping. De maneira geral, esta pesquisa ressalta a importância de novas mensurações de burnout em bombeiros militares, pois a investigação pode indicar em que medida as particularidades do trabalho desempenhado pela categoria contribui para o desencadeamento da burnout, implicando no avanço de implementações de políticas de prevenção e tratamentos mais eficazes.


Título Completo
Condições de trabalho e saúde mental entre profissionais de psicologia na região metropolitana do Recife: um estudo fenomenológico

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
SHIRLEY MACÊDO VIEIRA DE MELO / Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO

Resumo Geral
A Psicologia do trabalho apresenta-se eticamente comprometida com a contextualização social e histórica do sujeito, produzindo, entre outros, conhecimentos sobre a relação entre modos de organização de trabalho e saúde mental. Na sociedade capitalista globalizada e do conhecimento, a organização do trabalho requer que o sujeito tenha capacidade para demonstrar flexibilidade e se ajustar a tarefas variadas, administrar seu tempo, submeter-se permanentemente a programas de capacitação e reciclagens, a fim de tornar-se cada vez mais qualificado e competitivo, muitas vezes comprometendo seu lazer e sua saúde. O psicólogo inserido nesta realidade também não estaria sendo afetado em seu bem estar físico e mental? Através de uma pesquisa qualitativa fenomenológica, buscou-se compreender como as condições de trabalho dos psicólogos afetam sua saúde mental e quais as estratégias utilizadas por eles para garantir esta saúde. Foram entrevistados individualmente seis psicólogos de ambos os sexos, com idade entre 28 e 43 anos, que atuam na Região Metropolitana do Recife, com tempo de experiência profissional variando de 7 a 20 anos, de diferentes formações acadêmicas de graduação e pós-graduação em Psicologia, que exercem ativamente a profissão em diferentes contextos e áreas de aplicação. As entrevistas foram gravadas e transcritas para facilitar a compreensão do grupo de pesquisa que se reunia para compreender os fenômenos tais como vivenciados pelos sujeitos. Nos moldes da pesquisa fenomenológica, realizou-se a análise em quatro passos: leitura integral da gravação de cada entrevista; apreensão de unidades de significado; presentificação do sentido; e síntese comum dos relatos. Apesar de demonstrarem prazer pela profissão escolhida e exercida, os psicólogos vivenciam o sofrimento que o trabalho no contexto capitalista globalizado lhes impõe: suas condições de trabalho e suas remunerações em alguns casos estão aquém do que eles necessitam para um exercício profissional saudável; apresentam dificuldade em administrar tempo para dar conta de diversas atividades, na mesma proporção em que são impedidos de ter tempo para se capacitar, cuidar da sua saúde e ter momentos de lazer; apresentam conflitos em conciliar vida pessoal com vida profissional e diversos papéis sociais, assim como em desenvolver habilidades e competências para se manter no mercado de trabalho. Foram constatados indícios de Síndrome de Burnout. Apesar de todos os sujeitos se preocuparem em se manter saudáveis mentalmente, poucos empregam estratégias sistemáticas para tal. Assim, este estudo evidencia a relação dialética entre prazer, sofrimento e trabalho, permitindo enriquecer as pesquisas qualitativas e fenomenológicas sobre o tema.


Título Completo
Impactos das condições flexíveis e precárias no trabalho fabril

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
BERNARDO PARODI SVARTMAN / Universidade de São Paulo

Resumo Geral
Esta apresentação analisa algumas conseqüências da organização do trabalho fabril para a subjetividade dos trabalhadores, tendo como foco os efeitos das condições flexíveis e precárias de trabalho. Os dados da pesquisa foram colhidos por meio de um estudo de caso realizado em uma metalúrgica do ABC paulista, prestadora de serviços para outras indústrias da região. O método utilizado foi o da observação participante: durante dois anos, um dia por semana, o pesquisador assumiu o cargo de ajudante geral na fábrica pesquisada. As análises permitiram constatar que as condições de trabalho observadas, marcadas por intensa variabilidade no nível de produção, sustentam uma ameaça constante de perda do emprego para os trabalhadores. Nos momentos de alta produção, houve realização de contratos temporários e imposição de prazos e ritmos intensos, observando-se, além disso, grande rotatividade de trabalhadores e rebaixamento da remuneração salarial. Essas condições geraram um grande desgaste físico e mental para os trabalhadores, em virtude do cansaço, do medo de perda do emprego, da necessidade de se submeterem aos ritmos e prazos impostos pela fábrica, do medo de filiação ao sindicato e, mais ainda, pela sensação de frustração no plano da realização profissional e insegurança quanto ao futuro. Como agravante, do ponto de vista psicossocial, tais condições produzem a experiência de um desenraizamento: a impossibilidade de participação na organização do trabalho e na determinação das condições de vida, assim como a impossibilidade de engajamento consistente em projetos para o futuro. A despeito de tais condições adversas, observou-se que os trabalhadores buscam resistir aos efeitos desse tipo de organização fabril, criando laços de amizade e de intercooperação, e introduzindo, por meio de negociações cotidianas, métodos informais de participar da organização do trabalho. São tais elementos que passam a fazer parte indissociável das relações de trabalho no chão de fábrica.


Título Completo
Investigando o público e o privado em relação aos valores organizacionais e ao estresse laboral

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
HELENIDES MENDONÇA / Universidade Católica de Goiás

Autor
Ana Tereza david Pires Barcelos / UCG

Autor
Maria Aparecida G. Barreto / UCG

Autor
Rafael Vale Barbosa / UCG

Autor
Sílvia Letícia Souza / UCG

Autor
Sheila de Melo / UCG

Resumo Geral
A literatura pesquisada enfatiza a importância dos valores organizacionais para a psicologia do trabalho. Os conceitos de valores incorporam uma dimensão social e passam a ser definidos como aspectos desejáveis, que orientam o comportamento de indivíduos, grupos e organizações de trabalho (Tamayo, 1996). São os princípios da organização que constituem as bases para os comportamentos dos empregados, moldando e norteando o comportamento e as atitudes dos membros da empresa. De modo geral, o problema do estresse surge, na maioria das vezes, das condições de trabalho, dos valores individuais, das percepções de justiça organizacional, da progressão na carreira, da carga de trabalho, do ambiente físico do trabalho e das estruturas de poder, dentre outros antecedentes. O estresse resulta de um desequilíbrio entre as exigências do trabalho percebidas pelo trabalhador e dos recursos disponíveis para fazer face a essas exigências. As conseqüências são de natureza física, social e psicológica, afetando a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores. Os valores organizacionais, podem exercer influência direta sobre os níveis de estresse dos trabalhadores. Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre os valores organizacionais e o estresse no trabalho. De maneira específica, analisa se determinados valores organizacionais constituem-se como estressores no ambiente de trabalho. Os dados foram coletados através de questionários em uma amostra de 191 trabalhadores de duas organizações – uma pública e outra privada. Os instrumentos utilizados foram o Inventário de Valores Organizacionais (Tamayo, Mendes & Paz, 2000) e o Questionário de Estresse no Trabalho validado no Brasil por Pinheiro (2002). Os resultados demonstraram que organizações estruturadas em culturas centralizadoras, hierárquicas, dominadoras e autoritárias tendem a desencadear maior nível de estresse nos trabalhadores, sobretudo na instituição privada. Na instituição pública, os resultados demonstraram uma crise de identidade e a descaracterização de um padrão específico de valores organizacionais. Esses resultados são discutidos em moldes mais abrangentes, ainda que de forma exploratória. Neste sentido, são apresentadas as tendências teórico-metodológicas atuais para a compreensão da temática em tela. Por fim, são apontadas as controvérsias e lacunas que sinalizam a necessidade de que seja delineada uma agenda de pesquisa na tentativa de explorar novas possibilidades de articulação entre os construtos.


Título Completo
Limite tenue entre saúde e transtorno mental: violência urbana e adoecimento psíquico de rodoviários de uma empresa de transporte coletivo da RMBH

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
PATRÍCIA PINTO DE PAULA / PUCMinas.

Autor
Camila Renata da Silva Alves / PUC Minas

Resumo Geral

Limite tênue entre saúde e transtorno mental: violência urbana e adoecimento psíquico de rodoviários de uma empresa de transporte coletivo da RMBH (região metropolitana de Belo Horizonte)


RESUMO:
Atuando como um profissional do setor de serviços que exerce seu trabalho a maior parte do tempo “extramuros” da empresa e transporta vidas e valores em dinheiro, o rodoviário está potencialmente vulnerável a certas modalidades de violência urbana, principalmente aos assaltos. O objetivo geral da pesquisa foi investigar o possível nexo causal existente entre assaltos no contexto de trabalho dos rodoviários de uma empresa de transporte coletivo da RMBH e adoecimento psíquico do trabalhador. Dentre as pesquisas que enfocam tal problemática, uma das contribuições relevantes é o estudo de PAES-MACHADO et LEVENSTEIN (1998) que constataram que, os rodoviários da região metropolitana de Salvador vítimas de assaltos no contexto de trabalho podem desenvolver transtornos de ansiedade e do medo.Em Belo Horizonte destaca-se a pesquisa feita por Costa et al (2002). O estudo evidencia que o medo de assalto aumenta em 65% a chance de desenvolvimento de estresse em rodoviários. Elencamos como hipótese que as incertezas quanto ao contato com passageiros apresenta-se como principal fator de desgaste psíquico do rodoviário vítima de assalto. A coleta de dados baseou-se no método qualitativo e dividiu-se em 3 etapas.Utilizamos como técnicas: entrevistas semi-dirigidas, observação participante e grupos de discussão. Na 1ª etapa realizamos entrevistas semi-dirigidas com motoristas e cobradores (empregados e afastados do trabalho) vítimas de assalto.Entrevistamos representantes das áreas de saúde e tráfego da empresa pesquisada e do sindicato da categoria. Na 2ª etapa foram feitas observações participantes em trajetos vulneráveis a assaltos e realizou-e análise documental de prontuários funcionais.Na 3ª etapa realizamos grupos de discussão com rodoviários empregados e afastados do trabalho vítimas de assalto. Os resultados baseiam-se na análise de 20 entrevistas (9 com motoristas e 7 com cobradores empregados; 3 com profissionais das áreas da saúde e tráfego da empresa e 1 com um representante do sindicato) e dados da observação participante.Os resultados evidenciam que o medo torna-se companhia do rodoviário vítima de assalto.Os relatos de pesquisa apontam a uma unanimidade: “medo do desaparecimento físico, medo de trabalhar no dia seguinte, medo de determinados passageiros (jovens, de bermuda, jaqueta e cabelo amarelo)”. A empresa banaliza a violência e o risco que estes trabalhadores estão submetidos. Os rodoviários vivem sob tensão diante das exigências da empresa (“parar o ônibus para qualquer passageiro que dê sinal”) e do medo de serem assaltados por um passageiro que sinalize ameaça.Nota-se com base nos dados de pesquisa que há um nexo entre transtorno mental – sob a forma de transtorno do medo – e assaltos no contexto de trabalho.








Título Completo
Movimento Social e Saúde do Trabalhador: a ação sindical através dos grupos de qualidade de vida.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
CARLOS JOSÉ NAUJORKS / Universidade de Santa Cruz do Sul

Autor
Cláudia de Souza Lopes / Universidade de Santa Cruz do Sul

Resumo Geral
Ao longo das últimas décadas, o Paradigma da Saúde do Trabalhador se constituiu com a afirmação do trabalhador como sujeito do seu direito a saúde, tendo como referência a compreensão dos processos de doença e sofrimento como produzidos socialmente e a ação coletiva como estratégia de intervenção de promoção da saúde. Essa perspectiva enfoca as possibilidades dos trabalhadores, através de sua organização, intervir em busca de um trabalho saudável e realizador. O objetivo deste trabalho é refletir sobre a ação das organizações sindicais como organizações mobilizadoras do movimento social de luta pelo direito a saúde do trabalhador tendo como referência a atuação por intermédio dos grupos de qualidade de vida. Parte-se, para a análise, da experiência de dois grupos de portadores de lesões por esforços repetitivos de duas organizações sindicais dos trabalhadores de Santa Cruz do Sul. Essas experiências são analisadas a partir dos conceitos de movimento social, organizações de movimentos sociais , ação estratégica e identidade política . Diversos autores postulam que as organizações de movimentos sociais atuam perseguindo, ao mesmo tempo, a formação de novos padrões e valores culturais (dimensão identitária de ação dos movimentos sociais) e conquistas políticas ou econômicas específicas (dimensão estratégica das ações dos movimentos sociais). Dependendo da preponderância de uma ou outra dimensão da ação dos movimentos sociais, campos específicos de intervenção são requeridos: a dimensão identitária, requer intervenções voltadas à convivência, interação e partilha de crenças, valores e sentidos; a dimensão estratégica requer intervenções ligadas à disputa pela hegemonia na distribuição de recursos. Verifica-se que os grupos de qualidade de vida realizam a produção de sentidos comuns em relação à ação política, formando assim a base identitária necessária às organizações de movimentos sociais, possibilitando a estas legitimação para suas ações estratégicas. Além disso, os próprios grupos, em formação, legitimam-se para, eles mesmos, atuarem através de ações políticas, através de manifestações públicas, pressão e participação em fóruns de controle social.


Título Completo
O ESTUDO DO ASSÉDIO MORAL EM UMA LINHA DE MONTAGEM: INDICADORES, SENTIMENTOS E ENFRENTAMENTO.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
JOSÉ TADEU COUTINHO / Universidade Presbiteriana Mackenzie

Autor
Manoel Morgado Rezende / Universidade Metodista de São Paulo

Autor
Marilsa de Sá Rodrigues Tadeucci / Universidade Presbiteriana Mackenzie

Resumo Geral
A presente pesquisa, teve como objetivo verificar a presença de indicadores de assédio moral e descrever suas implicações no comportamento de operários de uma linha de produção de uma empresa de autopeças. Assédio moral pode ser observado em situações nas quais indivíduos durante a jornada de trabalho são expostos a situações de humilhação e constrangimento no exercício de suas funções, geralmente praticadas por um chefe imediato ou indivíduos que ocupam o mesmo nível hierárquico, com objetivo de desestabilizar e em última instancia, forçar o abandono do emprego. O cenário da pesquisa foi uma linha de montagem de uma empresa de autopeças, de médio porte na região do Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, Brasil. A amostra foi composta por dezesseis operários, de ambos os sexos, com mais de dois anos de casa e escolaridade igual ou superior ao ensino médio, divididos em dois grupos de oito componentes. A metodologia utilizada para coleta de dados foi a dos grupos focais, a partir da estrutura funilar composta por um roteiro de três perguntas, que incentivavam e exploravam relatos de experiências de sofrimento no trabalho, sentimentos frente a essas situações e por último como essas situações de sofrimento eram enfrentadas. Foram realizados dois encontros com cada grupo de operários, com duração de duas horas cada. Todos os encontros foram gravados por meio de equipamentos audiovisuais mediante autorização dos sujeitos pesquisados. O procedimento de exame dos dados coletados foi à análise de conteúdo. Os principais resultados apontam como indicadores de assédio moral, as ameaças de desemprego, exploração do trabalho e desrespeito profissional, que produzem nos operários sentimentos de autodesvalorização, revolta, decepção e humilhação. Como conseqüências desse fenômeno, foram relatadas dificuldades de comprometimento para com a organização e em nível pessoal, sofrimento psíquico acompanhado de dores físicas, que pode incidir pontualmente em baixo rendimento do operário na linha de montagem, podendo dessa forma caracterizar motivos para sua demissão. Como principais estratégias de enfrentamento, foram relatados episódios de raiva acompanhado da possibilidade de abandono do posto de trabalho e busca de um novo emprego.


Título Completo
Prazer-Sofrimento no Trabalho face à Automação: um estudo no Pólo Industrial de Manaus

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
ROSÂNGELA DUTRA DE MORAES / UFPa

Resumo Geral
O Pólo Industrial de Manaus (PIM) concentra o maior contingente de trabalhadores industriais da Amazônia (100.000). Passou, nos anos 90, por uma reestruturação produtiva caracterizada pela intensificação da automação, destacando-se o segmento eletro-eletrônico. O objetivo desta pesquisa foi analisar os impactos da automação sobre os operadores, focalizando o prazer-sofrimento no traalho, particularmente importante porque se difunde um discurso de superação do sofrimento a partir das novas tecnologias.
Metodologia: Partiu-se da base teórico-metodológica da psicodinâmica do trabalho, de Dejours, realizando adaptações. Utilizou-se a abordagem qualitativa. Participaram como sujeitos dez operadores (dentre 117), de uma das duas empresas eletro-eletrônicas japonesas de grande porte.
Resultados: Dentre as fontes de sofrimento, destacaram-se: falta de reconhecimento; cobrança/pressão excessivas; baixos salários (2-3 minimos); trabalho excessivo; metas quase inatingiveis; medo de falhar; intenso esforço mental (dores de cabeça/ musculatura). Mencionaram ainda: desunião; isolamento; favoritismo das chefias; horário noturno; trabalhar em pé, carregar peso, re-trabalho, rotina. Para contornar o sofrimento, a maioria busca soluções individuais (reduzir o ritmo; cantar; isolar-se). Os demais recorrem ao supervisor.Constata-se o aumento dacobrança e da pressão, intensificando o sofrimento, que se agrava com a falta de reconhecimento, o que poderia dar-lhe um sentido. Aumentou a exigência de qualificação, todavia predomina o trabalho rotineiro, pouca autonomia e baixa remuneração. O sofrimento atinge o coletivo, entretanto tentam contorná-lo individualmente. Quanto ao preazer no trabalho, as principais fontes: gostar do trabalho; não errar; obter uma qualificação. trabalhar com alta tecnologia; fazer amizades. Segundo a psicodinâmica, é da luta contra o sofrimento que se manifesta o prazer. A principal fonte de prazer destaca a identificação com a tarefa, que favorece a resonância simbólica/sublimação. As outras fontes: valorização das relaçôes interpessoais que, sendo raras, possivelmente tornam-se mais valorizadas. O sofrimento do medo de errar transforma o trabalho correto em fonte de prazer. Quanto ao sofrimento patogênico, metade dos operadores relatou situações de intenso desgaste. A maioria desabafa conversando com a família. e um terço se prepara para sair da empresa.
Conclusão: O sofrimento no trabalho, longe de ser eliminado, está sendo intensificado a partir da automação, que trouxe: intensificação do desgaste e do estresse, agravos a saúde e aumentou o sofrimento do medo de falhar. Permanecem muitos problemas da organização fabril taylorista-fordista e novos agravos foram acrescentados. A ampliação e aprofundamento de estudos sobre automação e subjetivodade se mantém como um desafio à POT.


Título Completo
Psicodinâmica do trabalho bancário após afastamento por Dort

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
LEONARDO MONTEIRO DE CASTRO-SILVA / UnB

Autor
Ana Magnólia Mendes / UnB

Resumo Geral
Este estudo de caso tem por objetivo analisar a psicodinâmica do trabalho bancário após afastamento por distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort). Apesar da grande quantidade de investigações sobre esse conjunto de sintomas, verifica-se a necessidade de aprofundamento sobre processo de retorno dos trabalhadores afastados. A evolução dos Dort, associada às seqüelas e incapacidades físicas decorrentes do adoecimento, propicia o surgimento de sintomas depressivos. A hipótese deste estudo, contudo, é de que, nas situações de retorno ao trabalho, estão presentes estratégias defensivas que mantêm os trabalhadores em suas atividades, confiantes em uma recuperação que lhes possibilite ascensão profissional, reconhecimento e prazer no trabalho. Para alcançar o objetivo proposto, cinco entrevistas semi-estruturadas e individuais foram realizadas de junho a agosto de 2005 com bancários de uma instituição financeira pública lotados em unidades do DF, obedecidas as seguintes condições: adoecimento por Dort classificado como acidente de trabalho entre janeiro a maio de 2005 e retorno às atividades laborais à época da coleta de dados. A participação foi voluntária. As entrevistas foram transcritas e analisadas utilizando-se a técnica de análise de conteúdo. Os resultados foram analisados e sintetizados em três categorias: organização do trabalho antes e após o afastamento; processo de adoecimento por Dort; percepção e sentimentos relacionados à doença. A compreensão da psicodinâmica envolvida no processo de retorno ao trabalho evidenciou a dinâmica intersubjetiva do reconhecimento. Os trabalhadores que retornam ao trabalho após o adoecimento por Dort têm sua integridade física fragilizada, mas mantêm expectativas de reconhecimento. Continuam sentindo dores, mas retornam ao trabalho para evitar represálias e perdas salariais. Os administradores, encarregados pela gestão da organização do trabalho, compreendem a situação e buscam alternativas de adaptação da tarefa ao trabalhador, sem condições e instrumentos para julgar o trabalho realizado com base na capacidade física dos funcionários. A organização do trabalho precarizada é um obstáculo à mobilização subjetiva dos trabalhadores nessas condições. Os resultados confirmam a hipótese do estudo e destacam a luta dos participantes para superar as exigências e pressões no ambiente de trabalho e obterem o devido reconhecimento. Sugere-se a necessidade de programa de reabilitação corporativo que estabeleça critérios de acompanhamento e ações de recuperação da saúde de funcionários afastados por Dort.


Título Completo
RELAÇÃO DO BURNOUT COM A AFETIVIDADE NEGATIVA EM TRABALHADORES DO SETOR POLICIAL

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
MAURICIO ROBAYO TAMAYO / Departamento de Saúde Coletiva - Universidade de Brasília, Brasília - DF

Autor
Claúdia de Macedo da Silva / Departamento de Psicologia - Universidade Federal do Rio Grande do Norte , Natal - RN

Resumo Geral
O burnout (esgotamento profissional) é definido como uma síndrome psicológica decorrente da tensão emocional crônica, vivenciada pelos profissionais cujo trabalho envolve o relacionamento intenso e freqüente com usuários que precisam de cuidado e/ou assistência. A afetividade negativa ou neuroticismo é definida como a predisposição do indivíduo a apresentar emoções negativas e um autoconceito desfavorável. A relação do burnout com a afetividade negativa tem sido pouco explorada em pesquisas nacionais. Os estudos de burnout em trabalhadores do setor policial também são escassos no Brasil. O objetivo da pesquisa foi verificar a relação dos fatores do burnout (exaustão emocional, desumanização e decepção) com a afetividade negativa. A pesquisa foi desenvolvida junto a uma amostra de 228 trabalhadores da Polícia Civil (delegados, agentes de polícia e escrivães), lotados em delegacias especializadas e distritais de uma capital do nordeste. A idade média dos participantes foi de 38,16 anos (d.p = 7,56) e o tempo de serviço foi de 9,2 anos (dp = 7,61). Os instrumentos utilizados foram a Escala de Caracterização do Burnout (ECB) e a escala de afetividade negativa (neuroticismo) da versão reduzida do Inventário dos Cinco Fatores de Personalidade (ICFP-R). As correlações significativas encontradas foram: a) o fator do burnout exaustão emocional apresentou uma correlação direta e significativa com a afetividade negativa r = 0.40, p < 0.01; b) a dimensão desumanização evidenciou uma correlação positiva e significativa com a afetividade negativa r = 0.36, p < 0.01 e c) o fator decepção mostrou uma correlação direta e significativa com a afetividade negativa r = 0.28, p < 0.01. Os resultados da pesquisa confirmaram o vínculo dos fatores de burnout com variáveis de personalidade que denotam vulnerabilidade ao estresse, tais como a afetividade negativa. Essa constatação torna-se especialmente importante quando se trata de categorias ocupacionais que, em razão do seu trabalho, lidam com altos níveis de estresse, como por exemplo, os trabalhadores do setor policial.


Título Completo
Relação entre a percepção de configurações de poder e critérios de justiça distributiva em uma organização do setor hoteleiro

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
MARINA CAMPOS DESSEN / Universidade de Brasília

Autor
Maria das Graças Torres da Paz / Universidade Católica de Brasília e Universidade de Brasília

Autor
Eleuni Antônio de Andrade Melo / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Para subsidiar a gestão organizacional, assegurando intervenções que garantam produtividade sem comprometer o bem-estar do trabalhador, profissionais e pesquisadores da área têm sugerido a realização da análise do perfil cultural das organizações como um passo antecedente ao processo de tomada de decisão. A literatura tem apontado a possibilidade de traçar esse perfil de forma descritiva, enfocando alguns fatores que sustentam a identidade cultural das organizações. Dois desses fatores são investigados nesta pesquisa, Configurações de Poder e Justiça Organizacional, que tem por objetivo estabelecer relações entre as configurações autocracia, instrumento, missionária, meritocracia, sistema autônomo e arena política e os critérios de justiça distributiva equidade, igualdade e necessidade. O estudo foi realizado numa empresa do setor hoteleiro, tendo como participantes 126 trabalhadores, correspondendo a 50% da população do hotel. A área operacional representa 77%, a administrativa 7,9% e a comercial 5,6%. A idade média dos respondentes é de 35 anos, sendo 70,6% deles homens. Quanto à escolaridade, 30,2% não concluíram o primeiro grau e apenas 8% têm nível acima de superior completo. Os participantes responderam a duas escalas: Escala de Configurações de Poder e Escala de Critérios de Justiça Distributiva. Os dados foram submetidos a análises estatísticas descritivas e as relações entre as variáveis foram estabelecidas por meio da análise de correlação de Pearson. Os resultados revelam que: a) a configuração de poder percebida como mais característica da empresa investigada é autocracia; b) não há clareza quanto aos critérios de justiça distributiva usados pela organização para a maioria dos respondentes; c) os respondentes que percebem a organização com uma configuração meritocrática também percebem que o critério de justiça mais utilizado é a equidade e consideram que há clareza de critérios; d) aqueles que percebem a configuração de poder como instrumental também percebem que o critério de necessidade é o mais utilizado na organização; e) os que consideram a organização missionária percebem a igualdade como o critério de justiça mais utilizado, mas também identificam o uso dos critérios de equidade e necessidade; f) quando os respondentes percebem a organização como sistema autônomo, eles consideram que há coexistência de todos critérios de justiça no cotidiano organizacional; g) não há correlação entre a percepção da configuração autocracia e os critérios de justiça. Trata-se de uma empresa com traço cultural de autocracia, cujos critérios são estabelecidos pelo mais alto chefe, muito em função das relações pessoais. Resultados semelhantes foram encontrados em outras organizações com características aproximadas.


Título Completo
Sono, Estresse, Qualidade de Vida, Turnos e Períodos de Trabalho: um estudo correlacional com operários de linha de produção.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
RENATI ERIKA DE SOUZA CAPORALI / Universidade Braz Cubas

Autor
Hadrian Araújo / Universidade Braz Cubas

Autor
Caroline Abrão Aued Perin / Universidade Braz Cubas

Autor
Dr. Altemir José Gonçalves Barbosa (orientador) / Universidade Braz Cubas

Autor
Dra. Marly Unello Rosinha (orientadora) / Universidade Braz Cubas

Resumo Geral
O trabalho é uma característica importante na vida de um indivíduo e associa-lo a outras variáveis como o sono, o estresse e a qualidade de vida pode ser de grande relevância em diversos âmbitos, exatamente pelo escasso número de pesquisas que relacionam estes dados em conjunto. Com o objetivo de verificar a correlação entre sono, estresse e qualidade de vida de trabalhadores de diferentes turnos e períodos, foram aplicados quatro instrumentos para a coleta de dados em 60 trabalhadores de duas empresas, uma de TF (turno fixo) e outra de TV (turno variável) sendo 30 participantes de cada. Para verificar o nível de sonolência nos participantes utilizou-se da Escala de Sonolência Epworth. Utilizou-se o ISSL (Inventário de Sintomas de Stress para adultos de Lipp) para avaliação de estresse. Empregou-se o Whoqol-Bref para avaliar o nível de qualidade de vida. Foi utilizado também um questionário de caracterização para descrever aspectos sociodemográficos. Foram utilizados dois Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), um para instituições e outro para trabalhadores. Em ambas as empresas os participantes foram divididos em três turnos, sendo 10 do primeiro, 10 do segundo e 10 do terceiro. Após a análise dos dados foi possível constatar que, independente do tipo de turno ou horário de trabalho, quanto maior a sonolência dos trabalhadores, maior o nível de estresse e menor a qualidade de vida em todos os seus domínios. Em relação ao nível de sonolência nos trabalhadores, não foi constatada diferença significativa entre TF e TV, sendo o primeiro turno o que apresenta maior sonolência, o segundo turno, o que apresenta menor sonolência, ficando o terceiro turno em uma posição intermediária. Quanto ao nível de qualidade de vida, em todos os domínios não foi constatada diferença significativa entre TF e TV, sendo que o segundo turno apresenta melhor qualidade de vida em todos os domínios analisados, o primeiro turno apresenta a menor pontuação e o terceiro turno fica em uma posição intermediária. Em relação à presença de estresse, contatou-se que a maior parte dos trabalhadores estressados se encontra no primeiro e no terceiro turnos. Concluiu-se assim, que as variáveis analisadas têm correlação entre si, o tipo de turno não apresenta associação com o Sono, o Estresse e a Qualidade de Vida e, por último, que o período de trabalho tem associação com as variáveis acima citadas.


Título Completo
Trabalho temporário e percepção subjetiva do sono

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
NANCY JULIETA INOCENTE / Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono - Dr Rubens Reimão (USP)- UNITAU

Autor
Janine |Julieta Inocente / Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono - Dr Rubens Reimão (USP)- Université de Bordeaux (France)

Autor
Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono - Dr Rubens Reimão (USP)- / Clara Odília Inocente

Autor
Sueli Rossini / Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono - Dr Rubens Reimão (USP)-

Autor
Joseane Lima / Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono - Dr Rubens Reimão (USP)-

Autor
Rubens Reimão / Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono - Dr Rubens Reimão (USP)-

Resumo Geral
Introdução: o trabalho temporário é a forma de trabalho utilizada na colheita da safra cafeeira. Por ser temporário, expõe o trabalhador a situações de estresse e crise econômica, e conseqüentemente a danos na saúde física e mental. Na literatura científica são raros estudos que avaliam a influência do trabalho temporário na qualidade do sono.
Objetivos: Este trabalho tem o objetivo de avaliar a qualidade e as características do sono de pacientes, trabalhadores na colheita de café, que procuram o Centro de Atenção Psicossocial Prefeito Manuel Jacinto de Abreu Filho (CAPS), instituição localizada no município de Três Pontas, Minas Gerais.
Método: utilizou-se Entrevista Inicial, Mini-Exame do Estado Mental, Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh, Escala Hamilton de Depressão, Inventário de Ansiedade de Beck e WHOQOL-breve em 32 pacientes. Este é um estudo preliminar de uma pesquisa mais ampla que visa avaliar uma amostra de 40 pacientes que procuram o atendimento médico e psicológico no CAPS.
Casuística: A amostra é constituída de 32 pacientes, 15,625% de homens e 84,375% de mulheres, com idade entre 18 e 56 anos com média igual a 37,84 anos;65,625% são casados, 21,875% são solteiros, 6,25% são viúvos e 6,25% são separados; 87,5% cursaram o Ensino Fundamental sem concluir, 9,375% cursaram o Ensino Médio sem concluir e 3,125% concluíram o Ensino médio. Dentre os pacientes 31,25% tem ocupação fora da safra e 68,75% não tem ocupação.
Resultados: Em relação a percepção da qualidade subjetiva do sono 6,25% consideram muito boa, 43,75% boa, 31,25% ruim e 18,75% muito ruim. Quanto à latência do sono 31,25% demoram menos de 15 minutos para dormir, 28,125% de 16 a 30 minutos, 18,75% de 31 a 60 minutos e 21,875% demoram mais de 60 minutos. Quanto à duração do sono 37,5% dormem mais de 7 horas, 21,875% de 6-7 horas, 12,50% de 5-6 horas e 28,125% menos de 5 horas.
Conclusão: ao avaliar a qualidade do sono dos pacientes observa-se a necessidade de mais pesquisas que correlacionem Qualidade de Sono, Qualidade de Vida e Ansiedade.


Título Completo
Uma contribuição ao estudo das emoções no trabalho: o caso dos oficiais de justiça avaliadores do judiciário mineiro

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
PATRÍCIA VALÉRIA ALKIMIN PEREIRA / Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo Geral
O objetivo deste estudo é analisar a mobilização das emoções no exercício profissional dos oficiais de justiça, visando oferecer subsídios à melhoria das suas condições de trabalho. A literatura selecionada voltou-se para a abordagem psicossocial da emoção. Apoiando-se na perspectiva teórica da psicologia sócio-histórica, entendem-se as emoções como integrantes das mediações que constituem o psiquismo humano, além do pensamento e da linguagem. Essa abordagem rompe com a análise psicológica dicotômica entre razão e emoção e propõe uma compreensão interfuncional dos processos psíquicos, em que se articula emoção, cognição, linguagem, ação e contexto sócio-histórico. Neste estudo, o trabalho é entendido como ambiente social modulador das vivências afetivas, que impõe ao trabalhador uma regulação, intra e intersubjetiva, no expressar das emoções. A pesquisa qualitativa é de caráter exploratório. Optou-se por um estudo de casos, com nove sujeitos, utilizando-se a técnica de entrevista em profundidade – com abordagem dos fatos relacionados à história de vida e à história de trabalho. O conteúdo das entrevistas foi articulado, para fins de análise, aos dados procedentes das observações diretas em situação real de trabalho. Com esses instrumentos, buscou-se acrescentar elementos objetivos do trabalho real, visando ao entendimento do que os sujeitos colocam de si mesmos na atividade, e do sentido que lhe atribuem. São apresentadas as situações e circunstâncias associadas à manifestação das emoções, no exterior e no interior da Instituição, apontando-se possíveis reflexos sobre a subjetividade dos trabalhadores; colocou-se em evidência o conteúdo das tarefas e, no âmago de seu desempenho, a mobilização de emoções. Viu-se que a organização do trabalho dos oficiais é mediada não só pelas condições estruturais do sistema judiciário (volume de serviço, prazos, deficiência de recursos etc), mas também pela qualidade emocional dos contatos interpessoais estabelecidos durante o cumprimento dos mandados. O exercício profissional envolve lidar com reações imprevistas dos jurisdicionados que tentam subterfúgios para dificultar o cumprimento das diligências. A sensibilidade diante da situação do outro, entretanto, surge como requisito essencial. Apontam-se tensões e paradoxos advindos da presença do componente emocional no trabalho, vislumbrando as fontes de sofrimento que atingem a saúde física e mental dos profissionais. Discute-se o caráter patogênico da organização taylorista do trabalho, que adota a noção de um trabalhador padrão, ajustável e sem capacidade de agir em situação. Ao final, são elaboradas medidas para transformação das situações identificadas que, até o momento, não foram assimiladas pela organização formal do trabalho.


Título Completo
“O TRABALHO DOCENTE E SOFRIMENTO PSÍQUICO: RELAÇÃO ENTRE A SÍNDROME DE BURNOUT A PERCEPÇÃO DE SUPORTE ORGANIZACIONAL E ESTRATÉGIAS DE COPING EM PROFESSORES DE ENSINO MÉDIO DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DE NATAL – RN”.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
ALINE TEIXEIRA DE ARAÚJO / Universidade Potiguar - UnP

Autor
CARMEM LÊDA DE MENEZES OLIVEIRA / Universidade Potiguar - UnP

Autor
ELSON DA CUNHA VILELA / Universidade Potiguar - UnP

Resumo Geral
O estudo objetivou investigar a incidência da síndrome de burnout e suas relações com a percepção de suporte organizacional (PSO) e estratégias de coping entre professores de ensino médio, de escolas públicas e privadas, de Natal-RN. Adotando-se como critério o número de alunos matriculados, a investigação abrangeu as duas maiores escolas de cada região administrativa. Amostra foi composta por 67 professores efetivamente na atividade docente. O inventário empregado para mensurar burnout foi o Inventário de Burnout de Maslach (MBI); para verificar PSO foi empregada a Escala de Suporte Organizacional Percebido (ESOP); e a Escala de Coping Ocupacional, para abordar as estratégias de coping. O protocolo continha, ainda, uma ficha sociodemográfica e um termo de consentimento. O registro das respostas aos itens de todo o protocolo se deu sob a forma de banco de dados do SPSS (Statistical Package for Social Science) – o que permitiu que fossem utilizadas técnicas estatísticas pertinentes, tais como análise de freqüência, teste qui-quadrado, teste t, análise de variância (ANOVA), correlação, análise de regressão e análise de cluster. Os resultados apontaram para exaustão emocional (M=2,71 e DP=0,76), diminuição da realização (M=3,73 e DP=0,63) e despersonalização (M=1,96 e DP=0,82). Considerando-se a intensidade de cada dimensão foram identificados 8 padrões, sendo que 34,3% dos participantes encontravam-se no padrão 2 (intensidade moderada nas três dimensões). Ascensão e salários foi o fator em se apresentou a menor média (M=2,11 e DP=0,47); com 65% dos participantes apresentando pontuação no intervalo mais baixo. Verificou-se uma hierarquia de emprego das estratégias de coping: controle, manejo e escape. A realização de regressão linear múltipla padrão, em três etapas, mostrou que 39% da variância da exaustão foi explicada pelo conjunto das variáveis; sendo que sobrecarga, escape e manejo foram as que se revelaram preditoras significativas. Em relação à dimensão diminuição da realização pessoal apresentou-se 26% de explicação; porém, apenas o suporte social no trabalho e manejo, o foram. Quanto à despersonalização, o poder explicativo chegou a 8%; e apenas sobrecarga de trabalho apresentou significativo poder explicativo. Verificadas as semelhanças ou diferenças a partir das variáveis sócio-demográficas em relação aos três construtos, algumas diferenças estatisticamente significativas foram encontradas, tais como: tipo de escola, sexo e determinados fatores de PSO; disciplina ministrada e exaustão emocional; tempo de vinculação à escola e estratégias de coping. Chamou atenção que faixa etária não apresentou nenhuma diferença estatisticamente significativa, somente em relação às estratégias de coping.


Título Completo
Juventude e Trabalho: o processo de inserção laboral

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
RAQUEL NASCIMENTO COELHO / Universidade Federal do Ceará - UFC

Autor
Maria de Fátima de Sena e Silva / Universidade Federal do Ceará - UFC

Resumo Geral
Este trabalho vem apresentar a monografia defendida no Departamento de Psicologia da UFC em julho de 2005. Buscamos trazer uma discussão teórica sobre as categorias juventude e trabalho e compreender possíveis relações entre elas através do processo de inserção laboral. Discutimos a evolução dos sentidos do trabalho, enfatizando seu caráter polissêmico e multidimensional e resgatando a sua importância na construção do homem enquanto sujeito de sua realidade. Em seguida, abordamos a condição de incompletude que marca a juventude enquanto etapa do desenvolvimento humano, fazendo uma aproximação ao conceito de adolescência e explicitamos a contradição em que se encontram os jovens no contexto atual de extrema flexibilização e precarização laboral. O processo de inserção laboral é entendido como um fato que pode estar caracterizando esta condição, já que os jovens estão num processo de construção de identidade e emancipação que se concretiza na fase adulta. E uma das formas de ascensão a esta é pelas vias do trabalho. Como referencial teórico básico deste trabalho utilizamos a psicologia sócio-histórica e a psicologia social do trabalho, através das quais se pode perceber o sujeito em constante diálogo com a realidade psicossocial em que vive, sendo produtor e produto da mesma. A partir deste aporte teórico, houve um interesse em investigar a realidade no intuito de compreender como está acontecendo o processo de inserção laboral de alguns jovens, como eles estão lidando com a demanda social de independência, responsabilidade (produtiva e social) e cooperação e as condições concretas de inserção laboral que se caracterizam pela insegurança e instabilidade que muitas vezes alonga a condição de “ser jovem”. Optamos pela realização de uma pesquisa fundamentada em uma metodologia qualitativa que se concretizou através da realização de entrevistas abertas semi-dirigidas com cinco jovens de uma associação comunitária da periferia da cidade de Fortaleza e duas oficinas teórico-práticas com o grupo do qual eles faziam parte. Este grupo foi obtido por conveniência. O conteúdo das entrevistas foi submetido a uma análise de conteúdo semântica. As categorias observadas, e que estão divididas de forma meramente didática para aclarar ao leitor a organização dos dados, foram: sentido do trabalho, sentido da inserção, experiência laboral, dificuldades encontradas, facilidades existentes e papel da associação comunitária. Pudemos observar a partir da análise dos resultados que a categoria trabalho é central na vida desses jovens e confirmamos a hipótese inicial de perceber a condição do jovem enquanto um momento de transição laboral.


Título Completo
Medo da Miséria e Escolha Profissional: Uma Investigação sobre o Imaginário de Jovens de Classe Média

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
CHRISTIANE ISABELLE COUVE DE MURVILLE CAMPS / Universidade de São Paulo

Autor
TANIA MARIA JOSÉ AIELLO VAISBERG / Universidade de São Paulo e PUC de Campinas

Resumo Geral
Apresentamos uma pesquisa intervenção clínica que investiga o modo como jovens de classe média, que estão vivendo um processo de escolha profissional, percebem o mundo adulto do trabalho. Essa pesquisa se insere em um projeto que visa investigar o potencial transformador de enquadres psicanalíticos diferenciados, sensíveis às demandas da clínica contemporânea, a partir de uma interlocução constante e aprofundada com o pensamento de D.W.Winnicott e J.Bleger. Adotamos uma perspectiva psicanalítica, que nos permite considerar, por meio de seu método interpretativo, o sentido emocional das condutas, aproximando-nos, assim, da dramática existencial dos jovens em processo de tomada de decisão quanto à escolha profissional. Realizamos atendimentos grupais com adolescentes de classe média, durante os quais propusemos o teatro espontâneo como procedimento capaz de favorecer a expressão pessoal de modo tranqüilo e relaxado. Levando em conta a concepção winnicottiana de psicoterapia efetuando-se na superposição das áreas do brincar do terapeuta e do paciente, apresentamos uma mala com objetos variados tais como véus, luvas, chapéus... A mala e seus objetos favoreciam a criação de personagens, levando o grupo a brincar com as vestimentas disponibilizadas e a sonhar mundos profissionais, trazendo dúvidas e dificuldades atuais na forma de peças teatrais. Constatamos o aparecimento recorrente do medo da miséria e da preocupação em enriquecer a qualquer custo. O sucesso no trabalho, muito associado ao sucesso financeiro, surgia como efeito de atividades desonestas. Seguir uma escolha afinada com os interesses pessoais aparecia como menos importante do que conseguir uma boa situação financeira. Estes jovens, vindos de escolas particulares, mostravam-se pouco livres para escolher, convidando-nos a nos perguntar se de fato podem escolher, e o que será que a geração adulta, neste tempo histórico, tem conseguido passar para os seus filhos. O índice de desemprego elevado, a desigualdade social e o empobrecimento da população parecem surgir como pano de fundo nas dramatizações desses jovens que, além das preocupações próprias da idade relativas ao crescer e à inserção no mundo adulto, também vivem o desafio de lidar com um ambiente instável, marcado por rupturas e transformações constantes, que desafiam o ser.


Título Completo
O impacto do turno de trabalho do pai na interação com os filhos

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
ELIZABETH J. BARHAM / Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
Fabiana Cia / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Resumo Geral
Pesquisas sobre os impactos do trabalho no período noturno indicam que funcionários deste turno costumam apresentar déficits biopsicossociais, em comparação com funcionários do turno diurno. Quando um pai trabalha no turno noturno, sabe-se que as rotinas familiares são afetadas. Porém, pouco se sabe sobre os impactos do trabalho no turno noturno sobre diferentes aspectos da relação pai-filho. Existe um corpo crescente de estudos mostrando a importância do envolvimento do pai com seus filhos, para maximizar o desenvolvimento socioemocional e cognitivo da criança. Neste trabalho, procurou-se entender os impactos específicos de trabalho no turno noturno, em comparação com o turno diurno, sobre o envolvimento do pai com seus filhos nas atividades diárias e escolares. A pesquisa contou com a participação de 58 pais (22 que trabalhavam no turno noturno e 36 no turno diurno), todos com um filho na 5a ou 6a séries do ensino fundamental. Comparando os resultados para os dois grupos de funcionários usando o teste t, pôde-se verificar que os pais do turno diurno agiam com uma freqüência média significativamente maior do que os do turno noturno, nas seguintes atividades: comunicação entre pai e filho (“Você expressa sentimentos negativos em relação às atitudes de seu filho?”); comunicação entre filho e pai (“Seu filho procura conversar com você?”, “Seu filho faz perguntas referentes ao seu dia a dia?”, “Seu filho solicita que você faça algo por ele?”); participação do pai nos cuidados com o filho (“Controlar o círculo de amizades de seu filho”, “Comprar roupas e brinquedos para seu filho”); participação do pai nas atividades escolares, culturais e de lazer do filho (“Incentiva seu filho a ler”, “Pede para seu filho organizar objetos pessoais”, “Auxilia seu filho nas atividades de higiene”, “Assiste filme com seu filho, da escolha dele”). Em comparação com os pais do turno diurno, os do turno noturno disseram que, “O filho desafia as suas regras” com uma freqüência significativamente maior. Conclui-se que os pais que trabalhavam no turno noturno apresentaram menor freqüência de interação com o filho, do que os pais do turno diurno, em diversas áreas. Assim, este estudo sugere uma necessidade de intervenções educativas, dirigidas aos homens, principalmente para aqueles que trabalham durante a noite, para aumentar seu conhecimento de ações que possam melhorar seu desempenho como pais.


Título Completo
Relação entre significado do trabalho e perfil sócio-demográfico entre trabalhadores da construção civil em Natal/RN

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
ALESSANDRA SILVA DE OLIVEIRA / UFRN

Autor
Janine Maranhão de Campiello Varella / UFRN

Autor
Lívia de Oliveira Borges / UFRN

Resumo Geral
Atribuir significado ao trabalho envolve dimensões subjetiva, social e histórica, nas quais estão implicadas a intencionalidade e as habilidades cognitivas do indivíduo. Este construto é composto por quatro facetas: centralidade do trabalho (importância do trabalho em relação a outras esferas da vida), atributos valorativos (percepção do indivíduo de como deve ser o trabalho), atributos descritivos (percepção do indivíduo de como é o trabalho na realidade) e hierarquia dos atributos. O estudo buscou verificar possíveis diferenças nos atributos valorativos (Exigências Sociais, Justiça no Trabalho, Esforço Corporal e Desumanização, Realização Pessoal e Sobrevivência Pessoal e Familiar) e descritivos (Êxito e Realização Pessoal, Justiça no Trabalho, Sobrevivência Pessoal e Familiar e Carga Mental) entre os trabalhadores da construção civil em razão de diferenças no perfil sócio-demográfico. Para tanto, utilizou-se o Inventário do Significado do Trabalho – IST composto de duas escalas, cada uma com 68 itens, e uma ficha sócio-demográfica contendo questões acerca, por exemplo, do estado civil, com quem mora, da forma de residência e da renda familiar. Este instrumento foi aplicado com 141 trabalhadores da construção civil, todos do sexo masculino. Entre os dados levantados, somente estado civil apresentou médias significativamente diferentes nos atributos valorativos. As médias dos atributos valorativos “Sobrevivência Pessoal e Familiar” (FV5) e “Exigência Social” (FV1) diferem de forma significativa entre casados (73,8% da amostra) e solteiros (26,2% da amostra). O FV5 apresenta média 3,62 entre os casados e 3,38 entre os solteiros (p=0,018). O FV1 apresenta média 3,36 entre os casados e 3,10 entre os solteiros (p=0,015). Verificou-se então que os trabalhadores da construção civil que são casados valorizam mais a sobrevivência pessoal e familiar e exigências sociais do que os trabalhadores solteiros. Tais resultados são coerentes com a cultura existente entre os membros desta categoria ocupacional, no sentido de que estes indivíduos se vêem como os provedores do sustento da família e pensam o trabalho como uma obrigação que dignifica o homem. Os demais dados do perfil sócio-demográfico não implicaram em diferenças importantes no significado do trabalho atribuído pelos participantes do estudo, pois tais dados tornam a amostra homogênea: 98% recebem de 1 a 5 salários mínimos como renda; 60% residem com filhos e cônjuge; e, 83% mora em casa própria.


Título Completo
APOSENTADORIA: PESQUISA SOBRE AS POSSÍVEIS MUDANÇAS NA SUBJETIVIDADE DOS APOSENTADOS PELA USIMINAS NA CIDADE DE IPATINGA-MG

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
BRUNA SILVIA BRAGA YUCULANO / Centro Universitário Newton Paiva

Autor
Antônio Eustáquio Furiati / Centro Universitário Newton Paiva

Autor
Joelma Reis Martins / Centro Universitário Newton Paiva

Resumo Geral
A presente pesquisa parte do pressuposto de que a consciência é determinada pelas relações sociais e pelo lugar que o indivíduo ocupa nestas relações. Assim, considera-se que o trabalho exerce um papel fundamental na construção da identidade social do ser humano, oferecendo sentido à sua existência. Além da remuneração, proporciona organização espaço-temporal, reconhecimento social e possibilidade de utilização de um “saber fazer”. Considerando-se esses aspectos do trabalho, indagou-se sobre quais seriam os efeitos do desligamento do trabalho, através da aposentadoria, na subjetividade do trabalhador. Para compreender esta relação, foi realizada uma pesquisa com aposentados da empresa Usiminas, na cidade de Ipatinga/MG. A escolha deveu-se ao fato da cidade ter se desenvolvido a partir da instalação da referida empresa, que ocupa papel central no desenvolvimento da cidade, e na construção de uma identidade de ser ou não trabalhador da Usiminas. A pesquisa foi fundamentada teoricamente em uma perspectiva psicossocial e metodologicamente utilizou pressupostos de análise qualitativa de dados, colhidos nas técnicas de pesquisa bibliográfica e de campo, esta realizada através de observação participante e entrevistas semi-estruturadas com aposentados. Foram realizadas também reuniões com esposas de aposentados, objetivando conhecer os efeitos da aposentadoria nas relações familiares. Observou-se que, para maioria dos participantes, o desligamento da empresa gerou um grande impacto na sua vida familiar, econômica e social. Constatou-se a perda e status na cidade onde residem, além do aumento de conflitos com os familiares, em alguns casos decorrentes das perdas financeiras e de todos os benefícios oferecidos pela empresa a seus trabalhadores. A pesquisa confirmou também a utilização de saídas para o ócio, como a entrada em uma congregação religiosa, trabalho voluntário e trabalho autônomo, entre outras, ocorrendo também alcoolismo e doenças psicossomáticas, o que indica a existência de impactos da aposentadoria sobre a subjetividade dos trabalhadores com um longo tempo de permanência em uma empresa.


Título Completo
Cultura Organizacional e Identidade: Implicações dos Ritos de Passagem na Identidade de Jovens Executivos Trainees em uma Organização Multinacional

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
SAMANTHA DE TOLEDO MARTINS / UFPR

Autor
YARA LUCIA MAZZIOTI BULGACOV / UNICENP

Resumo Geral
O trabalho desenvolvido originou-se da necessidade de levarmos em conta a influência das exigências mercadológicas na vida pessoal e profissional dos "sujeitos que habitam as organizações". Nosso foco de estudo foram os jovens que participam dos chamados "programas de trainee". Optamos por estudar essa categoria de trabalhadores por pressupor que o jovem executivo passa por um processo de mudança durante as fases de sua socialização, em que a internalização dos valores da empresa ultrapassa a esfera do campo do trabalho, indo atingir outras esferas da vida do indivíduo. Consideramos o processo de socialização como um rito de passagem ao qual o jovem executivo é submetido, em que são utilizadas formas de controle social pela organização para atraí-los e retê-los, levando em conta as implicações do controle na identidade desses jovens. Em função da natureza do problema, optamos por desenvolver uma pesquisa qualitativa operacionalizada a partir de um estudo de caso único de abordagem exploratório-descritiva em uma organização multinacional do setor alimentício cuja sede no Brasil encontra-se em Curitiba – PR. A amostra foi definida a partir do número total de pessoas que entraram no programa de trainee da Delta desde o ano inicial (1998). Dos 15 entrevistados, 9 eram mulheres e 6 homens, todos pertencentes à faixa etária entre 24 e 30 anos. Além das entrevistas com os jovens executivos, foram realizadas quatro entrevistas complementares com o Gerente de Planejamento e Desenvolvimento Organizacional da empresa. A fonte primária para a obtenção de dados teve origem na observação não-participante e nas entrevistas semi-estruturadas realizadas de agosto a dezembro de 2004. A análise do processo de socialização pelo qual os trainees da empresa Delta passam no decorrer do programa nos demonstrou que o sofrimento dos participantes vai desde o processo seletivo até as frustrações pós-programa, advindas do choque entre as expectativas iniciais e a realidade. Em busca de reconhecimento e aceitação, alguns participantes se deixam levar pelas exigências profissionais e esquecem de olhar para si próprios, para seus desejos e aspirações. Abrem mão de sua história de vida, da família, do lazer, mudam radicalmente sua rotina. Observamos que o sucesso na organização está vinculado ao cumprimento de comportamentos e atitudes determinados por ela. Em busca de reconhecimento, o indivíduo, em um certo sentido, deixa de se pertencer e passa a pertencer às demandas do mercado e da organização, o que tem implicações para sua autonomia e identidade.


Título Completo
Diferenças de Gênero e Valores Relativos ao Trabalho

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
MARGARETH RIBEIRO MACHADO SANTOS SILVA / Universidade Católica de Goiás

Autor
Helenides Mendonça / Universidade Católica de Goiás

Resumo Geral
II Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho
Brasília, 26 a 29 de Julho de 2006

APRESENTAÇÃO ORAL DE RELATOS RESUMIDOS DE PESQUISA
Área: Trabalho / Sub-área: trabalho, identidade, subjetivação


DIFERENÇAS DE GÊNERO E VALORES RELATIVOS AO TRABALHO

Margareth R. M. S. Silva
Helenides Mendonça
Universidade Católica de Goiás/Goiânia, GO


Nas últimas décadas, mudanças significativas no perfil feminino, evidenciaram conquistas de posições tradicionalmente masculinas. Segundo o IBGE, o percentual de mulheres no conjunto de trabalhadores brasileiros, cresceu de 21% em 1970, para 43% em 2003. Embora tais indicadores sugiram progressiva conquista de igualdade entre os gêneros no mercado de trabalho, este tem se configurado com poucas oportunidades de acesso feminino a novas profissões, a ocupações que envolvam novas tecnologias, a postos de trabalho melhor remunerados ou de maior responsabilidade hierárquica (Abramo, 2002). Como responsáveis por tal situação, têm sido apontados fatores tais como o “sexismo”, a segmentação ocupacional e as “imagens de gênero” ou configurações das identidades masculina e feminina, sócio-culturalmente produzidas. Partindo do pressuposto de que os valores relativos ao trabalho são princípios motivacionais, socialmente construídos, que “guiam e norteiam os comportamentos e as atitudes dos indivíduos, nas organizações de trabalho” (Ros, Schwartz & Surkiss, 1999), o estudo de sua relação com as diferenças de gênero, pode contribuir para melhor compreensão das “barreiras invisíveis” que dificultam a igualdade de gênero, nas organizações. Com este propósito, foi realizado um estudo para investigar se homens e mulheres estabelecem diferentes prioridades axiológicas laborais e quanto estas são realizadas no trabalho. Para tal, foi aplicada a EVRT – Escala de Valores Relativos ao Trabalho, adaptada de Porto e Tamayo (2003). Participaram da pesquisa, 178 universitários, com tempo médio de serviço equivalente a 5 anos, sendo 59,6% do sexo feminino. A ANOVA demonstrou que as mulheres priorizam os valores relativos à realização e estabilidade, enquanto os homens consideram mais importantes, os valores sociais e relativos a prestígio. Neste sentido, as mulheres buscam no trabalho, prazer e realização profissional, independência de pensamento e ação no trabalho através da autonomia intelectual e da criatividade, segurança e ordem na vida, possibilitando suprir necessidades materiais. Os homens buscam no trabalho autoridade, sucesso profissional, poder de influência e relações sociais positivas. Não foram identificadas diferenças significativas quanto à realização dos valores laborais. A guisa de conclusão, o estudo aponta para diferenças significativas de gênero nas raízes motivacionais relacionadas ao trabalho, e analisa o quanto a prioridade valorativa está relacionada à busca feminina por estabilidade e realização em um trabalho produtivo, diferente do trabalho reprodutivo do ambiente doméstico, bem como o quanto tal priorização pode contribuir para as diferenças de gênero no trabalho.


Palavras-chave: Valores relativos ao trabalho; Gênero; Diferenças de gênero.


Título Completo
Identidade e perfil profissional: o posicionamento de organizações formadoras e empregadoras de trabalhadores na região da Grande Florianópolis.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
VANDERLEI BRASIL / UNISUL/SC

Autor
Iúri Novaes Luna / UNISUL/SC

Autor
Annie Mehes Maldonado Brito / UNISUL/SC

Autor
Joana Simielli Xavier Rocha / UNISUL/SC

Autor
Márcia Sandrini Cascaes / UNISUL/SC

Autor
Zelma Vanessa Dams / UNISUL/SC

Resumo Geral
O objetivo da presente pesquisa foi investigar a relação entre as competências profissionais preconizadas pelas instituições de ensino e as exigências do mercado de trabalho, considerando a realidade da Grande Florianópolis. Observa-se, na literatura, um número significativo de investigações sobre o tema identidade profissional, sobretudo no que se refere ao impacto das transformações no mundo do trabalho contemporâneo sobre a subjetividade dos trabalhadores. Não obstante, constata-se uma produção científica limitada quanto à relação entre a educação formal e as demandas efetivas do mercado de trabalho, especificamente na região estudada. Neste sentido, destaca-se a relevância da compreensão da inter-relação pesquisada, uma vez que esta se constitui como uma variável central no processo de construção da identidade profissional. Quanto ao método, trata-se de um estudo de natureza qualitativa, com delineamento descritivo. Foram utilizadas entrevistas estruturadas e consulta documental para a coleta de informações. Selecionaram-se intencionalmente três grandes escolas de Ensino Médio e três universidades enquanto organizações formadoras. Quanto às organizações empregadoras e captadoras de pessoal, foram investigadas três empresas de médio e grande portes, três consultorias de Recursos Humanos e duas agências de integração empresa-escola. Os dados foram examinados por meio da análise de conteúdo. Os resultados apontaram: competência técnica, flexibilidade, liderança, ética, boa aparência, amplo conhecimento da área e competência interpessoal como categorias presentes em ambos os tipos de organização investigados. As formadoras preconizam, exclusivamente, como categorias essenciais do perfil ideal para o trabalho: ousadia e iniciativa, persuasão, criatividade, agilidade e flexibilidade, obediência e docilidade, estabilidade social e familiar, ausência de dependentes, juventude e experiência profissional. Por sua vez, as empregadoras e captadoras de pessoal indicam exclusivamente as seguintes categorias: confiabilidade, comprometimento, agilidade, saúde física e psicológica. Conclui-se que há uma consistência parcial entre as competências preconizadas pelas organizações formadoras e pelas empregadoras e captadoras de pessoal, o que refuta a hipótese de uma completa incongruência entre os posicionamentos de ambas as partes. Levanta-se, por fim, a possibilidade da existência de uma contradição fundamental que intervém no processo de construção de identidades profissionais, tendo em vista que os trabalhadores precisam ser comprometidos com as organizações e confiáveis, entretanto freqüentemente não recebem formação para tanto, nem garantias quanto ao seu futuro no trabalho, conforme apontam estudos atuais na área da sociologia do trabalho.


Título Completo
Mercado de trabalho e identidade profissional: um estudo sobre as oportunidades de trabalho e o perfil de trabalhadores na região da Grande Florianópolis.

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
IÚRI NOVAES LUNA / Unisul

Autor
Vanderlei Brasil / Unisul

Autor
Annie Mehes Maldonado Brito / Unisul

Autor
Joana Simielli Xavier da Rocha / Unisul

Autor
Marcia Sandrini Cascaes / Unisul

Autor
Maira Marina Martins Godinho / Unisul

Resumo Geral
A investigação dos processos de construção de identidades profissionais no contexto do trabalho contemporâneo envolve diversas variáveis, tais como situação sócio-econômica, formação escolar, trajetória profissional e condição de trabalho. As transformações no mundo do trabalho verificadas sobretudo nas duas últimas décadas obrigaram os indivíduos a redefinir constantemente suas identidades profissionais para se manter no mercado. O objetivo da presente investigação foi definir as oportunidades de trabalho, as exigências e os requisitos para a contratação de trabalhadores na região da Grande Florianópolis. Quanto ao método, a investigação caracterizou-se como uma pesquisa descritiva e bibliográfica. Os dados foram coletados por meio da consulta documental e examinados mediante a análise de conteúdo. No período de setembro de 2004 a abril de 2005, foram consultados e analisados todos os anúncios classificados de emprego do jornal diário de maior circulação do Estado de Santa Catarina. Para a análise do material criaram-se as seguintes categorias: a respeito da procura e oferta de trabalho, oferta de trabalho (POa) e procura de trabalho (POb); a respeito da escolaridade, pós-graduação (Ea), educação superior (Eb), ensino médio (Ec), ensino fundamental (Ed), curso técnico (Ee) e anúncio não aponta escolaridade (Ef); a respeito do setor da economia, agricultura (SEa), indústria (SEb) e serviços (SEc); a respeito do vínculo de trabalho, trabalho e emprego (VTa) e estágio (VTb). Considerando a grande quantidade de ocorrências na categoria Ef, esta foi subdividida em: conhecimento escolar (Efa), conhecimento artesanal (Efb) e sem conhecimento específico (Efc). No período estudado foram classificados 16.163 ocorrências. Os resultados apontaram que, quanto à procura e oferta de trabalho, 93,0% das ocorrências se referiram à categoria POa e 7,0% a POb. Quanto à escolaridade, foram identificadas 0,3% Ea, 14,0% Eb, 9,0% Ec, 1,0% Ed, 6,7% Ee e 69,0% Ef. Quanto à subdivisão da categoria Ef, foram observadas 63,0% Efa, 34,0% Efb e 3,0% Efc. Quanto ao setor da economia, foram identificadas 0,1% SEa, 3,0% SEb e 96,9% SEc. Enfim, quanto ao vínculo de trabalho, foram observadas 87,5% VTa e 12,5 VTb. A partir destes dados, levantam-se as hipóteses: 1) grande parte dos indivíduos que se oferecem para trabalhar não o faz por intermédio de anúncio em jornal; 2) a significativa exigência de educação formal de, no mínimo, ensino médio, para a contratação, e a concentração das oportunidades no setor de serviços, são variáveis que orientam a construção das identidades profissionais dos trabalhadores da Grande Florianópolis.


Título Completo
O SENTIDO DO TRABALHO VOLUNTÁRIO E O TERCEIRO SETOR: UM ESTUDO DE CASO

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
ELCIO PRADO MARTINS DA COSTA / Universidade de Taubaté

Autor
EDNA MARIA QUERIDO DE OLIVEIRA CHAMON / Universidade de Taubaté

Resumo Geral
O trabalho sempre esteve presente na sociedade. Na Antigüidade, era uma ocupação servil que excluía seu agente da cidadania. No mundo contemporâneo não representa o labor, mas sim uma atividade reconhecida como útil e remunerada. Essa centralidade social do trabalho motivou o grupo Meaning Of Work (MOW, 1998) a estudar os sentidos que o trabalhador atribui ao seu trabalho. Devido a vários fatores, como por exemplo a evolução tecnológica, a quantidade de postos de trabalho tem diminuído, resultando em aumento do auxílio governamental aos desempregados. Os governos não conseguiram atender a essa demanda e outros entes sociais apareceram, as organizações do Terceiro Setor que se utilizam, basicamente, do trabalho voluntário. Nesta pesquisa, questiona-se o sentido que o trabalhador voluntário atribui ao seu trabalho. A organização escolhida como objeto deste estudo chama-se BPR - Batuíra Projeto Renascer. No Projeto Renascer, atualmente, trabalham 150 pessoas, dentre elas 6 são remuneradas e as restantes, voluntárias. A pesquisa foi dividida em fases: 1.fase exploratória – construção do projeto de investigação; 2.trabalho de campo – foram realizadas entrevistas com 12 trabalhadores e enviaram-se questionários aos 150 trabalhadores. Confrontou-se o encontrado com o modelo adotado pelo grupo MOW. Encontrou-se que o sentidos atribuídos ao trabalho pelos trabalhadores da Pesquisa do MOW foram, em parte, encontrados nessa pesquisa. Diferenças e semelhanças, principalmente, quanto ao tema remuneração foram encontrados. A partir da análise dos dados obtidos por meio das entrevistas e questionários, identificou-se: que o trabalho ocupa um lugar central na sociedade apesar das mudanças ocorridas; que as características (os sentidos para o trabalho) encontradas pelo grupo MOW, entre os anos de 1994 e 1998, repetiram-se nesta pesquisa; formação escolar não determinou diferenças para os sentidos do trabalho; remuneração não tem um sentido unânime para os funcionários. Esse fato demonstrou existir uma diferença entre os trabalhadores do Batuíra Projeto Renascer e os da Pesquisa realizada pelo MOW, que identificou a remuneração como um dos sentidos do trabalho.


Título Completo
Orientação de Carreira- uma proposta de atendimento em grupo

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
MARIA DA CONCEIÇÃO COROPOS UVALDO / Universidade de São Paulo

Resumo Geral
As transformações no mundo do trabalho tiveram como conseqüência uma grande desestruturação, no plano objetivo desconstruindo as organizações produtivas e, no subjetivo relativizando os vínculos que uniam trabalhador-trabalho-empresa.. A Orientação ou Aconselhamento de Carreira passa a ocupar papel de destaque neste cenário, crescendo a busca de ajuda no sentido de alcançar novas alternativas em um mercado trabalho cujas regras são desconhecidas. Contudo, como aponta largamente a bibliografia internacional, as teorias e práticas até então utilizadas, mostraram-se pouco eficientes diante destes novos desafios, pois em geral visavam apenas os adolescentes em processo de primeira escolha.
Esta pesquisa, a partir do atendimento grupal de adultos entre 25 e 40 anos que procuraram voluntariamente o Serviço de Orientação Profissional do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, buscou delinear uma possibilidade de intervenção que transcendesse meramente a recolocação no mercado de trabalho, possibilitando a articulação de um projeto profissional e pessoal. Foram atendidos 12 grupos, formados respeitando-se dois critérios: nível de escolaridade (ensino médio e superior) e idade (25 a 30 anos e de 30 a 40 anos)
Buscamos, utilizando a noção de projeto apresentada por Pelletier e cols. (1982), proporcionar ao indivíduo uma reflexão crítica, tomando por base as idéias de Claude Dubar (1997) sobre o atual contexto de trabalho (transação objetiva), bem como, através do resgate de sua história pessoal, auxiliar na formação de uma auto-imagem mais adequada (transação subjetiva), possibilitando a construção de um projeto profissional futuro resgatando uma identidade ocupacional mais flexível e passível de adaptações às reformulações constantes que o atual contexto de trabalho apresenta.
Os resultados obtidos, bem como o acompanhamento longitudinal de uma amostra dos participantes, confirmam a validade do processo. Ressaltamos que o trabalho em grupo foi facilitador das identificações e discussões, propiciando fundamentalmente um “holding” (Lehman, 1996), um espaço de continência que possibilita a emergência de recordações, desejos e aspirações, resgatando aspectos perdidos que precisam ser integrados, propiciando a sustentação necessária para poder lidar com a complexidade do mundo do trabalho atual. Em uma época de tão pouca continência social, fruto de uma crise geral das instituições, o grupo pode acolher seus integrantes e suas “crises”, facilitando a compreensão e apoio para superas as dificuldades.


Título Completo
SIGNIFICADO DO TRABALHO E ESCOLHA ACADÊMICO-PROFISSIONAL: UM ESTUDO COM UNIVERSITÁRIOS PRIMEIRANISTAS

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
ELSON DA CUNHA VILELA / Universidade Potiguar - UnP

Autor
LIVIA DE OLIVEIRA BORGES / Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN

Resumo Geral
Neste estudo foram analisadas relações entre o significado atribuído ao trabalho por universitários primeiranistas e a escolha acadêmico-profissional por eles realizada. Foram envolvidos 921 estudantes, entre 17 e 52 anos ( M = 22, DP = 4,9), matriculados em 16 cursos comuns a duas instituições de ensino superior da cidade de Natal (RN), sendo uma pública e outra particular. Para a obtenção dos dados relativos à escolha acadêmico-profissional aplicou-se um questionário desenvolvido para o estudo, contendo questões abertas e fechadas. O significado do trabalho foi apreendido por meio de duas questões sobre centralidade e duas escalas contidas no Inventário de Motivação e Significado do Trabalho: atributos valorativos e descritivos. Utilizou-se também uma ficha sociodemográfica. O registro das respostas aos itens de todo o protocolo deu-se sob a forma de banco de dados do SPSS (Statistical Package for Social Science) – o que permitiu que fossem utilizadas técnicas estatísticas pertinentes, tais como análise de freqüência, teste t, teste qui-quadrado (Pearson), análise fatorial, análise de variância (ANOVA) e análise de cluster. Os resultados indicaram que a escolha acadêmico-profissional, no tocante à primeira opção ao se prestar o vestibular (N=921), fora feita pela maioria dos participantes desprovida de uma adequada consideração de critérios de avaliação da realidade sócio-profissional (80,7%) e de recursos pessoais internos (98,5%). Considerando-se a segunda opção (N=654), apenas o primeiro critério fora levado em conta e, ainda, de forma adequada por apenas 12,5% dos integrantes da amostra. Foram destacadas as principais dificuldades enfrentadas no processo de escolha. Constatou-se que 46,8% dos participantes se encontravam insatisfeitos com o curso iniciado e mantendo perspectivas pouco promissoras em relação ao mesmo. Os primeiranistas tomaram o trabalho como a segunda esfera de vida mais importante e demonstraram uma visão idealizada acerca do mesmo. Foi possível a identificação de cinco padrões do significado do trabalho. Quanto à centralidade e aos fatores dos atributos valorativos e descritivos, os universitários apresentaram diferenciação na atribuição do significado do trabalho de acordo com curso e a área do conhecimento.


Título Completo
SIGNIFICADO DO TRABALHO NA PERSPECTIVA DE FUNCIONÁRIOS COM E SEM DEFICIÊNCIA FÍSICA

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
CAMILA DE SOUSA PEREIRA / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
ALMIR DEL PRETTE / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Resumo Geral
Baseando-se no fato de que não se tem dado a devida atenção ao acompanhamento da vida profissional de indivíduos com deficiência inseridos no trabalho; e que as condições atuais do mundo do trabalho podem ter um impacto subjetivo nas concepções dos trabalhadores, este estudo se propôs a classificar e a comparar aspectos positivos e negativos associados ao trabalho entre funcionários com e sem deficiência física de cinco empresas localizadas no interior do estado de São Paulo. A amostra do estudo foi composta por dois grupos: trabalhadores com deficiência física (TDF); e trabalhadores sem deficiência física (TND). Ambos possuíam 27 participantes, sendo 51.9% homens e 48.1% mulheres. A idade média do grupo TDF foi 29 anos; e do grupo TND foi 28 anos e nove meses. A maioria dos participantes possuía o Ensino Médio completo. O tempo de serviço nas empresas em que os participantes do grupo TDF estavam empregados foi, em média, um ano e sete meses; e do grupo TND foi, em média, seis anos e um mês. Foi utilizado como instrumento de coleta de dados Entrevista estruturada, na qual as respostas foram analisadas qualitativa e quantitativamente. Na análise comparativa das respostas entre os participantes foi utilizado o teste Chi-quadrado (p<0.05). A análise do conteúdo das respostas dos participantes possibilitou apresentar classes de aspectos positivos (Cidadania; Conciliação de Interesses; Finanças; Relações Sociais; Valorização Pessoal; Valorização Profissional) e classes de aspectos negativos (Desgaste Físico e Emocional; Desvalorização Profissional; Dificuldades Interpessoais; Jornada de Trabalho; Mecanização do Trabalho). A análise comparativa não apresentou diferença significativa entre TDF e TND nas freqüências das classes de aspectos positivos associados ao trabalho. Entretanto, apontou diferença significativa na classe de aspecto negativo, Jornada de Trabalho, sendo que a freqüência indicada foi maior para o grupo TND do que para o grupo TDF. É possível concluir que o trabalho representa uma via de aprendizagem, realização, desenvolvimento pessoal-profissional e socialização para os diversos trabalhadores e, especialmente, para aqueles com deficiência física. Além disso, percebe-se que há uma certa insatisfação dos funcionários com as políticas organizacionais e a organização do trabalho na condição de emprego da atualidade.


Título Completo
Voluntariado Empresarial: oportunidade de treinamento e desenvolvimento de trabalhadores

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
BRUNA FENOCCHI GUEDES CAMPOS / Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Resumo Geral
Responsabilidade social é o compromisso que cada pessoa tem com a sociedade e com a humanidade; as empresas têm se preocupado cada vez mais com esta questão, aumentando significativamente a quantidade de projetos de responsabilidade social empresarial nos últimos anos. A prática da responsabilidade social pressupõe uma atuação eficaz da empresa tanto interna quanto externamente; preocupando-se com seu público interno e com o desenvolvimento da comunidade e entorno através do voluntariado empresarial. Voluntariado empresarial é um conjunto de iniciativas realizadas por empresas para estimular e amparar o envolvimento dos seus colaboradores em atividades na e para a comunidade; a expressão define, também, a prática do voluntariado em si, desde que se trate de um grupo de voluntários ligados direta e/ou indiretamente a uma empresa. Desde meados dos anos 90, esta prática tem sido amplamente incentivada e traz ganhos para as empresas, os trabalhadores e a comunidade, revelando-se uma possibilidade real de transformação social. O voluntariado empresarial é uma forma de treinamento, que oportuniza o exercício da liderança e do senso de responsabilidade, o desenvolvimento de maior facilidade e desenvoltura na resolução de dificuldades no/do dia a dia, inclusive com soluções mais espontâneas e criativas, maior iniciativa, maior integração nas relações interpessoais, maior tolerância a diferenças, assim como a disseminação de valores e atitudes de solidariedade, cidadania e da consciência de co-responsabilidade pelas transformações sociais. Esta é uma pesquisa qualitativa, que tem como objetivo, neste recorte, apresentar as possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional dos trabalhadores/voluntários; e se caracteriza pela tentativa de compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos sujeitos, e foca o sentido que a situação tem para cada pessoa a partir de seu relato. Foram feitas entrevistas semi-dirigidas com 07 trabalhadores/voluntários que responderam questões a respeito de sua prática de voluntariado empresarial. Constatou-se que a esta prática é efetivamente uma forma de treinamento e desenvolvimento que possibilita aos trabalhadores/voluntários descobrirem e usarem recursos internos antes não explorados, conhecerem potencialidades até então desconhecidas e a aproveitarem melhor sua criatividade; podendo assim rever e reconstruir suas relações e dinâmicas pessoais e profissionais.


Título Completo
As representações do trabalho e as possibilidades de carreira em populações tradicionalmente excluídas: o caso das “pessoas psicóticas”

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, violência e exclusão

Proponente
MARCELO AFONSO RIBEIRO / Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo

Resumo Geral
A presente pesquisa visou levantar as representações de trabalho e de carreira de um grupo tradicionalmente excluído do mercado de trabalho, que são as “pessoas psicóticas” e as estratégias utilizadas pelas mesmas na construção de sua trajetória no mundo do trabalho. A literatura, em geral, abarca, ou a impossibilidade de construção de uma carreira em função do transtorno mental, ou o ingresso em ocupações em ambientes de trabalho protegidos como única possibilidade de trabalho para esse público. O indivíduo que viveu uma experiência psicótica foi aqui nomeado de “pessoa psicótica”, entre parênteses, para destacar que é uma categoria de significação e nomeação que está em mudança, e muda porque o mundo como um todo passa por um momento de mudança e transição, o que possibilitaria novas formas de construção de carreiras, sendo essa a hipótese central da pesquisa. Participaram desta pesquisa 30 pessoas com transtornos mentais psicóticos, segundo o CID-10, e os dados foram coletados, com enfoque qualitativo, através de entrevistas semi-abertas e grupos focais. Os resultados indicaram que a maioria dos sujeitos (83,33%) representa o trabalho associado à saúde e a possibilidade de ser reconhecido socialmente, mas também como algo que não está destinado a quem sofreu uma crise psicótica, enquanto que 16,66% vê o trabalho como possibilidade real de inserção social não impossibilitada pela psicose. No tocante à construção da carreira, a amostra se divide entre aqueles que nunca trabalharam (26,66%) e não se sentem capazes para tal; aqueles que sempre tiveram várias ocupações (muitos colocaram que só tiveram “bicos”), mas nunca conseguiram se manter em nenhuma, o que indica uma vinculação ao mundo do trabalho difícil, flutuante e sem um traçado comum (40%); e aqueles que trabalhavam, mas tiveram uma ruptura em sua carreira por conta da crise psicótica (33,33%) e estavam aposentados por invalidez ou afastados por problemas de saúde do seu emprego e/ou trabalho. Quanto à possibilidade de construir uma carreira, 83,33% da amostra disse não ser possível, mas 16,66% estava tentando retomar sua vida profissional, apontando que o mercado estava mais receptivo à eles. Como conclusão tivemos que o estigma e a impossibilidade de construção de uma carreira ainda são predominantes na experiência da amostra, mas que a atual conjuntura de transição mundial parece estar criando novas possibilidades à populações tradicionalmente excluídas em função da fragilização das estruturas sociais anteriormente vigentes e da emergência de novas estruturas mais receptivas ao diferente.


Título Completo
Busca de autonomia para a Geração de Trabalho e Renda em um Grupo de Mulheres de Baixa Renda

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, violência e exclusão

Proponente
MARILENE ZAZULA BEATRIZ / Pontifícia Universidade Católica de SP/Universidade Tuiuti do Paraná

Resumo Geral
Esta pesquisa visa compreender os caminhos da construção da autonomia coletiva e organizativa em programas de geração de trabalho e renda. Realizou-se um estudo de caso em um grupo de mulheres de baixa renda, num bairro da região de Curitiba, Paraná. Os dados primários foram coletados por meio de observação em treinamentos desenvolvidos com o grupo e por meio de entrevistas individuais. Na fase 1, aplicou-se um curso (denominado Preparador de Alimentos), cujo conteúdo, eminentemente técnico buscou desenvolver habilidades para o trato com alimentos. Na fase 2, houve o desenvolvimento de um curso que visou desenvolver habilidades comportamentais, tais como: autoconhecimento, cooperação, comunicação, empatia, tomada de decisão, percepção de reações à mudança, entre outros. Esse módulo de 15 horas foi realizado com 15 mulheres. As entrevistas individuais tiveram o objetivo de identificar os sentidos circulantes no grupo de mulheres em relação a geração de trabalho e renda em grupo e na formação de sua autonomia e autogestão para a criação de uma cooperativa. Registrou-se cada encontro em relatório, o que possibilitou a captação e interpretação dos processos grupais. Os dados secundários foram abordados por meio de consultas a documentos, folders, que permitiram compreender o contexto sócio-econômico-cultural que o grupo em questão está inserido. Para o tratamento dos dados, empregaram-se procedimentos descritivo-qualitativos. O nível de análise é o grupal, e a unidade de análise é formada por mulheres de baixa renda. De forma geral, o grupo, apresentou dificuldades para trabalhar com esse modelo no que tange ao processo decisório, a comunicação e a cooperação entre elas, além de apresentarem baixa auto-estima. No entanto, de modo unânime, concordaram que houve melhora significativa quanto ao tratamento interpessoal. Constatou-se, até o momento, que a autonomia a ser conquistada pelo grupo deverá ser fruto de uma construção o qual poderá levar este grupo a criar uma cooperativa.


Título Completo
Gestão de Pessoas, assédio moral e violência psicológica no trabalho bancário

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, violência e exclusão

Proponente
LIS ANDRÉA PEREIRA SOBOLL / Universidade de São Paulo-SP

Autor
NEUZI BARBARINI / Faculdade Evangélica do Paraná e Faculdade Dom Bosco - Curitiba-PR

Resumo Geral
O assédio moral é um processo de violência psicológica extremado, constituído de situações repetitivas e intencionais de agressões psicológicas, caracterizado por humilhações, desprezo, perseguições, constrangimentos, manipulações e intenção de prejudicar e, muitas vezes, de excluir o indivíduo do ambiente de trabalho (HIRIGOYEN, 2000 e 2002; BARRETO, 2004). Nem toda situação de violência ou agressão psicológica no trabalho é tecnicamente assédio moral. Repetitividade e intencionalidade são os elementos que caracterizam o assédio moral e o diferenciam das agressões psicológicas pontuais e dos conflitos nas relações interpessoais. Este resumo descreve os resultados de uma pesquisa qualitativa, exploratória, de corte transversal, que teve como objeto de estudo as situações de violência psicológica e do assédio moral no contexto do trabalho bancário e a relação destas com as estratégias de gestão de pessoas. O estudo foi desenvolvido a partir de entrevistas semi-estruturadas, tratadas por meio da técnica de análise de discurso (MINAYO,1993). Participaram do estudo 27 bancários, selecionados por critério de acessibilidade e adesão, abordados de forma direta em agências de 7 organizações bancárias diferentes, públicas e privadas. A adoção de estilos gerenciais fundados em pressões exageradas, constrangimentos, ameaças, humilhações evidencia a exigência de um perfil agressivo para os supervisores, de forma que o assédio moral e a violência psicológica são incorporados como dispositivos de gerenciamento dos trabalhadores. Permeadas de modelos de gestão que estimulam a competição para além da ética, as estratégias de gestão, nos casos estudados, propiciam o desenvolvimento de relações desumanas e utilizam-se de comportamentos de humilhação, constrangimento e ameaça para assegurar o cumprimento de metas irrealistas e a adesão às normas organizacionais sem questionamentos. Alterações na saúde e na vida dos trabalhadores foram identificadas, como transtornos de humor e de ansiedade e repercussões nas relações sociais e familiares. A discussão sobre violência psicológica com fundamento nos distúrbios psicopatológicos individuais oferece uma análise incompleta, que oculta a violência na dimensão político-social, das relações de poder e da incorporação deste fenômeno como um dispositivo de gestão nas relações de trabalho.


Título Completo
O TRABALHO NA RUA: uma exploração sobre o cotidiano de trabalho dos camelôs do centro da cidade de São Paulo

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, violência e exclusão

Proponente
ANETE SOUZA FARINA / Universidade Mackenzie

Autor
Paula Tiemi Ogai / Universidade Mackenzie

Resumo Geral
Segundo pesquisa realizada pela Fundação SEADE e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o desemprego da região metropolitana de São Paulo atinge 1,753 milhão de pessoas economicamente ativas. O mercado de trabalho brasileiro, abalado pelos efeitos das crises econômicas, ao longo de décadas, resultou em uma intensa precarização das relações de trabalho, tendo como conseqüência à multiplicação do número de trabalhadores em situação de desemprego ou em atividades informais. Uma pesquisa apresentada no III Congresso Latino-americano de Sociologia do Trabalho, Cacciamali afirmou que é no setor informal, a maioria à margem de qualquer regulamentação social, que este crescimento é mais expressivo. Com base nessas questões, este estudo teve por objetivo explorar o cotidiano de trabalho dos camelôs da Praça da Sé, Cidade de São Paulo, palco de recentes conflitos. Foram entrevistados trinta trabalhadores informais com idades entre 32 e 50 anos que atuam na região central da cidade. Todos estão no trabalho informal há cinco anos no mínimo, apresentam baixo grau de escolaridade, e atuaram no mercado formal, em média, dez anos. Como estratégia de investigação adotou-se a entrevista semidirigida que procurou identificar a representação social do trabalho informal e a trajetória ocupacional até a informalidade. As entrevistas foram realizadas gravadas em áudio, respeitando as normas éticas para realização de pesquisas com seres humanos. Os dados obtidos os dados obtidos, informam sobre: a) trabalho formal X trabalho informal; b) a rotina de trabalho e c) mercadoria X cidadania. O estudo possibilitou constatar que os trabalhadores reconhecem que a profissão apresenta baixo reconhecimento social, razão pela qual mencionam o desejo de retornar ao trabalho formal, ainda que ocorra uma redução da renda. A busca pela dignidade é observada na instalação de uma rotina rígida de horários de trabalho idêntica à vivida no trabalho formal. Na percepção dos entrevistados a mercadoria comercializada poderá conceder maior ou menor respeito social. Ou seja, os produtos elaborados artesanalmente, agregam maior valor social para quem os comercializa, pois, esses produtos expressam habilidades e a criatividade do seu autor. Esse fato é de grande relevância por distinguí-los daqueles que comercializam os produtos importados. Os entrevistados sentem-se inseguros em relação às ações de repressão da guarda metropolitana, dos fiscais da prefeitura, dos colegas de profissão e, em relação ao próprio futuro.


Título Completo
Situações de assédio moral em trabalhadores anistiados políticos de uma empresa pública

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, violência e exclusão

Proponente
JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FERREIRA / Universidade de Brasília

Autor
Ana Magnólia Mendes / Universidade de Brasília

Autor
José Cláudio Calgaro / Correios

Resumo Geral
Este estudo investiga a influência do contexto de trabalho nas situações de assédio moral em categoria profissional vinculada a Empresa Pública. Foi realizado em parceria com a Associação Nacional de Anistiados Políticos da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ANAPECT, que se articulou com os trabalhadores anistiados para participar da pesquisa. A importância do estudo utiliza como referência o consenso crescente de que o assédio moral, nas suas múltiplas formas, está se tornando um dos maiores riscos laborais de desgaste e destruição psicossocial. Nos últimos anos, a incidência dessas patologias sociolaborais tem oscilado entre 5 e 25%, dependendo dos critérios, procedimentos e instrumentos de avaliação utilizados. Nos países socialmente mais avançados, os indicadores reforçam a impressão de que se trata de um tema importante do ponto de vista social, político, jurídico, cultural, econômico, organizacional e psicológico. O referencial teórico utilizado para a compreensão das situações de assédio moral é o da psicodinâmica do trabalho e o enfoque psicossocial. Foi realizada uma entrevista coletiva com quatro trabalhadores voluntários vinculados à ANAPECT, cujos relatos verbais foram gravados e submetidos à análise de conteúdo. Os resultados evidenciam características da organização do trabalho relativas às relações de dominação no contexto organizacional, que permitem identificar situações relacionadas ao assédio moral. Conclui-se que o contexto de produção, especialmente as Relações de Trabalho, geraram situações visíveis e/ou dissimuladas que deliberada e sistematicamente causavam constrangimentos, ameaças e humilhações aos trabalhadores e que, com base em Mendes (2004), podem ser caracterizadas como situações de assédio moral. As relações com os pares e a organização dos trabalhadores configuraram uma estratégia de mobilização coletiva para enfrentar as adversidades e o sofrimento decorrentes das situações descritas. O método utilizado (entrevista coletiva semi-estruturada, a identificação de participantes a partir de parceria com uma organização de trabalhadores e análise de conteúdo) parece adequado para pesquisar um tema sensível como o assédio moral. Os resultados, discussão e conclusões, ainda que obtidos em estudo piloto com categoria específica, sinalizam uma possibilidade de ampliação da compreensão das situações de assédio moral no contexto brasileiro, ainda pouco pesquisadas. Futuros estudos são sugeridos para confirmar as conclusões.




Título Completo
Trabalho Escravo no Brasil Contemporâneo: Representações Sociais dos Libertadores

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, violência e exclusão

Proponente
JAQUES GOMES DE JESUS / Universidade de Brasília

Autor
Maria das Graças Torres da Paz / Universidade de Brasília

Autor
Ângela Maria de Oliveira Almeida / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Este trabalho é parte da dissertação de mestrado em Psicologia Social e do Trabalho "Trabalho Escravo no Brasil Contemporâneo: Representações Sociais dos Libertadores". No Brasil contemporâneo permanecem relações trabalhistas escravocratas, especialmente no meio rural. Integrantes de organismos internacionais, órgãos governamentais (OGs) e sociedade civil (ONGs) mantém relações de nível psicossocial que as identificam no combate ao trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Apresenta-se o resultado de pesquisa com 15 sujeitos, por meio de entrevistas semi-estruturadas interpretadas pela análise de conteúdo clássica e pelo software ALCESTE, sobre as representações sociais de pessoas que libertam escravos, no Brasil contemporâneo, sobre o sentido desse abuso da cidadania, às margens do mercado laboral globalizado. Como resultado, supõe-se que a representação social do trabalho de libertar escravos tem três tipos de ancoragens, elementos que orientam e norteiam a representação social para que sua força mobilizadora não perca o sentido, possa manter-se relativamente estável durante um período temporal e seja percebida como legítima: a ancoragem do bem (no libertador), a do mal (na estrutura escravista) e a da necessidade (no trabalhador escravo); a ideologia permeia os elementos cognitivos e afetivos que ancoram a representação social. Pessoas vinculadas a determinadas organizações têm atribuições e papéis relacionados a certos eixos de significado do trabalho de libertar, compreendidos como históricos, políticos e técnicos. ONGs tenderam a significar a escravidão como fenômeno histórico, enquanto OGs tenderam a trabalhar na transformação política da situação do escravizado e na recolocação técnica desse sujeito em um novo ambiente laboral. Nenhum desses eixos é independente, ambos constituem o significado do trabalho de libertação, de modo que organismos internacionais, OGs e ONGs se articulam em atuações sociais diferenciadas, mas que no conjunto definem o próprio trabalho dos libertadores enquanto categoria social. Identificam-se diferenças grupais na maneira de representar a libertação, relativas ao sexo e à raça dos libertadores; a constituição histórica, determinada pela experiência pessoal e coletiva da opressão, pode ser o fator explicativo para a maior capacidade dos grupos feminino e negro em compreender o outro explorado enquanto um indivíduo participante de um grupo excluído, ao passo que os grupos masculino e branco tendem a notar o outro excluído enquanto representante do grupo excluído. Os libertadores de escravos no Brasil contemporâneo trabalham para combater a contradição entre a humanidade dos escravos e a forma como a realidade trata essas pessoas. O libertador depende da libertação do escravo para se libertar do sofrimento no seu trabalho.


Título Completo
Violência e exclusão entre trabalhadores informais da construção civil

Modalidade
Apresentação oral de relato resumido de pesquisa

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, violência e exclusão

Proponente
ROBERVAL PASSOS DE OLIVEIRA / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Resumo Geral
A violência se configura, nos dias atuais, como uma importante questão para diversas áreas de conhecimento e práticas de intervenção social. Mesmo o trabalho, não considerado, a priori, como possível locus de violência e exclusão, passa conviver com tais fenômenos, seja pelo viés da criminalidade, seja nas diversas formas de conflitos nas relações de trabalho. Essas características integram a realidade do trabalho na construção civil, setor que abriga uma dura realidade no que diz respeito às condições de trabalho: é considerado um dos mais perigosos em todo o mundo, liderando as taxas de acidentes de trabalho fatais, não fatais e anos de vida perdidos, além de apresentar um grande contingente de trabalhadores informais. Diante desse cenário, buscou-se investigar as formas de violência e exclusão relacionadas ao trabalho entre trabalhadores informais da construção civil. Foram realizadas entrevistas em profundidade com oito trabalhadores e com um representante do sindicato dos trabalhadores. O programa QSR NUD-IST, foi utilizado para a organização dos dados por categorias, realizando-se posterior análise de conteúdo. Os resultados revelaram que, para além dos acidentes de trabalho, considerados como uma forma de violência explícita, o modo desumano e autoritário como são tratados - muitas vezes rebaixados à condição de escravos -, os direitos que lhes são cerceados, as condições de trabalho a que são expostos, o estigma social que lhes é imposto, tudo isso descortina uma grave situação de violência velada para com os trabalhadores da construção civil. Foram descritas inúmeras queixas em relação aos chefes e patrões, principalmente, pela humilhação imposta por estes, que nem cumprimentavam os trabalhadores, só se remetendo a eles para reclamar e desqualificar seus serviços. Tais colocações foram endossadas pelo representante do sindicato, que descreveu os patrões da construção civil como pessoas do "tempo da escravatura". Vítimas, em sua maioria, de uma exclusão social vinculada à origem pobre, esses trabalhadores padecem mais uma vez quando, trabalhando na informalidade, são inferiorizados em relação aos trabalhadores formais, ocupando um lugar de "cidadãos de segunda categoria". Essas formas de exclusão geram um "sofrimento ético-político", caracterizado pela dor que surge da situação social de ser tratado como inferior, subalterno, sem valor, apêndice da sociedade. Pode-se concluir que os trabalhadores informais da construção civil vivenciam diferentes situações de violência e exclusão, que lhes cerceiam o usufruto de direitos socialmente conquistados, excluindo-os do pleno gozo da cidadania.


Título Completo
A UTILIZAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DE METAS DE REALIZAÇÃO: UM ESTUDO DE SUA VALIDADE DE CONSTRUTO.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
Pollyane Kahelen da Costa Diniz / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Valdiney Veloso Gouveia / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Jane Palmeira Nóbrega Cavalcanti / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Karla Alves Carlos / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Patrícia Nunes da Fonseca / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Emerson Diógenes de Medeiros / Universidade Federal da Paraíba

Resumo Geral
Este estudo objetivou verificar a validade de construto do Questionário de Metas de Realização. As metas de realização compreendem a orientação adotada pelo indivíduo diante de uma tarefa que demanda demonstrar competência e são vistas como foco cognitivo-dinâmico de engajamento. A literatura destaca a relevância em conhecer as metas de realização em estudantes que estão preparando-se para ingressar na universidade e/ou no mercado de trabalho, refletindo a orientação que os futuros profissionais adotarão no contexto de trabalho. São identificadas duas dimensões principais a partir de como se define a competência, a saber: absoluta/intrapessoal (o indivíduo busca conhecer a tarefa em si ou melhorar seu próprio conhecimento a respeito) e normativa (o indivíduo se empenha em fazer melhor que os demais). Podem ser verificadas outras duas orientações relacionadas a uma avaliação da competência em termos de uma possibilidade positiva e desejável (sucesso) ou negativa e indesejável (fracasso). A combinação destas dimensões permitiu a elaboração de um modelo teórico constituído por quatro fatores principais: Metas de aprendizagem-aproximação; Metas de aprendizagem-evitação; Metas de execução-aproximação; Metas de execução-evitação. A partir deste modelo propôs-se um instrumento específico (12 itens) inicialmente construído e validado nos Estados Unidos. No presente estudo participaram 210 estudantes do ensino médio de escolas públicas, a maioria (61%) do sexo feminino, com idades variando entre 13 e 52 anos (M=18 e DP=4,5). Estes responderam ao Questionário de Metas de Realização e perguntas demográficas. Procurou-se realizar uma análise fatorial de Componentes Principais, com rotação varimax. Esta revelou quatro fatores que, conjuntamente, explicam 57,2% da variância total. O primeiro fator apresentou valor próprio de 2, explicando 16,7% da variância total e reunindo os itens de execução-aproximação. O segundo apresentou valor próprio de 1,97, explicando 16,4%, reunindo os itens de aprendizagem-evitação. O terceiro, por sua vez, apresentou valor próprio de 1,66, explicando 13,8%, reunindo os itens de aprendizagem-aproximação. E o quarto fator apresentou valor próprio de 1,22, explicando 10,2%, reunindo os itens de execução-evitação. Todos os itens apresentaram cargas fatoriais acima de 0,61 com exceção apenas do item 11, pertencente ao fator execução-evitação, que apresentou carga fatorial de 0,13. A análise fatorial identificou quatro fatores correlatos às quatro dimensões originalmente identificadas assumindo que o instrumento representa uma importante medida para conhecer o motivo básico que leva os indivíduos a demonstrarem competência ou realização. Isto contribui para uma compreensão mais ampla acerca da configuração das metas de realização em estudantes e sobre seu futuro profissional.


Título Completo
Adaptação e validação fatorial da Escala de Bases de Poder de French e Raven

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
MARIA DO CARMO FERNANDES MARTINS / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Vanessa da Fonseca Guimarães / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Lorraine Possamai Salvador Azevedo / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Mariana Cardoso de Oliveira / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Flávia Arantes Lopes Guimarães / Armazéns Peixoto

Resumo Geral
Bases de poder são insumos que geram dependências da outra parte. Estudiosos do assunto apresentam uma taxionomia que identifica cinco bases de poder: legítimo, de coerção, de recompensa, de perícia e de referência. Estudos têm mostrado que bases de poder afetam conflitos, distribuição e fluxo de poder nos grupos e nas organizações, produzindo impacto nos resultados do trabalho. Sua importância determinou o objetivo deste estudo: traduzir e adaptar semanticamente o instrumento mais utilizado internacionalmente, validar fatorialmente e estudar sua fidedignidade, produzindo um instrumento que possa ser utilizado para pesquisas e diagnóstico. A escala original era constituída por 20 itens e avaliava as 5 bases de poder. Os itens foram traduzidos e adaptados semanticamente à língua portuguesa e aplicados a 312 trabalhadores de escolaridade correspondente ao 2º. Grau, a maioria mulheres, de cerca de 27 anos (DP= 8). A amostra mostrou-se fatorável (KMO=0,84, teste de esfericidade de Bartlett, 2= 2483,29, p< 0,001). Os dados foram submetidos à análise dos componentes principais. Foram identificados 4 componentes com eigenvalues ≥1,0 que explicavam 59% da variância e reuniam os nove itens com cargas ≥ 0,50. O scree plot demonstrou 4 componentes, posteriormente extraídos pelo método PAF. Correlações medianas entre os fatores justificaram rotação PROMAX. A análise da fidedignidade apontou a retenção de 4 fatores. O primeiro reuniu 6 itens, 4 referentes ao poder ‘legítimo’ e dois ao de ‘referência’, responsável pela explicação de 27% do total da variância explicada e com fidedignidade de 0,81. O segundo ficou composto por 6 itens relativos ao poder de ‘perícia’, mas anexou 2 itens originalmente pertencentes ao poder de ‘referência’, explicou 15% da variância total e teve Alpha de 0,84. O terceiro reteve 3 itens relativos ao poder de ‘coerção’, explicou 10% do total da variância, com Alpha de 0,85. O quarta reuniu 4 itens referentes ao poder de ‘recompensa’, explicou 7% do total da variância explicada e revelou Alpha de 0,72. Os itens da base de ‘referência’ apareceram anexados ao poder ‘legítimo’ e ao de ‘perícia’. Ao analisar a estrutura empírica, pode-se perceber que os trabalhadores não conseguiram diferenciar ‘referência’ de ‘legitimidade’ e ‘perícia’. Emerge uma reflexão sobre os valores dos trabalhadores brasileiros e sobre a liderança exercida. Parte da estrutura das bases de poder (quatro delas) do instrumento original foi confirmada. Para maior segurança sobre estes resultados, mais estudos são necessários devido à limitação da amostra em termos de região, idade e escolaridade.


Título Completo
Avaliação de necessidades de treinamento de operadores de projeção da rede Cinemark Brasília

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
JULIANA SEIDL FERNANDES DE OLIVEIRA / Universidade de Brasília

Autor
André Ribeiro da Cruz Wogel Silva / Universidade de Brasília

Autor
Fernanda Teles Vieira / Universidade de Brasília

Autor
Isabela Cordeiro Léda / Universidade de Brasília

Autor
Rafaella de Andrade Vieira / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Com as mudanças cada vez mais bruscas e ágeis do mercado de trabalho e da configuração organizacional nas empresas, é necessária uma constante varredura em busca de falhas de desempenho e possíveis necessidades de treinamento. O presente trabalho teve como objetivo principal avaliar necessidades de treinamento dos operadores de projeção da organização Cinemark Brasília, em dois shoppings do Distrito Federal. O Cinemark é uma empresa especializada em operar complexos cinematográficos que atua em diversos países. O objetivo foi alcançado mediante os seguintes procedimentos: realização de análise organizacional, de análise do cargo de operador de projeção, construção de instrumento de levantamento das necessidades de treinamento (26 itens, a maioria do domínio psicomotor), aplicação do instrumento aos operadores de projeção e proposição de um treinamento com base nos resultados obtidos. A amostra contou com a participação do gerente de operações, do gerente de projeção e de onze operadores de projeção. O instrumento de levantamento de necessidades de treinamento (LNT), aplicado coletivamente, visava identificar se havia discrepância entre o nível de domínio e de importância das tarefas esperadas para o cargo. Com base em análises estatísticas descritivas (obtidas pelo programa SPSS 11.5), e em metodologia sobre análise do papel organizacional, observou-se que os valores médios de prioridade geral dos 26 itens do instrumento foram inferiores a três (maior média 2,36 e menor média 0). Com base nesses resultados, concluiu-se que os operadores de projeção não tinham necessidades de treinamento naquele momento. Alguns aspectos podem explicar essa conclusão: a capacidade técnica dos projecionistas era elevada e a maioria estava no cargo há um tempo relativamente alto (média de 20 meses). É possível supor ainda que o preenchimento coletivo dos questionários, a pequena amostra utilizada e a grande amplitude quanto ao tempo de serviço no cargo podem ter gerado informações que não condiziam com a realidade. Utilizando como referência a teoria sobre resolução de problemas organizacionais de desempenho, foi sugerido à rede Cinemark um treinamento focalizado na prevenção de problemas. Baseado em um planejamento instrucional, esse treinamento visava ensinar aos operadores de projeção como proceder em situações nas quais a ocorrência de uma determinada dificuldade pode ocasionar conseqüências negativas para a organização.


Título Completo
Conscienciosidade: Um estudo comparativo entre homens e mulheres.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
BERNARDO RABELO NEVES / Universidade de Brasília

Autor
Liziane Castilhos de Oliveira Freitas / Universidade de Brasília

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O modelo Big five tem sido uma expressiva base teórica para estudos de personalidade. Baseado em estudos de análise da linguagem empregada para descrever pessoas, o modelo é utilizado e pesquisado nas áreas clínica, organizacional e educacional. O modelo teoriza a existência de cinco fatores transculturais formadores da personalidade. O fator conscienciosidade caracteriza o indivíduo que é persistente, organizado e motivado a realizar uma tarefa de forma bem sucedida até terminá-la. Tem-se que o fator em questão é o que mais apresenta relação com rendimento no trabalho. Cada fator possui seis facetas que o caracterizam, e a conscienciosidade se divide em Orientação para a tarefa, imprudência, ordem, competência, planejamento e disciplina. Estudos anteriores demonstraram diferenças significativas entre homens e mulheres no fator neuroticismo, indicando que o sexo feminino tende a possuir este fator mais ressaltante. O objetivo deste estudo foi de verificar se existem diferenças nas respostas entre homens e mulheres no fator conscienciosidade, utilizando como instrumento Escala de Conscienciosidade - CSC. A CSC é composta por 107 itens referentes a seis facetas do fator e 12 itens de desejabilidade social. As respostas dos participantes foram dadas em uma escala tipo Likert de cinco pontos, medindo o quanto o item descreve o participante. Foram aplicados 746 instrumentos em diferentes cidades do País. A amostra foi composta por 464 homens (62,2 %) e 276 mulheres (37%), na maioria solteiros (60,1%). A idade média foi de 27,3 anos (DP= 8,86) e a maioria (43,6%) tinha nível superior incompleto de escolaridade. Os dados foram submetidos à análise de variância por meio do teste t de student. Os resultados obtidos indicaram diferenças significativas entre os sexos nas facetas: orientação para a tarefa (t= -2,437; p< 0,05), imprudência(t= 3,363; p< 0,05), planejamento (t= -2,332; p< 0,05). Os homens alcançaram maiores médias nas facetas orientação para a tarefa e planejamento, e as mulheres apresentaram maior média na faceta imprudência. Em vista dos resultados encontrados, sugere-se que novos estudos mais aprofundados e envolvendo outras variáveis devem ser realizados para verificar as diferenças entre os sexos a respeito das características da personalidade.


Título Completo
Diagnóstico do clima organizacional: limites e possibilidades na visão dos participantes do estudo.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
CECÍLIA SACONATO / FFCLRP - USP

Autor
LICIA BARCELOS DE SOUZA / FFCLRP-USP

Autor
FLÁVIA BRIGAGÃO BERTAGNOLI / HEMOCENTRO DE RIBEIRÃO PRETO-SP

Autor
DAISY SCHOLTEN SAKAMOTO / FFCLRP-USP

Autor
FABIO SCORSOLINI-COMIN / FFCLRP-USP

Autor
LOUISE AZENHA TANGO / FFCLRP-USP

Resumo Geral
Estudos sobre clima organizacional pretendem apreender a percepção dos colaboradores sobre os diversos fatores envolvidos na sua vivência do contexto organizacional, a fim de obter indicadores do nível de satisfação no trabalho. Porém, a participação dos colaboradores na maioria das vezes se restringe ao preenchimento de escalas e questionários, e o acesso aos resultados fica limitado aos gestores, que podem subsidiar suas decisões a partir de informações fragmentadas e desarticuladas do processo de avaliação. O objetivo do estudo foi realizar um levantamento do clima organizacional com a participação dos colaboradores enquanto avaliadores do processo. O estudo foi realizado em um banco de sangue em Ribeirão Preto. Na primeira etapa participaram voluntariamente 180 profissionais, que representaram 73% do total colaboradores, subdivididos em três grupos: Serviços Laboratoriais (79%), Assistenciais (67%) e de Suporte Administrativo (73%), quando foi aplicado o instrumento Diagnóstico Organizacional, proposto por Krausz, em sessões coletivas. Na segunda etapa, da qual participaram voluntariamente 72 profissionais, divididos em grupos, os resultados do instrumento de avaliação foram apresentados em reuniões com o objetivo de levantar conteúdos complementares aos resultados obtidos. A análise de conteúdo foi realizada com base nos registros das reuniões pelos participantes, organizados em três grupos de informações: Expectativas Frente aos Resultados; Resultados Relevantes, Aspectos que Influenciaram os Resultados e Apreciação do Estudo. Os grupos relataram que os resultados não corresponderam às suas expectativas, assinalando que o nível de satisfação dos profissionais apresentou-se acima do esperado, principalmente quanto às áreas Motivação, Comunicação, Estilos de Liderança, Padrões de Relacionamento e Planejamento. Também associaram os resultados, avaliados como positivos, ao medo de sanções e retaliações decorrentes de possíveis resultados negativos do estudo. Na apreciação do estudo, houve consenso quanto à transparência dos objetivos do estudo e da forma que foi conduzido, porém os grupos afirmaram o descrédito frente à possibilidade dos resultados promoverem mudanças efetivas para melhoria do contexto de trabalho. A avaliação dos colaboradores não apenas possibilitou o levantamento de informações complementares aos resultados do instrumento, como também se constituiu em uma oportunidade de legitimação da participação no processo de avaliação, favorecendo a compreensão dos limites e possibilidades da aplicação do estudo sobre clima organizacional.


Título Completo
DINÂMICA DE GRUPO: CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO VERSUS CONFIABILIDADE DOS DADOS

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
Cristiane Faiad de Moura / Universidade de Brasília

Autor
Ana Maria dos Reis Fernandes / Universidade Católica de Brasília

Autor
Josiane do Carmo Silva / Universidade Católica de Brasília

Autor
Stela Gomes Faiad / Universidade Católica de Brasília

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Em geral, a etapa de um processo seletivo possui várias possibilidades de técnicas a serem aplicadas, sendo uma delas a dinâmica de grupo. Nesse sentido, cabe ao selecionador escolher aquela técnica que mais se adequa à sua necessidade. No caso da dinâmica de grupo, há vários cuidados que devem ser tomados para que essa técnica possa atender adequadamente essa necessidade. Na seleção de pessoal ela tem como objetivo promover comportamentos que possibilitem avaliar o desempenho de certas características de um candidato em uma equipe. Ao escolher a dinâmica em uma seleção, é importante observar alguns critérios como: número de candidatos, preparo dos observadores, definição prévia de características, registro, duração, tipo de técnica e preparação do ambiente. Um fator imprescindível para a confiabilidade da técnica é a análise do grupo com a presença de, no mínimo, dois observadores que, independentemente, analisam as características previamente definidas e treinadas. Para comprovar a importância desses requisitos, o presente estudo teve como objetivo avaliar a confiabilidade dos dados de uma dinâmica de grupo, aplicada em um processo seletivo, que procurou seguir todas as exigências anteriormente definidas. Participaram dessa pesquisa aproximadamente 50 psicólogos, divididos em duplas de avaliação, devidamente treinados para o processo. Foram avaliados 1029 sujeitos, de nível superior de escolaridade, sendo 80 mulheres (7,8%) e 949 homens (92,2%), com idade média de 26,6 anos (DP=5,79). As características avaliadas foram: relacionamento interpessoal, iniciativa, capacidade de dividir tarefas, capacidade de acatar decisões, flexibilidade de idéias e dinamismo. Os candidatos foram subdivididos em grupos de, no máximo, 10 pessoas. Cada grupo foi avaliado por uma dupla de psicólogos que analisaram individualmente cada uma das características, a partir de uma escala de 5 pontos (1 = péssimo a 5 = excelente). O tempo de duração e a atividade foram os mesmos para todos os grupos. Os dados foram submetidos a uma análise de correlação Pearson, comparando o índice de convergência entre esses avaliadores. Os dados mostraram que houve um índice significativo de convergência, sendo o mais alto nas características de dinamismo (r = 0,55) e iniciativa (0,52). As demais características variaram entre 0,34 e 0,44. O resultado mostrou que a presença de dois avaliadores bem treinados em um processo, torna os resultados obtidos mais confiáveis e adequados para o processo de avaliação. Sugere-se que futuras pesquisas possam comparar dados de dinâmica de grupo com resultados de outras técnicas aplicadas no processo.


Título Completo
ESTUDO DE VALIDADE: CORRELAÇÃO ENTRE O TESTE BRASILEIRO DE RESISTÊNCIA À FRUSTRAÇÃO OBJETIVO – TRFO E O INVENTÁRIO DE EXPRESSÃO DE RAIVA COMO ESTADO E TRAÇO - STAXI

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
Cristiane Faiad de Moura / Universidade de Brasília

Autor
Cássio Koshevnikoff Zambelli / Universidade de Brasília

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O presente estudo tem como objetivo avaliar a validade do Teste Brasileiro de Resistência à Frustração Objetivo, a partir da análise de validade convergente com o teste Staxi. O TRFO foi desenvolvido por Moura em conjunto com Pasquali e Zambelli. Esse teste foi inspirado no instrumento Picture Frustration Study (PFT) de Rosenzweig, tendo sido reformulado e redesenhado para adequar-se à realidade brasileira. Esse instrumento avalia possíveis reações de um individuo, frente a situações frustrantes, por meio de três possíveis comportamentos: agressão externa (E), agressão interna (I) e não-agressão (M). O teste consiste em 31 desenhos representando situações frustrantes e 11 opções de respostas para cada um. Pode ser aplicado coletivamente ou individualmente em diversos contextos. O Staxi consiste num instrumento de 44 itens, respondidos numa escala de concordância de 4 pontos. Os 8 fatores são: Estado de Raiva; Traço de Raiva; Temperamento Raivoso; Reação de Raiva; Raiva para Dentro; Raiva para Fora; Controle da Raiva e Expressão da Raiva. Participaram desse estudo 96 oficiais de uma instituição de segurança pública de Brasília, sendo 80 homens (82,5%) e 15 mulheres (15,5 %), casados (48,5%), com idade média de 29 anos (DP = 3,14), maioria com nível superior completo (82,5%). Os dois testes foram aplicados juntos, por psicólogos e alunos de pesquisa. Os dados foram submetidos a uma análise de correlação de Pearson. A característica E do TRFO mostrou correlação significativa em todos os fatores do Staxi. A maior correlação de E foi de r = 0,52 com Raiva para Fora, mostrando que o sujeito, que expressa sua raiva contra outras pessoas ou objetos, também age de forma agressiva quando frustrado. Além disso, houve correlação de r = 0,50 com Traço de Raiva e r = 0,46 com Expressão da Raiva. O fator M teve correlação negativa com a maioria dos fatores do Staxi, como esperado. Houve correlação positiva de 0,36 com Controle de Raiva, mostrando que o sujeito que procura controlar sua raiva, também tenta evitar a agressão. O fator I mostrou correlação negativa (r = -0,23) apenas com Estado de Raiva. Esses dados mostram correlações altamente significativas entre os dois testes, o que vem afirmar a validade convergente entre os mesmos. Além de confirmarem dados de pesquisas anteriores realizadas com o PFT, apresentando dados ainda mais consistentes. Esses dados mostram o TRFO como um teste promissor para avaliar de forma segura a frustração no contexto da organização e da clínica.


Título Completo
ESTUDO DE VALIDADE: CORRELAÇÃO ENTRE O TESTE DE RACIOCÍNIO ANALÓGICO DEDUTIVO - TRAD E O TESTE DE RACIOCÍNIO ABSTRATO – BRD-AR

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
FERNANDA TELES VIEIRA / Psicologia UnB, bolsista do CNPq – Laboratório de Pesquisa em Avaliação e Medida

Autor
CRISTIANE FAIAD DE MOURA / Psicologia UnB – Laboratório de Pesquisa em Avaliação e Medida

Resumo Geral
Processos seletivos, em geral, comumente incluem os testes de raciocínio como uma das medidas necessárias para o provimento de cargos nas organizações. Estudos comprovam que o raciocínio destaca-se como um dos maiores preditores de desempenho no trabalho, ressaltando-se estudos na área de segurança pública. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo comparar os escores de dois testes de raciocínio: TRAD e BRD-AR, a fim de avaliar a correlação existente entre eles. O TRAD é um teste que tem como objetivo avaliar o raciocínio analógico dedutivo e foi construído com base nas matrizes progressivas de Raven. Consiste em 30 exercícios, com seis alternativas cada e sua análise e interpretação é feita por uma análise dos escores percentílicos. O teste BRD-AR faz parte de uma bateria de cinco provas, conhecida como Bateria de Provas de Raciocínio Diferencial (BRD). O AR é um instrumento que contém 35 pares de figuras com cinco alternativas possíveis de resposta e tem como objetivo medir o raciocínio abstrato, a partir de uma análise do escore percentílico. Participaram desse estudo, 6809 participantes de um processo seletivo, realizado nacionalmente, sendo maioria do sexo masculino (82,4%), com idade média de 29,53 anos (DP = 5,66) e com nível superior completo (96,3%). Os dois testes foram aplicados juntos, por psicólogos devidamente treinados. Inicialmente, os dados foram submetidos a uma limpeza dos outliers univariados, optando-se pela retirada de 40 sujeitos. Realizou-se uma análise de correlação de Pearson, considerando os níveis de significância de 0,01. Os resultados mostraram uma correlação de 0,30, entre os dois testes, indicando que quanto maior o raciocínio analógico dedutivo, maior o raciocínio abstrato. Dentre as diferenças analisadas nas duas medidas, observou-se que, apesar de ambos os teste medirem raciocino abstrato, o TRAD mede um raciocínio abstrato matricial, com deduções matemáticas, sendo considerado um raciocínio mais complexo. Já o BRD-AR não exige dedução matemática, mas a percepção da mudança nas figuras abstratas, envolvendo a gestalt. O estudo aponta ambos os testes como possibilidades de medida na área de raciocínio e sugere que futuros estudos possam analisar a relação entre o TRAD e os cinco testes da Bateria BRD, a fim de dar mais segurança para o uso desses instrumentos em processos seletivos e avaliativos.


Título Completo
HABILIDADES SOCIAIS DE ESTUDANTES DE ENGENHARIA: UM ESTUDO A PARTIR DO IHS-DEL-PRETTE.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
JOSÉ TADEU COUTINHO / Universidade Presbiteriana Mackenzie

Autor
Marina Soares Vieira Braga Ferraz / Universidade de Taubaté

Resumo Geral
Este trabalho teve como objetivo verificar o perfil de habilidades sociais de estudantes do quarto semestre de um curso de engenharia de uma universidade de São Paulo. O termo habilidades Sociais refere-se ao comportamento emitido de maneira adequada ao contexto que o indivíduo está inserido; este comportamento expressa sentimentos, desejos, atitudes e opiniões. A amostra pesquisada foi composta por 56 sujeitos, com idade entre 19 e 21 anos, de ambos os sexos, residentes na cidade de São Paulo, Brasil. Foi aplicado um Inventário de Habilidades Sociais (IHS-Del-Prette), que consiste num instrumento de caracterização do desempenho social em diferentes situações entre elas o trabalho, a escola e a família. O inventário avalia cinco fatores (F), sendo o primeiro (F1) relacionado a capacidade do indivíduo em enfrentar situações que demandam afirmação e defesa de direitos e auto estima, com possibilidade de rejeição e contra-enfrentamento. O segundo (F2), se caracteriza pela indicação do repertório do indivíduo em expressar afeto em situações que envolvam riscos de ameaças a sua auto-estima. O terceiro (F3), contempla as habilidades de conversação e desenvoltura social, ou seja, indica a capacidade de lidar com situações neutras em relação a afeto positivo ou negativo. O quarto (F4) reúne a avaliação das habilidades de auto-exposição a desconhecidos ou a situações novas. O último fator (F5), identifica as habilidades de auto controle da agressividade em situações aversivas. Os principais resultados apontam que 64,2% da amostram apresentam um escore total (T) acima de 50. Em relação ao F1 foi apresentada uma freqüência de 69,5% de classificação na faixa percentil acima de 50; para F2 foi observada uma freqüência de 47,7% na faixa percentil acima de 50; para F3 foi observada a freqüência igual a 54,4% na faixa percentil acima de 50; para F4 a freqüência apresentada foi igual a 62,8% na faixa percentil acima de 50 e para F5, a freqüência apresentada foi igual 53,3% na faixa percentil acima de 50. Pode-se concluir que os maiores escores obtidos estão relacionados ao fator F1, que indica facilidade de enfrentamento de situações de risco, acompanhada de uma capacidade de exposição a situações novas, conforme verificada no F4. A menor freqüência apresentada foi no F2, que aponta dificuldades em manejar situações que envolvam a expressão de afeto em situações neutras, que não oferecem risco para sua auto estima, o que pode ser entendido como dificuldade para expressar sentimentos e feedback positivo no futuro ambiente de trabalho.


Título Completo
Medidas de Personalidade: um estudo correlacional entre as escalas RAS e CPS

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
KAREN WEIZENMANN DA MATTA / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Patrícia Fagundes Caetano / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília - UnB

Resumo Geral
Medidas psicológicas são freqüentemente utilizadas pelas organizações brasileiras, principalmente em seleção de pessoal, uma vez que estudos meta-analíticos têm demonstrado que traços de personalidade podem ser bons preditores de performance no trabalho e até mesmo de sucesso na carreira. Todavia, esta crescente demanda por instrumentos de avaliação e medida não está sendo devidamente acompanhada por pesquisas na área (Pasquali, 1999). A literatura afirma que certos traços de personalidade se relacionam com o traço assertividade. Epstein (1980), Vestewing e Mose (1976) verificaram que o comportamento assertivo está relacionado positivamente com extroversão e negativamente com o neuroticismo. Nesse sentido, o presente estudo teve por objetivo comparar os escores fatoriais da Escala de Assertividade Rathus - RAS e da Escala de Personalidade de Comrey - CPS. A Escala de Assertividade Rathus (Pasquali & Gouveia, 1990) é um instrumento de auto-relato de natureza verbal composto de 30 itens, dispostos em uma escala de 6 pontos. A Escala de Personalidade de Comrey (Costa, 1997) consiste em um instrumento multidimensional composto de 100 afirmações que devem ser respondidas em uma escala de 7 pontos. A amostra foi composta de 1029 participantes, sendo predominantemente do sexo masculino (92,2%), com idade média de 26,62 anos (DP=5,75) e nível superior completo. Os instrumentos foram aplicados coletivamente em uma seleção de pessoal nacional para uma empresa de segurança pública. Foi realizada uma correlação bivariada entre os escores fatoriais dos sujeitos nos testes RAS e CPS, considerando os níveis de significância de 0,01. Verificou-se uma correlação positiva (r= 0,476) entre assertividade (fator “exigir seus direitos” do RAS) e extroversão (fator “extroversão X introversão” do CPS), conforme o sustentado pela literatura. As correlações negativas (r> 0,5) entre o fator “extroversão X introversão” do CPS e “timidez” do RAS; fator geral “inibição” do RAS e “extroversão X introversão” do CPS ratificaram o caráter positivo da relação entre assertividade e extroversão. Além disso, obtiveram-se correlações negativas (r > 0,37) entre o fator geral “inibição” do RAS e “estabilidade X instabilidade emocional” do CPS; “timidez” do RAS e “estabilidade X instabilidade emocional” do CPS; o que vai ao encontro das conclusões literárias: assertividade é negativamente relacionada com neuroticismo. Apreende-se, portanto, que os testes RAS e CPS complementam-se como preditores em um processo seletivo. Novos estudos poderão aprimorar a consistência interna do fator “agressividade” do RAS e investigar a correlação entre este fator e os fatores “extroversão x introversão” e “estabilidade x instabilidade emocional”, do CPS.


Título Completo
Motivação para aprender numa organização pública

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
TATIANA JUNQUEIRA SALLES / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Os objetivos desta pesquisa foram revalidar uma escala de medida e traçar um perfil da motivação para aprender em contextos informais de aprendizagem para trabalhadores de uma organização do setor público, em continuidade ao expressivo número de estudos envolvendo diferentes aspectos de motivação. Tanto aprendizagem quanto motivação são áreas investigadas pela Psicologia, no entanto, aprendizagem em contexto informal ainda é um tema pouco delimitado teoricamente. O conceito de motivação para aprender no trabalho é compreendido como a direção, o esforço, a intensidade e a persistência do engajamento dos indivíduos em atividades voltadas para aprendizagem, durante a execução de seu trabalho. Aprendizagem não induzida no trabalho é aquela que ocorre na ausência de processos formais de ensino, como por exemplo, em processos de tentativa e erro, por meio de conversas ou observações de colegas, clientes e outros agentes relacionados ao trabalho. A coleta foi realizada durante o expediente de trabalho dos sujeitos. Utilizando o instrumento Motivação para Aprender, já validado para a população brasileira, foram investigados 71 sujeitos de uma organização autárquica do setor público em Brasília, Distrito Federal, sendo 54,9% do sexo feminino. Suas idades variaram entre 28 e 62 anos; 54,9% apresentaram escolaridade equivalente ao ensino médio completo e 39,4% apresentaram nível superior completo com diferentes formações. O tempo de serviço na organização variou entre 5 e 27 anos. O instrumento era composto de 11 itens respondidos por escala tipo Likert de 10 pontos, variando de 1 (menos freqüentemente) a 10 (mais freqüentemente). Este banco de dados passou por um processo de revalidação estatística com uso de análise de componentes principais (ACP) e análise fatorial (PAF). Essas análises demonstraram que a matriz era fatorável (KMO = 0,85, matriz de correlações com quantidade razoável de correlações acima de 0,30 e determinante próximo a zero) e apontaram para um fator único. Os 11 itens explicaram 55% da variância total do instrumento e o Alpha de Cronbach de 0,92 assegurou confiabilidade. A média observada no fator motivação (motivação para aprender) foi de 7,96 e o desvio-padrão de 1,39. Assim, os respondentes foram avaliados como motivados para aprender. Não foram encontradas diferenças significativas de motivação para aprender para as variáveis investigadas gênero, idade, escolaridade e tempo de serviço, mas as características inicialmente validadas desse instrumento foram confirmadas. Espera-se assim contribuir para melhor compreensão da motivação para aprender, trazendo alguns aspectos que possam auxiliar nesse processo investigativo.


Título Completo
Potência em equipes de trabalho: testagem psicométrica de uma escala de mensuração

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
ANA CRISTINA PORTMANN BORBA / UnB

Autor
Katia Elizabeth Puente-Palacios / UnB

Resumo Geral
Na atualidade, a implementação de equipes de trabalho como unidades de desempenho tem se tornado muito freqüente nas organizações, o que aumenta a necessidade de conhecer e entender que fatores que estão relacionados com sua a efetividade. Um construto que tem recebido bastante atenção nas pesquisas dessa área é a Potência de equipes. Potência é definida como a crença coletiva da equipe de que ela pode ser efetiva na realização de suas tarefas. Alguns estudos mostram que equipes que possuem alto grau de potência são mais efetivas. Apesar da relevância da investigação do papel desse construto na compreensão do desempenho das equipes, no Brasil ainda são escassas as pesquisas sobre esse tema. Assim, o presente estudo teve como objetivo testar a validade psicométrica de um instrumento para mensurar potência utilizado, amplamente, em pesquisas estrangeiras. A versão original desse instrumento possui 8 itens, auto-respondidos em uma escala Likert de 5 pontos (5 = concordo totalmente e 1 = discordo totalmente) e apresenta um índice de confiabilidade (Alpha de Cronbach) igual a 0,88. O instrumento foi traduzido com base no método de back-translation e foi submetida à validação semântica. A seguir, o instrumento foi aplicado a uma amostra composta por 25 equipes (108 funcionários) de 9 setores de uma instituição financeira. Por meio da inspeção da matriz de correlações, do resultado do KMO (0,83) e da significância do teste de Bartlett, verificou-se fatorabilidade da escala. Uma vez que a escala original apresentava solução unifatorial, ela foi investigada no processo de redução dos itens a fatores. O resultado da análise fatorial apontou também para uma solução unifatorial, a qual apresentou confiabilidade semelhante à da escala original (Alpha de Cronbach 0,86, média da correlação item total 0,61). Concluiu-se, portanto, que a versão traduzida do instrumento constitui uma ferramenta válida para a avaliação da potência das equipes de trabalho. Contudo, considera-se pertinente a realização de novas pesquisas em outras amostras, a fim de verificar a estabilidade da solução identificada.


Título Completo
RACIOCÍNIO ANALÓGICO-DEDUTIVO EM PESSOAS COM NÍVEL MÉDIO DE ESCOLARIDADE

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
GABRIELA LISSANDRA ALVES DA SILVA / Universidade de Brasília

Autor
Luiz Pasquali / Universidade de Brasília

Autor
Patrícia Fagundes Caetano / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O presente estudo tem por finalidade verificar as possíveis diferenças no raciocínio analógico em pessoas com nível médio de escolaridade. Para isso, aplicou-se o Teste de Raciocínio Analógico-Dedutivo para Nível Médio (TRAD-B) em 500 sujeitos, sendo 54,6% do sexo masculino e 43,6% do sexo feminino. Este teste foi construído com base nas Matrizes Progressivas de Raven, que objetivam avaliar a capacidade intelectual geral do indivíduo e cujos princípios se originaram de três vertentes teóricas: a teoria dos dois fatores de Spearman (fator “g”), a teoria da Gestalt e a teoria do Desenvolvimento Cognitivo. O TRAD-B é composto por 30 questões constituídas por uma série lógica de figuras, sendo a última figura encoberta. A tarefa do indivíduo é descobrir a lógica que está em jogo e deduzir qual das alternativas apresentadas pela questão corresponde à figura que se encontra escondida. A partir da análise dos dados, não foram encontradas diferenças significativas referentes ao sexo dos participantes, sendo a média dos escores para as mulheres igual a 21,59 (DP = 6,78) e para os homens igual a 21,76 (DP = 6,59). Por outro lado, a variável idade dos participantes influenciou significativamente o desempenho no teste. Para a análise da variável idade dos participantes, foram criadas três categorais: a categoria 1 abrange os participantes de 13 a 15 anos (26,7%), a categoria 2 insere os participantes de 16 a 20 anos (65%) e a categoria 3 diz respeito aos participantes de 20 anos em diante (9%). Os participantes com idade de 13 a 15 anos obtiveram a média 20,52 (DP = 7.00) e para os participantes de 16 a 20 anos a média foi de 22,1 (DP = 6,34). Os participantes de 20 anos ou mais obtiveram média igual a 16,76 (DP = 6,73); significativamente menor que as médias dos dois outros grupos. Os participantes também mostraram diferenças significativas com relação à escolaridade. Para os participantes de nível médio incompleto, a média foi de 21,59 (DP = 6,66); ao passo que para o nível médio completo foi de 16,17 (DP = 6,63). Vale ressaltar que os participantes de nível médio completo são, em sua maioria, os que possuem 20 anos ou mais (9%). Assim, o TRAD-B parece favorecer pessoas na faixa de 16 a 20 anos. Sugere-se que novas pesquisas sejam realizadas a fim de averiguar mais satisfatoriamente a influência da idade e da escolaridade no raciocínio analógico-dedutivo. Dessa maneira, favorece-se o contexto organizacional com testes mais confiáveis a serem utilizados no processo de seleção de pessoal, por exemplo.


Título Completo
Validação Estatística de Escala sobre Importância e Preferência por Estilos de Treinamento Presencial e Virtual

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
SANDRA REGINA LEITE PEREIRA / LABORATÓRIO SABIN

Autor
FRANCISCO ANTONIO COELHO JUNIOR / UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

Resumo Geral
Na contemporaneidade, verifica-se que as ações de treinamento vêm se consolidando, nas organizações, como uma importante ferramenta de ação e intervenção frente ao desempenho dos indivíduos. Na literatura, verifica-se que distintas variáveis podem contribuir para impacto de treinamento no trabalho: individuais, (motivação para aprendizagem e transferência, tempo de serviço na empresa, dentre outras); ambientais (clima e suporte à transferência, por exemplo), ou mesmo referentes às características do treinamento em si (como o tipo de desenho e adequação dos objetivos instrucionais, dentre outros). Torna-se fundamental investigar qual o tipo de treinamento, se presencial ou virtual, é mais satisfatoriamente percebido pelos indivíduos, e tenha-se, hipoteticamente, melhores níveis de motivação para participação e posterior transferência do aprendido. Neste raciocínio, o presente trabalho objetiva construir e validar, estatisticamente, uma escala que avalie a importância atribuída a treinamentos pelos empregados, e que avalie sua preferência sobre os tipos de treinamentos oferecidos pela organização, se presenciais ou à distância. O instrumento, de 20 itens, associados a uma escala tipo likert, ancorada em 5 pontos (aonde 1 correspondia a “discordo plenamente” e 5 correspondia a “concordo plenamente”), foi aplicada em uma amostra de 293 empregados de um laboratório de análises clínicas do Distrito Federal. A coleta de dados contou com a aplicação do instrumento aos indivíduos pelo pesquisador. As respostas dos participantes ao questionário foram submetidas à análise fatorial, procedendo-se à análise dos componentes principais (PC), fatoração dos eixos principais (PAF) e consistência interna. Em relação ao perfil da amostra, verificou-se que 75% são mulheres, 57% possuem ensino médio completo, 55% ocupam cargos de nível operacional e que 79% tinham até 5 anos de trabalho na Empresa. Após os procedimentos de análise fatorial, verificou-se que a escala apresentou dois fatores. O primeiro, constituído por 11 itens, com cargas fatoriais oscilando entre 0,39 e 0,56, refere-se à percepção dos indivíduos sobre treinamento e, especificamente, sobre treinamento presencial. O segundo, formado por 5 itens, cujas cargas fatoriais variavam entre 0,30 e 0,53, refere-se à percepção dos indivíduos sobre treinamento virtual. Quatro itens não permaneceram em nenhum dos fatores. O alpha foi de 0,66 e KMO de 0,75. A escala mostrou-se confiável e válida, embora com índices psicométricos que ainda necessitam de aprimoramento. Sugere-se a inserção de outros itens que mensurem aspectos específicos relacionados a treinamento presencial (como reações ao instrutor, aplicabilidade, recursos didáticos, dentre outros) e treinamento virtual (interface gráfica, navegabilidade, dentre outros) para aplicações posteriores.


Título Completo
Comportamento de Procura por produtos:Testando uma nova metodologia de observação

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
LÍLIAN BRITO BERTOLDI / Universidade de Brasília

Autor
Jorge M. de Oliveira- Castro / Universidade de Brasília

Autor
Roberta Pohl / Universidade de Brasília

Autor
Ana Lúcia Lourenço / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A inserção da Análise do Comportamento no estudo sobre Comportamento do Consumidor vem diversificando e colaborando com uma abordagem e modelo teórico diferente com ênfase em variáveis situacionais. O presente estudo buscou verificar os efeitos do nível de reforço informativo sobre a duração de procura por um produto de compra rotineira em supermercados, utilizando uma metodologia diferente das utilizadas de estudos anteriores na área. A metodologia utilizada neste trabalho foi baseada em observação direta de comportamentos de consumidores em situação real de compra, com auxílio de gravações em vídeo, em um supermercado de Brasília-DF.As câmeras foram instaladas exclusivamente com a finalidade de coleta de dados para a pesquisa, recebendo autorização da gerência do supermercado. Para isso foi escolhido um produto específico (biscoito doce) que apresentou grandes diferenças em termos informativos e utilitários dentro de um mesma marca e entre diferentes marcas.Os observadores analisaram os dados de compra dos consumidores através das gravações em vídeo. Foi registrado a cada observação: a duração da procura (tempo entre olhar para prateleira até colocar o produto no carrinho), número de itens, marcas, preços, número de alternativas de marcas, espaço ocupado na prateleira, número e tipo de acompanhantes, volume do carrinho, além de tipos de promoção na categoria. A comparação de interesse foi baseada na análise operante do comportamento de procura do consumidor e realizou uma investigação empírica dos efeitos do reforçamento informativo na duração de procura para o produto citado. Com o intuito de corroborar com resultados de pesquisas anteriores, foram realizadas 502 observações de duração de procura. A análise feita mensurou o tempo de procura por quantidade e dinheiro gasto considerando a classificação dos níveis de reforço informativo obtido através da aplicação de um questionário. Os resultados indicaram um efeito da influência do nível de reforço informativo sobre a duração da procura, relacionando tempo total de procura por dinheiro que foi gasto. Tal fato coincide com resultados encontrados anteriormente, em que quanto maior o nível informativo, menor á a duração de procura. A utilização de câmeras foi adequada, porém, devido a grande quantidade de variáveis não controladas foram apresentadas algumas dificuldades na interpretação dos resultados. Os efeitos deste tipo de variável podem ter importância teórica e gerencial, principalmente se a duração da procura for interpretada como uma das medidas de “força” de estratégias de marketing, em analogia à noção de latência de resposta como uma medida de força de um reflexo ou operante.


Título Completo
Comportamento do Consumidor infantil

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
ELISA GUIMARÃES FRANCISCO / UniCEUB

Autor
Flávia Toscano / UniCEUB

Autor
Gastão Cared / UniCEUB

Autor
Jorge Luiz Rabelo / UniCEUB

Autor
Lucas Albuquerque / UniCEUB

Autor
Priscila Cortez / UniCEUB

Resumo Geral
O mercado infantil é considerado a grande oportunidade do consumismo, porque as crianças têm duas vantagens: falta de discernimento frente ao valor do produto, valor de compra e valor de uso, e capacidade de insistência com os pais. O objetivo deste trabalho consiste na observação do comportamento de compra infantil em pontos de venda de brinquedos em Brasília. O método consistiu na observação direta de 50 crianças, sendo 31 meninos, nos quatro dias que antecederam ao dia das crianças de 2005. Para tal um roteiro de observação foi elaborado e seis pesquisadores foram a campo em diferentes horários nestes dias. Procedeu-se seguindo as crianças mantendo uma distância de até 2 metros e anotando o comportamento da criança, dos acompanhantes com dados quantitativos e qualitativos. Como resultado as crianças vão mais acompanhadas das mães, experimentam o que gostariam de comprar ou escolhem por atributos dos brinquedos, não vão ao ponto de venda com um produto em mente, mas também não pedem tudo o que vem, olham a maior parte da loja antes da escolha, a maioria das escolhas foi feita pelas crianças, o brinquedo escolhido foi boneco seguido de brinquedos montáveis. As análises de correlação revelaram que os mais velhos pedem mais tudo o que vêem (r=,327 p=,021), quanto tem um produto em mente não pedem tudo o que vêem (r=-,445 p=,001), os mais novos convencem mais que os mais velhos (r=-,351 p=,013), e convencem mais quando não pedem tudo (r=-,300 p=,034) finalmente, aqueles pais que justificam o não, os filhos negociam mais (r=,297 p=,036) e convencem mais (r=,297 p=,036). Assim, é possível observar que as crianças ainda optam por brinquedos tradicionais; o ponto de venda é importante no processo de escolha das crianças, uma vez que elas não vão com um produto em mente. Nota-se que os pais negociam pouco e com baixa qualidade (e.g. "seu pai que compra, veja com seu pai" ou "hoje não é dia das crianças, dia das crianças é amanhã"), os mais velhos querem mais coisas e convencem menos. Uma hipótese explicativa é que já estão no processo de socialização há mais tempo e talvez os colegas da escola incentivem algumas compras, argumento utilizado para convencimento dos pais.


Título Completo
Consumo em Estudantes Brasileiros: Validação do Inventário Fatorial dos Valores de Consumo.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
EVERSON CRISTIANO DE ABREU MEIRELES / Universidade de Brasília

Autor
Ana Carolina Simões / Universidade de Brasília

Autor
Guilherme Costa / Universidade de Brasília

Autor
Carina Menezes / Universidade de Brasília

Autor
Patrícia Mendes / Universidade de Brasília

Autor
Leo Saraiva / Universidade de Brasília

Autor
Cláudio Vaz Torres / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Valores têm sido apontados na literatura como bons preditores de preferência e escolha de produtos/serviços e marcas. As evidências que demonstram essa relação utilizam como medida listas genéricas de Valores Humanos Básicos. Não há na literatura relatos da existência de instrumentos de medida para os valores especificamente relacionados ao consumo. O presente estudo teve por objetivo validar um instrumento de medida de Valores de Consumo e realizar um levantamento desses valores junto a estudantes. A amostra foi composta por 1002 estudantes do Distrito Federal (79,3%) e do Entrono de Brasília (20,7%), sendo 59% do sexo feminino e 40,6% do sexo masculino, solteiros (76,6%), católicos (63,6%), com idades entre 14 e 57 anos (m=24,78; dp=7,92). Quanto ao nível de escolaridade, 27,9% cursavam o Ensino Médio e 68,3% cursavam o Ensino Superior. O instrumento utilizado para a coleta das informações foi o Inventário Fatorial dos Valores de Consumo - IFVC. A análise fatorial exploratória (PAF) indicou a presença de uma estrutura multifatorial composta por 12 fatores, que representam os valores de consumo aferidos pelo IFVC, quais sejam: Influência, Preocupação com o Social, Auto-imagem, Individualismo, Racionalidade, Simbolismo, Autodeterminação, Inovação, Barganha, Agradabilidade, Conservadorismo e Conformidade. Os índices de precisão dos fatores foram aferidos por meio do coeficiente de consistência interna (alfa de Crombach) e variaram entre 0,63 e 0,90. Foram realizadas análises estatísticas (Teste t e ANOVA) para verificar diferenças das médias valorativas em função de idade, cidade de origem, renda e escolaridade dos participantes. Os resultados dessas análises indicaram haver diferenças significativas entre homens e mulheres em, pelo menos, nove dos 12 fatores do IFVC. Quanto à cidade de origem, verificaram-se diferenças significativas entre os participantes que moram no Distrito Federal e os que moram no Entorno do DF. Também foram observadas diferenças significativas nos valores de consumo quando comparadas às médias obtidas pelos participantes em função da escolaridade e renda familiar. Os resultados são discutidos em termos das pesquisas que relacionam o comportamento do consumidor com os valores humanos. Acentua-se aqui a importância de novos estudos com o IFVC, sobretudo com amostras mais amplas e diversas, de sorte que os resultados possam ser generalizados para a população brasileira.


Título Completo
DESENVOLVIMENTO DE UMA ESCALA DE ATITUDE FRENTE A PRODUTOS DE SEGUROS, PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR, CONSÓRCIO E CAPITALIZAÇÃO

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
MARCELO VINHAL NEPOMUCENO / Universidade de Brasília

Autor
Alvaro Tamayo / UnB/UCB

Resumo Geral
O presente estudo piloto visa desenvolver e avaliar uma escala de atitudes frente a alguns produtos oferecidos por instituições financeiras. Para tal foi utilizada a teoria proposta por Fishbein que afirma que as atitudes possuem três componentes: Afetivo, Conativo e Cognitivo. Todos estes componentes são avaliados no instrumento. Para criação dos itens do questionário, foram feitas entrevistas com profissionais da área e também com potenciais clientes dos produtos. Nestas entrevistas foram coletadas as opiniões a respeito dos produtos, as quais serviram como base para criação da escala de atitude. Foram coletadas opiniões sobre seis produtos distintos: Seguro de Automóvel, Seguro Residencial, Seguro de Vida, Previdência Complementar, Consórcio Imobiliário e Título de Capitalização. Após realização de análise de conteúdo das entrevistas, foram criados 22 itens gerais, com redação única para todos os produtos. Desta forma, foi possível desenvolver um único instrumento para todos os seis produtos, avaliando-os em uma única página. Os itens foram respondidos em uma escala tipo Likert de cinco pontos, que variava de “Discordo Totalmente” a “Concordo Totalmente”. O instrumento foi aplicado individualmente em funcionários de uma instituição financeira e em locais públicos de grande movimentação. A amostra foi composta de 93 participantes, sendo estes 61,5% do sexo feminino. A média de idade foi de 34,79 anos (dp=9,58). Para verificar a adequação da escala e sua confiabilidade as respostas foram submetidas à análise fatorial pelo método de principal axis factor (PAF) com rotação varimax, utilizando o critério de eingenvalues superiores a 2. Foram realizadas seis análises fatoriais, uma para cada produto. O índice de fatorabilidade KMO da escala para os seis produtos variou de ,778 à ,885. Os resultados destas análises indicaram dois fatores, para todos os seis produtos. Em todas as análises os coeficientes de confiabilidade (alfa) dos fatores variaram de ,8345 à ,9579. Apesar de ser formado por uma pequena amostra, os resultados demonstram que o instrumento possui parâmetros psicométricos aceitáveis. Após revisão do mesmo, uma pesquisa final será realizada em uma amostra nacional, com auxílio de uma instituição financeira nacional de grande porte.


Título Completo
Diferenças entre o Perfil dos Consumidores do Centro Comercial e de Shopping Center na cidade de João Pessoa-PB

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
JUSSARA DE LOURDES FERREIRA CHAVES / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Andréa Carolina P. Souza / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Andréa Christina de S. Conserva / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Daniella Cristina de Sá C. Costa / Universidade Federal da Paraíba

Resumo Geral
Sabe-se que o consumo é influenciado pela idade, renda e nível de educação, dados estes, que serão investigados nesta pesquisa, considerando-se dois ambientes de compras: Centro Comercial de caráter popular localizado no centro da cidade e Shopping Center situado numa área nobre da cidade de João Pessoa-PB. As diferenças serão consideradas a partir da análise dos perfis sócio-econômico e demográfico dos consumidores, através de um questionário constando itens como, além dos citados acima, sexo, estado civil, e meio de locomoção. Neste âmbito, participaram da amostra 433 indivíduos, sendo 210 abordados no Centro Comercial, enquanto 223 entrevistados em um Shopping Center. Para a análise dos dados de freqüência e comparações entre médias utilizou-se o pacote estatítistico SPSS 11.0. A média de idade correspondente aos participantes do Centro Comercial consistiu em 29 anos, enquanto a média, no Shopping, correspondeu a 31 anos, não apresentando diferenças estatísticas significativas. A variável sexo foi pouco significativa na diferenciação dos perfis, pois 37,9% e 48,8% dos entrevistados no centro da cidade e no Shopping Center, respectivamente, eram do sexo masculino. O estado civil também não se configura como um fator determinante para a diferenciação dos perfis dos consumidores, pois os percentuais encontrados no Centro Comercial (casados: 32,3%; solteiros: 61,4%; outros: 6,4%) são similares aos obtidos no Shopping Center (casados: 32,8%; solteiros: 58,7%; outros: 8,5%). Quanto à escolaridade, 66,9% de consumidores do Centro Comercial afirmaram ter até o ensino médio completo, enquanto no Shopping Center observou-se uma taxa de 78,7% de consumidores com escolaridade acima de ensino superior incompleto. Essa diferenciação será refletida, também, na variável renda familiar, da qual 43,3% dos participantes do Centro Comercial apresentam uma renda de até R$ 600,00 por mês, e 5,3% ganham acima de R$ 3.800,00 mensalmente; essas taxas se invertem quando se trata dos consumidores do Shopping: 44,8% ganham acima de R$ 3.800,00 por mês, e apenas 7,7% ganham até R$ 600,00 mensalmente. A última variável corresponde ao meio de locomoção que os participantes utilizam para se deslocarem até o local de compras. No Shopping, observou-se que 76,4% utilizam o carro próprio, enquanto no centro, essa taxa caiu para 31,8%. Em contrapartida, a porcentagem de indivíduos que utilizam o ônibus é de 49,8% no centro, e 14,8% no Shopping. Dessa forma, pode-se concluir que a diferenciação significativa dos perfis dos consumidores apresenta-se através das seguintes variáveis: renda familiar, escolaridade e meio de locomoção.


Título Completo
Fatores que Influenciam os Consumidores na Escolha do Local de Compra na Cidade de João Pessoa - PB

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
JUSSARA DE LOURDES FERREIRA CHAVES / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Andréa Carolina P. Souza / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Andréa Christina de S. Conserva / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Daniella Cristina de Sá C. Costa / Universidade Federal da Paraíba

Resumo Geral
Para entender os consumidores deve-se compreender como pensam e sentem, o que fazem e as coisas e lugares que os influenciam. Por este motivo, o objetivo da presente pesquisa consiste em definir e categorizar as influências que determinam a escolha do local de compras. A amostra consiste em 433 indivíduos entrevistados no Centro Comercial de caráter popular e em um Shopping Center localizado numa área nobre, ambos na cidade de João Pessoa. No Centro Comercial foram entrevistadas 210 pessoas, das quais 81,4% afirmaram que fazem compras neste local. Já no Shopping Center foram entrevistadas 223 pessoas, onde 74,4% afirmaram que faziam compras neste mesmo local. Deste modo, as análises que seguem foram feitas baseadas na escolha do local de compra. Utilizando a Escala de Influências na Escolha do Local de Compra (EIELC) das mesmas autoras, pôde-se analisar, com o pacote estatístico SPSS 11.0, quais os fatores que influenciam os consumidores a escolher o local de compra. A escala, composta por 18 itens, apresentou três fatores: ambiente, produto e influências externas; a partir destes itens, pediu-se para que listassem três itens por ordem de importância pessoal. O que pôde ser observado ao estabelecer esta ordem foi que os participantes listaram os fatores que eles consideraram mais importantes de se ter no local de compra, independente de tal local possuir ou não o item. Os indivíduos que disseram fazer compras no Centro Comercial levaram em consideração, primeiramente, o item segurança (37,2%); que também apareceu em primeiro lugar nos participantes que afirmaram comprar no Shopping Center (44,1%). No segundo lugar, os do Centro Comercial afirmaram levar em conta Promoções (12,1%) e Qualidade do Atendimento (10,3%); no Shopping Center, o segundo lugar correspondeu a Conforto (12,3%) e Comodidade (11,8%). O terceiro lugar, por sua vez no Centro Comercial consistiu em Preço dos Produtos (13,4%) e Limpeza (10,3%), enquanto no Shopping Center, Variedade de Produtos e Conforto obtiveram a mesma taxa (10%). Com isto, pode-se perceber que para as pessoas que fazem compra no Shopping Center, o fator ambiente é o mais importante, enquanto que para as pessoas que compram no centro comercial, o fator Produto é predominante na ordem de importância. Esta pesquisa mostrou que os consumidores do Shopping Center se interessam pelo local devido ao que o ambiente de compras lhes proporciona, enquanto que os do Centro Comercial estão interessados nos produtos.


Título Completo
AJUSTE DE UM INSTRUMENTO SOBRE CLIMA ORGANIZACIONAL - REDUÇÃO DO INSTRUMENTO ORIGINAL

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ANGELA DA ROCHA VALLE / Banco do Brasil

Resumo Geral
Clima Organizacional é entendido como um fenômeno perceptual duradouro, construído com base na experiência, multi-dimensional e compartilhado pelos membros de uma unidade na organização, cuja função principal é orientar e regular os comportamentos individuais de acordo com os padrões determinados por ela. Partindo do modelo de Clima psicológico acima descrito, o questionário original de Clima Organizacional de uma empresa financeira de economia mista foi desenvolvido e validado. Continha 35 itens subdivididos em dois fatores e estes subdividiam-se em duas facetas, assim descritos: O Fator 1 era subdividido em Estilo de Gerência, que evidenciava a maneira predominante de ação do gestor no relacionamento com a equipe, no processo de influenciar indivíduos ou grupos para atingir os objetivos e Expectativa de Desempenho, que abordava a percepção das demandas de tempo para a finalização das tarefas e para a manutenção de padrões de desempenho. O fator 2 subdividia-se em Valorização das contribuições do funcionário e Autonomia e Inovação, relacionada à autodeterminação em relação aos procedimentos de trabalho, encorajamento recebido para a implementação de práticas e comportamentos criativos e inovadores. Partindo da escala pré-validada, a partir de uma nova aplicação do questionário, foi verificada a estabilidade da estrutura fatorial, bem como houve uma seleção de itens para compor uma versão reduzida da escala, composta de 20 itens. Uma amostra original de 5.000 funcionários foi subdividida em três sub-amostras, com 1.700,1650,1650 cada. Em cada sub-amostra, análises fatoriais (método dos eixos principais e rotação oblíqua) revelaram a presença dos dois fatores originais com cargas elevadas(acima de 0,45) e, em cada fator verificou-se a presença de duas facetas (como no instrumento original). A faceta Autonomia e Inovação do questionário original obteve apenas um item com carga superior a 0,45 em todas as sub-amostras. Todas as demais facetas permaneceram, apenas sendo reduzido para cinco o número de itens por faceta. A partir desta análise, dos 35 itens originais, subdivididos em dois fatores e quatro facetas, 16 permaneceram. Foram acrescidos 4 itens com cargas entre 0,30 e 0,45 da faceta Autonomia e Inovação, a fim de manter a unidade teórica do construto. O instrumento reduzido final contou com 20 itens.


Título Completo
ANÁLISE DO GRAU DE MOTIVAÇÃO NO SETOR GERENCIAL E OPERACIONAL DENTRO DE UMA ORGANIZAÇÃO DE TELEMARKETING PELA TEORIA BIFATORIAL DE HERZBERG

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
MARCELO BARRETO LIRA CAVALCANTE / UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS

Autor
LAIS OLIVEIRA MARIA / UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS

Autor
CAMILLA EMBIRUSSÚ OLIVEIRA / UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS

Autor
JEANE SASKYA TAVARES / UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS

Resumo Geral
Este relatório registra uma pesquisa realizada no setor de telemarketing de uma organização bancária situada na cidade de Salvador. O estudo teve como objetivo verificar o grau de motivação nos setores gerenciais e operacionais, além de verificar os fatores que motivam e desmotivam os funcionários desta empresa. Para se verificar a motivação foi utilizada a teoria Bifatorial de Herzberg. Foi confeccionado um questionário o qual foi respondido por 85 funcionários. Para análise e tabulação dos dados foi utilizado o programa SPSS 9.0. Como resultados, foi observado que 92,4% afirmam sentir-se à vontade no ambiente de trabalho. Dentre estes, 45,5% caracterizam seu espaço de trabalho como sendo satisfatório. Segundo esta mesma teoria, ao se correlacionar a necessidade de mudança no ambiente de trabalho com o fator de satisfação e insatisfação do espaço de trabalho, observa-se que 40,6% não almejam mudanças e estão satisfeitos. Entretanto, 31,2% estão insatisfeitos, mas não expressam desejo de mudança, o que parece bastante contraditório, visto que as mudanças no ambiente de trabalho levariam à uma não-insatisfação do funcionário desta empresa. No que se refere à motivação no trabalho, 71,1% de ambos funcionários dizem estar motivados, apesar de não receberem o beneficio do ticket refeição. O mesmo ocorre com o benefício da assistência médica, onde 68,7% não a recebem, mas sentem-se motivados no trabalho. Em relação à existência de pressão sobre a função, 45,8% dizem existir tal pressão e consideram seus trabalhos estressantes. Na questão referente às relações interpessoais, foi visto que os índices de relação ótima ou boa, com os colegas, chefe, cliente e empresa são, respectivamente, 91,3%, 87,6%, 86,2% e 78%. Isto significa que estas relações interpessoais, classificadas como ótima ou boa, exercem um papel determinante para o fato dos funcionários sentirem-se à vontade no ambiente de trabalho. Nos dados referentes às mudanças no reconhecimento do trabalho e a satisfação na empresa, tem-se que 68,2% dos funcionários se dizem satisfeitos e não expressam desejos de mudanças no reconhecimento do trabalho. Diante disto, pôde-se constatar que a motivação existente dentro desta organização tem um enfoque maior nos fatores higiênicos, o que implica na necessidade de uma motivação a nível intrínseco para que o funcionário estivesse realmente motivado no trabalho. Desta forma, deve-se sempre trabalhar a motivação tanto extrínseca, para assim evitar a insatisfação, quanto intrínseca, criando com isso uma maior responsabilidade do empregado com seu trabalho e conseqüentemente levando-o a se realizar com o mesmo.


Título Completo
Atribuições de Emoções e Afetos no trabalho: um estudo dos impactos de gênero e status funcional

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
MINO CORREIA RIOS / Universidade Federal da Bahia

Autor
Sonia Maria Guedes Gondim / Universidade Federal da Bahia

Autor
Ivã Márcio Rêgo Santos / Universidade Federal da Bahia

Resumo Geral
O número estudos relacionados às emoções e afetos nas organizações vem crescendo juntamente com o reconhecimento de seu impacto nas rotinas de trabalho. Com isso, entende-se que entre outras funções, a expressão dos afetos e emoções permite a regulação das relações sociais e a antecipação de estados internos, bem como os seus resultados. (EKMAN, 1999). Ainda assim permanecem algumas questões a serem discutidas, tais como o impasse existente entre a natureza inata das emoções e a sua aprendizagem por meio da cultura. O presente estudo faz parte de um projeto mais amplo, que investiga experimentalmente o efeito de dicas de contexto na atribuição de emoções e sentimentos aos protagonistas de uma história. Para isso, foram apresentados uma foto de um supervisor e um empregado em interação no trabalho e um diálogo entre eles, sendo o desenho do estudo um fatorial do tipo 2 (Supervisor: Homem vs. Mulher) X 2 (Empregado: Homem vs. Mulher) X 2 (Líder: Homem vs. Mulher) X 2 (Colaborador: Homem vs. Mulher). Os sujeitos da pesquisa foram estudantes de administração e engenharia de dois contextos culturais (Brasil e Espanha), com n=445 (269 homens e 176 mulheres), sendo que as emoções foram categorizadas posteriormente como positivas, negativas ou ambíguas. O recorte aqui apresentado tem como objetivo discutir como o gênero e o status funcional dos personagens da história interferem nas atribuições de emoções feitas por respondentes homens e mulheres. Nos resultados obtidos, tanto os homens quanto as mulheres atribuíram emoções mais positivas para personagens com posição mais elevada na hierarquia e mais negativas para personagens com posição hierarquicamente inferior, não havendo diferenças significativas quanto ao termo utilizado para indicar essa posição. Os padrões de atribuições para Empregado/Colaborador e Líder/Supervisor indicam diferenças mais claras entre atribuições feitas por homens e mulheres, a partir do cruzamento dessa variável com o gênero dos personagens. Neste caso, a diferença nas atribuições feita por homens e mulheres com relação aos Empregados/Colaboradores possui um índice de significância equivalente a t=,004; embora as referentes ao Líder/Supervisor, não apresentem diferenças significativas (t=,911). O estudo, assim, sinaliza para variáveis culturais interferindo no padrão de atribuição de afetos, referentes tanto ao status funcional, quanto aos papéis de gênero.


Título Completo
COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: UMA ANÁLISE DO ESTUDO DOS SEUS ANTECEDENTES NA PESQUISA BRASILEIRA.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
SERGIO RICARDO FRANCO VIEIRA / CODEVASF – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba – Distrito Federal, Brasília

Autor
Jairo Eduardo Borges-Andrade / Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília – Distrito Federal, Brasília

Resumo Geral
Os antecedentes do comprometimento no trabalho são um tema intensamente estudado no campo do Comportamento Organizacional. Na literatura científica brasileira, o estudo dos antecedentes do comprometimento organizacional é expressivo e marcante. O presente trabalho buscou realizar uma análise dos estudos dos antecedentes do comprometimento organizacional na pesquisa brasileira no período de 1996-2004. Para alcance desse objetivo, foi realizada uma revisão bibliográfica dos artigos com relatos de estudos empíricos que tratavam comprometimento organizacional como variável critério, relacionando-o com outras variáveis antecedentes. O levantamento bibliográfico incluiu periódicos brasileiros, 9 deles de psicologia e 5 de administração, considerados de âmbito nacional ou internacional no Qualis/CAPES. Os resultados mostram que a maioria dos 13 estudos sobre os antecedentes do comprometimento organizacional foi publicada em periódicos da área de Administração, com prevalência de autores que tiveram formação em Psicologia. Há um grupo de pesquisadores com forte tradição de pesquisa que emerge do levantamento e a maior parte dos pesquisadores encontram-se em instituições das regiões Centro-oeste e Nordeste. Verifica-se a necessidade de uma maior rede de instituições pesquisadoras e de estudos com amostras abarcando mais regiões do país. Tomando-se em conta o tipo de comprometimento estudado, observa-se uma prevalência de estudos que investigaram o comprometimento afetivo. Considerando-se os recursos metodológicos desses estudos, o questionário é o instrumento mais utilizado e a análise desses dados é predominantemente inferencial. A principal finalidade dos artigos revisados foi gerar conhecimento, enfocando os aspectos mais macro, tais como práticas de RH, mudança organizacional, variáveis funcionais e natureza do trabalho. As pesquisas são quase sempre de corte transversal e de natureza quantitativa. O segmento da economia mais investigado foi o terciário, poucas amostras do segmento primário da economia foram investigadas. Em síntese, o estudo dos antecedentes do comprometimento organizacional é um campo vasto, bastante pesquisado no Brasil. Os próximos passos a serem dados são uma sistematização teórica e conceptual do campo e o desenvolvimento de modelos metodológicos que abarquem o fenômeno de uma forma mais ampla.


Título Completo
Cultura, clima e comprometimento: um estudo numa organização do setor público

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
LILIA APARECIDA KANAN / Universidade do PLanalto Catarinense - UNIPLAC

Autor
Franciele Vanusa da Rosa / Universidade do PLanalto Catarinense - UNIPLAC

Autor
ALBERTO ENGEL / Universidade do Planalto Catarinense - UNIPLAC

Resumo Geral
A articulação e promoção da inter-relação entre Psicologia Organizacional e do Trabalho, Saúde Ocupacional e Ergonomia, oportunizadas pelas vivências na realização do estágio curricular em Psicologia Organizacional, puderam ser constatadas por meio dos resultados obtidos a partir de uma pesquisa de clima organizacional, da análise da cultura da organização e da avaliação do grau de comprometimento dos colaboradores da Secretaria do Meio Ambiente e Serviços Públicos da Prefeitura Municipal de Lages, SC. A metodologia que sustentou o estudo consistiu de entrevistas semi-estruturadas, observações e aplicação de questionário composto de perguntas abertas e fechadas. Foram participantes 64 (20%) colaboradores agrupados em três categorias: administrativos, fiscais e braçais. Sustentados por autores clássicos e contemporâneos da Psicologia Organizacional, os pesquisadores puderam identificar aspectos relacionados ao desempenho dos líderes, satisfação pela atividade realizada, aspectos ergonômicos na realização das tarefas, relacionamentos, condições ambientais e instrumentais, benefícios recebidos, aspectos negativos/positivos referentes à organização e outros, que poderiam influenciar o desempenho no trabalho. Os dados, tratados estatisticamente, possibilitaram concluir que o estilo de liderança foi o aspecto de maior influência sobre as atitudes e o comprometimento dos colaboradores, sendo que 91% consideram entre boa e ótima as práticas de gestão; 94% avaliaram positivamente o relacionamento com a chefia; 81% afirmaram ser bom o relacionamento com colegas; 88% estavam satisfeitos em relação às atividades que realizavam; 87% estavam satisfeitos com as condições do ambiente de trabalho; 91% sentiam-se reconhecidos pelo trabalho que realizavam; 95% expressaram opinião favorável sobre a organização. O aspecto positivo mais citado pelos colaboradores, causa de maior satisfação, foi a pontualidade do pagamento dos salários. Tratando-se de uma empresa pública o aspecto negativo destacado pela pesquisa foi a “politicagem” (24%). Esses resultados possibilitam compreender que as demandas atuais das organizações, mesmo as organizações públicas, como é o caso de uma Prefeitura, vêm ao encontro da necessidade de haver uma compreensão sistêmica da organização, tanto internamente como externamente e principalmente, com a necessidade de compreensão do comportamento humano, uma vez que, em última instância, são as pessoas que planejam as estratégias organizacionais, bem como são as pessoas que as operacionalizam. Restou claro que aspectos importantes como liderança, pontualidade no pagamento dos salários, qualidade de vida no trabalho, reconhecimento, respeito aos pressupostos ergonômicos na realização das atividades entre outros, confluem a um maior comprometimento dos colaboradores e a uma dinâmica de trabalho saudável e pró-ativa, o que, com certeza, se reflete no desempenho dos colaboradores.


Título Completo
Desenvolvimento de Inventário Sócio-ambiental de uma Empresa Financeira

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ANGELA DA ROCHA VALLE / Banco do Brasil

Autor
Wladimir Jatobá de Menezes / Banco do Brasil

Resumo Geral
O desenvolvimento do Inventário Sócio-ambiental para uma empresa financeira de Economia Mista foi feito a partir de quatro escalas independentes entre si, relacionadas a Comportamento Organizacional e Qualidade de Vida no Trabalho, já validadas na literatura. Com o desenvolvimento do inventário buscou-se reduzir o tempo para o diagnóstico do Clima Organizacional, Comprometimento Organizacional, Satisfação no Trabalho e identificação de vivências positivas e negativas no trabalho, que geralmente são investigados em separado. A primeira escala, de Clima Organizacional parte da definição que Clima é o resultado da percepção compartilhada do ambiente de trabalho. A escala de Comprometimento organizacional apresenta o Comprometimento como uma variável de atitude que ocorre quando o funcionário deseja permanecer na organização devido a ligações emocionais. Por sua vez, a escala de Satisfação no Trabalho considera a satisfação no trabalho um fenômeno atitudinal representativo da maneira como o indivíduo se sente em relação ao seu trabalho nos seus aspectos gerais e específicos. A escala de Vivências Positivas e Negativas no Trabalho identifica representações dos respondentes relativas ao sentido e significado do trabalho por meio de vivências de prazer e de sofrimento no contexto de produção de bens e serviços nas organizações. O inventário continha cinco partes assim distribuídas: parte 1-dados demográficos, parte2-Escala de Clima, parte3- Escala de Comprometimento,parte4- Escala de Satisfação no Trabalho e parte 5-Escala de Vivências positivas e negativas no trabalho. A escala de clima organizacional comportava 20 itens subdivididos em dois fatores com quatro facetas, cada uma destas com cinco itens, relacionados à expectativa de desempenho, valorização, autonomia/inovação e estilo de gerência, que buscavam identificar a percepção da forma de liderança, informação compartilhada, aspectos das políticas organizacionais. A escala de satisfação tinha 35 itens; sendo uma única questão sobre satisfação como um sentimento único e geral em relação ao trabalho e o restante das 34 questões ficaram distribuídos em seis fatores: Trabalho desafiador, Oportunidade de Crescimento, Oportunidade de Treinamento, Condições de Trabalho, Reconhecimento por Realizações e Remuneração. No conjunto, estas questões buscavam avaliar diferentes aspectos do trabalho: recompensas (salários e benefícios), relacionamentos (supervisores e colegas), condições de trabalho e natureza do próprio trabalho. A escala de comprometimento era unifatorial com sete itens relacionados a aspectos afetivos ligados ao trabalho. A escala de vivências positivas e negativas era composta de 24 itens distribuídos em 4 fatores: realização profissional, liberdade de expressão, esgotamento profissional e falta de reconhecimento. O inventário foi aplicado em amostra representativa de 1262 funcionários. Foram feitas análises fatoriais (método dos eixos principais e rotação oblíqua, aceitando-se itens com cargas superiores a 0,30) para cada uma das escalas em separado. Os resultados confirmaram cada modelo fatorial das escalas pré-existentes, revelando-se o inventário como um bom preditor dos fenômenos investigados.


Título Completo
Empresa familiar: a relação de profissioanis executivos não pertecentes à familia

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
MARILSA DE SÁ RODRIGUES TADEUCCI / Universidade Presbiteriana Mackenzie

Autor
Daniel Seixas / Universidade Presbiteriana Mackenzie

Resumo Geral
Muito se tem debatido à cerca da questão da humanização nas organizações em meio às turbulentas transformações pelas quais o mundo empresarial vem passando nos últimos anos. Quando se trata de empresas familiares, esta questão parece se tornara ainda mais complexa, visto que neste contexto, muitas vezes, encontram-se entrelaçados valores e políticas familiares com os valores e políticas empresariais. Diante deste cenário, o presente trabalho teve como objetivo investigar como se caracteriza atualmente a empresa familiar no Brasil e como se dão as relações nos processos decisórios quando neles estão envolvidas pessoas externas à família. Para desenvolver este estudo foi selecionada, por acessibilidade, uma empresa familiar do ramo da construção civil na cidade de São Paulo, fundada há 50 anos por uma família de origem portuguesa. Atualmente a empresa vem sendo conduzida pela segunda e terceira gerações e seu corpo diretivo é formado por cinco membros da família e dois externos a ela. Foi utilizada a técnica da entrevista semi-estruturada, aplicada a dois participantes da família e não pertencente à família. Os dados coletados nas entrevistas apontam, não explicitamente, para uma centralização dos processos de decisão da empresa sempre em um membro da família. Os relatos sugerem uma participação de todos, no entanto, a palavra final é do gerente familiar. Um dos gerentes não pertencente à família relata ter liberdade de decisão, porém no final da fala demonstra que a decisão final fica à cargo do executivo citado, o qual não pertence à mesma área, o que comprova a tendência à centralização. O que pode-se concluir é que, por mais que haja uma conscientização cada vez maior no meio empresarial da importância de se diferenciar família de negócios, há ainda uma diferenciação muito sutil entre estes dois mundos. A empresa familiar apresenta diversas dificuldades, principalmente de ordem gerencial, mas existem diversas alternativas viáveis para a sua sobrevivência no mercado. No entanto a maior parte destas alternativas envolve inserir pessoas de fora da família nos processo de decisão gerencial, e parece que há muita resistência por parte das empresas familiares em adotar esta postura.


Título Completo
ESTUDO DESCRITIVO DAS HABILIDADES SOCIAIS PROFISSIONAIS NA FUNÇÃO DE ATENDENTE

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
CAMILA DE SOUSA PEREIRA / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
TATIANA BORGES / Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
MARIELE DANUSA CHIODI MARTINS / Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
LUCIA HELENA MARQUES / Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
ALMIR DEL PRETTE / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
ZILDA APARECIDA PEREIRA DEL PRETTE / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Resumo Geral
No contexto atual das organizações, a qualidade dos serviços prestados aos clientes retrata-se como diferencial competitivo, resultando em maior produtividade. O setor de atendimento ao cliente tem como função estabelecer a interface entre o mercado consumidor e a própria organização atuando, portanto, como responsável pela divulgação da imagem da empresa, captação de clientes e manutenção dos mesmos. Para desempenhar sua função de maneira competente, os profissionais que atuam nesse setor necessitam de um repertório comportamental amplamente desenvolvido. As habilidades sociais são capacidades comportamentais aprendidas para lidar com as diversas interações sociais, constituindo-se um elemento indispensável para a qualidade dos relacionamentos interpessoais. Os objetivos deste estudo foram: 1) identificar as habilidades sociais necessárias aos profissionais que atuam em um setor de atendimento ao cliente; 2) observar a ocorrência dessas habilidades nas relações interpessoais dos atendentes do setor com os clientes; 3) identificar a atribuição desses profissionais quanto à relevância das habilidades sociais em sua atuação. Participaram cinco atendentes de ambos os sexos, idade média de 34 anos e formações diferenciadas, de ensino médio completo a nível superior, de uma instituição educacional privada localizada em uma cidade de médio porte no interior do estado de São Paulo. Foi realizada observação direta com apoio de um checklist para detectar a ocorrência de habilidades sociais e entrevista semi-estruturada, individual, para captar a atribuição dos participantes sobre a importância das habilidades sociais no contexto de trabalho. Os dados obtidos pelo checklist foram organizados em gráficos e as descrições extraídas das entrevistas foram analisadas segundo o referencial teórico das Habilidades Sociais. Em geral, os resultados permitiram identificar como habilidades sociais inerentes ao exercício do cargo e à qualidade no atendimento ao cliente: habilidades de comunicação, de civilidade, assertivas, empáticas, habilidades sociais de trabalho e expressão de sentimento positivo. Os resultados da observação permitiram identificar subclasses em cada um desses conjuntos e detectar a necessidade de um treinamento de habilidades sociais para a promoção desse repertório nos participantes deste estudo. Discutem-se as implicações práticas do trabalho e a necessidade de estudos mais abrangentes de análise de desempenho em contexto de trabalho com foco nas habilidades sociais profissionais.


Título Completo
Gerenciamento de Impressão nas Organizações: Observando diferenças de gênero em organizações brasileiras.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ANA LIDIA GOMES GAMA / Universidade de Brasília

Autor
Michelle Alvares Distretti / Universidade de Brsília

Autor
Luíza Carvalho Regis de Alencastro / Universidade de Brasília

Autor
Carolina Menkes Reis / Universidade de Brasília

Autor
Airton Braga da Silva / Universidade de Brasília

Autor
Cláudio Vaz Torres / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Evidências apontam para a necessidade e relevância de se investigar as táticas de Gerenciamento de Impressão (GI) nas organizações, em especial como ferramenta do processo seletivo. A presente pesquisa teve como objetivo estudar o GI e o Auto-Monitoramento (AM), considerando as diferenças nos níveis destes construtos em termos de gênero, faixa etária e tipo de organização de trabalho - organização voltada para segurança (OVPs) versus diferentes tipos de organização (DTO). AM consiste na observação e controle de comportamentos expressivos e de auto-apresentação a partir de dicas ambientais, enquanto GI refere-se às táticas comportamentais utilizadas pelo indivíduo para controlar sua imagem perante os outros. Sugere-se que em organizações, esses construtos estão ligados à percepção de competência, tendo impacto direto sobre processos organizacionais tais como avaliação de desempenho e seleção de pessoal. Segundo Snyder e Copeland (1995), esses processos ocorrem separadamente, sendo que, um maior entendimento das estratégias GI pode ser alcançado por meio da análise do AM. Em contrapartida, Ellis, West, Ryan e DeShon (2002) afirmam que são processos integrados, sendo a separação apenas didática. Assim, neste estudo, os dos dois construtos foram estudados como processos integrados de GI, conforme o indicado pela análise fatorial (PAF) do instrumento de pesquisa utilizado, que mostra uma configuração unifatorial (=80). O instrumento foi adaptado do original de Rosenfeld e Giacalone (1995), e resultou 6 itens de AM e 12 de GI. Utilizou-se uma escala tipo Likert, que variou de 1 (Nunca) até 5 (Sempre). Participaram 507 respondentes, sendo 68,2% homens; 39,2% pertencentes a DTOs e 60,8% a OVPs. A idade variou entre 15 e 60 anos. Aproximadamente 70% dos instrumentos foram aplicados coletivamente. O Teste t para amostras independentes mostrou que as mulheres realizam GI com mais intensidade que homens (p0,001). Observa-se ainda que profissionais de OVPs apresentam GI em menor intensidade que DTOs (p0,001). Os resultados da ANOVA para gênero e sua interação com faixa etária, demonstro que homens preocupam-se mais com essas questões da adolescência até 26 anos e dos 39 aos 44, neste caso, superando as médias femininas. Provavelmente, a queixa de má imagem da sociedade em torno dos profissionais de segurança está ligada à menor preocupação em formar uma boa imagem de si perante o cidadão, e que esta imagem que o cidadão forma se estenda para a organização. Estes e outros resultados são discutidos em termos da sua importância para o desempenho no trabalho.


Título Completo
O LEÃO CERTO PARA CADA FLORESTA: um estudo sobre liderança e comportamento organizacional

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
LARINE MOREIRA PINTO / Universidade Estadual do Piauí

Resumo Geral
Diante de uma crescente insistência da mídia em fazer criar uma cultura de empreendedorismo na população brasileira, surgiu a necessidade de compreender a relação entre o tipo de influência empregada pelos líderes sobre seus subordinados (ou seja, o estilo de liderança) e as conseqüências disso na satisfação dos trabalhadores, como fator importante para o sucesso da organização. A pesquisa considerou estudos sobre comportamento organizacional, influência social e sobre a própria liderança e ainda abordou a questão da satisfação no trabalho, englobando diversos autores, para a explicação deste fenômeno. Os achados sobre comportamento organizacional indicam a preocupação em entender como os indivíduos vivenciam a experiência do trabalho. A influência social apresenta que dependendo dos objetivos do influenciador e do grupo sobre o qual exercerá ingerência, esta influência terá características distintas, podendo ser uma indução clara e visível (facilmente percebida por todos os envolvidos na relação) ou de forma mais velada e discreta (quase imperceptível). A literatura coloca a liderança como tendo diversos estilos e características que irão variar de acordo com fatores relacionados ao próprio trabalho ou à pessoa que exerce liderança. A satisfação no trabalho é tratada neste trabalho como sendo uma variável de atitude que reflete como uma pessoa se sente em relação ao trabalho de forma geral e em seus vários aspectos. A pesquisa de campo foi realizada em uma loja de vendas no varejo na cidade de Teresina – Piauí, onde foram aplicados questionários estruturados em uma amostra de trinta funcionários. Além dos funcionários, aplicou-se um questionário também com o gerente (líder) da loja. Os dados obtidos indicaram que para os funcionários da loja pesquisada, o líder tem um estilo de liderança situacional, ou seja, comporta-se em vários estilos de acordo com o que pede a situação. Já o gerente acredita que seu estilo de liderança é o democrático. Atualmente, se sabe que os dois estilos de comportamento do líder que melhor têm trazido resultados positivos para as empresas são o situacional e o democrático. Isso pôde ser confirmado com os dados sobre a satisfação dos trabalhadores, que afirmaram estarem satisfeitos e avaliaram de forma positiva a atuação de seu líder.


Título Completo
PERCEPÇÕES DE COMPROMETIMENTO AFETIVO, SAÚDE E JUSTIÇA ORGANIZACIONAIS: O TESTE DE UM MODELO EXPLICATIVO.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ELTON RAMOS MORAES / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Wesley Alves da Silva Cruz / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Alessandra Carvalho de Brito / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Sinésio Gomide Júnior / Universidade Federal de Uberlândia

Resumo Geral
PERCEPÇÕES DE COMPROMETIMENTO AFETIVO, SAÚDE E JUSTIÇA ORGANIZACIONAIS: O TESTE DE UM MODELO EXPLICATIVO. Wesley Alves da Silva Cruz*, Alessandra Carvalho de Brito* Elton Ramos Moraes** e Sinésio Gomide Júnior*** – Universidade Federal de Uberlândia (MG).


Nas últimas décadas, inúmeros estudos foram desenvolvidos focalizando esclarecer as bases do vínculo que se estabelece entre um empregado e a organização. A este vínculo foi conferido o nome de Comprometimento Organizacional. Num primeiro ângulo, considera-se Comprometimento como um preditor confiável de comportamentos relevantes para o contexto do trabalho tais como justiça e saúde organizacionais. O presente trabalho tem por objetivo testar um modelo que prevê, nos domínios da psicologia organizacional, como antecedentes de percepção de Comprometimento Organizacional Afetivo, percepções de Justiça (antecedentes indiretos) e de Saúde Organizacional (como antecedentes diretos). Estudos sobre a base afetiva de Comprometimento Organizacional assentam-se nas teorias psicológicas sobre ligações afetivas e na concepção de atitudes, refletindo o entendimento de que o indivíduo desenvolve uma forte identificação com a organização e nutre por ela sentimentos e afetos positivos ou negativos. Para o alcance do objetivo deste trabalho, empregou-se a análise de regressão do tipo seqüencial para testar a pertinência do modelo proposto. A amostra foi composta por cento e sessenta empregados de organizações públicas e privadas da região do Triângulo Mineiro, sendo 53,1% do sexo feminino e possuidores, em sua maioria, de segundo grau completo ou superior incompleto (50% na soma de ambos). Os resultados indicaram que o melhor modelo explicativo para os três fatores componentes da percepção de Comprometimento Organizacional Afetivo é aquele que, conforme proposto, tem a percepção de Saúde Organizacional como seu antecedente direto e Justiça Organizacional percebido como indireto. Para o fator Comprometimento Organizacional Afetivo, a percepção de Saúde Organizacional explicou 50,6% da variância do critério (R² = 0,506; F = (3,156) 53,317; p< 0,001) enquanto a percepção de Justiça Organizacional explicou 5,6% da variância (R² = 0,056; F = (6,153) 32,711; p< 0,001). Como conclusão, os autores discutem a contribuição do trabalho à ampliação da discussão acerca da conceituação de Comprometimento Organizacional Afetivo, além da contribuição acerca de seus antecedentes. Além disto, sugerem novas agendas de pesquisas com o intuito de esclarecer ou ratificar as relações encontradas pelo presente estudo.


Palavras-chave: Comprometimento Organizacional; Justiça Organizacional; Saúde Organizacional.
*- alunos da graduação do curso de Psicologia do IPUFU.
** - aluno do mestrado da pós-graduação de Psicologia IPUFU.
***- professor adjunto do Instituto de Psicologia – UFU.


Título Completo
PERCEPÇÕES DE SAÚDE, JUSTICA E ESTILOS DE LIDERANÇA ORGANIZACIONAIS: O TESTE DE UM MODELO EXPLICATIVO.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
SINÉSIO GOMIDE JÚNIOR / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Wesley Alves da Silva Cruz / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Alessandra Carvalho de Brito / Universidade Federal de Uberlândia

Resumo Geral

Concebida como sinônimo de efetividade organizacional, as pesquisas atuais sobre saúde organizacional têm priorizado a concepção de saúde das organizações a partir das concepções de saúde do empregado. Estes trabalhos parecem adotar antecedentes e conseqüentes daquilo que seria uma conceituação mais refinada de saúde organizacional. Desta forma, este trabalho tem por objetivo testar um modelo que prevê como antecedentes de percepção de saúde organizacional - percebida pelos seus empregados como capaz de gerar integração de pessoas e equipes, capaz de ser flexível na adoção de regras e procedimentos e ainda capaz de se adaptar às demandas do meio ambiente - os estilos percebidos de liderança no trabalho (antecedentes indiretos) e as percepções de justiça organizacionais (como antecedentes diretos). Este trabalho empregou a análise de regressão do tipo seqüencial para teste do modelo. A amostra foi composta por cento e sessenta empregados de organizações públicas e privadas da região do Triângulo Mineiro. Os resultados indicaram que o melhor modelo explicativo para os três fatores componentes da percepção de saúde organizacional foi aquele proposto. Para o primeiro fator - integração de pessoas e equipes – as percepções de justiça explicaram 55,9% da variância do critério (R² = 0,559; F = (3,156) 65,887; p< 0,001) enquanto os estilos gerenciais explicaram 0,8% da variância (R² = 0,008; F = (6,153) 33,438; p< 0,001). Para o segundo fator de percepção de saúde – adaptabilidade – as percepções de justiça explicaram 45,6% da variância do fator ((R² = 0,456; F = (3,156) 43,660; p< 0,001) e os estilos gerenciais explicaram apenas 1,5% (R² = 0,015; F = (6,153) 22,699; p< 0,001). Já para o terceiro fator – flexibilidade – a variância explicada pelas percepções de justiça ficou na casa dos 36,7% (R² = 0,367; F = (3,156) 30,191; p< 0,001) e aquela explicada pelos estilos gerenciais, na casa dos 0,5% (R² = 0,005; F = (6,153) 15,139; p< 0,001). Como conclusão, os autores discutem a contribuição à conceituação de saúde organizacional e sugerem novas pesquisas com o intuito de esclarecer ou ratificar as relações encontradas pela presente pesquisa.







Título Completo
PRIORIDADES AXIOLÓGICAS EM POLICIAIS MILITARES

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
Valdiney Veloso Gouveia / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Lúcio Domingos da Silva / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Pollyane Kahelen da Costa Diniz / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Patrícia Nunes da Fonseca / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Jane Palmeira Nóbrega Cavalcanti / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Giovani Amado Rivera / Universidade Federal da Paraíba

Resumo Geral
O objetivo deste trabalho foi o de conhecer as prioridades valorativas dos policiais militares. Nesse contexto, os valores humanos são categorias de orientação que representam as necessidades humanas e servem de guia para o comportamento. Eles direcionam o posicionamento dos indivíduos na sociedade, e de forma particular, no campo profissional. Como referencial teórico utilizou-se a Tipologia dos Valores Humanos Básicos que se resume em 24 valores, distribuídos em 3 critérios de orientação (social, pessoal e central) com suas respectivas funções psicossociais (experimentação, interacional, normativo, suprapessoal, existência e realização). A amostra foi composta de 342 policiais militares de três batalhões distintos: Corpo de Bombeiros, Batalhão da Polícia Militar e Centro de Ensino. A média de idade foi de 36 anos (DP = 5,92; amplitude de 21 a 57), sendo 74,9% casado e 94,4% do sexo masculino. Os participantes responderam ao Questionário de Valores Humanos Básicos e um conjunto de itens sobre informações sócio-demográficas. Para análise dos dados utilizou-se o SPSS 13.0. Os resultados mostraram que houve diferenças significativas entre as pontuações das funções psicossociais [Lambda de Wilks de 0,26, F(5,314) = 181,66, p<0,001]. Em termos específicos, o teste post hoc de Bonferroni indicou que estes policiais pontuaram mais na função existência (M= 6,28; DP = 1,17); as outras duas funções importantes foram normativa (M = 6,05; DP = 0,74) e interacional (M = 5,86; DP = 0,76), ambas enfocando uma orientação axiológica social; as funções que cumprem orientação pessoal foram menos apreciadas como princípios-guias na vida dos participantes: experimentação (M = 4,40; DP = 1,09) e realização (M = 4,88; DP = 1,06) e, finalmente, a função suprapessoal teve uma valoração intermediária entre as que foram consideradas (M= 5,28; DP = 0,92). As diferenças entre estas médias foram todas estatisticamente significativas (p < 0,05). Discutiram-se as implicações deste tema na formação dos oficiais militares, uma vez que os valores básicos adotados pelos policiais militares como princípios-guias em suas vidas serão expressos em suas condutas laborais e, conseqüentemente, se refletirão na qualidade de segurança pública do estado.


Título Completo
RELAÇÕES ENTRE VALORES INDIVIDUAIS, VALORES ORGANIZAÇÕES E PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO EM UMA ORGANIZAÇÃO PÚBLICA DO CENTRO-OESTE

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
JOSÉ CALIXTO DE SOUZA PIRES / Faculdade de Goiás - FAGO e Faculdade Alfredo Nasser - UNIFAN

Resumo Geral
Os valores são princípios norteadores das aspirações, ações e avaliações, instituindo normas, sejam individualmente ou socialmente, para obtenção do que se necessita ou se deseja. As organizações também possuem seus valores, direcionando ações para o atingimento de metas. Eles constituem o núcleo da cultura organizacional e definem o sucesso da organização. Esta pesquisa teve como objetivo geral verificar a relação entre Valores Individuais, Valores Organizacionais e Programa de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT). Como objetivos específicos, levantar as prioridades axiológicas dos trabalhadores, os valores organizacionais segundo a sua percepção e a razão da criação do PQVT desenvolvido pela organização pesquisada. A pesquisa teve caráter descritivo e exploratório e foi realizada em uma organização pública no Município de Goiânia que presta serviço nas áreas da saúde e meio ambiente. Trata-se de um estudo de caso, composto por dois estudos empíricos. Primeiramente foi realizado o Estudo 1, fundamentado na Tipologia de Domínios Motivacionais de Valores, desenvolvidas por Schwartz e Bilsky (1987) e Schwartz (1992, 1994), que utilizaram como instrumento para coleta de dados a Escala de Valores Individuais (SCHWARTZ, 1993). Com base no Inventário de Valores Organizacionais de Tamayo e Mendes (1999), os valores organizacionais foram levantados e analisados, de acordo com a percepção dos trabalhadores. A técnica utilizada para análise dos dados foi o cálculo da média e desvio padrão dos valores individuais e organizacionais e o Coeficiente de Correlação (r de Pearson) entre esses mesmos valores. Os resultados do Estudo 1 indicaram Benevolência, Conformidade, Universalismo e Segurança como as prioridades axiológicas dos trabalhadores, e Conservação, Hierarquia e Domínio valores orientadores da organização. A correlação entre os valores individuais e os organizacionais, indicou que os valores organizacionais Conservação, Hierarquia e Domínio apresentaram correlação significativa apenas com o tipo motivacional Conformidade. No Estudo 2, o instrumento de coleta de dados foi uma entrevista semi-estruturada. As entrevistas foram analisadas por meio da técnica gráfica do discurso de Lane (1985). O Estudo 2 foi dividido em dois grupos: o grupo G1, formado pelos trabalhadores, e o grupo G2, pelos gestores do PQVT. Os resultados do Estudo 2 demonstraram a presença do valor individual de Conformidade e dos valores organizacionais de Conservação e Hierarquia. Mostrou ainda uma contradição nos discursos dos gestores e que o PQVT trata-se de um programa criado dentro da informalidade. Quanto aos valores individuais, o PQVT revelou ser positivo. Em contrapartida, com os valores organizacionais, revelou ser negativo em virtude da cultura que rege essa organização pública.


Título Completo
Uma proposta de integração entre dois modelos de estrutura do comprometimento organizacional

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
IANI DIAS LAUER-LEITE / Universidade Federal do Pará

Autor
ANDERSON MAGALHÃES LULA / Faculdade Adventista da Bahia

Resumo Geral
Estudos sobre comprometimento organizacional têm sido realizados em quantidade significativa nos últimos anos, contudo, ainda não há consenso quanto à estrutura conceitual deste construto. As dimensões mais aceitas atualmente são as dimensões Afetiva, Normativa e Instrumental, propostas por Meyer e Allen. Dois recentes estudos propuseram duas novas dimensões ainda não contempladas pela literatura: as dimensões Afiliativa e Ausência Psicológica. O primeiro estudo, realizado no Brasil, propõe a dimensão Afiliativa, que caracteriza-se como o comprometimento resultante das interações sociais que acontecem na organização. O segundo estudo foi realizado em Portugal e propõe o fator Ausência Psicológica, que é o anti-comprometimento do sujeito com a organização na qual trabalha. Com o objetivo geral de analisar a estrutura do construto Comprometimento Organizacional, e como objetivo específico, verificar a existência dos fatores Afiliativo e Ausência Psicológica na estrutura do Comprometimento, foi realizada uma pesquisa com uma amostra de 499 trabalhadores brasileiros, exercendo diferentes funções. A escala utilizada para mensurar o construto foi criada com base nas escalas propostas pelos dois autores dos estudos citados, e foi composta por 24 itens. Os dados foram analisados mediante a técnica Análise Fatorial, utilizando-se o programa SPSS 11.0. Verificou-se a fatorabilidade por meio do KMO (0,87) e foi considerada muito boa. Com o critério de Eigenvalue maior que 1, e inclusão de itens com carga fatorial acima de 0,40 foram apontados 05 fatores, que explicaram 56% da variância. A consistência interna foi verificada por meio do cálculo do alpha de Cronbach e considerada satisfatória. Os fatores ou dimensões apontados foram: Afetivo (ligação afetiva, objetivos comuns entre sujeito e organização a=0,70), Afetivo/Normativo (desejo de permanecer e sentimento de lealdade para com a organização a=0,73), Instrumental (ausência de alternativas, sacrifícios pessoais com a saída da empresa a=0,64), Afiliativo (sentimento de fazer parte do grupo a=0,74) e Ausência Psicológica (descomprometimento, permanência por necessidade a=0,74). Este estudo contribuiu no sentido de ampliar a discussão sobre a estrutura do comprometimento organizacional, uma vez que evidenciou a existência, numa mesma estrutura, de dois fatores propostos em estruturas separadas, por dois outros autores. Dessa forma, os resultados obtidos poderão ser úteis no âmbito acadêmico e profissional. No âmbito acadêmico, os resultados poderão ser usados como referencial em estudos posteriores que aprimorem o entendimento da estrutura do construto em questão. No âmbito profissional, poderá ser usada a escala criada para este estudo, que tem como diferencial, a integração dos fatores propostos pela literatura quanto ao tema.


Título Completo
Valores organizacionais e atitudes retaliatórias dos trabalhadores

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
KÊNIA DA LUZ SOUZA / Universidade Católica de Goiás

Autor
Helenides Mendonça / Universidade Católica de Goiás

Autor
Ana Tereza David Pires Barcelos / UCG

Autor
Sheila de Melo / UCG

Autor
Sílvia Letícia Souza / UCG

Autor
Rafael Vale Barbosa / UCG

Resumo Geral
A eficácia organizacional depende de um ambiente harmônico no contexto das relações de trabalho. Frente a esse desafio, o estudo da retaliação vem tomando grandes proporções, uma vez que afeta as relações interpessoais e compromete a produção. Compreende-se retaliação como um subconjunto de atitudes negativas com o intuito de punir a organização ou seus representantes, podendo ocorrer de maneira sutil (Mendonça, 2003) e como fruto de relações de trocas insatisfatórias entre chefia e subordinados (Towsend, Phillips & Elkins, 2000). Segundo Mendonça (2003) a retaliação pode sofrer influência de fatores individuais e sociais, sendo assim, tendências retaliatórias podem ser desencadeadas através do ambiente organizacional, por meio de normas, regras, cultura, tradições e valores. Os valores organizacionais são compreendidos como crenças, sobre o que é bom e desejável para a empresa (Tamayo, 1996), constituindo os princípios da organização e as bases para os comportamentos dos empregados. Tamayo, Paz e Mendes (2000) apresentam uma classificação dos valores organizacionais distribuídas em três dimensões bipolares: autonomia versus conservadorismo, hierarquia versus igualitarismo e domínio versus harmonia. Este estudo teve como objetivo elucidar a relação entre valores organizacionais e atitudes retaliatórias. Como instrumento de pesquisa utilizou-se o Inventário de Valores Organizacionais (Tamayo, Paz & Mendes 2000) e a Medida de Atitude em relação à Retaliação Organizacional – MARO (Mendonça, 2003), que foram aplicados a uma amostra de 191 trabalhadores. Os resultados demonstram uma relação negativa entre cultura conservadora e as tendências conscientes para reagir de forma retaliatória nas organizações de trabalho. Esse resultado se justifica em razão de que as metas axiológicas de conservação referem-se à preservação dos costumes e estruturas de poder, enfatizando a manutenção do statu quo e a interdição de comportamentos que possam perturbar as normas e a tradição na organização. À guisa de conclusão, este estudo tece considerações a respeito do modo pelo qual a cultura organizacional pode ser útil na implementação de estratégias destinadas a contribuir para a adesão dos trabalhadores em relação a comportamentos pró-ativos no ambiente de trabalho.


Título Completo
Valores Organizacionais: sua relação com a escolaridade, tempo de trabalho e cargo exercido pelos funcionários

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
MARCELO BEDANI / UnB - Universidade de Brasília

Resumo Geral
O objetivo deste trabalho foi identificar a relação entre os valores organizacionais e o tempo de casa, a escolaridade e o cargo ocupado pelos funcionários de uma instituição financeira. Para investigação do perfil axiológico da organização foi utilizado o IPVO - Inventário de Perfis de Valores Organizacionais. O instrumento possui 48 questões, respondidas por meio de uma escala de seis itens que operacionalizam oito dimensões de valores: Realização, Conformidade, Domínio, Prestígio Organizacional, Bem-estar do Empregado, Tradição, Autonomia e Preocupação com a Coletividade. Participaram da pesquisa 587 funcionários do Banco do Brasil que trabalham em agências nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O tempo médio de serviço na empresa foi de 9,99 anos (DP=9,54). Com relação à escolaridade, 34,5% possuem o segundo grau, 50,1% o curso superior e 15,4% cursaram pós-graduação. Escriturários e caixas juntos correspondem a 50,2% desta amostra, 45,6% dos respondentes exerciam cargos médios e apenas 4,2% das pessoas exerciam o cargo de gerente geral de agência. Para examinar a relação entre as variáveis independentes (tempo de casa, escolaridade e cargo ocupado) e a variável dependente (dimensões de valores) foi utilizada a técnica de regressão múltipla stepwise. Os resultados indicaram não haver nenhuma relação significativa entre a escolaridade dos funcionários e as oito dimensões de valores organizacionais pesquisadas. O tempo de casa dos funcionários explicou apenas 15% da variância das dimensões “Bem Estar do Empregado” e “Prestígio Organizacional”, β= -.130 (p=.002) e β= .127 (P=.002) respectivamente. O cargo ocupado apresentou o maior poder preditivo dentre as três variáveis independentes, explicando: 22% da variância da dimensão “Autonomia” (β= .155 e P=.000), 32% da variância da dimensão “Preocupação com a Coletividade” (β= .184 e P=.000) e 39% da variância da dimensão “Prestígio Organizacional” (β= .202 e P=.000). Assim, os resultados revelaram que a variável “cargo ocupado”, de maneira mais significativa que a escolaridade e o tempo de casa dos respondentes, seria um fator determinante na percepção dos funcionários sobre o perfil axiológico da organização pesquisada. Infere-se que a natureza do trabalho realizado e respectivas responsabilidades, carga de trabalho, nível de atividade mental, acesso a informações, dentre outros requisitos, que se vinculam diretamente ao cargo exercido, teriam a capacidade de afetar significativamente a percepção individual sobre as prioridades axiológicas que caracterizam o ambiente organizacional.


Título Completo
A INFLUÊNCIA DO GÊNERO SOBRE OS ESTILOS GERENCIAIS

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
CLÁUDIA MOREIRA DINIZ DUARTE / UNIDF/ICAT

Autor
Juliana Barreiros Porto / Universidade Presbiteriana Mackenzie e UNIDF/ICAT

Resumo Geral
A diversidade nas organizações ocorre nas dimensões de gênero, raça, nacionalidade, classe social, região cultural, idade e outros. É definida como várias pessoas com identidades diferentes interagindo no mesmo sistema social, formando um só grupo cultural, sem que percam sua identidade particular. Apesar da importância do gênero nos estudos sobre diversidade ainda são reduzidas as pesquisas sobre o papel feminino nas organizações. Assim, o presente estudo tem como objetivo investigar a influência do gênero nos estilos gerenciais em um organismo público. Os papéis sociais estão associados às diferenças físicas entre os sexos e as condições ecológicas e sociais. A inserção da mulher e do homem no mercado de trabalho não acontece de forma equilibrada, seja na área de atuação, seja na possibilidade de ascensão funcional. Entretanto, nas últimas décadas, esse quadro está se revertendo, e a mulher busca mais espaço na hierarquia organizacional. A pesquisa apresentada foi realizada em um órgão da Administração Pública Direta, por intermédio da Escala da Avaliação de Estilos Gerenciais (EAEG). Responderam o questionário, 100 trabalhadores/servidores, sendo 50 chefiados por mulheres e 50 por homens. A maioria dos participantes é composta por servidores jovens, em média 31 anos, concursados para contrato temporário ou analista ambiental ou assistente administrativo, com até 24 meses de ingresso no órgão e trabalhando com esta mesma chefia, com pelo menos segundo grau completo. Verificou-se a existência de três abordagens de liderança: 1) fator tarefa (prioriza a realização do trabalho e o líder define o papel dos seus subordinados); 2) fator relacionamento (o líder valoriza a individualidade e as relações interpessoais); e 3) fator situação (o líder é flexível, procura identificar a realidade do seu ambiente de trabalho e adaptar seu estilo às exigências desse ambiente). O resultado da pesquisa aponta que quanto aos fatores de gerenciamento, o mais utilizado é o fator relacionamento, seguido do situacional e do fator tarefa tanto para homens quanto para mulheres. Observa-se, também, que quanto à influência do gênero sobre os estilos gerenciais não foi encontrada nenhuma diferença, estatisticamente significativa para as ANOVAs realizadas que compararam a percepção do estilo gerencial de profissionais liderados por homens e mulheres. A pesquisa sugere que a atuação dos gerentes é mais influenciada pelas necessidades do ambiente do que pelos papéis sociais. O gênero não influencia significativamente no comportamento do líder. As implicações desses resultados são discutidas para a continuidade dos estudos sobre gênero no contexto de trabalho.


Título Completo
A Percepção dos Trabalhadores sobre a gestão ambiental nas organizações

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
KÁTIA BARBOSA MACÊDO / Universidade Católica de Goiás

Autor
Elise Alves dos Santos / Universidade Católica de Goiás

Autor
Daiany Georges de Paula / Universidade Católica de Goiás

Autor
Ana Tereza Elias Siqueira / Universidade Católica de Goiás

Autor
Jamaile de Souza Reis / Universidade Católica de Goiás

Autor
Luiza Ferreira Rezende de Medeiros / Universidade Católica de Goiás

Autor
Keila Mara de Oliveira Farias

Resumo Geral

A presente pesquisa teve como objetivo levantar dados a respeito de organizações goianas que atuam em Gestão Ambiental, enfocando a implantação dos programas de GA, tendo como objetivo geral conhecer como os trabalhadores percebem tais programas praticados pelas organizações onde atuavam. Para que o SGA seja efetivo é fundamental que este esteja integrado ao planejamento global da empresa; e que haja efetivo envolvimento de todos os setores e pessoas responsáveis pela sua implementação. É necessário ainda refletir a política ambiental garantindo uma mudança de comportamento e submeter-se à uma revisão periódica (Donaire, 2001). O que se percebe muitas vezes é que as organizações que implementam os SGA buscam tão somente o reconhecimento externo, de forma que a questão central do meio ambiente assume um papel secundário. Trata-se de um estudo de caráter exploratório, que foi realizado em parceria com o FIEG e Agência Ambiental do Estado de Goiás. Foram coletados dados em 9 organizações goianas. Como instrumento de coleta de dados foi utilizado a análise documental, instrumento este, que permite entender a macro-estrutura, social e política na qual a organização está inserida. Posteriormente foi realizado a aplicação de uma entrevista semi-estruturada subdividida em 5 categorias: Comprometimento e Política; Planejamento; Implementação; Medição e Avaliação e Análise Crítica e Melhoria. Para o tratamento dos dados foi realizada a Análise Gráfica do Discurso de Lane (1985). A partir do discurso dos trabalhadores emergiram núcleos que indicam que a maioria dos trabalhadores da área operacional não têm conhecimento acerca das ações de SGA implementadas, e que as informações acerca dessas ações foram restritas apenas à cúpula das organizações. Trabalhadores de ambos os grupos concordam que houveram melhorias para o ambiente e para alguns, que receberam treinamentos específicos para gerenciar programa de gestão ambiental, além de um ganho de imagem positiva na imagem da organização.


Título Completo
Inclusão de gênero em organizações: as oportunidades são iguais?

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
AMANDA ZAULI FELLOWS / Universidade de Brasília

Autor
Cyntia Vicente Rondelli da Costa / Universidade de Brasília

Autor
Juliana Retameiro Silva / Universidade de Brasília

Autor
Lívia Paulino Paiva / Universidade de Brasília

Autor
Maíra Pereira Cândido / Universidade de Brasília

Autor
Gabriela Berbigier Gonçalves / Universidade de Brasília

Autor
Cláudio Vaz Torres / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Nas últimas décadas, tem aumentado a importância dada ao tema da diversidade cultural no âmbito das organizações e, especialmente, à dimensão de gênero. Tem-se constatado o aumento significativo de mão de obra feminina no mercado de trabalho, embora não haja um reflexo desse aumento nos postos de mando das organizações. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a percepção da existência de oportunidades iguais entre Homens e Mulheres de acesso a cargos de direção em organizações públicas, de economia mista e empresas privadas do Distrito Federal (DF). Para tal, foi construído um survey a fim de se observar a atitude dos respondentes quanto às possibilidades e aos limites de ascensão impostos pelas organizações em seus desenhos de cargo. Primeiramente, foi realizado um estudo preliminar de eliciação, no qual foram coletadas as crenças e atitudes a respeito de oportunidades iguais de promoção. Por meio de uma análise de conteúdo, foram extraídos itens que compuseram a versão final do questionário. O instrumento continha 49 itens atitudinais com escala de resposta Likert, além de questões sobre dados demográficos. Esse instrumento foi aplicado a 650 funcionários de instituições públicas, privadas e de economia mista do DF. Desses, foram devolvidos 604 preenchidos, resultando em 12,32 participantes por item. Com o SSPS v.12.0, os dados foram submetidos à análise dos Componentes Principais (PC), rotação Promax, com resultados meritórios (KMO=80,3; Bartlett: 6560,507), para 5 fatores, que foram intitulados Relação Subordinação Homem/Mulher, Estereótipo Negativo da Mulher, Diversidade e Avaliação Organizacional, Homens em Cargos de Chefia e Estereótipo Positivo de Mulheres e Diversidade. Com esse procedimento, validou-se uma escala de Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres. A partir dessa etapa, observaram-se, então, diferenças entre Homens e Mulheres quanto aos escores obtidos. Os principais resultados apontam diferenças significativas na percepção de Homens e Mulheres. Os resultados são discutidos em termos de sua aplicação para re-estruturação de cargos e capacitação de Mulheres no local de trabalho.


Título Completo
O PERFIL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA INSERIDAS NO MERCADO DE TRABALHO

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
CAMILA DE SOUSA PEREIRA / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, UFSCar, São Carlos, SP

Autor
ALMIR DEL PRETTE / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, UFSCar, São Carlos, SP

Resumo Geral
Uma das finalidades da Educação Especial é promover a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade via trabalho. Pesquisas têm discutido as barreiras que dificultam a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho, bem como as justificativas de empresas pela ausência de trabalhadores com deficiência. Como exemplo, o desconhecimento de suas habilidades, a escassez de pessoas com deficiência (re)habilitadas para o trabalho, o baixo nível de escolaridade são alguns dos motivos citados. Diante da necessidade de igualdade em oportunidades e do exercício da cidadania oferecido pelo trabalho, o objetivo deste estudo foi caracterizar o perfil de pessoas com deficiência física inseridas no mercado de trabalho. Participaram do estudo 27 trabalhadores com deficiência física empregados em cinco empresas localizadas no interior do estado de São Paulo. Os participantes preencheram o Critério Brasil e um questionário para se obter dados acerca das características sócio-demográfica, sócio-econômica e de inserção no trabalho. A partir desses dados foi possível realizar uma análise descritiva. Os resultados mostraram que nessa amostra havia 48,1% de mulheres e 51,9% de homens participando do mercado de trabalho. A média de idade foi 29 anos e 70,4% dos participantes eram solteiros, 22,2% eram casados e 3,7% eram divorciados e viúvos. Em relação ao grau de escolaridade, 88,9% dos trabalhadores com deficiência física possuíam Ensino Médio Completo, 7,4% possuíam Superior Incompleto e 3,7% possuíam Superior Completo. O nível sócio-econômico correspondeu no Critério Brasil à classe B2. O tempo de serviço na empresa foi, em média, um ano e sete meses. Os tipos de deficiência física caracterizaram-se, respectivamente, como: amputação de membro inferior, deformações congênitas, problemas envolvendo a coluna, amputação de membro superior, distúrbios musculares, distúrbio neuro-motor, amputação dos membros inferior e superior, doença debilitante de músculos e articulações e problemas envolvendo a espinha. A função que mais empregou os participantes foi a de Auxiliar Administrativo. Foi possível concluir que os trabalhadores com deficiência física, constituintes deste estudo, desempenhavam funções operacionais; estavam há menos de dois anos trabalhando nessas empresas; possuíam no mínimo o Ensino Médio Completo, grau de escolaridade importante para a competição em recrutamentos e seleções de candidatos à vagas de emprego. É importante considerar as implicações destes resultados para o perfil profissional das pessoas com deficiência física contextualizado em períodos de intensas exigências e reduzida oferta de emprego.


Título Completo
Um estudo exploratório sobre relações de trabalho transculturais.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
Cláudio V. Torres / Universidade de Brasília, Dept. Psicologia Social e do Trabalho - Brasilia, Brasil & University of Sydney, Department of Psychology - Sydney, Australia

Autor
Érica Mayumi Yamada Tajima / Universidade de Brasília, Instituto de Relações Internacionais

Autor
Nayara Dias de Abreu / Univesidade de Brasília, Instituto de Relações Internacionais

Autor
Pedro Ivo de Magalhães Ferreira e Oliva Brasil / Universidade de Brasília, Departamento de Comunicação

Autor
Raphael Cambraia Alves Costa / Universidade de Brasília, Instituto de Relações Internacionais

Resumo Geral
Os estudos de negociações internacionais envolvem necessariamente a inclusão da variável cultura. O Brasil tem sido constantemente citado na literatura internacional como um dos principais e poucos exemplos de cultura nacional cuja configuração pode ser representada pela imagem de diversas identidades grupais convivendo juntas, com razoável harmonia, formando um só grupo cultural. Porém, vale notar que esse grupo supostamente homogêneo poderá apresentar reações individuais diferenciadas quando em contato com representantes de grupos culturais distintos, as quais poderão influenciar no resultado de negociações entre organizações. Evidências empíricas demonstram diferenças claras de valores, crenças e atitudes entre nações. Contudo, poucos estudos investigaram as estratégias e comportamentos utilizados no decorrer de negociações com indivíduos de outras nações. O presente estudo, que faz parte de um projeto de pesquisa realizado simultaneamente em diferentes nações, buscou descrever a capacidade de adaptação e interação eficaz de brasileiros com estrangeiros. Especificamente, investigou-se os tipos de dificuldade que predominam quando se trabalha com pessoas de outras nações; como se dá a adaptação a situações que envolvem diferentes nações e; a existência de grupos nacionais específicos que representam uma dificuldade maior de trabalho para brasileiros. Foi aplicado um survey com questões relativas à natureza da situação de negociação, incluindo a descrição da mesma, o problema encontrado, as estratégias de enfrentamento escolhidas, resultado da negociação e intenção de negociar novamente com estrangeiros, além de dados demográficos. Partindo-se de categorias pré-estabelecidas em fases anteriores da pesquisa (Smith & Hecker, 2005), foi realizada a análise de conteúdo dos incidentes críticos relatados por 117 brasileiros, na maioria homens (51,4%), funcionários públicos (37,5%), e com idade média de 33,4 anos (DP = 12,2). Respondentes relataram ter negociado com indivíduos de mais de 30 nacionalidades distintas, sendo a maioria estado-unidenses (16,2%), seguidos de ingleses (6,8%) e argentinos (6,0%). Desses, vale notar que os indivíduos advindos de países de língua inglesa foram o que apresentaram maior dificuldade de trabalho para os respondentes, embora tenha sido precisamente essa a língua usada na maioria das situações de negociação (42%). Os principais resultados apontam para dificuldades relacionadas com a língua utilizada na transação e em se seguir regras formais. Grande parte dos respondentes (42,9%) usaram como estratégia de enfrentamento da dificuldade a discussão aberta, indicando que, na maioria das vezes (30,9%), o resultado da negociação foi satisfatório para a sua organização. Discute-se que a negociação em ambientes trans-nacionais requer habilidades de enfrentamento específicas, como capacidade de adaptação cultural.


Título Completo
A atividade nas centrais de atendimento: outra realidade, as mesmas queixas.

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
CAMILA COSTA TORRES GOMES / Universidade de Brasília

Autor
Júlia Issy Abrahão / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A informatização dos sistemas de tele-atendimento, ao buscar maior agilidade e eficiência na transmissão de informações, transformou significativamente o trabalho neste setor. Novas exigências foram, então, incorporadas às antigas tarefas, revelando outras características da atividade e uma outra configuração da carga de trabalho. Esta pesquisa teve como objetivo geral o estudo das repercussões da introdução de novas tecnologias em situações de atendimento informatizado, investigando a configuração atual da atividade das telefonistas e identificando os componentes que resultam em queixas que se repetem ao longo da história da profissão. O estudo foi realizado na Central de Atendimento do DETRAN-DF, do qual participaram 25 dos 50 atendentes e as chefias diretas. A metodologia foi baseada no modelo metodológico de Guérin e cols. (1991), que propõe a análise da demanda, do contexto sócio-técnico, das tarefas e da atividade. Por meio de análise documental, entrevistas abertas e semi-estruturadas, observações globais e sistemáticas e análise das verbalizações. Os resultados apontaram a carga cognitiva como sendo predominante, devido à complexidade das tarefas e às diferentes solicitações de processos cognitivos. A carga psíquica revelou influência e inter-relação no componente cognitivo, em função das exigências do atendimento ao público e das pressões da organização do trabalho. Ao componente físico atribuiu-se, sobretudo, as exigências de manutenção postural e a configuração inadequada do ambiente e dos postos de trabalho. A carga de trabalho, decorrente da articulação dos componentes físico, cognitivo e psíquico, determina a natureza desgastante deste trabalho. O papel do usuário é outro fator que contribui para a complexidade da atividade e seus efeitos sobre a saúde dos trabalhadores. A introdução de novas tecnologias no setor, aliada à manutenção de modelos rígidos de organização do trabalho, sem considerar a variabilidade dos homens e a flexibilidade que essas tecnologias disponibilizam, acaba por configurar exigências que impactam, de forma nem sempre positiva, na saúde dos trabalhadores.


Título Completo
Análise Ergonômica da Atividade de Técnico em Pressurização de Cabos

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
RAFAEL ALVARENGA DOS SANTOS / Universidade de Brasília

Autor
Ricardo Caribe / Universidade de Brasília

Autor
Rodrigo Fernandes / universidade de Brasília

Resumo Geral
Os objetivos do presente estudo foram investigar a Atividade de Técnico em Pressurização de Cabos em uma empresa de Brasília, pela ótica da Ergonomia da Atividade, objetivando o fim último da saúde dos trabalhadores em sintonia com a produtividade. Para isto, utilizou-se alguns construtos teóricos, tais como: Contexto de Produção de Bens e Serviços que é dividido em três classes – Condições de Trabalho, Relações Sociais do Trabalho e Organização do Trabalho; Custo Humano do Trabalho (CHT) dividido em - custo físico, cognitivo e afetivo e os Indicadores Críticos, cujo o foco pode ser na produção, nos trabalhadores ou nos usuários e clientes. As etapas de pesquisa foram as seguintes: análise documental dos procedimentos da empresa. Observação livre, realizada em três estações de transmissão – onde se encontra o maquinário utilizado para enxertar ar comprimido em cabos de telecomunicação e visita à Sede da empresa. Questionários aplicados com os dois funcionários da equipe de pressurização, onde adotou-se o Inventário de Custo Humano do Trabalho, que avalia o grau de esforço despendido em cada uma das dimensões do CHT e o Diagrama de Dor Corporal que consiste em uma figura do corpo humano em que o respondente colore a região em que sente dor; ambos foram respondidos durante uma semana, ao término do expediente. Entrevistas formuladas a partir dos dados coletados com os questionários, realizadas com o objetivo de detalhar os dados obtidos. Realizou-se, ainda, observação sistemática, nos mesmos locais das observações livres, com auxílio de declarações das entrevistas e coleta de dados ambientais. Verificou-se que os trabalhadores são cobrados para que os cabos estejam sempre pressurizados, para isso precisam visitar e manter as máquinas funcionando. No entanto, não há padronização nas dimensões das salas que abrigam o maquinário, o tamanho e ventilação do ambiente por vezes são inadequados para a manipulação dos objetos e substâncias necessárias para o desenvolvimento do trabalho. Além disso, ao medir a intensidade sonora dos ruídos emitidos pelo maquinário verificou-se estar acima dos padrões de segurança especificados na legislação brasileira, para o trabalho sem protetores auriculares, o que acontecia. O Diagrama de Dor Corporal confirma dores de cabeça e nos olhos. Verificou-se o alto desgaste físico dos profissionais que correm riscos reais de danos permanentes, incluindo a perda auditiva já relatada pelos funcionários. Recomenda-se o uso de protetores auriculares, uma reorganização do ambiente e uma reestruturação que permita aos trabalhadores maior intervalo entre as exposições ao ruído.


Título Completo
“O Savoir – Faire na Marra!!” - O Modo de Ser, Agir e Sentir do Atendente Bancário em uma Instituição Financeira em Brasília

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
WLADIMIR JATOBA DE MENEZES / Banco do Brasil S.A.

Resumo Geral
Esta pesquisa em Ergonomia da Atividade tem como objetivo entender a lógica que caracteriza o modo de ser, agir e sentir do atendente bancário em uma instituição financeira em Brasília, bem como compreender os fatores que orientam as condutas desses profissionais nas situações de atendimento, de forma a responder adequadamente tanto às necessidades dos clientes quanto às tarefas prescritas pela instituição. O quadro teórico adotado para investigar e compreender o objeto do estudo teve como enfoque teórico conceitual o campo da Ergonomia do Trabalho, de origem franco-belga, aplicada ao serviço de atendimento ao público, que se apóia em um modelo teórico descritivo que trata as situações de atendimento como uma resultante da lógica de três interlocutores (Ferreira, 2002). Ainda, como referencial de literatura, buscou-se abordar os conceitos de estratégias do tipo operatórias e os custos humanos relacionados ao trabalho: físico, cognitivo e afetivo. Participaram do estudo 4 atendentes da instituição financeira que tem sede em Brasília. Como metodologia escolhida, utilizou-se a Análise Ergonômica do Trabalho (AET), apoiada ao modelo teórico descritivo, que se mostrou uma ferramenta eficaz para o estudo e a compreensão das tarefas, atividades, estratégias operatórias utilizadas pelos profissionais. Quanto aos custos humanos do trabalho provenientes do desempenho do labor nesse contexto de produção de bens e serviços bancários, utilizaram-se como procedimentos para coletas de dados o Diagrama Corporal de Corlett e Manenica (1980) e verbalização dos atendentes para registros dos custos afetivos e cognitivos relacionados ao trabalho no auto-atendimento. Os dados obtidos a partir dos instrumentos e procedimentos adotados foram sistematizados em duas dimensões analíticas: Quantitativa: análise descritiva e quantificação das planilhas de observações sistemáticas e registros de medições das condições físico/ambientais do trabalho, com o Excel ® (Microsoft); Qualitativa: descrição dos fluxos da atividade; análise de conteúdo. Concluiu-se o trabalho constatando-se que este profissional tende a incorporar o banco ao exercer suas funções em auto-atendimento, e na busca da estratégia de defesa como forma de aliviar o seu sofrimento, o trabalhador termina por naturalizar o sofrimento e por confundir os seus próprios desejos com os da organização, alienando-se e cristalizando toda e qualquer tentativa de mudança na situação de trabalho.


Título Completo
“Somos heróis por trabalhar nessas condições!” Riscos de contaminação em laboratório de análises biológicas

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
GEOVANA FÁTIMA DE OLIVEIRA MAGALHÃES / Universidade de Brasília

Autor
José Aldo Gomes Alves / Universidade de Brasília

Autor
Julia Issy Abrahao / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O presente trabalho foi realizado em um órgão de saúde pública, prestador de serviços laboratoriais. O estudo tem como objetivo compreender quais são os fatores de risco envolvidos na atividade dos técnicos de laboratório e os mecanismos que eles elaboram para fazer face a situação de trabalho. Adota-se como referencial teórico os conceitos oriundos da ergonomia da atividade; como método a Análise Ergonômica do Trabalho (AET), e os seguintes procedimentos: análise documental; observações livres; entrevistas semi-estruturadas com os diferentes níveis hierárquicos e com os trabalhadores da sala de dessoração. Participaram da pesquisa 5 dos 7 trabalhadores envolvidos na atividade. A faixa etária dos trabalhadores está compreendida entre 36 e 49 anos. O tempo de trabalho no núcleo varia entre 5 e 14 anos. Quanto a escolaridade, dois concluíram o nível médio e 3 o ensino fundamental. Nenhum deles possui o curso profissionalizante específico para a área de laboratório. Os resultados da observação global e das entrevistas apontam para problemas de natureza diversificada, identificados a seguir com exemplos de falas dos trabalhadores: a) mobiliário layout e ambiente físico: “Os móveis são velhos e porosos. Quando a gente vai esterilizar, isso quando tem hipoclorito, eu acho que não fica legal. Tem alguma coisa ali que não limpa mais.”; b) equipamentos obsoletos e sem manutenção: “Tem uma cadeira lá que estou sentado nela, to separando soro e ela abaixa de uma vez e pode derramar soro prá todo lado.”; c) utilização parcial de EPI’s: “Eu acredito que uma hepatite ou uma micose no olho vai fazer um dano muito grande. Nós temos os óculos, mas a gente não pode usar por causa da temperatura, ele embaça.”; d) falta de qualificação técnica formal: “Devido à falta de conhecimento técnico o pessoal tem muitas dúvidas.”; e) riscos de contaminação por material biológico:“Abri o vidro, estava mal tampado, derrubei na minha mão, eu estava com luvas. Já imaginou se fosse uma hepatite positiva?”; f) baixa incidência de registros de acidente de trabalho: “Eles não abrem CAT por causa dos efeitos colaterais dos remédios.”. O que se pode depreender desses dados, até momento, é que para dar conta do trabalho, malgrado, as dificuldades apresentadas acima, os trabalhadores lançam mão de uma série de processos de regulação que permitem preencher as lacunas de formação e de condições de trabalho. Dessa forma eles conseguem minimizar os riscos inerentes à sua atividade.


Título Completo
Desenvolvimento de pessoal para atuação no comércio da cidade de Joinville.

Modalidade
Pôster

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
ANDREIA DE ARARIPE LOPES / Associação Catarinense de Ensino

Autor
Renata Padula Almeida / Autônoma

Autor
Roberta Preto Queiroga / Autônoma

Resumo Geral
Este trabalho correu em parceria com o Centro de Treinamento _ Clube de Dirigentes Lojistas (CT-CDL) de Joinville em projeto e teve como objetivo promover o desenvolvimento de pessoas economicamente ativas para futura atuação no comércio de modo que fosse minimizada a carência de mão-de-obra qualificada neste setor com a contratação das pessoas treinadas previamente. O desenvolvimento do trabalho foi dividido basicamente em três etapas, sendo elas: recrutamento, seleção e treinamento. Na primeira etapa, de recrutamento, as estagiarias sugeriram ao CT-CDL a divulgação do “banco de oportunidades” por meio de panfletos e emissoras de rádio, sugestão acatada e desenvolvida pelo CT-CDL. A segunda etapa, de seleção, foi realizada pelas estagiárias, onde as mesmas iniciaram com a avaliação das fichas profissiográficas dos candidatos de acordo com o perfil definido pelo CT-CDL. Esta etapa consistiu ainda em : entrevistas, dinâmicas de grupo e aplicação do Inventário de Habilidades Sociais (IHS-Del-Prett) afim de verificar quais os candidatos melhor preenchiam o perfil. A terceira etapa, de treinamento, foi aplicada por vários palestrantes e consistiu em um treinamento com módulos específicos, sendo: relações humanas no trabalho, comunicação, atendimento ao cliente, elaboração de currículo, entrevista para emprego, português, matemática comercial e técnicas de vendas. Às estagiárias coube a aplicação dos módulos de relações humanas no trabalho, comunicação, atendimento ao cliente, elaboração de currículo e entrevista para emprego.Os candidatos que passaram por todas as etapas tiveram seu currículo a disposição do CDL e eram encaminhados a medida que os lojistas solicitavam candidatos para preenchimento de vagas. Alguns desses candidatos (05) foram contratados durante o processo seletivo, outros (04) tiveram sua contratação durante o treinamento.
Ao final do recrutamento havia 208 fichas profissiográficas desses, 200 foram entrevistados, 140 participaram das dinâmicas de grupo e 75 foram avaliados por meio do IHS e submetidos ao treinamento. Ao final do processo havia 62 pessoas selecionadas, treinadas e aptas para atuarem no comércio. A partir dessa vivência as estagiárias tiveram a oportunidade de experienciar atividades referentes a área de psicologia organizacional e do trabalho.


Título Completo
A Percepção de Empregados sobre Tipos de Treinamento Oferecidos em uma Empresa do Ramo de Análises Clínicas do Distrito Federal: Um Estudo de Caso

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
FRANCISCO ANTONIO COELHO JUNIOR / UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

Autor
SANDRA REGINA LEITE PEREIRA / LABORATÓRIO SABIN

Resumo Geral
Nas organizações, ações de treinamento vêm se consolidando como uma importante ferramenta de recursos humanos voltada ao aperfeiçoamento de desempenho dos funcionários. Quando elaboradas com um levantamento efetivo de necessidades de treinamento, tais ações tendem a ser mais efetivas, e produzirem o impacto necessário, alinhando até mesmo o tipo de treinamento (se presencial ou à distância, se no próprio setor de trabalho, dentre outros) aos interesses dos participantes. Assim sendo, o presente trabalho objetiva investigar a preferência dos funcionários de um laboratório de análises clínicas, do Distrito Federal, sobre estilos e tipos de treinamentos, presenciais e virtuais, oferecidos pela Organização, e sua importância para consecução das suas tarefas e rotinas de trabalho. Neste sentido foi desenvolvido e aplicado um instrumento de pesquisa a funcionários da referida Empresa. A amostra contou com 293 respondentes, 75% do sexo feminino, 57% possuem ensino médio completo, 55% ocupam cargos de nível operacional e 79% tinham até 5 anos na Empresa. De acordo com os resultados encontrados verifica-se que a maioria dos respondentes (95%, média de 4,6, aonde 1 representa “discordo plenamente” e 5 “concordo plenamente”; desvio padrão, DP, de 0,8) acreditam na ferramenta do treinamento como importante ao seu crescimento profissional. Verifica-se que, para 62% dos funcionários, as pessoas têm acesso a todo tipo de treinamento independentemente da sua função. Para 69% dos respondentes, os treinamentos realizados no próprio setor de trabalho são mais eficazes do que os treinamentos virtuais ou executados em auditório. Nota-se, inclusive, que 71% dos respondentes (média=3,8; DP=1,3) consideram satisfatório o número de treinamentos realizados no próprio setor de trabalho. Contudo, encontrou-se que 69% acreditam que o sistema informatizado possui recursos suficientes para a realização de treinamentos virtuais. Acredita-se que os treinamentos presenciais, realizados no auditório ou no próprio setor de trabalho, são os preferidos pelos funcionários da referida organização por aproximar as pessoas (92% acreditam que os treinamentos presenciais proporcionam integração entre as pessoas, média de 4,5; DP=0,9) e, também, em virtude da percepção, por parte dos funcionários, de sua melhor eficiência e eficácia em comparação aos treinamentos virtuais (88% dos respondentes consideram os treinamentos presenciais mais eficazes que os treinamentos virtuais). Conclui-se que o treinamento é utilizado e percebido como importante ferramenta estratégica na Empresa. Sugere-se, para estudos futuros, que haja a identificação de possíveis fatores que levam os funcionários a não preferirem treinamentos virtuais, maximizando-se, assim, a utilização dos mesmos.


Título Completo
Avaliação de Liderança e Competências Organizacionais: uma experiência junto a Terceirizados

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
IVÃ MÁRCIO RÊGO SANTOS / Universidade Federal da Bahia

Autor
Mino Correia Rios / Universidade Federal da Bahia

Autor
Mariana Leonesy da Silveira Barreto / Faculdades Ruy Barbosa

Autor
Sonia Maria Guedes Gondim / Universidade Federal da Bahia

Resumo Geral
Operando num contexto caracterizado por constantes transformações, as organizações estão sempre buscando identificar modelos de gestão mais eficientes, vantagens competitivas e mecanismos para promover de forma sustentada o desenvolvimento organizacional. A adoção de novas práticas, contudo, necessita de avaliações criteriosas, tendo em vista seus diversos stackholders, considerando-se uma gama de fatores com conseqüências para o nível de sucesso dessas mudanças. Na adoção da terceirização, as conseqüências podem ser tanto mais desastrosas, uma vez que diferenças na gestão e pouco cuidado na seleção e no estreitamento de laços entre os parceiros podem resultar em choques tanto na cultura quanto nos processos. O presente trabalho descreve os resultados da implantação de um programa de avaliação de liderança por competências junto aos terceirizados de uma organização do setor secundário. A terceirização aqui envolve elevada interação dos terceirizados com as rotinas da organização, estando alocados dentro de unidades da empresa-cliente. Uma vez que o programa visou uma maior integração entre os parceiros, o critério da avaliação foram as competências Processos, Comprometimento, Trabalho em Equipe, Comunicação e Flexibilidade, devidamente adaptadas para a liderança, uma vez que já se havia iniciado um processo de avaliação e premiação dos terceirizados com base nas mesmas competências, com questões do tipo Likert. A elaboração das questões foi feita com base na definição das competências e nas atribuições do líder, conferindo critérios comportamentais. Em seguida, as questões foram submetidas e um grupo de juízes para verificar sua adequação. Definido o instrumento, este foi aplicado aos subordinados (n=219) dos líderes dessas 12 unidades e aos gestores da organização-cliente/ clientes internos (n=80) dessas unidades, visando uma avaliação ampla, proporcionando informações mais acuradas e estratégicas. A média geral das questões aponta para uma boa avaliação das lideranças como um todo (X=3,83, DP=0,69). A avaliação em relação às competências em específico, contrapondo-se as avaliações de Gestores e Liderados, contudo, apontam padrões claramente distintos. Assim, as avaliações feitas por liderados e gestores apresentam diferenças consideráveis (t=0,006). Em relação às diferenças dos resultados de cada Líder, embora os liderados atribuam escores claramente diferentes entre si, a avaliação feita pelos gestores não alcançou diferença significativa (t=0,373). Pode-se, assim, supor que a proximidade dos liderados em relação aos líderes favorece uma avaliação mais precisa, mas também que avaliações futuras devem levar em conta a possibilidade dos gestores estarem pouco implicados numa avaliação que trate de terceirizados, entendidos em muitos casos como cidadão de segunda categoria na organização.


Título Completo
Contribuição de um treinamento a distância para a transferência de novas aprendizagens para o trabalho.

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
VANESSA PORTO BRIXI / Universidade de Brasília

Autor
Gardênia da Silva Abbad / Universidade de Brasília

Autor
André Wogel / Universidade de Brasília

Autor
Annelise T. Soares / Universidade de Brasília

Autor
Clara Brasiliano Ribeiro Cantal / Universidade de Brasília

Autor
Lídia Skorupa Parachin / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Na literatura especializada há poucos estudos sobre a contribuição direta de um treinamento sobre a aprendizagem, a retenção e a aplicação de novas aprendizagens no trabalho. O objetivo desta pesquisa foi construir um questionário para avaliar a contribuição do curso Certificação Digital para a aquisição das competências referentes ao curso, mensurado a partir avaliação dos participantes acerca do quanto o curso ensinou as competências necessárias à aplicação das novas aprendizagens no trabalho. O curso, disponibilizado a distância via intranet pela Universidade Corporativa de uma grande instituição financeira, tinha uma carga horária estimada de 20 horas e objetivava capacitar o empregado a emitir certificados digitais com segurança. Um questionário com 18 itens associados a uma escala tipo Likert de cinco pontos (1=Não Contribuiu a 5=Contribuição Total) foi construído a partir dos objetivos instrucionais do curso. Esse instrumento, submetido a validação semântica, foi digitalizado e enviado via intranet a uma amostra aleatória de 50% dos participantes (280 pessoas). A população de empregados treinados tinha idade variando de 20 a 58 anos com média de 39 anos. A maioria (61,3%) era do sexo masculino, residia em três regiões do país: Nordeste (31,3%), Sudeste (31,1%) e Centro-Oeste (27,5%) e estava lotada na área-fim da empresa (76,4%). Responderam ao instrumento 78 pessoas (índice de retorno de 27,85%), com 42,08 anos de idade (Desvio Padrão=7,41), a maioria do sexo masculino (69,2%) e da região Nordeste (41%), sendo que 82,1% estavam lotados na área-fim da empresa. Para análise dos dados utilizou-se o pacote estatístico SPSS, versão 11.5. Foram realizadas análises descritivas exploratórias e análise fatorial do instrumento. A maior parte dos itens foi avaliada positivamente, indicando que curso contribuiu muito para a aquisição das novas aprendizagens a serem aplicadas no trabalho. O instrumento, submetido às análises dos Componentes e dos Eixos Principais, mostrou uma estrutura empírica unifatorial, psicometricamente válida e consistente. As cargas fatoriais dos itens variaram de 0,72 a 0,91 com Alpha de Cronbach 0,98. Os resultados não foram conclusivos, pois a amostra diferiu da população quanto à lotação dos participantes. Na amostra, havia proporcionalmente mais participantes da área finalística e central do que na população treinada. Novas pesquisas deverão utilizar delineamento mais sofisticado de pesquisa e que contenha pré-teste (ou avaliação individual de necessidades), pós-teste equivalente ao pré-teste e um grupo controle, de modo garantir maior validade interna às inferências sobre a influência do curso sobre resultados de treinamentos.


Título Completo
Contribuições para o desenvolvimento de equipes de trabalho efetivas

Modalidade
Pôster

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
MARCELO BARRETO LIRA CAVALCANTE / Universidade Salvador - UNIFACS

Autor
Lais Oliveira Maria / Universidade Salvador - UNIFACS

Autor
Mariana Viana Santos / Universidade Salvador- UNIFACS

Resumo Geral
Este estudo objetiva caracterizar e diferenciar equipes e grupos de trabalho e analisar a equipe estudada quanto aos três aspectos identificados na literatura como relacionados com a efetividade: produtividade, satisfação e sobrevivência. Justifica-se devido à originalidade da articulação e importância para os estudos de comportamento organizacional na atualidade. Trata-se de uma pesquisa realizada com a equipe do setor de marketing de uma instituição hospitalar situada na cidade de Salvador-Bahia. Para a coleta de dados, foi traduzido e adaptado o questionário – The task group effectiveness inventory – aplicado nos seis integrantes da equipe. Neste estudo de caso, após a aplicação dos questionários foi realizada uma análise dos dados de forma quantitativa, utilizando-se do programa MindManager Pro 6 para representação gráfica dos resultados. Em relação à produtividade, os resultados indicam que este grupo de trabalhadores declara que: existe um compromisso dos membros do grupo na execução dos trabalhos, a liderança do grupo é efetiva e trata-se de um grupo com alto grau de criatividade. Contudo, ainda precisam desenvolver aspectos como acesso a tecnologia e comunicação. Quanto à satisfação, há concordância que os membros valorizam o grupo, sensação de progresso, confiança mútua e o orgulho profissional do grupo pelo seu trabalho são considerados alto. Verifica-se, no entanto, que não há aceitação das decisões dentro do grupo. Considerando o aspecto sobrevivência, os participantes concordam totalmente que a equipe possui habilidades necessárias, incluindo adequada combinação de habilidades dentro da equipe, uma liderança acessível e os conflitos são vistos de forma construtiva. Porém, percebe-se que o orçamento disponível para a realização das atividades da equipe não é o mais adequado. É necessário destacar que embora esta equipe possua fortes traços de efetividade, existem diversos fatores que devem ser analisados mais profundamente na equipe e na organização para ajudar a apreender a efetividade. É relevante pontuar que a organização necessita investir na equipe de trabalho em questão, visto que se esta foi a forma de trabalho que eles acreditaram ser melhor para se executar as atividades do setor.


Título Completo
AGRESSÃO USO DE ÁLCOOL, CRENÇAS E PRÁTICAS RELIGIOSAS: UM ESTUDO CORRELACIONAL COM POLICIAIS MILITARES

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
Lúcio Domingos da Silva / Policia Militar do Estado da Paraíba

Autor
Valdiney Veloso Gouveia / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Patrícia Nunes da Fonsêca / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Pollyane Kahelen da Costa Diniz / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Walberto Silva dos Santos / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Gislene Farias de Oliveira / Universidade Federal da Paraíba

Resumo Geral
Face à realidade violenta diariamente enfrentada pelos policiais militares da Paraíba, aliada à insatisfação com os baixos salários e com a falta de condições adequadas de trabalho, sem qualquer suporte psicológico que alivie as tensões do dia-a-dia, muitos desses profissionais têm desenvolvido comportamentos agressivos, enquanto um bom número tem buscado fuga no alcoolismo, alimentando as estatísticas de punições disciplinares e de crimes militares de mera conduta. Ultimamente, tem crescido nas Unidades da Polícia Militar a formação e atuação de grupos religiosos com intensa prática devocional protestante. Sendo assim, o presente estudo, ressalta a importância da religiosidade no contexto policial, como forma de oferecer aos policiais um despertamento da consciência religiosa, aspecto relevante na superação dos problemas advindo da atividade laboral. O objetivo deste estudo foi o de saber em que medida as crenças e práticas religiosas se correlacionam com agressão e uso de álcool em policiais militares. Participaram 342 policiais militares. A média de idade foi de 36 anos (DP = 5,92; amplitude de 21 a 57), sendo 74,9% casado, 94,4% do sexo masculino. Quanto à religião, 39,8% dos participantes disseram ser católicos e 30,7% evangélicos. Os participantes responderam a cinco instrumentos, a seguir: escala de crenças religiosas protestantes, escala de práticas religiosas protestantes, questionário de agressão de Buss-Perry, questionário de uso potencial de bebidas alcoólicas e perguntas de caracterização sóciodemográfica. Os dados foram analisados no SPSS versão 13.0. Realizando o teste de correlação de Pearson (r), verificou-se que os participantes que tiveram maiores pontuações na medida de crenças religiosas protestantes apresentaram pontuações baixas e inversas nas medidas de agressão (r = -0,06) e de potencial uso de álcool (r = -0,04), embora se tenha observado que os índices não foram significativos. Com relação às práticas religiosas protestantes, verificou-se que as pessoas que pontuaram alto nesta medida evidenciaram pontuações menores e inversas nas escalas de agressão (r = -0,19, p < 0,001) e de uso potencial de álcool (r = -0,29, p < 0,001). Discute-se que, embora as crenças religiosas protestantes sejam coerentes com o menor envolvimento com o uso potencial de álcool e um reduzido número de comportamentos agressivos, as práticas são indiscutivelmente mais eficazes. Portanto, aderir a elas parece trazer benefícios pessoais e sociais aos policiais militares.


Título Completo
Corpo de Bombeiros: um olhar sobre a Qualidade de Vida no Trabalho

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
DANIELA RECH BOTTEGA / Unisinos

Autor
Daiane Maus / Unisinos

Autor
Clarissa Pesenti / Unisinos

Autor
Fabiane Machado / Unisinos

Autor
Letícia Carniel / Unisinos

Autor
Janine Kieling Monteiro / Unisinos

Resumo Geral
Este trabalho visa apresentar uma intervenção realizada junto ao Corpo de Bombeiros de São Leopoldo - RS, através de uma parceria estabelecida entre esta instituição e o NEPT – Núcleo de Excelência em Psicologia do Trabalho – vinculado à Unisinos. Esta relação nasceu com o pedido do Corpo de Bombeiros de se desenvolver um trabalho de prevenção e promoção de saúde na organização. Realizamos inicialmente um diagnóstico baseado na metodologia proposta pela Psicodinâmica do Trabalho (Dejours, 1992), com entrevistas semi-estruturadas que investigaram questões relativas ao trabalho do bombeiro e o funcionamento da corporação como um todo. Participaram desta etapa 63 bombeiros. Para avaliar os dados utilizamos a análise de conteúdo (Bardin, 1977) e a partir destes resultados propomos como intervenção um ciclo de palestras que englobaram questões sobre Estresse Ocupacional e Qualidade de Vida no Trabalho, além de um grupo de reflexão. Foram levantados questionamentos acerca do mito do herói e do amor pela profissão bombeiro, que deve solucionar todos os problemas dos outros, deixando em segundo plano os seus próprios, como: baixa remuneração, “bicos” (trabalho extra), hierarquia militar, sucateamento de equipamentos, aumento da demanda de trabalho, diminuição do quadro de servidores e falta de possibilidade de crescimento profissional. Também foram salientados aspectos relativos ao estresse no trabalho por enfrentarem situações traumáticas nos salvamentos, estas podendo envolver a si próprios, a alguém de sua equipe ou às vítimas, sem ter um espaço de escuta para externalizar os seus sentimentos frente às perdas e frustrações. Diante disso, podemos destacar que o trabalho pode ser fonte de prazer e sofrimento, provocando uma contradição, que é norteada por um movimento de luta do trabalhador pela busca constante do prazer e evitação do sofrimento, com a finalidade de manter seu equilíbrio psíquico. Essa dinâmica é responsável pela saúde psíquica, sugerindo que não é a simples existência do prazer ou do sofrimento os indicadores de saúde, mas a quantidade de estratégias que podem ser utilizadas pelos sujeitos para fazer frente às situações que causam sofrimento e transformá-las em situações geradoras de prazer (Mendes, Borges & Ferreira, 2002). Entendemos que tanto o diagnóstico quanto as palestras contribuíram para a criação de um espaço de escuta, que propiciou reflexões acerca das vivências de prazer e sofrimento no trabalho, e que a proposta das palestras, no contexto apresentado, mostrou-se mais interessante do que a do grupo de reflexão.


Título Completo
Estratégias de enfrentamento de stress em líderes organizacionais

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
FÁTIMA ROSELY SCHETTE / Puc-Campinas

Autor
Sônia R.Meira / Puc-Campinas

Resumo Geral
Este estudo pretende identificar as estratégiasque líderes organizacionais buscam para enfrentar o stress em suas vidas cotidianas.Os objetivos específicos são:1) verificar a auto percepção dos líderes quanto ao grau de stress no qual eles se encontram;2) identificar se a estratégia de enfrentamento do stress está sendo adequada para o indivíduo. Foram participantes do estudo vinte e um líderes organizacionais em cargos de Direção, Reitoria, Gerência, Coordenação e Supervisão; dez líderes do sexo feminino e onze do sexo masculino; sete exercem liderança há menos de 10 anos (3 homens e 4 mulheres), catorze exercem liderança há mais de dez anos (8 homens e 6 mulheres). O estudo se desenvolveu através de um questionário com quatro questões a partir do conceito de stress de Lipp(1996): "o stress é uma reação do organismo com componentes físicos e/ou psicológicos causadas pelas alterações psicofisiológicas que ocorrem quando a pessoa se confronta com uma situação que, de um modo ou de outro a irrite, amedronte, excite ou confunda, ou mesmo que a faça feliz". Os resultados apontaram para: líderes com menos de 10 anos de cargo estão com menos nível de stress do que os com mais de dez anos; três líderes mulheres com 30 anos de exercício de profissão, apontaram médio stress;um líder masculino com 30 anos de exercício aponta baixo stress; 20 líderes consideram o stress como negativo e um líder o considera "benefico para a auto-estima"; um líder com um ano de experiência não concorda com a definição de Lipp, e se diz com baixo nível de stress; as estratégias de enfrentamento de stress são apontadas abaixo, sendo que 20 líderes as consideram eficazes;apenas um líder há 16 anos em exercício com alto stress considera ineficaz qualquer ação contra o stress; duas líderes procuram tratamento médico, uma líder tomou medicamento para controle do stress; uma líder buscou acupuntura e nenhum buscou ajuda com psicólogo.Conclui-se que as organizações devem investir em programas de prevenção ao stress ocupacional. Faz-se importante a Psicologia se tornar mais conhecida no que diz respeito ao suporte psicológico para enfrentamento de stress, além de investir em novas propostas de atuação junto às organizações buscando orientar e apoiar iniciativas de redução de stress em seus líderes e funcionários em geral.


Título Completo
Qualidade de Vida no Trabalho (QVT): uma busca pela evolução nas práticas assistencialistas

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
GRAZIELLA DA COSTA ZAIDEM / Universidade de Brasília

Autor
Angela da Silva Ferreira / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A globalização trouxe mudanças e impactos exigindo das organizações a busca por estratégias maximizadoras da produtividade e a valorização do trabalhador, por este ser visto como o capital humano necessário à manutenção das organizações, dirigindo a orientação dos gestores para a criação de programas de Qualidade de Vida no Trabalho - QVT. O presente estudo tem como objetivo explorar tal temática a partir da análise e avaliação de um Programa de QVT implementado numa instituição pública. O enfoque metodológico realizado neste estudo apóia-se na Análise Ergonômica do a qual supõe: investigação ascendente; análise das situações reais do trabalho e participação efetiva dos sujeitos. Para tanto foram realizados os seguintes procedimentos: (1) 2h de observações livres, para o estabelecimento de contato inicial com a instituição e seus responsáveis; (2) entrevista semi-estruturada, a fim de verificar as representações da coordenadora do Programa sobre a eficiência do programa; (3) análise documental, investigando as bases teórico-metodológicas do Programa, (4) observações sistemáticas, para verificar como funcionam as oficinas do Programa e colher dados sobre as mesmas; (4) aplicação de instrumento científico ITRA, visando colher as representações dos funcionários sobre a situação real de trabalho na instituição. Os principais resultados encontrados apontam que: (a) As percepções dos gestores responsáveis pelo programa são positivas por estes considerarem que a implementação de oficinas tais como yoga e coral atendem a demanda apresentada pelos funcionários. Entretanto, tais práticas de cunho assistencialista não agem na origem dos problemas organizacionais por não alterarem os indicadores críticos do contexto de trabalho; (b) Não existem recursos financeiros exclusivos para o Programa; (c) O projeto que deu origem ao Programa apresenta como justificativa a adaptação do indivíduo ao ambiente e à rotina de trabalho, e dessa forma as atividades desenvolvidas funcionam meramente como medidas compensatórias às situações de estresse enfrentadas pelos trabalhadores; (d) A adesão dos funcionários às atividades é baixa; (e) Os dados do instrumento indicam que há cobrança demasiada por resultados, não é oferecida autonomia aos funcionários, existem conflitos no ambiente de trabalho, o bem-estar dos funcionários não é visto pelos mesmos como prioritário, as condições gerais de trabalho são precárias, a divisão de tarefas não é satisfatória e não há espaço para o desenvolvimento da criatividade. Cabe ressaltar que o sucesso de um programa de QVT depende da remoção dos fatores negativos relacionados ao contexto organizacional, sendo necessária a elaboração de um diagnóstico completo sobre a situação real de trabalho.


Título Completo
Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho – Estudo e diagnóstico no Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TER/MT)

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
CLEIDE MARIA DE SOUSA / Universidade de Brasília

Autor
Emílio Peres Facas / Universidade de Brasília

Autor
Elaine dos Anjos Pelicano Emboava / Orgão do Judiciário

Autor
Ana Magnólia Mendes / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O objetivo da pesquisa é traçar um perfil do contexto de trabalho e seus impactos sobre a saúde e a qualidade de vida laboral dos servidores de uma instituição pública do Judiciário, visando diagnosticar a situação de trabalho e subsidiar a implantação de medidas corretivas e preventivas, voltadas para melhoria das condições de trabalho, de saúde e implantação do programa de QVT. O referencial teórico é o da Psicodinâmica do Trabalho que analisa o contexto de trabalho a partir de cinco dimensões interdependentes: condições, organização e relações socioprofissionais de trabalho; custo humano do trabalho; vivências de prazer e de sofrimento no trabalho; danos físicos e psicossociais relacionados ao trabalho, e estratégias de mediação do sofrimento no trabalho. Com bases nessas dimensões, a pesquisa realizada utiliza como conceito de saúde no trabalho a integridade física, psicológica e social, decorrente de um contexto, no qual as condições, organização e relações socioprofissionais de trabalho são satisfatórias, possibilitando o prazer e/ou a superação do sofrimento pelo uso eficaz de estratégias de mobilização individual e coletiva, significando assim, vivência de realização profissional, liberdade de expressão, reconhecimento, pouca vivência de esgotamento emocional e ausência de danos físicos e psicossociais. A pesquisa é realizada com uma amostra de 151 trabalhadores por meio da aplicação coletiva do Inventário de Diagnóstico de Saúde e Qualidade de Vida, composto por quatro escalas de freqüência com 5 pontos. Além disso, são realizadas entrevistas livres com servidores voluntários e observações no local de trabalho. Os dados foram analisados a partir do programa SPSS - médias, desvio padrão, teste-t e análise de variância. O resultado aponta para um estado de alerta quanto o estado de saúde e QVT na entidade, indicando fatores favoráveis e de risco à QVT, a saber - fatores favoráveis: boas condições de trabalho, baixo custo físico e emocional e poucos indícios de danos físicos e psicossociais; fatores de risco: rigidez e/ou inadequação da organização do trabalho, pouco apoio nas relações socioprofissionais, presença de custo cognitivo do trabalho, vivência de pouca realização profissional e de liberdade, falta de reconhecimento e esgotamento profissional moderado. Sugere-se um plano de ação para implantação do programa de QVT sustentado, essencialmente, na participação coletiva dos trabalhadores.


Título Completo
Valores Organizacionais e Estresse em uma empresa de vigilantes e transportes de valores

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Qualidade de vida no trabalho

Proponente
IZABELA MARIA REZENDE TAVEIRA / UERJ

Autor
Patricia Sá de Alemida / UFJF ( Aluno de graduaçao)

Autor
Lelio Moura Lourenço / UFJF

Autor
Iracema Abranches / UFJF

Resumo Geral

O processo de industrialização e urbanização no Brasil apresentou um quadro inovador, onde brasileiros trabalham num ritmo alucinante, passando a maior parte de seu tempo no contexto do trabalho. Nesse sentido, o estresse se apresenta como um dos principais fatores que chamam a atenção dos profissionais de saúde. Ainda nesse contexto, outro fator relevante para a realização do trabalho são os valores organizacionais. Este estudo teve como objetivo geral avaliar a relação entre estresse no trabalho e valores organizacionais em uma empresa de transporte de valores e vigilância, visto que ambas as variáveis influenciam na produtividade, na qualidade do serviço e na qualidade de vida no trabalho dos funcionários. Mais especificamente na empresa estudada, a qualidade do serviço da maioria dos funcionários (vigilantes), afeta muitas vezes a segurança patrimonial e pessoal, tanto de si quanto dos outros. Para a identificação do estresse, suas fases e sintomatologias, utilizou-se como instrumento o Inventário de Sintomas de Stress para Adulto de Lipp, e para análise dos valores organizacionais o Inventário de Valores Organizacionais. Participaram da pesquisa 66 funcionários. Utilizou-se como tratamento estatístico, o teste Chi-Square e a distribuição t de student. Nos resultados obtidos verificou-se que a maioria dos funcionários não apresentou estresse. Entretanto, as variáveis sexo e departamento tiveram correlação com estresse, assim como os valores organizacionais. O estudo do estresse no trabalho é uma preocupação não só social, mas também econômica, pois um trabalhador saudável tem mais chance de se eficiente. Podemos concluir que o estresse deve ser entendido como uma relação particular entre uma pessoa, seu ambiente e as circunstâncias. Nesse sentido, o estudo dos valores organizacionais na empresa, é fator fundamental quando se quer conhecer o ambiente, pois permite ao próprio funcionário avaliar tal ambiente como ameaçador ou não. São inúmeras as variáveis que influenciam o estresse, porém, nesse momento, procurou-se refletir a maneira pela qual o ambiente externo, em especial o ambiente organizacional , funciona como potencializador do estresse no trabalho.


Título Completo
A RELAÇÃO ENTRE RAIVA E DISTÚRBIOS DE SAÚDE MENTAL

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
BRUNA SILVIA BRAGA YUCULANO / Centro Universitário Newton Paiva

Autor
Aline de Melo Amaral / Universidade Federal de Minas Gerais

Autor
Carolina Silveira Reis / Universidade Federal de Minas Gerais

Autor
Luciana Aparecida Drummond / Centro Universitário Newton Paiva

Autor
Renata Saldanha Silva / Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo Geral
O trabalho é um meio de satisfação de necessidades humanas. A partir dele o sujeito pode garantir sua auto-realização e sobrevivência, além de construir e manter relações interpessoais. Entretanto, pode ser também fonte de adoecimento se este oferece condições que podem incitar sentimentos desfavoráveis à saúde, dentre eles a raiva. A literatura da área descreve certa associação entre raiva e problemas de saúde, como depressão e stress. Assim, considerando a importância da saúde do trabalhador e do seu bem estar para um bom rendimento laboral, este trabalho tem como objetivo verificar o grau de associação entre Expressão de Raiva e Distúrbios na saúde mental. A pesquisa foi realizada em uma instituição de ensino superior particular. Participaram da pesquisa 181 sujeitos de nível universitário, sendo 21 homens (11,6%) e 160 mulheres (88,4%). A média de idade foi de 26,12 anos, com desvio padrão de 7,72. Foi aplicado o Questionário de Saúde Geral de Goldberg (QSG), cujos itens agrupam-se em cinco fatores: 1) Stress Psíquico, 2) Desejo de Morte, 3) Desconfiança no Próprio Desempenho, 4) Distúrbios do Sono e, 5) Distúrbios Psicossomáticos. Aplicou-se também, o Inventário de Expressão de Raiva como Estado e Traço (STAXI), composto por oito fatores: 1) Estado de Raiva, 2) Traço de Raiva, 3) Temperamento, 4) Reação de raiva, 5) Raiva para dentro, 6) Raiva para fora, 7) Controle de Raiva e, 8) Expressão de Raiva. As aplicações foram coletivas e em dias variados. A análise Correlacional de Pearson indicou baixas correlações, porém significativas, entre a maioria dos fatores. Dentre essas, destacam-se as correlações encontradas entre Expressão de Raiva do STAXI e Stress Psíquico (r=0,291, p=0,000), Desejo de Morte (r=0,317, p=0,000) e o escore total do QSG (r=0,290, p=0,000). Pode-se concluir que problemas de saúde mental, podem estar associados à expressão de raiva, isto é, aqueles que experienciam fortes sensações de raiva, emocionalidade negativa, tendem a apresentar déficits na saúde geral.


Título Completo
A Síndrome de Burnout e a Percepção de Suporte Organizacional dos Profissionais de Saúde de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
PETTER RICARDO DE OLIVEIRA / Universidade de Brasília

Autor
Rosana Maria Tristão / Universidade de Brasília

Autor
Elaine Rabelo Neiva / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A síndrome de burnout, adotada aqui sob a perspectiva psicossocial, pode ser conceituada como “uma reação à tensão emocional crônica por tratar excessivamente com outros seres humanos, particularmente quando eles estão preocupados ou com problemas”. Percepção de suporte organizacional pode ser definida como sendo “as crenças globais desenvolvidas pelo empregado sobre a extensão em que a organização valoriza as suas contribuições e cuida do seu bem estar”. As implicações do trabalho numa UTIN, dada a grande responsabilidade dos profissionais de saúde que trabalham num contexto de cuidado constante a bebês com um grau de médio ou alto-risco para a saúde, são de grande prejuízo para a saúde física e mental deste trabalhador. É neste contexto que foi realizado o presente trabalho que teve como objetivo identificar os níveis de burnout e suporte organizacional percebidos pelos profissionais de saúde de uma UTIN. Participaram do estudo 30 profissionais de saúde, funcionários da UTIN do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Foram utilizados dois questionários estruturados, sendo eles: uma adaptação do Inventário Síndrome de Burnout (MBI) e a Escala de Suporte Organizacional Percebido (ESOP). A aplicação dos instrumentos foi individual ocorrendo logo após a instrução do experimentador. Os dados foram submetidos a análises estatísticas do tipo correlações de Pearson bivariada, ANOVA e post hoc. Os resultados demonstraram que a percepção de Suporte Social no Trabalho possui correlação direta com as variáveis demográficas Tempo de Serviço e Faixa Salarial, e com a variável Estilo de Gestão da Chefia e uma correlação inversa com as variáveis Exaustão e Decepção; a percepção do Estilo de Gestão da Chefia demonstrou correlação direta com a variável Suporte Material e inversa com Exaustão; a categoria Sobrecarga apresentou-se correlacionada diretamente com a percepção de Desumanização e Decepção. Além disso, demonstrou-se que os indivíduos com o primeiro grau completo percebem menos Desumanização e Sobrecarga e os com segundo grau completo percebem mais Desumanização e Sobrecarga, o mesmo ocorre para os indivíduos dos cargos de auxiliar administrativo e auxiliar de enfermagem, respectivamente; enfermeiros e médicos percebem como positiva o estilo de gestão da chefia e os enfermeiros têm maior percepção de ascensão do que os médicos e de quem não tem formação universitária. Esses resultados corroboram a conceituação psicossocial do burnout como dependente das características pessoais e do ambiente e também da proposta de enfatizar os valores humanos como estratégia preventiva desta síndrome.


Título Completo
A UTILIZAÇÃO DO INVENTÁRIO DE RESPOSTAS DE COPING NO TRABALHO (CRI-W) NUMA EQUIPE DE ENFERMAGEM ONCOPEDIÁTRICA

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
DÓRIS LIETH NUNES PEÇANHA / USP-EESC e UFSCar

Resumo Geral
Estudos internacionais evidenciam que os enfermeiros constituem um dos grupos mais atingidos pelo estresse ocupacional. Contudo o tema é pouco estudado no Brasil, havendo carência de instrumentos para acessar as respostas de enfrentamento ao estresse. Conhecer os padrões de enfrentamento desses profissionais constitui tema relevante para a qualidade de vida no trabalho e para a saúde mental dessas equipes, com importante repercussão no atendimento aos pacientes. O objetivo deste estudo foi investigar as respostas de ‘coping’ de uma equipe de enfermagem oncopediátrica no ambiente hospitalar, utilizando-se da versão em português do “Coping Responses Inventory for Working Settings” (CRI-W). A amostra constituiu-se de uma equipe diurna de um Hospital do Câncer, no estado de São Paulo, composta por 4 enfermeiras. Obteve-se o consentimento das mesmas e da Instituição. As participantes eram do sexo feminino, com idade entre 24 e 34 anos e tempo de trabalho no Hospital variando de 1 a 2 anos. Instrumento de pesquisa: entrevista semi-estruturada e o “Inventário de Respostas de Coping no Trabalho” (IRC-T). Esse inventário é uma tradução (Pérez-Ramos - ISSP, 1998) do “Coping Responses Inventory for Working Settings” (CRI-W) (Shaefer e Moss, 1993). Através dos 48 itens do IRC-T sobre as estratégias de coping, foram detectados padrões de respostas de confronto (raciocínio lógico, reavaliação positiva, orientação/apoio e tomada de decisão) para as quatro participantes. Em relação às subcategorias da resposta de confronto, a de ‘orientação/apoio’ apresentou o maior índice de utilização (=68). Por outro lado, a subcategoria ‘aceitação resignada’, que faz parte do padrão evasão, obteve o menor índice de respostas (=16). O cálculo de confiabilidade realizado pelo método das metades indicou a consistência interna dos resultados obtidos com o Inventário, colaborando-se assim com os trabalhos já existentes de validação do mesmo para o nosso meio. Conclui-se pela funcionalidade do tipo de enfrentamento utilizado pela equipe, apoiando os dados provenientes da entrevista. Esses achados foram corroborados pelo pouco tempo de trabalho das enfermeiras nesse Hospital, associado às características gerais de inovação e programas de qualidade da referida Instituição.


Título Completo
A UTILIZAÇÃO DO QSG – 12 EM PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO E DA SEGURANÇA PÚBLICA

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
Valdiney Veloso Gouveia / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Patricia Nunes da Fonseca / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Sandra Sousa da Silva Chaves / Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Autor
Lúcio Domingos da Silva / Policia Militar do Estado da Paraíba

Autor
Pollyane Kahelen da Costa Diniz / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Carlos Antonio Santos / Universidade Federal da Paraíba

Resumo Geral
A velocidade das mudanças no mundo do trabalho tem influenciado as formas de organização produtiva, as relações no ambiente laboral e a saúde mental dos profissionais. Na atualidade, com as exigências advindas do trabalho, tem-se registrado um aumento substancial de profissionais queixando-se de sintomas como ansiedade e depressão, dentre esses, encontram-se os professores e os policiais militares. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo comparar a saúde mental dos professores com a dos policiais militares do estado da Paraíba. A amostra foi composta de 655 profissionais, sendo 342 policiais militares e 313 professores de educação infantil e fundamental do estado da Paraíba. A idade variou 18 a 58 (M = 34; DP = 7,67), sendo 53,2% do sexo masculino e 57,4% casado. Estes responderam ao Questionário de Saúde Geral (QSG-12), o qual permite avaliar dois componentes: ansiedade e depressão, e um conjunto de itens acerca dos dados sócio-demográficos. Para análise dos dados utilizou-se o SPSS versão 13.0. Aplicando-se o teste t student, os resultados mostraram que os professores da educação infantil e fundamental apresentaram níveis de ansiedade (M = 2,31; DP = 0,62) [t = 7,86, p < 0,05 ] e depressão (M = 1,70;DP = 0,50) [t = 4,29, p < 0,001] mais altos do que os policiais militares (M = 1,93; DP = 0,56), (M = 1,53; DP = 0,43). Calculando a pontuação total de medida de saúde geral (QSG 12) dos dois grupos, observou-se que os policiais militares gozam mais de saúde mental (M = 1,72; DP = 0,45) [t = 7,06, p < 0,05 ] do que os professores (M = 2,01; DP = 0,50). Os resultados são discutidos levando-se em consideração o tipo de atividade desenvolvida pelos profissionais e a clientela atendida pelos pesquisados. Sugerem-se mais pesquisas nesta área a fim de se propor alternativas que melhorem a qualidade de vida dos professores e policiais.


Título Completo
Enfrentando os Desafios da Dependência Química: um Programa de Recuperação na UFPB

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
ASTRID BANDEIRA SANTOS / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Anísio José da Silva Araújo / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Lawrencita Limeira Espínola / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Jairismar Maria Alves da Silva / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Maria de Fátima Lacerda / Universidade Federal da Paraíba

Autor
Josenice Alcoforado de Mendonça / Universidade Federal da Paraíba

Resumo Geral
As novas exigências da ordem capitalista e globalizada acarretam riscos à sociedade, e o ritmo frenético das mudanças se traduz em incerteza em relação ao futuro. Nesse contexto, a droga ganha novas motivações. No trabalho, o consumo de álcool e drogas “auxilia” no enfrentamento de situações perigosas e tensões, insensibilizando contra o que faz sofrer. No Brasil, o alcoolismo é o terceiro motivo para faltas e a causa mais freqüente de acidentes no trabalho. Outros efeitos destacados são: concessões de auxílio-doença, atrasos, queda de produtividade, conflitos interpessoais, entre outros. Esses dados constituem um impulso importante para que as organizações aprofundem esta problemática, desenvolvendo programas voltados à saúde do trabalhador. Na Universidade Federal da Paraíba, a resposta a esse apelo veio em 1993, com a criação do Programa de Atendimento Integral ao Alcoolista e outros Dependentes Químicos – PAIAD, originado numa demanda da Superintendência de Recursos Humanos da UFPB, preocupada com servidores que apresentavam problemas em função da dependência química. Hoje, o PAIAD atende funcionários, professores e alunos da UFPB (e familiares), além da comunidade externa. As atividades são desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar, envolvendo oficinas, atendimento individual (psicológico e social), e trabalho em grupos. No presente trabalho trazemos alguns dados relativos ao perfil da população atendida nos anos de 2004 e 2005, com base em consulta às fichas de cadastro. Foram atendidas 118 pessoas, das quais 62 homens e 56 mulheres, numa faixa etária de 14 a 82 anos. Os dados sócio-demográficos demonstraram uma predominância do sexo masculino (53%), numa faixa etária de 41 a 50 anos (34%), casadas (47%) e com nível médio de instrução (31%). Em relação ao Programa, 51% das pessoas atendidas foram consideradas dependentes, 73% são oriundas da comunidade externa e 65% não permanece atualmente no programa. Os dados dos dependentes mostram que o tipo de droga mais usado é o álcool (42%), seguido da maconha (20%) e do tabaco (15%) e que a maioria utiliza entre 1 ou 2 tipos de droga (77%) num intervalo temporal de 1 a 10 anos (38%). O projeto que motivou a construção desse perfil foi um melhor conhecimento das pessoas atendidas, na busca por reformulações e aprimoramentos dos serviços oferecidos. Apesar das dificuldades habituais de um trabalho de prevenção e recuperação de dependentes químicos, o PAIAD vem apresentando resultados positivos ao longo de seus treze anos de existência, o que estimula a equipe a prosseguir nos seus objetivos.


Título Completo
ESTRESSE E ADOECIMENTO EM TRABALHADORES NA LINHA DE MONTAGEM DE ELETRODOMÉSTICOS NUMA EMPRESA PAULISTA

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
DÓRIS LIETH NUNES PEÇANHA / USP-EESC e UFSCar

Autor
Karyne Augusto RIOS / UFSCar

Resumo Geral
Esta pesquisa objetivou estudar as relações existentes entre sintomas de estresse e adoecimento em funcionários de uma empresa produtora de eletrodomésticos, no estado de São Paulo. A amostra constituiu-se de 20 operadores de linha de montagem do turno diurno da referida empresa. Os participantes eram de ambos os sexos, com idade entre 20 e 39 anos e escolaridade de 2º grau. Foram utilizados com esses sujeitos, numa sala privada no próprio local de trabalho próprio, quatro instrumentos para a coleta de dados: (1) Entrevista semi-estruturada que objetivou a obtenção de dados referentes à saúde dos participantes e sobre a organização de trabalho; (2) Inventário de Sintomas de Stress (ISS); (3) Escala de Reajustamento Social, que investiga eventos estressores e (4) Prontuários de saúde, objetivando levantamento das queixas apresentadas, na enfermaria da empresa, durante os seis meses precedentes à investigação. Os resultados obtidos evidenciaram uma relação entre estresse e adoecimento pois todos os funcionários com sintomas de estresse, apresentavam também uma queixa orgânica. Entre os fatores geradores de estresse foram destacados: pouca clareza de critérios para aumento de salários e promoções; conflitos, como a obrigação de realizar tarefas de forma contrária ao próprio pensar. Certos aspectos da vida pessoal dos funcionários também apareceram associados ao estresse. Conclui-se pela pertinência dos instrumentos utilizados na avaliação dos sintomas de estresse e dos eventos estressores. Na entrevista devolutiva dada à área de RH da empresa, conservando o anonimato dos participantes conforme a Resolução do Ministério da Saúde que norteia pesquisas com seres humanos, enfatizou-se a importância da empresa estar atenta aos aspectos geradores de sofrimento psíquico no trabalho. Salientou-se ainda a importância de programas voltados para o equilíbrio trabalho-família no sentido de minimizar a influência negativa de fatores externos à organização, como conflitos pessoais e familiares expressos pelos funcionários, que, de alguma forma, interferiam na saúde psicossomática e na produtividade dos mesmos.


Título Completo
LER/DORT: O QUE EU FAÇO AGORA? : CONSIDERAÇÕES A PARTIR DA FORMAÇÃO DE UM GRUPO DE PORTADORES DE LER/DORT EM UMA ORGANIZAÇÃO SINDICAL DE SANTA CRUZ DO SUL/RS

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
CARLOS JOSÉ NAUJORKS / Universidade de Santa Cruz do Sul

Autor
Cláudia de Souza Lopes / Universidade de Santa Cruz do Sul

Resumo Geral
Presentemente, a discussão que envolve a LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos/Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho) tem se tornado constante nas empresas, nos sindicatos, nas universidades, entre os médicos do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), nos Tribunais de Justiça do Trabalho, uma vez que esta tem se mostrado a mais freqüente das doenças atribuídas ao trabalho. Em Santa Cruz do Sul/RS, face a atual polêmica, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias do Fumo e da Alimentação (STIFA) em parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), têm viabilizado, um espaço de reflexão e ação aos trabalhadores portadores de LER/DORT que encontram-se afastados do trabalho. Assim sendo, com a finalidade de garantir um espaço onde possa ser subsidiado estratégias de ação na área de saúde do trabalhador, o presente trabalho tem como proposta apresentar algumas considerações construídas a partir do desenvolvimento das atividades realizadas junto ao grupo: “LER/DORT: O Que eu Faço Agora?”, do STIFA. Configurando-se enquanto um espaço de discussão, os encontros realizados quinzenalmente, com duração de 01 (uma) hora e 30 (trinta) minutos, tem levado em consideração o discurso dos indivíduos, uma vez que este informa o modo como cada indivíduo e a coletividade compreendem e vivem tais fatos. As atividades realizadas enfocam temáticas que emergem do interesse dos integrantes, como experiência, ao longo do seu primeiro ano, através de encontros com dinâmicas, colagens, recortes de imagens, cartazes coletivos, debates, tem tornado-se possível vivenciar conteúdos como: insatisfação; limites decorrentes da lesão; impactos na vida emocional; discriminação ao portador de LER/DORT e o descaso das empresas e dos peritos do INSS em relação à saúde do trabalhador, evidenciando que as dificuldades estão para além das limitações impostas por aspectos fisiopatológicos da doença. Além de ser um espaço de discussão, o grupo têm se configurado enquanto um espaço favorável na transformação do sofrimento, na medida em que faz o coletivo refletir sobre o adoecimento a partir das relações produzidas no campo do trabalho e a reavaliar a partir daí o papel de cada portador frente a ações coletivas, no combate a LER/DORT.


Título Completo
LIDERANÇA E ESTRESSE: UM ESTUDO COM MULHERES QUE TRABALHAM EM EMPRESAS DE MÉDIO E GRANDE PORTE

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
ADRIANA LEONIDAS DE OLIVEIRA / Universidade de Taubaté

Autor
Cristiana Mercadante Esper Berthoud / Universidade de taubaté

Autor
Cibele Calil Botelho / Universidade de Taubaté

Resumo Geral
Considerando que hoje a mulher está adotando uma postura cada vez mais atuante no mercado de trabalho, além de exercer diferentes funções no cotidiano, a presente pesquisa teve como objetivo investigar a presença de sintomas de estresse e os principais fatores que o desencadeiam em mulheres casadas, da faixa etária de 25 a 45 anos, que trabalham em empresas de médio e grande porte, ocupando cargos de liderança. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, por meio do delineamento de estudo de caso, nas cidades de Taubaté, São José dos Campos (Vale do Paraíba) e em São Paulo capital. As cinco participantes selecionadas atendiam aos seguintes critérios: eram casadas, com carga horária de trabalho de no mínimo 8 horas diárias, durante todos os dias úteis da semana e eram ocupantes de cargos de liderança em empresas de médio e grande porte. Os dados foram coletados por meio de duas técnicas: um inventário padronizado de estresse, denominado ISSL- Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (LIPP, 2002) e uma entrevista semi-estruturada por pautas. Os dados obtidos na entrevista foram analisados qualitativamente por meio da técnica de análise de conteúdo. Resultados revelaram estresse nos níveis de resistência e de exaustão. Os fatores associados ao nível de estresse referem-se principalmente ao número de tarefas que essas líderes têm que cumprir, aliado à preocupação com os filhos, à falta de tempo, à falta de reconhecimento por parte da empresa em alguns casos, e ao excesso de cobrança pessoal. Concluiu-se que o contexto vivido pelas mulheres estudadas gera situações favorecedoras para o aparecimento do estresse. Assim, o estudo traz importantes elementos que contribuem para a reflexão acerca de novas propostas de Recursos Humanos, visando à produtividade, sem perder de vista a saúde psíquica do trabalhador, e evidenciam a importância da implantação de programas de prevenção à saúde da mulher.


Título Completo
MOBBING (ASSÉDIO PSICOLÓGICO): RELAÇÕES COM TRANSTORNOS MENTAIS E COPING EM TRABALHADORES DO GASODUTO BRASIL-BOLÍVIA

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
EVELI FREIRE DE VASCONCELOS / UCDB/CAMPO GRANDE/MS e da UNIGRAN/DOURADOS/MS

Autor
Liliana A. M. Guimarães / Universidade Católica Dom Bosco – UCDB/MS. Campo Grande/MS

Resumo Geral
Uma nova concepção sobre o universo do trabalho supõe que, juntamente com os já bem estabelecidos riscos tradicionais para as doenças profissionais ou acidentes de trabalho do tipo traumático, novos riscos têm aparecido e que implicam em novas formas de adoecimento, os denominados fatores psicossociais de risco, relacionados diretamente à organização do trabalho. Alguns fatores de risco são mais difíceis de detectar e se manifestam através de processos psicológicos (e.g., estresse) podendo ocasionar conseqüências biopsicossociais deletérias ao trabalhador. Um fenômeno que, nos últimos anos, tem colocado em evidência a necessidade da realização de avaliações dos riscos psicossociais nos ambientes de trabalho é o Mobbing, ou assédio psicológico no trabalho. O Mobbing tem sido considerado um importante fator psicossocial de risco à saúde física/mental do trabalhador. Pesquisas têm mostrado que características do trabalhador/trabalho estão associadas ao desenvolvimento do Mobbing. Este estudo objetiva determinar a prevalência e níveis de Mobbing, e sua relação com a presença de Suspeição Transtornos Mentais (STM) e Coping. Uma amostra de 74 trabalhadores do gasoduto Brasil-Bolívia respondeu ao LIPT -Leymann Inventory Psychological Terrorization, ao QMPA-Questionário de Morbidade Psiquiátrica do Adulto e à BMCS- Escala de Coping de Billings & Moos. Realizou-se uma análise preliminar visando à identificação dos valores extremos. Foram identificados 3 casos (extremos) multivariados por meio da distância de Mahalanobis (α = 0,001) que não foram considerados nas análises. Foram também feitas, análise exploratória de dados, correlações lineares de Pearson e regressões múltiplas entre os instrumentos, o teste t de Student e a ANOVA para as análises comparativas. O software estatístico utilizado para a análise dos dados foi o MINITAB para Windows - versão 14.13. Encontrou-se uma elevada prevalência de STM (30,9%) e de Mobbing (19,1%). A maioria dos participantes (80,9%) utilizou o método de Coping ativo-cognitivo (focado no problema) e este não foi correlacionado com presença de Mobbing e de STM. O Mobbing no trabalho foi correlacionado significativamente com STM, o que indica que o mesmo está presente como fator psicossocial de risco para a ocorrência de Transtornos Mentais. Os achados obtidos poderão auxiliar os profissionais das áreas da Saúde Mental e do Trabalho, bem como às empresas, no refinamento do diagnóstico clínico e organizacional, individual e coletivo dos trabalhadores, e apontam para a necessidade da implantação de medidas e intervenções apropriadas para seu adequado enfrentamento.


Título Completo
O Auxílio da Dinâmica de Grupo no Tratamento de Estresse: Programa de Apoio e Acompanhamento ao Policial Militar

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
Silvana Reghim / Universidade Braz Cubas

Autor
Cristiane da Silva / Universidade Braz Cubas

Autor
Ms. Claudia Gomes (Orientadora) / Universidade Braz Cubas

Resumo Geral
Visando contribuir para o reestabelecimento da saúde mental do trabalho de policiais militares, e explorando qual a eficácia das técnicas psicológicas neste contexto, este presente estudo teve como objetivo avaliar a técnica de dinâmica de grupo como auxilio no tratamento de estresse destes profissionais. A pesquisa foi efetuada com 15 policiais do estado de São Paulo que passaram por situações estressantes no cumprimento de suas funções e que foram encaminhados ao Programa de Apoio e Acompanhamento da própria organização. Para tanto, foram aplicados questionários compostos por 19 questões, sendo estas abertas e fechadas, que possuíram como propósito averiguar os dados pessoais e vida profissional, como também verificar qual a visão desses profissionais com relação ao programa e em especial a técnica de dinâmica de grupo. Após o recolhimento dos questionários, os mesmos foram analisados de forma qualitativa e quantitativa. Vale ressaltar, que todos os procedimentos éticos foram cumpridos no decorrer do estudo e firmados com a entrega de termos de consentimento tanto para a organização, como para os profissionais. Quanto alguns dos resultados, pode ser evidenciado que 100% dos participantes pontuaram sensibilização entre os membros do grupo. Assim como, 93% indicaram que a dinâmica de grupo propiciou reflexões acerca dos relacionamentos, auxiliando na melhoria do convívio social e 86% dos participantes destacaram que conseguiram expressar suas emoções e sensibilidades através das técnicas apresentadas. Conclui-se assim, que a técnica de dinâmica de grupo mostrou-se positiva com relação à diminuição do estresse, ao mesmo tempo em que favoreceu a busca por estratégias de enfrentamento dos problemas profissionais cotidianos, pois favoreceu em reflexões acerca dos sentimentos dos policiais militares, fazendo com que estes aprendessem a lidar com os seus problemas e controlassem suas emoções, o que conseqüentemente, pode se estruturar como um dos recursos positivos para contribuir na diminuição do estresse desses profissionais.


Título Completo
O contexto de trabalho e os riscos de adoecimento em servidores lotados em um hospital da Rede Pública de Saúde do DF

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
CLEIDE MARIA DE SOUSA / Universidade de Brasília

Autor
Emílio Peres Facas / Universidade de Brasília

Autor
Ana Magnólia Mendes / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O estudo visa investigar o contexto de trabalho e os riscos de adoecimento em servidores lotados em um hospital da Rede Pública de Saúde do DF. A coleta dos dados se deu por meio de aplicação do Inventário de Trabalho e Riscos de Adoecimento, composto por quatro escalas e validado por Ferreira e Mendes (2003). A perspectiva teórica fundamentou-se na abordagem psicodinâmica do trabalho, que investiga a saúde psíquica do trabalhador, e na Ergonomia da Atividade, que compreende indicadores críticos presentes no contexto de produção de bens e serviços para transformá-los com base em uma solução que atenda às necessidades e objetivos de trabalhadores, gestores e consumidores. A amostra foi composta por 195 funcionários lotados em um hospital pertencente à Rede de Saúde Pública do DF, composta, em média, por indivíduos do sexo feminino (84%), com Ensino Médio completo (37%) e casados (56%), com 41 anos de idade, 14 anos de tempo de serviço na Rede Pública de Saúde do DF. Os dados foram analisados a partir do programa SPSS - médias, desvio padrão, teste-t e análise de variância. Os seguintes resultados indicam um estado de alerta: 1) Alta Rigidez na Organização do Trabalho, tendo como principais pontos críticos os seguintes itens: a) O ritmo de trabalho é excessivo; b) A cobrança por resultados é presente; c) Existe fiscalização de desempenho; 2) Alta Precariedade nas Condições de Trabalho, com os seguintes itens como pontos críticos: a) As condições de trabalho são precárias; b) Existe barulho no ambiente de trabalho; c) O mobiliário existente no local de trabalho é inadequado; d) Os instrumentos de trabalho são insuficientes para realizar as tarefas; e) As condições de trabalho oferecem riscos de acidentes; f) Os equipamentos necessários para a realização das tarefas são precários; 3) Altos custos Cognitivo e Físico, com os seguintes pontos críticos: a) usar os braços de forma contínua; b) caminhar; c) ser obrigado a ficar em pé; d) usar as pernas de forma contínua; e) ter que resolver problemas; f) ser obrigado a lidar com imprevistos; g) usar a visão de forma contínua; h) usar a memória; i) ter custo mental; j) fazer esforço mental; k) ter concentração mental. Para um maior aprofundamento na categoria, uma ampliação da pesquisa se faz necessária, com investigação em outros estabelecimentos de saúde e utilização de métodos qualitativos de pesquisa.


Título Completo
O trabalho em equipe multidisciplinar de saúde: investigando relações de poder em um hospital de Salvador-BA

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
ROBERVAL PASSOS DE OLIVEIRA / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Carolina Rezende / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Liliane Viana / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Milena Dórea / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Jonas Zaidys / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Autor
Ana Paula Miranda / Universidade Federal da Bahia - UFBA

Resumo Geral
O conceito de equipes multidisciplinares de saúde surge como conseqüência do modelo biopsicossocial de saúde, visando considerar as diversas dimensões do ser humano. Do bom funcionamento dessas equipes, constituídas por profissionais de várias especialidades e áreas de conhecimento diversas, depende a qualidade de assistência ao paciente. Nessa perspectiva, o objetivo deste estudo foi compreender de que maneira as relações de poder afetam o trabalho da equipe multidisciplinar de um hospital. Foi adotado o conceito de poder de Michel Foucault, que o considera como forças heterogêneas em constante transformação, entendendo-o como uma prática social construída historicamente. Foram realizadas entrevistas em profundidade com oito profissionais de saúde – assistente social, auxiliar de enfermagem, enfermeiro, fisioterapeuta, médico, nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional – que trabalhavam em um hospital de Salvador-BA. Os dados foram sistematizados segundo categorias analíticas estabelecidas por Foucault, além de outras como cooperação na equipe. Os resultados demonstraram uma percepção de que o médico dispõe de mais privilégios e ocupa uma posição central, dispondo de mais mecanismos para o exercício do poder; enquanto os outros profissionais ocupam posições periféricas, buscando abrir espaço, no contexto hospitalar, para a sua profissão. Destacou-se a percepção, por parte dos profissionais, excetuando o médico, de que os regulamentos da instituição cerceiam seu poder, fortalecendo o poder do médico. Apesar de terem afirmado que existe cooperação, avaliando-a como “boa” (a exceção do médico que a avaliou como “regular-ruim”), todos referiam muitas dificuldades no exercício de suas funções em equipe, remetendo-se, principalmente, a baixa coesão grupal. A falta de comunicação também foi apontada como fator negativo, implicando em um desconhecimento acerca das suas respectivas funções. Como é o médico quem decide acerca da atuação ou não das outras especialidades, se ele desconhece as funções dos demais profissionais, a assistência ao paciente fica deficitária. Concluiu-se que, as relações de poder, no hospital estudado, levam as dificuldades de cooperação, as quais foram mencionadas como fator que dificulta o funcionamento da equipe e interfere na qualidade de assistência ao paciente. Nesse sentido, mostra-se necessário uma maior discussão sobre o tema e a elaboração de propostas de intervenção, buscando estabelecer, nas equipes multidisciplinares de saúde, uma relação mais dialógica, de co-participação e co-reponsabilidade.


Título Completo
PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS EM TRABALHADORES DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
LILIANA ANDOLPHO MAGALHÃES GUIMARÃES / UCDB-UNICAMP

Autor
DANIELA DE ALMEIDA MARTINS / UNICAMP

Autor
SONIA GRUBITS / UCDB

Autor
DORGIVAL CAETANO / UNICAMP

Autor
PATRICIA MAGALHAES GUIMARAES / UNICAMP

Resumo Geral
A ILO (International Labour Organization) (1998/1999) reconhece a importância de se avaliar a extensão da incapacitação da força de trabalho mundial e também os contextos e cenários para a implementação de programas de prevenção e reabilitação. Segundo Kessler e Ustün (2004) os Transtornos Mentais (TM) estão entre as principais causas de perda de dias de trabalho e Brundtland (2000) refere que 5 das 10 principais causas de incapacitação no mundo dizem respeito aos TM (depressão maior, esquizofrenia, transtorno bipolar, alcoolismo e transtorno obsessivo-compulsivo). Esses transtornos, junto com a ansiedade, a depressão e o estresse, têm tido um impacto definitivo na população trabalhadora e devem ser relacionados ao contexto ocupacional. Pesquisa coordenada por Barbosa Branco (2002) e realizada pelo Laboratório de Saúde do Trabalhador da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Instituto Nacional de Seguridade Social do Brasil (INSS), refere que “o número de trabalhadores que se afasta de seu ambiente de trabalho por TM tem aumentado sensivelmente. Visando caracterizar esta situação em nosso meio,foi estudada uma amostra de 543 trabalhadores (professores e servidores) de todos os institutos e órgãos administrativos de uma universidade pública do interior do estado de São Paulo. Realizou-se para tanto, um estudo epidemiológico de corte transversal, objetivando estimar a prevalência anual de Suspeição para Transtornos Mentais (STM). Foi utilizado o Questionário de Morbidade Psiquiátrica de Adultos-QMPA (SANTANA, 1982), aplicado em uma única etapa, em versão validada para uso no Brasil, em populações ativas (GUIMARÃES, 1992). Encontrou-se uma prevalência anual de 35% de STM. Associações estatisticamente significativas foram obtidas entre STM e: gênero (p=0,01); estado civil (p=0,05); religião (p=0,05); renda familiar (p=0,01); maior número de faltas/mês (p=0,00). Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre STM e: idade, escolaridade, local de trabalho e mudança de local de trabalho no último ano (p>0,05). A prevalência anual para TM foi aproximadamente o dobro (rr=1,86) da encontrada em estudo anterior com mineradores de ferro, utilizando-se o mesmo instrumento de pesquisa, confirmando-se, assim, uma grande demanda por serviços na área da Saúde Mental na instituição estudada


Título Completo
Profissionais de Enfermagem: Esforço e Recompensa no Trabalho

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
EVELI FREIRE DE VASCONCELOS / UCDB/CAMPO GRANDE/MS e da UNIGRAN/DOURADOS/MS

Autor
Liliana A. M. Guimarães / Profa. Dra. do Curso de Mestrado em Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco – UCDB/MS

Resumo Geral
As situações que exigem adaptação provocam um estado de tensão, chamado estresse, que pode ser benéfico ou insalubre na dependência de vários fatores. Esse estado de tensão é cada vez mais comum, especialmente nos ambientes de trabalho exigentes e competitivos. O presente estudo buscou identificar a existência de desequilíbrio entre o Esforço e a Recompensa no trabalho em profissionais da área de enfermagem do Hospital Santa Rita de Dourados-MS, relacionando-o as características sócio-econômica-demográficas da amostra, verificando-se sua possível associação com risco para estresse ocupacional. Trata-se de um estudo descritivo e analítico. De uma população total de funcionários da instituição (n = 35), foram examinados 34 (97,1%), sendo 2 enfermeiros; 4 técnicos e 28 auxiliares. O instrumento utilizado para coleta de dados foi o Questionário de Equilíbrio entre Esforço e Recompensa no Trabalho (ERI). Utilizou-se para o tratamento dos dados estatísticos o Programa Minitab versão 13. O grupo estudado está distribuído igualmente segundo o gênero, com idade variando entre 24 e 56 anos, com faixa etária predominante entre 32 e 40 anos, a maioria com escolaridade até o 2º grau, trabalhando sem exercer função de liderança, em empresa privada e exercendo a profissão de auxiliar de enfermagem. Metade tem outro trabalho, trabalha em turno noturno, mais de 48 horas semanais. Os resultados obtidos mostram que o desequilíbrio entre esforço/recompensa é maior entre os homens (p = 0,003) e os profissionais que trabalham até 12 anos na profissão (p = 0,004). Foram encontradas as seguintes associações significativas: desequilíbrio entre esforço e recompensa no trabalho e gênero masculino e estar até 12 anos exercendo trabalho de enfermagem. Não foram encontradas associações entre risco para o estresse ocupacional e as variáveis sócio-econômica-demográficas estudadas. Embora a presente investigação tenha sido realizada com uma pequena amostra de trabalhadores de enfermagem (n=34), o rigor metodológico adotado, tal como a análise estatística utilizada ter sido aquela indicada para pequenas amostras- estatística não paramétrica- (utilizada com amostras de até n=30) torna os achados obtidos fidedignos e aplicáveis a amostras similares, não sendo os mesmos,passíveis de generalização para profissionais de enfermagem em geral.


Título Completo
PSICODINÃMICA E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO: DUAS ESCOLAS EM CONFRONTO

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
ROSANA HOFFMAN CÂMARA / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A proposta profícua deste estudo é realizar uma comparação entre duas abordagens temáticas, a saber, a Escola Dejouriana com a Psicodinâmica do Trabalho e as proposições de alguns autores sobre conceitos e modelos de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), bem como organizar e articular um conjunto de referenciais que forneçam subsídios para a compreensão do tema. Aqui é contextualizada uma breve perspectiva histórica do trabalho, com foco no desenvolvimento da relação homem x trabalho e procura abranger duas temáticas que fornecem o escopo do tema, a Escola Dejouriana e a Qualidade de vida no Trabalho (QVT). Vislumbram-se os principais pressupostos pertinentes ao assunto, especialmente a partir dos estudos realizados por Dejours, desde meados dos anos 80 e o surgimento da teoria da Psicodinâmica do Trabalho. No que se refere a QVT, inclue estudiosos como Trist (1950), Walton (1973), Hackman e Oldham (1975), dentre outros. São também referenciados autores nacionais como Mendes (2001), Quirino e Xavier (1987) e Limongi-França (2004), dentre tantos outros, que têm agregado relevante contribuição em nível nacional. A discussão concentra-se na articulação das duas principais abordagens envolvidas e procura estabelecer a existência de relações significativas entre temáticas que envolvem pessoas e organizações e o bem-estar em todas as dimensões do trabalho. Como reflexão principal, procura demonstrar a divergência essencial entre as duas abordagens que investigam o bem-estar nas organizações, onde a primeira detém-se, primordialmente, no nível subjetivo, focado no prazer e saúde mental das pessoas no trabalho e a segunda, enfoca o nível organizacional e o esforço que a organização envida para obter, manter e aumentar a carga motivacional e a produtividade do trabalhador. Pondera, entretanto, que há convergência quando se conjugam as expectativas do trabalhador e a realidade laboral, situação em que o trabalho torna-se fonte de prazer e de saúde mental. Para a elaboração do estudo, pesquisou-se autores clássicos e contemporâneos da Psicologia e da Administração, que têm se dedicado ao tema, bem como os principais periódicos e artigos publicados no país, tais como os da Rpot, RAUSP, RAE e RAC, dentre outros, limitando-se aos últimos dez anos.


Título Completo
Síndrome de Burnout no Grupo de Resposta Tática do 8º Batalhão da Polícia Militar de Joinville?

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
ANDREIA DE ARARIPE LOPES / Associação Catarinense de Ensino

Autor
Renata Padula Almeida / Autônoma

Resumo Geral
Este trabalho teve como objetivo verificar se existe a ocorrência da Síndrome de Burnout no Grupo de Resposta Tática (GRT) do 8º Batalhão da Polícia Militar (PM) de Santa Catarina na cidade de Joinville. A Síndrome de Burnout é multidimensional em resposta ao estresse ocupacional crônico, onde o trabalhador apresenta altos índices de exaustão emocional e de despersonalização e baixo índice de realização profissional, acomete principalmente profissionais que requerem um alto grau de contato com o público, é caracterizada por um repertório de respostas frente as situações estressantes próprias de um trabalho cuja atuação reside na necessidade de interação e cuidado constante com outras pessoas. O GRT atua em missões que envolvem seqüestro, rebeliões em estabelecimentos prisionais, ameaças de detonações de explosivos, atos terroristas, crime organizado, tráfico de entorpecentes e outras situações complexas que exijam o gerenciamento de crises e negociação, devem estar sempre alertas para atender as chamadas ‘operações especiais de alto risco’ onde atuam constantemente no limiar entre a vida e morte tanto sua quanto de outras pessoas.A operacionalização deste trabalho se deu por meio de uma pesquisa de campo onde foi utilizado o questionário Maslach Burnout Inventory (MBI) em vinte e três policiais do GRT. Após análise dos resultados verificamos que o grupo analisado apresentou um percentual elevado de exaustão emocional devido principalmente a necessidade de estarem em alerta constante prontos para enfrentarem perigo real com risco eminente de morte; alto índice de despersonalização devido principalmente ao enrijecimento emocional que desenvolvem para lidar com as situações inerentes de sua função, todavia, este grupo também apresentou alto escore de realização profissional, ou seja, o status advindo de pertencer a um grupo de elite, o reconhecimento social e a admiração dos outros pelo tipo de trabalho que realizam, leva a uma elevação da satisfação profissional destes policiais minimizando as conseqüências da exaustão emocional e da despersonalização. Desta forma, concluímos que não há ocorrência da Síndrome de Burnout nos policiais do GRT do 8º Batalhão da PM da cidade de Joinville.


Título Completo
Síndrome de burnout, percepção de suporte organizacional e coping entre técnicos esportivos profissionais e amadores em Natal-RN

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
FELIPE CASTRO DE SOUZA / Universidade Potiguar - UnP

Autor
ELSON DA CUNHA VILELA / Universidade Potiguar - UnP

Resumo Geral
Investigou-se a incidência da síndrome de burnout e suas relações com percepção de suporte organizacional (PSO) e estratégias de Coping entre técnicos esportivos profissionais e amadores em Natal-RN. A pesquisa foi realizada nas duas maiores organizações esportivas profissionais do estado do Rio Grande do Norte e com as dez melhores escolas no quesito esporte (dados apresentados pela CODESP - Órgão do governo que executa todo ano os Jogos Escolares do Rio Grande do Norte – JERN´s). Envolveu uma amostra de 39 técnicos de ambos os sexos com idade entre 20 e 60 anos (M=38 e DP=9.26). O inventário empregado para mensurar burnout foi o Inventário de Burnout de Maslach (MBI); para verificar PSO foi empregada a Escala de Suporte Organizacional Percebido (ESOP); e a Escala de Coping Ocupacional, para abordar as estratégias de coping. O protocolo continha, ainda, uma ficha sociodemográfica e um termo de consentimento. O registro das respostas aos itens de todo o protocolo se deu sob a forma de banco de dados do SPSS (Statistical Package for Social Science) – o que permitiu que fossem utilizadas técnicas estatísticas pertinentes, tais como análise de freqüência, teste qui-quadrado, teste t, análise de variância (ANOVA), correlação, análise de regressão e análise de cluster. Os resultados apontaram para exaustão emocional (M=2,45 e DP=0,51), diminuição da realização (M=4,01 e DP=0,45) e despersonalização (M=1,85 e DP=0,74). Verificou-se que quanto ao emprego das estratégias de coping: controle e manejo são utilizadas numa mesma intensidade e o escape é a estratégia menos utilizada. A realização de regressão linear múltipla padrão, em três etapas, mostrou que 36% da variância da exaustão foi explicada pelo conjunto das variáveis; sendo que sobrecarga, escape e controle foram as que se revelaram preditoras significativas. Em relação à dimensão diminuição da realização pessoal apresentou-se 19% de explicação; porém, apenas gestão da chefia mostrou significância. Quanto à despersonalização, o conjunto de variáveis não apresentou poder explicativo. Verificadas as semelhanças ou diferenças a partir das variáveis sociodemográficas em relação aos três construtos, algumas diferenças estatisticamente significativas foram encontradas, tais como: modalidade esportiva e despersonalização; tempo na função, exaustão emocional e todas as estratégias de coping; estado civil e sobrecarga; e tempo na organização e ascensão e salários. Nas demais variáveis testadas, tais como sexo, idade, vínculo ao esporte profissional ou amador e manutenção de mais de um vínculo de trabalho não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas.


Título Completo
Sofrimento mental em pacientes com LER/DORT: uma análise psicossocial

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho e saúde

Proponente
LUDMILA GONÇALVES DE SOUZA / Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Estado de São Paulo

Autor
Carolina Maciel de Oliveira / Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Estado de São Paulo

Autor
Marcelo Soares Vilhanueva / Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Estado de São Paulo

Autor
Renata Yoshie Ruggiero Takacura / Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Estado de São Paulo

Resumo Geral
As L.E.R./D.O.R.T. (Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) são atualmente umas das maiores causas de incapacidade para o trabalho, revelando o aumento da contradição entre a organização do trabalho e a saúde do trabalhador.Os principais sintomas são dores crônicas, formigamento, cansaço patológico e perda de força física, que acabam ocasionando a necessidade de adaptar sua rotina às limitações causadas pela doença. Neste contexto, os trabalhadores podem apresentar também sintomas de sofrimento mental decorrentes de uma dinâmica complexa envolvendo dificuldade de reconhecimento social da doença, discriminação, sentimento de culpa e revolta pelo adoecimento. O CEREST/SP desenvolve o Programa de Tratamento e Reabilitação (PTR) para trabalhadores com L.E.R./D.O.R.T que é estruturado em grupos terapêuticos de psicologia, fisioterapia e terapia ocupacional. O objetivo desta pesquisa foi discutir a relação existente entre as limitações trazidas pela LER/DORT e o sofrimento mental decorrente, a partir da vivência de pacientes que participaram do PTR. O estudo utilizou como metodologia a pesquisa qualitativa. Os dados foram coletados por um observador participante que registrou 12 grupos fechados formados por oito pacientes com LER/DORT. A análise dos dados foi orientada pelo referencial da análise de conteúdo a partir da abordagem sócio-histórica. Os principais temas levantados, e posteriormente organizados em núcleos de significação, foram: sofrimento mental no cotidiano (dificuldades financeiras, vivências pessoais, dificuldades na realização de atividades, relações interpessoais, apoio da família, mudanças no estilo de vida e perspectivas); repercussões emocionais da LER no ambiente de trabalho (medo do retorno ao trabalho, experiências de discriminação, humilhação e desconfiança, reações frente à discriminação); tratamento (tratamento como sofrimento, desgaste ao lidar com a desconfiança no serviço público, necessidade de apoio multiprofissional). Foi possível perceber que o sofrimento mental advém das limitações físicas da doença, vivenciadas como luto do corpo saudável, e do não-reconhecimento da doença que atravessa o tratamento, os trâmites previdenciários e as relações sociais. O tratamento foi apontado como algo que deve ser constante e não restrito à saúde física, devendo englobar aspectos psicossociais e jurídicos. Os participantes avaliaram o PTR positivamente e foi possível perceber a ressignificação de aspectos emocionais, como a auto-estima e aceitação da doença, envolvidos na LER/DORT.


Título Completo
A relação entre os valores humanos, idade e tempo de serviço em trabalhadores de baixa instrução.

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
FÁBIO HENRIQUE VIEIRA DE CRISTO E SILVA / UFRN

Autor
Leonardo Braga Galvão Alexandre / UFRN

Autor
Lisane Filgueira Maciel / UFRN

Autor
Livia de Oliveira Borges / UFRN

Resumo Geral
Os valores humanos são princípios básicos que guiam o comportamento das pessoas, em busca de prazer, poder, riqueza, etc. A temática dos valores tem sido bastante estudada, no entanto, tais estudos referem-se mais às pessoas com níveis elevados de educação, decorrente da utilização de questionários tradicionais. Um dos modelos teóricos mais aceitos identifica dez tipos motivacionais, a saber: auto-direção, estimulação, hedonismo, tradição, conformidade, segurança, universalismo, benevolência, realização e poder. O presente trabalho objetivou estudar a relação entre a priorização destes tipos de valores com a idade e com o tempo de serviço para trabalhadores de baixa instrução das categorias ocupacionais da construção habitacional e do asseio e limpeza. O instrumento utilizado foi o Inventário de Valores Humanos Básicos para trabalhadores com baixa instrução, composto por 55 itens, que utiliza cartões de diferentes tonalidades de verde (branco – “não se parece em nada com você” – até verde mais escuro – “parece muito com você”), que expressa a opinião do trabalhador em relação aos itens lidos pelo pesquisador. A aplicação de tal inventário ocorreu nos locais de trabalho, sob autorização das empresas e consentimento voluntário dos participantes, respeitando o anonimato dos mesmos. Participaram trabalhadores de uma empresa de construção habitacional (72) e duas empresas de asseio e limpeza (98), totalizando 170 trabalhadores. As respostas foram registradas na forma de banco de dados do programa de informática SPSS. Por meio das rotinas deste programa, estimaram-se os coeficientes de correlação de Pearson entre os escores em cada pólo das dimensões dos valores, a idade dos participantes e o tempo de serviço. Como resultados, constatou-se que os coeficientes de correlação estatisticamente significativos relacionam: o tipo de valor poder com a idade dos participantes (r=0,19 para p=0,02) e o tipo de valor poder com o tempo de serviço (r=0,19 para p=0,01). Tais constatações revelam, de um lado, que as relações de trabalho tem um importante impacto na priorização do valor poder, de forma que esta cresce com a idade. De outro lado, a ausência de outros coeficientes estatisticamente significativos corrobora a noção de relativa estabilidade e/ou o caráter transituacional dos valores referida na literatura, e mostra que a socialização no trabalho tem um pequeno impacto nos valores humanos básicos.


Título Completo
Fontes de estresse profissionais e familiares entre funcionários do setor industrial: Diferenças ligadas ao gênero

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
ELIZABETH J. BARHAM / Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
Fabiana Cia / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
Sabrina Mazo D'Affonseca / Instituto de Psicologia Comportamental de São Carlos, São Carlos, SP

Resumo Geral
O estresse cronicamente elevado causa muitos custos no setor de trabalho. Estudos mostram que, atualmente, o equilíbrio trabalho-família é uma das maiores preocupações dos funcionários. Entretanto, modelos de estresse indicam que o estresse varia em função de fatores sociodemográficos associados com diferenças nas responsabilidades, percepções e recursos dos funcionários. No Brasil, faltam pesquisas investigando as fontes profissionais e familiares de estresse entre funcionários com rendas mais baixas. Neste trabalho, investigaram-se diferenças na experiência de estresse, ligadas ao gênero, entre funcionários do setor industrial, controlando para vários outros fatores sociodemográficos. Participaram da pesquisa 23 mães (M=37 anos) e 58 pais (M=39 anos), que trabalhavam em diferentes indústrias de um município no interior Paulista, todos com um filho na quinta ou sexta série do Ensino Fundamental. Os respondentes eram de classe socioeconômica média-baixa, com baixo nível de escolaridade. Aplicou-se um questionário contendo: (a) duas escalas referentes às condições de trabalho (ambiente interpessoal e satisfação com o trabalho); (b) três medidas do relacionamento com o filho (comunicações com o filho, participação nos cuidados com o filho, tempo realizando atividades com o filho); (c) uma escala de cuidados pessoais (satisfação com o tempo para dormir, se alimentar, fazer exercício físico, manter contato com familiares, etc.); (d) uma escala de estresse psicoemocional (ansiedade, esgotamento etc.). Para investigar a relação entre as demais variáveis e o estresse, realizaram-se análises de regressão, separadamente para cada sexo. O estresse experimentado pelos homens possuía uma forte relação negativa com a escala de cuidados pessoais (beta = -0,568, p < 0,01). Por sua vez, homens menos satisfeitos com o tempo para si cuidar (manifestações comportamentais do estresse) estavam menos satisfeitos no trabalho (beta = 0,439, p < 0,01). Assim, um fator profissional afetava o bem-estar dos homens. O estresse psicoemocional das mulheres não possuía uma relação significativa com as demais variáveis, mas a escala de cuidados pessoais estava positivamente associada com a comunicação com o filho (beta = 0,388, p < 0,05); mulheres menos satisfeitos com o tempo para auto cuidados conversaram com menor freqüência, também, com seus filhos. O bem-estar das mulheres estava associado com um fator familiar. Assim, nessa amostra de funcionários de baixa renda, o estresse e as dificuldades para si cuidar estavam associados com fatores diferentes para os homens (insatisfações profissionais) e as mulheres (falta de comunicação familiar), com implicações para iniciativas diferenciadas por gênero, para reduzir o estresse nesse setor do mercado de trabalho.


Título Completo
Hierarquia de valores humanos em duas categorias ocupacionais

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
LEONARDO BRAGA GALVÃO ALEXANDRE / UFRN

Autor
FÁBIO HENRIQUE VIEIRA DE CRISTO E SILVA / UFRN

Autor
LISANE FILGUEIRA MACIEL / UFRN

Autor
LÍVIA DE OLIVEIRA BORGES / UFRN

Resumo Geral
Os valores são conceituados como princípios que guiam a vida de uma pessoa ou de uma entidade social, sendo eles metas desejáveis e transituacionais, variando em grau de importância (nada importante, muito importante). Assim, eles direcionam a ação das pessoas mediante os processos de socialização, seja na escola, na família ou entre amigos etc. Logo, servem como um padrão, possibilitando a resolução de conflitos e tomadas de decisões. No modelo de valores humanos básicos, identifica-se dez tipos motivacionais e mostra-se que estes tipos se organizam em torno de duas dimensões bipolares: abertura à mudança (auto-direção, estimulação e hedonismo) versus conservadorismo (tradição, conformidade e segurança); auto-transcendência (universalismo e benevolência) versus autopromoção (realização e poder). Os critérios dessa organização são as possíveis relações de compatibilidade e conflito entre as metas motivacionais derivadas das necessidades básicas dos indivíduos. Foi, então, desenvolvido um projeto de pesquisa no qual se buscou estabelecer a hierarquia dos valores de duas ocupações de baixa instrução, a saber: trabalhadores da construção civil e do asseio e limpeza. Foi utilizado o Inventário de Valores Humanos adaptado para pessoas de baixa instrução, constando 55 itens – escala de Likert de 0 a 4 – e ficha sócio-demográfica. A coleta realizou-se em unidades de construção de uma empresa natalense e em duas empresas responsáveis pelo asseio e limpeza, totalizando uma amostra de 170 questionários. A aplicação dos questionários foi coletiva, em grupos de 9 a 11 participantes. As respostas foram inseridas na forma de banco de dados no Statistical Package for Social Science for Windows (SPSS) . Foram realizados descrição estatística e teste-T, constatou-se que estes trabalhadores priorizam os pólos das dimensões de valores na seguinte ordem: auto-transcedência (M=3,6), conservação (M=3,2), abertura à mudança (M=2,8) e autopromoção (M=2,3). As diferenças entre essas médias são estatisticamente significativas (os escores do teste-t foram respectivamente: t=12,94 para p<0,001; t=9,25 para p <0,001; t=9,6 para p<0,001). A hierarquia dos tipos de valores encontrada corrobora com achados de outros estudos que apontam o caráter coletivista da cultura brasileira. Considerando o caráter trans-situacional dos valores é recomendável às empresas do setor terem em conta as prioridades axiológicas dos trabalhadores na delimitação de políticas organizacionais.


Título Completo
LONGE DE CASA: Estudo sobre as mudanças na dinâmica familiar quando o cônjuge passa a residir longe da família por motivo de trabalho

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
ADRIANA LEONIDAS DE OLIVEIRA / Universidade de Taubaté

Autor
Cristiana Mercadante Esper Berthoud / Universidade de taubaté

Autor
Helena Pereira de Barros Moura / Universidade de Taubaté

Autor
Bárbara Santos da Costa / Universidade de Taubaté

Autor
Rita de Cássia Oliveira da Silva / Universidade de Taubaté

Resumo Geral
Tendo em vista que a família brasileira tem sofrido modificações em sua estrutura e funcionamento ao longo dos anos, em função das mudanças sociais e dos valores vigentes, neste trabalho buscou-se investigar alguns dos aspectos da dinâmica psicológica das famílias, enfocando as mudanças que ocorrem quando o marido passa a residir longe de casa por motivos de trabalho. Foram nossos objetivos específicos compreender as repercussões da ausência do cônjuge por motivo de trabalho na afetividade, nos padrões de comunicação, nos papéis, nas relações hierárquicas, nas regras familiares, nos conflitos e estratégias adotadas para solucioná-los, nos relacionamentos externos e nas expectativas da família para o futuro. Adotando-se a perspectiva da Teoria Sistêmica da Família e uma abordagem qualitativa de pesquisa, foi desenvolvido um estudo exploratório a partir do delineamento de estudo de caso. Três famílias que atendiam os critérios estabelecidos participaram do estudo e dois instrumentos complementares foram utilizados para a coletada de dados: a entrevista semi-estruturada por pautas e o questionário. Para a análise dos dados foram utilizadas algumas ferramentas da técnica de análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram sentimentos de tristeza, abandono e solidão, assim como a esperança e o planejamento para que essa situação se modifique. Em geral, as esposas tomam frente das negociações financeiras e assumem o controle total da casa, com o auxílio dos cônjuges. Constata-se uma mudança de papéis, uma vez que a esposa assume todas as responsabilidades, gerando muitas vezes conflitos devido à sobrecarga de afazeres. Os filhos também acabam por assumir diferentes funções a fim de contribuir para o equilíbrio do sistema familiar. As regras familiares sofrem uma flexibilização e a vida social do casal diminui. Conclui-se que ausência do marido por motivo de trabalho é mais uma das faces da reengenharia dos sistemas familiares, que surge em decorrência das demandas da pós-modernidade, e torna imperativa a necessidade de revisão de papéis e funções de cada membro do núcleo. Trata-se de um tema de pesquisa ainda pouco explorado e que desafia os profissionais da área a desenvolver trabalhos junto a essas famílias para uma melhor elaboração da situação e para se alcançar uma melhor qualidade de vida dentro e fora do ambiente familiar.


Título Completo
O desempenho profissional e familiar de professoras, mães de filhos pequenos: Necessitando de apoio

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
ELIZABETH J. BARHAM / Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Autor
Ana Carolina Gravena / Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP

Resumo Geral
Segundo uma abordagem teórica sistêmica, sabe-se que uma alteração significativa no âmbito familiar de um trabalhador deveria ter algum impacto no âmbito profissional. No geral, porém, as normas de trabalho não mudam em função de eventos familiares. Se, por um lado, isto protege o funcionário do preconceito, a falta de acomodação e apoio no local de trabalho pode deixar funcionários, e as pessoas que dependem deles, expostos a riscos elevados em diversas situações, típicas do ciclo da vida familiar. Uma destas situações envolve o período da primeira infância de um filho, quando são intensas as demandas de cuidado. Esse estudo investigou alguns dos impactos sobre o bem-estar do trabalhador, a qualidade de suas relações familiares e seu desempenho e motivação profissional, enquanto combinava trabalho profissional com cuidados para um filho com até dois anos. Foram realizadas 40 entrevistas (obtendo respostas a várias escalas padronizadas e perguntas abertas), com professoras de escolas públicas no interior paulista. Além de suas responsabilidaes profissionais, as responsabilidades familiares (tarefas domésticas e cuidados com os filhos) estavam claramente concentradas nas respondentes, deixando-as cansadas e estressadas. Porém, mantiveram um bom nível de satisfação com a vida e de auto-estima. Obrigadas a deixar de lado interesses pessoais, indicaram uma falta de apoio por parte de seus esposos. Mesmo assim, apenas a minoria relatou uma piora nas suas relações conjugais (31,8%) ou distanciamento de relações familiares (32,5%). Em relação ao trabalho, quase todas indicaram falta de tempo para preparar aulas ou para se manter profissionalmente atualizadas, com claras implicações para a formação dos seus alunos. O fator financeiro tornou-se mais importante como motivo para trabalhar. Consideraram o apoio profissional inadequado; 70% indicaram que não houve alteração alguma nas suas rotinas de trabalho. Assim, mesmo num contexto em que o desenvolvimento de crianças representa uma missão pública, ter um filho é tratado como se fosse um interesse particular, sem implicações sistêmicas. O cansaço das professoras e suas dificuldades profissionais e familiares são ignorados. Embora a maior parte das soluções para estes problemas aumentaria os gastos com recursos humanos no sistema escolar, e/ou implicaria numa alteração nas normas sociais em relação ao papel do pai, é importante ter ciência dos reais impactos e buscar conhecer os apoios que as professoras gostariam de receber, para definir uma direção para o desenvolvimento das políticas de recursos humanas no sistema escolar, bem como em outros setores do mercado de trabalho brasileiro.


Título Completo
Valores humanos: um estudo comparativo com trabalhadores de baixa instrução

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, família e outras esferas de vida

Proponente
LISANE FILGUEIRA MACIEL / UFRN

Autor
Fábio Henrique Vieira de Cristo e Silva / UFRN

Autor
Leonardo Braga Galvão Alexandre / UFRN

Autor
Livia de Oliveira Borges / UFRN

Resumo Geral
Muito tem sido estudado sobre valores humanos, como princípios guias da vida das pessoas. A literatura consultada é relativamente consensual em adotar a compreensão da influência do processo de socialização no estabelecimento das prioridades axiológicas de cada indivíduo. O presente trabalho objetiva fazer um levantamento sobre os valores de trabalhadores de baixa instrução comparando as ocupações da construção civil com as de asseio e limpeza. A consecução de tal objetivo de pesquisa é importante para fomentar a discussão sobre o papel do processo de socialização no trabalho no estabelecimento das referidas prioridades. A amostra foi constituída por 170 trabalhadores, sendo 72 da construção civil e 98 de ocupações de asseio e limpeza. Foi utilizado Inventário de Valores Humanos com sua adaptação para ser utilizado em trabalhadores de baixa instrução, utilizando-se cartões coloridos para marcar as opções de resposta e as questões foram lidas a fim de possibilitar a participação de trabalhadores analfabetos. Para a análise estatística dos dados, utilizou-se o software SPSS for Windows, que gerou as relações entre as médias e o teste-t. No que se refere aos valores de conservação e de abertura à mudança o nível de significância não se mostrou relevante o que indica uma semelhança no perfil da amostra. A média relativa à conservação aponta que o grupo mantém tradições sócio-cultuais em harmonia com a estabilidade social e tende a adotar uma postura mais passiva com restrição a determinados comportamentos. A média de abertura à mudança revela uma pequena ousadia, criatividade, gratificação pessoal. Na autotranscendência houve uma diferença estatisticamente significativa (t= 2,19 para p<0,03) entre as duas ocupações, estando a categoria de asseio e limpeza com um índice um pouco mais elevado que a dos trabalhadores da construção civil. As médias em autopromoção se mostraram as mais baixas (M(construção civil)=2,5 e M(Asseio e Limpeza)=2,1), entretanto, há diferenças estatisticamente significativa entre as médias das duas ocupações (t=4,0 para p<0,001). Os trabalhadores da construção civil buscam maior êxito pessoal, poder social autoridade e riqueza que os de asseio e limpeza. Este fenômeno, provavelmente, reflete o fato dos trabalhadores de asseio e limpeza terem aderido a essa ocupação por não ter mais opção de escolha no mercado de trabalho. Estes resultados se harmonizam com a observação de operários da construção civil são mais bem remunerados. Além de que os resultados refletem um perfil coletivista, corroborando literatura sobre as características da cultura brasileira.


Título Completo
Atribuição de Emoções no Trabalho: um estudo junto a estudantes de administração e engenharia

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
IVÃ MÁRCIO RÊGO SANTOS / Universidade Federal da Bahia

Autor
Mino Correia Rios / Universidade Federal da Bahia

Autor
Sonia Maria Guedes Gondim / Universidade Federal da Bahia

Autor
Mariana Leonesy da Silveira Barreto / Faculdades Ruy Barbosa

Resumo Geral
A influência das emoções e afetos na vida organizacional vem obtendo reconhecimento cada vez maior. Seu estudo já vai muito além de temas clássicos, como satisfação e stress no trabalho, envolvendo desde processos de socialização, até impactos nos processos organizacionais. Nesse caso, a atribuição de emoções envolve um modelo de como as interações devem ser processadas, gerando impactos nas rotinas de trabalho. O presente trabalho investiga de que forma estudantes de administração e engenharia atribuem emoções, sendo a hipótese inicial de que haveriam padrões distintos em função da natureza da formação ser diferente. Para tanto, foi elaborado um experimento, realizado em dois contextos culturais, no qual os respondentes deveriam atribuir afetos a pessoas em ambientes de trabalho (n= 428, todos estudantes universitários sendo 226 de Administração e 202 de Engenharia). Utilizou-se um cenário – sketch – em que eram apresentados uma foto e um diálogo estabelecido entre um supervisor e um empregado no ambiente de trabalho. A seguir, foram apresentadas cinco fotos do rosto de cada ator, cada uma expressando uma emoção básica. Realizou-se uma avaliação prévia em termos de emoção expressa e fatores como atratividade nas fotos, a fim de garantir o mínimo de fatores intervenientes para a atribuição. O respondente foi solicitado a escolher uma foto para expressar cada emoção básica por meio da atribuição de um estado afetivo para o Supervisor/ Líder e o Empregado/Colaborador. As condições foram agrupadas em quatro, uma vez que não houve diferenças significativas nem entre Líder e Supervisor, nem Empregado e Colaborador (t=0,489). Os afetos/ emoções relatados pelos respondentes foram categorizados em positivos, negativos ou ambíguos. Os resultados apontam para padrões de atribuição semelhantes em ambos os cursos, tanto em relação ao Líder/ Supervisor, quanto ao Colaborador/ Empregado. Dessa forma, verificou-se mais atribuição de emoções positivas para Líder/Supervisor tanto em administração quanto em engenharia (190 e 170, respectivamente), enquanto para o Empregado/Colaborador predominaram atribuições de emoções negativas (161 e 144, respectivamente). Dessa forma, a hipótese inicial não foi corroborada, fato que pode ser explicado tanto por fatores culturais em termos internalização de papéis de hierarquia, como a identificação com a figura do líder, em função das expectativas de atuação profissional de graduandos. A atuação desses fatores, quer isoladamente, que integrados, supera as especificidades dos cursos, indicando um fator cultural de força considerável.


Título Completo
Avaliando a Identidade Profissional de Estudantes Universitários: Contribuições da Teoria de Identidade Social

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
THAÍS SANTIAGO BARROS / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Douglas Teles Pereira / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Jêniffer Carla de Paula / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Lorena B. Antunes / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Marx Luiz / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Vivianne Talamonte / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Cláudio Vaz Torres / Universidade de Brasília - UnB

Resumo Geral
O presente estudo teve como tema a identidade profissional dos estudantes universitários. A pesquisa teve como objetivo a análise das diferenças entre os níveis de identificação profissional dos estudantes quanto ao sexo, profissão escolhida, o ano de ingresso na faculdade, a idade e a renda. A pesquisa utilizou como suporte a teoria da identidade social, que entende a identidade social como sendo a parte do auto-conceito do indivíduo que deriva da consciência do pertencimento a um grupo social, aliado ao significado avaliativo e emocional dessa pertença (Tajfel, 1978). Desse modo, a identidade social se constrói no âmbito das relações intergrupais com base: a) no sentimento de pertença, que se refere à consciência de pertencimento de um indivíduo ao seu grupo; b) no componente avaliativo, voltado à análise comparativa, que se refere à crença dos indivíduos de como os outros grupos avaliam a sua categoria; c) no componente afetivo, voltado aos sentimentos de ligação com o grupo e aos valores que assemelham o indivíduo a este. A partir desse referencial teórico, a pesquisa utilizou como amostra 476 estudantes de uma Universidade Pública do Distrito Federal, que responderam um questionário com 40 itens referentes à identidade profissional e demais questões sócio-demográficas. Os dados coletados foram submetidos a análise de variância (ANOVA) utilizando o programa estatístico SPSS. A análise dos resultados apontou que existem diferenças significativas da identificação profissional nas variáveis sexo, ano de ingresso, profissão escolhida e idade. Na variável sexo, observou-se uma diferença no componente avaliativo (F(1;460)=10,50; p<0,001) da identidade profissional, sendo que o teste post-hoc sugere que os homens se preocupam mais com a avaliação que a sociedade faz da sua categoria profissional. Na variável profissão, observou-se diferença significativa nos três componentes da identidade: afetivo (F(5;470)=5,30; p<0,001), pertencimento (F(5;470)=3,27; p<0,01), avaliativo (F(5;470)=2,27; p<0,05). Tais dados sugerem que os estudantes da área de saúde apresentam maior ligação afetiva e sentimento de pertença com a profissão escolhida do que os estudantes das outras áreas. Já os estudantes da área de ciências apresentam maior identificação com o componente avaliativo do que os estudantes das áreas de humanidades. Observou-se ainda um aumento na identificação com a relação à idade do respondente. No caso do ano de ingresso, essa relação foi inversa. Não foram encontradas diferenças relacionadas à variável renda. Os dados são discutidos com relação à consolidação conceitual de identidade profissional e em termos de suas implicações para a formação de estudantes universitários.


Título Completo
Entre os novos e os velhos paradigmas – os jovens e a idealização profissional no contexto atual

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
MARIA DA CONCEIÇÃO COROPOS UVALDO / Universidade de São Paulo

Autor
Leonardo Lopes / Universidade de São Paulo

Resumo Geral
As mudanças no mundo do trabalho ocasionaram transformações profundas no mercado de trabalho, bem como nas instituições formadoras (cursos técnicos e universitários), ampliando expressivamente o número de cursos. Destaca-se também a possibilidade de acesso a um grande número de informações através da mídia, principalmente pela internet. Este cenário refletiu num aumento crescente da busca por atendimentos em orientação profissional e de carreira. Os objetivos deste trabalho foram delineados de modo a (1) compreender quais os aspectos subjacentes da escolha profissional do jovem, e (2) como a idealização das profissões e do mercado de trabalho interferem na escolha profissional. Para responder a estas questões tomamos por base os jovens na faixa de 16-17 anos que procuraram o Serviço de Orientação Profissional da Universidade de São Paulo no ano de 2005, perfazendo uma amostra de 223 jovens, sendo em sua maioria do sexo feminino (67,26%) e provenientes de escolas particulares (71,30%). As opções de curso, apontadas antes do início do processo de orientação dessa população, em nada se diferenciavam das encontradas nos anos 1970 e 1980, ou seja, uma concentração nas chamadas profissões clássicas: administração, direito, engenharia e medicina. Após o processo de Orientação Profissional (tendo como base a estratégia clínica proposta por Bohoslavsky) uma contradição aparece, apesar do conhecimento das mudanças ocorridas no mercado de trabalho, estes jovens colocam como modelo para a suas carreiras o emprego estável, em uma só empresa e a super especialização. Os dados apontam que este modelo provém de pais, professores e mídia em geral. Dando uma maior ênfase nestes aspectos, tivemos como resultados passíveis de análise, uma dispersão das opções de curso destes jovens, refletindo na maioria dos casos, falta de informação crítica acerca do mercado do trabalho, das exigências de caráter pessoal requeridas para o curso e para a posterior atuação profissional. Os dados também sugerem que, mesmo após a obtenção de informação sistematizada e analisada de forma crítica, como também o processo de auto-conhecimento pessoal, a escolha por profissões clássicas ainda é relevante, contudo ao mesmo tempo apontam uma expressiva escolha por carreiras novas que, apesar de não desfrutarem do prestígio das demais, podem ser capazes de dar satisfação pessoal através do modelo de empreendedorismo, criatividade e inovação.


Título Completo
Estereótipos de gênero aplicados ao profissional de vendas de moda íntima e de calçados

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
ANDERSON MAGALHÃES LULA / Faculdade Adventista de Administração

Autor
Marcos Emanuel Pereira / Universidade Federal da Bahia

Resumo Geral
Os estudos sobre estereótipos têm considerado o indivíduo e o contexto no qual ele está inserido. Um dos possíveis contextos se refere à profissão que o indivíduo exerce. Contudo, estudos voltados para os estereótipos aplicados a profissionais de vendas são escassos na literatura. No Brasil, os trabalhos acerca do estereótipo envolvendo profissões também não são comuns. O presente estudo tem o objetivo de averiguar a existência de estereótipos de vendedores de artigos de consumo diferentes: moda íntima e calçados. Para isto foi selecionada uma amostra composta por 70 indivíduos domiciliados na região do Recôncavo Baiano, composta por estudantes universitários e administradores de lojas que apresentem vendedores em seu quadro funcional. A hipótese inicial era de que a amostra manifestaria o estereótipo de gênero, sendo moda íntima de gênero feminino e de sapataria, gênero masculino. Atributos positivos e negativos foram levantados para que fosse identificada a percepção pela amostra. A análise foi feita, utilizando-se do Qui-Quadrado para avaliar a associação existente entre variáveis, comparando as divergências entre as freqüências observadas e as esperadas. Os resultados demonstraram que a hipótese acerca do gênero foi confirmada (p<0,01), sendo que outros aspectos como: etnia, faixa etária, estatura, aparência física não apresentaram relevância. Na análise segmentada por gênero dos respondentes, os participantes do gênero masculino apresentaram o estereótipo de etnia (p<0,05), percebendo os vendedores de moda íntima como sendo pardos e os vendedores de sapataria como sendo brancos. Os participantes do sexo feminino destacaram o estereótipo referente ao gênero (p<0,01), ao indicar que vendedores de moda íntima são percebidos como mulheres, e vendedores de sapataria percebidos como homens, como a princípio foi hipotetizado. Pode-se pressupor que o resultado apresentado pelos respondentes do sexo masculino deve-se ao fato de existir pouco contato com o outgroup, propiciando a estereotipização, por outro lado, as respondentes do sexo feminino não apresentaram o mesmo resultado, reforçando o aspecto de que o contato com o outgroup reduz a estereotipização. Este estudo contribuiu no sentido de estimular a pesquisa dos estereótipos no contexto profissional. Além disso, poderá ser utilizado para estudos futuros que venham a identificar a interferência dos estereótipos na seleção de pessoas para cargos em organizações.


Título Completo
O chefe tem sempre razão? Investigando diferenças interculturais, de gênero e status nas relações de trabalho.

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
SÔNIA MARIA GUEDES GONDIM / Universidade Federal da Bahia

Autor
Márcio de Oliveira Sá / Universidade Federal da Bahia

Resumo Geral
Este painel tem como objetivo apresentar alguns resultados de uma pesquisa intercultural sobre atribuições de emoções e afetos no trabalho. Participaram do estudo 465 universitários dos cursos de Administração ou engenharia, do Brasil e da Espanha. O instrumento de pesquisa foi um questionário, no qual constava um cenário (sketch) de interação entre um supervisor ou líder e um empregado ou colaborador, numa empresa e uma foto ilustrando a interação. O sketch constituía-se de um diálogo de uma lauda entre os dois, no qual o supervisor/ líder instava o empregado/ colaborador a realizar corretamente uma tarefa, pois até então o seu desempenho não era satisfatório. O desenho do estudo foi um fatorial do tipo 4 (Supervisor/ Líder X Empregado/ Colaborador) X 2 (Homem X Mulher). Apesar do instrumento da pesquisa ser mais amplo, este painel se limitou a apresentar os resultados de apenas duas questões. Na primeira questão era perguntado ao respondente se este agiria da mesma forma que o supervisor ou líder da sketch, já na questão 2 era perguntado ao respondente se este agiria da mesma forma que o empregado ou colaborador da sketch. Para ambas as questões havia três opções de respostas disponíveis: “sim”, “não” ou “em parte”, e em seguida, por meio de uma questão aberta, pedia-se para o respondente justificar sua reposta. As respostas da questão aberta foram categorizadas. Foram realizados cruzamentos, por meio do qui-quadrado das seguintes variáveis: país do respondente, trabalho, curso do respondente e gênero. A análise dos resultados não revelou diferenças significativas entre as condições experimentais, especificamente aquelas que diferenciavam o Supervisor do Líder e o Empregado do Colaborador, entretanto apontou diferenças entre os países, gênero e trabalho. Alguns resultados encontrados foram: Os respondentes da Espanha indicaram que estão mais de acordo com o modo de agir do empregado/colaborador do que os respondentes brasileiros. A análise qualitativa das questões abertas indica que os espanhóis enfatizam no comportamento do empregado ou colaborador “mostrar confiança, “melhorar o desempenho”, “insegurança” e “buscar/seguir orientação”, ao passo que os brasileiros além dessas destacam a “necessidade de atenção”, sem destacar demasiadamente a insegurança. No que se refere ao comportamento do supervisor ou líder tanto os espanhóis como os brasileiros enfatizaram “confiar na capacidade do empregado”, “confiar na capacidade do empregado”, “orientar o empregado” e “motivar o empregado”. Por fim, outro resultado encontrado foi que o respondente que não trabalha tende a se identificar mais com o empregado.


Título Completo
Prostituição: trabalho ou emprego?

Modalidade
Pôster

Área
Trabalho

Sub-área
Trabalho, identidade e subjetivação

Proponente
CAROLINA RIBEIRO COLARES / Universidade Federal do Ceará-UFC/Fortaleza-CE

Autor
Cristiane Alves da Silveira / Universidade Federal do Ceará-UFC/Fortaleza-CE

Autor
André Soares Pimenta / Universidade Federal do Ceará-UFC/Fortaleza-CE

Autor
Joana Paula Lima de Castro / Universidade Federal do Ceará-UFC/Fortaleza-CE

Autor
Denise Carvalho Mesquita / Universidade Federal do Ceará-UFC/Fortaleza-CE

Autor
Carlos Eduardo Menezes Amaral / Universidade Federal do Ceará-UFC/Fortaleza-CE

Resumo Geral
Este trabalho vem apresentar a pesquisa realizada durante a disciplina de Psicologia Social II do curso de Psicologia da UFC no semestre 2004.1. Nosso objetivo principal era investigar se as prostitutas associadas à Associação das Prostitutas do Ceará (APROCE) vêem a atividade que exercem como um trabalho ou emprego. O trabalho é a categoria que exerce uma grande influência na construção do homem enquanto sujeito transformador da realidade do contexto histórico ao qual está inserido. Desse modo, também é resultado da interação entre as relações sociais e os recursos tecnológicos disponibilizados pela sociedade. Enquanto que à modalidade de emprego é um cargo ou ocupação que o indivíduo exerce de carteira de trabalho assinada e que não tem essa preocupação de buscar esse homem agente de mudanças da sociedade em que vive. A prostituição é a venda do corpo enquanto objeto sexual, em troca de dinheiro. Existiria, pois, "a troca de uma prestação de prazer por uma prestação de dinheiro". Segundo Moraes, a prostituição resultou do desenvolvimento urbano, devido à industrialização e globalização. Pois, “a grande indústria tende a destruir os elos e freios familiares", afirma. Os baixos salários das operárias faziam com que elas procurassem outra fonte de renda. 95% das prostitutas, nessa perspectiva, vinham das classes pobres, como forma de sobrevivência. Para atingirmos nosso objetivo, elaboramos um questionário e o aplicamos com cinco prostitutas e ex-prostitutas da APROCE, “instituição que luta a favor dos direitos da mulher prostituta e não, da prostituição.” diz a diretora da Associação. A partir da análise das entrevistas, concluímos que 100% das entrevistadas crêem que a prostituição é uma profissão, pois essa atividade garantia as suas sobrevivências. De acordo com as definições de trabalho e emprego que abordamos, a prostituição é um trabalho, uma vez que influencia diretamente na construção da história de vida dessas mulheres. Contudo, ela não pode ser identificada como emprego, pois as prostitutas não possuem carteira de trabalho assinada. Quanto à pergunta sobre regulamentação, 80% das entrevistadas ressaltam a necessidade de uma mudança de mentalidade da sociedade, colocando o preconceito como necessário antes da regulamentação e, 10% citam a importância da regulamentação, para se ter todos os direitos trabalhistas. É necessário explicitar as relações de poder que as colocam como excluídas sociais, para ir além da vitimização e do fatalismo, e cobrar do Estado e da sociedade civil políticas que garantam seus direitos trabalhistas.


Título Completo
ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS ORGANIZACIONAIS ATRAVÉS DO PROCESSO DE COACHING DE EXECUTIVOS– um estudo de caso.

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
SUELI APARECIDA MILARÉ / Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Autor
Elisa M. P. Yoshida / Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Resumo Geral
As organizações estão recebendo o impacto das mudanças estruturais da sociedade tendo que rapidamente serem alinhadas à globalização econômica, política e tecnológica. O perfil profissional que se espera das pessoas no trabalho hoje não é o mesmo que se esperava há alguns anos atrás, afetando diretamente as estratégias organizacionais e deflagrando mudanças atitudinais. O reflexo nos indivíduos, destes elementos percebidos no ambiente de trabalho, pode levá-los a situações de crise causando ineficácia de sua adaptação. Se estas pressões persistirem e se o potencial de enfrentamento não for suficiente, poderá ocorrer a incompatibilidade com o desempenho esperado. As mudanças organizacionais podem ser enfrentadas a partir de metodologia que permita que os indivíduos desenvolvam sua capacidade adaptativa e aprendam enfrentar este impacto na busca da estabilidade. O coaching oferece esta oportunidade. O coaching utiliza-se das informações obtidas sobre o desempenho e a problemática do indivíduo para posteriormente dar condições a ele de incorporar novas competências para atingir suas metas nas mudanças organizacionais. O objetivo deste estudo de caso foi investigar e avaliar a eficácia adaptativa de um profissional executivo que se submeteu ao programa de coaching. O instrumento utilizado é a EDAO – Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada, para acompanhar as mudanças na eficácia adaptativa promovida pelo programa de coaching de executivos. É participante deste estudo um executivo em cargo de comando em empresa de grande porte, multinacional, privada, que foi indicado a se submeter ao programa de coaching por sua empresa, sexo masculino e de formação superior. É considerado como executivo por ocupar cargo com nível de comando na empresa em que trabalha. Os resultados obtidos neste caso demonstram que o programa de coaching é eficaz no processo de adaptação do indivíduo às mudanças organizacionais e promove a incorporação de novas competências pessoais a fim de o executivo atingir suas metas organizacionais de desempenho.


Título Completo
ANÁLISE QUALITATIVA DO MATERIAL INSTRUCIONAL DE CURSOS A DISTÂNCIA OFERECIDOS POR UMA EMPRESA DO SETOR BANCÁRIO BRASILEIRO

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
RAFAELLA DE ANDRADE VIEIRA / Universidade de Brasília

Autor
Raquel Vilas Boas / Universidade de Brasília

Autor
Isabela Velasque / Universidade de Brasília

Autor
Renata Noleto / Universidade de Brasília

Autor
Gardênia da Silva Abbad / Universidade de Brasília

Resumo Geral
O presente estudo teve por objetivo relatar a avaliação do material didático de dois cursos a distância, oferecidos pela Universidade Corporativa de uma grande empresa pela intranet. As avaliações foram realizadas entre abril e junho de 2005, por quatro pesquisadores, que realizaram os cursos e em seguida analisaram seu material didático. Os cursos avaliados tinham o conteúdo relacionado à procedimentos de segurança dos empregados e produtos da empresa. Para as avaliações, utilizou-se o Roteiro de Análise de Material Didático, que, partindo das teorias objetivistas de desenho instrucional, funciona como um check-list e orienta a observação de itens relativos à adequação dos objetivos e das estratégias instrucionais, aos exercícios, ao planejamento de atividades, à seqüência do ensino e às fontes de informação. Ambos os cursos possuíam objetivos, em sua maioria inadequados, ou seja, não eram descritos em termos de desempenhos observáveis, apresentavam verbos imprecisos e sem foco no treinando. Foram encontrados resultados desfavoráveis quanto às estratégias utilizadas para interação entre os participantes (chats, fóruns, etc); e quanto à complexidade dos exercícios, considerados incompatíveis com os objetivos de aprendizagem pretendidos pelo curso. Quanto à navegabilidade, observou-se que a interface gráfica não possibilitou ao treinando flexibilidade e facilidade para tramitar entre as páginas e para localizar o conteúdo. A estratégia instrucional que mais se destacou positivamente foi a utilização de recursos de animação bem elaborados e adequados ao ambiente de trabalho dos funcionários. Os resultados foram agrupados em uma apresentação e repassados à empresa, parceira de pesquisa, que manifestou interesse em implementar as modificações sugeridas. Os resultados obtidos mostraram que uma avaliação planejada e sistemática do material didático pode servir de insumo válido para reajustes nos cursos, antes mesmo de avaliações nos níveis de reação, aprendizagem e impacto. Dessa forma, a experiência será discutida em termos das implicações práticas do uso de técnicas de análise de materiais instrucionais na criação de soluções eficazes na área de treinamento em organizações. Além disto, são avaliadas as dificuldades e desafios associados à avaliação de treinamentos a distância oferecidos por Universidades Corporativas.


Título Completo
Consultorias em Avaliação de Desempenho para um Órgão Público

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
RAPHAEL ANDRADE NUNES FREIRE / Universidade de Brasília

Autor
Elaine Neiva / Universidade de Brasília

Autor
Rafaella de Andrade Vieira / Universidade de Brasília

Autor
Roberta de Albuquerque Ferreira / Universidade de Brasília

Autor
Katia Todeschini / Universidade de Brasília

Autor
Mariana Juras / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Em busca de obter mais segurança nas decisões sobre as questões de recursos humanos da organização, a avaliação de desempenho, entre outras ações gerenciais, tem se mostrado como uma ferramenta bastante eficaz. Para tanto, essa medida visa acompanhar o trabalho e objetivos propostos aos indivíduos, dando feedback a essas pessoas com vista a torná-las motivadas e produtivas e a dar subsídios ao corpo gerencial para a tomada de decisões. Diante desse contexto, o presente trabalho descreve a realização de nove projetos de consultoria em avaliação de desempenho executados por uma Consultoria Júnior em recursos humanos junto a um órgão do governo. Tais avaliações foram estruturadas de acordo as peculiaridades da organização em questão. Percebeu-se que a metodologia mais condizente à realidade da organização é a avaliação 360º, que tem como pressuposto básico o desenvolvimento das competências por meio de retro-informações de pares (colegas), superiores, auto-avaliação e de clientes. Esse método não concentra a avaliação somente em informações do chefe imediato e, devido à diversidade de fontes, a avaliação tende a ser mais fidedigna. Os projetos ocorreram no período de outubro de 2003 a fevereiro de 2006, quando foram avaliados 32 funcionários em estágio probatório. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas e escalas de freqüência, cujos itens abordavam comportamentos específicos do cargo em avaliação. A organização solicitava o serviço de avaliação junto à consultoria júnior à medida que novos funcionários eram contratados, de modo que as informações obtidas com a avaliação auxiliassem a tomada de decisão quanto à permanência do funcionário na empresa ao final do período probatório. Seguindo-se ao término dos projetos era realizada uma reunião presencial de avaliação da satisfação do cliente. Os feedbacks fornecidos pelas avaliações, bem como as dificuldades ocorridas durante o projeto auxiliaram a criação de certas soluções e adaptações, de modo a aprimorar a qualidade do serviço prestado. Neste trabalho serão descritas as modificações implementadas, bem como as conseqüências positivas e/ou adversas decorrentes de cada uma delas, tanto em termos de qualidade do serviço quanto em termos da dinâmica do relacionamento com o cliente. Tais aprimoramentos permitiram a consolidação de uma relação mais amigável, confiante e cooperativa entre a Consultoria Júnior e o cliente, o que é vantajoso para ambas partes.


Título Completo
Critérios para avaliar um Centro de Psicologia Aplicada de uma instituição federal de ensino.

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
DULCE PIRES FLAUZINO / Universidade Federal de Uberlândia

Autor
Fernanda Tosetti Geara / Psicóloga, Goiânia, GO

Autor
Maria Angélica de Oliveira e Paula / Instituto Médico Psico-Pedagógico de Juiz de Fora

Resumo Geral
Para estabelecer parâmetros de avaliação dos resultados do Centro de Psicologia Aplicada (CPA) de uma universidade utilizou-se o modelo de auditoria de desempenho de Thomas F. Gilbert. A partir dos instrumentos Roteiro para Coleta de Dados; Matriz de Decisões; Teste ACORN e Questionário do Modelo de Engenharia Comportamental e do Probe Model realizaram-se entrevistas, observações e análises documentais. Os resultados das análises propiciaram compreender a história, os fluxos de trabalho e os principais procedimentos do CPA e, a seguir, identificar os principais critérios e medidas para verificar o desempenho do mesmo. Considerando a articulação entre ensino, pesquisa e extensão, os critérios para avaliação de resultados no Nível Político foram: 1) o número médio de projetos realizados em função dos tipos (estágio, pesquisa, extensão e formação), das principais áreas de atuação dos projetos e do número de docentes e de alunos envolvidos nos projetos; 2) o percentual de tipos de serviços oferecidos em relação às demandas regionais; 3) o percentual de projetos interdisciplinares; 4) o número de publicações anuais, considerados o conceito qualis delas, as monografias, as dissertações e as teses resultantes de trabalhos desenvolvidos no CPA e o número de docentes responsáveis pelos diversos tipos de publicações. A identificação desses parâmetros apontou os métodos de aperfeiçoamento a utilizar para a melhoria dos serviços, da atuação dos participantes dos projetos, o que resulta em uma melhor imagem da universidade. Este trabalho fornece parâmetros para centros de psicologia de universidades se avaliarem, para o acompanhamento desses centros pelos CRPs e pelo MEC.


Título Completo
PARCERIA PARA A INCLUSÃO: Uma Experiência de Diagnóstico

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Avaliação e medidas nos níveis do indivíduo, programas e organizações

Proponente
SUELI APARECIDA MILARÉ / Pontifícia Universidade Catolica de Campinas

Autor
Filipe Bardella / Pontifícia Universidade Catolica de Campinas

Autor
Suzana Kitahara / Pontifícia Universidade Catolica de Campinas

Resumo Geral
Sabe-se hoje da importância de um bom ambiente de trabalho e das relações interpessoais adequadas. Um ambiente de trabalho é considerado adequado quando oferece as condições necessárias ao desenvolvimento pessoal e profissional do funcionário, além de permitir que este se sinta participativo e ativo na organização, proporcionando o seu comprometimento com o trabalho realizado e favorecendo o alcance das metas organizacionais, assim como a satisfação de seus objetivos. A ausência de um ambiente adequado influencia na qualidade do trabalho, refletindo no produto final, principalmente nas organizações que prestam serviços, como é o caso das organizações do 3º setor. Estas organizações atingiram maior visibilidade no Brasil a partir da década de 90, simultaneamente aos efeitos da globalização, porém permaneceram com as precariedades da administração de caráter informal, dificultando que se preocupassem com a qualidade do serviço prestado e com as suas condições de trabalho. Considerado como de fundamental importância que a organização possua conhecimento das suas potencialidades e oportunidades de melhoria, foi desenvolvido um Diagnostico Organizacional em uma organização do 3º setor, que atende pessoas de zero a quarenta anos, portadoras de deficiência mental com a finalidade de incluí-las na sociedade. Além da observação participativa, que permitiu o conhecimento da atividade fim da instituição, foram realizadas reuniões para selecionar o melhor instrumento de coleta de dados, bem como a forma de sua aplicação. Houve também a divulgação do questionário escolhido para todos os funcionários em reuniões de equipe nas quais o caráter voluntário de participação foi enfatizado. O instrumento abrange quinze aspectos do ambiente de trabalho, sendo alguns deles: relações interpessoais, comunicação, estilos de liderança, relacionamento, motivação, planejamento, relações intergrupais, treinamento, trabalho em equipe e flexibilidade. Os funcionários deveriam relacioná-los ao seu ambiente de trabalho. Obteve-se 65% de participação, sendo que a maioria desses aspectos foi bem conceituada pelos funcionários, representando que de modo geral a organização está preparada para as suas atividades e atende as necessidades dos funcionários. A instituição mostrou necessidades de intervenção nas questões referentes à comunicação e treinamento, a partir das quais foram elaboradas propostas de intervenção e apresentadas à instituição para implementação. O processo de diagnóstico desta organização do 3º. Setor trouxe a oportunidade de mostrar à instituição suas possibilidades de melhoria, apresentar sugestões de implementação, além de ter a oportunidade de exercitar o papel do psicólogo nas organizações.


Título Completo
Dificuldades e impasses do diagnóstico organizacional numa empresa familiar

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento do consumidor

Proponente
SERGIO PAULO BEHNKEN / Universidade Estácio de Sá

Resumo Geral
Dificuldades do diagnóstico organizacional numa empresa familiar
Sérgio Paulo Behnken, Carmem Lúcia Pinheiro Caglia, Júlio César de Araújo Silva
(Psiconsult - Empresa Júnior de Consultoria em Psicologia da Universidade Estácio de Sá - Rio de Janeiro - RJ)

O objetivo deste trabalho é apresentar a experiência da Psiconsult na realização do diagnóstico organizacional numa empresa familiar que possui a sua cultura enraizada na figura de autoridade patriarcal. No primeiro momento realizaram-se reuniões com a diretoria da empresa – pais e filho – onde se ouviu as queixas da instituição e se apresentou a metodologia a ser utilizada. Detectou-se, então, o conflito existente entre o filho, representante da modernidade e das novas formas de gestão que supostamente agregariam valor à empresa, e os pais, resistentes às modificações dos seus métodos de trabalho que, até hoje, tinham dado certo. A empresa diagnosticada atua no ramo de sublocação de consultórios possuindo salas em dois bairros de classe média na cidade do Rio de Janeiro. A direção é composta pelo pai e pela mãe, tendo o seu filho como coordenador geral e responsável pela área de marketing da empresa. Para a realização da coleta de dados utilizamos o modelo teórico da psicóloga Rosa R. Krausz, formato II e também entrevistamos os profissionais dividindo-os em duas categorias: funcionários da clínica (08) e técnicos (230) que alugam os consultórios (psicólogos, médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e outros). Para estes técnicos utilizamos uma amostragem que totalizou 16 pessoas. Os aspectos pesquisados do sistema organizacional foram direcionados para a subjetividade dos atores envolvidos, identificando-se o que consideravam como pontos fortes e fracos da empresa, das equipes, da gestão (liderança) e do seu próprio desempenho. Analisando os aspectos psicológicos, percebemos que há formação de dois grupos: os aliados aos pais e outro aliado ao filho. Para cada um deles a dificuldade estava em extrair as informações isentas de vínculo emocional excessivo. Detectamos também uma maior resistência dos profissionais mais antigos (mais de 4 anos na empresa), provavelmente pela acomodação aos modelos de gestão utilizados anteriormente (pelos pais). Os profissionais mais novos mostraram-se mais propensos a acatar as idéias inseridas pelo filho, reconhecendo a necessidade deste aprimoramento para a evolução administrativa da empresa. Dentre as recepcionistas, foi percebido um sentimento de isolamento e de não participação das decisões do seu próprio trabalho. Para elas indicamos um trabalho de integração ao negócio da empresa, provocando a aproximação com o coordenador geral.


Título Completo
Comprometimento Organizacional: um estudo das bases de comprometimento em uma consultoria de recursos humanos

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
KELLY CHALUB COUTO / Spot Representações e Serviços Ltda

Autor
Eleuní Antônio de Andrade Melo / Universidade Católica de Brasília

Resumo Geral
Este trabalho procurou identificar as bases de comprometimento organizacional presentes em uma consultoria de recursos humanos, bem como verificar a existência de possíveis correlações entre essas bases e as características pessoais e demográficas da população estudada.
Foi analisada na revisão de literatura trabalhos realizados sobre comprometimento organizacional e que abordam as seguintes questões: a identificação das bases que sustentam o comprometimento, os fatores que potencializam ou geram comprometimento e as ações que dificultam ou interferem na formação e manutenção desses vínculos entre indivíduo e organização .
Para realização da pesquisa, foi utilizado o modelo de comprometimento organizacional de Meyer e Allen (1991), o qual identifica três diferentes bases no constructo “comprometimento”: afetiva, calculativa e normativa. As características pessoais e demográficas levantadas foram sexo, idade, estado civil, escolaridade, tempo de serviço na organização e exercício de chefia.
As variáveis relacionadas às bases de comprometimento levantadas foram mensuradas por meio de três escalas: Escala de Comprometimento Organizacional Afetivo – ECOA, Escala de Comprometimento Organizacional Calculativo – ECOC e Escala de Comprometimento Organizacional Normativo – ECON, validadas por Siqueira (2000), com índices de confiabilidade Alpha de Cronbach de .91, .90 e .87, respectivamente. As informações sobre as características pessoais e demográficas foram levantadas através de questionário estruturado com perguntas fechadas.
Os dados foram submetidos a análises descritivas e a testes de diferença de médias.
Os resultados mostraram que a base de comprometimento predominante e mais relevante na organização estudada é a base afetiva, quando comparada às bases calculativa e normativa. Não foi verificada neste estudo a existência de correlações entre as características pessoais e demográficas e as bases de comprometimento.
Este trabalho pôde oferecer à produção acadêmica em Psicologia Organizacional e do trabalho um estudo sobre as bases de comprometimento em uma organização pertencente a um segmento de mercado ainda não contemplado nas pesquisas sobre o tema, segundo a revisão da literatura nacional realizada.
Para a organização, o estudo disponibilizou uma ferramenta de diagnóstico organizacional para potencializar e embasar os processos de gestão dos funcionários de forma contextualizada e mais próxima à realidade vivenciada pelos mesmos.

Palavras-chave: comprometimento, organizações, consultoria de recursos humanos.


Título Completo
DESENVOLVIMENTO DO PAPEL PROFISSIONAL: NOTAS DE UMA INTERVENÇÃO EM PO&T

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
CIRLENE DE SOUZA CHRISTO / UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

Resumo Geral
A atuação do psicólogo nas organizações vem se ampliando de atividades relacionadas exclusivamente a recrutamento, seleção, acompanhamento e treinamento de pessoal, para atividades relacionadas à dinâmica grupal e organizacional. Desta forma, visando à análise e discussão de experiências que tragam consigo novos modos de intervenção em PO&T, apresentamos um relato de caso ocorrido no setor comercial de uma empresa multinacional no ano de 2003. O objetivo da intervenção foi o de possibilitar que cada participante pudesse identificar e descobrir em si mesmo, ao longo dos encontros, seu potencial de realização, suas habilidades, capacidades para o crescimento enquanto profissional, a partir da construção de um plano de ação individual voltado para o desenvolvimento, aprimoramento de seu desempenho profissional; bem como reforçar a identidade de grupo junto aos participantes e construir relações que pudesse encontrar, na interdependência existente entre os mesmos, apoio para o exercício do papel profissional de cada um. Para isto, utilizou-se metodologia vivencial no modelo da Educação de Laboratório. Primeiramente, realizou-se um pré-diagnóstico, que consistiu em encontro inicial com o grupo, cujo objetivo foi levantar as expectativas dos participantes e dados relativos ao desempenho profissional (preenchimento de questionário). O trabalho foi realizado em uma carga horária total de 40 horas e culminou com o desenvolvimento de planos de ação de desenvolvimento individual e grupal, frente às dificuldades e desafios enfrentados pelo grupo no cumprimento de seu papel profissional. Iniciou-se com a explicitação de sentimentos de insegurança profissional, desgaste emocional, solidão e frustração com atendimento de baixa qualidade, e com demanda de aprimoramento do “controle emocional”, desenvolvimento de habilidades de relacionamento e integração do grupo. Como resultado, constata-se uma notória diferença entre as visões da gerência e dos participantes sobre o foco de desenvolvimento dos temas. Segundo a primeira o problema estaria no relacionamento com os clientes, enquanto que para o grupo de profissionais o foco estava nas dificuldades de relacionamento interno, incluindo outros setores da organização, mas principalmente com a gerência. Conclui-se que, mais do que propor ações práticas de mudança, é papel do psicólogo organizacional permitir aos membros organizacionais uma reflexão sobre a dinâmica psíquica individual, assim como sobre a dinâmica psicossocial da organização como um todo.


Título Completo
Elaboração de treinamento a distância com uso das Novas Tecnologias da Informação

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Comportamento organizacional

Proponente
ROMMEL SOARES FERREIRA NOGUEIRA / Universidade de Brasília

Autor
Akemi Kawagoe / Universidade de Brasília

Resumo Geral
Seguindo tendência do final dos anos 1990, o Banco Central do Brasil adotou sua Universidade Corporativa (UniBacen), incrementando o uso da educação a distância (EAD). EAD é um sistema que provê oportunidades educacionais para qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer tempo (Belloni, 1999). As novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs) oferecem possibilidades enormes, combinando flexibilidade e independência no tempo e espaço, mas tornaram complexo o processo de EAD, acarretando priorizar o cuidado pedagógico sem usar a tecnologia por “deslumbramento”. As NTICs mudam rapidamente, o mercado oferece versões novas continuamente. Essa dinâmica cria um impasse: qual é a melhor forma para desenvolver conteúdos educativos, usando a tecnologia disponível e possível? A decisão está entre atender os desejos do educador, as possibilidades tecnológicas e menor custo de desenvolvimento. Na Unibacen, requeria-se metodologia para cursos auto-instrucionais a distância que respondesse esse questionamento. O objetivo foi elaborar um curso a distância via web destinado a secretários(as) da instituição. Conforme a teoria instrucional de Gagné (1985), o conteúdo foi desenvolvido numa oficina com analistas de RH e secretárias. Utilizou-se metodologia de desenho instrucional inspirada em sistemática de produção de telas de cinema (history board, Driscoll, 2002). Posteriormente, foram elaborados documentos descritivos do curso (Planejamento Instrucional e Roteiro de Tela) e respectivos PowerPoint®. Compunha-se de quatro módulos e dez aulas, com exercícios construídos conforme os objetivos instrucionais, com feedbacks imediatos. Havia múltipla escolha, V ou F, comparar colunas, clicar e arrastar, respostas curtas e completar lacunas. Incluiu-se pré e pós-teste para avaliar aprendizagem e avaliação de interface gráfica. Uma equipe de informática transformou-o em Flash® e elaborou um gerenciador de cursos a distância (LMS) específico às necessidades do curso. Desenvolveram-se ferramentas de borda: cadastro de usuários, acesso monitorado, atividades dinâmicas, esquemas de feedbacks, controle de tempo, andamento nos exercícios, performance do aluno, ferramentas de armazenamento e recuperação de dados. Escolheu-se como linguagens dinâmicas de programação ASP.NET e ACTIONSCRIPT aliada a JAVASCRIPT. A base de dados foi MS-SQLServer 2000. Essas tecnologias possibilitaram uso de sons, animações, atividades interativas, entre outras, com finalidades pedagógicas. O maior benefício foi levar ao público-alvo um curso dinâmico, com características modernas, em termos de tecnologia, respeitando os requisitos educacionais e flexível, ao permitir alterações de conteúdo. Para a organização, o modelo desenvolvido será utilizado para elaborar outros cursos nessa plataforma. Discutir-se-à o caso com base nas teorias instrucionais e as implicações para treinamentos mediados por NTICS em educação corporativa.


Título Completo
Assessoria de Diversidade e Apoio aos Cotistas da Universidade de Brasília

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
JAQUES GOMES DE JESUS / Universidade de Brasília

Resumo Geral
A presente intervenção objetiva divulgar à comunidade acadêmica a experiência e as soluções encontradas para realização dos trabalhos e projetos da Assessoria de Diversidade e Apoio aos Cotistas da Universidade de Brasília – UnB, criada em março de 2005 com a finalidade de acompanhar a entrada e a permanência dos estudantes oriundos do Sistema de Cotas para Negros no vestibular, além de lidar com questões políticas e técnicas relacionadas à gestão da diversidade no ambiente acadêmico. O Brasil se encontra em um momento histórico de revisão responsável de seus parâmetros raciais, o que implica na necessidade de criação de espaços de valorização da diversidade na sociedade. A criação da Assessoria de Diversidade e Apoio aos Cotistas foi uma proposta realista e viável no sentido de agilizar essa valorização no contexto acadêmico. Não se quer criar um gueto, mas sim um espaço de valorização da presença massiva das pessoas negras. A universidade, no seu afã de implementar mudanças, precisa lidar com o elevado grau de resistência dos brasileiros a processos de mudança organizacional, associado à necessidade de deixar claro aos nossos conterrâneos que (1) há envolvimento e compromisso da alta gerência com o processo de mudança conduzido, e que (2) há inclusão de grupos formadores de opinião no processo de mudança das atuais relações sócio-raciais. No que se refere aos cotistas, a Assessoria serve para que eles tenham informações e formação a respeito da importância da sua presença na universidade. Como resultados já alcançados com o processo de implantação da Assessoria, citem-se a criação de um espaço físico de apoio aos estudantes cotistas, o Centro de Convivência Negra, o fortalecimento de parcerias externas da UnB, a articulação de uma série de estágios e bolsas de pesquisas, realização de eventos e formação de uma rede de comunicação junto à comunidade estudantil negra. O Centro servirá, em sua plena capacidade, como um espaço de debate para toda a comunidade acadêmica, articulando os grupos de opinião existentes na UnB a favor das metas de inclusão racial e da formação de um ambiente de valorização da diversidade, através da inclusão positiva do negro e de sua figura na vida acadêmica.


Título Completo
Gestão Ambiental em um Hotel Cinco Estrelas: encontros e desencontros no discurso dos trabalhadores

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
KÁTIA BARBOSA MACÊDO / Universidade Católica de Goiás

Autor
Elise Alves dos Santos / Universidade Católica de Goiás

Resumo Geral
O presente estudo apresentou um caso pesquisado numa empresa goiana do ramo hoteleiro certificada pela EMBRATUR como cinco estrelas. Teve como objetivo conhecer como os trabalhadores percebem o Sistema de Gestão Ambiental. Neste estudo foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, com trabalhadores do Grupo de Chefias e do Grupo de Operacionais, além da análise documental. Foi utilizada a análise do discurso de Lane (1985) para tratamento dos dados obtidos. Constatou-se que a empresa não tinha um Sistema de Gestão Ambiental, tinha algumas práticas voltadas ao meio ambiente. Na maior parte das vezes tais ações eram percebidas como benefício relacionado à redução de gastos. Conforme os entrevistados, as ações de gestão ambiental não eram devidamente controladas no que se refere à comunicação, divulgação, controle, monitoramento, etc.. O grupo dos operacionais, quase sempre, desconheciam que ações eram realizadas na empresa neste sentido. O grupo de Chefias mostrou-se desinformado e em contradição com a fala dos colegas de trabalho. A atuação em práticas de gestão ambiental pareceu atender a legislação, mesmo que de forma mais defensiva e contingente à EMBRATUR e apresentou benefícios mínimos para o hotel. Isso pode ser atribuído à forma de atuação percebida em relação às práticas de gestão ambiental adotadas na empresa. A percepção da falta envolvimento do G2 e também em parte do G1, além da falta de pessoal especializado para tratar das questões ambientais, indicam a vivência da fase inicial e de percepção da adaptação da empresa em relação às questões ambientais.Sugere-se então à empresa pesquisada que se utilize de estratégias pró-ativas para garantirem o adjetivo de ambientalmente responsável. E mais que uma certificação, sustente o diferencial de empresa ética e de ações ambientais mais voluntaristas que contingentes. Recomenda-se a criação da área de meio ambiente que deve efetuar um monitoramento constante dos ambientes de trabalhos, sendo responsável por participar e contribuir efetivamente no estabelecimento de planos de emergência específicos para os casos de acidentes ambientais. O que indica estar em falta são atitudes características de um comportamento organizacional integrado voltado às questões ambientais, que ainda precisa ser estabelecido e conhecido. As empresas que atuam em mercados de produtos e prestação de serviços altamente diferenciados tendem a adotar um modelo estratégico de gestão ambiental. A sugestão de intervenção é justamente assumir essa tendência de fato na atuação da empresa.


Título Completo
Programa organizacional de inserção de pessoas com deficiência: um estudo de caso de uma organização que não está vinculado ao cumprimento de uma lei

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
MARCELO AFONSO RIBEIRO / Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo

Autor
FLAVIO RIBEIRO / Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo

Resumo Geral
A presente proposta visa analisar um programa organizacional de inserção de pessoas com deficiência que não está pautado apenas no cumprimento de uma lei, mas antes na filosofia e na visão dos proprietários, que acreditam na necessidade de oferta de oportunidade e desenvolvimento profissional para esse grupo de pessoas. Desde o advento da Lei 8213/91, regulamentada pelo Decreto-Lei 3298/99, muitas organizações têm recrutado funcionários com deficiência, não por ideologia ou desejo próprio, mas pela obrigatoriedade da lei, em geral oferecendo uma estrutura assistencialista, que não busca se relacionar e se modificar em função do novo perfil dos funcionários, nem oferecer um espaço real de trabalho. O trabalho é fator de consolidação da identidade e reconhecimento social, que no capitalismo busca eficiência e produtividade e parece não combinar com uma pessoa com deficiência, que, geralmente, em função de preconceito e desvalorização das potencialidades dessas pessoas, se vê relegada a impossibilidade de trabalho, principalmente em tempos de desemprego e falta de trabalho. Foi realizado um diagnóstico organizacional dos efeitos do programa de inserção citado através de entrevistas semi-abertas com os funcionários (com e sem deficiência), com os consumidores, com o setor de recursos humanos e com os proprietários e foi constatado que: a organização tem políticas de recursos humanos que enxergam, selecionam e avaliam o desempenho do funcionário com deficiência embasadas em critérios de competência e produtividade, não com uma visão assistencialista, mas buscando a valorização, integração e desenvolvimento do mesmo em consonância com os objetivos organizacionais. Os principais resultados foram uma maior integração entre os funcionários, um baixo turn-over, uma boa produtividade de todos, uma mudança de cultura e um bom clima organizacional, apesar dos constantes contratempos e adaptações realizadas freqüentemente que já se tornaram parte da cultura organizacional. Os principais benefícios do programa de inserção foram: para a organização, o reconhecimento e respeito da sociedade em função da responsabilidade social e a construção de um modelo de gestão mais democrática, que abarque o diferente em sua estrutura; para a população-alvo, a possibilidade de ser reconhecida e valorizada por suas competências e não desvalorizada pelas suas deficiências e de construir uma carreira e uma identidade no trabalho; e para as políticas públicas, a oferta de subsídios para um modelo de inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.


Título Completo
Projeto Centro de Formação & Estudo (CFE)

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Diversidade nas organizações e responsabilidade social

Proponente
LUCIENE DA SILVA GOMES / Volkswagen do Brasil Ltda.

Resumo Geral
Trata da apresentação de Projeto CFE realizado com funcionários de empresa automobilística do Grande ABC. O Projeto, iniciado pela necessidade de reestruturar o quadro funcional, foi totalmente financiado pela empresa e abrangeu um programa de requalificação profissional, considerando as peculiaridades deste grupo. Este estudo de caso busca compreender os sentidos dados pelos participantes ao Projeto em dois momentos: no ingresso e após 2 anos de atividades. Os participantes, 300 funcionários, entre 20 e 50 anos, 90% do sexo masculino, indicados como excedentes do quadro funcional, tornaram-se um grupo que perdeu o trabalho, mas não o emprego. Isto é, continuaram empregados efetivos com as condições trabalhistas e de salário inalteradas, mas afastados das atividades laborais. A escolaridade se concentra em 37% com nível superior, 29% nível médio e 21% nível fundamental. 9% possui pós-graduação, mestrado ou doutorado. O Projeto oferecido ao grupo foi estruturado para, primeiro realizar um balanço de carreira com ferramentas que avaliaram suas habilidades e competências, diagnosticando as que precisavam ser aprimoradas. Com base nisso desenvolveram um Plano de Vida Profissional e iniciaram cursos profissionalizantes e cursos de aperfeiçoamento conforme definido no Plano. Além disso, participaram de atividades que resgataram experiências vividas durante o Projeto promovendo uma reflexão que os auxiliou na mudança de postura: de vítimas do processo para sujeitos ativos do Projeto. Participaram de espaços de fala e Feira de Carreiras que abordaram o mercado de trabalho como tema e colocaram em contato com profissionais de outras empresas. À pretexto de concluir, alguns pontos são destacados: 66% das pessoas consideraram o ingresso no Projeto uma experiência traumática. Hoje, 87% possui uma visão e postura positivas no Projeto, pois afirmaram que, aprenderam a lidar com mudanças (20%), adquiriram autoconhecimento (28%) ou conhecimentos técnicos (21%). Com relação ao que podem ensinar, 33% novas atitudes e 16% conhecimentos técnicos. Para 57% mudou a forma de ver as coisas e para 20% a qualidade de vida mudou para melhor. No item “o que estão fazendo por si”, 80% estão em busca de inovação e novos caminhos. Após análise dos dados, observa-se que as atividades lhes permitiram compreender a realidade, antes vista como negativa, como oportunidade de crescimento pessoal e profissional. O Projeto CFE teve como preocupação não colocar no mercado de trabalho pessoas sem preparo para enfrentá-lo, mas, durante 3 anos investiu no desenvolvimento profissional e comportamental, para possibilitar a estas pessoas novas oportunidades de carreira e de vida.


Título Completo
Análise ergonômica aplicada aos aspectos cognitivos e interacionais da atividade

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
ELAINE DA SILVA VIOLA / Universidade Federal do Rio de Janeiro

Autor
MARIO CESAR RODRIGUEZ VIDAL / Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo Geral
Nas sociedades modernas, a crescente apropriação das tecnologias de informação e comunicação pelas organizações vem exigindo que os trabalhadores interajam com elementos cada vez mais complexos, o que põe em destaque os aspectos mentais das atividades e aviva o interesse por pesquisas e intervenções neste campo. Embora os desafios impostos freqüentemente promovam o desenvolvimento de potencialidades, há exigências que redundam em sobrecarga, sofrimento, exaustão, estresse – e acidentes. A Ergonomia contemporânea está sensível e atenta a este quadro, e pesquisa métodos para a correção e a prevenção de disfuncionamentos laborais cuja causa esteja relacionada a cognição e a interação humana, visando controlar as eventuais repercussões negativas na produtividade e na saúde mental dos trabalhadores. O relato em questão diz respeito a uma destas iniciativas. Toma por base os pontos de vista da Psicologia e da Ergonomia, e associa a metodologia de estudo do trabalho real, desenvolvida por Wisner, ao enfoque comportamental, de Beck e Young. Esta é a gênese da “Técnica de Análise Ergonômico-Cognitiva do Trabalho”, instrumento desenvolvido para a identificação, valoração e tratamento de riscos associados às exigências dos processos mentais envolvidos na construção coletiva das atividades de trabalho. No caso prático que se relata, a “TAECT” foi aplicada a um grupo de operadores de uma instalação petrolífera para investigar oportunidades de melhoria no que concerne a fatores de sobrecarga cognitiva, tomada de decisões, comunicação e cooperação, repartição e gerenciamento das tarefas. A intervenção não se restringiu a análises de postos de trabalho, ou de indivíduos isolados: trabalhou-se no campo interacional das atividades e processos, questionando as demandas em seus aspectos mentais, comunicacionais e metacognitivos, sempre objetivando resultados dirigidos a melhoria do funcionamento global do sistema produtivo. Os trabalhadores colocaram em discussão temas como os procedimentos para passagem de turno, o trabalho em equipe, a divisão do trabalho, concentração de atribuições, etc; a seguir, investigaram os fatores de risco a eles associados, e propuseram ações para a transformação, firmando alguns pactos. A grande contribuição da intervenção, contudo, foi a melhoria no clima organizacional, a recuperação da crença no sucesso da ação organizacional conjunta, e a motivação pessoal orientada a mudanças. Os benefícios observados puderam comprovar que esta técnica é capaz de promover simultaneamente ganhos para o sistema produtivo, a saúde psicológica, e a realização profissional do trabalhador.


Título Completo
Espaço e Conforto: Influência nas Condições de Trabalho

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Trabalho

Sub-área
Ergonomia

Proponente
FRANCISCO LEITE AVIANI / Universidade de Brasília - UnB

Autor
JÚLIA ISSY ABRAHÃO / Universidade de Brasília - UnB

Resumo Geral
As características de um Centro de Saúde constituem um desafio para o projeto. A planta física, o mobiliário, o ambiente, a organização e as relações sociais afetam o desempenho. Esse contexto evidencia a necessidade de uma abordagem interdisciplinar capaz de unir competências na concepção de um projeto nesse tipo de organização. O objetivo geral do estudo é identificar como se articulam, em um Centro de Referência em Saúde do Trabalhador-CRST, as variáveis relativas ao Conforto Ambiental e à Configuração do Espaço Físico e dos equipamentos nas atividades de atendimento, favorecendo a sua re-concepção e concepção visando a melhoria das condições de trabalho e da qualidade de atendimento. O estudo articula três áreas do conhecimento envolvendo seus métodos, técnicas e instrumentos. Buscou-se, na área da Ergonomia, a Análise Ergonômica do Trabalho - AET; na área da Arquitetura, a Avaliação Pós-Ocupação - APO; e na área do Design, o Quality Function Deployment - QFD. A AET por meio das observações gerais e sistemáticas e análise de documentos, permitiu realizar o diagnóstico da organização e propor melhorias. Técnicas das APO e do QFD complementam a tecnologia salientando características do Conforto Ambiental e do Espaço Físico que interagem na definição das condições de trabalho. O Esquema Metodológico adotou um percurso de projeto em etapas: a 1ª: a análise da demanda, da empresa, da tarefa, da atividade e validações; a 2ª: a avaliação do Conforto Ambiental; a 3ª: o desdobramento da qualidade por meio da voz do usuário; a 4ª: a Arquitetura Participativa; a 5ª: as recomendações e soluções; a 6ª: o acompanhamento da especificação e melhoramentos e a 7ª: a Pré-validação do espaço projetado. Ao integrar os usuários internos e externos no projeto os resultados permitiram articular variáveis do contexto do Centro e voltadas para a realidade, propondo recomendações com configurações espaciais construídas a partir das necessidades impostas pela natureza dos serviços desenvolvidos. O conteúdo do relatório de recomendações é uma contribuição importante para as decisões de planejamento e para reformulação e criação de novos estabelecimentos de atendimento à saúde. Um esquema metodológico que envolve técnicas da Ergonomia, Arquitetura e Design, permite maior acerto nos projetos de espaços físicos de Centros de Saúde, o que significa a maior longevidade destes estabelecimentos e diminuição dos ciclos de reformas. Sua principal característica é antecipar para o momento do projeto, os futuros problemas.


Título Completo
A construção da Psicologia Social do Trabalho no Ceará, através das atividades do NUTRA – Núcleo de Psicologia do Trabalho

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
CAROLINA RIBEIRO COLARES / Universidade Federal de Fortaleza – UFC; Fortaleza – Ceará.

Autor
Maria de Fátima Sena e Silva / Universidade Federal de Fortaleza – UFC; Fortaleza – Ceará.

Autor
Cássio Adriano Braz de Aquino / Universidade Federal de Fortaleza – UFC; Fortaleza – Ceará.

Autor
Clarissa de Fátima Nobre Carvalho / Universidade Federal de Fortaleza – UFC; Fortaleza – Ceará.

Autor
Maria Cristina Cunha Lima / Universidade Federal de Fortaleza – UFC; Fortaleza – Ceará.

Autor
Vanessa Antônia Camurça Paixão Rocha / Universidade Federal de Fortaleza – UFC; Fortaleza – Ceará.

Resumo Geral
O NUTRA – Núcleo de Psicologia do Trabalho, criado em 1994, é um Programa de Extensão que tem como missão pensar a Psicologia Social do Trabalho, enquanto disciplina científica e campo profissional, através da construção teórica e metodológica, trazendo contribuições para a pesquisa, o ensino e a extensão. Entre os objetivos que perseguimos está o desenvolvimento de uma consciência política e cidadã, comprometida com a realidade social e com a qualidade de vida. Das atividades realizadas ao longo do ano de 2005 podemos destacar o ‘II ECPOT – II Encontro Cearense de Psicologia Social e do Trabalho’, que se constituiu um fórum para debate e troca de experiências nesta área; ‘Nutrócio’ – encontros realizados no espaço do Departamento de Psicologia viabilizando a dualidade Lazer X Trabalho e favorecendo atividades de político/culturais como a ‘Oficina Pública de Prevenção às DSTs/Aids e ao uso abusivo de Drogas’, realizada em comemoração ao dia mundial de luta contra a Aids; ‘Mobbing’ – grupo de estudos sobre o Assédio Moral no Trabalho; ‘Grupo de Estudos Introdutório à Psicologia do Trabalho’, direcionado para alunos dos primeiros semestres do curso de psicologia; ‘Movimento A’, projeto desenvolvido com adolescentes de 10 escolas públicas de Fortaleza tendo por objetivo prover discussões como a inserção laboral, sexualidade, uso de drogas e cidadania; ‘PRD – Programa de Redução de Danos’, que objetiva contribuir para o movimento de inclusão social dos usuários dos PRDs de Fortaleza; ‘Oficinas de Orientação Profissional’ em comunidades e escolas de Fortaleza; ‘Seminário de Integração e Introdução ao Curso de Psicologia’ que, dentro uma proposta de socialização organizacional, recebe nossos estudantes novatos; realizações de ‘Oficinas Públicas na área de Drogas, Políticas Públicas e Cidadania’ e realizações de pesquisas sobre drogas com adolescentes e jovens do MST/Ce. Todas estas e outras atividades que desenvolvemos ao longo desses 11 anos de existência proporcionaram uma ampliação de nossas parcerias com os diversos setores da sociedade como a Prefeitura Municipal de Fortaleza; Secretária de Municipal de Saúde; Núcleo de Prevenção e Redução de Danos–NUPRED; Fundação da Criança e da Família Cidadã/FUNCI; Secretária Estadual de Saúde; Fórum Ong-Aids; Fórum Ong-Drogas; Fórum de Mulheres Cearenses; Grupo das Mulheres Cidadãs Positivas, (RNP+) e o MST/Ce. O contato com essas realidades tem nos obrigado a uma atualização constante dos conteúdos das disciplinas da área de Psicologia Social do Trabalho (graduação e pós), fortalecendo o nosso diálogo com nossa matriz básica que é a Psicologia Social.


Título Completo
APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL: FORMAÇÃO DE INSTRUTORES DE TREINAMENTO

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
JULIO CARLOS FIGUEIREDO / Universidade Federal Fluminense

Autor
CATHARINA MARINHO MEIRELLES / Universidade Federal Fluminense

Autor
Claudia Porto Gonçalves / Universidade Federal Fluminense

Autor
Lívia Borges / Universidade Federal Fluminense

Autor
Cristiano Alfradique / Universidade Federal Fluminense

Autor
Márcia Carvalho Benites / Universidade Federal Fluminense

Resumo Geral
Atualmente a sobrevivência dos sistemas organizacionais está diretamente relacionada à capacidade de receber, analisar e transmitir informações. Instrutores de treinamento adequadamente preparados atuam como agentes facilitadores e multiplicadores desse processo. O público alvo do curso de Formação de Instrutores de Treinamento são alunos, ex-alunos e profissionais da Universidade Federal Fluminense e comunidade em geral, sendo realizado no Serviço de Psicologia Aplicada. O curso tem como objetivo propiciar aos participantes uma oportunidade para análise e revisão dos principais conceitos, métodos, técnicas e recursos instrucionais presentes na prática dos instrutores de treinamento. Ao final do programa, o participante estará capacitado a elaborar um plano de aula, redigir corretamente objetivos de treinamento, identificar técnicas e métodos de treinamento mais adequados à prática do instrutor de treinamento, selecionar os recursos instrucionais mais adequados às necessidades de cada grupo e avaliar se durante o treinamento os objetivos propostos estão sendo alcançados. As atividades realizadas buscam o desenvolvimento do conteúdo programático, com ênfase nas etapas de planejamento, execução, avaliação. Destacam-se elementos ligados a elaboração de planos de aula, objetivos instrucionais, conteúdo, metodologia, recursos, avaliação, dinâmicas e exercícios relacionados aos temas. A metodologia atende às premissas do projeto, partindo da realidade dos participantes para o estudo das questões propostas, enfatizando as discussões dos temas de acordo com as necessidades do grupo. O instrutor, quando desenvolve atividades no sentido de transmitir ao treinando os conhecimentos, as habilidades e as atitudes, está procurando transmitir, respectivamente o saber, o saber fazer e o querer fazer. São realizadas atividades de gravação e avaliação das aulas de cada um dos participantes como fator de grande aprendizagem durante os trabalhos. Pode-se observar ao longo do processo que os objetivos são alcançados, contribuindo para isto também a avaliação realizada com os participantes, no último dia do curso, através de um questionário. As metas são atingidas na medida em que o curso tem proporcionado um espaço onde a aprendizagem dos participantes possa ocorrer, e esses demonstram interesse pela realização de novos projetos com a utilização da mesma metodologia. As inscrições são gratuitas reafirmando assim a importância da oferta do curso de Formação de Instrutores em Treinamento como forma de integrar as atividades fins de ensino, pesquisa e extensão da universidade pública. As iniciativas da área de Psicologia do Trabalho do Departamento de Psicologia da UFF se colocam na defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada.


Título Completo
Assédio Moral: Um ‘Velho’ Fenômeno Contemporâneo no Mundo do Trabalho

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
RAQUEL NASCIMENTO COELHO / Universidade Federal do Ceará

Autor
Cássio Adriano Braz de Aquino / Universidade Federal do Ceará

Autor
Andressa Alencar Gondim / Universidade Federal do Ceará

Autor
Mabel Melo Sousa / Universidade Federal do Ceará

Autor
Carolina Ribeiro Colares / Universidade Federal do Ceará

Autor
Leonardo Araújo Lima / Universidade Federal do Ceará

Resumo Geral
Funcionando como um grupo de estudos, orientado pelo Professor Doutor Cássio Braz, e vinculado ao Núcleo de Psicologia do Trabalho/UFC – NUTRA, projeto de extensão que engloba, entre suas atividades, estudos e pesquisas sobre temáticas que permeiam o espaço laboral, o estudo do mobbing ou assédio moral inclui-se no campo de aplicação do estudo da Psicologia no âmbito do trabalho. O objetivo é introduzir, na universidade, um espaço de reflexão e discussão sobre a violência no trabalho, a partir da perspectiva do assédio moral e suas diversas formas de manifestação, contribuindo para a formação e atuação do Psicólogo Social do Trabalho. Embora seja um tema largamente estudado nos países da Europa, no Brasil ainda não se constitui como área suficientemente difundida no campo das ciências humanas, restringindo-se ao domínio da área jurídica. O grupo de estudo sobre mobbing busca, assim, reverter essa realidade no espaço acadêmico, por meio de encontros quinzenais de duas horas de duração cada. Através de bibliografias previamente selecionadas, os alunos estudam, debatem e aprofundam os conteúdos lidos, discutindo casos que ilustram tal fenômeno, para um melhor entendimento dos fatos reais. Compreendido como qualquer conduta abusiva, repetitiva e sistemática que atinja a integridade física ou psíquica do trabalhador, o assédio moral atua diretamente sobre a degradação do clima organizacional, podendo conduzir a sérios danos à saúde do indivíduo. Foca-se, nesse estudo, além dos aspectos relativos à saúde mental dos trabalhadores, a análise do fenômeno no que se refere à melhoria da qualidade do espaço laboral e das relações sociais no trabalho, visto poder-se utilizar o conhecimento do mobbing como elemento de prevenção da exclusão social. Há dificuldade em definir o assédio em si, como também os procedimentos para se relatar o fato legalmente. O julgamento do que é assédio ou não é complexo, por ser difícil delimitar o que constitui uma conduta abusiva, assim como há dificuldade em reunir provas e testemunhas, pois as leis não captam o subjetivo. Ao reconhecer que o trabalho ocupa um lugar muito importante na vida das pessoas e na constituição da própria subjetividade, aportamos um olhar distinto sobre o fenômeno laboral, introduzindo uma perspectiva relativamente nova de utilizar essa reflexão para (re)situar o significado do trabalho na sociedade contemporânea. Essa perspectiva de abordar o mobbing contribui para compreender a ancoragem da Psicologia do Trabalho no terreno complexo da Psicologia Social.


Título Completo
Atuação e Inserção Profissional em POT

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
VANESSA PORTO BRIXI / UnB/ Praxis Consultoria Jr

Autor
Fernanda Teles Vieira / UnB/ Praxis Consultoria Jr

Autor
Juliana Carvalho Bittar / UnB/ Praxis Consultoria Jr

Autor
Lílian Brito Bertoldi / UnB/ Praxis Consultoria Jr

Autor
Lude Marieta Gonçalves dos Santos Neves / UnB/ Praxis Consultoria Jr

Resumo Geral
O caso em questão tem o intuito de explicitar práticas de capacitação em psicologia organizacional realizadas por uma consultoria júnior em psicologia. Percebe-se na área organizacional o predomínio de um núcleo clássico de atividades que tradicionalmente define o espaço de atuação do psicólogo nas organizações, vinculado às ações de recrutamento e seleção, e também agregando outras funções clássicas da área de gestão de pessoas: treinamento e avaliação de desempenho. Porém, é perceptível o aparecimento de novas e modernas atividades dentro de POT, que não estão tão vinculadas ao modelo mais tradicional do trabalho do psicólogo nessa área: planejamento e execução de projetos, diagnósticos situacionais e funções de assessoria e consultoria. A atuação em uma consultoria júnior permite ao futuro profissional conhecer processos totais de trabalho, participar de processos administrativos e desenvolver capacidade gerencial articulando missão, visão, valores, metas e estratégias organizacionais. Essas atividades configuram um tipo de inserção profissional diferenciada por ampliarem o nível de intervenção frente aos problemas organizacionais e por possibilitar uma compreensão da organização como um fenômeno psicossocial. Para a análise dos dados foram utilizados os relatórios de atividades das cinco últimas gestões da empresa. Foram realizadas tanto atividades de gestão interna como atividades de consultoria externa. Dentro das atividades internas, podemos destacar: processos seletivos; acompanhamento de diretorias; treinamento; avaliação de desempenho; elaboração de planejamentos estratégico e orçamentário; elaboração de ferramentas de organização e controle dos processos de trabalho; eventos de integração e socialização, dentre outras atividades gerenciais, capacitando em tais áreas os alunos de graduação integrantes da empresa. Dentre os processos de consultoria externa podemos destacar: demandas em recrutamento e seleção, em treinamento, psicologia do consumidor, mapeamento de competências, avaliação de programas, avaliação de desempenho, análise de conteúdo e para realização de planos de cargos e salários. Destas demandas foram fechados 37 projetos nos últimos cinco anos, nas diversas áreas citadas. Além disso, a empresa realizou também três projetos na área de orientação profissional. Assim, podemos dizer que a empresa envolveu uma grande quantidade de alunos em seus projetos de consultoria, desenvolvendo os estudantes em POT e colocando-os em contato com o mercado de trabalho. Concluímos que as atividades realizadas contribuem para a melhor inserção do aluno na área de POT, enriquecendo sua formação ao oportunizar conhecimentos práticos na área organizacional no nível técnico e, diferencialmente, nos níveis estratégico e de formulação de políticas globais para a organização.


Título Completo
Avaliar o que foi aprendido em um programa de ensino de psicologia organizacional e do trabalho

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
REGINA CELINA CRUZ / UFSC

Autor
Ulisses Domingos Natal / PUCPR

Resumo Geral

Planejar formas de trabalho, avaliação e acompanhamento do desempenho acadêmico é rotina para todos os professores que participam de um processo de formação profissional no ensino superior. Avaliar os resultados da aprendizagem precisa ser também uma prática comum, para que as atividades solicitadas não sejam um mero acúmulo de tarefas para compor notas de alunos e para o cumprimento de mais um ritual acadêmico. Transformar o conjunto de trabalhos solicitados em produção de conhecimentos foi um dos objetivos dos professores que resultou nesta pesquisa. Em 2003, após o estudo de todos os temas propostos, os alunos deveriam visitar uma organização para caracterizar as ações relacionadas com os temas estudados. Foi feita a construção coletiva de um instrumento para observação indireta por meio de entrevistas, contando com a participação de todos os alunos. O instrumento foi composto de onze itens, sendo o primeiro referente à caracterização da organização e os demais sobre os diferentes sub-sistemas de recursos humanos: clima e cultura organizacional, análise e descrição de cargos, recrutamento e seleção, programa de integração de novos funcionários, acompanhamento do desempenho no trabalho, análise de absenteísmo, treinamento e desenvolvimento, segurança no trabalho e saúde no trabalho. Os alunos formaram equipes e cada uma delas ficou responsável por uma visita à uma organização de Curitiba ou Região Metropolitana, para entrevistar um profissional indicado pela organização. Os dados coletados foram registrados em um relatório de visita. Foram feitas 33 visitas e essa pesquisa é referente ao estudo de 50% dos relatórios de visitas, organizados por meio de uma amostra aleatória simples. Por meio da análise das conclusões apresentadas ao final dos relatórios foi possível identificar 21 opiniões referentes a avaliação da experiência para os grupos de alunos. As respostas foram organizadas em quatro categorias com os seguintes resultados: 1. “Correlações da teoria com a prática”, com 47,61% de indicações; 2. “Avaliação do campo de atuação do psicólogo”, com 28,57%; 3. “Críticas ao modelo de Gestão de Pessoas” com 19%; 4. “Conhecimento da estrutura e do ambiente organizacional” com 4,76% das indicações. Um dos objetivos das visitas era a prática da observação direta em organizações. Outro objetivo era promover a correlação dos temas estudados teoricamente e por meio de simulações em laboratório com situações observadas nas organizações. De acordo com os resultados da análise é possível concluir que os objetivos foram alcançados e o procedimento de visita demonstrou relevância para a formação dos alunos.




Título Completo
INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO GLOBAL – UM CASO DE REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PSICÓLOGOS ORGANIZACIONAIS NO RIO GRANDE DO SUL

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
ZEILA BEDIN / IDG - Instituto de Desenvolvimento Global

Autor
Clarice Salete Traversini / UFRGS

Autor
Lívia Maria Bedin / IDG

Autor
Paula Pereira Krob / IDG

Autor
Seonara Pivotto Salbego / IDG

Resumo Geral
A Formação de profissionais da área de Psicologia Organizacional, no Brasil e no Rio Grande do Sul, até o final do século passado, não havia sido devidamente avaliada e atendida. O despreparo dos profissionais que ingressavam no mercado de trabalho, começou a ficar preocupante, de acordo com a literatura pesquisada. A carência de cursos capacitadores na área era um fator dificultador da inserção do profissional de psicologia no Mercado de Trabalho. Diagnosticada esta necessidade, o IDG – Instituto de Desenvolvimento Global - foi fundado com o objetivo de suprir esta lacuna, de atender a demanda reprimida de profissionais que necessitavam desenvolver seus conhecimentos na área. O Curso de Formação em Psicologia Organizacional – CFPO - teve início com a primeira turma, em março de 2000. Devido à demanda, a partir de 2001 foram formadas duas turmas anuais. O IDG está atualmente, na XII turma, consolidando, assim, sua presença no mercado como instituição formadora de profissionais da área de Psicologia Organizacional. Buscando indicadores, o IDG realizou uma Pesquisa de Satisfação do Cliente (aluno) em relação ao Curso, através de questionário misto encaminhado por e-mail e aplicado em sala de aula, sendo os dados levantados e os resultados analisados dentro dos parâmetros metodológicos vigentes (ABNT). Foram avaliados os objetivos do Curso: preparar e desenvolver o psicólogo para enfrentar os novos desafios, capacitando-o, tornando-o apto e consciente das mudanças e transformações no mundo contemporâneo; promover o desenvolvimento do profissional (psicólogo) em psicologia organizacional, capacitando-o para enfrentar o mercado de trabalho. O resultado da pesquisa realizada revela que o Curso de Formação, além de atender aos seus objetivos, supera as expectativas com relação às necessidades dos alunos, com um índice de aprovação total , sendo assim distribuído:28% classificado como Ótimo, 57% Muito Bom e 15% Bom. Na perspectiva dos alunos, o IDG, além de possibilitar a formação, cria um espaço de acolhimento; fortalecimento das relações entre colegas (corporativo), reforça a imagem do profissional; oferece segurança para o exercício das atividades inerentes à área; atualiza; amplia a rede de relacionamentos; leva à mudança de postura profissional frente ao mercado de trabalho; amplia a visão e a perspectiva de atuação do profissional; desenvolve a reflexão crítica e a formação de novos conceitos;estimula o psicólogo, como agente de mudanças na cultura das Organizações, levando à aceitação e ao reconhecimento do profissional da área. Por isso, o IDG é um caso que serve de referência na Formação de Psicólogos Organizacionais.


Título Completo
O fazer POT por alunos de Psicologia: experiência em Empresas Juniores

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
FÁTIMA ROSELY SCHETTE / Puc-Campinas

Resumo Geral

Este trabalho relata a atuação de alunos de 8º semestre de Psicologia da Puc-Campinas, numa parceria com Empresas Juniores (EJs) da Unicamp. O estágio foi realizado em 11 EJs, tendo participado 33 alunos de Psicologia da Puc-Campinas, sob supervisão de professora doutora na área da POT. Para cada EJ foram designados 3 alunos de Psicologia. As EJS são da área de Engenharias, Educação Física, Biologia e Estatística. As práticas desenvolvidas foram inicialmente um Diagnóstico das organizações, tendo sido apontadas as necessidades de um suporte à Seleção de Treinees e Treinamento de Trainees e Diretores das EJs.Em várias delas houve também a necessidade de se desenvolver uma apresentação sobre os objetivos e competências da área de Recursos Humanos, e principalmente da POT,pois os diretores e membros das EJs não possuem necesariamente em seus currículos conhecimentos acerca dessa área organizacional.A imporTancia dessa prática se faz por ser o primeiro momento de atuação de estudantes de Psicologia em organizações. Utilizaram-se em Seleção de Pessoal, ténicas de dinâmica de grupo e entrevistas, e discussões com diretores das EJs sobre o potencial e competências dos candidatos, afimde identificar os mais adequados ao posto de Trainee. Em Treinamento foram levanatadas as necessidades, que indicaram os temas como Liderança, Motivação e principalmente Desenvolvimento de equipes. As ações em Treinamento envolveram práticas vivenciais nos temas, além das explanações teóricas a respeito dos temas, e o uso de filmes próprios para treinamento ou do circuito comercial, acompanhados de discussões dos temas. As práticas avaliadas pelos membros da EJs e pelos alunos de Psicologia apontaram para uma integração muito boa entre os alunos de ambas universidades, e um aumento do conhecimento comprovando as teorias aprendidas em sala de aula. Outros resultados positivos foram: a possibilidade de promover a melhoria nos serviços das EJs; a oportunidade de vivenciar uma relação de consultor-cliente;o desenvolvimento de postura profissional; a busca por melhor didática nas apresentações; a busca por vencer possíveis dificuldades decorrentes da relação com clientes, resistências, tornando-se mais maduros e críticos; a possibilidade de conviver com alunos de outra universidade, de outra realidade, mas de certa forma com atitudes e posturas semelhantes, pois todos são universitários em busca de uma primeira experiência profissional.


Título Completo
Psicojunior: Construindo o Saber Prático na Graduação.

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
FERNANDA DE SOUZA BRITO / Universidade Federal da Bahia

Autor
Marianna Luiza Alves Soares / Universidade Federal da Bahia

Resumo Geral
A prática profissional é sempre limitada quando não tem o conhecimento e os instrumentos de pesquisa adequados. A oportunidade de construir este saber prático, durante a graduação, é o foco da Associação Empresa Júnior de Psicologia da Ufba – Psicojunior –, que foi criada em 1999 e se configura como uma organização civil sem fins econômicos. Através da prestação de Serviços em Psicologia Organizacional e do Trabalho e do desenvolvimento de projetos acadêmicos, a empresa prepara os alunos para o exercício profissional, incentivando o auto-desenvolvimento destes. A Psicojunior é totalmente gerida por estudantes, sendo supervisionada pelos renomados professores da UFBa Sonia Gondim e Antônio Virgílio Bastos. Atualmente, a empresa é composta por 23 membros, distribuídos em cinco diretorias (Administrativo-Financeira, Comunicação, Projetos, Recursos Humanos e Marketing), pelo Conselho Estratégico e pela presidência, exercida por Daiane Santos. Como modelo de organização adotamos a gestão participativa, onde buscamos, cada vez mais, uma intensa participação dos membros na tomada de decisões. Tal fato colabora para um maior fluxo de informações, permitindo um grande intercâmbio de conhecimento entre as diretorias. Além disso, quando um projeto é planejado dentro da empresa, tem-se o cuidado de elaborar equipes mistas, mesclando membros de diferentes diretorias, assim como, pessoas que estejam com as habilidades bem desenvolvidas para as necessidades do projeto, com pessoas que ainda estão por desenvolver tais aptidões. A Psicojunior está em um momento de expansão para o mercado externo, realizando consultorias para empresas de Salvador. Nossos membros se capacitam atualmente na prestação de serviços como: Pesquisa de Clima Organizacional, Análise de Cargos, Diagnóstico Organizacional, Processo Seletivo, Treinamentos, dentre outros. O foco da Psicojunior é a capacitação em POT, porém os membros também aprendem com a realização de atividades internas na empresa e com a organização de eventos, tais como: o I CBPOT - I Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho; e o I e II EPO - Encontro de Psicologia e Organizações. A Psicojunior tem sido bem sucedida no seu objetivo maior, que é capacitação em POT, visto que no último semestre realizamos os serviços Pesquisa de Clima e Análise de Cargos para empresas de grande e pequeno porte, proporcionando grande capacitação para os membros da empresa através da aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. A satisfação dos clientes demonstra o reconhecimento da qualidade dos serviços prestados.


Título Completo
“Psicologia, Trabalho e Organizações: Seminário Introdutório à Psicologia Social do Trabalho”

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Formação e Políticas

Sub-área
Formação em psicologia organizacional e do trabalho

Proponente
MARIA DE FÁTIMA DE SENA E SILVA / Universidade Federal do Ceará

Autor
Raquel Nascimento Coelho / Universidade Federal do Ceará

Autor
Juliana e Silva de Oliveira / Univerisdade Federal do Ceará

Autor
Mabel Melo Sousa / Universidade Federal do Ceará

Autor
Carolina Ribeiro Colares / Universidade Federal do Ceará

Autor
Tessa Ramos Silva / Universidade Federal do Ceará

Resumo Geral

O NUTRA - Núcleo de Psicologia do Trabalho da Universidade Federal do Ceará tem a missão de pensar a Psicologia Social do Trabalho, enquanto disciplina científica e campo profissional, através da construção teórica e metodológica, trazendo contribuições para a pesquisa, o ensino e a extensão, procurando, desta forma, estar presente nos debates contemporâneos das ciências humanas e sociais. Entre os objetivos que perseguimos está o desenvolvimento de uma consciência política e cidadã, comprometida com a realidade social e com a qualidade de vida. O projeto “Psicologia, Trabalho e Organizações: Seminário Introdutório à Psicologia Social do Trabalho” vincula-se à nossa missão e aos nossos princípios, bases de formulação de nossas atividades e veio atender a uma demanda dos alunos dos semestres iniciais dos cursos de psicologia que, em sua maioria, entram em contato com as disciplinas desta área, somente a partir do 7º semestre. Além de apresentar a esses estudantes a área da psicologia social do trabalho através de um workshop residencial (grupo de imersão), tivemos como objetivos fortalecer o processo de conhecimento e socialização entre os alunos dos semestres iniciais possibilitando aos mesmos a oportunidade de uma vivência acadêmica grupal e residencial; refletir sobre o surgimento da psicologia como ciência independente e suas áreas de aplicação; proporcionar aos participantes um espaço de vivência e aprendizado sobre as categorias trabalho e organização, partindo de uma aproximação psicossocial; oferecer aos 10 alunos integrantes do NUTRA treinamento em atividades de Grupo de Imersão em suas etapas de planejamento, execução e avaliação e contribuir para a construção e vivência de uma cultura de paz, fundada no respeito às diversidades e reconhecimento das semelhanças, dentro das comunidades acadêmicas. A opção pelo formato residencial contribuiu para possibilidade dessa vivência comunitária, construtiva e saudável, traduzindo-se como uma opção viável entre aqueles que compõem à Academia. Seguindo uma metodologia psicossocial as atividades desenvolveram-se através de oficinas com a utilização de rodas de conversas, dinâmicas de grupos, filmes, técnicas projetivas e exposição teóricas, permitindo, assim, a construção de um espaço de vivência e aprendizagem, centrado na realidade e no desejo dos participantes. Este workshop ocorreu no SESC – Iparana/Ce, teve duração intensiva de 27 horas e contou com a presença de 40 pessoas. A avaliação final, realizada mediante aplicação de um instrumento de aferição padronizado no NUTRA e que nos fornece o IGS – Índice Geral de Satisfação, apresentou o IGS de 89,39%.


Título Completo
A IMPLANTAÇÃO DE MODELO ORGANIZACIONAL DE CÉLULAS SEMI-AUTÔNOMAS E O IMPACTO NA ATUAÇÃO DO TRABALHADOR

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
MARILENE ZAZULA BEATRIZ / Universidade Tuiuti do Paraná (Docente)/Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Doutoranda)

Resumo Geral
Este caso visa demonstrar o impacto da implantação do Modelo Organizacional de Células Semi-autônomas, como um modelo de gestão participativa, na forma de atuar dos trabalhadores. Realizou-se um estudo de caso em uma multinacional brasileira, possuindo 4.870 funcionários na região metropolitana de Joinville, Santa Catarina. Os processo de implantação do referido modelo foi desenvolvido por meio de treinamentos, divididos em 2 fases, durante o período de 1999 a 2003. Na fase 1, aplicou-se um curso (denominado Desenvolvimento de Células (DC) – Módulo I), cujo conteúdo, eminentemente comportamental, visava desenvolver algumas habilidades nos integrantes das células e das Unidades, tais como: trabalho em equipe, cooperação, comunicação, empatia, tomada de decisão, percepção de reações à mudança, entre outros. Esse módulo de vinte horas foi realizado com 14 grupos, compostos por 18 participantes em média. Cada grupo era composto por operadores, técnicos e facilitadores. Na fase 2, foi desenvolvido o DC - Módulo 2, com o objetivo de diagnosticar a evolução da maturidade de cada célula entre as fases 1 e 2, com intervalo em média de um ano entre elas. Tal módulo de quatorze horas e meia foi aplicado em 12 grupos de trabalho, compostos por 22 participantes em média. Registrou-se cada encontro em relatório, o que possibilitou a captação e interpretação dos processos grupais. De forma geral, os grupos, apresentaram dificuldades para trabalhar com esse modelo no que tange ao processo decisório, a comunicação e a cooperação entre eles, bem como em relação aos gestores que permaneceram autocráticos. No entanto, de modo unânime, concordaram que houve melhora significativa quanto ao tratamento interpessoal, ao planejamento das tarefas e quanto ao foco nos resultados. Constatou-se que a autonomia conquistada por vários grupos deveu-se ao desenvolvimento de novas habilidades, atitudes e conhecimentos dos trabalhadores que, ao mesmo tempo em que contribuiu para aumentar sua consciência e visão de todo o processo produtivo, contraditoriamente inviabilizou uma visão mais crítica do sistema, por se tratar de desenvolvimento de competências que visou o aperfeiçoamento único e exclusivo de tal processo vindo a reforçar a antiga separação entre o pensar e o agir, entre o estratégico e o operacional e entre o dominante e o dominado.


Título Completo
Desenvolvimento das Equipes: diagnóstico sobre os estágios do ciclo de vida

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
MAGALI DOS SANTOS MACHADO / Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Autor
Hilana Magalhaes Avila Paz Moreira / Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Autor
Stela Gomes Faiad / Universidade Católica

Autor
Emílio Peres Facas / Universidade de Brasília

Resumo Geral
No contexto atual, mudanças como a acelerada globalização e o aumento na competição mudaram o foco do trabalho do nível individual para as equipes. No ambiente organizacional, uma equipe pode ser caracterizada como um sistema de relações dinâmicas e complexas, entre um conjunto de pessoas que identificam a si próprias e são identificadas por outras pessoas dentro da organização como membros de um grupo relativamente estável, que interagem e compartilham técnicas, regras, procedimentos e responsabilidades, utilizados para desempenhar tarefas e atividades com a finalidade de alcançar objetivos mútuos (Machado, 1998). Após a definição dos membros, uma equipe de trabalho passa por diversas mudanças, ao longo do tempo, que impactam na estrutura interna, nos processos e na cultura da equipe. Essas mudanças são chamadas de processo de desenvolvimento das equipes. Na literatura identificamos que os modelos sobre desenvolvimento das equipes podem ser agrupados em três categorias: lineares e progressivos; cíclicos e pendulares e não sequenciais ou híbridos (Smith, 2001). Os modelos lineares e progressivos são os mais conhecidos e citados e, dentre esses, destaca-se o de Tuckman (1965). Nesse modelo, as equipes passam por diferentes estágios, que se iniciam com a formação e evoluem para o conflito, a normatização e o desempenho. Considerando a importância da gestão compartilhada e do trabalho em equipe para as empresas modernas, foi realizado um projeto piloto com o objetivo de identificar qual estágio de evolução cada equipe de trabalho, de um departamento administrativo de uma empresa de pesquisa agropecuária, se encontrava. Participaram desse estudo 12 equipes, com cerca de 5 membros cada. A formação das equipes foi confirmada por meio de entrevistas semi-estruturadas com os coordenadores formais de cada equipe. Para avaliar o estágio de desenvolvimento das equipes foi elaborado um questionário específico, com base no modelo de Tuckman. O instrumento foi inicialmente elaborado com 15 itens para cada estágio, totalizando 60 itens, que foram validados semanticamente por um especialista na área. Após a validação restaram 53 itens, sendo 14 para cada estágio. O questionário foi respondido pelos membros de cada equipe, de forma independente, e pelos respectivos coordenadores. Os resultados obtidos apontam para diferenças substanciais em relação ao estágio de desenvolvimento de cada uma das equipes. A partir desse diagnóstico foi possível estabelecer intervenções específicas, considerando as características de cada estágio evolutivo identificado e espera-se um fortalecimento da capacidade das equipes de trabalho em potencializarem o próprio desempenho.


Título Completo
Desenvolvimento de equipe de trabalho: uma experiência em um Cartório de Distribuição no DF.

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
MARIA APARECIDA ALVES / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Jussara Puppin Zandonadi / Universidade de Brasília - UnB

Autor
Johanna Clarke de Voest Silva / Universidade de Brasília - UnB

Resumo Geral
O presente trabalho teve como objetivo elaborar um diagnóstico, para identificar a etapa do ciclo de vida e os elementos que interferem no desempenho da equipe de atendimento de um Cartório de Distribuição, situado no Distrito Federal. Esse diagnóstico visava a identificação dos conceitos de equipe de trabalho e suas características; a verificação dos aspectos que diferenciam equipes de grupos de trabalho; a identificação das características de equipe e de grupo de trabalho presentes no setor pesquisado; e a verificação dos elementos que interferem nos resultados da equipe, por meio da identificação de pontos favoráveis e desfavoráveis. A literatura sobre o tema põe em relevo os aspectos da diferenciação entre grupo e equipe de trabalho; registra as confusões entre conceitos, características e funcionamento, evidencia, também, as vantagens do trabalho em equipe, no atual contexto de mudanças, especialmente quanto à redução do tempo de execução do trabalho, ao aumento do poder de resolução de problemas complexos e à capacidade criativa da organização. Para fins deste estudo foi adotado o conceito de equipe apresentado por Machado (1998), que abrange todos os aspectos citados por diversos autores. Foi realizada pesquisa qualitativa, por meio de análise documental; entrevistas semi-estruturadas; aplicação de questionário individual com perguntas abertas; simulação de atendimento, anonimamente, a fim de verificar, na prática, o funcionamento, o desempenho e o comportamento dos funcionários e, ainda se os padrões e metas de atendimento estabelecidos ocorrem; dinâmica de grupo, para identificar os pontos favoráveis e desfavoráveis do Setor e as soluções dos problemas apontados. O estudo abrangeu 11 (onze) funcionários do Setor de Atendimento. Como resultado identificou-se que os membros se organizam como uma equipe, tal como definido por Machado (1998), e estão na fase 4, segundo o modelo de Tuckman (1965), aquela denominada de desempenho, que é quando se alcançam os níveis ótimos, em termos de produtividade, qualidade, decisão, entre outros. Os resultados foram entregues à instituição sob a forma de um diagnóstico que descreve um conjunto de recomendações, com vistas à melhoria do desempenho da equipe. Com o estudo a instituição pesquisada poderá estabelecer estratégias para melhoria da equipe. Espera-se também que outras organizações possam identificar o ciclo de vida de suas respectivas equipes e, igualmente, buscar soluções eficazes, por meio de estratégias direcionadas ao momento de cada equipe.


Título Completo
Desenvolvimento do Sistema de Planejamento de Ações Educacionais do SERPRO

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
THAÍS ZERBINI / Universidade de Brasília

Autor
Pedro Paulo Murce Meneses / Universidade de Brasília

Autor
Maria José Filha / SERPRO

Autor
Maria Helena Carmo / SERPRO

Autor
Maisa Pieroni Lima / SERPRO

Resumo Geral
Diversas empresas têm investido na estruturação de ações Treinamento, Desenvolvimento e Educação, visando, em princípio, ao desenvolvimento de ações educacionais que garantam a aprendizagem individual e de grupos e equipes de trabalho. Neste sentido, o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), maior empresa pública de prestação de serviços em tecnologia da informação do Brasil, juntamente com consultores externos, iniciou o processo de análise crítica da qualidade do planejamento dos cursos ‘Fundamentos em Gerencia de Projetos’ e ‘Processo de Gerenciamento de Projetos’. A análise e validação do planejamento instrucional dos cursos contemplaram as seguintes ações: coleta e organização de informações sobre o planejamento instrucional dos cursos; análise da qualidade do planejamento instrucional dos cursos; e validação dos cursos com a equipe de planejadores e especialistas em conteúdo. As avaliações foram realizadas a partir da utilização de um roteiro para análise de material didático desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília. A partir da utilização deste instrumento, puderam ser avaliados os objetivos instrucionais, as estratégias instrucionais, os exercícios, o planejamento de atividades, a seqüência do ensino e as fontes de informação disponibilizadas. Esses aspectos, para os dois cursos enfocados, foram submetidos à apreciação de dois juízes, de forma que após a obtenção de uma taxa de concordância de 80% entre as avaliações de ambos os juízes é que os resultados finais foram estabelecidos. Os resultados indicaram a necessidade de que alguns ajustes no planejamento do curso fossem realizados. Mais especificamente, os objetivos instrucionais, além de precisarem ser descritos em termos observáveis, necessitavam, sobretudo, ser informados aos participantes dos cursos. As estratégias instrucionais, apesar de em sua maioria adequadas, precisavam levar em consideração com maior freqüência o contexto do próprio órgão. Os exercícios precisaram ser reconstruídos a fim de alcançarem complexidade compatível com os objetivos propostos. Informações sobre a carga horária para cada unidade e atividade prevista, bem como os meios de aferição de aprendizagem, precisaram ser comunicadas aos participantes. Em relação à seqüenciação dos conteúdos e às fontes de informação, problemas maiores não foram observados, apesar de algumas modificações terem sido sugeridas. Os produtos obtidos destas ações foram os cursos ajustados às prescrições teórico-metodológicas dos planejamentos instrucionais e às necessidades dos participantes e organização. O objetivo do projeto foi alcançado e, atualmente, o SERPRO vem utilizando os critérios estabelecidos no roteiro de avaliação para planejar suas ações educacionais, bem como para criticar ações educacionais adquiridas do mercado.


Título Completo
Desenvolvimento do Sistema Integrado de Avaliação de Ações Educacionais do SERPRO

Modalidade
Caso em Psicologia Organizacional e do Trabalho

Área
Organizações

Sub-área
Gestão de pessoas nas organizações

Proponente
THAÍS ZERBINI / Universidade de Brasília

Autor
Pedro Paulo Murce Meneses / Universidade de Brasília

Autor
Maria Helena Carmo / SERPRO

Autor
Maria José Filha / SERPRO

Autor
Maisa Pieroni Lima / SERPRO

Resumo Geral
Frente às constantes mudanças sociais e econômicas que influenciam o modo de gerenciamento de organizações, torna-se vital o desenvolvimento de ações educacionais que garantam a aprendizagem organizacional. Sistemas de Treinamento, Desenvolvimento e Educação (TD&E) completos e integrados, neste contexto, passam a ser considerados ferramentas importantes de gestão de pessoas. Haja vista que grande parte das organizações não conta com sistemas de TD&E bem desenvolvidos, a implementação de uma sistemática de avaliação de resultados de ações educacionais pode ser de grande valia para que as áreas interessadas obtenham controle sobre suas práticas. Na ausência de avaliações de ações de TD&E, as organizações correm um sério risco de perder grande parte do investimento feito, já que é difícil analisar as mudanças de desempenho, motivação e comprometimento dos funcionários, após os treinamentos, sem metodologia sistemática de avaliação dos efeitos de ações educacionais. Neste sentido, o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), maior empresa pública de prestação de serviços em tecnologia da informação do Brasil, juntamente com consultores externos, iniciou o processo de estruturação de uma sistemática de avaliação de treinamentos. Foi realizada também a capacitação técnica, a fim de que os funcionários do SERPRO pudessem apoiar a implementação da sistemática de avaliação. O desenvolvimento do projeto foi realizado em duas etapas: Desenvolvimento de metodologia de avaliação de treinamento; e Capacitação técnica dos funcionários em nível nacional. As ações desenvolvidas para o alcance da primeira etapa foram: análise da qualidade, em termos psicométricos, dos instrumentos desenvolvidos e já utilizados pelo SERPRO e a construção de instrumentos personalizados para avaliação dos cursos, nos níveis de reação, aprendizagem e impacto do treinamento no trabalho. O resultado obtido foi o desenvolvimento de metodologia de coleta e análise de dados de avaliação de treinamento nos três níveis. Para capacitar